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Juízas brasileiras organizam grupo para tentar resgatar juízas afegãs

Há cerca de 270 magistradas no Afeganistão, mas algumas delas já foram assassinadas, de acordo com juízas brasileiras que coordenam esforços para dar vistos e trazê-las para o Brasil. Juízas afegãs pedem ajuda ao Brasil para fugir do Talibã
A seção do Brasil da Associação Internacional de Juízas está se movimentando para tentar ajudar cerca de 270 magistradas que atuavam no Afeganistão e que, agora, são perseguidas no país.
Maria Elizabeth Rocha, juíza do ministra do Superior Tribunal Militar, e Amini Haddad, da Associação Internacional de Juízas no Brasil, deram uma entrevista à GloboNews nesta terça-feira (31) para falar sobre o que têm feito para tentar ajudar essas afegãs.
“Será difícil resgatar todas essas mulheres, já não são mais 270, algumas já morreram, lamentavelmente foram assassinadas”, disse Rocha.
VÍDEO: Talibã comemora com tiros saída de tropas americanas do Afeganistão
Os Estados Unidos terminaram a retirada de suas tropas do Afeganistão na segunda-feira. O presidente Joe Biden não quis estender a retirada das tropas para além do prazo estabelecido, de 31 de agosto, e afirmou que a comunidade internacional espera que o Talibã cumpra com o compromisso de permitir a saída daqueles que queiram deixar o país.
“Houve um acordo entre o Talibã e os EUA para estender mais 15 dias o resgate daquelas pessoas que têm concessão de visto”, afirma a juíza Rocha.
Como as juízas afegãs precisarão de vistos para sair do país, as brasileiras tentam acelerar o processo de concessão de visto tanto para as juízas afegãs como suas famílias.
O plano das juízas brasileiras é pedir ajuda ao Ministério da Defesa para que aviões militares ajudem no resgate das afegãs que consigam esses vistos brasileiros.
A juíza Rocha afirmou que as negociações com outras autoridades do Brasil estão promissoras. “Eu tive uma notícia de que até quinta-feira será editada uma portaria conjunta entre os ministérios das Relações Exteriores e Justiça para providenciar aquilo que estamos solicitando: asilo e a concessão de passaportes diplomáticos para as famílias das refugiadas”, disse ela.
As juízas brasileiras também tentam encontrar o general Braga Netto, ministro da Defesa, para “solicitar o deslocamento de aeronaves brasileiras para resgatar essas mulheres”.
Segundo a juíza Rocha, diversas associações e ordens de classe têm atuado na operação: “Todos nos unimos para conseguir não apenas esses passaportes humanitários e asilos, mas também acolhimento, é preciso recebermos essas mulheres e seja disponibilizado moradia, alojamentos, abrigos, tradutores e seja dada a elas condições para que elas possam sobreviver dignamente dentro do território nacional”, afirmou ela.
As brasileiras não estão conversando diretamente com as afegãs. Juízas do Paquistão e da Turquia estão dando informações sobre as afegãs. No entanto, sabe-se pouco sobre o que tem acontecido, segundo Rocha, pois muitas informações não estão sendo disponibilizadas por uma questão de segurança.
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Fonte: G1 Mundo

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2º brasileiro e família são retirados do Afeganistão, diz Itamaraty

Cidadão brasileiro e 6 familiares afegãos foram levados até o Paquistão, em operação terrestre conduzida pela Embaixada do Brasil em Islamabad junto com o governo paquistanês. O governo brasileiro retirou do Afeganistão o segundo cidadão brasileiro que havia pedido para deixar o país junto com a sua família, afirmou o Itamaraty na noite de segunda-feira (30). A identidade dele e dos familiares não foi revelada.
Na sexta-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores informou que tinha conseguido retirar um primeiro cidadão brasileiro e que permanecia em “intensa articulação” para resgatar um segundo brasileiro.
“O governo brasileiro concluiu, com êxito, a retirada do Afeganistão de dois nacionais brasileiros, bem como de suas famílias, que haviam solicitado auxílio do Itamaraty para deixar aquele país”, afirmou o ministério em nota. “Todos se encontram em boas condições de saúde e em segurança”.
Segundo o Itamaraty, o primeiro brasileiro estava acompanhado de cinco familiares afegãos e foi evacuado para a Espanha na quinta-feira (26), com ajuda dos governos da Alemanha e da Espanha.
No domingo (29), um segundo cidadão brasileiro e seis familiares afegãos foram levados até o Paquistão, em operação terrestre conduzida pela Embaixada do Brasil em Islamabad em coordenação com o governo paquistanês.
O Itamaraty disse que “segue monitorando a situação dos cidadãos brasileiros que manifestaram interesse em permanecer no Afeganistão” e que “está também atento aos pedidos de afegãos com visto de residência no Brasil, dentro das possibilidades legais de apoio a estrangeiros”.

