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Agentes de fronteira encontram duas crianças abandonadas nos EUA


Um bebê de três meses e uma menina de 2 anos, que são irmãos hondurenhos, foram encontrados na margem de um rio em cidade do Texas, na fronteira com o México. Crianças encontradas na fronteira dos EUA com México
CBP/Fox News
Agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos resgataram na terça-feira (14) uma menina de dois anos e um bebê de três meses abandonadas na fronteira dos EUA com o México, na região do rio Grande, perto de Eagle Pass, cidade localizada no estado norte-americano do Texas. As informações são da Fox News.
Em nota, o Customs and Border Protection (CBP) – Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA – informou que as duas crianças são irmãos hondurenhos.
Eles foram encontrados quando agentes que estavam em um barco notaram “uma cor incomum” na margem do rio.
Os agentes encontraram uma nota identificando a nacionalidade e idade das crianças, que foram resgatas em segurança e não precisaram de atendimento médico.
É o último caso registrado de crianças abandonadas na fronteira, muitas vezes por contrabandistas, na esperança de serem recolhidas pela Patrulha da Fronteira e liberadas para familiares que já estão nos EUA.
Em junho, a Patrulha da Fronteira divulgou um vídeo de uma menina de 5 anos vagando sozinha na fronteira depois de ser abandonada. Outro vídeo mostrava um menino de 5 anos gritando “não vá!” depois de ser abandonado ao longo da fronteira EUA-México.
Uma autoridade do Department of Health and Human Services (DHS) disse à Fox News na quarta-feira (15) que 18.847 crianças abandonas foram encontradas em agosto na fronteira dos EUA com o México.

Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: a partir de 11 anos, escolas reabrem apenas para meninos


O Fundo das Nações Unidas para a Educação e a Cultura lamentou a medida e pediu aos talibãs para “não deixarem as meninas de lado”. Grupo diz que mulheres poderão voltar às universidades, mas as aulas não serão mistas. O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
A volta às aulas no Afeganistão neste sábado (18) foi predominantemente masculina. Nos anos finais do ensino fundamental e em todo o ensino médio, as escolas só reabriram para os meninos. O Fundo das Nações Unidas para a Educação e a Cultura (Unicef) lamentou a medida e pediu aos talibãs para “não deixarem as meninas de lado”.
Dez dias depois da reabertura das universidades privadas do país, o Ministério da Educação afegão anunciou, na sexta-feira (17), que “todos os professores homens e alunos” do ensino secundário voltariam às aulas, sem mencionar as professoras nem as alunas com mais de 11 anos.
A decisão alimenta a preocupação de parte da população afegã e da comunidade internacional de que o novo regime fundamentalista restaure as práticas radicais que implementou em sua primeira passagem pelo poder, de 1996 a 2001.
Veja as novas regras para estudantes mulheres anunciadas pelo Talibã
O movimento havia comandado uma política particularmente brutal em relação às mulheres, privadas de trabalhar, estudar, fazer esportes e simplesmente saírem desacompanhadas de um homem nas ruas.
“A Unicef parabeniza a reabertura das escolas secundárias no Afeganistão, mas sublinha que as meninas não devem ser deixadas de lado”, declarou a diretora-executiva da entidade, Henrietta Fore.
“É essencial que todas, inclusive as maiores, possam retomar a educação sem atrasos, e que as professoras também possam continuar a ensinar”, ressaltou Fore, que ainda frisou ou “avanços consideráveis no país nas últimas duas décadas”.
Neste período, o número de escolas triplicou no país e o de crianças escolarizadas passou de 1 milhão para 9,5 milhões, conforme a agência da ONU.
Durante ato pró-talibã, em frente à Universidade Shaheed Rabbani, em Cabul, mulheres seguram cartazes e faixas – “nós não queremos coeducação”, diz um deles.
Aamir Qureshi
Desconfiança
Desde seu retorno ao poder, o Talibã tem tentado tranquilizar a comunidade internacional garantindo, entre outros aspectos, que os direitos das mulheres serão respeitados. Mas várias decisões tomadas pelo novo executivo afegão enfraquecem a confiança de que elas terão garantidos os espaços conquistados nos últimos 20 anos.
As mulheres mantêm o direito de estudar na universidade, mas terão de usar trajes abaya e hijab e, sempre que possível, as aulas não serão mistas. Nenhuma mulher foi incluída no novo gabinete, apresentado provisoriamente no início de setembro.
Já o Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, temido por seu fundamentalismo durante o primeiro governo do Talibã, substitui o antigo Ministério da Mulher.

Fonte: G1 Mundo

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Atentados em cidade afegã deixa mortos e feridos


Ao menos duas pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas neste sábado (18) em vários atentados com bomba na cidade afegã de Jalalabad. Membros do Talibã inspecionam local onde ocorreram explosões em Jalalabad neste sábado (18)
STR/AFP
Ao menos duas pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas neste sábado (18) em vários atentados com bomba na cidade afegã de Jalalabad, no leste do país, segundo uma autoridade responsável pelos hospitais e vários veículos da mídia local.
Ao menos duas bombas tinham como alvo veículos das forças de segurança do Talibã, segundo essas fontes. Esses foram os primeiros ataques com vítimas registrados desde que os islâmicos anunciaram seu governo em 7 de setembro.
Um responsável pelo Departamento de Saúde do estado de Nangarhar, cuja capital é Jalalabad, disse que havia três mortos e 18 feridos nos ataques. A imprensa local informa dois mortos.
Uma foto tirada no local e recebida pela AFP mostra um veículo verde da polícia com a bandeira do Talibã, com o capô deformado e quase em posição vertical, em meio aos escombros.
Talibã anuncia governo provisório do Afeganistão; primeiro escalão é todo de velha guarda do grupo extremista
Afeganistão: como era a vida das mulheres antes do Talibã
Jalalabad é o bastião de membros do Estado Islâmico no Afeganistão, rivais dos talibãs e que já reivindicaram o sangrento atentado que matou mais de 100 pessoas no aeroporto de Cabul no final de agosto.
O Talibã tomou o poder em meados de agosto, aproveitando a retirada das tropas estrangeiras e a debilidade do governo afegão.
Sob a sombra do Talibã: jornalista brasileira acompanha o dia a dia no Afeganistão

Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente da Argélia Abdelaziz Bouteflika morre aos 84 anos


