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Papa diz que espera que outros países ajudem afegãos que fugiram do Talibã


O Papa Francisco também disse que espera que ‘todos os jovens’ recebam educação —da primeira vez que o Talibã esteve no poder, meninas não podiam frequentar a escola. Papa Francisco durante audiência semanal, em 5 de setembro de 2021
Guglielmo Mangiapane/Reuters
O Papa Francisco afirmou neste domingo (5) que ele está rezando para que muitos países aceitem refugiados do Afeganistão e que é essencial que os jovens afegãos recebam educação —no passado, o Talibã proibiu meninas de frequentar escolas.
Papa Francisco pede orações e jejum pela paz no Afeganistão
“Nesses momentos de levante, em que afegãos procuram refúgio, eu rezo pelos mais vulneráveis entre elas, eu rezo para que muitos países os recebam e protejam aqueles que buscam uma nova vida”, disse Francisco aos fiéis que foram à Praça de São Pedro.
O papa já pediu apoio a imigrantes e refugiados em outras ocasiões.
Há milhares de afegãos que foram retirados do país, mas ainda não chegaram a um destino final —eles estão em locais de trânsito no Catar, na Alemanha e na Itália enquanto aguardam.
No Afeganistão ainda há milhares de pessoas que tentam deixar o país pelas fronteiras com o Paquistão ou outros vizinhos.
“Eu também rezo por aqueles que foram deslocados internamente, para que eles tenham a ajuda e a proteção necessárias”, disse Francisco.
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: Os dois países que oferecem ‘tábua de salvação’ ao Talibã