Fonte: G1 Mundo

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A jovem prefeita afegã que se escondeu em carro para fugir de Cabul


Uma das primeiras prefeitas do Afeganistão conseguiu fugir em meio ao caos no aeroporto de Cabul. Ghafari se escondeu no carro para passar por postos de controle do Talebã
Zarifa Ghafari/Arquivo pessoal
A tomada de Cabul pelo Talibã foi um momento assustador para Zarifa Ghafari, uma das primeiras prefeitas do Afeganistão.
Quando os extremistas chegaram à capital, Ghafari se deu conta de que sua vida corria sério perigo. Poucos dias depois ela fugiu com sua família para a Alemanha, onde contou à BBC como conseguiu deixar seu país natal.
Ghafari, de 29 anos, era uma autoridade pública proeminente e defensora dos direitos das mulheres no Afeganistão. Ela diz que isso a tornava uma ameaça ao Talibã, conhecido por oprimir mulheres em seu primeiro governo no país nos anos 1990. “Minha voz tem o poder que nenhuma arma tem”, diz ela.
A segurança vinha sendo uma preocupação constante para ela nos últimos anos. A jovem sobreviveu a vários atentados contra sua vida desde 2018, quando se tornou prefeita de Maidan Shar, aos 26 anos.
Ghafari se tornou prefeita da cidade de Maidan Shahr em 2018
Zarifa Ghafari/Arquivo pessoal
Apesar de sua vitória, grande parte da população da cidade era muito conservadora e apoiava o Talibã.
No início, Ghafari se manteve em seu posto e desafiou o regime que começava a tomar conta do país, mesmo temendo a morte durante a rápida tomada de poder pelo grupo fundamentalista. Mas rapidamente esse otimismo se transformou em desespero.
Ghafari foi aconselhada a se mudar de sua casa — preocupação que se mostrou realista quando combatentes do Talibã apareceram em sua casa e espancaram seu segurança.
As ameaças culminaram na morte de seu pai, no ano passado. Ele era um membro sênior do exército afegão e Ghafari suspeita que ele tinha inimigos no Talibã.
Quando o Talibã assumiu o poder em meados de agosto, Ghafari decidiu que havia chegado a hora de deixar o país.
No dia 18, ela providenciou um carro para levá-la com sua família ao aeroporto de Cabul. Ela se escondeu embaixo do banco de trás do carro, para se proteger do Talibã quando o carro passava por postos de controle dos militantes.
A prefeita foi alertada que o país não eram mais seguro para ela
Zarifa Ghafari/Arquivo pessoal
“Quando chegamos ao portão do aeroporto, havia combatentes do Talibã por toda parte”, diz ela. “Eu estava me esforçando para ficar escondida”.
No aeroporto, o embaixador turco em Cabul a ajudou a embarcar em um voo para Istambul. De lá, ela e sua família voaram para a Alemanha.
“Quando perdi meu pai, achei que nunca mais me sentiria tão mal na vida”, diz ela. “Mas quando embarquei no avião para deixar meu país, foi mais doloroso do que perder meu pai.”
O dia em que Cabul foi tomada foi o pior momento de sua vida, diz ela. “Nunca vou conseguir lidar com a dor em meu coração. Nunca planejei deixar meu país”.
Ghafari conseguiu pegar um avião até a Turquia e depois até a Alemanha
BBC
‘As forças estrangeiras não vão nos ajudar’
Ghafari agora está na cidade alemã de Düsseldorf, onde considera que está mais segura. Ela reconhece que teve sorte, pois as cenas no aeroporto de Cabul foram se tornando cada vez mais caóticas e perigosas.
A jovem líder política diz que pretende se encontrar com líderes mundiais para chamar a atenção para a vida dos afegãos que vivem sob o domínio do Talibã.
Ela diz que está disposta a dialogar com o Talibã, mesmo que não confie no grupo – especialmente em relação aos direitos das mulheres.
“As forças estrangeiras não estão indo nos ajudar. Precisamos resolver os problemas com o Talibã, e eu estou pronta para assumir essa responsabilidade”, diz ela.
A prefeita trabalhava com o Ministério da Defesa para ajudar vítimas de guerra
Zarifa Ghafari/Arquivo pessoal
Quando o Talibã tomou controle do Afeganistão pela primeira vez, entre 1996 e 2001, o regime impôs uma versão ultraconservadora e extremista da Sharia, a lei islâmica que rege a vida dos muçulmanos. As mulheres eram proibidas de estudar e trabalhar.
Na semana passada, um porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, disse que sob o regime as mulheres “serão muito ativas na sociedade, mas dentro da estrutura do Islã”.
Ghafari, no entanto, não acredita na sinceridade dessas palavras. “As palavras deles nunca combinam com suas ações”.
Ela espera poder voltar ao Afeganistão um dia, quando for seguro. “Esse é meu país, eu o construí. Lutei por anos para construí-lo”.
Ao partir, Ghafari levou um pouco do solo arenoso do Afeganistão com ela. “Eu gostaria de devolver a pequena quantidade de areia que tirei do meu país de volta para o lugar dela.”
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Ghafari conseguiu embarcar pouco antes do aeroporto ser tomado por caos
Zarifa Ghafari/Arquivo pessoal
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Fonte: G1 Mundo

