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Presidente da Argentina diz que ‘dois modelos’ se enfrentam nas eleições legislativas


A partir de 12 de setembro, serão realizadas na Argentina as primárias abertas e simultâneas para as eleições legislativas de meio de mandato. O peronista Alberto Fernandéz comanda o país desde dezembro de 2019, quando sucedeu Maurício Macri, que tentava a reeleição. Imagem de Alberto Fernández, da Argentina, em 6 de agosto de 2021
Gabriel Bouys/Reuters
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou neste domingo (5) que “dois modelos de país” se enfrentarão nas cruciais eleições legislativas de meio de mandato, cujo primeiro capítulo serão as primárias abertas e simultâneas em 12 de setembro.
“Estamos diante de dois modelos de país claramente opostos que olham para os problemas das pessoas de uma maneira diferente. E entender a dimensão da discrepância é fundamental para construir o futuro”, disse o presidente em uma coluna de opinião publicada no portal de notícias Infobae.
Argentina endurece medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19
Na nota intitulada “O dia 100”, Fernández destacou que desde que assumiu seu governo em 10 de dezembro de 2019 teve apenas “99 dias de normalidade sanitária” antes que a pandemia do coronavírus fosse declarada.
Fernández afirmou que, para os argentinos, “enfrentar a pandemia vivida em um contexto negativo gerado pelo estrondoso fracasso do governo que nos precedeu deveria ser motivo suficiente para explicar tanta incerteza”, referindo-se à gestão de Mauricio Macri (2015-2019).
A coluna foi publicada uma semana antes das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (PASO), em que serão definidas as listas para as eleições legislativas de 14 de novembro na Argentina, instância chave para o governo do peronista de centro-esquerda Fernández, que assumiu o poder em um país com dois anos de recessão.
Será essencial o que acontecer na província de Buenos Aires, tradicional enclave peronista que tem um terço do eleitorado do país; enquanto a capital, entre outras grandes cidades, é um bastião da aliança opositora Juntos (radicais social-democratas e direita liberal) de Macri.
A coalizão governamental Frente de Todos está empenhada em sustentar uma reativação econômica que começa a ser vista nos índices, mas não se reflete nos bolsos dos argentinos, atingidos também por uma inflação que não cede e acumulou 29,1% de janeiro a julho.
“Todas as estimativas mostram que, ao final deste ano, a Argentina terá crescido mais de 7%”, escreveu Fernández.
Com 63% dos 45 milhões de argentinos vacinados contra a Covid-19 com pelo menos uma dose, entre os quais 36% têm o esquema completo, há uma diminuição constante dos casos e uma gradativa reabertura das atividades. A Argentina acumula 5,2 milhões de infecções e mais de 112 mil mortes.
Depois das PASO, que se tornaram uma espécie de grande pesquisa eleitoral, os argentinos irão às urnas no dia 14 de novembro para renovar um terço do Senado e metade da Câmara dos Deputados.

Fonte: G1 Mundo

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Alemanha quer negociar com Talibã sobre novas retiradas do Afeganistão, diz Merkel


Merkel também afirmou que as organizações internacionais de ajuda humanitária deveriam ser autorizadas a trabalhar para melhorar a situação no país. A Alemanha quer conversar com o Talibã sobre como retirar seus trabalhadores contratados que ficaram no Afeganistão, afirmou a chanceler Angela Merkel neste domingo (5), acrescentando que é um bom sinal que o aeroporto de Cabul possa ser utilizado para voos novamente. 
Chanceler Angela Merkel participa de sessão do Parlamento alemão em Berlim
imago images/Future Image via Reuters Connect
A chefe de política externa da União Europeia já disse que o bloco está pronto para negociar com o novo governo do Talibã em Cabul, mas o grupo islâmico precisa respeitar os direitos humanos, principalmente os das mulheres, e não permitir que o Afeganistão se torne uma base para o terrorismo. 
“Precisamos conversar com o Talibã sobre como podemos continuar a retirar pessoas que trabalharam para a Alemanha do país e em segurança”, disse Merkel. 
Saiba a diferença entre o Estado Islâmico e o Talibã
Organizações internacionais de ajuda humanitária também deveriam ser autorizadas a trabalhar para melhorar a situação no país, acrescentou a chanceler alemã.  
O Talibã ainda não apontou um governo mais de duas semanas após sua volta ao poder. O governo do grupo entre 1996 e 2001 foi marcado por punições violentas e pela proibição do acesso à educação e ao trabalho para meninas e mulheres, e muitos afegãos e governos estrangeiros temem um retorno a tais práticas. 

