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Novo premiê do Haiti pede por ‘unidade nacional’ ao assumir governo após morte do presidente


Ariel Henry substitui o interino Claude Joseph, que anunciou sua saída na véspera. Político de 71 anos havia sido indicado para o cargo pelo presidente Jovenel Moïse dias antes de seu assassinato. Ariel Henry, primeiro-ministro do Haiti, em foto sem data
Gabinete do Primeiro-ministro do Haiti
O novo primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, pediu por “unidade nacional” nesta terça-feira (20) ao assumir o governo do país após a morte do presidente Jovenel Moïse, em 7 de julho.
Na segunda-feira (19), o premiê interino Claude Joseph havia anunciado sua saída, abrindo espaço para a posse do médico e político de 71 anos.
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Henry foi indicado por Moïse dois dias antes de seu assassinato. Ele se tornou o sétimo primeiro-ministro a tomar posse que foi nomeado pelo político.
Além do cargo de primeiro-ministro, Henry assumirá a pasta de Assuntos Sociais e Trabalho. Joseph, o interino, passará a liderar o Ministério de Relações Exteriores.
Pressão internacional
O cabo de guerra entre Joseph e Henry pela liderança do Executivo terminou no fim de semana, após a pressão conjunta dos embaixadores de vários países, entre eles França e Estados Unidos, assim como de emissários da OEA e da ONU.
Henry, ex-cirurgião que foi várias vezes ministro, prometeu trabalhar pelo consenso no país caribenho, assolado pela pobreza, insegurança e pela corrupção.
Em um discurso transmitido pela TV, Henry disse querer “lançar um apelo solene à unidade nacional, à união de nossas forças e à cooperação de todos, para frear esta corrida do país para o abismo, para subir a encosta e proteger o nosso país dos múltiplos perigos que o ameaçam”.
Segundo o novo primeiro-ministro, “a própria existência da nação” do Haiti está atualmente “em perigo”.
Quanto ao assassinato de Moïse, cujo funeral nacional será na sexta-feira (23), Henry prometeu que “os culpados e seus mandantes responderão pelos atos na Justiça haitiana”.
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Fonte: G1 Mundo