Categorias
MUNDO

Assaltantes levam mais de R$ 60 milhões em mercadorias de joalheria em Paris


Policiais capturaram dois suspeitos no caso. Policiais em joalheria assaltada nesta terça-feira, em Paris
AFP/Thomas Coex
Um grupo de ladrões assaltou, nesta terça-feira (7), a joalheria Bulgari na Place Vendome, em Paris, e roubou cerca de 10 milhões de euros (R$ 61,2 milhões) em joias, informaram fontes policiais.
O ataque à loja de luxo no coração da capital francesa ocorreu por volta do meio-dia e os policiais chegaram ao local logo depois, disse uma fonte policial.
Os suspeitos fugiram em um carro BMW cinza e duas motocicletas, e um deles foi preso após ser baleado na perna pela polícia.
O carro foi abandonado posteriormente, e outro suspeito foi encontrado escondido em um estacionamento no movimentado centro comercial Les Halles, perto do museu do Louvre e da catedral de Notre-Dame.
“Reação rápida da polícia de Paris após o roubo de uma joalheria na Place Vendome. Dois suspeitos foram presos”, disse a Polícia de Paris no Twitter.
A Bulgari é uma famosa joalheria italiana que faz parte do conglomerado de luxo francês LVMH.
Em 27 de julho, um homem roubou 2 milhões de euros em joias de uma joalheria Chaumet antes de fugir em uma motocicleta elétrica. Ele foi preso no dia seguinte com um cúmplice e a maioria dos objetos foi recuperada.
Três dias depois, dois homens armados com um taser e gás lacrimogêneo atacaram uma loja Dinh Van, outra joalheria, e roubaram cerca de 400 mil euros.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Hospital é inundado no México e 16 pacientes morrem após fortes chuvas


De acordo com a imprensa local, entre as vítimas há pacientes com covid-19 que necessitavam de oxigênio para sobreviver. Tula é o município mais afetado. Pelo menos 16 pacientes de um hospital no estado mexicano de Hidalgo (centro) morreram depois que o estabelecimento foi inundado, informou o governo mexicano nesta terça-feira (7).
Grandes áreas do México foram atingidas por chuvas intensas, principalmente na última segunda-feira (6) que causaram o transbordamento de um rio no estado de Hidalgo.
“As chuvas de ontem em Hidalgo fizeram com que o rio Tula transbordasse, inundando o Hospital Geral da zona 5 do IMSS, causando a morte de 16 pacientes”, informou o governo em mensagem no Twitter.
Na mensagem, acompanhada de um vídeo, Zoé Robledo, diretor-geral do IMSS, explicou que 56 pacientes estavam no centro médico, que em questão de minutos alagou, afetando o seu funcionamento.
Membros do Exército do México ajudam a remover lama em Ecatepec, no México, nesta terça (7)
CLAUDIO CRUZ / AFP
“No momento em que a energia elétrica do município (de Tula) caiu, a oxigenação (recebida pelos pacientes) foi afetada, sobreviveram 40 pessoas”, explicou Robledo.
De acordo com a imprensa local, entre as vítimas há pacientes com covid-19 que necessitavam de oxigênio para sobreviver.
Imagens divulgadas pela mídia local mostraram o hospital inundado e equipes médicas movendo macas de pacientes no meio da água.
As autoridades disseram que os pacientes sobreviventes foram enviados a outros hospitais da região.
Chuva atingiu diversos estados do México na noite desta segunda (6); Em Ecatepec, mulher tenta tirar lama de estabelecimento comercial
Claudio Cruz/AFP
O governo de Hidalgo informou que as chuvas afetaram cerca de 39 mil pessoas em todo o estado, além de pelo menos cinco estruturas de mobiliário urbano.
O município mais afetado é o de Tula, onde o governo federal implantou desde a madrugada uma operação com militares, agentes da Defesa Civil, Comissão Nacional de Águas e Comissão Federal de Eletricidade.
Enquanto isso, em Ecatepec, subúrbio da capital mexicana localizado a cerca de 70 km de Tula, as ruas se transformaram em verdadeiras lagoas que deixaram pelo menos duas pessoas mortas.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Suprema Corte do México declara inconstitucional a criminalização do aborto


Decisão passa a valer como referência para todos os juízes mexicanos. Ativista católica antiaborto reza em frente ao prédio da Suprema Corte do México, na Cidade do México em julho de 2020
Henry Romero/Reuters
A Suprema Corte de Justiça do México declarou, em votação unânime, inconstitucional a criminalização do aborto no país. A decisão, adotada nesta terça-feira (7) passa a ser critério obrigatório para todos os juízes mexicanos.