Fonte: G1 Mundo

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Israel anuncia que voltará a receber turistas estrangeiros após ligeira onda de casos de Covid relacionados à variante delta

Previsão é que eles possam voltar a entrar no país a partir de 19 de setembro. Em 11 de agosto, autoridades locais anunciaram que estrangeiros passariam a ser barrados devido à alta no número de contaminações, principalmente entre não vacinados. Após um mês de interrupção devido a uma nova onda de infecções por Covid-19, Israel reabrirá suas portas, a partir de 19 de setembro, a turistas estrangeiros, anunciaram neste domingo (5) as autoridades do país.
Depois de sua campanha massiva de vacinação no inverno, Israel passou a reabrir grande parte de sua economia na primavera – e em maio autorizou a entrada de turistas estrangeiros, seguindo os protocolos sanitários.
Mas as autoridades suspenderam a medida em 11 de agosto, devido a uma nova onda de casos relacionados à variante delta, especialmente em pessoas não vacinadas.
Na semana passada, com o início do surto, o país registrou um recorde, com cerca de 11 mil infecções em um dia (veja mais no vídeo abaixo). Desde então, os casos caíram, chegando a 4.975 no sábado, de acordo com o Ministério da Saúde.
Israel bate recorde de casos diários de Covid-19 desde o início da pandemia
O Ministério do Turismo anunciou que a partir de 19 de setembro grupos de turistas de cinco a trinta pessoas voltariam a ser aceitos em Israel, exceto os provenientes dos países de sua “lista vermelha”, que inclui Brasil, Turquia, Bulgária e México.
As autoridades ainda não anunciaram a data de abertura para turistas individuais.
“Não haverá limites para o número de grupos estrangeiros autorizados a entrar em Israel”, disse o Ministério do Turismo em um comunicado.
De maio a agosto, “mais de 2 mil turistas entraram em Israel, principalmente dos Estados Unidos e da Europa”, acrescentou o ministério. “Nenhum caso de covid foi detectado entre esses grupos.”
Os turistas terão que estar completamente vacinados e apresentar um teste de covid negativo recente, além de passar por um exame de anticorpos ao chegarem.
VÍEOS: os mais assistidos da semana

Fonte: G1 Mundo

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Líder da resistência ao Talibã no Afeganistão diz estar pronto para negociar com o grupo extremista


