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Afeganistão: como era a vida das mulheres antes do Talibã


Enquanto o país inicia outra era sob o Talibã, há grande temor de que as mulheres do país voltem a ser tratadas como no primeiro regime do grupo fundamentalista. Estudante em Cabul em 1972: direitos das mulheres no Afeganistão tiveram muitas idas e vindas no último século
Getty Images via BBC
Os direitos das mulheres no Afeganistão tiveram muitas idas e vindas no último século.
Desde o início do século 20, as mulheres afegãs têm se mobilizado para conseguir mais liberdade e igualdade de gênero. Mas, ao longo dos anos, seus esforços foram contrapostos por medidas radicais tomadas por homens para detê-las.
Quando o Talibã assumiu o poder pela primeira vez no país, em 1996, o direito das mulheres à educação e ao emprego foi brutalmente suspenso. As afegãs só podiam sair de casa acompanhados por um familiar do sexo masculino e eram obrigada a usar uma burca que as cobrisse totalmente. Aquelas que desobedeciam as regras eram severamente punidas.
Agora, enquanto o país inicia outra era sob o Talibã, há um grande temor de que as mulheres do país sofram outros tempos sombrios.
Mas como era a vida das afegãs antes da primeira chegada do Talibã? E antes da invasão soviética em 1979?
Mudança progressiva
Alguns historiadores afirmam que o movimento pelos direitos das mulheres no Afeganistão teve início no início do século 20, com o reinado de Amanulá Khan, e suas reformas para modernizar o país, de 1919 a 1929.
Nessa época, o Afeganistão começou uma mudança progressiva para levar o islamismo tradicional para a modernidade.
Khan introduziu uma nova constituição que buscava garantir os direitos das mulheres. Novas escolas para meninos e meninas foram abertas, a idade mínima das mulheres para o casamento foi aumentada e os casamentos forçados foram proibidos. Regras rígidas de vestimenta para mulheres também foram proibidas.
As reformas modernizadoras de Khan, no entanto, geraram vários levantes de tradicionalistas e conservadores. Em 1929, ele foi derrubado e quase imediatamente Muhammad Nadir Shah se autoproclamou rei. Em pouco tempo ele aboliu muitas das reformas que Khan havia promulgado.
Essa era, entretanto, não durou muito.
Nadir Shah foi assassinado em 1933 e muitas das iniciativas de Khan foram retomadas durante o longo reinado do filho de Nadir Shah, Muhammad Zahir Shah, o último rei do Afeganistão, de 1933 a 1973.
As escolas para meninas foram restabelecidas, uma nova universidade foi fundada e uma nova constituição foi instituída. E em 1964 as mulheres afegãs receberam o direito de votar.
Interpretações do Islã
Toda a primeira metade do século reflete as profundas divisões que existem no Afeganistão entre reformistas e tradicionalistas.
E também mostra as diferentes interpretações que diferentes grupos fazem sobre o Islã e sua influência sobre o direito das mulheres, afirma Mona Tajali, professora de relações internacionais do Agnes Scott College, na Geórgia, Estados Unidos.
“Como aconteceu em muitas outras sociedades, no Afeganistão tivemos essas narrativas concorrentes sobre os direitos que uma mulher deve ter”, explica Tajali. “Existem interpretações reformistas da religião, que são totalmente a favor da igualdade de gênero. E há interpretações conservadoras, que dizem que as mulheres não devem ser educadas, que elas não precisam entrar no mercado de trabalho e que definitivamente não precisam ter uma presença no Parlamento.”
Era comunista
Em 1973, Zahir Shah foi deposto por seu primo, Mohammed Daoud Khan, encerrando mais de 200 anos de governo monárquico no Afeganistão.
E durante a proclamada República do Afeganistão, os direitos das mulheres continuaram a aumentar.
“Começou a ter a presença de mulheres no Parlamento, foi um momento de grande ênfase na formação universitária para mulheres, na presença das mulheres na esfera pública e nos cargos públicos”, afirma Mona Tajali.
O status das mulheres afegãs continuou a melhorar durante os regimes apoiados pelos soviéticos no final dos anos 1970, quando o Partido Democrático do Povo do Afeganistão marxista assumiu o poder na Revolução de abril de 1978.
E a melhora continuou após a invasão soviética em 1979.
“A invasão soviética ampliou consideravelmente a igualdade de gênero”, explica à BBC Mariam Aman, jornalista do serviço persa da BBC.
“Principalmente no setor de educação, 45% dos professores eram mulheres. Pode-se dizer que os direitos das mulheres atingiram seu ponto alto durante o regime comunista”, diz Aman.
O parlamento fortaleceu a educação das meninas e proibiu práticas como oferecer mulheres para selar disputas entre duas tribos ou forçar as viúvas a se casarem com o irmão do falecido marido.
“Foi uma época em que mudanças enormes foram vistas e durante esse tempo o movimento das mulheres no Afeganistão realmente começou a tomar forma”, diz Mona Tajali à BBC Mundo.
Mas, como aconteceu em muitos outros países, esse movimento de mulheres não se espalhou por todo o país.
E em um país tão complexo como o Afeganistão continuaram a haver diferenças marcantes entre o status das mulheres nas áreas rurais e urbanas e profundas divisões dependendo de sua etnia, tribo e, acima de tudo, religião.
“Os avanços para as mulheres se concentraram predominantemente em Cabul”, explica Mariam Aman. “A elite da classe dominante de Cabul havia criado um oásis de liberalismo na Universidade de Cabul e no palácio, mas isso dificilmente se estendia aos cidadãos comuns”, acrescenta.
Além disso, diz Mariam Aman, as divisões entre reformistas e tradicionalistas e as narrativas opostas sobre o Islã e o papel das mulheres se aprofundaram ainda mais durante os regimes comunistas.
“Este conflito tornou-se enormemente significativo durante os regimes de esquerda”, explica ela. “E, além disso, havia uma pobreza profundamente enraizada. O acesso à educação era limitado às cidades, os casamentos infantis ainda eram o costume e havia uma total ausência de mídia gratuita.
Entre dois regimes do Talibã
Em 1996, os direitos que as mulheres mais urbanas e em regiões menos tradicionais tinham conquistado chegaram a um fim abrupto com a ascensão do Talibã ao poder.
Quando o regime do Talibã foi derrubado por uma coalizão militar liderada pelos EUA, em 2001, as mulheres foram aos poucos reconquistando seus direitos no novo governo civil.
Elas voltaram a trabalhar, a estudar, a sair de casa sozinhas, não eram mais obrigadas a usar a burca e podiam ocupar cargos públicos – algumas conseguirem se eleger como prefeitas e congressistas.
E agora, 25 anos depois, quando o Talibã inicia uma nova era de poder no Afeganistão, muitos temem que a história da perda dos direitos das mulheres se repita.
“Esse é o grande medo”, diz Mona Tajali. “Estive em contato com grupos de mulheres e ativistas pelos direitos das mulheres no Afeganistão e eles nos disseram que não acreditam que o Talibã tenha mudado em nada.”
“Eles acham que o Talibã tentará retornar às suas interpretações conservadoras da Sharia (a lei islâmica) e tentará devolver as mulheres à esfera doméstica”, afirma Tajali.
“Tudo o que foi conquistado está em risco agora”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Comerciante italiano rouba bilhete de loteria premiado de uma mulher de 70 anos e é preso pouco antes de embarcar para a Espanha


