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Talibã autoriza afegãs a frequentarem universidades, mas separadas dos homens


Aulas mistas vão ser proibidas, afirmou neste domingo (29) o ministro do Ensino Superior do Talibã, Abdul Baqi Haqqani. VÍDEO: O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
Mulheres afegãs terão permissão para estudar nas universidades, mas as aulas mistas serão proibidas sob seu mandato, disse neste domingo (29) o ministro do Ensino Superior do Talibã, Abdul Baqi Haqqani. Saiba mais sobre, no vídeo acima, sobre a situação das mulheres no Afeganistão.
O grupo islâmico radical que assumiu o poder em 15 de agosto, após retirar o governo pró-Ocidente, prometeu agir de forma diferente de seu regime anterior (entre 1996 e 2001), quando meninas e mulheres eram proibidas de ir à escola.
“O povo do Afeganistão continuará tendo ensino superior de acordo com as regras da sharia [lei islâmica], que proíbe classes mistas”, disse Haqqani em uma assembleia com membros superiores, conhecida como Loya Jirga.
Ele disse que o Talibã exige “a criação de um programa educacional razoável que seja consistente com nossos valores islâmicos, nacionais e históricos e, por outro lado, seja capaz de competir com outros países”.
Homens e mulheres jovens serão segregados nas escolas primárias e secundárias, o que era comum em um país tão conservador como o Afeganistão.
O Talibã defende o respeito aos avanços nos direitos das mulheres, mas apenas de acordo com sua interpretação estrita da lei islâmica.
Se as mulheres serão capazes de trabalhar, se instruir em níveis elevados e se misturar com os homens são algumas das perguntas mais frequentes feitas pelos observadores.
Mas a mudança de atitude do Talibã é vista com ceticismo, e muitos se perguntam se eles cumprirão suas promessas.
Nenhuma mulher esteve presente na reunião de domingo em Cabul, que contou com a presença de outros altos funcionários talibãs.
O ministro do Talibã “falou apenas com professores e alunos do sexo masculino”, disse uma estudante que trabalhou na cidade universitária durante o último governo. Segundo ela, isso mostra “a prevenção sistemática da participação das mulheres nas decisões” e “a distância entre as palavras do Talibã e suas ações”.
O número de universitários aumentou nos últimos 20 anos de presença ocidental, especialmente entre mulheres que estudam com homens e participam de seminários ministrados por professores do sexo masculino. Mas uma série de ataques a centros educacionais nos últimos meses, resultando em dezenas de mortes, gerou pânico na população. O Talibã negou estar por trás dos ataques, alguns reivindicados pelo braço local do Estado Islâmico.
Durante seu governo repressivo anterior, o Talibã excluiu as mulheres da vida pública, proibiu seu entretenimento e punições terríveis, como apedrejamento até a morte, foram impostas às adúlteras.
Veja, no vídeo abaixo, depoimento de afegã que teve de abandonar os estudos:
Afeganistão sob o Talibã: estudante que abandonou estudo escreve poema a outras mulheres
Imagem de rua de Cabul, no Afeganistão, do dia 7 de agosto, cerca de uma semana antes do Talibã invadir a cidade
Sajjad Hussain/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Chanceler chinês diz para EUA que mundo precisa ‘guiar positivamente’ o Talibã


Wang Yi afirmou que Washington deve trabalhar com a comunidade internacional para fornecer ajuda econômica e humanitária ao Afeganistão e ajudar o novo regime a executar as funções governamentais O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, em um telefonema neste domingo, que a comunidade internacional deve se envolver com os novos governantes do Talibã no Afeganistão e “guiá-los positivamente”, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.
Washington deve trabalhar com a comunidade internacional para fornecer ajuda econômica e humanitária ao Afeganistão, ajudar o novo regime a executar as funções governamentais normalmente, manter a estabilidade social e impedir a desvalorização da moeda e o aumento do custo de vida, disse Wang, segundo um comunicado.
“Respeitando a soberania do Afeganistão, os EUA devem tomar medidas concretas para ajudar o Afeganistão a combater o terrorismo e acabar com a violência, em vez de atuar com dois pesos e duas medidas ou lutar contra o terrorismo seletivamente”, complementou Wang, alertando que a “retirada precipitada” pode permitir que grupos terroristas se reagrupem e voltem mais fortes.
A TV estatal chinesa disse que a ligação foi feita a convite de Washington. O Departamento de Estado não respondeu imediatamente a um pedido de detalhes sobre a ligação.
Antes do caos das últimas duas semanas, as autoridades dos EUA argumentaram que a retirada do Afeganistão iria liberar tempo e atenção dos principais líderes políticos e militares dos EUA, bem como alguns recursos militares, para se concentrarem no Indo-Pacífico e no desafio apresentado pela China, apontada pelo governo Biden como sua prioridade de política externa. Mas a mídia estatal chinesa aproveitou a retirada, em grande parte caótica, retratando o apoio dos EUA aos aliados como inconstante.
A China não reconheceu oficialmente o Talibã como os novos governantes do Afeganistão, mas Wang Yi recebeu no mês passado Mullah Baradar, chefe do gabinete político do grupo, e disse que o mundo deveria orientar e apoiar o país em sua transição para um novo governo, em vez de colocar mais pressão sobre ele.  
Biden mantém prazo de retirada do Afeganistão para 31 de agosto
Biden mantém prazo de retirada do Afeganistão para 31 de agosto