Bouteflika deixou o poder em abril de 2019, sob pressão dos militares, após semanas de protestos contra seus planos de disputar o quinto mandato. Ex-governante tornou-se quase invisível desde que sofreu um AVC, em 2013
REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
O ex-presidente da Argélia Abdelaziz Bouteflika, deposto em 2019, após enfrentar protestos em massa, morreu na sexta-feira (17), aos 84 anos, anunciou a TV pública, citando um comunicado da presidência.
Bouteflika deixou o poder em abril de 2019, sob pressão dos militares, após semanas de protestos contra seus planos de disputar o quinto mandato. Desde a sua saída do poder, depois de 20 anos, Bouteflika permaneceu recluso sob cuidados médicos em sua residência, em Zeralda.
Nascido em 2 de março de 1937, Bouteflika morreu às 22h, em casa, informou a rede privada El Hayet TV. Onipresente por décadas na vida política argelina, o ex-governante tornou-se quase invisível desde que sofreu um AVC, em 2013, pelo qual passou três meses em recuperação.
Até o momento, não foi divulgada a data de seu enterro.
Bouteflika manteve-se em silêncio desde que o movimento de contestação popular do “Hirak” e as Forças Armadas o obrigaram a renunciar. Naquela ocasião, ele apareceu pela última vez na TV, para anunciar que jogava a toalha.
Conhecido no país como “Boutef”, o ex-presidente ajudou a trazer a paz à Argélia após mais de 10 anos de guerra civil na década de 1990. No entanto, enfrentou críticas de grupos de direitos humanos e opositores que o acusaram de autoritarismo e repressão.
Bouteflika sobreviveu à Primavera Árabe, que depôs outros governos do Norte da África entre 2010 e 2011. Mas outro movimento popular pôs fim ao seu governo anos depois.
Obcecado pelo poder
Bouteflika deixou o poder em abril de 2019, sob pressão dos militares.
REUTERS/Ramzi Boudina/File Photo
Apesar de seu papel preponderante na vida da Argélia, a TV oficial limitou-se a anunciar a morte do ex-governante sem interromper sua programação regular. Da mesma forma, autoridades não fizeram comentários nas primeiras horas após a morte de Bouteflika, embora as redes sociais estivessem cheias de publicações sobre o desaparecimento do homem que governou a Argélia de 1999 a 2019.
“Abdelaziz Bouteflika morreu deixando para trás um país destruído”, escreveu a internauta Sabrina Debabcha em sua página no Facebook.
Após o acidente vascular cerebral, que o deixou afásico e em cadeira de rodas, Bouteflika se tornou um alvo constante de boatos relacionados à sua morte e passou a aparecer ocasionalmente em público para negar as versões.
“Durante toda a vida, Abdelaziz Bouteflika foi motivado por duas obsessões: conquistar o poder e mantê-lo a qualquer preço”, disse à AFP o jornalista Farid Alilat, autor do livro “Bouteflika, a História Secreta”. “Ele queria conquistar o quinto mandato, apesar de estar doente”, assinalou.
Eleito pela primeira vez em 1999, Bouteflika foi reeleito em 2004, 2009 e 2014, sempre com mais de 80% dos votos. Mas sua tentativa de vencer a quinta eleição com a saúde debilitada esgotou a paciência dos argelinos, que saíram para protestar em massa contra seus planos de ser reeleito, forçando a sua renúncia.

Fonte: G1 Mundo

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OPINIÃO: O tombo da frágil terceira via francesa


Parceria de segurança na região do Indo-Pacífico entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália provoca ruptura do que a França acreditava ser o ‘contrato do século’ – a compra de uma frota de 12 submarinos de propulsão convencional – e expõe o país no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino da classe Collins operado pela Marinha Real da Austrália, em foto de 2 de maio de 2018 em Garden Island, Sydney
Brendan Esposito/Pool via AFP
O primeiro efeito devastador da grande parceria de segurança na região do Indo-Pacífico que leva o nome de Aukus (sigla para as iniciais de Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, em inglês), anunciado ao mundo em videoconferência na Casa Branca, atingiu em cheio um presumível aliado ocidental no bloqueio da inexorável expansão chinesa nos mares de sua vizinhança: a ruptura unilateral da Austrália com um contrato que a França acreditava ser o “contrato do século” – a compra de uma frota de 12 submarinos de propulsão convencional, por 56 bilhões de euros.
Foi a pique com ela toda uma longa estratégia pacientemente construída pela diplomacia francesa numa região cara a seus interesses, desde 2016, sob o governo François Hollande. Em 2018, de pé, sobre a cabeça de um imenso navio de guerra na base militar de Garden Island, em Sydney, o então novo presidente Emmanuel Macron quis crer solenemente que “uma nova era de engajamento francês, em nome de um equilíbrio militar” naquelas águas, estava finalmente começando.
Maior do que a perplexidade pela desistência da compra australiana foi o sentimento de humilhação que atingiu a cúpula do governo francês, pela forma com que ela se deu: somente na manhã de quarta-feira (15), apenas algumas horas antes do anúncio feito por Joe Biden na Casa Branca, Emmanuel Macron foi informado pelo primeiro ministro australiano Scott Morrison de que a Austrália havia trocado a compra francesa por um “pacote” mais vantajoso e abrangente, onde a transferência de tecnologia britânica e americana pesa consideravelmente nos novos submarinos – não mais de propulsão convencional, mas nucleares – que serão desenvolvidos agora em solo nacional.
A humilhação é ainda maior diante dos meses em que o acordo foi costurado sem que a França se desse conta. Duas semanas antes, em 30 de agosto, os ministros australianos da Defesa e das Relações Exteriores estiveram em Paris para tratar de questões de interesse comum e, ainda que este não fosse assunto de relevância na reunião, chegaram a incluir no comunicado final uma frase sobre “a importância do programa de submarinos”. Integrantes do primeiro escalão do governo experimentaram unanimemente a sensação de terem sido “enganados”, “traídos”, “diminuídos”, “excluídos da partida”: o ministro das Relações Exteriores Jean Yves Le Drian definiu o comportamento de seus parceiros como “brutal e imprevisível”. “Um golpe nas costas”, disse ele, “no estilo de Donald Trump”.
EUA, Reino Unido e Austrália assinam pacto de segurança histórico
É de se perguntar se resta ainda alguma dúvida de que a deselegância e a falta de ética se introjetaram na política externa americana independente de quem esteja à frente dos Estados Unidos da América, diante do incontrolável crescimento chinês e sua hábil movimentação de peças no tabuleiro geopolítico do mundo, especialmente no mar que banha o sul deste imenso país. Além disso, na vasta região da Ásia-Pacífico, que abriga dois terços da população mundial e gera 60% da economia do planeta, a China implantou a estratégia do “colar de pérolas”, uma rota vital para escoamento das importações e exportações chinesas, por onde já foram espalhadas 14 bases militares e, desde janeiro, é vigiada por uma poderosa guarda-costeira instituída por decreto.
As tensões provocadas pela nova aliança, que acabaram levando a França a chamar a Paris seus embaixadores nos Estados Unidos e na Austrália, colocam em cheque a chamada “terceira via” francesa, a opção pelo caminho do meio defendida em nome de uma suposta independência política, econômica e estratégica a serviço da dissuasão da proliferação nuclear e de um sistema de autodefesa europeu que não consegue deslanchar.
Na videoconferência de quarta-feira, Joe Biden fez questão de relembrar a aliança “ombro a ombro” dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália no Iraque, uma guerra declarada a partir das fake news das armas químicas de destruição que a França se recusou a embarcar. Curiosamente, este foi o último gesto de rebeldia da diplomacia francesa, em 2003: desde então, em nome de uma postura de “aliada fiel” que ano após ano a relega a um papel secundário no cenário internacional, a França parece perder sua massa muscular. Terá que recuperá-la rapidamente, porque se a deselegância e a falta de ética já começam a ser identificados em Paris como sinais da desintegração hegemônica americana, os jornais chineses já ousam chamar Biden de “chefe de gangue de rua” e nada parece pior e mais ameaçador para a humanidade do que a nuclearização das águas do Indo-Pacífico.
Elizabeth Carvalho é correspondente da GloboNews e da TV Globo em Paris
Leia também:
Aukus: o que é o pacto militar anunciado por EUA, Reino Unido e Austrália para conter a China
França perde ‘contrato do século’ com a Austrália
França convoca embaixadores nos EUA e na Austrália em reação ao acordo Aukus