A mulher de 70 anos tinha ido a uma tabacaria de Nápoles para confirmar que havia ganhado e foi roubada. Imagem de 2016 mostra o saguão do aeroporto de Roma
AP
Um comerciante da Itália foi detido no aeroporto de Roma-Fiumicino, prestes a viajar para a Espanha, depois de ter roubado um bilhete premiado que valia 500 mil euros (cerca de R$ 3,07 milhões), anunciou a polícia nesta segunda-feira (6) de uma cliente.
A imprensa italiana falava do caso há dias, depois que o homem fugiu na quinta-feira com o bilhete, que pertence a uma mulher de 70 anos. Ela tinha ido a uma tabacaria de Nápoles para confirmar que havia ganhado e foi roubada.
Segundo os investigadores, após o furto, o comerciante foi para a cidade de Latina, entre Nápoles e Roma, para depositar o bilhete premiado em um banco e poder retirá-lo mais tarde.
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Ele foi detido pela polícia de fronteiras no aeroporto, com uma passagem de avião para as ilhas Canárias, na Espanha. Nesse momento, ele ainda disse que queria denunciar uma mulher que o acusava de ter roubado seu bilhete, diz o comunicado.
A Promotoria abriu uma investigação por roubo agravado, e suspendeu a licença da tabacaria. A Justiça também ordenou a apreensão do cupom valioso.
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Fonte: G1 Mundo

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Brasil x Argentina: mentir em formulário, como fizeram argentinos, dá até 10 anos de cadeia na Inglaterra