O Supremo tomou a decisão em relação a um caso que questiona a criminalização do aborto no estado de Coahuila, onde se previa pena de até três anos de prisão para quem interrompesse a gravidez voluntariamente.
“Este é um passo histórico para os direitos das mulheres”, disse o ministro do tribunal Luis Maria Aguilar.
Manifestação pró-aborto na Cidade do México, em foto de 2017
AFP
A ministra Ana Margarita Ríos Farjat destacou em seu discurso que a Constituição Federal não proíbe o aborto e que sua punição significa uma sanção contra o exercício de direitos como dignidade humana, autonomia, livre desenvolvimento da personalidade, igualdade jurídica, saúde e liberdade reprodutiva .
“À luz da Constituição, que não proíbe o aborto, o Estado pode puni-lo? Ao puni-lo, sanciona uma conduta enraizada em uma série de direitos possuídos por mulheres e por pessoas com capacidade de gerar filhos e que participam da decisão de abortar, como o direito à dignidade humana, à autonomia e ao livre desenvolvimento de a personalidade., à igualdade jurídica, à saúde e à liberdade reprodutiva. Em outras palavras, sancionar a interrupção voluntária da gravidez implica um limite a todos esses direitos humanos ”, disse ele.
“A grávida é criminalizada, sem estar definido constitucionalmente se a vida está invariavelmente protegida desde a concepção e qual é o tratamento do embrião no mundo jurídico”, acrescentou.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Pandas gêmeos nascem em zoológico de Madri


Vídeo mostra como um deles vem ao mundo, ainda sem pelo. Filhotes são totalmente dependentes da mãe por quatro meses. Pandas gêmeos nascem em zoológico na Espanha
Uma panda gigante deu à luz dois filhotes gêmeos nesta segunda-feira (6) no Zoológico de Madri, fato considerado pela instituição como “uma grande contribuição” para a conservação da espécie ameaçada de extinção.
O Zoo Aquarium de Madrid indicou em comunicado que a fêmea, Hua Zui Ba, deu à luz o primeiro filhote por volta das 8h30, após mais de quatro horas de trabalho de parto, enquanto o segundo veio ao mundo após o meio-dia.
Nas imagens do nascimento, a fêmea aparece expelindo o primeiro filhote, um pequeno animal sem pelos e de pele rosada que emitia guinchos altos, depois lambendo para limpá-lo e colocando-o no colo.
Os recém-nascidos “ficarão totalmente dependentes da mãe nos próximos quatro meses” até que possam andar por conta própria, explicou o zoológico.
Filhotes de panda, nascidos em Zoológico de Madri, recebem cuidados veterinários
Dois técnicos da Base de Reprodução de Pandas de Chengdu, na China, ajudarão os veterinários locais a cuidar dos gêmeos, cujo sexo ainda não foi determinado, segundo o comunicado.
O casal de pandas gigantes Hua Zui Ba e seu parceiro Bing Xing tiveram quatro outros filhotes no passado.
Filhotes de panda gêmeos nasceram em Madri
Reuters/Zoo de Madri
Este novo nascimento “constitui uma grande contribuição no campo da conservação de espécies ameaçadas”, acrescentou o zoológico.
A reprodução dos pandas, tanto em cativeiro quanto na natureza, é complicada, segundo os especialistas, com períodos anuais de cio muito curtos para as fêmeas.
O panda gigante é uma espécie vulnerável, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza, com menos de 2.000 espécimes restantes em seu habitat.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Jornais estrangeiros destacam relação de protestos com ameaças à Justiça


Mídia estrangeira diz que protestos acontecem em um momento em que a popularidade de Jair Bolsonaro cai e que o presidente faz ameaças ao Supremo Tribunal Federal. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante ato de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã de 7 de setembro e 2021, Dia da Independência do Brasil
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Jornais de outros países publicaram textos em que explicaram o contexto em que acontecem as manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro.
‘New York Times’, dos Estados Unidos
O “New York Times” publicou uma reportagem com o título “Protestos a favor de Bolsonaro podem ser um prelúdio a um golpe, dizem críticos”.
