Categorias
MUNDO

Rússia estabelece novo recorde de mortes por Covid-19 desde início da pandemia


Quinto país mais atingido pela pandemia no mundo, país está observando uma alta nas infecções desde meados de setembro. Foram registrados 852 mortes e mais 21.559 casos nas últimas 24 horas, segundo autoridades. Mulher usando máscara caminha pelo centro de Moscou, na Rússia, na terça-feira (28)
Alexander Nemenov/AFP
A Rússia registrou mais 852 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia. A marca foi estabelecida em meio a um surto que está sendo causado pela variante delta, mais transmissível do que a cepa original do vírus.
Quinto país mais atingido pela pandemia no mundo, a Rússia está observando uma alta nas infecções desde meados de setembro. Nas últimas 24 horas, as autoridades registraram mais 21.559 casos da doença em todo o país.
Apesar do aumento, há poucas medidas de combate ao vírus em vigor na Rússia, que decretou um “lockdown” de seis semanas no ano passado.
Autoridades de Moscou alertaram para o aumento das internações nos hospitais da capital e disseram que praticamente todos os casos detectados na cidade foram causados pela variante delta.
O Kremlin havia estabelecido uma meta de vacinar totalmente 60% da população até setembro, mas esse objetivo foi abandonado diante do grande ceticismo dos russos em relação às vacinas.
Até o momento, apenas 28% dos russos já receberam as duas doses dos imunizantes contra a Covid-19, que estão disponíveis no país desde dezembro de 2020.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Menino de 6 anos morre após contrair ameba que ‘come’ o cérebro em parque aquático do Texas


O micro-organismo ‘Naegleria fowleri’ vive em ambientes úmidos, mas infecções são raras. Segundo as autoridades, a criança adquiriu a doença quando brincava em um parque público. Meningoencefalite amebiana primária tem alto índice de letalidade
Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern/Divulgação
Uma criança de 6 anos, que vinha sendo tratada de meningoencefalite amebiana primária, morreu em um hospital nos Estados Unidos, informaram nesta segunda-feira (27) as autoridades americanas.
A doença é rara, mas ficou conhecida porque é causada por uma ameba, organismo de apenas uma célula, capaz de “comer” o tecido do cérebro humano.
O micro-organismo Naegleria fowleri entrou no corpo do garoto após ele brincar em um parque aquático público no estado americano do Texas.
Popularmente se diz que a ameba parasita “come cérebros”, mas ela se alimenta principalmente de bactérias presentes na água.
O que ocorre quando ela entra no corpo humano é que, como a ameba não encontra os nutrientes necessários para viver, acaba atacando células do cérebro em busca destas substâncias.
Autoridades sanitárias apontaram falhas no sistema que atesta a qualidade da água em diversos parques do estado após uma investigação iniciada em 5 de setembro, quando o garoto deu entrada no hospital. Ele morreu seis dias depois.
A presença da ameba em águas doces e mornas é comum, mas infecções são raras. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apenas 34 casos foram relatados nos EUA na última década.
As pessoas são infectadas quando a água contendo a ameba entra no corpo pelo nariz, geralmente quando vão nadar ou mergulhar em lagos e rios.
LEIA TAMBÉM:
Ameba ‘comedora de cérebro’: caso de infecção na Flórida gera alerta nos EUA
Argentina tem primeiro caso de ameba que ‘come cérebro’
A rara e altamente mortal ameba que vive em lagos e come ‘cérebro’ humano
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mineiros contam o que passaram em mina da Vale e como foi o resgate: ‘2 horas subindo escadas’


