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Onda de violência na África do Sul deixa mais de 30 mortos


Protestos e saques começaram após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Os primeiros incidentes começaram na sexta, e atos de violência se espalharam por Joanesburgo e Soweto. Militar mantém guarda próximo a suspeitos de saque do lado de fora do shopping Diepkloof, em Soweto, nesta terça (13), após à prisão do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma
Siphiwe Sibeko/Reuters
Ao menos 32 pessoas morreram na África do Sul em meio a protestos e saques que começaram após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma.
Foram 26 mortos na província de Kwazulu-Natal, anunciou o primeiro-ministro regional, Sihle Zikalala, nesta terça-feira (13).
Outras seis pessoas perderam a vida em áreas próximas a Joanesburgo, segundo o presidente Cyril Ramaphosa.
Em meio à onda de violência, o governo sul-africano convocou o Exército para conter distúrbios (veja no vídeo abaixo).
Governo da África do Sul convoca Exército para conter a onda de violência
Os primeiros incidentes, com estradas bloqueadas e caminhões incendiados, aconteceram na sexta-feira (9), um dia após o ex-presidente se entregar à Justiça.
Os atos de violência se espalharam por Joanesburgo no fim de semana, e na madrugada desta terça continuaram principalmente em Soweto, a oeste da cidade.
Zuma condenado
Jacob Zuma, que tem 79 anos, foi condenado a 15 meses de prisão por desacato à Justiça, após se negar a comparecer a uma comissão anticorrupção.
O ex-presidente compareceu apenas uma vez diante da comissão e ignorou várias convocações posteriores. Ele alegava razões médicas ou que estava preparando sua defesa para outros casos.
Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul, comparece ao Supremo Tribunal em Pietermaritzburg em 15 de outubro de 2019
Michele Spatari/Pool via AP
Ele enfrenta várias acusações de fraude, corrupção e crime organizado relacionadas à compra, em 1999, de equipamentos militares de cinco empresas europeias de armamento.
Na época, Zuma era vice-presidente do país. O político depois foi presidente, entre 2009 e 2018, e renunciou em meio a uma série de escândalos (veja no vídeo abaixo).
Ele só deixou o cargo após pressão do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mesmo de Nelson Mandela.
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Fonte: G1 Mundo