Fonte: G1 Mundo

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As misteriosas crateras que ameaçam ‘engolir’ moradores de vilarejos da Croácia


Quase cem buracos surgiram de repente no intervalo de um mês. Cientistas investigam o estranho fenômeno geológico. O buraco que se abriu no jardim de Nikola Borojević tinha mais de 30 m de largura e 15 m de profundidade
ALAMY via BBC
Aconteceu de repente e sem aviso prévio. Onde deveriam ter nascido os primeiros brotos de batata atrás do pomar, no espaçoso jardim de Nikola Borojević, havia agora um enorme buraco.
Com 30 metros de largura e 15 metros de profundidade, ele rapidamente se encheu de água. E não foi o único.
No espaço de algumas semanas, dezenas de buracos parecidos se abriram ao redor dos vilarejos Mečenčani e Borojovići, no nordeste da Croácia.
O que estava do lado de fora da casa de Borojević, em Mečenčani, apareceu em 5 de janeiro, apenas seis dias depois de um terremoto de magnitude 6,4 atingir a área em torno da cidade vizinha de Petrinja.
Foi o terremoto mais forte que atingiu a Croácia em mais de quatro décadas, matando sete pessoas e destruindo milhares de casas.
Embora se saiba que deslizamentos e crateras podem ser causados ​​por terremotos, assim como outros fenômenos geológicos estranhos, como liquefação — quando o solo sólido começa a se comportar como líquido —, o grande número de buracos que apareceram nos vilarejos surpreendeu e intrigou os especialistas.
Um mês após o terremoto, havia quase 100 crateras espalhadas por uma área de 10 km², com novos buracos se abrindo a cada semana.
O buraco no jardim de Borojević é agora o maior da área. Quando apareceu, tinha 10 metros de largura, mas começou a crescer quase imediatamente.
“Minha esposa ficou em casa a manhã toda, olhando de vez em quando pela janela”, conta Borojević. “Por volta das 14h, ela notou algo estranho no jardim. Saímos e havia um buraco enorme em nosso pomar.”
Nos três meses seguintes, o buraco triplicou de tamanho. Mas os Borojevićs tiveram sorte.
Outras crateras na região foram abertas a poucos metros da entrada das casas dos moradores, e uma delas apareceu embaixo de uma residência, levando as autoridades a considerar desocupar ambos os vilarejos.
Outros buracos surgiram em florestas e campos agrícolas adjacentes, onde um deles, de acordo com rumores locais, quase engoliu um fazendeiro e seu trator.
O número excepcionalmente alto de crateras num único lugar chamou a atenção de geólogos locais e estrangeiros, ansiosos para entender como o terremoto pode ter levado ao colapso do solo.
“Ninguém esperava o aparecimento de tantas crateras”, conta o sismólogo Josip Stipčević, do Departamento de Geofísica da Faculdade de Ciências de Zagreb, capital croata.
Intensa atividade sísmica
A Croácia está localizada em uma área de intensa atividade sísmica, na qual a pequena placa tectônica do Adriático colide com a placa da Eurásia, causando uma série de falhas ativas, explica Stipčević.
Antes do terremoto de 29 de dezembro de 2020, o país havia sido atingido por outros nove tremores, com magnitude superior a 6, desde o início do século 20.
O último grande terremoto que havia acontecido na falha tectônica Pokupsko-Petrinja — ao longo da qual ocorreu o mais recente — foi em 1909.
O abalo de 1909 ocorreu a apenas 23 km a noroeste do epicentro daquele que fez a terra tremer no fim de 2020. E também atraiu a atenção dos sismólogos da época.
O renomado geofísico croata Andrija Mohorovičić analisou os sismógrafos do terremoto de 1909 em Pokupsko e concluiu que as ondas sísmicas viajam a velocidades diferentes conforme passam por diferentes camadas da Terra.
Sua observação levou à descoberta de uma camada intermediária que separa a crosta terrestre do manto, conhecida hoje como descontinuidade de Mohorovicic, ou simplesmente Moho.
Atualmente, pesquisadores estão estudando a mesma região na esperança de entender como o terremoto fez com que tantos buracos aparecessem repentinamente.
Alguns buracos se abriram de forma alarmante perto das casas — e agora os cientistas esperam descobrir quais áreas são seguras
GETTY IMAGES via BBC