Henry Bertrand e Remi Larose deram entrevista à emissora canadense CTV News. Eles estão entre os 39 funcionários da Vale que ficaram presos após acidente no domingo (26). Dois funcionários da Vale resgatados da mina subterrânea Totten, no Canadá, após um acidente na tarde de domingo (26), contaram o que passaram no interior da mina e como foi o resgate em entrevista à emissora canadense CTV News.
“Levamos 2 horas e 15 minutos subindo as escadas, com algumas pausas ao longo do caminho porque é uma longa jornada subindo”, contou o mineiro Henry Bertrand, que explicou que estava a cerca de 560 metros de profundidade. Outros mineiros, no entanto, estavam a cerca de 940 metros da saída.
“Na primeira parte, a cada 6 metros tem uma plataforma onde podemos parar para descansar e tomar fôlego. E na segunda parte a cada 30 metros tem uma plataforma onde podemos parar. Mas na metade do caminho nós paramos no nível 380, onde há outro refúgio e havia outros resgatistas ali”, explicou. “Minhas pernas estão cansadas e meus braços estão cansados”, disse.
O que se sabe sobre o resgate
Veja fotos da mina
O resgate está sendo feito por meio de um sistema de escada de saída secundária. Não há relato de feridos e eles tiveram acesso a água e comida.
Sobre o tempo que ficaram presos, Bertrand diz que não houve desespero: “Não foi tão ruim. Eu estava com um pessoal legal, passamos o tempo fazendo piadas e conversando”.
Ele conta que compartilhou com os colegas a comida que havia levado para o almoço. Depois, a equipe de resgate levou algumas barras de cereais e chocolate. Segundo o mineiro, essa equipe fez um ótimo trabalho durante todo o resgate.
Bertrand também contou que o interior da mina é bem iluminado, bem ventilado e bastante seguro. “Claro, tem acidentes como o de hoje”, disse.
O mineiro explicou que, após o acidente, os trabalhadores foram direcionados a estações de refúgio em diferentes locais da mina, onde há água e telefone e que, ali, esperaram orientações para a saída. Ele admitiu, no entanto, que o resgate demorou mais do que o esperado. “Não achamos que seria tanto tempo”, afirmou.
Veja a localização da mina da vale
Arte g1
Outro funcionário que estava na mina, Remi Larose, conta que se manteve otimista durante a permanência no local, e que a comunicação com a superfície e o fato de poderem falar com a família ajudaram. Eles usavam uma espécie de telefone para isso.
“A gente conseguia se comunicar com pessoas em outros níveis da mina e sabia que ninguém estava machucado”, conta Larose.
Questionado se voltará às minas, ele não hesitou: “estou pronto para voltar ao trabalho assim que puder.”
Acidente em mina subterrânea da Vale deixa 39 trabalhadores presos no Canadá

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Embaixada do Brasil no Haiti avalia como dar assistência a menores brasileiros deportados dos EUA


Itamaraty informou que foi comunicado sobre a existência dos menores por Organização Internacional para as Migrações. Pais são haitianos, mas crianças, maioria com até três anos de idade, nasceram no Brasil. Haitianos que foram deportados dos Estados Unidos chegam ao Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, no Haiti, no dia 19 de setembro
AP Photo/Rodrigo Abd
O governo brasileiro avalia a melhor forma de dar assistência às trinta crianças com cidadania brasileira que foram deportadas pelos Estados Unidos para o Haiti em meio à grave crise de migração que levou cerca de 15 mil haitianos à cidade texana de Del Rio, na fronteira com o México, nos últimos dias.
Procurado pelo g1, o Itamaraty diz que foi comunicado pelo Escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Haiti sobre a existência desses menores com passaporte brasileiro dentre os milhares de haitianos que recentemente foram deportados.
“A Embaixada do Brasil em Porto Príncipe está em contato com a OIM, com vistas a analisar a situação desses menores e de seus responsáveis legais, todos cidadãos haitianos, a fim de prestar-lhes a assistência cabível”, afirma ainda a resposta do Itamaraty.
As crianças brasileiras têm, em sua maioria, até três anos de idade e estavam acompanhadas pelos pais haitianos, com quem fizeram a jornada para sair do Brasil e atravessar as Américas do Sul e Central até chegar à divisa entre México e EUA há pouco mais de uma semana, segundo informou matéria da BBC.
Além dos 30 menores de idade brasileiros deportados, 182 crianças chilenas estão na mesma condição.
Segundo a Constituição Federal, por terem nascido em território do Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, os filhos dos haitianos são também considerados brasileiros natos. E por isso eles detinham apenas documentação brasileira ao serem encontrados e deportados pelos americanos.
Migração
A partir de 2010, quando um terremoto devastou o Haiti e matou centenas de milhares de pessoas, o Brasil passou a ser destino de migração de haitianos.
Entre 2010 e 2018, os dados da Polícia Federal apontam que em torno de 130 mil haitianos vieram ao Brasil, onde se estabeleceram e formaram família.
O governo brasileiro criou um visto humanitário para atender às necessidades desses migrantes — mais tarde também estendido a sírios e afegãos.
Nos últimos anos, porém, a recessão brasileira e a desvalorização do câmbio, que achatou a renda remetida pelos haitianos aos familiares no país de origem, levaram muitos a migrarem para o Chile ou outros países da região.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Espanha declara área do vulcão ‘zona de catástrofe’; vídeo de drone revela destruição em La Palma