Imagem de texto do ‘New York Times’ sobre manifestações a favor de Bolsonaro
Reprodução/NYTimes
O texto afirma que o presidente brasileiro tem enfrentado uma queda nas taxas de aprovação, uma economia que cambaleia e investigações judiciais e, nesse contexto, convocou as manifestações desta terça-feira.
“Nos últimos dias, o presidente descreveu o momento como o ponto de ‘ou vai ou morre’ de seu movimento político, pedindo para que a considerável minoria de eleitores que o apoia vá às ruas”, publicou o jornal.
VEJA TAMBÉM:
Entenda o contexto dos protestos
Atos a favor de Bolsonaro
Manifestações contra o governo e a crise
‘La Nación’ e ‘Clarín’, da Argentina
O jornal argentino “La Nación” também publicou uma reportagem sobre os protestos desta terça-feira no Brasil.
Imagem do jornal ‘La Nación’ sobre as manifestações pró-Bolsonaro, em 7 de setembro de 2021
Reprodução/La Nación
“Minutos depois de participar de uma cerimônia com ministros e legisladores no Palácio da Alvorada em que a bandeira brasileira foi içada, o presidente Jair Bolsonaro deu uma forte declaração sobre o Supremo Tribunal Federal”, publicou o jornal argentino. Eles, então, reproduziram uma mensagem de Bolsonaro que dizia que “Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse, em alusão à suprema corte.
Reprodução da reportagem do ‘Clarín’ sobre manifestações a favor de Jair Bolsonaro no Brasil
Reprodução/Clarín
O “Clarín” também destacou as falas de Bolsonaro conta a Justiça. “Nas últimas semanas, Bolsonaro intensificou as críticas contra os juízes Alexandre de Moraes e Roberto Barroso, ambos do Supremo Tribunal Federal, e repetiu a expressão de que não vai transgredir as ‘quatro linhas’ da Constituição”, diz o jornal.
‘The Guardian’, do Reino Unido
Reprodução do ‘The Guardian’, que publicou um texto sobre as manifestações do dia 7 de setembro
Reprodução/The Guardian
O “The Guardian” abriu o texto com os desentendimentos entre a polícia e apoiadores de Bolsonaro logo cedo em Brasília. O texto cita imagens de vídeo em que policiais jogam spray de pimenta nos manifestantes.
“Muitos cidadãos temem que haja violência quando os apoiadores de Bolsonaro forem às ruas para exaltar o líder, cujas taxas de aprovação caíram como resultado de escândalos de corrupção que envolvem seus aliados e familiares e a forma como ele gerenciou a pandemia de Covid-19, que matou mais de 580 mil pessoas [no Brasil]”, diz o texto.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Talibã anuncia governo provisório do Afeganistão; primeiro escalão é todo de velha guarda do grupo extremista


Por enquanto, todos os membros do primeiro escalão do governo do Afeganistão são talibãs. Talibã declara ter conquistado último foco de resistência no Afeganistão
O Talibã anunciou, nesta terça-feira (7), os nomes do governo provisório no Afeganistão —a maior parte dos ministros é de antigos membros do grupo extremista.
O primeiro-ministro interino será o mulá Hasan Akhund, que já tinha sido o líder do governo talibã entre 1996 e 2001, antes do regime ser deposto por forças militares lideradas pelos Estados Unidos logo após os ataques do 11 de setembro.
Um dos vices será o mulá Abdul Ghani Baradar, que foi o principal negociador do Talibã no acordo com o governo americano para a retirada dos militares do país.
O mulá Abdul Ghani Baradar, no centro, em Moscou, em março de 2021
Alexander Zemlianichenko/Reuters
Por enquanto, não há nenhum membro do primeiro escalão que não seja do Talibã. Essa é uma das exigências da comunidade internacional.
O anúncio dos nomes que vão compor o governo foi feito pelo porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid.
Horas antes da revelação dos nomes, houve um protesto em Cabul, na frente da embaixada do Paquistão (os manifestantes reclamavam de uma suposta interferência paquistanesa na política afegã).
Os talibãs que estavam no local deram tiros para o ar para dispersar o protesto. Eles também prenderam jornalistas que estavam no local.
Na segunda-feira, o Talibã anunciou que dominou a província de Panjshir, a última que não havia controlado ainda.