Segundo a Anvisa, quatro jogadores argentinos teriam omitido passagem pela Inglaterra nos 14 dias anteriores à chegada ao Brasil. No Reino Unido, onde eles moram por jogarem para times britânicos, esse tipo de mentira em formulário sanitário dá prisão. Jogo de Eliminatórias da Copa do Mundo foi suspenso depois de 5 minutos
Getty Images/via BBC
Enquanto no Brasil a punição para quem mente no formulário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai de multa a deportação, no Reino Unido, onde os quatro jogadores argentinos envolvidos no escândalo moram, quem mente no formulário sanitário do país pode pegar até dez anos de prisão.
A Anvisa afirmou que os quatro jogadores argentinos retirados de campo em meio ao jogo entre Brasil e Argentina no domingo (05/09), em São Paulo, prestaram informações falsas para as autoridades sanitárias.
‘O que tem origem na mentira não pode ter final bom’, diz diretor-presidente da Anvisa
O jogo foi suspenso cinco minutos depois de começar, quando agentes da Anvisa entraram em campo para retirar Emiliano Martínez, Giovani Celso, Cristian Romero e Emiliano Buendía.
Eles não teriam informado que estiveram na Inglaterra menos de 14 dias antes de desembarcar no Brasil.
Para tentar controlar a entrada de variantes do coronavírus, viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia estão impedidos de ingressar no Brasil, segundo a regra geral.
Os jogadores desembarcaram em Guarulhos, São Paulo, vindos de Caracas, na Venezuela, onde jogaram contra a seleção venezuelana na sexta (3). Mas os quatro jogadores argentinos estiveram na Inglaterra antes disso, menos de duas semanas antes de desembarcar no Brasil, segundo a Anvisa.
A seleção argentina poderia ter negociado um acordo com as autoridades brasileiras, mas isso provavelmente envolveria algum tipo de quarentena, isolamento e testes de PCR para assegurar ausência de contaminação.
A Inglaterra, onde os quatro jogadores moram e para onde vão retornar, também proíbe a entrada de pessoas vindas do Brasil e outros países da América do Sul pelo mesmo motivo. Essas nações estão na chamada “lista vermelha”, que incluem países com altas taxas de infecção pelo coronavírus ou circulação de variantes.
Residentes podem ingressar, mas precisam passar por quarentena de 10 dias num hotel designado pelo governo britânico. O passageiro procedente de país da lista vermelha que mentir sobre isso no formulário de viagem, como fizeram os argentinos no Brasil, pode pegar até 10 anos de cadeia. Além disso, estará sujeito a multa de até 10 mil libras, o equivalente a R$ 71 mil.
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Jogos são todos na ‘lista vermelha’
Pelo calendário de jogos das eliminatórias da Copa do Mundo, os quatro jogadores argentinos voltariam à Inglaterra ainda neste mês, saindo de países que estão na lista vermelha – os jogos de setembro são na Venezuela, Paraguai e Brasil. Todo mundo que desembarca no Reino Unido precisa declarar se esteve num país de risco para Covid nos últimos 10 dias.
Os quatro jogadores argentinos que teriam prestado informações falsas para a Anvisa jogam em times britânicos e moram no Reino Unido. Buendía e Martínez atuam no Aston Villa, enquanto Cristian Romero e Giovanni Lo Celso jogam no Tottenham.
Após o jogo contra o Brasil, a seleção argentina jogaria em Buenos Aires uma partida contra o Paraguai, na sexta-feira (10) – país que também está na lista vermelha da Inglaterra.
Há uma partida da Premier League prevista entre o Tottenham e o Chelsea, no Reino Unido, no dia 19 de setembro, portanto menos de 10 dias depois desse jogo de eliminatória da Copa do Mundo, no Paraguai.
Já o Aston Villa tem partidas marcadas para 11 e 18 de setembro. Em tese, se prestarem informações corretas às autoridades britânicas, os jogadores argentinos não poderiam participar dessas partidas porque precisariam passar por quarentena.
Há casos em que são abertas exceções. Mas elas precisam ser negociadas antecipadamente, mediante o fornecimento de informações precisas sobre país de origem.
E como é a punição no Brasil?
No Brasil, mentir no formulário sanitário pode gerar pagamento de multa, quarentena obrigatória ou deportação.
Além de causar a interrupção do jogo, classificatório para a Copa do Mundo, os jogadores foram denunciados à Comissão Disciplinar da Fifa e à Polícia Federal, segundo a Anvisa.
A agência também afirma que orientou as autoridades de saúde de São Paulo a determinar a quarentena dos jogadores, “que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro.”
Regras sanitárias
Quem não informa sobre ter estado em países para os quais o Brasil estabeleceu restrições – como fizeram os jogadores argentinos, segundo a Anvisa – comete uma infração sanitária passível de punição.
Não declarar itens que podem trazer ameaças à saúde ou ao ambiente do país – como animais, remédios, alimentos, plantas, sementes – ao desembarcar também é uma infração.
Segundo as regras gerais, estrangeiros que desrespeitam regras sanitárias ao chegar ao país podem ser impedidos de desembarcar ou permanecer em território nacional, de acordo com a Lei 6.437/1977.
Já cidadãos brasileiros podem receber advertência e multa, segundo a mesma lei.
O que vem na mala
Para brasileiros que retornam ao país depois de uma viagem internacional, há uma série de itens que precisam obrigatoriamente ser declarados à alfândega, como: animais, plantas, sementes, alimentos, medicamentos, armas e munições; compras e outros bens acima da taxa de isenção de U$ 500 (ou o equivalente na moeda do país para o qual você viajou); notas ou cheques de R$ 10 mil ou mais em outra moeda; entre outros.
Quem pega a fila de quem tem “nada a declarar” pode acabar selecionado para inspeção, que em teoria é aleatória. Se a pessoa for pega na mentira e os fiscais verificarem itens com valores acima da taxa de isenção, ela será obrigada a pagar, além do imposto, uma multa de 50% sobre o valor excedente por falsa declaração.
Caso minta sobre a quantidade de dinheiro em outra moeda ou algum dos outros itens que precisam ser declarados, o passageiro pode enfrentar uma investigação da Polícia de Federal e até mesmo ser processado criminalmente.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã afirma que vai erradicar o Estado Islâmico do Afeganistão