O Catar e a Turquia surgem como canais de comunicação entre os novos governantes do Afeganistão e o mundo exterior. Equipe técnica do Catar trabalha na reabertura do aeroporto de Cabul; Talibã anuncia cerimônia de posse
O Talibã festejou com um tiroteio em Cabul a saída de americanos e cidadãos de outros países do Afeganistão nesta semana. Mas essa militância não esconde o fato de que o grupo está globalmente isolado. Do outro lado, milhões de afegãos estão aflitos com um futuro ainda incerto.
As potências mundiais estão agora lutando para exercer influência em meio ao retorno do grupo radical ao poder. E, no processo, duas nações do mundo árabe e muçulmano emergiram como mediadores e facilitadores: Catar e Turquia.
O mulá Abdul Ghani Baradar, líder do Talibã, e Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, ministro de Relações Exteriores do Catar, em encontro em Doha, em agosto de 2021
Qatar News Agency/Via Reuters
Ambos estão capitalizando em cima de um recente acesso ao Talibã. Mas os dois países também estão se arriscando, o que pode até acirrar velhas rivalidades ainda mais distantes, no Oriente Médio.
As autoridades do Catar, pequeno país rico em gás no Golfo, forneceram ajuda para os países que estão tentando sair do Afeganistão.
“Ninguém foi capaz de realizar um grande processo de evacuação do Afeganistão sem o envolvimento de um catariano de uma forma ou de outra”, explica Dina Esfandiary, consultora sênior do International Crisis Group, um grupo de estudos sobre conflitos globais.
“O Afeganistão e o Talibã serão uma vitória significativa para o Catar, não apenas porque mostrará que eles são capazes de fazer mediações com o Talibã, mas porque essa relação transforma o país em um jogador importante para os países ocidentais envolvidos”, disse Esfandiary à BBC News.
À medida que ocidentais fugiam de Cabul, o valor diplomático desses contatos aumentou. O feed do Twitter da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Lolwah Alkhater, parece uma esteira de congratulações pelos serviços do país durante essa crise.
“O Catar continua a ser um mediador confiável neste conflito”, ela escreveu no início deste mês.
Mas construir uma ponte com o Talibã ainda pode conter riscos para o futuro, incluindo a capacidade de agravar os conflitos no Oriente Médio. A Turquia e o Catar estão mais próximos dos movimentos islâmicos da região, o que frequentemente cria tensão com potências como Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que veem esses grupos como uma ameaça.
Se os dois estados se fortalecerem por meio da diplomacia mundial com o Talibã no Sul da Ásia, a repercussão e a influência do grupo fundamentalista poderia chegar ao Oriente Médio?
EUA anunciam que não têm pressa em reconhecer o governo do Talibã
Dina Esfandiary diz que a volta do Talibã ao poder constitui uma virada em direção ao islamismo radical – uma ideologia política que busca reordenar o governo e a sociedade de acordo com a lei islâmica. Mas ela diz que por enquanto isso permanece restrito ao sul da Ásia.
“O Talibã está no Afeganistão, mas não significa que ele vá para o Oriente Médio. Ao longo dos últimos 10 anos, a região tem oscilado entre grupos islâmicos e não islâmicos”, ela diz.
Falando com o Talibã
Durante o período anterior do Talibã no poder, na década de 1990, apenas três países tinham laços formais com o grupo: Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Os dois últimos cortaram todas as relações oficiais remanescentes após os ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. No entanto, o financiamento secreto de indivíduos sauditas supostamente continuou por anos.
Autoridades sauditas negaram anteriormente a existência de qualquer financiamento formal ao Talibã e disseram que existem medidas rigorosas para impedir o fluxo de caixa privado à organização.
Mas à medida que a presença de tropas dos EUA no Afeganistão se tornou mais impopular entre os americanos, a porta se abriu para países que podiam participar da diplomacia.
Para o Catar e a Turquia, o contato com o Talibã se desenvolveu de maneiras diferentes.
Enquanto o governo do então presidente Barack Obama buscava encerrar a guerra, o Catar recebeu líderes do Talibã para discutir os esforços de paz a partir de 2011.
Esse tem sido um processo controverso e conflituoso. A imagem de uma bandeira do Talibã tremulando nos subúrbios de Doha ofendeu muita gente (eles encurtaram o mastro após um pedido americano).
Para os catarianos, a negociação ajudou a desenvolver uma ambição de três décadas por uma política externa autônoma – que o país considera crucial para uma nação que fica entre os pólos regionais do Irã e da Arábia Saudita.