Grupo afirma que vai permitir que afegãos deixem o país
O Talibã prometeu novamente ao governo dos EUA que permitirá a saída do país dos afegãos que assim desejarem, afirmou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, que visita o Catar.
Líderes do movimento islamita afirmaram que “permitirão que as pessoas com os documentos de viagem partam de maneira livre”, disse Blinken em uma entrevista coletiva.
O governo do presidente Joe Biden é pressionado por informações, algumas delas confusas, sobre pessoas com passaporte americano que estão bloqueadas no aeroporto de Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão, segundo uma ONG americana.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Partido de Angela Merkel cai ainda mais em pesquisas, e líder pede apoio a conservadores


Merkel tenta vincular o partido que lidera as pesquisas, o Social Democrata, à esquerda. Angela Merkel ao lado de Armin Laschet no Congresso da Alemanha, em 7 de setembro de 2021
Michele Tantussi/Reuters
Uma pesquisa de intenção de voto na Alemanha mostra que o partido de Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU) caiu para 19%, de acordo com dados da consultoria Forsa.
O principal rival da CDU, o partido Social Democrata (SPD) tem 25% das intenções de voto.
O Partido Verde está em terceiro, com 17%. O Partido Liberal, chamado de Democratas Livres, tem 13%.
Merkel fez um apelo para que os eleitores apoiem seu candidato, Armin Laschet nesta terça-feira (7). Para isso, ela tentou vincular o SPD, que lidera as pesquisas, ao partido da esquerda tradicional, o Die Linke: “Os cidadãos têm uma escolha em alguns dias: ou um governo que aceita o apoio do partido (de extrema-esquerda) Linke com o SPD e os Verdes, ou ao menos não o exclui, ou um governo federal liderado pela CDU e a CSU com Armin Laschet como chanceler – um governo federal que leve nosso país ao futuro com moderação”, disse Merkel a parlamentares da câmara baixa do Parlamento. Esse foi, provavelmente, seu último discurso na casa.
O SPD só conseguiu liderança nas pesquisas no mês passado. Assim, há uma grande incerteza a respeito da eleição que determinará o rumo futuro da Alemanha, a maior economia da Europa e seu país mais populoso, depois de 16 anos da liderança firme de centro-direita de Merkel.
Conservadores tentam vincular SPC à esquerda
Depois de perderem a dianteira nas pesquisas, os conservadores estão contando cada vez mais com alertas sobre uma guinada para a esquerda em uma coalizão liderada pelo SPD para tentar ressuscitar sua campanha em apuros.
Na segunda-feira, o Die Linke se apresentou como aspirante a parceiro de coalizão ao SPD e aos Verdes.
O candidato a chanceler do SPD, Olaf Scholz, vem se distanciando do Linke, e diz que o partido é inadequado para um governo enquanto não se comprometer claramente com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma parceria transatlântica com os Estados Unidos e finanças públicas sólidas.
Montagem com os rostos de Olaf Scholz, Armin Laschet e Annalena Baerbock, líderes de partidos que melhor aparecem em pesquisas de intenção de votos na Alemanha
Armando Babani/Reuters, Ronny Hartmann e Patrik Stollarz/AFP
Merkel disse que Laschet, o seu candidato, lideraria um governo que defende “estabilidade, confiabilidade, moderação e o meio-termo – e é exatamente isto que a Alemanha precisa”.
Mas a promessa de “constância” de Laschet não está ecoando em eleitores preocupados com a mudança climática, a imigração e a pandemia de Covid-19.
Falando depois de Merkel, Scholz disse à câmara baixa do Parlamento: “Um novo começo é necessário, e espero e estou certo de que triunfará”.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Menino de 3 anos se perde e sobrevive três dias sozinho em mata na Austrália


Anthony Elfalak, o garoto, tem autismo e não se comunica verbalmente. Ele foi encontrado em um riacho, bebendo água. Menino de 3 anos que foi encontrado na mata na Austrália depois de três dias sozinho
Dean Lewins/AP
Um menino de 3 anos que ficou três noites perdido em uma região de matas da Austrália foi encontrado na segunda-feira (6) e voltou para casa.
Anthony Elfalak, o garoto, tem autismo e não se comunica verbalmente. Ele foi levado a um hospital na segunda-feira, depois de ter sido encontrado em um riacho, bebendo água com a ajuda das mãos. O local fica dentro de uma propriedade rural da família, perto da vila de Putty, ao norte de Sydney.