Medida prevê a destinação de 10,5 milhões de euros para ‘necessidades mais urgentes’ como a habitação, compra de roupas e suprimentos aos desalojados pela erupção de Cumbre Vieja. Drone mostra destruição após erupções de vulcão em La Palma
O governo da Espanha declarou nesta terça-feira (28) que a área do vulcão em erupção na ilha de La Palma, nas Canárias, é uma “zona de catástrofe”, com isso, o país vai destinar 10,5 milhões de euros (cerca de R$ 67 milhões) para medidas urgentes de moradia e ajuda aos desalojados.
Segundo a Defesa Civil, mais de 6 mil pessoas já precisaram deixar suas casas. O vulcão de Cumbre Vieja entrou em erupção no domingo (19) e desde então deixou um rastro de destruição nesta ilha do arquipélago espanhol no meio do Oceano Atlântico.
Mais de 600 casas e comércios, além de cerca de 20km de ruas e estradas foram atingidos pela lava que escorre há dez dias em direção ao mar. Imagens feitas com um drone pela Polícia Civil espanhola revelam a destruição na ilha (veja no vídeo acima).
Lava da erupção do vulcão Cumbre Viejo flui destruindo casas na ilha de La Palma nas Canárias, na Espanha, em 21 de setembro de 2021
Emilio Morenatti/AP
O Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha voltou a emitir um alerta para novas explosões após o vulcão de Cumbre Vieja reduzir sua atividade nesta segunda-feira (27).
Segundo o órgão do governo espanhol, a nuvem de cinzas expelida pelo vulcão poderá alcançar os 7.000 metros.
“O IGN continua acompanhando a atividade e reforçou sua presença na ilha”, disse o instituto em nota.
Lava do vulcão Cumbre Vieja toma a paisagem de La Palma e gera destruição em foto de 28 de setembro de 2021
Nacho Doce/Reuters
No domingo (26), as autoridades ordenaram que moradores de Tazacorte, cidade localizada na costa oeste da ilha, não deixassem suas casas, isso por conta da possível chegada da lava do vulcão ao mar.
Especialistas alertam que o rápido resfriamento da lava com a água do oceano é preocupante, porque pode liberar gases tóxicos, carregadas de ácido clorídrico. Não há, até o momento, o registro de mortos por conta do vulcão de Cumbre Vieja.
Lava escorre de vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias, em foto de 27 de setembro de 2021
Jon Nazca/Reuters
Ilhas Canárias
As Canárias são um território espanhol no Oceano Atlântico, um arquipélago formado por oito ilhas. La Palma é uma delas e tem cerca de 83 mil habitantes.
Veja onde está o vulcão
Arte G1
Veja mais vídeos da destruição
Drone flagra momento em que lava de vulcão atinge piscina em La Palma, na Espanha
Igreja desaba com lava de vulcão, em La Palma
Drone registra momento em que cone de vulcão em La Palma entra em colapso
Initial plugin text