As negociações de Doha culminaram em um acordo no ano passado, assinado pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, para a retirada americana do Afeganistão em maio deste ano. Após assumir o cargo, Joe Biden anunciou que iria prorrogar o prazo para uma retirada total até 11 de setembro.
‘Otimismo cauteloso’
A Turquia, que tem fortes laços históricos e étnicos com o Afeganistão, está presente na região com tropas não combatentes – o país é o único membro de maioria muçulmana da aliança da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
De acordo com analistas, o país desenvolveu laços estreitos de inteligência com algumas milícias ligadas ao Talibã. A Turquia também é aliada do vizinho Paquistão, de cujos seminários religiosos surgiu o Talibã.
Na semana passada, as autoridades turcas mantiveram conversas com o Talibã por mais de três horas, enquanto o caos tomava conta do aeroporto de Cabul. Algumas das discussões foram sobre a futura operação no aeroporto da cidade, que as tropas turcas protegeram por seis anos.
O Talibã já havia insistido que os militares da Turquia saíssem junto com todas as outras forças estrangeiras para acabar com a “ocupação” do Afeganistão. Mas uma reunião da semana passada parecia fazer parte de uma agenda mais ampla, dizem os analistas.
O professor Ahmet Kasim Han, especialista em relações afegãs da Universidade Altinbas de Istambul, acredita que lidar com o Talibã oferece uma oportunidade ao presidente da Turquia, Recep Erdogan.
“Para tornar seu controle do poder sustentável, o Talibã precisa de ajuda e investimentos internacionais para continuar. O grupo nem mesmo consegue pagar pelos salários de seus funcionários públicos hoje”, disse Han à BBC.
Ele explica que a Turquia pode tentar se posicionar como “fiadora, mediadora, facilitadora” – uma intermediária mais confiável do que a Rússia ou a China – que manteve suas embaixadas abertas em Cabul.
“A Turquia pode cumprir esse papel”, diz ele.
Risco de reputação
Muitos países têm tentado manter alguma forma de contato com o Talibã desde a ocupação de Cabul pelo grupo, principalmente por meio do canal de Doha. Mas a Turquia está entre os que estão em uma posição mais forte para desenvolver laços no território, embora seja uma situação de risco.
Han também acredita que mais laços no Afeganistão permitem que o presidente Erdogan “amplie o tabuleiro de xadrez” de sua política externa e jogue com a base de apoio do Partido AK.
“Eles consideram a Turquia como um país com um destino manifesto – uma posição excepcional dentro do mundo muçulmano. Essa concepção é baseada no passado da Turquia e em sua herança otomana como sede do califado.”
“No entanto, esse papel pode chegar a um ponto em que a Turquia vire patrocinador do Talibã, estabelecendo um regime de Sharia que é brutal. A Turquia não deve querer essa posição”, acrescenta.
A ação de Erdogan supostamente também tem motivos mais “racionais” – melhorando as relações tensas da Turquia com os EUA e a Otan, e aumentando a influência para evitar fluxos de refugiados afegãos para a Turquia.
O presidente Recep Tayyip Erdogan disse que viu os posicionamentos dos líderes do Talibã com “otimismo cauteloso”. Ele acrescentou que “não teria permissão de ninguém” sobre com quem falar, quando questionado sobre as críticas a seu contato com o grupo.
“Isso é diplomacia”, disse ele durante uma entrevista coletiva.
Ele acrescentou: “A Turquia está pronta para dar todo tipo de apoio à unidade do Afeganistão, mas seguirá um caminho muito cauteloso.”
Quanto ao Catar, as autoridades esperam que seu papel como mediador ajude a diminuir, em vez de aumentar, os anos de turbulência no Golfo.
Doha intermediou negociações entre facções concorrentes em vários dos principais conflitos do Oriente Médio.
Mas, na esteira da Primavera Árabe, seus rivais do Golfo acusaram o país de se aliar aos islâmicos. Em 2017, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein cortaram laços – desde então restaurados -, acusando o Catar de se aproximar demais do Irã e alimentar a instabilidade por meio de seu canal de notícias estatal Al Jazeera.
Por enquanto, com uma situação profundamente incerta para o povo do Afeganistão, o Catar e a Turquia estão entre aqueles que falam com o Talibã. Já China e Rússia também competem por acesso futuro a Cabul.
O professor Han diz que essa é a opção menos pior, o que ele chama de “abordagem mais colaborativa”.
“A Turquia, sendo um membro do Ocidente, é mais suscetível à pressão do Ocidente por questões de direitos humanos”, explica.
O novo governo do Talibã apenas começou. Milhões de afegãos comuns aguardam com ansiedade os próximos acontecimentos.
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Policiais são mortos em ataque do Estado Islâmico no Iraque