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Forçadas a fazer ’15 a 20 programas por dia’, brasileiras são resgatadas de rede de exploração em Londres

“Me venderam um sonho que virou um pesadelo”, diz hoje uma das brasileiras; detidos pelo caso foram condenados pela Justiça britânica. Todos os passos monitorados a distância pelo celular. Uma câmara escondida no quarto e ameaças de envio de vídeos íntimos para familiares. Passaporte, documentos e dinheiro confiscados. Contato com amigos proibido. Uma rotina forçada de sexo com 15 a 20 clientes por dia.
Era esse o cotidiano de três brasileiras resgatadas de trabalho análogo à escravidão pela polícia, no noroeste de Londres, em uma complexa investigação que começou em março do ano passado.
O caso chegou a um desfecho no dia 9 de agosto, quando Shana Stanley, uma mulher de 29 anos, e Hussain Edanie, um homem de 31, confessaram crimes de controle de prostituição e organização de viagem com intuito de exploração, envolvendo as três brasileiras e uma vítima inglesa.
Eles foram condenados e presos, mas suas penas ainda não foram divulgadas.
Os detalhes sobre o caso foram obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil e ilustram os graves riscos ligados a promessas fáceis de viagens e bolsas de estudos no exterior.
“Me venderam um sonho que virou um pesadelo”, diz hoje uma das brasileiras, que ainda se recupera de uma sequência assustadora de abusos no submundo da capital inglesa.
As identidades de todas as vítimas foram preservadas nesta reportagem.
“Seu atestado de morte”
As três brasileiras chegaram à Inglaterra em 2020, após receberem uma “bolsa de estudos” para um curso de inglês que duraria algumas semanas.
A polícia não deu detalhes sobre como as vítimas foram abordadas.
Pouco depois de desembarcarem, no entanto, elas se tornaram vítimas de um lucrativo mercado de tráfico humano que, segundo a ONU, afeta 2,5 milhões de pessoas todos os anos e movimenta mais de 30 bilhões de dólares.
“Graças à coragem e bravura das vítimas, conseguimos reunir evidências irrefutáveis que fizeram com que Edani e Stanley não tivessem outra opção a não ser se declarar culpados, o que impedirá que eles prejudiquem outras pessoas”, diz o detetive Pete Brewster, um dos responsáveis pela investigação.
Tudo começou depois que uma das brasileiras pediu ajuda à polícia, em março do ano passado, após uma discussão com a mulher recém-condenada pela Justiça inglesa.
Durante a briga, a vítima chegou a tentar telefonar para a polícia, mas foi empurrada por Stanley, que em seguida, segundo registros oficiais, a ameaçou:
“Você assinou seu próprio atestado de morte.”
Este foi o estopim para a brasileira insistir em buscar proteção policial e mostrar fotos da exploradora, dando início à investigação conduzida pela equipe de Escravidão Moderna e Exploração Infantil da Met Police, de Londres.
Em depoimento, a vítima contou que, pouco depois de começar o curso de inglês na cidade de Manchester, foi convocada a viajar a Londres para se encontrar com a mulher com quem havia negociado a bolsa de estudos.
Ao encontrá-la, ouviu que teria que assinar um contrato, do contrário “não poderia voltar para o Brasil”, “teria que viver nas ruas de Londres” e “nunca mais veria a família”.
Controle
O contrato, segundo a polícia, previa que a brasileira “vendesse seu corpo”. Aos investigadores, ela disse que não tinha alternativas e que assinou o documento com medo de não conseguir mais retornar ao Brasil.
A história se repetiu com as outras brasileiras, que também chegaram a Inglaterra após uma promessa de estudar inglês com curso, acomodação e passagens pagas.
Elas eram obrigadas a conseguir ganhar £500 por dia com programas (o equivalente a R$ 3.500 diários). Em troca, recebiam um pagamento semanal de £250 (R$ 1750), mais £50 (R$ 350) para alimentação.
Para conseguirem alcançar o alto valor estipulado pelos exploradores, as mulheres frequentemente se viam obrigadas a se encontrar com 15 a 20 clientes em um único dia, segundo a polícia.