As crateras não são a consequência mais comum de abalos sísmicos fortes, mas podem surgir, especialmente em áreas com cavidades subterrâneas ocultas.
Após o devastador terremoto perto da cidade italiana de Áquila, em 2009, dois buracos se abriram imediatamente nas estradas da parte antiga da cidade.
Os especialistas suspeitaram na época que uma escavação anterior de fossas verticais para um canal de esgoto havia enfraquecido a cobertura da caverna subterrânea, contribuindo para o colapso.
“A verdadeira anomalia no caso da Croácia é um número muito elevado de crateras com dimensão significativa”, diz o geólogo italiano Antonio Santo, da Universidade de Nápoles Federico II, na Itália.
Os buracos profundos e largos que ameaçam os dois vilarejos croatas geralmente aparecem em áreas onde a rocha subterrânea foi escavada pela água para formar cavidades e cavernas — e está coberta por uma espessa camada de solo, areia ou sedimentos e, o mais importante, argila.
Com o tempo, a água leva lentamente o material da superfície a partir de suas camadas mais profundas para o subsolo cavernoso.
Se houvesse apenas solo arenoso, esse processo poderia acabar sendo detectado na superfície.
Mas a presença de argila torna esse material da superfície mais resistente e consistente, então, depois de um tempo, um vazio é formado abaixo do solo, mas é praticamente indetectável acima dele.
À medida que a camada superficial se torna estruturalmente mais fraca, ela acaba desmoronando no vazio que está abaixo.
Normalmente, esse processo acontece por um longo período de tempo, mas pode ser acelerado por chuvas intensas, inundações ou até mesmo atividades humanas, como mineração ou bombeamento agressivo de águas subterrâneas.
Eventos estranhos, fatores complexos
Após analisar os dados coletados na região ao redor de Mečenčani e Borojovići, os geólogos croatas concluíram que os estranhos eventos resultaram de uma combinação complexa de vários fatores diferentes.
Em primeiro lugar, embora a parte costeira da Croácia pertença ao Carste Dinárico, que abriga milhares de cavernas de calcário profundas e centenas de espécies endêmicas de cavernas, as formações de calcário subterrâneas também se estendem para o interior sob o centro do país.
O terremoto de magnitude 6,4 que danificou cidades no nordeste da Croácia foi o mais forte a atingir o país em 40 anos
GETTY IMAGES via BBC
O calcário que forma as cavernas rochosas na fronteira entre o Carste Dinárico e a bacia da Panônia foi depositado no período Mioceno, quando esta área estava submersa e conectada ao que é hoje o mar Mediterrâneo.
“Embora o Carste Dinárico seja principalmente dos períodos Cretáceo e Jurássico, o carste que encontramos aqui é mais jovem e ainda mais poroso e oco”, diz Josip Terzić, hidrogeólogo do Serviço Geológico da Croácia.
“Se limita a algumas pequenas áreas por aqui e perto da cidade de Zagreb.”
Quando a bacia da Panônia se desconectou do Mediterrâneo devido à mudança nas massas de terra há cerca de 11 milhões de anos, ela se tornou um grande lago.
Os rios lentamente o encheram com lodo, areia e cascalho, formando as vastas planícies dos dias atuais.
Consequentemente, cerca de 10 a 15 metros de terra, pedras e argila estão depositados no topo da rocha porosa abaixo dos vilarejos de Mečenčani e Borojevići.
A ameaça, porém, era difícil de detectar. Algumas crateras esporádicas apareceram antes, mas de acordo com os moradores locais, muito raramente.
“É óbvio que os terremotos aceleraram alguns processos já em andamento”, diz Terzić.
Na verdade, o primeiro buraco descoberto começou a abrir depois que um tremor de magnitude 5 atingiu a área um dia antes do maior.
À medida que o terremoto mais forte e os tremores secundários que o acompanharam sacudiram a área, fizeram o solo se deslocar mais de 30 centímetros. Esse deslocamento desestabilizou a situação precária.
“Os terremotos causaram uma tensão dinâmica enorme a essas terras e locais que já estavam num equilíbrio limítrofe e de repente desabaram”, afirma Terzić.
Seu colega, Bruno Tomljenović, geofísico da Universidade de Zagreb, acredita que os terremotos afetaram o movimento da água no subsolo, fazendo-a subir em direção à superfície, passando de áreas de alta pressão para baixa pressão.