Chefe da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão disse que oposição está pronta para parar de lutar com a condição de que o Talibã também pare seus ataques no Vale do Panjshir. Região é a única das 34 províncias do país que não foi conquistada pelo grupo extremista. Movimento de resistência ao Talibã participam de treinamento militar na área de Malimah, no distrito de Dara, na província de Panjshir, em 2 de setembro de 2021, enquanto o vale continua sendo o último local ainda não conquistado pelo grupo extremista no Afeganistão
Ahmad Sahel Arman/AFP
O líder do grupo de oposição que resiste às forças do Talibã no Vale de Panjshir, no Afeganistão, disse neste domingo (5) que recebeu propostas de acadêmicos religiosos para que um acordo seja negociado para encerrar o conflito na província.
Chefe da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão (NRFA), Ahmad Massoud fez um anúncio em um perfil oficial no Facebook no qual declarou estar pronto para negociar com os extremistas. Antes disso, as forças do Talibã haviam dito que lutaram para chegar à capital de Panjshir depois de proteger os distritos vizinhos.
Região montanhosa a cerca de duas horas da capital, Cabul, o Vale do Panjshir é a única das 34 províncias do Afeganistão que está livre do controle do Talibã (veja mais no vídeo abaixo). Os extremistas tomaram o controle do resto do país no início de agosto, assumindo o poder depois que o governo apoiado pelo Ocidente entrou em colapso e que o presidente Ashraf Ghani fugiu.
“A NRFA, em princípio, concorda em resolver os problemas atuais e colocar um fim imediato aos combates e continuar as negociações”, disse Massoud na publicação. “Para alcançar uma paz duradoura, a NRFA está pronta para parar de lutar com a condição de que o Talibã também pare seus ataques e movimentos militares em Panjshir e Andarab”, disse ele, referindo-se a um distrito na província vizinha de Baghlan.
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
Uma grande reunião de todos os lados com o conselho de estudiosos religiosos de Ulema poderia então ser realizada, disse Ahmad Massoud.
Mais cedo, a mídia afegã tinha informado que acadêmicos religiosos pediram ao Talibã que aceitasse um acordo negociado para encerrar os combates em Panjshir. Não houve resposta imediata do grupo extremista.
Tanto a resistência armada quanto o grupo extremista que tomou o poder nas demais províncias dizem ter provocado grandes danos e mortes no adversário. Há relatos de que o Talibã bloqueou o acesso humanitário e de remédios, e cortou a comunicação e a eletricidade da região.
Vale do Panjshir: a única província que ainda resiste ao Talibã no Afeganistão
Lucas Sampaio/G1
Resistência à URSS e ao Talibã
Ahmad Massoud é filho do comandante Ahmad Shah Massoud, que era um estudante de engenharia da Universidade de Cabul e se tornou herói da resistência antissoviética no Afeganistão.
Pela resistência à União Soviética, Massoud pai ganhou o apelido de “Leão de Panjshir” e é chamado pelos seus seguidores de Amir Sahib-e Shahid, que significa “nosso amado comandante martirizado”.
Até hoje o Vale do Panjshir está cheio de carcaças de blindados soviéticos destruídos em batalhas malsucedidas para conquistá-lo.
Além da União Soviética, na década de 1980, o Talibã também não conseguiu conquistar a região quando controlou o país, entre 1996 e 2001.
Massoud pai foi assassinado pela Al-Qaeda na província vizinha de Takhar em 2001, na época do ataque terrorista do 11 de Setembro que desencadeou a invasão americana ao Afeganistão.
Devido aos inimigos em comum, o Panjshir serviu como reduto da Aliança do Norte, grupo armado que se aliou aos EUA durante a invasão de 2001 para tirar o Talibã do poder e expulsar a Al-Qaeda do país.
VÍDEOS: os mais assistidos da semana

Fonte: G1 Mundo

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O impressionante encontro entre baleias e banhista na Argentina