Fonte: G1 Mundo

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Queda de braço entre Fernández e Kirchner expõe fratura na esquerda argentina


Na quinta-feira, a vice-presidente Cristina Kirchner chamou o presidente de ‘neo’ (neoliberal) e ‘ocupa’ (invasor) da Casa Rosada, e depois publicou carta com críticas a Fernández; ministros ligados à ex-presidente renunciaram. Cartazes com imagens de Cristina Kirchner e Alberto Fernández; vice e presidente estão em queda de braço pública
Getty Images
A Argentina vive horas de tensão política envolvendo o presidente Alberto Fernández e sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, em uma queda de braço pública que inclui os rumos da economia e expõe a divisão na aliança que chegou a ser apontada como esperança de setores da esquerda regional diante da direita tradicional.
Na quinta-feira (16/09), quatro dias após a derrota do governo nas eleições primárias que antecedem as eleições legislativas de novembro, o distanciamento político e ideológico entre os dois foi ressaltado, primeiro, nas declarações de uma deputada kirchnerista que chamou Fernández de “neo” (neoliberal) e “ocupa” (invasor) da Casa Rosada.
Um dia antes, foi anunciada a renúncia coletiva de cinco ministros da base fiel à ex-presidente e que costumam se definir mais à esquerda. Entre eles, o ministro do Interior, Eduardo ‘Wado’ de Pedro, cujos pais eram militantes políticos e foram assassinados na ditadura militar (1976-1983).
Pouco depois da divulgação das declarações da deputada kirchnerista Fernanda Vallejos, na mesma quinta-feira, Cristina publicou uma longa carta, em suas redes sociais, criticando o presidente e sua gestão de governo. Ela sugeriu que a administração de Fernández estava seguindo a cartilha que eles deveriam evitar e que costuma ser associada à direita.
“Sinalizei (para Fernández) que achava que estava sendo realizada uma política de ajuste fiscal que não era adequada, que estava impactando de forma negativa na atividade econômica e, portanto, no conjunto da sociedade e que, sem dúvida, isto teria consequências eleitorais”, escreveu a vice-presidente.
Ela afirmou ter dito ao presidente que os argentinos estão sofrendo perdas salariais, falta de trabalho e “descontrole de preços” e que essa situação deveria mudar. Segundo dados oficiais, divulgados nesta semana, a inflação argentina, em doze meses, registra 51,4%, incluindo o índice de 2,5% no mês de agosto.
Somente nos oito primeiros meses deste ano, a alta de preços foi de 32,4%, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O dado supera os 29% previstos para todo este ano no orçamento do governo. O índice de pobreza, por sua vez, é de cerca de 44%, também de acordo com dados oficiais.
A Argentina já registrava inflação e pobreza em alta, durante o governo do ex-presidente Mauricio Macri, opositor do kirchnerismo, quando Fernández e Cristina assumiram a Presidência. A situação foi agravada durante a pandemia do novo coronavírus e, no passado, segundo levantamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia argentina encolheu cerca de 11% e junto com o Peru registrou um dos piores indicadores da região – excluindo a Venezuela, que teria tido retração acima de 20%, ainda segundo o organismo internacional.
Porta-voz do presidente da Argentina renuncia ao cargo
Na missiva, a vice-presidente também recordou que Fernández chegou à Presidência porque foi ela quem, sozinha, o escolheu para ser candidato à Casa Rosada.
“Fiz (a escolha) com a certeza de que era o melhor para minha Pátria. Só peço ao presidente que honre essa decisão”, escreveu. Segundo o jornal Página 12, de Buenos Aires, Alberto Fernández teria respondido, dizendo: “Ela me conhece. Sabe que não me submeto a pressões”.
‘Catástrofe política’
A Casa Rosada, em Buenos Aires; Argentina tem dados preocupantes nas áreas social e econômica
SPENCER PLATT/GETTY IMAGES
A dicotomia entre o presidente e a vice-presidente, que costumava ser comentada nos bastidores da política argentina, ganhou a esfera pública após a derrota do governo nas primárias que definiram os candidatos às eleições legislativas do dia 14 de novembro.
Foi uma “derrota eleitoral (para o kirchnerismo) sem precedentes em uma eleição legislativa”, disse Cristina, que definiu o resultado como “catástrofe política”.
No domingo, em um resultado que surpreendeu tanto o governo quanto a oposição, a frente opositora Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança), ligada ao ex-presidente Mauricio Macri, que costuma ser chamado pelos kirchneristas de “neoliberal”, recebeu cerca de 40% da votação nacional.
A coalizão governista Frente de Todos contou com 31% dos votos. O restante dos votos foi distribuído entre os que se definem como de “esquerda pura” (5,8%) e a chamada “terceira via” (4,4%).
Em uma entrevista ao canal América TV, de Buenos Aires, o ministro da Economia, Martín Guzmán, negou que realize ajuste fiscal e afirmou que suas medidas são tomadas para “organizar” a economia, diante da pesada herança, disse, recebida do macrismo.
Guzmán é definido como o principal negociador do governo junto ao FMI com o qual tenta chegar a um acordo para a dívida de US$ 44 bilhões – empréstimo recorde do organismo – contraída durante o governo Macri.
Para analistas políticos de diferentes tendências, a difícil situação da economia argentina foi um dos fatores para o resultado eleitoral das primárias e que também poderia levar o governo a perder as eleições legislativas de novembro, quando serão renovadas metade das cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado e se definirá se o governo manterá ou não a maioria no parlamento.
Num artigo, nesta sexta-feira, no jornal La Nación, de Buenos Aires, o analista político Sergio Berensztein disse que o panorama para o governo “é desolador, em termos eleitorais, políticos, institucionais e econômicos”, diante da situação econômica e da “crise política” envolvendo o presidente e sua vice-presidente.
“A situação para o governo e para o presidente passou a ficar mais difícil depois da divulgação das imagens do aniversário da primeira-dama (Fabíola Yañez), no ano passado, quando o país obedecia as ordens do presidente, mas ele mesmo não cumpria o que exigia”, disse o analista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria.
As fotos e vídeos da comemoração foram reveladas há cerca de um mês e foram registradas em julho do ano passado quando estava em vigor um dos decretos presidenciais com a exigência de isolamento social e a proibição de reuniões. Na época, Fernández registrava altos índices de popularidade, com patamares superiores a 60%, e agora, dependendo da pesquisa estaria entre 30% e 35%.
A notícia sobre a celebração na residência presidencial de Olivos levou o ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, referência da esquerda, a declarar que: “aos presidentes não podemos perdoar”. Ou seja, algo imperdoável. Nesta sexta-feira, o jornal uruguaio El País publicou reportagem dizendo que, após a carta de Cristina, Fernández será um “submetido” a Cristina ou um independente.
Alberto Fernández já tinha sido criticado, em junho passado, quando afirmou que os brasileiros “vieram da selva” e os argentinos “dos barcos”. Segundo contaram assessores à BBC News Brasil, ele tem o hábito de falar de improviso e esse teria sido um “ato falho”. A repercussão interna e externa levou seus aliados a pedirem que não falasse mais de improviso, segundo a imprensa local.
No auge da popularidade do presidente, representantes dos movimentos sociais de esquerda na Argentina afirmaram que estava nascendo o “albertismo”, que reforçaria os braços do tradicional peronismo, fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, na década de 1940, e do kirchnerismo, que surgiu a partir da eleição do ex-presidente Néstor Kirchner, em 2003.
Kirchner era marido de Cristina e morreu em 2010. O presidente Fernández tomou uma série de medidas que foram elogiadas pela esquerda, como a de dar exílio ao ex-presidente Evo Morales, logo após o conturbado processo eleitoral boliviano em 2019, e por ter visitado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na prisão em Curitiba, junto com o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante a campanha eleitoral.
No entanto, dois anos após o início de seu mandato, setores da esquerda passaram a questioná-lo. “A crise econômica fala mais forte”, disse Fraga. Este seria um dos motivos do retorno das manifestações quase diárias, lideradas por movimentos sociais, como a desta sexta-feira, no centro de Buenos Aires.

Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Confusão na vacinação de adolescentes, novas denúncias contra a Prevent Senior, viagem ao espaço e os 15 anos do G1


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 13 a 17 de setembro. Atos de teor golpista do 7 de Setembro entram na mira da Justiça. Exclusivo GloboNews: estudo com cloroquina ocultou mortes por Covid, indica dossiê. Recuo na vacinação de adolescentes. Vulcão adormecido dá sinais de atividade. Voo de civis pela SpaceX. 15 anos do G1 🎂.
Atos golpistas na Justiça
Os atos golpistas do 7 de setembro que contaram com a presença de Bolsonaro entraram na mira da Justiça. No Supremo, o inquérito quer saber como foram pagas viagens de ônibus, de manifestantes de diferentes partes do país, para os protestos que juntaram multidões em Brasília e em São Paulo. Há suspeita de financiamento por empresários e políticos. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de apurar se houve financiamento e quem pode ter bancado os atos, o inquérito investigará se o caso pode ser configurado como propaganda eleitoral antecipada. Em pleno Dia da Independência, ao se juntar aos manifestantes na capital federal e em São Paulo, Bolsonaro atacou a Suprema Corte, criticou o sistema eleitoral e ameaçou não cumprir decisões tomadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Relembre o contexto dos protestos do 7 de setembro
📉 PESQUISA APONTA REJEIÇÃO A BOLSONARO
Um pesquisa feita pelo Instituto Datafolha publicada no jornal “Folha de S.Paulo” apontou que Bolsonaro chegou ao maior nível de reprovação desde o começo de seu mandato. 53% das 3.667 pessoas entrevistadas entre 13 e 15 de setembro afirmaram considerar o governo ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, o percentual era de 51%. No outro extremo, 22% avaliaram o governo como ótimo ou bom, abaixo dos 24% do levantamento anterior. Outros 24% consideraram regular, e 1% não soube responder. O levantamento também mostrou que Bolsonaro perde em todos os cenários pesquisados de intenção de voto para eleição presidencial de 2022. O ex-presidente Lula fica na liderança tanto em relação a Bolsonaro quanto aos demais nomes nas simulações de primeiro e de segundo turno.
CAMAROTTI: Aliados temem que desaprovação de Bolsonaro chegue a ponto sem volta
O podcast Papo de Política analisa o motivo para Bolsonaro ter entrado no “modo sobrevivência” após o 7 de setembro. 🎧OUÇA ABAIXO🎧:
Estudo com cloroquina ocultou mortes, indica dossiê
Prevent Senior teria ocultado mortes em estudo sobre cloroquina, mostra dossiê obtido pela GloboNews
No começo do ano, as denúncias contra o plano de saúde Prevent Senior eram de que médicos foram obrigados a trabalhar infectados com Covid-19 e a receitar medicamentos sem eficácia para pacientes. Agora, a CPI da Covid investiga um dossiê, ao qual a GloboNews teve acesso, que aponta que a Prevent ocultou mortes em um estudo com hidroxicloroquina, remédio que não funciona contra Covid, como demonstraram estudos feitos aqui e no exterior. Os indícios da fraude aparecem em documentos e áudios. A suposta pesquisa seria um desdobramento de um acordo da operadora de planos de saúde com o governo federal, e teria resultado na disseminação do uso da cloroquina e de outros medicamentos.
Um médico que trabalhava na Prevent informou que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina contra a Covid e que o resultado já estava pronto antes da conclusão da pesquisa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Médica Brasileira (AMB) já descartaram o medicamento para esse tipo de tratamento. Segundo o dossiê, houve pelo menos o dobro de mortes entre os pacientes tratados com cloroquina analisados pelo estudo . A Prevent repudiou as denúncias e afirmou que “sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais”. O diretor-executivo do plano de saúde, Pedro Batista Júnior, deveria ter sido ouvido nesta quinta-feira (16) pela CPI, mas não compareceu. A previsão agora é que o depoimento dele ocorra na próxima quarta-feira (22).
ENTENDA: o que se sabe sobre as denúncias contra a Prevent Senior
O podcast O Assunto explica por que o caso Prevent Senior pode configurar crime contra a humanidade. 🎧OUÇA ABAIXO🎧:
Vacinação de adolescentes 💉
Drauzio sobre decisão de Queiroga: ‘É assim que você faz as pessoas desacreditarem das vacinas’
Uma nova orientação do Ministério da Saúde sobre as vacinas contra a Covid-19 causou confusão. Desta vez, o governo mudou a recomendação para a aplicação do imunizante em adolescentes entre 12 e 17 anos. Todo o grupo deveria começar a ser imunizado a partir do dia 15, quarta-feira – até agora, só a vacina da Pfizer é autorizada para adolescentes no Brasil. Alguns estados e municípios já haviam iniciado as aplicações até antes desta data, de acordo com a disponibilidade de doses. Mas uma nota do ministério publicada no mesmo dia 15 informou que a vacinação para adolescentes deve se limitar aos que têm deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.
A Anvisa divergiu da pasta e afirmou que não há “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso do imunizante da Pfizer em todos os adolescentes entre 12 e 17 anos. Nem todos os estados decidiram seguir a orientação, e muitos mantiveram calendário com a inclusão dos adolescentes sem comorbidades. Em entrevista à Globonews, o médico Drauzio Varella comentou que a medida foi tomada para “esconder erro do governo” sobre a falta de vacinas. Assista acima.
VEJA COMO FICOU a vacinação por estado