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Explosão suspeita deixa feridos em prédio de Gotemburgo, na Suécia


Ao menos dezesseis pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave. Policial que acaba de prestar depoimento em processo contra gangues vive no local; autoridades não descartam ato criminoso relacionado a um ajuste de contas. Fumaça é vista saindo de prédio após explosão em apartamento em Annedal, no centro de Gotemburgo, na Suécia, na madrugada de terça-feira (28)
Bjorn Larsson Rosvall/TT via AP
Ao menos dezesseis pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave, em uma explosão nesta terça-feira (28) em um prédio de Gotemburgo, na Suécia, anunciaram as autoridades, que não descartam que tenha sido um ato criminoso relacionado a um ajuste de contas.
Pouco antes das 5 horas (meia-noite no horário de Brasília), uma espessa fumaça branca emanava da propriedade, de acordo com imagens divulgadas pela mídia local. Ambulâncias, caminhões de bombeiros e equipes de resgate ocuparam a área.
O fogo foi controlado no início da tarde, informou o responsável das operações.
Os 16 feridos foram levados ao hospital universitário de Gotemburgo, explicou a porta-voz desse estabelecimento, Ingrid Fredriksson. Deles, três mulheres e um homem apresentavam ferimentos graves.
“É evidente que não se pode descartar um ato criminoso”, declarou o ministro do Interior, Mikael Damberg, em coletiva de imprensa oferecida junto ao primeiro-ministro Stefan Lovfen.
Segundo o jornal regional “Goteborgs Posten”, um policial que acaba de prestar depoimento em um grande processo contra gangues da cidade vive no prédio atacado.
“É claro que analisaremos essa pista”, declarou ao jornal o próprio policial, cujo nome não foi divulgado.
Fumaça é vista saindo de prédio após explosão em apartamento em Annedal, no centro de Gotemburgo, na Suécia, na madrugada de terça-feira (28)
Bjorn Larsson Rosvall/TT via AP
Lofven, criticado nos últimos anos porque seu governo não consegue conter a atuação das gangues mafiosas, não quis “especular” sobre a origem da explosão.
“Todos devem saber que a sociedade sempre é mais forte que o crime”, afirmou.
Segundo a polícia, ainda não se sabe qual foi a causa da explosão.
Procurado pela agência France Presse, o chefe das operações de resgate, John Pile, sublinhou que “uma explosão em uma zona residencial, ou uma explosão em geral, normalmente não é de origem natural” e, menos ainda, considerando-se que o edifício não está conectado ao gás natural.
Segundo fontes policiais citadas pelo “Goteborgs Posten”, talvez tenha sido instalado um dispostivo explosivo em frente a uma das portas de entrada, um modus operandi ao qual as gangues têm recorrido frequentemente nos últimos anos para seus ajustes de contas.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Morre um dos líderes da guerrilha ELN após bombardeio militar na Colômbia