A baleia-franca-austral é amigável, mas cenas como essa raramente são registradas. Maximiliano Jonas registrou o encontro por acaso
@Maxijonas/BBC
Analía Giorgetti remava com sua prancha no sul da Argentina quando foi fotografada em um encontro que descreve como “um momento mágico”.
Todos os anos, grupos de baleia-franca-austral visitam a península de Valdés para acasalar.
Em uma dessas visitas, Giorgetti foi tocada por elas no meio do mar.
“Elas estavam submersas, começaram a se aproximar, curiosas”, diz Giorgetti à BBC.
“E uma delas me tocou. Eu disse a minha amiga: ‘A baleia me tocou’. Aí vimos que um drone tinha filmado tudo.”
A espécie visita a península de Valdés para acasalar
@Maxijonas/BBC
O aparelho pertencia a Maximiliano Jonas, fotógrafo de 43 anos que mora na cidade de Puerto Madryn, também no sul do país.
“Naquele dia o mar parecia um espelho, a maré estava alta e havia muitas baleias perto da costa, cerca de 50”, conta ele à BBC Mundo.
Então, ele pegou seu drone e foi filmar as baleias do alto.
“Eu sei que as baleias são amigáveis, mas nunca tinha visto assim uma interação desse jeito”, diz o fotógrafo. Suas imagens viralizaram nas redes sociais.
O fotógrafo disse que se emocionou vendo a cena
@Maxijonas/BBC
O encontro
Maximiliano Jonas mora na Patagônia
@Maxijonas/BBC
A banhista conta que a baleia começou a se aproximar e, com uma de suas nadadeiras, bateu suavemente na prancha.
“Quando ela se aproximou, coloquei o remo em cima da minha prancha e fiquei parada, esperando para ver o quanto ela iria se aproximar”, explica Giorgetti.
“Acho que ela estava brincando como um cachorro que está te procurando para brincar. Mas nesse caso, é um bicho muito maior “, escreveu Jonas suas redes. “Eu vi o gesto, vi em câmera lenta. Não pude acreditar.”
“Quando a baleia a toca, ela se vira e olha a reação da pessoa que tocou”, descreve ele.
“Eu estava assistindo e disse: é comunicação. Meus olhos se encheram de lágrimas. Fiquei olhando e pensando na pessoa que estava lá embaixo. Na experiência desta pessoa, que inveja”, conta.
“Coloquei imagens daquele momento em minhas redes sociais e a filha (de Giorgetti) me escreveu no Instagram e disse: ‘Essa é minha mãe. Ela está comemorando seu aniversário'”, conta o fotógrafo.
“Foi um presente de aniversário incrível”, diz Giorgetti.
Vídeos

Fonte: G1 Mundo

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Golpe de Estado em Guiné: soldados afirmam que governo e Constituição estão destituídos, mas Ministério da Defesa nega


Soldados fizeram uma transmissão na qual afirmam que o governo foi deposto, mas, em nota, o Ministério da Defesa disse que os militares amotinados foram repelidos. Soldados na cidade de Conakry, em Guiné, em 5 de setembro de 2021
Cellou Binani / AFP/AFP
Soldados que participaram de um levante em Conaky, capital da Guiné, neste domingo (5) afirmaram em uma transmissão em vídeo que eles dissolveram o governo e que a Constituição do país não é mais válida.
O Ministério da Defesa, no entanto, afirma que o ataque ao palácio presidencial, que foi feito por soldados amotinados, foi derrotado.
Houve troca de tiros perto do palácio presidencial em Conakry. Fontes da agência Reuters afirmam que uma unidade de elite do exército, liderada por Mamady Doumbouya, ex-legionário francês, era a responsável pelos ataques.
Transmissão em vídeo
Segundo a agência Reuters, um soldado envolvido em uma bandeira da Guiné, com oito outros militares ao fundo, afirmou em uma transmissão que eles pretendiam formar um governo de transição e que darão mais detalhes no futuro.
Na internet, há vídeos do presidente Alpha Conde cercado de soldados (a agência Reuters não conseguiu confirmar se os vídeos são legítimos).
Ministério de Defesa nega que golpe teve sucesso
O Ministério da Defesa disse que a tentativa de insurgência foi reprimida. “A guarda presidencial, apoiada pelas forças de defesa e segurança leais e republicanas, conteve a ameaça e repeliu o grupo de agressores”, afirmou o ministério em nota.
Alpha Conde, presidente da Guiné, em imagem de agosto de 2019
Eric Gaillard/AP
“As operações de segurança e controle continuam para restaurar a ordem e a paz.”
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram veículos militares patrulhando as ruas de Conkary. Uma pessoa que trabalha no exército disse que a única ponte que liga o continente ao bairro de Kaloum, que abriga o palácio e a maioria dos ministérios do governo, foi fechada. Muitos soldados, alguns fortemente armados, foram para o lado de fora do palácio, acrescentou a fonte.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Na Índia, centenas de milhares de pessoas protestam contra reforma na agricultura