O valor confiscado pelo casal serviria para, segundo eles, pagar os custos da viagem que as jovens acreditavam ter ganhado gratuitamente.
Nos quartos, tudo era filmado por câmeras controladas pelo casal. Eles diziam as vítimas que mandariam as imagens a suas famílias “se elas não fizessem o que foram pedidas”.
O nível de controle sobre os passos das brasileiras ia além.
As jovens receberam telefones celulares de trabalho, pelos quais recebiam por WhatsApp informações sobre horários de clientes e tinham seus movimentos monitorados por GPS.
Por algum tempo, elas foram obrigadas a irem acompanhadas até o curso de inglês – mas logo foram forçadas a abandonar as aulas.
Legislação
Segundo a lei britânica, a prostituição – ou a oferta de serviços sexuais em troca de dinheiro – é uma atividade legal. Por outro lado, a exploração da prostituição – por meio das figuras popularmente conhecidas como cafetões ou cafetinas – e a existência de bordéis ou prostíbulos é proibida em todo o território.
À reportagem, a polícia de Londres informou que “leva todos os relatos de escravidão contemporânea extremamente a sério e está empenhada em processar aqueles que se envolvem neste crime pernicioso”.
A corporação também afirma que “encoraja qualquer pessoa que tenha sofrido com esse tipo de crime a denunciá-los” e que as denúncias serão “tratadas com sensibilidade” e “investigadas minuciosamente”.
Prisões
Em abril de 2020, mês seguinte à denúncia da brasileira, a polícia londrina cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do casal e recolheu celulares, documentos, tabelas de preços e caixas de preservativos.
Milhares de libras em depósitos feitos em dinheiro foram identificados nas contas bancárias da dupla.
Foi depois destas buscas que os investigadores conseguiram identificar a vítima inglesa, uma mulher que acreditava ter sido identificada por agentes de modelos.
Após ganhar presentes e ter despesas pagas pelo casal, ela se viu forçada a “pagar a dívida” e obrigada a se prostituir.
“Edani e Stanley atraíram vítimas com falsas promessas para manipulá-las e explorá-las para ganhos financeiros pessoais. Eles não tinham absolutamente nenhum respeito pelas vítimas ou seu bem-estar, inclusive fazendo-as trabalhar longas horas por muito pouco em troca – mesmo quando elas não se sentiam bem”, diz o detetive Brewster.
“A única coisa que importava para eles era quanto dinheiro poderiam ganhar.”
Como se proteger
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mulheres e meninas respondem por 72% dos casos de tráficos de pessoas no mundo.
Nos casos envolvendo pessoas do sexo feminino, 83% são ligados a exploração sexual, 13% a trabalho forçado e 4% para outras finalidades.
Entre os homens, a proporção quase se inverte: 82% são traficados para trabalhos forçados, 10% com fins de exploração sexual, 1% para remoção de órgãos e 7% para outros objetivos.
O Conselho Nacional de Justiça dá seis recomendações para que as pessoas se protejam de golpes envolvendo tráfico humano.
A mais importante é duvidar de propostas de estudos ou trabalho “fácil e lucrativo”.
Sempre que receber uma proposta, peça documentos oficiais, leia contratos e busque informações sobre os autores da oferta com auxílio jurídico.
Quando as propostas incluírem viagens nacionais e internacionais, a atenção a estes detalhes deve ser ainda maior.
O Conselho também recomenda que as pessoas mantenham seus documentos pessoais protegidos e evitem compartilhar cópias com conhecidos ou amigos.
Antes de viajar, compartilhe o endereço, telefone e localização na cidade para onde está viajando com pessoas de confiança e mantenha telefones e endereços de consulados, ONGs que trabalhem com brasileiros e autoridades da região de destino sempre à mão.
Além disso, é importante manter comunicação frequente com familiares e amigos. Se algo acontecer e a comunicação for interrompida, eles notarão que há algo estranho e tomarão providências.
Se você souber ou desconfiar de casos de tráfico de pessoas, denuncie ligando para o número 100.