A decisão do governo federal se deu em meio à falta de vacinas para a segunda dose em alguns estados. Na quarta (15), apesar de o ministro Marcelo Queiroga falar em “excesso de vacinas” havia falta em pelo menos seis unidades da federação. Capitais como Natal e Salvador suspenderam as vacinas em adolescentes logo após a nova orientação, mas a cidade de São Paulo, por exemplo, decidiu manter. O governo paulista, inclusive, criticou a medida do ministério. E descartou, a priori, correlação da morte de um adolescente em São Bernardo do Campo com a vacina. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não tem indicação contra a vacinação dos adolescentes, mas já afirmou ser “menos urgente” que outros grupos, como pessoas mais velhas e com comorbidades.
REPERCUSSÃO: ‘Erro’, ‘infelicidade’ e ‘lamento’: decisão de Queiroga sobre vacinação de adolescentes é criticada
ENTENDA: o que se sabe e o que está em prática no mundo sobre a vacinação de adolescentes
A orientação não só deixou adolescentes e pais confusos, como também provocou tumulto na fila de vacinação em Salvador, logo após a suspensão. VEJA O VÍDEO abaixo:
Suspensão da vacinação contra a Covid-19 causa confusão em Salvador
Precisa Medicamentos alvo da PF
Investigada pela CPI da Covid, a Precisa Medicamentos entrou na mira da PF. A empresa que intermediou a negociação de doses da vacina Covaxin entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biontech precisou abrir as portas de escritórios e locais de armazenamento e distribuição de produtos para que policiais federais cumprissem mandados de busca apreensão. O objetivo da operação era ter acesso ao contrato original da Bharat com a Precisa. Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, o contrato já havia sido solicitado pela comissão do Senado, mas não foi entregue. A defesa da empresa informou já ter enviado todos os documentos e classificou a ação da PF como “inadmissível”.
A CPI também busca indícios que comprovem que uma autoridade da alta cúpula do governo federal agiu em favor da Covaxin. O pedido para que houvesse buscas no Ministério da Saúde chegou a ser feito, mas a Procuradoria-Geral da União foi contra, e a solicitação foi negada. O Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal investigam o contrato de R$ 1,6 bilhão para a aquisição de 20 milhões de doses da vacina, que acabou cancelado.
A Precisa e a CPI
E por falar em Precisa Medicamentos… A empresa também esteve nas discussões da CPI nesta semana. O advogado e empresário Marconny Albernaz Ribeiro de Faria, apontado como lobista da empresa, prestou depoimento à comissão do Senado. Ele foi convocado após a CPI obter conversas com indícios de que ele elaborou um “passo a passo” para fraudar a licitação para a compra de testes de coronavírus pelo Ministério da Saúde. No depoimento, Marconny disse não se lembrar quem seria o senador que ajudaria a destravar a compra de testes rápidos contra a Covid. A aquisição seria feita pela pasta, mas acabou cancelada. Na sequência, a Precisa Medicamentos foi alvo da operação Falso Negativo, que apurou fraude em vendas de testes superfaturados e de baixa qualidade.
E tem mais!
Marconny também é amigo de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Bolsonaro. Ela, inclusive, foi convocada para depor, o que poderá ocorrer na próxima semana. A comissão diz ter indícios de que Ana Cristina mantinha relação de proximidade com o lobista e que, a pedido dele, atuou para fazer indicações para cargos no governo federal. De acordo com senadores, mensagens obtidas pela CPI mostram conversas de Marconny buscando a advogada do presidente Bolsonaro, Karina Kufa, e o ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União, na tentativa de emplacar os indicados
OCTAVIO GUEDES: Lobista cobrava por indicação a cargo no governo
Aumento do IOF e novo Bolsa Família
Sabe aquele imposto cobrado em toda operação de crédito, o IOF? Ele também vale para operações de câmbio, relativas a título ou valores imobiliários… Pois é, ele vai aumentar, por decreto de Bolsonaro. A ideia é usar o dinheiro arrecadado a mais, mais de R$ 2 bilhões, para bancar o aumento do Bolsa Família. O governo vai rebatizar o programa criado no governo Lula, que se chamará Auxílio Brasil. A ideia é também aumentar de 14,6 milhões de famílias beneficiárias do programa para 17 milhões. Na ponta do lápis, a taxa de IOF passará de 3% para 4,08% ao ano para pessoas físicas. Para pessoas jurídicas, o crescimento será de 1,5% para 2,04% ao ano.
Crédito mais caro e inflação: como o aumento de imposto pode afetar o seu bolso
Relembre ocasiões em que Bolsonaro disse que não aumentaria impostos
Portaria de Bolsonaro sobre armas suspensa
O ministro do Supremo Alexandre de Moraes suspendeu uma portaria editada por Bolsonaro em 2020 que tornou mais difícil o rastreio de armas pelo país. Para o ministro, o veto do governo à implementação de medidas de marcação e rastreamento bélico teve “desvio de finalidade” e prejudicou o controle e pressão do comércio ilegal de armas. A medida ainda deve passar pelo plenário do STF, que começou a julgar o caso no plenário virtual. O julgamento, no entanto, foi interrompido após o ministro Nunes Marques pedir mais tempo para analisar o caso. Não há prazo para a retomada, e a portaria segue sem validade.
Ao suspender o texto, Moraes atendeu a pedidos apresentados pelo PDT e PSOL contra a portaria do comando Logístico do Exército. Ele considerou que a conduta fere princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e interesse público. “A maior circulação de armas e munições, se não for acompanhada por regulamentação adequada, terá inevitável efeito sobre a movimentação ilícita em favor da criminalidade organizada”
G1 debutante 🥳🎉🎈🎁🎂
Lá se vão 15 anos de muitas notícias no ar. Em texto, em vídeo, em áudio, em rede social, em cada canto do Brasil e do mundo. Para celebrar, o G1 está publicando uma série de reportagens especiais sobre assuntos diversos, reflexões sobre temas fundamentais para o país e listas que relembram músicas, filmes, séries e novelas desta década e meia.