Governo liberou a possibilidade de agricultores venderem diretamente aos supermercados e empresas de alimentos. Os produtores agrícolas afirmam que assim eles perdem poder de negociação. Imagem de 5 de setembro mostra protesto de agricultores na Índia, que são contra uma reforma do setor
Adnan Abidi/Reuters
Centenas de milhares de produtores agrícolas da Índia fizeram uma manifestação no estado de Uttar Pradesh neste domingo (5).
Os fazendeiros são contra uma reforma do setor agrícola do país que o primeiro-ministro Narendra Modi promoveu —pelas novas regras, os produtores rurais podem vender diretamente aos clientes, mas eles são contrários a isso..
Foram mais de 500 mil manifestantes na cidade de Muzaffarnagar, de acordo com a polícia.
Veja um vídeo de janeiro, quando os manifestantes já protestavam contra a reforma no setor.
VÍDEO: Agricultores e manifestantes entram em confronto na Índia
Uttar Pradesh é um estado de 240 milhões de pessoas (mais do que a população brasileira), predominantemente rural.
Rakesh Tikait, um líder dos produtores rurais afirmou que o grupo está intensificando os protestos para tentar marcar Modi como um político contrário aos agricultores.
Nos últimos 8 meses, milhares de fazendeiros acamparam ao lado das principais rodovias que levam à Nova Délhi, a capital do país.
Os fazendeiros dizem que a possibilidade de vender diretamente fará com que eles percam poder de barganha em negociações com os grandes supermercados e empresas de alimentos.
A agricultura é cerca de 15% da economia indiana.
Balbir Singh Rajewal, um outro líder dos agricultores, disse que a manifestação deste domingo é um aviso a Modi. No ano que vem, haverá eleições em Uttar Pradesh.
Centenas de milhares de produtores agrícolas da Índia fizeram uma manifestação no estado de Uttar Pradesh neste domingo (5).
Os fazendeiros são contra uma reforma do setor agrícola do país que o primeiro-ministro Narendra Modi promoveu —pelas novas regras, os produtores rurais podem vender diretamente aos clientes, mas eles são contrários a isso..
Foram mais de 500 mil manifestantes na cidade de Muzaffarnagar, de acordo com a polícia.
Uttar Pradesh é um estado de 240 milhões de pessoas (mais do que a população brasileira), predominantemente rural.
Rakesh Tikait, um líder dos produtores rurais afirmou que o grupo está intensificando os protestos para tentar marcar Modi como um político contrário aos agricultores.
Nos últimos 8 meses, milhares de fazendeiros acamparam ao lado das principais rodovias que levam à Nova Délhi, a capital do país.
Os fazendeiros dizem que a possibilidade de vender diretamente fará com que eles percam poder de barganha em negociações com os grandes supermercados e empresas de alimentos.
A agricultura é cerca de 15% da economia indiana.
Balbir Singh Rajewal, um outro líder dos agricultores, disse que a manifestação deste domingo é um aviso a Modi. No ano que vem, haverá eleições em Uttar Pradesh.
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Fonte: G1 Mundo

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Cineasta afegã no Festival de Veneza diz que seu país não terá mais artistas e pede ajuda


