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Sucateado, projeto Nego D’água está parado há um ano; Gaia explica

Grande aliado na educação ambiental, além de incentivar pesquisas voltadas à qualidade de água no reservatório da Usina Hidrelétrica de (UHE) Lajeado, o projeto Nego D’água ganhou uma embarcação em 2007 que custou quase R$ 500 mil e foi viabilizada graças à intervenção de vários agentes políticos e administrativos, mas que está sem receber atividades há pelo menos um ano. Que a embarcação está ancorada no porto da Praia da Graciosa já ultrapassa dois anos.

As informações são do presidente interino da Associação de Conservação do Meio Ambiente e Produção Integrada de Alimentos da Amazônia (Gaia), Luís Hildebrando Ferreira Paz, que contabilizava investimento mensal de R$ 2 mil, ainda no início do projeto, incluindo salário do barqueiro e as contas fixas.

A associação Gaia é a responsável por gerir o uso da embarcação e por fazer com que o projeto continue existindo. Porém, ao T1 Notícias o presidente Hildebrando, relatou estar desmotivado por, vários anos, buscar parcerias e nunca receber um retorno positivo. “Hoje o projeto está parado porque o maior incentivador era a antiga Celtins. Depois que ela foi vendida, perdemos nosso patrocinador”, disse.

Questionado se não seria interessante buscar apoio junto aos parlamentares estaduais e/ou federais, Luís Hildebrando disse que ainda não havia cogitado a possibilidade, uma vez que haviam decidido “não envolver política”. “A princípio nunca quisemos envolver política, mas talvez seja uma saída. Certa vez um deputado prometeu ajuda, mas nunca chegou até nós”, salientou sem citar nomes.

Dificuldades

Há dois anos um profissional da Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ) vistoriou a embarcação e, conforme orçamento apresentado, seria necessário R$ 160 mil para fazê-lo voltar a rodar.

O valor exclui o fato de a embarcação ter sido alvo de vândalos há três meses, conforme relatou Hildebrando: “quebraram o vidro, entraram e danificaram internamente a embarcação”, descreveu. Mesmo com a invasão e a depredação do bem particular, a associação não procurou uma delegacia e não registrou boletim de ocorrência sobre o caso.

Além da dificuldade financeira enfrentada pela associação, Hildebrando também relatou que a Prefeitura de Palmas se recusou a continuar fornecendo energia elétrica à embarcação, o que levou ao abandono total da instalação. “Antes a gente desenvolvia atividades lá dentro, mas como é um barco pequeno e fechado, é muito quente e fica inviável trabalhar lá dentro”, enfatizou.

O presidente relatou ainda que a motorização da embarcação também se tornou um grande problema. “A motorização a gasolina inviabilizou os passeios. Por ser barco pesado, consume em torno de 30 a 50 litros/hora. O primeiro passeio que fizemos foi para Brejinho de Nazaré via fluvial, que leva umas 9 horas saindo de Palmas. Isso inviabilizou no processo para o qual ele foi feito”, alfineta, esclarecendo que o projeto visa despertar a consciência ambiental.

Parcerias

Mesmo desmotivado, Hildebrando garante que tem buscado parceria com a Faculdade Católica do Tocantins, mas que as negociações já se arrastam por pelo menos um ano.

O T1 Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Palmas questionando sobre o fornecimento de energia à embarcação, mas o Executivo Municipal disse que “não há nenhum tipo de convênio ou termo com a ONG Gaia para manutenção da energia elétrica do barco Nego D’Água”, ou seja, “não havendo convênio ou termo de parceria, o município não tem condições legais para fazer qualquer repasse à instituição”.

A equipe de reportagem tentou contato com a Faculdade Católica, mas as ligações não foram atendidas.

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Dificuldade no acesso representa perigo e pode afastar turistas da Lagoa do Japonês

O acesso a uma das atrações turísticas mais visitadas no Tocantins, a Lagoa do Japonês, em Pindorama, região sudeste do estado, tem sido alvo de reclamações de turistas. O trecho de estrada que dá acesso ao local, após o município, apresenta perigo pela falta de sinalização, segundo relatam as fontes ouvidas pelo T1.

A jornalista Cejane Borges contou ao T1 que foi informada sobre um trecho da estrada que seria de 19 km de terra, “quando na verdade são 32 km. Lá é uma serra com despenhadeiro em que passa somente um carro por vez, com cascalho e terra. Faltam placas de alerta sobre o trânsito de veículos, enfim, o lugar é lindo, mas o acesso é perigoso”, relatou.