Líder regional do Talibã diz que prioridade é enfrentar o Estado Islâmico e tenta passar a imagem de moderado. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
Nos últimos anos, o mulá Neda Mohammad, do Talibã, combateu o governo do Afeganistão e os rivais islamitas do grupo Estado Islâmico ao mesmo tempo.
Ele foi nomeado governador da província de Nangarhar após a chegada ao poder do Talibã no Afeganistão, e afirma que o Estado Islâmico será erradicado do país.
Neda Mohammad, líder regional do Talibã, em 5 de setembro de 2021
James Edgar/AFP
Há duas semanas, ele ainda era o líder da rebelião talibã em Nangarhar, estratégica província do leste do país. Agora o mulá Mohammad é o governador.
Ele passou a trabalhar em palácio do centro de Jalalabad, principal cidade da região. O governador diz que a vitória decisiva para a tomada de poder aconteceu no início de agosto, no distrito de Sherzad, após “combates intensos” que levaram suas tropas à entrada de Jalalabad.
Esta foi uma das grandes cidades que os talibãs conquistaram antes de o governo e o exército do Afeganistão debandarem.
Nos dias seguintes, contam dois dirigentes talibãs, o então governador provincial enviou mensagens: “Ele afirmou ‘não vou lutar por (o presidente) Ashraf Ghani, e não quero que a cidade seja destruída'”, recorda um deles. “Aceitamos o acordo, nós também não queríamos combater na cidade”, completa.
Durante dois dias, o mulá Mohammad posicionou as tropas ao redor da cidade, fez consultas e organizou a futura administração.
Em 15 de agosto, o Talibã entrou em Jalalabad e as autoridades locais se renderam. Horas mais tarde, a capital Cabul caiu da mesma maneira e o presidente Ghani fugiu do país.
Talibã nos anos 1990
Vários moradores de Jalalabad estão aterrorizados, pois recordam do regime brutal Talibã dos anos 1990 e de seus ataques violentos posteriores.
“Afirmamos que não acontecerão problemas”, disse o mulá Mohammad. Os talibãs governarão para “todos os afegãos”, disse ele.
Apesar das garantias, “muitas pessoas na cidade temem por sua liberdade de expressão, que os talibãs persigam quem não pensa como eles. E as mulheres temem perder muito”, explica um habitante, que dirige uma ONG.
O mulá Mohammad afirma que a população apoia amplamente o Talibã e suas prioridades: restabelecer a economia e garantir a segurança.
Estado Islâmico do Khorasan
Além dos crimes comuns, o primeiro objetivo do ex-líder de guerra que virou governador continua sendo o Estado Islâmico do Khorasan (EI-K), autor de vários ataques no passado recente do Afeganistão, incluindo o atentado suicida que matou mais de 100 afegãos, 13 militares americanos e dois britânicos perto do aeroporto de Cabul em 26 de agosto.
O avanço do EI-K, em particular em Nangarhar, preocupa os Estados Unidos, agora fora do Afeganistão mas que desejam evitar, 20 anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 da Al-Qaeda, que uma rede extremista global se estabeleça novamente neste país. Uma ameaça que levou Washington a aproximar-se dos antigos inimigos talibãs para tentar erradicar o grupo extremista.
Os novos governantes do país anunciaram rapidamente que não tolerariam o prosseguimento dos ataques do Estado Islâmico. “Não vão encontrar refúgio conosco, perseguiremos todos os seus combatentes”, garante o mulá Mohammad.
“Nós lutamos contra eles, não são muito numerosos. Desde nossa chegada ao poder poder (em Jalalabad), prendemos de 70 a 80 de seus combatentes”.
Alguns analistas da região citam uma possível aproximação com o EI-K de alguns talibãs, como a rede Haqqani, considerada terrorista por Washington e historicamente próxima da Al-Qaeda. Seu líder, Sirajuddin Haqqani, é um dos principais dirigentes dos talibãs.
“Não há relação, é totalmente falso”, afirma o mulá Mohammad. “Sua excelência Sirajuddin Haqqani é um de nossos líderes e estamos todos firmemente comprometidos contra o Estado Islâmico”.
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Fonte: G1 Mundo