Fonte: G1 Mundo

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Ameaçados e sem liberdade, eles fugiram do Afeganistão dominado pelo Talibã


Conheça as histórias de quatro afegãos bem-sucedidos que têm em comum atividades incompatíveis com as regras ditadas pelo grupo extremista. Avião militar dos EUA decola do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, nesta segunda-feira (30), pouco antes do fim do prazo de retirada das tropas do país.
AP Photo/Wali Sabawoon
Em comum, eles não quiseram pagar para assistir ao revival de um governo Talibã no Afeganistão. Ameaçados, deixaram tudo para trás e fugiram do horror. A vida, tal como ela era até o último dia 16, quando Cabul caiu sob o controle do grupo fundamentalista, ficou inviável.
Pelas quatro histórias abaixo, é possível entender o que leva profissionais bem-sucedidos, no auge de suas carreiras, a abandonar o país para não perder um bem maior — a liberdade.
Beheshta Arghand, jornalista
Beheshta Arghand durante entrevista com membro do Talibã
Reprodução/Youtube/Tolonews
Há duas semanas, a âncora da rede afegã “Tolo News” ganhou destaque por entrevistar, com perguntas incisivas, Mawlawi Abdulhaq Hemad, um importante líder talibã. Ao vivo, questionou-o sobre os direitos das mulheres tendo em vista a nova realidade do país, sob o domínio do grupo fundamentalista.
Aos 24 anos, sentiu orgulho da profissão e do papel diante das mulheres afegãs. Mas, como outros repórteres da rede de TV, foi ameaçada e entregou os pontos. Precisou de ajuda para fugir do país e desembarcar em Doha, no Catar, com os pais e os quatro irmãos.
“Saí porque, como milhões de afegãos, temo o Talibã”, resumiu Arghand à CNN.
Omaid Sharifi, artista
O artista afegão Omaid Sharifi
Reprodução/Twitter/Omaid Sharifi
O artista afegão decidiu fugir por constatar que não haverá mais em seu país espaço para arte, cores, beleza, incompatíveis com o estilo de vida do grupo fundamentalista. “Eu conheço o Talibã, sei o que é viver sob seu domínio. Não é possível mais trabalhar nessas condições.”
Omaid Sharifi dirige o ArtLords (“senhores da arte”, numa referência ao termo “senhores da guerra”), movimento de 53 artistas criado em 2014, que transformou em mais de 2.000 murais de arte as paredes danificadas durante a guerra.
Artistas do país foram advertidos por extremistas a mudar de profissão e começaram a destruir seus trabalhos por conta própria. Ele recusou as alternativas.
Na fuga, enfrentou tumulto e tiroteios no aeroporto de Cabul, abandonou bolsa e pertences para escapar ileso. Conseguiu chegar em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos com uma certeza: a guerra em seu país não termina nunca.
Roya Heydari, cineasta
“Deixei toda a minha vida, minha casa para continuar a ter voz. Mais uma vez, estou fugindo de minha pátria. Mais uma vez, vou começar do zero. Com o coração partido, adeus pátria. Até nos encontrarmos novamente.”
A cineasta afegã Roya Heydari, momentos antes de partir de Cabul, no Afeganistão
Reprodução/Twitter/Roya Heydari
Com esse post, que viralizou no Twitter, a cineasta e fotógrafa Roya Heydari, de 28 anos, despediu-se do Afeganistão antes de partir para a França. Ela preferiu sair do país a viver enjaulada, sem poder trabalhar, conforme explicou à Al-Jazeera.
Roya contou ter levado apenas suas câmeras e “uma alma morta”. Seu desabafo comoveu e contagiou outras mulheres e simbolizou o pavor — o de enfrentar a mesma realidade das afegãs entre 1996 e 2001, quando o Talibã dominou o país pela primeira vez.
Massoud Hossaini, fotógrafo
Primeiro afegão a vencer o Prêmio Pulitzer, em 2012, com a foto de uma menina afegã ensanguentada e em choque, cercada de mortos e feridos, após um ataque terrorista num festival xiita, Massoud Hossaini é agora um exilado. Fugiu de Cabul para Amsterdã no último voo comercial que saiu do aeroporto, pouco antes de o Talibã tomar a capital.
O fotógrafo Massoud Hossaini, primeiro afegão a vencer o Prêmio Pulitzer
Reprodução/Twitter/Massoud Hossaini
Hossaini trabalhava como freelancer em seu país e tinha sido ameaçado pelo grupo por uma reportagem que fez com um jornalista estrangeiro sobre os casamentos forçados de meninas afegãs com combatentes.
De longe, ele prevê a morte da imprensa livre afegã “vibrante nos últimos 20 anos” e despreza as promessas de moderação feitas pelo grupo radical nesta segunda gestão. No sábado passado, Hossaini cobriu uma manifestação em Amsterdã de afegãos e holandeses contra o Talibã.
A multidão concentrada na Dam Square pediu liberdade e justiça para o Afeganistão. “Eu gostaria de voltar para casa depois disso”, tuitou o fotógrafo.