Ela conta que antes do passeio buscou se informar sobre o ponto turístico e acesso, mas presenciou outra realidade no caminho. “No Facebook da Lagoa mostra as belezas, sugere o que levar, mas em momento algum cita as dificuldades de acesso ou sugere que o carro seja traçado. Eu tenho um carro bem baixo”.

Segundo a jornalista, “no trajeto não tem placas, a estrada é de cascalho com pedras e na serra tem curvas sinuosas, que dão pra um despenhadeiro e abismo, sem contenção. Não existem placas ou informações dizendo que tem uma descida ou subida de serra. Além disso, na parte da serra é pista única” e completa “o lugar é lindo, mas precisam informar a realidade para o turista”, cobrou.

A publicitária Raquel Etges conta que o local é lindo e muito bem cuidado, mas alerta que a estrada de acesso apresenta perigo, o que pode acabar afastando os turistas. “A Lagoa é maravilhosa, muito bem cuidada e organizada, não há do que reclamar. O problema é a estrada”. Ela conta que foi informada que seu carro de passeio iria até o local, que a estrada estava ‘mais ou menos’, mas a experiência foi negativa. “A estrada estava bem ruim, muita pedra, cascalho, em meio a um despenhadeiro sem barra de proteção. O carro patinou, tentava subir e acabou indo bem devagar”, conta.

Um amigo da publicitária, que estava com a família, também passou pelo problema. “Quando o carro estava subindo, começou a descer. Ele estava com o filho de dois anos, parou para todo mundo descer porque ficou com muito medo”, relata. A publicitária também sentiu falta de placas de sinalização.

Em resposta

Procurada pelo T1, a responsável pelo local, Paula Antonioli, disse que a estrada que dá acesso a Lagoa é o principal problema enfrentando por eles. “Contamos com a ajuda da Prefeitura de Pindorama. Nós entramos com combustível e eles com a patrola” para fazer a manutenção da estrada a cada 6 meses. Segundo ela, o fluxo de carros em julho aumentou e a estrada piorou muito.

“Temos a preocupação de o turista deixar de ir ao local por causa da estrada. Procuramos a Prefeitura, para ajudar, pois sozinhos não damos conta”, argumenta. Ela não tem conhecimento sobre um possível projeto de asfaltamento e sinalização do local, por parte do poder público, mas garantiu que irá discutir melhorias após receber as reclamações.

O prefeito de Pindorama, Silvio Gás, afirma que tem conhecimento do potencial turístico que o local representa para o Município e que não mede esforços para trazer melhorias. “Fizemos manutenção há 20 dias, vamos fazer amanhã novamente, mas lá é uma serra, o acesso é difícil, carros pequenos podem patinar, mas a manutenção feita pela Prefeitura é contínua”, garante.

O prefeito relatou a dificuldade do Município para executar as melhorias pretendidas, conta que enviou ofício ao Governo pedindo ajuda com a manutenção da estrada vicinal e da rodovia que liga a capital a cidade e está elaborando um documento de política de turismo para obter arrecadação e investir em melhorias no local.

A Lagoa do Japonês fica localizada em uma fazenda privada. A entrada atualmente custa R$ 25 por pessoa.

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Um dos fugitivos de Miranorte é alvejado durante troca de tiros com PM

Um dos 13 reeducandos que continuam foragidos após fuga em massa ocorrida na Cadeia Pública de Miranorte, na tarde do último domingo, foi alvejado durante troca de tiros entre a Polícia Militar (PM) e um grupo de seis fugitivos. A informação preliminar e foi repassada pela PM que adiantou que o rapaz estava com colete a prova de balas e conseguiu fugir por entre o mato.

As buscas estão intensas na região de Pindorama, rumo o qual cinco dos seis encontrados conseguiram fugir em um veículo preto. O rapaz que foi alvejado ainda não foi encontrado.

Equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) dá apoio nas buscas utilizando o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Até o momento, cinco detentos foram presos e treze continuam à solta. Confira a lista de nome dos fugitivos.