Hoje, dia do nosso aniversário, a reportagem especial é sobre o aparelho que, muito provavelmente, você está usando agora para ler este texto: o celular. Ele revolucionou a nossa comunicação e fez com que disk-pizza, câmera digital, torpedo e Orkut… tudo isso pareça – ou, na verdade, tenha se tornado mesmo – coisa de outra era. Veja no especial “Meu celular, minha vida” as principais mudanças pelas quais essa tecnologia passou nos últimos 15 anos.
E clique abaixo para ler todo os nossos outros especiais:
➡️Alvo de queimadas e desmate, a Amazônia emitiu mais CO₂ do que absorveu na última década. E até mesmo as árvores que ficam de pé sofrem e deixam de contribuir para regular o clima. Entenda no especial “Amazônia, e eu com isso?” como a destruição da maior floresta tropical do mundo afeta o futuro de todos nós, nas grandes cidades ou no campo.
➡️ “Sem velar nada, já tive treinador que não quis trabalhar comigo e já tive ‘colegas’ de esporte que não queriam nem usar o mesmo banheiro que eu”, disse Daiane dos Santos. A entrevista completa com a ginasta, assim como outras conversas com mais 8 personalidades, está na reportagem especial “Faces Negras”.
➡️ Abuso na família, assédio na igreja, perseguição, preconceito. Cartas inéditas de mulheres do Brasil Colônia revelam dores que resistem aos séculos. A página especial “Voz das mulheres” mostra como os relatos daquela época se conectam a notícias do presente.
Gosta de listas? O G1 compilou filmes, séries e músicas marcantes desde 2006… Refresque sua memória. E já corre para ver ou ouvir nossas sugestões!
“Se eu fosse você”, “Tropa de Elite”, “Vingadores” e outros filmes marcantes
“Rehab”, “Ai se eu te pego”, “Despacito”, “Vai malandra” e mais hits icônicos
“Lost”, “Game of Thrones”, “Office”, “Modern Family” e mais dignas de maratonas
Encontro de risadas
Lembra da carta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada após ser aconselhado pelo ex-presidente Michel Temer? Pois bem: nesta semana, ela voltou ao noticiário com a repercussão do vídeo de um jantar em homenagem a Temer. É que, no encontro, o humorista André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, brincou dizendo que o documento foi escrito por Michelzinho, de 12 anos, filho do ex-presidente — e, como mostram as imagens (veja abaixo), Temer riu. Marinho também fez imitações de Bolsonaro e do próprio Temer, provocando gargalhadas de quem estava à mesa.
Importante lembrar: Paulo Marinho, pai do humorista, foi um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro à presidência em 2018, mas rompeu com a família após as denúncias da operação “Furna da Onça”, da Polícia Federal, sobre o esquema de “rachadinha”.
Humorista imita Bolsonaro durante jantar em homenagem a Temer em SP
Tensão na França
A França anunciou que vai convocar seus embaixadores nos EUA e Austrália para prestar esclarecimento sobre o acordo militar Aukus – pacto militar histórico anunciado por EUA, Reino Unido e Austrália para conter o avanço da China.
Por que os franceses estão descontentes? O acordo prevê o desenvolvimento de um submarino movido por energia atômica, o que prejudicaria antigas alianças entre Austrália e França, que esperava receber bilhões de dólares com a venda de submarinos convencionais aos australianos, mas acabou preterida pelos Estados Unidos.
Para entender melhor: na diplomacia, um governo convoca seus embaixadores em outros países quando quer demonstrar grave descontentamento nas relações. E esta não é a primeira reação negativa da França sobre o acordo. Na quinta (16), o ministro das Relações Exteriores Jean-Yves Le Drian disse que o governo de Joe Biden foi imprudente como seu antecessor, Donald Trump, e disse que o acordo representou uma “facada nas costas” para seu país. A França também cancelou um evento de gala na embaixada dos EUA em Paris.
Alerta para vulcão e rumores de tsunami
Alerta de atividade de vulcão na ilha de La Palma, da Espanha
O vulcão Cumbre, localizado na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias (próximas ao continente africano), deu sinais de atividades sísmicas depois de décadas adormecido. O governo espanhol emitiu um alerta amarelo de risco de erupção e agora voltou à tona a discussão de possibilidade de formação de tsunamis que poderiam atingir a costa brasileira (mais especificamente o Nordeste). Ao G1, especialistas em geociências e sismologia afirmaram que a chance do desastre acontecer por aqui é remota. O Instituto Geográfico Nacional da Espanha detectou 4.222 tremores no parque nacional Cumbre Vieja, em volta do vulcão. Nos últimos dias, além de aumentar o volume de movimentos sísmicos, a intensidade aumentou com abalos que tiveram magnitude superior a 3.
Para entender…
O alerta amarelo é o segundo nível, que se trata, na verdade, de um estado de observação por causa dos pequenos sismos. E, apesar de os alertas não demonstrarem riscos iminentes, a ausência de plano de contingência é o que preocupa. A preparação para lidar com fenômenos naturais que resultam em grandes estragos é uma das agendas de pesquisadores. Leia na reportagem.
Acidente aéreo em Piracicaba
Acidente aéreo mata sete pessoas em Piracicaba
O empresário acionista da usina Raízen Cosan, Celso Silveira Mello Filho, a esposa e os três filhos estão entre as vítimas da queda de um avião modelo King Air B200 em Piracicaba (SP). A tragédia também matou o piloto e o copiloto da aeronave.
Veja vídeos com imagens da tragédia
Segundo a prefeitura da cidade, a queda aconteceu cerca de 15 segundos após a decolagem, em uma plantação de eucaliptos. Veja o que se sabe e o que falta saber.
Crime familiar em Cuiabá
Viúva que mobilizou cidade pedindo por justiça mandou matar o marido, diz polícia
“Fria e calculista”: assim Ana Cláudia Flor, a “viúva de Cuiabá”, que hoje é apontada como suspeita de ser mandante do assassinato do marido, foi descrita pela Polícia Civil. O empresário Toni Flor morreu em 2020, um dia após ser alvejado com cinco tiros ao chegar na academia. Ana Cláudia liderou uma mobilização na cidade pedindo justiça pelo marido. Ela organizou passeata, encomendou 100 camisetas para homenagear Toni, foi à televisão e consolou parentes. Quase toda semana ia à delegacia e perguntava se já havia um suspeito. Na época do crime, ela dizia que o marido foi confundido com um policial que frequentava a mesma academia, mas a investigação logo descartou a hipótese.
Quase um ano depois da morte de Toni, em agosto deste ano, a polícia prendeu Igor Espinosa, que admitiu ter efetuado os disparos e disse ter agido a mando de Ana Cláudia. Ele teria recebido R$ 20 mil da mulher, um terço dos R$ 60 mil que os dois haviam acertado. Ana Cláudia também foi presa e agora deverá ir a júri popular. Ela nega participação no assassinato, e a defesa dela diz que vai provar sua inocência. O motivo do crime? Segundo a investigação, interesses financeiros no momento em que a empresa do marido de representação comercial de produtos alimentícios crescia.
Acidente fatal com cantor Airton Machado
Um trágico acidente com o ônibus da banda de música regional do Sul Garotos de Ouro tirou a vida do vocalista, Airton Machado. O artista tinha 62 anos e estava dirigindo o veículo quando colidiu com um barranco de pedras. A companheira dele, Renata da Rosa, de 32 anos, também estava no ônibus e precisou ser levada para o hospital com ferimentos.