Exército de Libertação Nacional foi bombardeado há duas semanas. Ogli Angel Padilla Romero, também conhecido como Fabian, chega em Cali, na Colômbia em 27 de setembro
Forças armadas da Colômbia/Via AFP
Um dos comandantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), último grupo guerrilheiro ainda ativo na Colômbia, morreu em decorrência de ferimentos de um bombardeio militar realizado há duas semanas, informou o ministro da Defesa, Diego Molano, nesta terça-feira (28).
Conhecido como “Fabián”, Ogli Ángel Padilla Romero foi encontrado ferido na selva perto do local do ataque e morreu em um hospital, explicou o ministro da Defesa, Diego Molano.
“Ele foi encontrado ferido, coberto de arbustos e de vegetação, na segunda-feira. Ele estava muito perto do local onde ocorreu a operação aérea”, disse Molano.
Ele faleceu enquanto recebia atendimento médico na cidade de Cali.
No total, sete pessoas morreram em decorrência do bombardeio.
‘Narcoterrorista neutralizado’
O presidente Iván Duque confirmou que “foi neutralizado o narcoterrorista vulgo ‘Fabián’, assassino de lideranças sociais, narcotraficante e principal comandante do ELN na Colômbia, que havia sido capturado ferido”.
“Continuamos na luta contra todas as formas de crime”, acrescentou.
As autoridades suspeitaram que o comandante estava no acampamento atacado após encontrar seus pertences em meio aos corpos de outros guerrilheiros mortos.
El Chocó é um dos redutos da guerrilha guevarista, a última ativa na Colômbia depois do acordo de paz de 2016 que desarmou as então Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Veja abaixo um vídeo de março de 2020, quando os grupos guerrilheiros da Colômbia anunciaram um cessar-fogo por causa do coronavírus.
Grupo de guerrilha da Colômbia anuncia cessar-fogo por causa do coronavírus
Membro do Comando Central, o órgão de direção do ELN, “Fabián” liderava a chamada Frente de Guerra Ocidental, a segunda com maior expansão depois do pacto histórico.
“Era um criminoso da maior periculosidade. Foi autor de muitos assassinatos, sequestros, líder de narcotráfico” e responsável pelo deslocamento de milhares de pessoas, disse o ministro.
Também organizou ataques às forças de segurança e atos de vandalismo durante os multitudinários protestos contra o governo que abalaram o país entre abril e junho deste ano, segundo a polícia. Dezenas de pessoas morreram.
Nas últimas semanas, o governo atribuiu ao ELN vários ataques contra as forças de segurança.
Mandados de prisão
Padilla ingressou na guerrilha ainda adolescente e fez parte da ala radical da organização que recorre ao tráfico de cocaína em suas áreas de influência, assim como a sequestros, como fontes de recursos para a insurreição.
Havia um mandado de prisão pelos crimes de rebelião, sequestro e homicídio agravado pelo assassinato de uma liderança indígena contra ele.
Sua morte é o golpe militar mais importante contra o grupo rebelde desde que “Uriel”, uma das figuras mais midiáticas do ELN, foi assassinado em outubro de 2020 na mesma região.
A densa selva de Chocó é o epicentro de uma disputa territorial entre a guerrilha e o Clã do Golfo, maior gangue de narcotráfico do país, herdeira dos paramilitares.
É também um dos pontos de saída estratégicos dos carregamentos de cocaína que saem do Pacífico colombiano com destino à América Central e aos Estados Unidos. Além disso, é um enclave de garimpo ilegal de ouro, cujas receitas, segundo a Promotoria, superam as do narcotráfico.
O ELN tem cerca de 2.300 combatentes no país e uma extensa rede de apoio urbano.
De acordo com o centro de pesquisa criminal Insight Crime, a Frente de Guerra Ocidental é a segunda em importância, depois da Frente de Guerra Oriental. Esta última opera na fronteira com a Venezuela e comandada por “Pablito”.
No início de 2019, o presidente Iván Duque enterrou as negociações de paz mantidas com o ELN por seu antecessor, o Nobel da Paz Juan Manuel Santos, em decorrência de um atentado com carro-bomba contra uma academia de polícia. Nele, 22 cadetes e o agressor morreram.
Negociações com os grupos
Os guerrilheiros se organizam em uma estrutura federada, com diferentes chefes. Isso dificulta a negociação com o ELN.
Estima-se que o grupo esteja presente em 10% dos 1.100 municípios da Colômbia.
Sem diálogo estabelecido, as operações militares contra a guerrilha continuam. “Terroristas que tentam colocar a Colômbia contra a parede com essa violência e crime devem sofrer o mesmo destino”, disse Molano.
Conflito armado na Colômbia
A Colômbia está mergulhada em um conflito armado há seis décadas com mais de nove milhões de vítimas, em sua maioria deslocados.
Em algumas regiões, o ELN disputa a receita do narcotráfico com grupos dissidentes das Farc que não aceitaram o acordo de paz, embora, segundo Duque, tenham feito alianças nos últimos meses para atacar as forças públicas.
O ELN já tem quase 60 anos. Nesse período, o grupo tentou uma insurreição armada malsucedida. A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo, segundo a ONU, e os Estados Unidos são o principal consumidor dessa droga.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

