O secretário municipal do Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Serviços Regionais de Palmas, Roberto Petrucci Júnior, foi condenado no Paraná a cinco anos e quatro meses de prisão e multa pelo crime de corrupção. A decisão é do Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca do Paraná e atende ação penal proposta pelo Ministério Público daquele Estado, por meio do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Ele foi indicado ao então prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), pelo ex-ministro da Saúde do governo Temer, Ricardo Barros, de quem o pessebista é amigo. O secretário deixou Maringá (PR), no ano passado, após ter sido denunciado pelo crime de corrupção passiva qualificada pelo Gaeco do Paraná.
Petrucci, que é engenheiro, foi nomeado em abril de 2016 secretário municipal de Obras Públicas de Maringá, na gestão de Carlos Roberto Pupin (PP), também homem do grupo do ex-ministro Ricardo Barros.
Conforme o Gaeco da cidade paranaense, o secretário do governo Amastha e mantido pela sucessora, Cinthia Ribeiro (PSDB), acumulava em novembro de 2016 as pastas de Obras Públicas e de Planejamento e Urbanismo da cidade paranaense [similar à pasta que assumiu em Palmas].
Ele é acusado de ter exigido de um empresário 50% do valor que a Prefeitura de Maringá pagaria para desapropriar uma área onde o município faria o prolongamento de uma rua. O MPE diz que o empresário teria se recusado a fazer o pagamento e acabou recebendo regularmente o valor de cerca de R$ 640 mil. Petrucci foi denunciado em abril do ano passado. Na época, ele disse à imprensa de Maringá que estava tranquilo e que sempre defendeu o erário.
Além da gestão Pupin, em Maringá, o secretário compôs também a administração do irmão do ex-ministro Ricardo Barros, Sílvio Barros, que governou a cidade por dois mandatos (2005 a 2013).
Muito ligado
O ex-prefeito de Palmas é muito ligado à família Barros. Ele deixou o PV em 2011 e migrou para o PP para disputar o comando da capital tocantinense em 2012 através dos irmãos Sílvio e Ricardo. A relação entre eles é tão estreita que, à frente do Paço de Maringá, Sílvio veio a Palmas em agosto de 2010 para a inauguração do Capim Dourado Shopping, construído por Amastha e vendido depois que ele chegou à prefeitura.
O ex-ministro Ricardo Barros foi uma das figuras ilustres que prestigiaram a posse de Amastha na presidência provisória da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), no dia 10 de janeiro deste ano.
Petrucci poderá recorrer da decisão em liberdade. O CT fez contato com a Secretaria de Comunicação de Palmas e aguarda manifestação.