Anthony Elfalak, um menino de 3 anos, bebe água de um riacho; ele ficou três dias perdido em uma mata na Austrália
Polícia de New South Wales/Via AP
A mãe, Kelly Elfalak, o levou para casa na noite de segunda-feira. Ela agradeceu os policiais e os voluntários que se empenharam para encontrar o garoto desde que ele desapareceu, na sexta-feira.
“Eu não consigo explicar, estou tão feliz que ele está aqui, ele está conosco, seguro e saudável, e é isso que importa”, ela afirmou.
Anthony Elfalak (direita) e sua esposa se abraçam ao saber que o filho deles foi encontrado com vida na Austrália, em 6 de setembro de 2021
Dean Lewins/P
O garoto dormiu, comeu e brincou depois de voltar para casa.
Jonathan Smith, um piloto do helicóptero da polícia que encontro Anthony disse que ao ver o garoto na mata ficou absolutamente contente.
“Nós estivemos em muitas missões que não terminaram assim, e é muito legal ter um resultado positivo ao menos uma vez”, ele disse.
Greg Chalmers, o líder da equipe que encontrou Anthony disse que o garoto foi encontrado ajoelhado na água.
Imagens feitas a partir do helicóptero policial mostram o menino sentado em uma água turva em um riacho, usando as mãos para levar a água a sua boca.
A busca do menino, que segundo a polícia tem autismo e não fala, foi a principal notícia na Austrália nos últimos dias.
“Que alívio, não posso imaginar como esta experiência foi traumática para Anthony e seus pais”, afirmou o primeiro-ministro Scott Morrison em uma rede social.
Veja um vídeo de 2013 que mostra o resgate de uma criança no meio de uma enchente na Austrália.
Helicóptero salva criança no meio de uma área inundada na Austrália
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Governo e oposição da Venezuela chegam a acordos parciais em negociações no México


Uma comissão da Noruega está intermediando as negociações entre governo e oposição da Venezuela. As partes marcaram um novo encontro no fim do mês de setembro. Jorge Rodriguez, da delegação do governo da Venezuela em negociação com a oposição, no dia 6 de setembro de 2021, na Cidade do México
Pedro Pardo/ AFP
O governo e a oposição da Venezuela alcançaram acordos parciais para estabelecer mecanismos para a gestão da pandemia de Covid-19 na segunda-feira (6).
Nos últimos dias, representantes dos dois lados do conflito na Venezuela se encontraram na Cidade do México para encontrar uma saída para a crise política no país. Uma delegação da Noruega intermediou as conversas, que ocorrem para tentar viabilizar eleições em novembro.
Venezuela prioriza políticos e militares na vacinação contra Covid
Na segunda-feira também foi anunciada uma nova reunião, de 24 a 27 de setembro, na Cidade do México. O acordo foi anunciado em um comunicado conjunto publicado ao final do encontro.
Acordo para combater a Covid-19
Os mecanismos para combater a Covid-19 incluem “recorrer a recursos de ativos como os que concede o Fundo Monetário Internacional”, afirmou Jorge Rodríguez, líder do Parlamento venezuelano e homem de confiança do presidente Nicolás Maduro.
O documento acrescenta que “cada parte concorda em designar três representantes para formar uma Mesa Nacional de Atenção Social para abordar áreas de saúde e alimentação”.
O outro acordo é “ratificar a soberania sobre o território de Guiana Essequiba, segundo o qual a fronteira leste da Venezuela é a linha divisória do rio Essequibo”.
O presidente Nicolás Maduro se declarou feliz com o resultado da reunião.
“Apesar do confronto de ideia que tivemos, como acontece em qualquer democracia, além de ter sido uma expressão firme do que cada um pensava, conseguimos fazer em um clima de empatia, inclusive em um clima de cordialidade, e conseguimos trabalhar juntos”, declarou Rodríguez.
O líder dos negociadores da oposição, Gerardo Blyde, destacou que é importante “ter alcançado um espaço que esperamos que seja despolitizado para acordar todas estas medidas em matéria humanitária e, adicionalmente, que seja árduo, que não seja utilizado como bandeira política”.
Blyde acrescentou que “evidentemente” se busca acesso aos recursos para questões humanitárias e que as duas partes “farão tudo o que estiver em nossas mãos” para conseguir.