Fonte: G1 Mundo

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Talibã diz querer relações diplomáticas com os EUA

Mas porta-voz do grupo também faz alerta para futuros invasores. Após os Estados Unidos encerrarem a retirada de tropas no Afeganistão, o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid , disse que o país quer manter boas relações com os norte-americanos, informam as agências internacionais de notícias.
O Talibã passou a controlar de fato o Afeganistão, e logo após o último avião dos EUA decolar o grupo realizou uma entrevista no aeroporto de Cabul, cenário de tensão nas ultimas semanas.
Inicialmente, Zabihullah Mujahid parabenizou os afegãos. “Parabéns ao Afeganistão. Esta vitória pertence a todos nós”, disse o porta-voz.
Depois, ele afirmou que o Afeganistão quer manter relações diplomáticas com EUA. “Queremos ter boas relações com os Estados Unidos e com o mundo. Saudamos boas relações diplomáticas com todos”, afirmou.
Mas o porta-voz também deixou um alerta para futuros invasores. “A derrota dos EUA é uma grande lição para outros invasores e para nossas gerações futuras”, disse Mujahid.
Embaixada do EUA
A Embaixada dos EUA em Cabul suspendeu as operações nesta terça-feira. “Enquanto o governo dos EUA retirou seu pessoal de Cabul, continuaremos a ajudar os cidadãos dos EUA e suas famílias no Afeganistão a partir de Doha, Qatar”, informou o site do organismo.

Fonte: G1 Mundo

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Exército americano destruiu aviões e blindados antes de deixar Cabul


EUA também destruiu sistema de defesa antimísseis que deteve cinco foguetes disparados pelo grupo Estado Islâmico contra o aeroporto. O Exército americano destruiu aviões, blindados e um sistema de defesa antimísseis antes de deixar o aeroporto de Cabul, no Afeganistão, na madrugada desta terça-feira (31), informou o chefe do comando central do Exército americano, general Kenneth McKenzie.
Os soldados “desmilitarizaram” 73 aviões antes do encerramento da ponte aérea de duas semanas com a qual retiraram civis que fugiam do regime talibã. “Esses aparelhos não voltarão a voar, não poderão ser usados”, afirmou.
EUA concluem retirada das tropas do Afeganistão após 20 anos de ocupação
Major-general foi o último soldado americano a deixar o Afeganistão, diz departamento de Defesa dos EUA
Entenda: O que pode acontecer após os EUA deixarem o Afeganistão?
Major-general americano, Chris Donahue, foi o último a embarcar no voo final de retirada do aeroporto de Cabul em 30 de agosto de 2021
Reprodução/Departamento de Defesa dos EUA
O Pentágono mobilizou 6 mil soldados para ocupar e manter o funcionamento do aeroporto de Cabul desde 14 de agosto, mas deixou no local 70 veículos blindados resistentes a minas terrestres, que valem US$ 1 milhão cada, e 27 Humvees. Todos foram inabilitados, segundo McKenzie.
O Exército americano também deixou para trás o sistema de defesa antimísseis que deteve cinco foguetes disparados pelo grupo Estado Islâmico contra o aeroporto. “Decidimos deixar esses sistemas funcionando até o último minuto”, pouco antes da decolagem do último avião, indicou o comandante.

Fonte: G1 Mundo

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Major-general foi o último soldado americano a deixar o Afeganistão, diz departamento de Defesa dos EUA


