Eles foram considerados culpados pelas mortes ocasionadas pelo fogo e também haviam sido acusados de cometer ‘atos terroristas’. Homem tenta controlar incêndio florestal na Síria em foto de 8 de setembro de 2020
SANA via AFP
O governo da Síria executou 24 pessoas acusadas de terem provocado incêndios florestais em 2020, anunciou o Ministério da Justiça nesta quinta-feira (21).
Eles eram acusados de “terem cometido atos terroristas” ao atear fogo a materiais inflamáveis que “causaram mortes e destruíram a infraestrutura estatal e propriedade pública”, afirmou o órgão.
Outras 20 pessoas, incluindo cinco menores de idade, foram condenados a penas que variam de dez anos de reclusão à prisão perpétua.
LEIA TAMBÉM:
Incêndios florestais deixam mortos na Argélia; governo investiga possível ação criminosa
VÍDEOS: os estragos dos incêndios florestais no Brasil e no mundo
Segundo o comunicado, os condenados “confessaram ter feito reuniões para planejar os incêndios e tê-los provocado”.
Os incêndios devastaram as províncias de Latakia e Tartus, na costa do Mediterrâneo, e a província de Homs, no centro do país.
Mortos e feridos
Em setembro e outubro de 2020, a Síria registrou cerca de 187 queimadas florestais que afetaram 280 cidades. Elas deixaram pelo menos três mortos e dezenas de feridos, segundo a imprensa oficial.
Este é um problema recorrente na Síria, assim como em outros países vizinhos, durante os períodos de calor intenso, principalmente no final do verão.
As autoridades suspeitam de que também possam ser causados por moradores, sobretudo, para estocar lenha antes do inverno para se aquecer.
Pena de morte
De acordo com a Anistia Internacional, o governo sírio continua a usar o enforcamento como método de execução.
Em seu último relatório sobre sentenças de morte e execuções, publicado este ano, esta ONG de defesa dos direitos humanos destaca que pôde “corroborar informações que indicam que foram realizadas execuções na Síria em 2020”.
No mesmo documento, acrescenta, no entanto, não contar com informação suficiente “para divulgar um número mínimo confiável”.
Fonte: G1 Mundo