Um dos temas da próxima rodada de reuniões será o sistema de Justiça na Venezuela, afirmou Blyde. “É um tema profundo, complexo, mas pelo qual devemos começar a reinstitucionalização democrática do país”, disse ele.
Eleições regionais em novembro
As negociações, com mediação da Noruega, buscam ainda a suspensão das sanções econômicas contra a Venezuela e a garantia de eleições livres.
O diálogo acontece visando as eleições de governadores e prefeitos em novembro, nas quais participarão os principais partidos políticos da oposição, o que rompe um boicote eleitoral de três anos.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Por que a Suécia se tornou o país com mais mortes por arma de fogo na Europa


Na década de 1990, a Suécia era uma das nações mais seguras da Europa, com uma qualidade de vida invejável e índices de criminalidade extremamente baixos; hoje, se tornou a capital continental do tiroteio. País escandinavo registrou 366 incidentes com armas de fogo em 2020, que resultaram em 47 mortes
Getty Images via BBC
No início de agosto, três pessoas foram gravemente feridas em um tiroteio à luz do dia próximo a um centro comercial em Kristianstad, na região sul da Suécia. Um mês antes, um policial havia sido baleado durante uma patrulha em um subúrbio de Gotemburgo, a segunda maior cidade do país. Poucos dias depois, dois encapuzados invadiram uma barbearia na mesma cidade para atirar dez vezes em um jovem cliente.
Estes são apenas 3 dos mais de 180 tiroteios que a polícia registrou até agora neste ano.
Na década de 1990, a Suécia era uma das nações mais seguras da Europa, com uma qualidade de vida invejável e índices de criminalidade extremamente baixos; hoje se tornou a capital continental do tiroteio.
Segundo dados oficiais, o país escandinavo registrou 366 incidentes com armas de fogo em 2020, que resultaram em 47 mortes.
E o número de tiroteios não para de aumentar desde os anos 2000, segundo relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime (BRA, na sigla em sueco).
2020: Morte de menina de 12 anos em tiroteio choca Suécia
Violência contra mulheres: como a ‘segura’ Suécia enfrenta onda de assassinatos
Em 2000, a Suécia estava em 18º lugar entre 22 países da Europa em número de mortes per capita em tiroteios. Quinze anos depois, em 2015, tornou-se o segundo país europeu onde os disparos são mais frequentes; naquela época, ficava atrás apenas da Croácia.
Os dados mais recentes, de 2018, apontam que o país subiu para o topo do ranking em mortes a tiros na Europa, de acordo com relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, realizado a partir de dados do Eurostat (órgão estatístico europeu).
‘Intrigante’
“É algo intrigante, um enigma para nós que estudamos esse problema”, afirma Klara Hradilova Selin, pesquisadora do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, em entrevista à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC). “Os crimes, de forma geral, não têm aumentado, mas diminuído, mas o número de tiroteios continua aumentando.”
Segundo o Eurostat, a Suécia foi o quinto país da União Europeia em número de roubos por habitante, em média, entre 2016 e 2018. À frente estavam países como Bélgica, França e Espanha.
Nesse período, foram registrados 86 roubos a cada 100 mil habitantes no país escandinavo, acima da média de 70 do bloco europeu.
A Suécia também supera a média anual em assassinatos por arma de fogo: cerca de 4 mortes por 1 milhão de habitantes, acima da média de 1,6 morte por 1 milhão de habitantes. Estudo publicado no periódico científico Jama em 2018, comparando 195 países considerando o tamanho da população e a proporção de jovens, estimou que a taxa de mortes a tiros da Suécia era de 1,3 a cada 100 mil habitantes; a do Brasil, de 19,4.
No contexto europeu, Suécia foi o único país analisado no estudo do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime em que as mortes por armas de fogo aumentaram em comparação com o ano 2000.
A Suécia tem cerca de 10,2 milhões de habitantes, população um pouco maior que a de Pernambuco (9,7 milhões), sétimo Estado mais populoso do Brasil. O país escandinavo é um dos menos desiguais do mundo, com o 12º maior PIB per capita (quase quatro vezes maior que o brasileiro), leis restritivas ao consumo de drogas e a 21ª maior taxa de armas de fogo registradas por habitante (segundo dados da Small Arms Survey).