Cineasta afirma que os talibãs estão destruindo os instrumentos de música e que os estudantes se escondem do grupo. A diretora afegã Sahraa Karimi durante o 78º Festival de Cinema de Veneza
Filippo Monteforte/AFP
Duas jovens cineastas afegãs pediram solidariedade, no sábado (4), no Festival de Cinema de Veneza, ao abordar a situação cultural no Afeganistão, após a tomada do poder pelo Talibã, que poderá deixar o país sem artistas.
“Em apenas duas semanas, as figuras mais brilhantes do país partiram”, disse Sahraa Karimi, 38, a primeira mulher a chefiar a Organização de Cinema do Afeganistão.
A diretora afegã Sahraa Karimi durante o 78º Festival de Cinema de Veneza
Filippo Monteforte/AFP
“Imagine, um país sem artistas”, lamentou a cineasta diante de um grupo de jornalistas e cineastas, entre eles o diretor do festival, Alberto Barbera.
“Os talibãs estão destruindo os instrumentos de música, os estudantes se escondem. Por favor, sejam nossas vozes e falem da nossa situação”, pediu, por sua vez, a cineasta Sahra Mani, diretora do documentário “A thousand girls like me” (2018), sobre uma mulher violentada pelo pai durante anos.
Karimi descreveu uma imagem sombria: “Tudo parou no espaço de algumas horas. Os arquivos estão sob o controle do Talibã. O trabalho dos diretores desapareceu”, relatou ela.
“Pela primeira vez na história do cinema afegão, um filme foi convidado para o festival francês de Cannes. Estávamos planejando adaptar 11 curtas-metragens sobre histórias afegãs. Estávamos preparando a segunda edição do prêmio nacional de cinema”, afirmou.
A cineasta disse que, no domingo de 15 de agosto, em poucas horas, teve de abandonar seus projetos e deixar seu país para trás. “Foi a decisão mais difícil da minha vida: ficar, ou sair do meu país”, confessou.
“Não temos mais casa, não temos país. A arte é proibida. Minha geração não quer isso”, afirmou Karimi, lançando um pedido de ajuda à comunidade internacional.
Veja apresentação de Fawad Andarabi, músico morto pelo Talibã
“Pedimos ajuda, precisamos de esperança. Aqueles que ficaram no Afeganistão apagaram suas contas nas redes sociais”, completou.
Morte de cantor
Um membro do Talibã matou o cantor folclórico Fawad Andarabi no fim de agosto. Membros do Talibã já haviam ido à casa de Andarabi —eles até mesmo beberam chá com o músico, disse o filho de Fawad, Jawad Andrabi. Mesmo assim os talibãs mataram o cantor.
“Ele era um cantor inocente, que só entretinha as pessoas. Eles deram um tiro em sua cabeça”, disse Jawad.
O filho afirmou que vai procurar justiça, e que um conselho local do Talibã prometeu punir os autores do assassinato.
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Fonte: G1 Mundo

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Maioria dos italianos aprova exigência de ‘passaporte da vacina’ em meios de transporte, mostra pesquisa


Desde 1º de setembro, é obrigatório comprovar vacinação contra a Covid-19 para andar de trem, ônibus de longa distância, avião e navio. Objetivo do governo é ampliar a porcentagem de italianos imunizados. Passageiro apresenta ‘passaporte da vacina’ para entrar em avião na Itália
Marco Bertorello/AFP
Pouco mais de 75% dos italianos são a favor da exigência do “passaporte da vacina” em meios de transporte, segundo uma pesquisa do Instituto Euromedia Research, publicada neste domingo (5) no jornal “La Stampa”.
Desde 1º de setembro, o governo instituiu que os passageiros de trens, ônibus de longa distância, aviões e navios devem apresentar um documento para atestar que foram vacinados contra a Covid-19, testaram negativo para a doença recentemente ou se recuperaram dela nos últimos 6 meses.
O objetivo da medida é ampliar a porcentagem de cidadãos imunizados. Na Itália, cerca de 71% dos maiores de 12 anos tomaram as duas doses.
Itália começa a exigir o passe sanitário em trens, aviões, navios e ônibus intermunicipais
Obrigatoriedade para professores
Professores também passaram a ser obrigados a ter o “passe verde” (termo adotado na Itália para o “passaporte da vacina”).
A exigência para a categoria dos docentes também foi aprovada pela população: na enquete, com cerca de mil pessoas entrevistadas, 76,1% disseram ser a favor da regra.
No fim de agosto, o chefe de governo italiano, Mario Draghi, anunciou que pretende estender o uso do “passaporte” para outros setores da sociedade e da economia.
Vídeos

Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: Talibã reprime protesto por direitos das mulheres em Cabul