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Os imigrantes que limparam os destroços do 11 de setembro e ainda lutam para se tornarem legais nos EUA


Estima-se que mais de 2 mil pessoas entre pessoal de limpeza, socorristas e policiais morreram de doenças vinculadas aos trabalhos no Marco Zero, local onde ocorrerem os atentados. Muitos eram imigrantes. 11 de setembro de 2002 – Rajada de vento levanta poeira no Marco Zero durante cerimônia marcando o primeiro aniversário dos atentados
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Às 07h da manhã de 15 de setembro de 2001, Lucelly Gil adentrou a imensa nuvem de poeira tóxica produzida pelo desmoronamento das Torres Gêmeas, em Nova York. A partir daquele momento, ela recolheria ali escombros até 12 horas por dia, diariamente, durante seis meses.
Hoje, quase duas décadas depois, esta colombiana de 65 anos vive sem documentos com as sequelas daquele trabalho: é sobrevivente de um câncer de mama – um dos mais frequentes entre as mulheres que estiveram no local dos atentados -, tem um braço inutilizado que lhe causa tanta dor que a faz chorar todos os dias e sofre de depressão.
ESPECIAL: Veja bastidores da cobertura dos atentados de 11 de setembro
Durante oito meses após os atentados, dezenas de milhares de pessoas – muitas delas imigrantes – limparam o “Marco Zero”, onde ficava o World Trade Center, esvaziaram e demoliram outros edifícios danificados e retiraram 1,8 milhão de toneladas de escombros da área em troca de 7,5 a 10 dólares a hora, um salário apenas um pouco acima do mínimo na época.
Eles não sabiam então, mas a exposição ao amianto e outros materiais tóxicos, como o chumbo, lhes causaria câncer, asbestose e um sem fim de doenças respiratórias, além de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão.
“Não gosto de lembrar dos aniversários do Marco Zero (…) Sinto que estou retrocedendo”, diz Gil, chorando, em uma sessão recente do grupo de apoio a faxineiros latinos do 11/9 “Fronteiras da Esperança”, que ainda se reúne ocasionalmente no distrito do Queens.
Ela lembra que depois de trabalhar tantas horas, às vezes encontrando restos humanos, “ia para casa e pensava que ainda estava limpando”.
“Quase enlouqueço”, lembra.
Gil ainda sonha em se tornar residente legal nos Estados Unidos como prêmio por este trabalho que a deixou incapacitada pelo resto da vida.
Cenas inéditas mostram o 11 de setembro sob o olhar de pessoas comuns
Um ex-representante democrata de Nova York chegou, inclusive, a apresentar um projeto de lei neste sentido em 2017, mas nunca foi debatido no Congresso.
‘No esquecimento’
“É uma injustiça que as pessoas que limparam não tenham documentos porque perderam o mais precioso, que é a saúde. Não há dinheiro que pague (…) A saúde não tem preço”, diz à AFP Rubiela Arias, de 57 anos, outra colombiana que trabalhou na limpeza do Marco Zero, no quarto modesto que aluga no Queens com ajuda do filho.
Joe Biden e primeira-dama visitarão os três locais dos atentados de 11 de setembro
Arias, que luta há anos pela legalização dos hispânicos que limparam “o gigantesco cemitério” do Marco Zero, desde então sofre de várias doenças respiratórias e estomacais, além de estresse pós-traumático, entre outras doenças mentais.
Mais de 2 mil pessoas entre pessoal de limpeza, socorristas e policiais morreram de doenças vinculadas ao 11/9, segundo o fundo federal de indenização às vítimas.
Nos últimos anos, muitos faxineiros em situação ilegal, alguns doentes, foram deportados, garante a assistente social Rosa Bramble, que desde 2010 lidera, voluntariamente, o grupo “Fronteiras da Esperança” em seu consultório no Queens.
Outros voltaram para morrer em seus países porque estavam doentes e não podiam trabalhar para se manter. “Aqui não conseguiam pagar um aluguel”, diz esta professora da Universidade de Columbia, de origem venezuelana.
Visto rejeitado
A maioria dos faxineiros do 11/9 desfruta de cobertura médica completa através do programa de saúde federal do World Trade Center, mas muitos não receberam indenizações.
É o caso de Franklin, peruano em situação ilegal de 50 anos com vários males respiratórios, que decidiu deixar Nova York e voltar para Lima em 2019 para se despedir da mãe, doente, a quem não via há 20 anos.
Quando tentou voltar para seguir o tratamento médico garantido pelo programa de saúde do WTC, no qual tinha sido aceito, e reivindicar compensação financeira, a embaixada americana em Lima negou-lhe o visto.
Em junho, ele tentou duas vezes cruzar ilegalmente a fronteira entre o México e os Estados Unidos com a ajuda de coiotes, mas foi deportado para o México nas duas ocasiões.
“Eu praticamente dei a minha vida pela limpeza do Marco Zero e não acho que seja justo que me paguem desta maneira. Nem sei mais o que esperar da vida”, diz à AFP, desesperado, falando por telefone de uma casa na mexicana Ciudad Juárez, onde os coiotes o mantinham trancado até a hora da terceira tentativa, bem-sucedida.
Alguns trabalhadores que processaram a cidade de Nova York e as empresas que os empregaram conseguiram ser indenizados. Além disso, o Congresso aprovou em 2011 o pagamento de indenizações federais, com um máximo de 250 mil dólares para cânceres vinculados ao 11/9.
Lucelly Gil recebeu 40 mil dólares em 2018, mas sem conseguir trabalhar, o dinheiro acabou após pagar dívidas e o aluguel atrasado.
“Nós latinos somos discriminados em relação a outros trabalhadores do 11/9”, garante.
“Estamos no esquecimento”, concorda Rosa Duque, uma faxineira guatemalteca de 56 anos que respira com dificuldade e reivindica a residência permanente para todos os imigrantes sem documentos que limparam o Marco Zero.
“Quando a gente se ofereceu para trabalhar não perguntaram, ‘Você é cidadão?’, ‘Você é residente?'”, desabafa.
VÍDEOS: notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Guiné: golpistas convocam ex-ministros para reunião e dizem que ausência será encarada como rebelião


