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Viúva de presidente Jovenel Moise retorna ao Haiti após se recuperar em hospital nos EUA


Martine Moise emitiu uma declaração gravada em crioulo acusando os inimigos de seu marido de querer “matar seu sonho, sua visão, sua ideologia”. Ela ficou ferida durante ataque no qual presidente foi morto, em 7 de julho. O então presidente do Haiti, Jovenel Moise (ao centro), caminha junto à primeira-dama, Martine Moise; e o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph (à direita), em foto de 18 de maio
Joseph Odelyn/AP
Martine Moise, esposa do presidente haitiano assassinado, Jovenel Moise, ferida no ataque que matou seu marido, voltou ao país caribenho neste sábado (17), disse uma autoridade.
O porta-voz do governo, Israel Cantave, disse à agência Associated Press que Martine chegou ao Haiti após sua alta de um hospital de Miami, nos Estados Unidos.
Mais cedo, do hospital, a primeira-dama haitiana emitiu uma declaração gravada em crioulo acusando os inimigos de seu marido de querer “matar seu sonho, sua visão, sua ideologia”.
Jovenel Moise foi morto em 7 de julho por homens armados que invadiram sua casa particular em um ataque que, segundo as autoridades, envolveu haitianos, haitianos-americanos e ex-soldados colombianos.
Jovenel Moïse tinha 53 anos e era presidente do Haiti desde 2017
Getty Images/BBC
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No mesmo dia em que o presidente foi morto e Martine ficou ferida, as autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato.
A polícia informou que, após um confronto que durou até a noite, conseguiu prender 18 ex-militares colombianos, os quais acusou de cometer o assassinato de Moïse.
Jovenel Moïse: 4 incógnitas sobre o assassinato do presidente do Haiti
Três outros supostos mercenários colombianos foram mortos, enquanto cinco conseguiram escapar e ainda estão foragidos.
Metralhadoras, celulares e passaportes apreendidos com suspeitos de assassinar o presidente do Haiti, Jovenel Moise, são mostrados à imprensa em Porto Príncipe em 8 de julho
Estailove St-Val/Reuters
O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Léon Charles, anunciou que o médico haitiano radicado na Flórida Christian Emmanuel Sanon também foi preso como suposto mentor da conspiração, na qual o senador John Joel Joseph, atualmente foragido, teria tido papel crucial.
O chefe de segurança de Moïse, Dimitri Herard, e outro haitiano-americano, James Solages, também foram presos.
Por sua vez, a Polícia colombiana identificou na sexta-feira um ex-funcionário do Ministério da Justiça do Haiti como a pessoa que deu a ordem para que os mercenários cometessem o assassinato.
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Fonte: G1 Mundo