Mulheres dizem que Talibã usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar o último protesto. Mulheres realizam protesto por emprego no Afeganistão
Combatentes do Talibã interromperam no sábado (4) uma manifestação de dezenas de mulheres em Cabul. Elas estavam protestando por seus direitos depois que o Afeganistão foi tomado pelo grupo.
As mulheres afirmam que o Talibã as alvejou com gás lacrimogêneo e spray de pimenta enquanto tentavam caminhar de uma ponte até o palácio presidencial.
Mulheres afegãs protestam em Cabul, em 3 de setembro de 2021
Wali Sabawoon/AP
O Talibã, por sua vez, afirmou que o protesto saiu do controle, de acordo com o serviço de notícias afegão Tolo News.
É o mais recente de vários protestos de mulheres em Cabul e Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão.
As mulheres reivindicavam o direito de trabalhar e serem incluídas no governo.
Protesto de mulheres em Cabul, em 3 de setembro de 2021
Stringer/Reuters
O Talibã diz que anunciará a composição de seu governo nos próximos dias, e já declarou que as mulheres poderão se envolver no governo, mas não ocupar cargos ministeriais.
Muitas mulheres temem um retorno à forma como eram tratadas quando o Talibã estava no poder, entre 1996 e 2001. As mulheres foram forçadas a cobrir o rosto, e punições severas eram aplicadas por pequenas transgressões.
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“Vinte e cinco anos atrás, quando o Talibã chegou, eles me impediram de ir à escola”, disse a jornalista Azita Nazimi à Tolo News.
“Depois de cinco anos de governo deles, eu estudei por 25 anos e trabalhei muito. Pelo bem do nosso futuro, não vamos permitir que isso aconteça.”
Outro manifestante, Soraya, disse à Reuters que combatentes do grupo usaram carregadores de armas para bater na cabeça de mulheres durante o protesto, deixando-as ensanguentadas.
Enquanto isso, no fim de semana, houve confrontos no Vale Panjshir, ao norte de Cabul, onde combatentes da resistência frustraram os esforços do Talibã para tomar o controle da região.
O vale, que fica em uma província de mesmo nome, tornou-se um centro de resistência isolado no país contra o Talibã, formado por combatentes de diferentes etnias e ex-membros das forças armadas afegãs – supostamente na casa dos milhares.
Mas o Talibã afirma ter assumido o controle de mais dois distritos e diz estar se dirigindo para o centro da província de Panjshir.
Um porta-voz da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão disse que os combates continuavam lutando e que milhares de combatentes do Talibã haviam sido cercados.
O Vale Panjshir, que abriga entre 150 mil e 200 mil pessoas, foi um centro de resistência quando o Afeganistão estava sob ocupação soviética na década de 1980 e durante o período anterior de governo do Talibã.
O líder da Frente de Resistência Nacional, Ahmad Massoud, elogiou os protestos de mulheres e disse que Panjshir segue resistindo.
Nenhuma das alegações da Frente de Resistência Nacional ou do Talibã pôde ser verificada de forma independente.
No sábado, o general americano Mark Milley, chefe do Estado-Maior dos EUA, questionou se o Talibã seria capaz de fazer a transição de uma força insurgente para um governo, dizendo que havia uma “boa probabilidade” de guerra civil.
“Isso, por sua vez, levará a condições que podem, de fato, levar à reconstituição da Al-Qaeda ou ao crescimento do EI [grupo extremista autodenominado Estado Islâmico]”, disse ele à Fox News.
No Reino Unido, em entrevista à BBC, o chefe das Forças Armadas, general Nick Carter, defendeu a inteligência militar contra as críticas de que ela falhou em prever o avanço do Talibã, dizendo que até os próprios combatentes ficaram surpresos com a facilidade com que assumiram o controle do Afeganistão.
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As imagens que mostram o caos e o desespero dos afegãos após a entrada do Talibã em Cabul
Talibã anuncia ‘anistia geral’ e faz apelo a mulheres no Afeganistão
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Fonte: G1 Mundo