‘Trinta anos de bla bla bla’, diz Greta Thunberg sobre ação de líderes contra o aquecimento global


Cerca de 400 jovens ativistas contra as mudanças climáticas foram selecionados pela ONU para elaborar documento e fazer ‘aquecimento’ para a COP26, prevista para o início de novembro. Jovens com idades entre 15 e 29 anos foram selecionados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e estão reunidos até a quinta-feira (30) em Milão, na Itália. O grupo, que conta com 400 representantes de mais de 200 países, pretende elaborar um documento com um posicionamento sobre a emergência climática e quais ações devem ser prioritárias.
Entre esses embaixadores da juventude, está a ativista ambiental Greta Thunberg. Nesta terça-feira (28), os jovens pediram aos líderes mundiais que “acordem” para a a crise climática.
“Isso é tudo o que ouvimos por parte dos nossos líderes: palavras. Palavras que soam bem, mas que não provocaram ação alguma. Nossas esperanças e sonhos se afogam em suas palavras de promessas vazias”, afirmou Thunberg, aplaudida pelos embaixadores da juventude.
“Não existe um planeta B, não existe um planeta bla bla bla, economia verde bla bla bla, neutralidade do carbono para 2050 bla bla bla”, acrescentou, denunciando “trinta anos de bla bla bla” dos líderes mundiais e “sua traição com as gerações atuais e futuras”.
Greta Thunberg durante evento que reúne cerca de 400 lideranças jovens contra o aquecimento global em Milão, na Itália
Miguel Medina/AFP
A declaração de Thunberg será apresentada no próximo final de semana para cinquenta ministros reunidos para o preparo da COP26, prevista para os primeiros dias de novembro em Glasgow, Escócia.
“Eu os ouço (…). Queremos ouvir suas ideias criativas e ambiciosas”, disse o presidente britânico da COP26, Alok Sharma. “No início deste mês, uma pesquisa entre os jovens revelou que mais da metade teme que a humanidade esteja condenada ao fracasso. Francamente, isso envergonha a minha geração”.
‘Sem lugar na mesa’
Os líderes, no entanto, foram criticados por “fingir” que escutam as demandas dos jovens sobre as mudanças do clima: “convidam os jovens selecionados para reuniões como esta e fingem que nos escutam”, respondeu Thunberg no palanque.
“É o momento de nossos dirigentes despertarem, chegou a hora de nossos líderes pararem de falar e começarem a agir. Já é hora de os poluidores pagarem, é a hora de cumprirem com as promessas”, disse a ativista ugandesa Vanessa Nakate, detalhando o “sofrimento” suportado na África, Ásia e no Pacífico pelos povos menos responsáveis pelo aquecimento global.
“É o momento. E não se esqueçam de ouvir aqueles que são os mais vulneráveis”, acrescentou, emocionada, diante do público que a aplaudiu de pé.
Enquanto as catástrofes climáticas continuam aumentando, os compromissos das nações ainda não estão perto de concretizar a principal meta do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global abaixo de 2°C em relação à era pré-industrial e, caso seja possível, em 1,5°C. De acordo com um relatório muito recente da ONU, o mundo caminha para um aquecimento “catastrófico” de 2,7ºC.
“Precisamos ouvir a ciência. Devemos realizar a transição (para uma economia baixa em carbono) antes de 2030”, defendeu a peruana Valery Salas, de 24 anos, uma dos 400 delegados presentes.
Assim como nas manifestações que levaram milhões de seus colegas às ruas de todo o mundo nesses últimos anos, os jovens reunidos em Milão responderam Greta Thunberg com uma só voz: “O que queremos?” “Justiça climática” “Para quando queremos?” “Agora”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