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Bombeiros encerram Operação Praia com mais de 34 mil ações e 8 mortes por afogamento

O Corpo de Bombeiros encerrou, nesse final de semana, a Operação Praia 2018 em todo o Estado com um total de 34.512 ocorrências atendidas. Foram registrados 8 afogamentos com óbito neste julho de alta temporada, uma redução se comparado ao mesmo período, em 2017, quando foram registrados 10 afogamentos com mortes.

Na soma, já são, ao todo, 28 afogamentos com óbitos, no Estado, em 2018, conforme dados do próprio Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML) do Tocantins.

A ação atendeu 28 localidades, empregando 221 bombeiros militares, 15 viaturas e 11 embarcações. Também empregou 109 guarda-vidas civis contratados pelas próprias prefeituras e que atuaram em 39 praias de 34 municípios.

Para tornar o trabalho mais eficiente, a operação foi dividida em regionais nessas 28 localidades. Na regional de Palmas, foram atendidas as praias do Buriti, Caju, Prata, Graciosa, Arnos, Luzimangues, Segredo, Mirassol, Funil, e Paredão.

Já na regional de Araguaína, foram atendidas as praias de Filadélfia, Babaçulândia, e Palmeirante; a de Gurupi atendeu as praias de Sandolândia e Formoso do Araguaia; a de Porto Nacional atendeu Ponte Alta e Ipueiras; a de Colinas atendeu as parias em Juarina, Pau D’arco e Couto Magalhães; a regional de Araguatins atendeu as praias localizadas em Carrasco Bonito, Buruti, São Sebastião, São Miguel, Esperantina e Itaguatins. E, na regional de Dianópolis, foram atendidas as praias de Paranã e São Salvador.

As praias atendidas, exclusivamente, por guarda-vidas militares foram: Prata, Caju, Porto Nacional, Itacajá e Goiatins.

As atendidas por guarda-vidas civis e supervisionadas pelos Bombeiros foram: Segredo; Funil; Paredão; Filadélfia; Babaçulândia; Palmeirante; Sandolândia; Formoso do Araguaia, Ponte Alta; Ipueiras; Juarina, Pau D’arco; Couto Magalhães, Carrasco Bonito, Buriti; São Miguel; Esperantina; Itaguatins; Paranã e São Salvador.

Já as praias atendidas tanto por guarda-vidas bombeiro militares quanto por civis foram: Mirassol; Xambioá; Peixe; Araguacema; Lagoa da Confusão; Pedro Afonso; Araguatins; São Sebastião; Tupiratins e Miracema.

A ação atuou, ainda, em eventos tradicionais da temporada de praias no Estado como o Rally das Águas de Itacajá, Goiatins, Miracema do Tocantins e Pedro Afonso, além do Miracaxi 2018 também em Miracema.

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Oito estados dos EUA apresentam processo contra fabricação de armas com impressora 3D

Oito estados dos Estados Unidos apresentam nesta segunda-feira um processo para bloquear uma decisão do governo de Donald Trump que permite fabricar armas de plástico com impressoras 3D, as quais, segundo os críticos, serão quase impossíveis de controlar.

Os procuradores-gerais do Partido Democrata de Connecticut, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Oregon, Washington e Distrito de Colúmbia se uniram na petição, que será apresentada a um tribunal federal em Seattle.

A ação, que buscará uma ordem de restrição temporária em nível nacional, argumenta que a decisão viola os direitos dos estados a regular as armas de fogo, disseram as autoridades.

“Esta decisão é inconstitucional. É ilegal. Francamente é aterrorizante”, disse Bob Ferguson, procurador-geral do estado de Washington.

“Esta medida sem precedentes não apenas é desastrosa para a segurança pública, mas também mina nossas leis estatais destinadas a manter as armas de fogo longe de pessoas perigosas”, acrescentou.

Após uma longa batalha legal, o governo chegou a um acordo no mês passado com Cody Wilson, um ativista defensor do direito às armas do Texas.

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Na Índia, inundações levam peixes aos corredores de um hospital

As chuvas de monção, que deixaram 545 mortos na Índia desde maio, provocaram uma inundação em um hospital do estado de Bihar (nordeste) onde foram encontrados peixes nadando pelos corredores.

Enquanto a água suja dominava o CTI do hospital universitário Nalanda de Patna, os pacientes se encolheram em suas camas para aguardar melhores condições. O parente de um dos enfermos conseguiu capturar um peixe.

“Uma parte do térreo foi inundada ontem (domingo) após a obstrução de um equipamento de drenagem pelas fortes chuvas”, afirmou à AFP o diretor do hospital, Sitaram Prasad.