Esta hidrodinâmica maior nas passagens subterrâneas acelerou o colapso do material da superfície, explica Tomljenović.
“Além disso, há uma chance de que algumas crateras que desabaram ​​tenham causado mudanças adicionais na hidrodinâmica, fazendo com que a água buscasse novas passagens e causando possivelmente mais sumidouros”, diz Tomljenović.
Um número excepcionalmente grande de abalos também pode ter contribuído para tantos desmoronamentos ao mesmo tempo, diz o geólogo George Veni, diretor do Instituto de Pesquisa Nacional de Cavernas e Cartes, no Novo México, área também conhecida por problemas de cratera, muitas vezes causadas ​​por atividades relacionadas a poços industriais.
Influência humana
A influência humana também aumenta a taxa de formação de crateras repentinas, alerta Veni.
Um relatório recente de cientistas da Universidade de Zagreb afirma que os sistemas de irrigação construídos nas áreas de Mečenčani e Borojevići provavelmente aceleraram o processo de carstificação.
Mais de 100 buracos de tamanhos variados apareceram na região em menos de um mês, levando a temores pela segurança dos moradores
ANTONIO ŠEBALJ via BBC
Por enquanto, os cientistas não têm dados suficientes para analisar a conexão entre a intensidade e o número de terremotos com o aparecimento dos sumidouros.
“A situação na Croácia pode ser considerada um alerta do que pode acontecer em países com terremotos e áreas que são propensas a crateras repentinas”, diz Veni.
Mas prever onde buracos como estes podem se abrir está longe de ser fácil, afirma o geólogo Mario Parise, especialista em ameaças em ambientes cársticos da Universidade de Bari Aldo Moro, na Itália.
“Por enquanto podemos contar apenas com os dados históricos e documentos para conhecer as áreas mais suscetíveis a esse tipo de processo”, diz ele.
Embora alguns modelos de risco de sumidouros tenham sido propostos na última década, “o desenvolvimento de um sistema de alerta para cratera é um campo no qual muito trabalho precisa ser feito”, acrescenta.
Para Tomljenović, uma das lições das crateras croatas é a necessidade de um microzoneamento sísmico mais intensivo para detectar áreas dentro das regiões povoadas que são especialmente vulneráveis ​​às perigosas consequências de terremotos.
Ele e seus colegas estão tentando fazer isso usando tomografia de resistividade elétrica e levantamento de refração sísmica na área de Mečenčani e Borojevići, na esperança de identificar locais que podem ser considerados seguros, e aqueles que ainda estão sujeitos a crateras.
O buraco no jardim de Borojević continuou a crescer depois que apareceu — e pode custar centenas de milhares de euros para ser tapado
GETTY IMAGES via BBC
Mas a ameaça de novas crateras aparecerem no próximo ano ainda está na mente de muitos moradores.
Mudanças no lençol freático ao longo do ano, combinadas com novos tremores à medida que a falha tectônica se assenta, podem levar a mais colapsos, de acordo com Stipčević.
Enquanto isso, o enorme buraco repleto de água ainda está no jardim de Borojević — e se tornou até uma atração turística local.
Seis meses após o terremoto, a expectativa é de que os esforços para tapar as crateras comecem em breve.
“É também um negócio complicado”, diz o geotécnico Davor Ljubičić, que está coordenando o grupo de trabalho geotécnico da unidade de crise da defesa civil.
“Muito perto destes dois vilarejos está a fonte de abastecimento de água comunitária Pašino vrelo, assim como uma série de poços particulares. Então, é preciso ter muito cuidado ao escolher o material para cobrir os buracos.”
Usar cimento ou o material errado para tapar os buracos pode poluir as fontes de água potável locais, por isso os engenheiros pretendem cobri-los com pedras grandes e, em seguida, preencher o restante com pedras menores e cascalho, explica Mario Bačić, engenheiro civil da Universidade de Zagreb.
E não vai ser barato. Tapar o buraco no quintal de Borojević pode custar cerca de 200 mil euros US$ 1,2 milhão na cotação atual). “Eu poderia transformá-lo em um viveiro de peixes”, brinca o morador.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