3 fatores que agravam o problema
Segundo Klara Hradilova Selin, o aumento dos assassinatos a tiros é bastante complexo de ser explicado, mas há pelo menos três fatores que influenciam a onda desses crimes na Suécia. “A existência de quadrilhas, o tráfico de drogas e a falta de confiança na polícia em subúrbios.”
O estudo do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime observa que mais de 8 em cada 10 tiroteios estão relacionados ao crime organizado, proporção significativamente maior do que em outros países europeus.
Esse tipo de crime se tornou uma das maiores preocupações dos suecos. Uma pesquisa recente conduzida pelo Instituto SOM, da Universidade de Gotemburgo, descobriu que 90% dos suecos defendem penas mais duras para criminosos ligados a gangues.
Os fatores listados pela pesquisadora sueca são semelhantes aos de outros países europeus, mas com consequências diferentes.
“Também há gangues e tráfico de drogas em outros países, como França ou Inglaterra, mas nenhum outro país viu o mesmo aumento de tiroteios que a Suécia. Na Inglaterra e no País de Gales, por exemplo, pode-se dizer que há um tipo semelhante de violência em alta, mas por outro método: assassinatos cometidos com facas”, afirma Hradilova Selin.
Para ela, no entanto, o contexto é parecido: “Acontece em subúrbios ou em áreas mais pobres, as vítimas são jovens e muitas vezes há uma conexão com o tráfico de drogas”.
A maioria das mortes por armas de fogo na Suécia atingiu homens com idades entre 20 e 29 anos.
Uma batalha difícil
Håkan Jarborg, chefe de polícia do sul da Suécia, explica que lidar com o aumento da violência na Suécia está bem longe de ser uma tarefa simples.
“Os crimes são difíceis de investigar. As vítimas que sobrevivem aos ataques a tiros raramente contribuem com as investigações, e os depoimentos de testemunhas são muito raros”, disse ele ao Göteborgs-Posten, um dos principais jornais de Gotemburgo.
Na mais recente onda de violência na Suécia, que já causou quase 30 mortes neste ano, o governo sueco anunciou que tentaria flexibilizar as leis de segurança nacional para permitir que a polícia monitorasse suspeitos com menos restrições jurídicas.
“Queremos considerar dar à autoridade policial outra ferramenta importante para evitar novos tiroteios”, disse o ministro do Interior, Mikael Damberg. “Faremos tudo ao nosso alcance para lutar contra as gangues.”
Um problema de integração social
Outro relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime sobre crime no país, divulgado em setembro de 2021, apresentou resultados alarmantes para os padrões do país e geraram um intenso debate sobre a imigração na Suécia.
De acordo com o novo estudo, os cidadãos nascidos no exterior e seus filhos têm entre 2,5 e 3 vezes mais probabilidade de serem considerados suspeitos de um crime do que os nascidos na Suécia de pais suecos. Importante registrar que nem todos os suspeitos da polícia acabam sendo de fato indiciados e condenados.
Governo que sucederá o do primeiro-ministro, Stefan Lofven, terá missão de combater alta de mortes por arma de fogo
Anders Wiklund / TT via AP
Segundo o jornalista e escritor sueco Håkan Boström, esses números mostram “claramente” que a Suécia tem um “difícil problema” de integração.
“Os grupos mais ativos no crime têm sua origem em regiões de onde a Suécia recebeu um grande número de refugiados: Oriente Médio e África. (…) É a pobreza que causa a cultura das gangues, o consumo de drogas e os maus resultados escolares? Ou é a cultura das gangues e os maus resultados escolares combinados com as dificuldades dos pais em se estabelecerem que causam a pobreza?”, questionou Boström em artigo no jornal Göteborgs-Posten.
O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, deve deixar o cargo em breve, e seu Partido Social Democrata tem a árdua tarefa de eleger um novo líder que possa convencer os eleitores de que eles podem conter a onda de violência no país.
Primeiro-ministro sueco anuncia que irá renunciar novamente ao cargo
Entenda por que o primeiro-ministro da Suécia deverá deixar o cargo
Enquanto isso, críticos do governo não perdem a oportunidade de usar o crime como arma para atingir o eleitorado. “O Estado de segurança está completamente abandonado, mas juntos podemos tornar a Suécia segura novamente”, disse Oliver Rosengren, conselheiro do Partido Moderado.
Para ele, “uma guerra contra o crime de gangues aguarda o próximo governo”.
VÍDEOS mais vistos do G1

Fonte: G1 Mundo