Juiz de 1ª instância havia autorizado a entrega de documentos da Casa Branca sobre a invasão ao Congresso americano aos congressistas que investigam o ataque de 6 de janeiro. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump discursa a apoiadores em comício em Cullman, no estado do Alabama, em 21 de agosto de 2021
Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
Um tribunal dos Estados Unidos acolheu na quinta-feira (11) um recurso do ex-presidente Donald Trump para suspender temporariamente a divulgação de documentos da Casa Branca que poderiam envolvê-lo no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.
Cinco pessoas morreram na invasão à sede do Poder Legislativo dos EUA, que aconteceu durante a sessão que referendava a vitória do atual presidente americano, Joe Biden, contra Trump.
Dois dias antes, um juiz distrital havia autorizado que os documentos fossem entregues à comissão da Câmara dos Representantes que investiga o ataque. Os congressistas deveriam receber o primeiro lote de documentos nesta sexta-feira (12).
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Mas a corte de apelações da capital federal (Washington DC) emitiu uma ordem administrativa que dá aos juízes mais tempo para examinar o pedido de Trump e agendou a apresentação dos argumentos orais do recurso para o dia 30.
Os três juízes afirmaram que a decisão “não deve ser interpretada de forma alguma como uma decisão sobre o mérito” do caso.
A Câmara solicitou centenas de documentos, incluindo a lista de pessoas que visitaram Trump ou telefonaram para ele no dia do ataque ao Capitólio. As mais de 770 páginas de documentos incluem material sobre as atividades do ex-chefe de gabinete de Trump Mark Meadows, de seu ex-assessor Stephen Miller e de seu ex-advogado adjunto Patrick Philbin.
Trump também esperava bloquear a divulgação do Diário da Casa Branca, um registro de suas atividades, viagens, reuniões e ligações telefônicas.
Outros documentos aos quais o ex-presidente não deseja que o Congresso tenha acesso são memorandos dirigidos à sua ex-secretária de imprensa Kayleigh McEnany, uma nota manuscrita sobre os acontecimentos de 6 de janeiro, e um rascunho de seu discurso na manifestação Salvemos os Estados Unidos, entregue logo antes do ataque.
Em 6 de janeiro, milhares de simpatizantes do presidente republicano invadiram a Câmara de Representantes, em uma tentativa de bloquear a validação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden.
Pouco antes do ataque, Trump discursou para uma multidão a centenas de metros do Capitólio e denunciou, sem apresentar provas, que foi vítima de fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.
Fonte: G1 Mundo