Ao menos 13 agentes federais morreram em ação na cidade de Kirkuk, neste domingo (5). Ataque foi um dos mais mortais do grupo terrorista no país neste ano. Um ataque do grupo terrorista Estado Islâmico deixou 13 policiais federais mortos neste domingo (5) no Iraque.
O caso ocorreu perto da cidade de Kirkuk, no norte do país, segundo disseram à agência de notícias France Presse fontes médicas e de segurança.
O ataque aos policiais começou pouco antes da meia-noite de sábado (no horário local) e durou várias horas, disse um policial iraquiano à AFP.
Na região de Kirkuk, células jihadistas atacam regularmente o Exército e a polícia.
Esse foi um dos ataques mais mortais do Estado Islâmico desde o início do ano no Iraque.
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Peru volta a autorizar entrada de voos do Brasil


Medida também vale para voos vindos da Índia e vai até 19 de setembro. Vai ser necessário apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo de Covid-19. Vista geral de Machu Picchu, em imagem de arquivo
Enrique Castro-Mendivil / Reuters
O Peru levantou neste sábado (4) a suspensão dos voos do Brasil e da Índia, em vigor há mais de quatro meses, enquanto prorrogou a proibição dos voos da África do Sul, no âmbito da emergência sanitária da pandemia de Covid-19, informou o governo.
A medida permanecerá vigente até 19 de setembro, segundo a norma que exclui Brasil e Índia pela primeira vez desde que as autoridades de saúde elaboraram em dezembro uma lista de países com alto risco de exportar novas variantes do coronavírus.
“Suspende-se até 19 de setembro de 2021, a entrada em território nacional de estrangeiros não residentes procedentes da República da África do Sul, ou que tenham feito escala neste local nos últimos 14 dias corridos”, diz a regra publicada em diário oficial.
O Peru restringiu voos da África do Sul em dezembro, enquanto o Brasil entrou na lista em janeiro e a Índia em maio.
O governo também especificou que para entrar no Peru é preciso estar imunizado com duas doses da vacina contra a Covid-19 ou apresentar um teste molecular negativo feito nas últimas 72 horas.
Com 33 milhões de habitantes, o Peru registrou mais de 2,1 milhões de infecções e mais de 198 mil mortes por covid-19 desde o início da pandemia no país em março de 2020.
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Surfista morre em ataque de tubarão na Austrália

Vítima teria aproximadamente 20 anos e foi mordido no braço, segundo testemunhas. É o segundo caso do tipo neste ano no país. Um surfista morreu neste domingo (5) após ser atacado por um tubarão em uma praia na costa leste da Austrália. A informação é da agência de notícias Reuters.
O incidente ocorreu perto de Emerald Beach, cerca de 550 km ao norte de Sydney. A praia foi fechada após o incidente.
Segundo testemunhas, o surfista teria aproximadamente 20 anos e foi mordido no braço.
É o segundo ataque fatal de tubarão registrado na Austrália neste ano, de acordo com uma agência governamental. Em 2020, ocorreram 26 ataques, oito deles fatais.
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Por que Austrália vai abandonar estratégia de ‘zero covid’


País está correndo para vacinar sua população antes de uma grande mudança em sua estratégia de enfrentamento à pandemia. A Austrália mudou sua estratégia de enfrentamento à covid-19: é hora de abandonar os lockdowns e “sair da caverna”, anunciou o primeiro-ministro Scott Morrison. Com a vacinação acelerada, ele diz que em breve os australianos “viverão com o vírus” pela primeira vez. Ou seja, não tentarão eliminar sua circulação. É uma mudança drástica para um país acostumado a ver poucos casos de infecções.
Fortaleza australiana
A estratégia adotada pelo país foi o que alguns apelidaram de “fortaleza australiana”. A Austrália pretendia manter a estratégia de “zero covid-19” restringindo a entrada de estrangeiros, rastreando todas as infecções e fechando as fronteiras dos estados após surtos. Lockdowns em todas as cidades e Estados têm sido frequentemente decretados – às vezes após um único caso. Melbourne, por exemplo, passou por mais de 200 dias de lockdown ao longo desse período.
Essas medidas têm sido criticadas por seu custo e por causa do bem-estar mental das pessoas. Mas, até agora, elas impediram surtos de casos de covid-19, milhares de mortes e permitiram que muitos australianos vivessem livremente.
Então, o que mudou? A variante Delta mudou esse cenário Austrália. Em junho, ela se consolidou em Sydney antes de se espalhar para Melbourne e a capital Canberra. Os governos estaduais colocaram suas capitais de volta sob lockdown. Atualmente, um em cada dois australianos deve ficar em casa. Isso ajudou a suprimir a propagação de casos. Em Sydney, o número R – a taxa de disseminação do vírus – caiu de 5 para 1,3. Mas as autoridades disseram que a estratégia “zero covid” não é mais alcançável.
Isso intensificou as críticas ao governo Morrison sobre os baixos níveis de vacinação da Austrália, com muitos acusando-o de complacência. Morrison havia afirmado em abril que a vacinação “não era uma corrida”. Mas ele agora segue o governo do estado de New South Wales ao dizer que as vacinas são o único caminho para a reabertura da Austrália. O estado de Victoria – onde fica a cidade de Melbourne – também abandonou a estratégia nesta semana.
Austrália planeja reabertura após estratégia de sucesso durante pandemia
Getty Images via BBC
Qual é o novo plano?