VÍDEO: veja o momento em que meteoro vira bola de fogo no céu dos EUA

Fenômeno foi registrado no céu da Carolina do Norte. Meteoro cria bola luminosa no céu dos EUA
Um vídeo divulgado pela Sociedade Americana de Meteoros (AMS, na sigla em inglês) mostra o momento em que um meteoro vira uma bola de fogo no céu do estado da Carolina do Norte na última sexta-feira (24) .
De acordo com a agência espacial Nasa, o fenômeno foi visto na Carolina do Norte depois das 19h30 locais e foi um de vários avistamentos de bolas de fogo nos EUA naquela noite.
Segundo informações do site da rádio pública NPR, uma análise da agência concluiu que o meteoro “percorreu a costa da Carolina do Norte” e ficou perceptível quando estava cerca de 77 quilômetros acima do oceano em Jacksonville, onde ficou brilhando no céu enquanto se deslocava a aproximadamente 51 mil km/h.
Os meteoros normalmente entram na atmosfera da Terra a 40 mil a até 250 mil km/h. No entanto, “desaceleram rapidamente” enquanto voam pela atmosfera, de acordo com a Sociedade Americana de Meteoros. Devido ao calor, acabam queimando e se desfazendo em pedaços menores.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Defensoria questiona Itamaraty sobre exigências ‘ilegais’ para vistos humanitários a afegãos