EUA concluíram a retirada das tropas após 20 anos de ocupação. Americanos e aliados corriam contra o tempo para concluir a retirada após a retomada do poder pelo Talibã. Major-general americano, Chris Donahue, foi o último a embarcar no voo final de retirada do aeroporto de Cabul em 30 de agosto de 2021
Reprodução/Departamento de Defesa dos EUA
Um major-general foi o último soldado americano a deixar o Afeganistão nesta segunda-feira (30), segundo o departamento de Defesa dos Estados Unidos (veja na foto acima). Christopher Donahue ocupa o posto conhecido no Brasil como general de brigada.
Chefe da Airborne Division, divisão do exército especializada em operações de paraquedas em áreas de risco, ele havia sido enviado para o Afeganistão para auxiliar nas operações de retirada de diplomatas, militares e aliados.
Com a partida dos último voo do exército americano do aeroporto internacional de Cabul nesta segunda, teve fim a mais longa ocupação militar da história dos EUA.
Avião militar dos EUA decola do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, nesta segunda-feira (30), pouco antes do fim do prazo de retirada das tropas do país.
AP Photo/Wali Sabawoon
O presidente americano, Joe Biden, disse em um comunicado que a missão de retirada encerrou duas décadas de presença militar dos EUA no Afeganistão e fez uma homenagem aos 13 soldados mortos em um atentado terrorista no aeroporto de Cabul na semana passada.
“[A missão foi concluída] nas primeiras horas de 31 de agosto, horário de Cabul, e mais nenhum americano irá perder sua vida”, disse o presidente.
Biden na Casa Branca após ataques em Cabul nesta quinta-feira (26).
REUTERS/Jonathan Ernst
Ele disse ainda que irá fazer um pronunciamento na tarde de terça-feira (31) para explicar a decisão de não estender a retirada das tropas para além do prazo estabelecido e afirmou que a comunidade internacional espera que o Talibã cumpra com o compromisso de permitir a saída daqueles que queiram deixar o país.
O chefe do Comando Central dos EUA, órgão responsável pelas operações militares na região, general Frank McKenzie, disse em entrevista coletiva que o embaixador americano em Cabul embarcou, na segunda, no último voo a deixar o aeroporto internacional da capital afegã.
“O último ocupante americano se retirou do aeroporto de Cabul às 12h e o nosso país ganhou a sua total independência”, escreveu o porta-voz no Twitter.
O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, disse em pronunciamento esperar que mais países se ofereçam para receber de forma permanente afegãos que deixaram o país. “Essa operação foi um empreendimento global em todos os sentidos”, ressaltou.
Segundo ele, “um novo capítulo do envolvimento dos EUA com o Afeganistão começou. Um em que vamos liderar com diplomacia” (veja no vídeo abaixo).
‘A missão militar acabou, mas o trabalho diplomático começa’, diz secretário dos EUA sobre a retirada das tropas do Afeganistão
O secretário informou que as atividades diplomáticas no país foram encerradas após a retirada desta segunda-feira, e transferidas para Doha, no Catar. Mas assegurou que, caso os americanos que permaneceram no Afeganistão mudem de ideia de decidam sair, ainda assim terão ajuda.
“A proteção dos americanos no exterior continua sendo a missão mais vital e duradoura do departamento”, afirmou Blinken.
O Talibã, que voltou ao poder em 15 de agosto, tomou o controle do aeroporto, que estava sob comando dos EUA desde a queda do governo afegão para os extremistas. Em uma rede social, um porta-voz do grupo anunciou o fim da ocupação e celebrou o que chamou de “independência”.
Segundo o Pentágono, mais de 120 mil americanos foram retirados do Afeganistão nas últimas duas semanas. Cerca de 500 cidadãos teriam optado por se manter no país. Blinken estima que seriam menos, de 150 a 200, mas diz que é difícil precisar o número, por haver muitas pessoas com dupla cidadania.
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Fonte: G1 Mundo

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Imagens de satélite mostram fumaça de forte incêndio florestal na Califórnia; veja VÍDEO

Incêndio de grandes proporções atinge o condado de El Dorado, próximo a capital do estado. Fogo já consumiu mais de 70 hectares de floresta e a fumaça cobre toda a região turística em volta do lago Tahoe. VÍDEO: Imagens de satélite mostram fumaça de incêndio florestal na Califórnia
Imagens feitas com a ajuda de um satélite do governo americano mostram a potência do incêndio florestal Caldor que atinge o leste da Califórnia, nos Estados Unidos, há pelo menos duas semanas.
O registro mostra o avanço da coluna de fumaça que é produzida pelo incêndio de grandes proporções que arde no condado de El Dorado, próximo a capital do estado, Sacramento (veja no vídeo acima).
O fogo já consumiu mais de 70 hectares de floresta – as equipes de bombeiros têm encontrado dificuldades para conter seu avanço – e a fumaça cobre toda a região turística do lago Tahoe.
Moradores e turistas que estavam na região do lago fugiram nesta segunda-feira (30), enquanto o fogo se intensificava depois de destruir uma grande área de floresta por conta do tempo seco de verão.
Em várias áreas da Califórnia, as pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por conta de incêndios. O lago Tahoe faz fronteira com o estado de Nevada e é um destino bastante popular nesta época do ano.

Fonte: G1 Mundo

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Entenda: O que pode acontecer após os EUA deixarem o Afeganistão?