A desventura ilustra os problemas que as chuvas de monção provocam no país, com mortes e destruição a cada ano. De junho a setembro, dezenas de milhares de prédios e residências são inundados.

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ANS recua e derruba franquia e 40% de coparticipação em planos de saúde

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) voltou atrás e derrubou a norma que previa a cobrança de até 40% de coparticipação dos clientes de planos de saúde e definia regras para aplicação de franquia em convênios médicos. Em reunião nesta segunda-feira (30), a diretoria da agência decidiu revogar a norma e fazer novas audiências públicas sobre o tema.

A resolução normativa 433 havia sido aprovada pela ANS no final de junho e foi alvo de críticas de clientes e entidades de defesa do consumidor. Após um pedido de liminar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a regra temporariamente.

Para o consumidor, não há mudanças imediatas, pois a nova norma só entraria em vigor em dezembro.

Leia também:

STF suspende regra que permitia plano de saúde cobrar até 40% de paciente
Plano de saúde com franquia deve baratear mensalidade, dizem operadoras
Com nova regra, gasto com convênio pode dobrar, dizem entidades

ANS esperava reação positiva, diz diretor

No relatório em que pede a revogação da norma, o diretor de desenvolvimento setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, afirmou que “a ANS previa uma absorção positiva das novas regras pela sociedade, especialmente pelos consumidores”, mas que “o que se observou não foi isso” e que a resolução “causou grande apreensão na sociedade”.

Presente na reunião, a diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS, Simone Freire, concordou. “É de fato uma medida salutar que a gente dê um passo atrás para dar passos à frente num momento em que as normas não são compreendidas, o que a gente fala não é devidamente compreendido”, afirmou.

Freire sugeriu fazer “audiências públicas fracionadas, em lugares diferentes, para dar mais oportunidade de mais pessoas interagirem, já que o tema causou tanta apreensão na sociedade”.
Pressão da OAB e do Procon

As novas regras para os planos de saúde vinham sendo duramente criticadas por entidades como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Procon, que alegavam que os gastos com plano de saúde poderiam dobrar.

Quando aprovou as regras de cobrança de coparticipação e franquia em junho, a ANS disse que as normas protegiam o consumidor ao estabelecerem um percentual máximo a ser cobrado pela operadora para realização de procedimentos.

Tanto franquia quanto coparticipação já estavam previstas em resolução do setor de 1998, mas não tinham regras bem definidas. Não havia, por exemplo, a definição de um percentual máximo para a coparticipação em cada atendimento, mas a diretoria de fiscalização da ANS orientava as operadoras a não praticarem valores superiores a 30% –na prática, portanto, a nova regra ampliava o valor máximo que as operadoras poderiam cobrar dos usuários.

Atualmente, mais de 50% dos quase 48 milhões de beneficiários de planos de saúde do país estão vinculados a planos com coparticipação ou franquia, de acordo com a agência reguladora.
Data do novo debate ainda será definida

Em nota, a ANS confirmou a revogação das novas regras e afirmou que deve reabrir as discussões “em função da apreensão que o tema tem causado na sociedade”. A data da primeira audiência pública sobre o tema deve ser divulgada em breve, de acordo com a ANS.

A agência afirmou, ainda, que se reunirá com as principais instituições públicas que se manifestaram sobre o tema para ouvir sugestões sobre o assunto.

“Espera-se, com isso, que as contribuições colaborem para uma regulação clara e justa, fruto da discussão e consenso entre as principais entidades públicas e privadas representativas da sociedade civil”, disse a ANS em nota.

(Com agências de notícias)
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Homem que ficou paraplégico após ser atropelado por carro do governo ganha indenização de R$ 200 mil

O mestre de obras Saul Segundo da Costa, que ficou paraplégico após ser atropelado por um carro do Governo do Tocantins, ganhou na Justiça uma indenização de R$ 200 mil. O caso foi em novembro de 2009, na cidade de Dianópolis, região sudeste do estado. Costa estava em uma motocicleta quando foi atingido pelo veículo oficial na Avenida 7 de Setembro.

De acordo com o inquérito, o motorista do carro fez uma conversão proibida antes de bater na vítima. O laudo médico apontou que o impacto causou traumatismo raquimedular em uma das vertebras da coluna, que causou a paralisia do mestre de obras.