No domingo, militares capturaram o presidente Alpha Condé e anunciaram a dissolução das instituições. Militares tentam derrubar presidente da Guiné
Os militares que deram um golpe de Estado em Guiné convocaram, nesta segunda-feira (6), os ministros do governo que eles derrubaram.
O golpe de Estado de domingo foi condenado pela comunidade internacional mas celebrado na capital, Conacri. Os militares capturaram o presidente Alpha Condé e anunciaram a dissolução das instituições.
Militares de Guiné em ponto de controle
Souleymane Camara/Reuters
Os militares que lideraram o golpe convocaram os ministros e presidentes das instituições que para uma reunião nesta segunda-feira no Palácio do Povo, sede do Parlamento. “Qualquer recusa a comparecer será considerada uma rebelião”, alertaram.
As ruas da capital guineense ficaram vazia nesta segunda-feira. Os militares instalaram barricadas nas entradas do centro, e soldados armados barravam as pessoas de se aproximarem do palácio presidencial. Muitas lojas estavam fechadas e o mercado central de Medina, sempre movimentado, parecia inativo.
A tranquilidade só foi interrompida por aplausos de alguns vizinhos à medida que os veículos militares passavam.
Um grupo de pessoas que faziam oposição ao governo derrubado afirmou que seus membros presos seriam libertados nesta manhã.
As forças especiais guineanas, lideradas por seu comandante, o tenente-coronel Mamady Dumbuya, afirmaram no domingo que capturaram o chefe de Estado para acabar com o que chamaram de “desperdício financeiro, pobreza e corrupção endêmica”, assim como “a instrumentalização da justiça e o desprezo dos direitos dos cidadãos”.
Os golpistas divulgaram um vídeo do presidente Condé, de 83 anos, vestido com jeans e camisa, sentado em um sofá. Eles afirmaram que o chefe de Estado deposto está bem de saúde e é tratado corretamente.
No domingo, os militares proclamaram a dissolução do governo, das instituições e da Constituição, que Condé promulgou em 2020 e utilizou para disputar, no mesmo ano, o terceiro mandato. Houve meses de protestos contra esse terceiro mandato, no entanto.
Os golpistas prometeram um período de transição, ao estilo do vizinho Mali. Ao mesmo tempo, no entanto, anunciaram um toque de recolher e fecharam as fronteiras aéreas e terrestres.
Durante a noite, eles anunciaram na televisão a substituição dos ministros pelos secretários-gerais de cada pasta, assim como de prefeitos, subprefeitos e governadores regionais por militares. E pediram aos funcionários públicos que retornem ao trabalho na segunda-feira”.
Condenações internacionais
O golpe de Estado aconteceu após meses de grave crise econômica e política no país. Condé governava desde 2010, mas estava cada vez mais isolado politicamente.
Durante décadas, esta nação pobre, apesar dos recursos minerais e hidrológicos, foi governada desde sua independência em 1958 por regimes autoritários ou ditatoriais.
Este é o terceiro golpe de Estado na região da África subsaariana no período de um ano, depois do Mali ainda em 2020 e do Chade em 2021.
Até o momento não foram registradas mortes, apesar dos tiros ouvidos na manhã de domingo na capital. E nenhum incidente grave foi registrado na madrugada de segunda-feira.
O golpe, que representa o fim de uma década do regime de Condé, provocou cenas de comemoração em vários pontos da capital, principalmente nos bairros favoráveis à oposição.
O golpe recebeu ampla condenação internacional. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, a União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Europeia criticaram a ação dos militares.
O governo dos Estados Unidos também criticou o golpe e advertiu que poderia “limitar” a capacidade americana de ajudar Guiné.
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Fonte: G1 Mundo

