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Tempestade Ana deixa ao menos 88 mortos no sul da África


Moçambique, Malauí e Madagascar foram as regiões mais afetadas. Moradores observam carro que foi levado por inundação após passagem da tempestade tropical Ana no Malauí, em 26 de janeiro de 2022
Eldson Chagara/Reuters
Ao menos 88 pessoas morreram após a passagem da tempestade tropical Ana em Moçambique, Malauí e Madagascar, informaram as autoridades dos países nesta sexta-feira (28).
Fortes chuvas atingiram, desde a semana passada, vários países da região sul do continente africano, deixando um rastro de destruição por onde passavam.
Os governos regionais ainda avaliam danos e buscam por vítimas.
Pessoas sobem em veículo tombado durante tempestade Ana no Malauí em foto de 26 de janeiro de 2022
AP Photo
Em Madagascar, onde ao menos 48 pessoas foram mortas por deslizamentos de terra, a tempestade Ana se juntou a chuvas que já vinham atingindo a região em 22 de janeiro.
Ana tocou o solo de Moçambique dois dias depois e ao menos 20 pessoas morreram, segundo o balanço mais recente das autoridades.
Casa destruída por deslizamento de terra em Madagascar em foto de 26 de janeiro de 2022
Alexander Joe/AP
No Malauí, 20 pessoas morreram – mas as autoridades ainda continuam suas buscas por mais vítimas. A tempestade também afetou Zimbábue, mas não há registros de mortes até o momento.
“Esta tempestade é um lembrete contundente de que a crise climática é uma realidade”, disse Maria Luisa Fornara, representante do Unicef em Moçambique, à agência de notícias Reuters.
A região tem sido repetidamente atingida por fortes tempestades e ciclones nos últimos anos, destruindo casas, infraestrutura e plantações e deslocando um grande número de pessoas.
Pessoas se arriscam em meio a inundação no Malauí em foto de 26 de janeiro de 2022
AP Photo
Forçados a deixar suas casas
Segundo as estimativas iniciais, já são dezenas de milhares de casas danificadas, pontes desabaram e alguns veículos e seus passageiros foram arrastados pelo rio.
Em Madagascar, ao menos 130 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas. Na capital Antananarivo, ginásios e escolas foram transformados em abrigos de emergência.
No norte e centro de Moçambique, Ana destruiu 10 mil residências e dezenas de escolas e hospitais, além de derrubar a rede elétrica.
Outra tempestade se aproxima
Outra tempestade, batizada de Batsirai, está agora viajando em direção à costa leste da África enquanto comunidades ainda tentam se recuperar dos estragos da Ana.
Especialistas dizem que as tempestades estão se tornando mais fortes e frequentes à medida que as águas esquentam devido às mudanças climáticas, com o aumento do nível do mar também tornando as áreas costeiras baixas vulneráveis.
A agência meteorológica francesa disse que a Batsirai não representava ameaça imediata nesta sexta-feira, no entanto, disse que a evolução da intensidade e trajetória do Batsirai permanece incerta.
O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique alertou que Batsirai ainda tem potencial para evoluir para uma tempestade tropical severa.

Fonte: G1 Mundo