O juiz Rodrigo Perez Araújo entendeu que o Estado deve ser responsabilizado porque o motorista do carro estava a serviço do governo quando o acidente aconteceu. A indenização é para compensar os danos morais, estéticos e materiais do mestre de obras.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. O Governo do Tocantins disse apenas que não foi notificado da sentença.

Além da indenização, o mestre de obras ganhou direito a uma pensão vitalícia de R$ 2 mil, já que o acidente impede que ele trabalhe na área em que atuava antes da paralisia.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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Quase nove meses após fuga em massa da CPP, sete presos continuam foragidos

Quase nove meses se passaram desde que um grupo de detentos usou dinamite para explodir o muro da Casa de Prisão Provisória de Palmas e fugir. Na época, mais de 20 homens conseguiram sair do presidio e sete deles ainda não foram recapturados. A crise na segurança do sistema prisional voltou à tona após uma nova fuga no fim de semana, desta vez em Miranorte.

No caso do domingo (29), cinco dos 18 presos que fugiram foram encontrados e 13 ainda estão sendo procurados na região. Tanto a CPP de Palmas como a Cadeia Pública de Miranorte operam acima da capacidade para a qual foram projetadas. Na capital, há 750 detentos no espaço pensado para 260.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a situação se repete em 40 das 51 unidades prisionais do estado. Na Cadeia Pública de Paraíso, onde a capacidade é de 50 presos, mas atualmente há cerca de 300, uma vistoria constatou que um surto de sarna atingiu quase todos os detentos.

Para o Ordem dos Advogados do Brasil, apenas a abertura de novas vagas não vai resolver o problema. “Hoje existe uma necessidade de criação de vagas imediata, em função da demanda enorme. Mas para o futuro, a solução vai mais no sentido da criação de projetos ressocializadores”, diz o advogado Marcelo Rezende.

O Governo do Tocantins informou que estão previstas 1,4 mil novas vagas com as obras de ampliação do sistema prisional, mas não disse qual o prazo.

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Mais de três mil crianças aguardam vagas em creches de Palmas, diz Defensoria

As aulas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) de Palmas voltam na próxima quinta-feira (2), mas para milhares de pais a data não vai significar nenhuma mudança na rotina. Isso porque a fila de crianças que aguardam uma vaga nas creches da rede municipal da capital ainda tem mais de três mil nomes, de acordo com um levantamento divulgado pela Defensoria Pública.

Pelo menos 60 famílias de baixa renda, assistidas pela Defensoria, entraram na Justiça para garantir o acesso dos filhos ao serviço, mas os pedidos ainda não foram julgados. Segundo os defensores, muitos pais precisaram desistir de vagas de trabalho para cuidar das crianças.

É o caso da funcionária pública Ruth Carvalho, que cuida sozinha de duas filhas gêmeas de 3 anos. Os nomes delas foram colocados na lista há mais de um ano, mas ainda não foram chamadas. Ruth não tem familiares na cidade e está cortando despesas para pagar creche particular e não precisar abandonar o emprego.

“Eu não tenho condições de pagar creche particular, mas tiro de necessidades básicas para cumprir com a mensalidade da creche porque não tenho com quem deixar as crianças e não posso abandonar meu emprego para cuidar delas. É um dinheiro que faz muita falta e eu tenho o direto à vaga municipal, mas há mais de ano que luto e não consigo”, conta ela.

Outra mãe que passa por dificuldades é Maria Peres, que tem dois filhos e está desempregada há quase um ano. “Meu marido é pedreiro, então ele não tem renda fixa. Só que o com o pouco que ele ganha é mais do que eu ganhava como faxineira, por isso, decidi abandonar meu trabalho para poder ficar com os nossos filhos”.

Outro lado

A Prefeitura de Palmas disse que pretende resolver o problema até o fim do segundo semestre de 2019, quando serão criadas quatro mil novas vagas para crianças no sistema de educação municipal.

Segundo a gestão, estas vagas estão previstas em função da construção de sete novos Cmeis. A nota diz ainda que duas dessas obras devem ser inauguradas ainda nesse segundo semestre de 2018 e cinco no primeiro semestre de 2019.

Além destas quatro mil vagas, outras 600 devem ser criadas com a reforma de outros quatro Cmeis que já existem. Os serviços, segundo a prefeitura, vão estar prontos em agosto deste ano.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.