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Belarus condena uma das principais figuras da oposição a 11 anos de prisão


Maria Kolesnikova liderou protestos contra o presidente Alexander Lukashenko em 2020 e por isso foi condenada a 11 anos de prisão. Maria Kolesnikova em agosto de 2021, durante uma audiência na Justiça da Belarus
Ramil Nasibulin / Belta / AFP
A Justiça de Belarus condenou, neta segunda-feira (6), uma das principais figuras da oposição do país, Maria Kolesnikova, que liderou os protestos contra o presidente Alexander Lukashenko em 2020, a 11 anos de prisão por considerá-la culpada de atentar contra a segurança nacional.
Tanto ela como seu advogado, Maxim Znak, também condenado a 10 anos de prisão, foram acusados de conspirar para tomar o poder e de convocar ações que atentavam contra a segurança nacional.
As sentenças foram anunciadas pela equipe de Viktor Babariko, outro opositor detido para quem Kolesnikova havia trabalhado.
Os dois dissidentes estavam detidos há 11 meses e no início de agosto começaram a ser julgados em um processo a portas fechadas, sobre o qual poucas informações foram divulgadas.
Kolesnikova, 39 anos, era uma das três mulheres à frente do movimento de protesto contra Lukashenko, ao lado de Svetlana Tikhanovskaya, candidata que disputou a presidência, e de Veronika Tsepkalo.
Veja abaixo um vídeo de agosto de 2021, sobre um ativista da Belarus que foi encontrado morto.
Ativista de Belarus é encontrado morto na Ucrânia
A mobilização começou em agosto de 2020 para protestar contra a reeleição – que a oposição alega ter sido obtida com fraude – de Lukashenko, que está no poder desde 1994.
O regime reprimiu com violência o movimento histórico, com milhares de detenções, exílios forçados e o fechamento de organizações políticas, meios de comunicação e ONGs.
Veja uma reportagem de agosto de 2020 sobre os protestos na Belarus.
Duzentas mil pessoas saem às ruas da capital de Belarus em protestos contra governo
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã anuncia que assumiu controle de última área de resistência no Afeganistão