Cerca de 36% dos australianos com mais de 16 anos estão totalmente vacinados – longe de ser o suficiente para sair dos lockdowns, dizem os especialistas. “Este dia da marmota tem que acabar, e vai acabar quando começarmos a chegar a 70% e 80%”, disse Morrison na semana passada. A vacinação na Austrália está acelerando – agora o país está vacinando mais rápido do que o Reino Unido e os EUA fizeram em seus picos de vacinação.
Nas taxas atuais, a Austrália poderia vacinar 70% de seus maiores de 16 anos até meados de outubro. A nação também começou a vacinar crianças com mais de 12 anos. A ideia é começar então a aliviar os lockdowns – assim, as pessoas vacinadas terão mais liberdade. Mas o país planeja continuar testando e rastreando, mantendo restrições mais brandas, como uso de máscaras e distanciamento social. Lockdowns menores também serão uma possibilidade, mas são considerados improváveis.
“O plano proposto é na verdade muito cuidadoso”, diz Ivo Mueller, especialista em saúde e imunidade populacional da Universidade de Melbourne. “Não é um ‘Dia da Liberdade’, não é ‘vamos atirar tudo pela janela e sair para festejar’ – não é isso que está sendo proposto.”
Quando as fronteiras internacionais serão abertas?
Isso acontecerá quando a Austrália atingir 80% de pessoas vacinadas. Mas a viagem estará aberta apenas para países designados como “seguros” e para pessoas que foram vacinadas. A primeira-ministra do estado de New South Wales, Gladys Berejiklian, disse que está planejando uma reabertura em novembro, mas alguns especialistas dizem que isso pode acontecer mais cedo. “Com a vacinação dupla em 80%, prevemos permitir que nossos cidadãos tenham acesso a viagens internacionais e que também recebamos australianos em casa pelo Aeroporto de Sydney”, disse Berejiklian esta semana.
O plano nacional também permite “bolhas de viagem” para países seguros, indicando que os estrangeiros vacinados também poderão entrar. A companhia aérea Qantas sinalizou a reabertura de rotas em dezembro para o Reino Unido, EUA, Cingapura, Canadá e Japão.
Mas está todo mundo feliz?
As pesquisas mostram que 62% dos australianos apoiam o plano de reabertura do governo. Mas muitos australianos não estão seguros com a ideia de “conviver com o vírus”, depois de estarem acostumados com baixas taxas de infecção. A modelagem do governo, preparada pelo Doherty Institute, da Universidade de Melbourne, estima que a reabertura com 70% de vacinados pode levar a 13 mortes em seis meses – desde que os testes e rastreamento estejam funcionando bem. Mas esse número pode subir para 1.500 se houver menos medidas de saúde, segundo a projeção.
Foi apenas nesta semana que a Austrália registrou sua milésima morte por covid-19, o último país do G20 a fazê-lo. Então, psicologicamente, é uma grande mudança de mentalidade, diz Mueller. Mais de 90% dos casos da Austrália ocorreram nos arredores de Sydney e Melbourne. Mas seis dos oito estados e territórios da Austrália viram pouco do vírus. “Eles basicamente não têm transmissão e nem restrições. As pessoas basicamente vivem vidas normais, então dizer a elas que precisam enfrentar o vírus é muito, muito difícil”, diz Mueller.
Disputa política
Portanto, partes do país livres da covid-19 discordam do governo federal e de outros estados quanto à estratégia. Sob o sistema de federalismo da Austrália, os governos estaduais têm controle sobre a saúde, o policiamento e as fronteiras internas. Queensland e Western Australia (Austrália Ocidental) agora se recusam a abrir seus estados, enquanto Sydney vê mais de 1.000 infecções por dia. “Não consigo entender por que há pessoas lá dizendo que devemos nos infectar deliberadamente”, disse o premiê da Austrália Ocidental, Mark McGowan.
Mas Morrison argumenta que esses estados não podem se esconder do vírus para sempre. “A maioria dos estados da Austrália precisa perceber que eventualmente eles terão que sair da estratégia de zero covid porque simplesmente não é sustentável para sempre”, diz Mueller.
O que a Austrália pode aprender com o exterior?
Muito pode ser aprendido com outros países sobre como reabrir com segurança e ajustar o risco, dizem os especialistas. O distanciamento social poderia ser uma exigência nas escolas, como na França e no México? Com as viagens, a Austrália poderia adotar testes de diagnóstico rápido usados ​​na Europa e na América do Norte? Qual é o melhor passaporte de vacina para permitir o movimento com segurança? Os especialistas enfatizam que a Austrália precisa agora se concentrar na vacinação de grupos de risco, como comunidades indígenas, antes de reabrir.
Eles observam que o plano de reabertura da Austrália também já foi moldado pelas experiências do Reino Unido e dos Estados Unidos. Embora a Delta tenha causado ondas de infecção em ambas as nações, as vacinações estão reduzindo enormemente as doenças graves e mortes. “Isso nos dá a certeza de que estamos no caminho certo com as vacinas”, afirma Mueller.
O plano da Austrália de reabertura com 80% de vacinados é um nível mais alto do que o de 54% adotado pelo Reino Unido, onde o nível de vacinação está agora em cerca de 80% da população elegível. Na Dinamarca, onde 70% são vacinados, quase todas as restrições foram retiradas.
Cingapura, que atingiu 80% esta semana, também está à frente em seus planos de reabertura, mas está adotando uma abordagem cautelosa como a Austrália, mantendo viagens só para países considerados seguros e restrições como o uso de máscaras.

Fonte: G1 Mundo

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‘Terá uma vida melhor’, diz militar que cuidou da bebê passada para americanos no Afeganistão


Em momento de desespero após a tomada do país pelo Talibã, família entregou a menina para soldados americanos em meio ao caos no aeroporto de Cabul. O militar britânico Ben Caesar foi um dos responsáveis por cuidar da bebê passada para soldados americanos após a tomada de Cabul pelo Talibã. A família da menina a entregou por cima do muro do aeroporto da capital em meio a cenas de caos, quando centenas de pessoas tentavam deixar o Afeganistão.
“A menina na verdade estava com ótima saúde quando cuidamos dela. Óbvio que estava um pouco angustiada por ter sido separada de sua família e entregue a estranhos, mas estava com um estado de saúde melhor do que muitas das outras crianças das quais cuidamos”, disse Caesar em entrevista à BBC.
O militar tem experiência com crianças pequenas – é pai de uma criança com mais ou menos a mesma idade da menina. “Eu tenho um bebê de 14 meses e também já fiz isso antes, tenho um filho de 16 anos”, contou Caesar à BBC. “Então tenho um pouquinho de experiência cuidando de bebês. Nós, como grupo, conseguimos fazer ela se acalmar”, disse Caesar.
O soldado Ben Caesar, em entrevista à BBC
BBC/Reprodução
“Umas das minhas colegas tinha alimentado a menina e trocado as fraldas dela, então eu sabia que ela não estava com fome, não estava suja, mas ela não estava se acalmando”, conta. “Então nós a ninamos e caminhamos com ela até ela estar mais confortável, e depois disso ela parecia um pouquinho mais feliz.”
Afeganistão: bebê resgatado no muro do aeroporto em Cabul é entregue aos pais
Caesar fez parte de uma equipe médica militar que ficou responsável pelo bem estar das crianças que estavam sem os pais na parte controlada pelos EUA do aeroporto de Cabul. “Para nós que temos filhos e estávamos nessa missão, é de partir o coração ver essas crianças em situação de desconforto. Mas nós sabíamos que elas estavam indo para um lugar melhor e terão uma vida melhor”, disse o militar.
“Nossos colegas noruegueses e americanos foram incrivelmente receptivos com as crianças, ajudando-as a seguir em frente e ir para a Noruega ou para os Estados Unidos, onde muitas se reencontraram com suas famílias, que tinham conseguido fugir”, contou Caesar.

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden e primeira-dama visitarão os três locais dos atentados de 11 de setembro


O presidente e sua esposa, Jill Biden, querem, segundo o comunicado, “honrar e homenagear as vidas perdidas”. Eles participarão de cerimônias em Nova York, Shanksville e Arlington. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará no próximo sábado, 11 de setembro, os três locais emblemáticos dos atentados ocorridos há 20 anos, anunciou a Casa Branca neste sábado.
O presidente e sua esposa, Jill Biden, querem, segundo o comunicado, “honrar e homenagear as vidas perdidas”. Eles participarão de cerimônias em Nova York, onde caíram as torres gêmeas do World Trade Center; em Shanksville, na Pensilvânia, onde um avião desviado por quatro jihadistas caiu; e em Arlington, na Virgínia, não muito longe de Washington, onde o Pentágono foi atacado.
One World Trade Center, em Nova York (EUA)
Eduardo Munoz/Reuters
Biden pretendia marcar simbolicamente o 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 com a retirada das tropas americanas do Afeganistão, para onde foram destacadas após o trágico episódio. Porém, a guerra no Afeganistão terminou em meio ao caos e os Estados Unidos foram pegos de surpresa pelo rápido avanço dos talibãs, com 13 militares americanos mortos em meio à evacuação acelerada de Cabul.

Fonte: G1 Mundo

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Na França, milhares de pessoas protestam contra passe que atesta a vacinação


21 pessoas foram presas e um policial ficou levemente ferido na manifestação. Grupo protesta contra o passaporte sanitário em Paris, na França, neste sábado (4)
Gonzalo Fuentes/Reuters
Milhares de pessoas voltaram às ruas em várias cidades francesas, neste sábado (4), para protestar contra o passaporte sanitário imposto pelo governo de Emmanuel Macron.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Interior, 141 mil pessoas se manifestaram em todo o país, cerca de 20 mil a menos que na semana passada.
VEJA TAMBÉM: Ricardo Nunes estabelece ‘passaporte da vacina’ para eventos com mais de 500 pessoas em SP a partir de 1º de setembro
A polícia realizou 21 prisões e um policial ficou levemente ferido, de acordo com a mesma fonte.
Na capital, Paris, milhares marcharam da Torre Eiffel até a Esplanade des Invalides, gritando “Liberdade!”.
Uma mulher carrega uma bandeira da França durante uma manifestação contra as restrições do país, incluindo um passe de saúde obrigatório, para combater o surto de Covid-19, em Paris, neste sábado (4)
Gonzalo Fuentes/Reuters
Todos os sábados, desde julho, centenas de milhares de pessoas de vários grupos têm protestado na França contra o certificado, ou “passe sanitário”, obrigatório em bares, restaurantes, transportes interurbanos e até hospitais.
Esta heterogênea multidão inclui grupos como os “coletes amarelos”, militantes antivacinas, aqueles que apoiam teorias da conspiração sem qualquer sentido e opositores do governo Macron.
Podem ser considerados documentos válidos um certificado de vacinação completo, um teste de coronavírus negativo em menos de 72 horas, ou um certificado de recuperação em menos de seis meses.
Durante a marcha, alguns manifestantes vaiaram clientes em bares e restaurantes, segundo um jornalista da AFP.
VEJA TAMBÉM: ‘Passaporte da vacina’ é boa ideia ou discriminação?
Milhares de manifestantes também marcharam em Marselha (sudeste), a segunda maior cidade do país, a maioria sem máscaras e agitando a bandeira francesa.
“Não à discriminação. Não à intimidação: liberdade”, dizia um banner.
De acordo com a pesquisa da consultoria Odoxa Backbone, 67% dos franceses aprovam o passe sanitário, o qual o presidente Macron não descarta que se estenda para depois de 15 de novembro.
A pandemia da Covid-19 já deixou mais de 115 mil mortos na França.
Com o início do ano letivo e o retorno ao trabalho após as férias de verão (inverno no Brasil), os médicos se preparam para um possível aumento do número de casos. Hoje, a média diária é de 17 mil infecções por coronavírus.

Fonte: G1 Mundo

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Saída do Afeganistão: Biden quer que EUA deixem de ser ‘polícia do mundo’ e virem ‘líder amistoso’


O abandono de “aventuras militares sem fim” é uma estratégia que Donald Trump, antecessor do atual presidente americano, Joe Biden, já defendia. A saída dos Estados Unidos do Afeganistão pode ser um indicativo de que os Estados Unidos não querem ser os mesmos de antes. Para além do trauma da saída às pressas de Cabul, o presidente americano, Joe Biden, agora fala em um movimento mais amplo: parar de usar seus vastos recursos militares para impor a ordem e os valores americanos em todo planeta.
“Esta decisão sobre o Afeganistão não é apenas sobre o Afeganistão”, disse Biden em um discurso na quinta-feira (2) que, para muitos, foi histórico. “Trata-se de encerrar uma era de empreender grandes operações militares para reconstruir outros países”, afirmou. “Os direitos humanos estarão no centro da nossa política externa, mas a maneira de fazer isso não é por meio de deslocamentos infinitos”, acrescentou. “Nossa estratégia tem que mudar”, frisou.
Benjamin Haddad, diretor do Atlantic Council, instituto de relações internacionais, classificou o discurso como “um dos mais eloquentes repúdios do internacionalismo liberal por parte de qualquer presidente americano nas últimas décadas”. Para alguns americanos que gostam de ver seu país como uma superpotência única e invencível, o anúncio pode ser um choque. Para a maioria, no entanto, segundo pesquisas, é provável que a guinada de Biden seja popular.
Onde Trump e Biden concordam
Sob a ótica do senso comum, a presidência de Biden deveria ser o exato oposto do governo de seu antecessor, o republicano Donald Trump. É verdade que, desde a posse de Biden, em 20 de janeiro deste ano, muitas coisas mudaram: da decoração da Casa Branca até o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o Clima. Mas o abandono de “aventuras militares sem fim” – às quais seus críticos se referem como o papel dos EUA de “polícia do mundo” – é algo que Trump já defendia.
Em relação ao Afeganistão, as pesquisas mostram um forte apoio à saída das tropas (77%, segundo uma enquete do jornal The Washington Post com a emissora ABC News), mesmo que Biden esteja sendo duramente criticado pela caótica retirada.
Apesar disso, Biden difere do isolacionismo de Trump em seu entusiasmo por buscar alianças. Os Estados Unidos não vão se gabar de ser a “polícia do mundo”, diz a teoria de Biden, mas sim de que podem ser um líder amistoso. Seu governo agiu rapidamente para colocar Washington de volta no centro das negociações tortuosas entre as grandes potências e o Irã sobre seu programa nuclear, do acordo climático e de alianças tradicionais, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Fonte: G1 Mundo