Veja trecho da última apresentação da banca com Airton:
Vídeo mostra último show de Airton Machado em SC
Sonhos de crianças
Ser uma fada, ir ao spa, ser rico: lista com sonhos de crianças viraliza na web
Amanda quer ser rica e Heitor, um dinossauro. Catarina quer ir para um spa com as amigas, enquanto Kevin quer ter um carro dourado com três andares. Sonhos como esse (e outros, como reunir a família e virar youtuber) divertiram internautas brasileiros após a lista com desejos de crianças viralizar. Como é bom ter a pureza e a inocência das crianças, né? Você se lembra dos seus sonhos?
Da aldeia para o mundo – virtual 🤳🌎
Indígena faz sucesso em rede social mostrando curiosidades do seu povo
De uma comunidade indígena na margem do rio Negro, em Manaus, para 6 milhões de espectadores em qualquer lugar do mundo. Maíra Tatuyo, de 22 anos, aproveitou a pandemia e o isolamento social, quando sua aldeia deixou de receber visitantes, para gravar vídeos para as redes sociais. Com descontração e mostrando seu dia a dia, ela começou a chamar a atenção com danças tradicionais e uma culinária, digamos, diferente, que inclui larvas e formigas. O principal objetivo de cunhã-poranga, como Maíra também é conhecida? Levar ao mundo mais informações sobre sua cultura e costumes. Leia a reportagem.
Brasil na lista da ‘Time’
Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza
Divulgação
O que Simone Biles, Shonda Rimes, Tom Brady, Tim Cook e Luiza Trajano têm em comum, além da fama? Eles figuram na categoria “Titãs” da prestigiada lista de personalidades mais influentes do mundo. Neste ano, a empresária do Magazine Luiza foi a única brasileira a aparecer na seleção. E mais: o texto sobre Trajano foi assinada pelo ex-presidente Lula (a tradição da revista é de que outras personalidades escrevam uma introdução sobre os indicados). Veja outros selecionados.
Novidade nos teclados ⌨💡💻
Coração com as mãos, rostinho “derretendo”, dentes mordendo os lábios, feijão, ninho com ovos, ninho sem ovos, escorregador, raio-x. Em breve, essas e outras imagens poderão aparecer como emojis no teclado do seu smartphone e aqui, no nosso “Você viu?” (já reparou que a gente adora, né?). A Unicode Consortium, organização que padroniza códigos dos ícones no mundo inteiro, aprovou na um novo conjunto – essa é a versão 14.0. Vote aqui no seu preferido.
🚀Turistas dão voltas no espaço 🚀
Confira os melhores momentos da decolagem da SpaceX
Nesta semana, a empresa SpaceX, do bilionário americano Elon Musk, levou quatro pessoas à órbita da Terra. É a primeira missão desse tipo com tripulação totalmente civil. Esta é a única nave que tem uma janela com visão 360º do espaço, um domo de vidro que pode ser aberto durante o voo (veja aqui as fotos).
A decolagem foi na quarta (15) e a volta deve ocorrer no fim de semana, mas vai depender das condições climáticas. Durante esse período em órbita, os tripulantes terão o sono, a frequência cardíaca, o sangue e as habilidades cognitivas examinadas. Na volta à Terra, farão testes para medir o impacto da viagem em seus corpos. A ideia é acumular dados para futuras missões com passageiros privados.
Conheça a tripulação da missão Inspiration4
Melhores momentos: a decolagem e todos os detalhes da missão
Sucuri com fome?🐍
Mais um flagra de uma sucuri em Bonito, Mato Grosso do Sul – e desta vez, digerindo o que parece ser uma capivara (veja o vídeo abaixo). As imagens impressionantes foram registradas pelo empresário Juca Ygarapé. Mas não é muito difícil encontrar as cobras gigantes na região, já que a queda das temperaturas e o período reprodutivo facilitam a aparição das serpentes. As expedições em Bonito atraem fotógrafos subaquáticos de várias partes do mundo.
Sucuri é flagrada digerindo capivara, em rio de Bonito
Medina tricampeão 🏄‍♂️🏆
A derrota nas Olímpiadas de Tóquio e a frustração por deixar o país do sol nascente sem medalha são águas passadas na vida de Gabriel Medina. É que ele é novo tricampeão mundial de surfe após derrotar, nos EUA, o conterrâneo Filipe Toledo. Relembre aqui a trajetória do atleta que começou a encarar as primeiras ondas em São Sebastião, e dê o play no vídeo abaixo para ver o ousado backflip (mortal de costas) que lhe rendeu o título de melhor do mundo pela 3ª vez:
Gabriel Medina é tricampeão Mundial de Surf

Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro pode viajar para a Assembleia da ONU em Nova York sem se vacinar contra Covid? Entenda

Oficialmente, o presidente segue sem estar vacinado. No entanto, não deverá ter problema para participar da reunião anual de líderes na sede das Nações Unidas. Como Bolsonaro vai a Nova York sem se vacinar?
O presidente Jair Bolsonaro deve viajar a Nova York nos próximos dias para participar da Assembleia Geral da ONU. Como todo ano, ele fará o discurso representando o Brasil.
A informação oficial é que ele não está vacinado contra a Covid-19. Neste caso, como vai ser a circulação do presidente em Nova York e na ONU?
Existia uma dúvida sobre se a ONU exigiria a vacinação de chefes de Estado. Aconteceu também uma pressão da prefeitura de Nova York para que isso fosse exigido, mas o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres acabou confirmando que não haverá essa condição para participação.
A entidade vai oferecer vacinas para chefes de estado e delegações que quiserem se vacinar, mas acontece que a ONU é como se fosse um território internacional: não está sujeita às regras de nenhum país específico, portanto não tem o poder de barrar a entrada de chefes de Estado que não estejam imunizados.
Assim, Bolsonaro não vai ter problemas em fazer o discurso conforme planejado. Já a circulação na cidade de Nova York pode ficar mais complicada.
Na maior cidade americana praticamente não se consegue fazer nada sem o comprovante de vacinação. Não é possível, por exemplo, ir a um restaurante e sentar na parte interna sem apresentá-lo.
O mesmo vale para instituições culturais. Em algumas delas você pode apresentar teste negativo, mas em muitos lugares é pedido o cartão de vacinação.
Bolsonaro terá que seguir as regras de Nova York e usar máscara em todos os lugares fechados.
Em relação à quarentena antes de ingressar nos EUA, é sabido que pessoas vindas do Brasil para precisam passar duas semanas em um país neutro antes de poderem pisar em solo americano. Porém, isto não se aplica a chefes de Estado, apenas a cidadãos comuns. Assim, o presidente Bolsonaro poderá voar direto do Brasil a Nova York.

Fonte: G1 Mundo

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Milionário americano é condenado por assassinato de amiga


Robert Durst, 78 anos, foi considerado culpado por morte de Susan Berman em 2000. Ela era testemunha em investigação do desaparecimento da ex-mulher dele, Kathleen McCormack. Promotores chamaram Robert Durst de ‘psicopata narcisista’
EPA/BBC
Milionário e herdeiro do setor imobiliário dos Estados Unidos, Robert Durst foi condenado nesta sexta-feira (17) pelo assassinato de sua amiga Susan Berman em 2000.
O júri de Los Angeles não demorou muito para decidir que ele é culpado do crime, ocorrido enquanto Berman se preparava para depor na investigação do desaparecimento da primeira esposa do milionário, Kathleen McCormack — ela sumiu em 1982 e é considerada morta, mas seu caso até hoje é investigado.
McCormack desapareceu depois de passar o fim de semana na casa de campo do casal no Estado de Nova York. Segundo depoimentos, Durst demorou dias para avisar à polícia e à família da mulher sobre seu desaparecimento.
Já Susan Berman tinha 55 anos quando morreu e foi encontrada com um tiro na cabeça em sua casa em Beverly Hills.
No julgamento que levou à condenação de Durst pelo assassinato, promotores o chamaram de “psicopata narcisista”. Ele está preso desde 2015, tem 78 anos e deverá passar o resto da vida na prisão.
As acusações contra o milionário ficaram mais conhecidas no documentário da HBO “The Jinx” — que revelou uma fala dele explosiva, veiculada horas depois de sua prisão em 2015.
O procurador Habib A. Balian mostra uma máscara usada por Robert Durst quando a polícia o prendeu
Reuters/BBC
De acordo com os produtores do programa, Durst foi ao banheiro após a entrevista sem lembrar que ainda estava usando um microfone sem fio.
“Aí está, você foi pego”, ele sussurrou para si mesmo. “O que diabos eu fiz? Matei todos, é claro.”
Na época, o advogado de Durst disse que a prisão foi orquestrada para coincidir com o fim do documentário da HBO.
Em 2001, Durst foi julgado por suspeita de ter matado e esquartejado o vizinho Morris Black, jogando os pedaços do corpo em uma baía, mas foi absolvido pelo júri após alegar legítima defesa.
A Organização Durst possui 11 arranha-céus em Manhattan, Nova York, incluindo o One World Trade Center. Robert Durst cortou formalmente os laços com sua família e com suas empresas em 2006.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Queda de avião, grávida agredida e sucuri digerindo animal: os vídeos mais vistos do G1 na semana


Veja as imagens que marcaram o Brasil e o mundo entre 13 e 17 de setembro Veja as imagens que marcaram o Brasil e o mundo entre 13 e 17 de setembro

Fonte: G1 Mundo