Vale do Panjshir era a única das 34 províncias do país que não havia sido conquistada pelo grupo extremista. Líder da oposição disse neste domingo (5) que tinha recebido pedido de acadêmicos religiosos para buscar acordo e encerrar conflito na região. Movimento de resistência ao Talibã participam de treinamento militar na área de Malimah, no distrito de Dara, na província de Panjshir, em 2 de setembro de 2021, enquanto o vale continua sendo o último local ainda não conquistado pelo grupo extremista no Afeganistão
Ahmad Sahel Arman/AFP
O grupo extremista Talibã anunciou nesta segunda-feira (6) que assumiu o controle total do Vale de Panjshir, a última área do Afeganistão mantida por forças da resistência, disse o porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid.
Imagens nas redes sociais mostraram membros do grupo extremista em frente ao portão do complexo do governo da província de Panjshir.
Não houve, até o momento, nenhuma palavra imediata de Ahmad Massoud, líder do grupo de oposição que resiste às forças do Talibã na região.
Mais cedo, neste domingo (5), o líder do grupo de oposição disse que tinha recebido propostas de acadêmicos religiosos para que um acordo seja negociado para encerrar o conflito na província.
Chefe da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão (NRFA), Ahmad Massoud fez um anúncio em um perfil oficial no Facebook no qual declarou estar pronto para negociar com os extremistas. Antes disso, as forças do Talibã haviam dito que lutaram para chegar à capital de Panjshir depois de proteger os distritos vizinhos.
Região montanhosa a cerca de duas horas da capital, Cabul, o Vale do Panjshir era a única das 34 províncias do Afeganistão que está livre do controle do Talibã (veja mais no vídeo abaixo). Os extremistas tomaram o controle do resto do país no início de agosto, assumindo o poder depois que o governo apoiado pelo Ocidente entrou em colapso e que o presidente Ashraf Ghani fugiu.
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
Uma grande reunião de todos os lados com o conselho de estudiosos religiosos de Ulema poderia então ser realizada, disse Ahmad Massoud.
Mais cedo, a mídia afegã tinha informado que acadêmicos religiosos pediram ao Talibã que aceitasse um acordo negociado para encerrar os combates em Panjshir. Não houve resposta imediata do grupo extremista.
Tanto a resistência armada quanto o grupo extremista que tomou o poder nas demais províncias dizem ter provocado grandes danos e mortes no adversário. Há relatos de que o Talibã bloqueou o acesso humanitário e de remédios, e cortou a comunicação e a eletricidade da região.
Vale do Panjshir: a única província que ainda resiste ao Talibã no Afeganistão
Lucas Sampaio/G1
Resistência à URSS e ao Talibã
Ahmad Massoud é filho do comandante Ahmad Shah Massoud, que era um estudante de engenharia da Universidade de Cabul e se tornou herói da resistência antissoviética no Afeganistão.
Pela resistência à União Soviética, Massoud pai ganhou o apelido de “Leão de Panjshir” e é chamado pelos seus seguidores de Amir Sahib-e Shahid, que significa “nosso amado comandante martirizado”.
Até hoje o Vale do Panjshir está cheio de carcaças de blindados soviéticos destruídos em batalhas malsucedidas para conquistá-lo.
Além da União Soviética, na década de 1980, o Talibã também não conseguiu conquistar a região quando controlou o país, entre 1996 e 2001.
Massoud pai foi assassinado pela Al-Qaeda na província vizinha de Takhar em 2001, na época do ataque terrorista do 11 de Setembro que desencadeou a invasão americana ao Afeganistão.
Devido aos inimigos em comum, o Panjshir serviu como reduto da Aliança do Norte, grupo armado que se aliou aos EUA durante a invasão de 2001 para tirar o Talibã do poder e expulsar a Al-Qaeda do país.
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Fonte: G1 Mundo

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Ex-militar americano mata quatro pessoas na Flórida, Estados Unidos


Segundo o jornal ‘The New York Times’, atirador de elite que combateu no Afeganistão e no Iraque assassinou um homem, duas mulheres e uma criança na cidade de Lakeland. Homem, que também feriu uma menina de 11 anos, levou ao menos um tiro durante confronto com a polícia antes de ser detido. Policiais do condado de Polk, na Flórida, EUA, trabalham no local onde ocorreu um tiroteio na manhã de 5 de setembro de 2021
Michael Wilson/AP
Um ex-militar e atirador de elite americano matou quatro pessoas na manhã deste domingo (5) na Flórida, Estados Unidos, informou o jornal “The New York Times”.
De acordo com o jornal “The New York Times”, o veterano que combateu no Afeganistão e no Iraque assassinou um homem, duas mulheres e uma criança em duas casas na cidade de Lakeland, que fica no condado de Polk.
O homem, que também feriu uma menina de 11 anos, levou ao menos um tiro durante um confronto com polícia antes de ser detido.
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Fonte: G1 Mundo

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Guiné: golpistas capturam presidente e anunciam toque de recolher nacional

Os oficiais das forças especiais que capturaram o presidente, Alpha Condé, proclamaram a dissolução das instituições neste domingo. Na televisão nacional, anunciaram também a substituição de governadores e prefeitos por militares. Militares tentam derrubar presidente da Guiné
Os oficiais das forças especiais que capturaram o presidente da Guiné, Alpha Condé, e proclamaram a dissolução das instituições neste domingo (5), anunciaram um toque de recolher em todo o país “até segunda ordem”.
Em comunicado lido em televisão nacional esta noite, os militares também anunciaram a substituição de governadores e prefeitos regionais por militares e convocaram os ministros cessantes e presidentes das instituições para uma reunião na segunda-feira, às 11h (8h no horário de Brasília), na capital Conacri.

Fonte: G1 Mundo