Pela primeira vez desde 2001, não há tropas americanas no país. Mas o fim do envolvimento militar dos EUA no Afeganistão levanta um novo conjunto de questões para Joe Biden e seu governo. Famílias afegãs embarcam em Boeing C-17 da Força Aerea dos EUA no aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, no Afeganistão, em 23 de agosto
Samuel Ruiz/US Marine Corps/AFP
Pela primeira vez desde 2001, não há tropas americanas no Afeganistão depois que os Estados Unidos concluíram a retirada da maioria de seus cidadãos e de milhares de afegãos em risco.
Mais de 114 mil pessoas foram transportadas de avião do aeroporto de Cabul nas últimas duas semanas como parte do esforço dos EUA.
Mas o fim do envolvimento militar dos EUA no Afeganistão levanta um novo conjunto de questões para Joe Biden e seu governo.
O que acontece com os americanos e afegãos em risco deixados para trás?
Os Estados Unidos retiraram mais de 5.500 cidadãos norte-americanos desde que os voos de evacuação começaram em 14 de agosto. Um pequeno número de cidadãos americanos optou por permanecer no Afeganistão, muitos deles para que possam ficar com parentes.
O governo Biden disse que espera que o Talibã continue permitindo uma passagem segura para americanos e outros deixarem o Afeganistão depois que a retirada militar dos EUA for concluída.
Mas existem preocupações sobre como esses cidadãos poderão partir se não houver um aeroporto em funcionamento.
Dezenas de milhares de afegãos em risco, como intérpretes que trabalharam com os militares dos EUA, jornalistas e defensores dos direitos das mulheres, também foram deixados para trás.
Não está claro qual será seu destino, mas as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de o Talibã retaliar contra eles.
O Talibã se comprometeu a permitir que todos os estrangeiros e cidadãos afegãos com autorização de viagem de outro país deixem o Afeganistão, de acordo com um comunicado conjunto emitido pelo Reino Unido, Estados Unidos e outros países no domingo.
O que acontece com o aeroporto de Cabul após a partida das forças dos EUA?
Nas últimas duas semanas, os militares dos Estados Unidos asseguraram e operaram o Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, com quase 6 mil soldados.
O Talibã está em negociações com governos como Catar e Turquia para buscar assistência para continuar as operações de voos civis de lá, a única maneira de muitas pessoas deixarem o Afeganistão.
Imagem da operação de retirada de pessoas do Afeganistão, em 26 de agosto
Victor Mancilla/Divulgação Forças Armadas dos EUA/Via Reuters
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse no domingo que reparos precisam ser feitos no aeroporto de Cabul antes que ele possa ser reaberto para voos civis.
A Turquia, que faz parte da missão da OTAN, é responsável pela segurança do aeroporto há seis anos. Manter o aeroporto aberto depois que forças estrangeiras entregarem o controle é vital não apenas para o Afeganistão permanecer conectado ao mundo, mas também para manter suprimentos e operações de ajuda.
Como será o futuro relacionamento EUA-Talibã?
Os Estados Unidos disseram que não planejam deixar diplomatas para trás no Afeganistão e decidirão o que fazer no futuro com base nas ações do Talibã.
Mas o governo Biden terá que determinar como pode garantir que uma crise humanitária e econômica não estoure no país.
A ONU diz que mais de 18 milhões de pessoas – mais da metade da população do Afeganistão – precisam de ajuda e metade de todas as crianças afegãs com menos de 5 anos já sofre de desnutrição aguda em meio à segunda seca em quatro anos.
Alguns países, incluindo o Reino Unido, disseram que nenhuma nação deveria reconhecer bilateralmente o Talibã como o governo do Afeganistão.
Que tipo de ameaça é apresentada pelo Estado Islâmico?
A única área de cooperação entre os Estados Unidos e o Talibã pode ser em relação à ameaça representada por militantes do Estado Islâmico.
Fumaça sobe da explosão do lado de fora do aeroporto de Cabul, Afeganistão, em 26 de agosto
Wali Sabawoon/AP
Há dúvidas sobre como Washington e o Talibã podem coordenar e potencialmente até mesmo compartilhar informações para combater o grupo.
O Estado Islâmico Khorasan (EI-K), em homenagem a um termo histórico para a região, apareceu pela primeira vez no leste do Afeganistão no final de 2014 e rapidamente estabeleceu uma reputação de extrema brutalidade.
O grupo assumiu a responsabilidade por um atentado suicida em 26 de agosto do lado de fora do aeroporto, que matou 13 soldados dos EUA e dezenas de civis afegãos.
Os Estados Unidos realizaram pelo menos dois ataques de drones contra o grupo desde então e Biden disse que seu governo continuará a retaliar pelo ataque.
O EI-K é um inimigo jurado do Talibã. Mas funcionários da inteligência dos EUA acreditam que o movimento usou a instabilidade que levou ao colapso do governo do Afeganistão apoiado pelo Ocidente neste mês para fortalecer sua posição e aumentar o recrutamento de membros do Talibã privados de direitos civis.

Fonte: G1 Mundo