Talibãs mataram a tiros o parente de um jornalista que trabalhava para a Deutsche Welle (DW) no Afeganistão e era procurado pelos militantes, informou o canal público de televisão alemão nesta sexta-feira (20).
Um outro familiar do jornalista, que não teve a identidade revelada e agora está na Alemanha, ficou ferido. Vários parentes conseguiram fugir enquanto os talibãs seguiam de porta em porta.
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Apesar da tentativa inicial do Talibã de tentar passar uma imagem menos radical, militantes do grupo extremista têm intensificando a busca por pessoas casa a casa, segundo documento confidencial da ONU (Organização das Nações Unidas).
O jornal “The New York Times” revelou na quinta-feira (19) que o documento apontava ameaças de matar ou prender familiares caso os alvos não fossem encontrados, exatamente como ocorreu com o parente do jornalista.
O documento e a execução contradizem diretamente as garantias públicas do grupo extremista de que não buscaria vingança. Os alvos são pessoas que os talibãs acreditam ter trabalhado para forças de segurança dos Estados Unidos e da Otan e entidades internacionais.
“O assassinato de um parente de um de nossos editores pelos talibãs ontem (quinta-feira) é incrivelmente trágico e ilustra o grave perigo em que se encontram todos os nossos funcionários e suas famílias no Afeganistão”, afirmou Peter Limbourg, diretor geral da DW, em um comunicado.
“Está claro que os talibãs estão executando operações organizadas de busca de jornalistas, tanto em Cabul como nas províncias. O tempo está acabando”, completou.
A DW informou que os talibãs compareceram às residências de pelo menos três jornalistas da emissora.
O canal e outros meios de comunicação da Alemanha pediram ao governo de Berlim que atuem rapidamente para ajudar seus funcionários afegãos.
Depois de tomar o poder no Afeganistão em entrar em Cabul no domingo, os talibãs iniciaram uma campanha de Relações Públicas e prometeram respeitar a liberdade de imprensa, além de perdoar todos os opositores.
Porém, um documento confidencial da ONU, ao qual a AFP teve acesso, afirma que estão intensificando a busca de pessoas que trabalharam com as tropas dos Estados Unidos e da Otan.
Os afegãos não esqueceram o regime islâmico ultraconservador imposto pelos talibãs quando governaram de 1996 a 2001, com castigos brutais, como o apedrejamento até a morte.
Um outro familiar do jornalista, que não teve a identidade revelada e agora está na Alemanha, ficou ferido. Vários parentes conseguiram fugir enquanto os talibãs seguiam de porta em porta.
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O jornal “The New York Times” revelou na quinta-feira (19) que o documento apontava ameaças de matar ou prender familiares caso os alvos não fossem encontrados, exatamente como ocorreu com o parente do jornalista.
O documento e a execução contradizem diretamente as garantias públicas do grupo extremista de que não buscaria vingança. Os alvos são pessoas que os talibãs acreditam ter trabalhado para forças de segurança dos Estados Unidos e da Otan e entidades internacionais.
“O assassinato de um parente de um de nossos editores pelos talibãs ontem (quinta-feira) é incrivelmente trágico e ilustra o grave perigo em que se encontram todos os nossos funcionários e suas famílias no Afeganistão”, afirmou Peter Limbourg, diretor geral da DW, em um comunicado.
“Está claro que os talibãs estão executando operações organizadas de busca de jornalistas, tanto em Cabul como nas províncias. O tempo está acabando”, completou.
A DW informou que os talibãs compareceram às residências de pelo menos três jornalistas da emissora.
O canal e outros meios de comunicação da Alemanha pediram ao governo de Berlim que atuem rapidamente para ajudar seus funcionários afegãos.
Depois de tomar o poder no Afeganistão em entrar em Cabul no domingo, os talibãs iniciaram uma campanha de Relações Públicas e prometeram respeitar a liberdade de imprensa, além de perdoar todos os opositores.
Porém, um documento confidencial da ONU, ao qual a AFP teve acesso, afirma que estão intensificando a busca de pessoas que trabalharam com as tropas dos Estados Unidos e da Otan.
Os afegãos não esqueceram o regime islâmico ultraconservador imposto pelos talibãs quando governaram de 1996 a 2001, com castigos brutais, como o apedrejamento até a morte.
Fonte: G1 Mundo