Entre as exigências estão a comprovação de que a pessoa terá no Brasil hospedagem, alimentação, transporte, aulas de português e até plano de saúde e odontológico, entre outras. Membro do Talibã ameaça manifestantes em Cabul em protesto no dia 7
Reuters
A Defensoria Pública-Geral da União (DPU) questionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre exigências que considera ilegais para conceder vistos humanitários a afegãos e afegãs que estão tentando deixar o país para fugir do Talibã.
Entre elas estão teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil e aulas de português, entre outras exigências (veja mais abaixo).
Nenhuma delas estão previstas na portaria interministerial nº 24, de 3 de setembro, que é assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ela prevê apenas quatro exigências para o pedido do visto temporário:
Documento de viagem válido;
Formulário de solicitação de visto preenchido;
Comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro;
Atestado de antecedentes criminais expedido pelo Afeganistão (caso não seja possível, a portaria exige uma declaração de ausência de antecedentes criminais em qualquer país).
A concessão de visto humanitário para afegãos foi antecipada pelo blog da Julia Duailibi. A medida foi articulada pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), para socorrer juízas afegãs (há cerca de 270 no país).
Desde que voltou ao poder, em 15 de agosto, o Talibã está de novo restringido o papel da mulher na sociedade, proibindo-as nas universidades e até de praticar esportes.
Também há diversas denúncias de desrespeito aos direitos humanos e até execuções em praças públicas, como ocorreu entre 1996 e 2001 (veja no vídeo abaixo). O Talibã já proibiu até coisas básicas, como músicas em locais públicos e o corte da barba de homens em barbearias.
Talibã pendura corpos de supostos sequestradores em guindastes, no Afeganistão
Nesta terça-feira (28), o jornal “Folha de S.Paulo” revelou que embaixadas brasileiras estão fazendo mais exigências do que as definidas na portaria, o que inviabilizaria o visto humanitário a quem está tentando deixar o país.
O  g1  entrou em contato com o Itamaraty e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta.
As exigências consideradas ilegais
No site da embaixada do Brasil em Teerã (capital do Irã), uma publicação do dia 22 lista uma série de exigências que não estão previstas na portaria:
“É importante notar que aqueles interessados em pedir o visto humanitário descrito acima deverão comprovar que terão meios para viajar ao Brasil (incluindo emissão de documentos de viagem, pagamento de testes RT-PCR e o próprio bilhete aéreo) e lá se manter (hospedagem, alimentação, transporte na chegada ao país, plano de saúde e dentário, aulas de português, custos relativos a reconhecimento de diplomas, entre outros)”, diz a publicação no site.
“Sugere-se, portanto, contato prévio com instituições no Brasil que estejam oferecendo apoio a cidadãos afegãos afetados pela recente crise política no país”, conclui o texto.
A informação da embaixada brasileira no Irã é mencionada na petição da DPU contra o Itamaraty, assim como um e-mail enviado pela embaixada do Brasil em Ancara (capital da Turquia). A Defensoria também diz que um texto semelhante, que estava no site da embaixada em Islamabad (Paquistão), foi retirado do ar.
A petição traz também um e-mail recebido pela ONG Caritas Arquidiocesana de São Paulo que exigia uma “carta compromisso” da ONG, “que se responsabilizará pelos seguintes itens e despesas”:
“1- No Afeganistão ou em qualquer outro país de trânsito até a chegada ao Brasil: a) hospedagem; b) alimentação; c) transporte desde a fronteira até Islamabad ou do Afeganistão até outro destino intermediário; d) custos de teste RT – PCR, se houver; e) emolumentos necessários para aqueles que não têm passaporte válido; f) auxílio para preenchimento de formulários e serviço de tradução ou intérprete; e g) bilhete de viagem aérea até o Brasil”.
“2- No Brasil: a) custos de teste RT – PCR, para entrada no país; b) recepção no aeroporto de chegada; c) auxílio para registro na Polícia Federal e obtenção de autorização de residência e documentos de identificação; d) renda mensal, condizente ao tamanho do grupo ou família; e) hospedagem; f) alimentação; g) transporte; h) plano de saúde e dentário; i) custos relativos a reconhecimento de diplomas; j) aulas de português; e k) quaisquer outras despesas que venham a ser necessárias durante sua estada no Brasil pelo período de, pelo menos, seis meses”.
Os pedidos da Defensoria
A petição de sexta-feira (24) é assinada pelos defensores públicos federais João Freitas de Castro Chaves, coordenador do grupo de trabalho nacional para migrações, apatridia e refúgio da DPU, e Thales Arcoverde Treiger, defensor regional de direitos humanos do Rio de Janeiro.
A Defensoria Pública-Geral da União exige do Itamaraty informações sobre os fatos apresentados e sobre as exigências não previstas na portaria interministerial, além de questionar se existe alguma instrução do ministério para as embaixadas sobre os requisitos para o visto humanitário a afegãos.
A DPU também recomenda que o governo brasileiro não cobre “plano de saúde e dentário, custeio de revalidação de diplomas ou curso de português, prova de recursos financeiros para hospedagem e alimentação, carta-compromisso ou qualquer forma de patrocínio da acolhida humanitária por organizações não-governamentais” e revogue “quaisquer instruções já transmitidas nesse sentido”.
Os defensores dizem que a petição é uma forma de prevenir uma possível ação judicial e “torna inequívoca a demonstração da ciência da(s) ilicitude(s) apontada(s)”. Eles dão cinco dias úteis para uma resposta do Itamaraty — prazo que se encerra na sexta-feira (1º).
Segundo a DPU, o Ministério das Relações Exteriores não respondeu a petição até o momento.
VEJA TAMBÉM:
Talibã pendura corpos de supostos sequestradores em guindastes
ONU acusa Talibã de matar pessoas em protesto pacífico em Cabul
Talibãs matam cantor de músicas folclóricas com tiro na cabeça
VÍDEO: jornalistas afegãos são detidos e espancados pelo Talibã
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo