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Tiroteio em escola de ensino médio da Carolina do Norte deixa ao menos um aluno ferido, diz polícia americana


Autoridades investigam Polícia responde a tiroteio em colégio de ensino médio da Carolina do Norte (EUA) em 1º de setembro de 2021
Reprodução/NBC
A polícia responde a um tiroteio em uma escola de ensino médio em Winston-Salem, Carolina do Norte nesta quarta-feira (1º).
O departamento do xerife disse a televisão local que ao menos um aluno foi ferido durante o incidente. Não há, até o momento, informações sobre o suspeito dos disparos.
“A Mount Tabor High School está fechada”, disse a polícia em nota. “Houve um tiroteio na propriedade da escola. Nós protegemos o campus e estamos fazendo todo o possível para manter os alunos seguros. Estamos investigando ativamente o que aconteceu e compartilharemos as informações confirmadas quando disponíveis.”
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Serviço de inteligência do Reino Unido acreditava que Cabul não iria cair neste ano


Parceiros da Otan achavam que o Talibã iria aguardar a saída de militares dos países do Ocidente para, só então, avançar sobre a capital do Afeganistão. Imagem mostra último militar americano a embarcar no voo final de retirada do aeroporto de Cabul
A avaliação dos serviços de inteligência do Reino Unido era que dificilmente Cabul fosse cair nas mãos do Talibã ainda neste ano, afirmou, nesta quarta-feira (1), o ministro de Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.
O ministro defendeu a saída das tropas do Afeganistão.
O Reino Unido e os Estados Unidos previram que o governo do Afeganistão iria demorar mais para cair —o Talibã retomou controle do Afeganistão no dia 15 de agosto. Por isso, esses países não se prepararam bem para a retirada, que terminou na segunda-feira (30).
Combatentes do Talibã montam guarda em frente ao Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, após a retirada dos Estados Unidos da capital do Afeganistão, em 31 de agosto de 2021
Khwaja Tawfiq Sediqi/AP
Raab compareceu ao parlamento do Reino Unido para falar sobre a crise no Afeganistão.
Foi nessa sessão que ele revelou que os serviços de inteligência afirmaram que o Talibã só iria tomar o país meses depois que os países ocidentais tirassem seus soldados do Afeganistão.
“Só para deixar claro, isso (a ideia de que Cabul deveria cair apenas em 2022) é algo que era bastante compartilhado entre os aliados da Otan”, disse.
O ministro afirmou que o país tinha um plano de contingência e que já havia feito ensaios para uma saída mais rápida, no entanto.
Talibã ocupa Cabul e presidente do Afeganistão foge do país
O primeiro-ministro Boris Johnson recebeu pedidos para que ele demitisse Raab depois da saída do Afeganistão.
Raab afirmou que ele teve mais de 40 encontros sobre o Afeganistão entre março e agosto.
A volta do Talibã
O Talibã comandou o país de 1996 a 2001. O grupo foi acusado pelos americanos de esconder e financiar membros da Al-Qaeda, grupo terrorista comandado por Osama bin Laden e responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001.
Os EUA e seus aliados invadiram o Afeganistão pouco depois dos ataques terroristas. O grupo extremista foi expulso do poder com a invasão americana.
O grupo assinou um acordo com o governo de Donald Trump para a saída dos americanos. No começo de agosto de 2021, o Talibã começou a conquistar diversas províncias no país. No dia 15 de agosto, o Talibã já estava perto de Cabul. O presidente Ashraf Ghani, então, fugiu do país. O grupo retomou controle do país.
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Fonte: G1 Mundo

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Tornado de fogo é registrado em incêndio florestal na Califórnia; assista


Estado americano passa por forte temporada de seca com diversos focos de queimada. Registro do fenômeno foi feito no condado de Riverside, entre Los Angeles e San Diego. VÍDEO: Tornado de fogo é registrado em incêndio florestal na Califórnia
Um tornado de fogo se formou enquanto bombeiros tentavam controlar um incêndio florestal na Califórnia, informou o departamento estadual de proteção contra incêndios (CalFire) no domingo (29).
O fenômeno do tornado de fogo (apelidado de Firenado em inglês) foi registrado no condado de Riverside (veja no vídeo acima), que está localizado entre as cidades de Los Angeles e San Diego.
Tornado de fogo é registrado na Califórnia em 29 de agosto de 2021
Reprodução
Os tornados de fogo acontecem quando uma corrente de ar frio entra no topo de uma coluna do ar quente provocado pelas chamas, causando um redemoinho similar ao que surge quando é formado um tornado “comum”.
O incêndio Chaparral, como vem sendo chamado, permanece ativo nesta quarta-feira (1º) e já dura quatro dias. Ele consumiu cerca de 580 hectares de floresta, segundo estimativa do corpo de bombeiros.
Incêndio no condado de Riverside na Califórnia
G1 Mundo
A Califórnia passa por uma forte temporada de calor e seca, e registrou, desde o início do verão no hemisfério norte, ao menos 6,9 mil focos de queimada segundo o CalFire.
Moradores da área próxima à Floresta Nacional de Cleveland precisaram deixar suas casas, medida que afetou ao menos 11 mil pessoas, de acordo com censo americano feito em 2010.
Helicóptero do CalFire tenta controlar incêndio em floresta da Califória em 29 de agosto de 2021
Cindy Yamanaka/The Orange County Register via AP

Fonte: G1 Mundo

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Itália amplia obrigação do passe de Covid para aviões, trens e ônibus


Policial verifica o telefone de uma passageira na estação de trem Porta Garibaldi, em Milão, em 1º de setembro de 2021 na Itália
Luca Bruno/AP
A Itália ampliou nesta quarta-feira (1º) a obrigação do uso do documento de saúde conhecido como “passe verde”, tornando-o obrigatório para quem viaja em trens de alta velocidade, aviões, balsas e ônibus interregionais.
O “passe verde” é um certificado digital ou de papel que mostra se a pessoa recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, teve um exame negativo para o vírus ou se recuperou da doenla recentemente.
O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, adotou o passe no início do verão, em meados de junho, para tentar incentivar as pessoas a se vacinarem.
Ele inicialmente era necessário para entrar em pontos culturais e de lazer, mas sua obrigatoriedade está crescendo gradualmente.
O esquema provoca protestos de alguns italianos, que afirmam que ele viola liberdades, e oponentes prometem bloquear o trânsito de rodovias em manifestações marcadas ainda para esta quarta-feira.
Mas como 70,1% de todos os italianos de mais de 12 anos estão totalmente vacinados, a grande maioria das pessoas parece apoiar a campanha de inoculação e o uso do Passe Verde.
“Eles estão certos de pedir o Passe Verde. Se você não quer receber a vacina, então fique em casa e não viaje”, disse Alessia Colombi, uma moradora de Roma, na principal estação de trem da cidade.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, denunciou o que chamou de “clima de ódio” contra a campanha de vacinação contra Covid-19 depois que ele e vários outros políticos e especialistas médicos receberam ameaças nas redes sociais.
O governo já disse que professores precisarão do Passe Verde quando as escolas reabrirem neste mês depois das férias de verão. Na semana passada, autoridades disseram que estão cogitando ampliar o esquema para todos que trabalham em escritórios públicos ou supermercados.
Cerca de 129.221 pessoas já morreram de coronavírus na Itália desde a chegada da pandemia no ano passado, número de fatalidades só inferior ao do Reino Unido na Europa. Os casos novos se mantiveram relativamente estáveis em agosto, mas médicos temem que a variante Delta mais contagiosa possa causar um novo pico de infecções nas próximas semanas.
(Por Gabriele Pileri e Crispian Balmer)

Fonte: G1 Mundo

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‘Não se esqueça de mim’: afegão que foi intérprete de Biden pede para sair do Afeganistão


Em 2008, o então senador e outros 2 legisladores visitavam o país quando uma tempestade de neve obrigou o helicóptero em que estavam a pousar em uma área remota. Combatentes do Talibã montam guarda em frente ao Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, após a retirada dos Estados Unidos da capital do Afeganistão, em 31 de agosto de 2021
Khwaja Tawfiq Sediqi/AP
Um intérprete que ajudou a resgatar o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma tempestade de neve no Afeganistão anos atrás, está escondido do Talibã depois de não conseguir pegar um voo para escapar de Cabul.
Em 2008, o então senador Biden e outros dois legisladores visitavam o Afeganistão quando uma tempestade de neve obrigou o helicóptero em que viajavam a pousar em uma área remota, relata o jornal “The Wall Street Journal” na terça-feira (31).
O intérprete, que o jornal chama de “Mohammed” para proteger a identidade, trabalhava com frequência para o Exército americano naquele momento, participando de missões de combate.
Diante do risco de Biden e os outros dois senadores — Chuck Hagel e John Kerry — serem atacados por talibãs, Mohammed se juntou à missão militar que partiu da base aérea de Bagram para resgatá-los.
Veterano da Guerra do Vietnã, Kerry foi secretário de Estado do governo Barack Obama e atualmente é enviado especial do governo Biden para o clima.
O então vice-presidente dos EUA, Joe Biden (à esquerda), o então presidente americano, Barack Obama, e então secretário de Estado americano, John Kerry, em foto de 2015
Jonathan Ernst/Reuters
Pedido não processado
Treze anos depois, Mohammed não conseguiu processar sua solicitação de imigração para os EUA a tempo de ser retirado do país após o Talibã voltar ao poder.
“Olá, senhor presidente: salve a mim e minha família”, disse Mohammed ao jornal na segunda-feira (30), o último dia da operação de evacuação de civis liderada pelos EUA. “Não se esqueça de mim aqui”.
O jornal relata que Mohammed, sua esposa e seus quatro filhos estão escondidos, preocupados com a repressão dos talibãs agora que assumiram o poder.
Após a publicação da reportagem, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os EUA vão ajudá-lo. “Nossa mensagem para ele é obrigado por lutar ao nosso lado nos últimos 20 anos”, declarou Psaki. “Vamos tirá-lo de lá. Honraremos seu serviço”.
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2º brasileiro e família são retirados do Afeganistão, diz Itamaraty
Entenda: O que pode acontecer após os EUA deixarem o país?
Avião militar dos EUA decola do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, nesta segunda-feira (30), pouco antes do fim do prazo de retirada das tropas do país.
AP Photo/Wali Sabawoon
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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A solução suíça para irrigar terras semiáridas que desafia a gravidade


Agricultores e produtores de vinho do século 15 na Suíça encontraram uma solução perigosamente criativa para irrigar suas terras montanhosas que está em uso ainda hoje. Trilha de 6 km de extensão — conhecida como Torrent Neuf, na Suíça
Karen Desjardins/Getty Images/BBC
Adjacente a uma parede rochosa, uma série de canais de madeira desgastados conduziu nosso grupo de caminhada por penhascos a uma altitude de 1.200 m.
Somente graças aos corrimões e às redes de segurança montadas fomos capazes de percorrer a trilha de 6 km de extensão — conhecida como Torrent Neuf.
Os agricultores e vinicultores do século 15 do Vale do Rhône que ousaram construir estes canais de irrigação suspensos não tinham nada além de uma pá, picareta e cordas gastas.
Crise da água no Brasil: últimas noticias
Foi um trabalho perigoso que custou vidas — mas salvou uma pequena região da Suíça da quase seca.
A Suíça pode ser chamada de “caixa d’água da Europa”, mas uma região no sudoeste do país, Valais, sofreu historicamente com uma aridez exacerbada pelo foehn, um vento notoriamente quente e seco encontrado aqui.
Fazendo fronteira com a Itália ao sul e a França a oeste, a região em forma de L se estende do poderoso Matterhorn ao Lago Genebra.
Os solos aluviais das encostas mais baixas do Valais são atapetados com pomares de frutas, onde cerca de 70 variedades de damascos amadurecem nos verões mediterrâneos da região.
Enquanto isso, nas pastagens alpinas do alto Valais de língua alemã, é possível ouvir os sinos de animais nativos, como as ovelhas Valais Blacknose e os gados Herens, na sombra dos Alpes.
Esses mesmos picos de mais de 4 mil metros protegem os vinhedos plantados em socalcos (técnica de cultivo em degraus) do Valais, tingindo de verde as dramáticas encostas voltadas para sudeste do Vale do Rhône.
Este é o coração da indústria de vinhos requintados da Suíça, onde variedades endêmicas, como Amigne e Goron de Bovernier, colocaram safras suíças no mapa mundial.
Apesar de ser cercada por algumas das montanhas mais úmidas do país, a região chamuscada pelo sol e esculpida por geleiras recebe apenas 500 mm de chuva por ano, apresentando um desafio de engenharia único para a irrigação.
Canais de irrigação que desafiam a gravidade, conhecidos como bisses, foram projetados para desviar a água do degelo glacial de riachos de montanha para pastagens e vinhedos em altitudes mais baixas.
Até hoje, 200 deles, totalizando 1,8 mil km de extensão, fornecem água para 80% da área irrigada do Valais.
Medindo entre 0,5 m e 2 m de largura, o mais primitivo dos bisses do Valais foi talhado na rocha. Outros, como o Bisse des Sarrasins, de 500 anos, no distrito de Sierre, no centro de Valais, foram escavados em troncos de árvores.
Mas as verdadeiras maravilhas da engenharia foram os “canais suspensos”, projetados para guiar a água de geleiras distantes ao redor de desfiladeiros nos recantos mais selvagens da região.
Localizados a 1,2 mil m acima da margem leste do rio Morge em Savièse (uma sub-região de Valais Central), os canais suspensos de Torrent Neuf, do século 15, foram construídos especificamente para capturar o leite glacial antes que caísse em um desfiladeiro.
Usando lariços derrubados da Foret du Ban du Torrent, os trabalhadores criaram uma série de conduítes de madeira de três lados que poderiam proteger contra avalanches e quedas de pedras.
Em uma verdadeira apresentação de corda bamba, os homens se penduravam nas pontas das cordas, ancorando esses canais suspensos aos penhascos de calcário, com uma fileira dupla de vigas de madeira chamadas boutzets.
Depois de regar o planalto sedento de Savièse por cinco séculos, os canais suspensos de Torrent Neuf foram aposentados em 1935.
Responsável por encabeçar a idade de ouro dos bisses em 1400 graças ao seu sucesso na irrigação de terras improdutivas, o canal do Torrent Neuf foi restaurado em 2013 como parte do patrimônio cultural.
Nos vales mais baixos do Valais, os bisses eram talhados em terra.
Os detritos da escavação reforçaram as margens externas do canal, como no segmento florestal rio abaixo de Torrent Neuf, conhecido como Bisse de Ste Marguerite, alimentado pela geleira Tsanfleuron. Moradores de Savièse, como Lydwine Bruchez, continuam a obter água dele.
A agricultora cria cavalos, gados Herens e um rebanho de 120 ovelhas Suffolk em seus 60 hectares de terra.
“Graças aos bisses, nós [agricultores] temos forragem para nossos animais. É uma questão de sobrevivência para a agricultura do Valais”, diz Bruchez.
“Água é vida, simples assim.”
O Valais, que se estende do Lago Genebra ao Matterhorn, é a região mais seca do país
Sbosserty/Getty Images/BBC
Em um dia quente e abafado de maio, eu assisti incrédula quando Bruchez ergueu ao ar uma placa de ferro de 5 kg (uma herança de família) no ar, antes de mergulhá-la em um pequeno canal de água que corria pelo seu campo repleto de flores.
A ação — baseada em uma prática antiga conhecida como “zetti” — desvia a água temporariamente para inundar as terras dos agricultores pelo escoamento.
Minutos antes, Bruchez havia levantado a comporta de um pequeno bisse localizado a apenas 100 metros de distância para criar o canal de água artificial.
Normalmente, os únicos portadores das chaves dessas pequenas comportas manuais são os guardas do canal, como Philippe Emery, cujas responsabilidades incluem a manutenção e limpeza do bisse, além de coordenara distribuição de sua água.
Ele é o zelador do Bisse de Lentine de Savièse — localizado acima da capital medieval de Valais, Sion — há 13 anos.
Cercado por um muro de contenção de pedra, o Bisse de Lentine tem 4 km de comprimento, sendo marginado por um caminho de vinhedos, que se estende ao longo da margem norte do rio Rhône.
A visão de um escorpião passando é uma pista do clima semi-árido de Valais, onde seis espécies de cactos prosperam, ao lado de figos e cobras.
“Encontrei uma víbora de 2 m de comprimento espreitando aqui uma vez”, conta Emery, cuidadosamente agachado sobre o bisse para remover a placa de metal que aumenta o nível da água.
Destravando a comporta, ele redirecionou a água do bisse para um barril de metal de 200 litros próximo.
Conhecido como o ‘Rei dos Bisses’, o Bisse d’Ayent é homenageado na nota de 100 francos suíços
Van der Meer Rene/Alamy/BBC
Esses “reservatórios” privados e comunitários são de onde os produtores locais retiram água para seus vinhedos, geralmente começando em maio, quando a chuva diminui, continuando até setembro.
Nenhuma parcela de terra é deixada sem uso pelos incansáveis ​​produtores de vinho da região, que contam com alguns dos vinhedos mais íngremes do mundo.
O proprietário da vizinha Cave L’Orpailleur, Frédéric Dumoulin, cuida de terrenos medindo apenas 1 mil m².
Aderindo de forma improvável a encostas com 30 graus de inclinação, suas videiras Chardonnay crescem a 900 m.
Todas as 20 uvas de Dumoulin (incluindo variedades indígenas, como Petite Arvine) são nutridas pelo Clavau — um bisse construído em 1453 pelo Bispo de Sion.
Graças às suas vistas alpinas cobertas de neve e ao acesso direto aos guérites (bares de vinho), o Bisse de Clavau também serve como uma trilha de caminhada bastante frequentada.
É um de uma série de passeios por bisses misericordiosamente planos na região que provaram ser uma bênção para o turismo regional.
Começando na vila de St-Romain, o caminho de 8 km de Bisse de Clavau serpenteia vinhedos vertiginosos que descem até o rio Rhône — uma faixa turquesa cintilante ladeada por encostas verde-esmeralda.
Eu segui o som do zumbido de abelhas e do borbulhar da água que fluía alternadamente pelos canais de concreto ao ar livre do bisse, túneis de pedra e conduítes de metal.
Uma pessoa que sabe mais do que ninguém sobre os antigos cursos de água da região é o veterano Jean-Charles Bornet.
Criado nas dobras do vale ensolarado de Nendaz — que abriga a maior rede de bisses do Valais —, o conselheiro local guarda boas lembranças do Bisse Vieux.
“Me lembro de subir aqui quando era menino com uma enorme mochila de piquenique que pesava mais do que eu”, conta Bornet, enquanto seguimos os contornos dos canais sob a sombra de abetos.
“É onde passei muitos fins de semana, e ainda passo.”
Documentado pela primeira vez em 1640, o Bisse Vieux de 1,6 mil m de altura é o único que transporta água durante todo o ano, proveniente da geleira Grand Désert dos Alpes Peninos.
A placa de ferro de 5 kg que Lydwine Bruchez usa para desviar o fluxo de água é uma herança de família
Sarah Freeman/BBC
É também um exemplo clássico de como essa tecnologia de irrigação indígena foi adaptada para terrenos desafiadores.
No meio do caminho ao longo de seu curso de 7 km, a água desce em cascata por uma série de calhas de metal escalonadas, que mergulham 5 m para percorrer um cume rochoso.
Em um trecho mais plano, Bornet aponta para os restos de uma enorme pedra na margem do bisse, fragmentada por dinamite.
“Este foi o trabalho de um agricultor local de damasco que por acaso tinha uma licença de dinamite”, diz ele, explicando que as rochas que se soltam pelo derretimento da neve e detritos naturais, como galhos, podem muitas vezes obstruir o bisse, exigindo algum tipo de intervenção “explosiva”.
Atravessando várias bacias hidrográficas, bisses mais longos como o da vila de Saxon — de 26 quilômetros — eram um alvo fácil para os ladrões de água no século 14.
A solução? Um martelo de alerta movido a água, erguido por uma roda de pás a cada curva, que funciona ainda hoje.
Os bisses desviam a água do degelo glacial de riachos da montanha para pastagens e vinhedos em altitudes mais baixas
Sarah Freeman/BBC
Os guardas passavam a noite em cabines de madeira ao lado deles, prontos para dar o bote se o martelo silenciasse, o que também poderia indicar um bloqueio no bisse rio acima.
“Hoje em dia, um guarda pode saber apenas pelo som da água se uma pedra está bloqueando algum trecho ao longo de seu curso”, afirma Bornet, enquanto tira um galho do bisse.
Embora muitos suíços fora do Valais não tenham ouvido falar dos bisses, a nota de 100 francos suíços é adornada com a ilustração de um dos mais espetaculares: o Bisse d’Ayent.
Construído em 1442, sua passagem de canais suspensos adjacentes a um cume rochoso de 1,8 mil m são um feito da engenharia que rendeu a ele o apelido de “Rei dos Bisses”.
“Os bisses são o resultado da engenhosidade e audácia do Valais e do seu povo”, diz Emilie Morard, chefe do Conselho de Turismo de Mercados Europeus do Valais.
“Somos orgulhosos deste conhecimento ancestral.”

Fonte: G1 Mundo

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A premiada imagem de ‘papa-léguas’ diante de muro entre EUA e México


Mexicano Alejandro Prieto foi escolhido Fotógrafo de Pássaros do Ano por capturar imagem de pássaro caminhando próximo ao muro da fronteira entre México e Estados Unidos. Alejandro Prieto documentou a vida selvagem e os ecossistemas da fronteira sul dos Estados Unidos
Alejandro Prieto/Bird Photographer of the Year
Um pássaro solitário diante da imensidão do muro que separa o México dos Estados Unidos.
A imagem do mexicano Alejandro Prieto se destacou entre os 22 mil participantes do concurso “Bird Photographer of the Year” (Fotógrafo de Aves do Ano).
Nela, um pássaro é visto em frente à imponente parede cheia de fios e pontas.
E não qualquer ave: é o papa-léguas, a espécie de ave mais famosa do sudoeste da América do Norte — ele caminha e corre no solo e só alça voo quando necessário.
Ele é conhecido também por ter inspirado o personagem de desenho animado Papa-Léguas, de pernas longas e que emitia o som “bip-bip” — e que estava sempre escapando de seu predador, o Coiote.
A foto, segundo Prieto, evidencia a ameaça que o muro representa para a biodiversidade da região de fronteira, caracterizada por ser um delicado ecossistema com alto fluxo migratório de animais e pássaros que se deslocam para o norte e sul do continente.
Nessa região, várias espécies precisam cruzar a fronteira para acasalar com seus primos geneticamente diferentes — como a onça-pintada norte-americana ou o urso negro, que foi reintroduzido no Texas na década de 1990.
Deserto ameaçado pelo muro de Trump
“O muro na fronteira atravessa desertos, montanhas e até manguezais. É uma área não só desértica, mas também de grande biodiversidade, com mais de 1,5 mil espécies de animais e plantas ameaçadas pelo muro”, alertou Prieto.
“Eu vi muitos animais diferentes chegarem até a parede antes de se virar e voltar”, acrescentou.
O fotógrafo, nascido em Guadalajara, documenta a vida selvagem da fronteira há mais de um ano.
Nos meses em que passou capturando imagens, ele conta que enfrentou a perseguição do controle de fronteira e a presença constante de cartéis de drogas.
O prêmio é de 5 mil libras esterlinas (cerca de R$ 35 mil).
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Vídeo mostra crianças sendo jogadas de muro entre EUA e México
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Fonte: G1 Mundo

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Portugal libera entrada de viajantes do Brasil


Após um ano e meio de fronteiras fechadas, pessoas que viajam a Portugal por um motivo que não seja essencial poderão entrar no país. Imagem de pessoas com máscaras no aeroporto de Lisboa, em 15 de junho de 2020
Rafael Marchante/Reuters
Depois de um ano e meio, o governo de Portugal reabriu a possibilidade de viagens entre o país e o Brasil nesta quarta-feira (1º), com uma medida divulgada na publicação oficial portuguesa, o Diário da República.
O parágrafo do texto libera viagens não essenciais do Brasil e dos Estados Unidos.
Os turistas brasileiros foram vetados em um grande número de países por causa da alta incidência de Covid-19 —foram quase 21 milhões de casos no Brasil e cerca de 580 mil mortes causadas pela doença.
No entanto, nos últimos meses, os outros países têm liberado a entrada de viajantes que partem do Brasil.
Veja abaixo uma reportagem da liberação de brasileiros que iam para viagens consideradas essenciais.
Portugal passa a aceitar entrada de brasileiros no país; veja regras
Até esta quarta-feira, 1 de setembro de 2021, os cidadãos brasileiros não podiam entrar como turistas em Portugal, mas apenas se a viagem fosse considerada essencial (por exemplo, por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias).
Vacinação em Portugal
Os turistas brasileiros não precisam mais fazer uma quarentena, mas devem mostrar um comprovante de um teste de Covid-19 que deu negativo.
Não há referência, no texto do Diário da República, a apresentação de comprovante de vacinação.
Em Portugal, 73% da população está plenamente vacinada, de acordo com dados do Ministério da Saúde do país. O plano para reabrir as fronteiras leva esse dado em conta.
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Fonte: G1 Mundo

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As afegãs especialistas em robótica que escaparam do Talibã

Cinco adolescentes de um grupo que ganhou manchetes internacionais por desafiar barreiras de gênero e educacionais no Afeganistão agora estão em segurança no México. Meninas afegãs de grupo de robótica escampam do Talibã e desembarcam no México
As “Afghan Dreamers” (Sonhadoras Afegãs) eram vistas como um farol de esperança para as mulheres em seu país.
Elas são um grupo de cerca de 20 adolescentes entre 13 e 18 anos que formaram a primeira equipe feminina de robótica em um país onde o desenvolvimento da ciência nunca foi uma prioridade geral (e menos ainda para as mulheres).
Mas o rápido retorno do Talibã ao poder no dia 15 de agosto colocou todas as suas conquistas em risco. Na última vez em que esteve no governo, nos anos 1990, o grupo fundamentalista islâmico restringiu os direitos das mulheres de trabalhar e estudar.
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Desde então, milhares de pessoas como as “sonhadoras afegãs” tomaram a difícil decisão de abandonar seu país e buscar refúgio no exterior, temendo a repressão e os castigos do Talibã.
Foi assim que, depois de cruzar seis países e enfrentar vários percalços burocráticos, as cinco jovens que fundaram a equipe de robótica (Fatemah Qaderyan, Lida Azizi, Kawsar Roshan, Maryam Roshan e Saghar Salehi) receberam, na última terça-feira (24/8), asilo temporário no México.
‘Um mundo com igualdade de gênero’
As meninas faziam parte de um grande grupo de refugiados afegãos que foram levados ao México e a outros países latino-americanos recentemente.
“Elas fazem parte da equipe de robótica do Afeganistão e estão lutando por um sonho: um mundo com igualdade de gênero. Bem-vindas”, tuitou o chanceler mexicano Marcelo Ebrard.
Segundo o governo mexicano, as meninas receberam visto humanitário, que lhes permitirá permanecer no país por pelo menos seis meses, com possibilidade de prorrogação.
Elas também receberão hospedagem e alimentação gratuita, graças ao apoio de várias organizações.
‘Não queria que nossa história acabasse pelas mãos do Talibã’, diz afegã de grupo de robótica feminino que escapou do Afeganistão
Ao elogiar a iniciativa, grupos de direitos humanos também criticaram o contraste entre as calorosas boas-vindas dadas às meninas afegãs e o tratamento dispensado a migrantes latino-americanos na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Muitos deles são forçados a voltar a seus países de origem — e muitos relatam ter sido vítimas de abusos, maus tratos e violência.
Quem são essas garotas?
As “sonhadoras afegãs” foram reunidas há quatro anos por Roya Mahboob, uma empreendedora de tecnologia que administra o Digital Citizen Fund (Fundo da Cidadã Digital).
É uma ONG com sede nos Estados Unidos que ajuda meninas e mulheres em países em desenvolvimento a ter acesso à tecnologia e oferece aulas em disciplinas como ciências, engenharia, matemática e robótica.
No Afeganistão, o projeto foi centrado em Herat, no oeste do Afeganistão, para promover a ciência e empoderar meninas afegãs em um país onde o papel das mulheres era limitado à casa durante a passagem anterior do Talibã no poder (1996-2001).
Logo após a criação do grupo, em 2017, as adolescentes começaram a receber atenção internacional ao conquistar o Prêmio Especial no Campeonato Internacional de Robótica, realizado em Washington DC.
O prêmio surpreendeu não só porque eram adolescentes vindas de um país onde mulheres e meninas não tinham direitos básicos, mas também porque elas tiveram que superar inúmeros obstáculos para chegar aos Estados Unidos.
Depois de serem aceitas para a competição — a primeira vez que alguém do Afeganistão conseguiu fazê-lo — elas viajaram mais de 800 km de estrada de suas casas em Herat até a embaixada dos Estados Unidos em Cabul.
Quando chegaram lá, porém, seu visto foi negado. Elas tentaram novamente e tiveram o visto negado de novo.
Apenas uma intervenção especial do então presidente, Donald Trump, permitiu a viagem, embora a concessão do visto não tenha sido o fim de suas aventuras.
Pouco antes da viagem a Washington, o governo afegão confiscou os materiais que elas planejavam usar na competição.
Quando as meninas finalmente conseguiram chegar a Washington, obtiveram destaque na imprensa americana após todos os obstáculos enfrentados em sua viagem.
Combate à Covid-19
Depois disso, as adolescentes também ganharam popularidade no Afeganistão.
Quando a pandemia da Covid-19 começou no ano passado, elas se reuniram com um grupo de médicos, engenheiros e acadêmicos para tentar encontrar soluções para um desafio.
Herat estava lutando contra a falta de respiradores artificiais.
As “Afghan Dreamers” propuseram um projeto para construir respiradores usando um projeto de engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e peças e acessórios de carros.
Depois de obter permissão dos especialistas americanos para usar o protótipo, eles arregaçaram as mangas.
Muitas das meninas trabalhavam em jejum porque era o mês do Ramadã, no qual os muçulmanos praticantes não comem até o pôr do sol.
Medidas de distanciamento social também as forçaram a trabalhar individualmente. Algumas até se encontravam apenas na hora de montar as peças em que cada uma trabalhava — e várias “sonhadoras” adoeceram com a covid-19.
A fuga
À medida que as “sonhadores afegãs” eram reconhecidos internacionalmente e em casa, o grupo cresceu em membros, incluindo meninas nascidas depois de 2001, quando o Talibã foi deposto pela invasão liderada pelos EUA após os ataques de 11 de setembro.
Com o retorno do grupo islâmico linha-dura ao poder, as meninas temiam represálias.
Depois de várias tentativas fracassadas de deixar o país, nove membros conseguiram voar para o Catar com a ajuda do Digital Citizen Fund.
“Quando soubemos que Cabul iria cair, entramos em contato com o Ministério [das Relações Exteriores do Catar] e eles imediatamente começaram a expedir os vistos para retirá-las”, disse Elizabeth Schaeffer Brown, membro do conselho do Digital Citizen Fund, à BBC.
Foi assim que souberam que o México havia aprovado seu pedido de asilo.
“Eles não apenas salvaram nossas vidas, mas também nossos sonhos, os sonhos que estamos tentando realizar”, disseram as meninas em entrevista coletiva após chegar à Cidade do México.
‘Nossa história não terá um final triste’
Elas explicaram que desde que o Talibã recuperou o poder, a situação “não estava mais a nosso favor”.
“Nesse regime, nós, meninas, temos dificuldades (…) por isso estamos gratas por estar aqui.”
As “sonhadoras” também disseram que, segundo a interpretação do Talibã da lei islâmica, seria muito difícil para elas continuarem se dedicando à ciência.
“Nossa história não terá um final triste por causa do Talibã”, disseram as meninas.
De acordo com reportagens na imprensa, as meninas já receberam ofertas de bolsas de várias universidades americanas.

Fonte: G1 Mundo

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327 migrantes são encontrados em condições ‘subumanas’ no México


Autoridades não especificaram as nacionalidades dos migrantes nem seu destino, mas muitos habitantes da América Central atravessam o México para tentar entrar nos Estados Unidos. Imigrantes da América Central e do Caribe resgatados por autoridades mexicanas em uma casa em Cadereyta, no México, em 31 de agosto de 2021
Instituto Nacional de Migração do México via Reuters
Um total de 327 migrantes, incluindo cerca de 120 menores, foram encontrados amontoados em condições “subumanas” em uma casa em Nuevo Leon, estado no norte do México, informou o governo mexicano na terça-feira (31).
O Secretário do Interior detalhou que a casa fica na cidade de Cadereyta e foi localizada após alguns imigrantes irem a um hospital da região para visitar um paciente internado.
“Os 327 migrantes estrangeiros ficaram sem água e comida e em condições subumanas, amontoados, vulneráveis e em condições anti-higiênicas, que colocam suas vidas em risco”, diz o secretário em um comunicado.
As autoridades mexicanas não especificaram as nacionalidades dos migrantes nem seu destino.
Rota para os EUA
Cadereyta é uma cidade a cerca de 40 km de Monterrey e a menos de 250 km da fronteira com os Estados Unidos, em uma rota de migrantes por ser uma das mais curtas através do México.
A maior parte dos migrantes que atravessam o país são da América Central e têm como destino os EUA. Mas autoridades de imigração mexicanas geralmente deportam os detidos.
A descoberta ocorre enquanto duas caravanas, com algumas centenas de pessoas, avançam em Chiapas, estado no sul do México. Os grupos percorrem a rodovia tentando contornar as operações da Guarda Nacional para detê-los.
Fugindo da violência e da pobreza em seus países, os centro-americanos tentam chegar aos EUA em busca de refúgio. Mas o governo mexicano destacou mais de 27 mil guardas nacionais e militares para conter a migração ilegal pelo país.
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Fonte: G1 Mundo