Fonte: G1 Mundo

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Haibatullah Akhundzada, líder supremo do Talibã que vive nas sombras, aparecerá em público pela 1ª vez em breve, diz porta-voz


Chefe do grupo radical islâmico está na cidade de Kandahar, no Afeganistão, informou representante. Akhundzada comanda os extremistas desde 2016, quando emergiu da relativa obscuridade para supervisionar o movimento durante crise. Imagem de 2016 do líder talibã Haibatullah Akhundzada
Divulgação/Via AFP
Líder supremo do Talibã, Hibatullah Akhundzada – que nunca apareceu em público – está na cidade de Kandahar, no Afeganistão, informou o grupo radical islâmico.
“Posso confirmar que ele está em Kandahar. Ele esteve desde o início”, disse o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid. O vice-porta-voz dos extremistas, Bilal Karimi, afirmou: “Ele aparecerá em público em breve”.
Kandahar é a cidade onde o movimento se originou e foi o epicentro do regime linha-dura do Talibã (leia mais sobre as origens do grupo).
Akhundzada é chefe do Talibã desde 2016, quando emergiu da relativa obscuridade para supervisionar o movimento em crise.
O nome dele, que é um mulá especializado em questões religiosas e judiciais, começou a ser ouvido em maio de 2016, quando substituiu o mulá Mansur, morto num ataque americano com drones no Paquistão.
Pouco se sabe sobre o papel de Haibatullah Akhundzada, que se manifesta apenas durante as datas festivas islâmicas. Ele não se pronunciou desde que o Talibã assumiu o poder no Afeganistão, em 15 de agosto.
O Talibã, por tradição, deixa seus principais líderes permanecerem nas sombras (leia mais sobre quem é quem na estrutura do Talibã).
O enigmático fundador do grupo, Mohamad Omar, era conhecido por sua vida oculta e raramente viajava a Cabul quando o Talibã estava no poder na década, de 1990.
Omar vivia escondido em sua residência em Kandahar e relutava muito em receber outros dirigentes em casa.
Estrutura militar do Talibã
BBC
Veja, no vídeo abaixo, as imagens mais marcantes da tomada do Afeganistão pelo Talibã:
As 7 imagens mais marcantes da tomada do Afeganistão pelo Talibã
Veja, no vídeo abaixo, a cronologia da recente tomada de poder do Talibã no Afeganistão:
VÍDEO: Veja cronologia da tomada de poder do Talibã no Afeganistão
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Fonte: G1 Mundo

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Avião chacoalha ao entrar dentro de furacão Ida; VÍDEO

Imagens gravadas dentro da aeronave da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) mostram o centro da tempestade do furação Ida, que neste domingo (29) atingiu a costa dos Estados Unidos. VÍDEO: Avião faz imagens de dentro do olho do furacão
Um vídeo gravado por funcionários da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) revela imagens de dentro do olho do furacão Ida, que atingiu a costa dos Estados Unidos neste domingo (29). Veja no VÍDEO acima.
Nas imagens é possível ver que o avião chacoalha ao entrar dentro do furação de categoria 4, penúltima na escala que mede a velocidade dos ventos dos furações, e que há muitas nuvens ao redor.
Furacão Ida: como os furacões se formam e por que são tão frequentes nos EUA, México e Caribe
O vídeo foi gravado de dentro de uma aeronave WP-3D Orion da NOAA, um avião especial utilizado pelas autoridades americanas para estudar furacões, tornados e outras tempestades.
Furacão Ida atinge costa do estado da Louisiana, nos EUA
Furação de categoria 4
Imagens de satélite mostram chegada do Furacão Ida aos Estados Unidos
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou neste domingo (29) que o furacão Ida subiu para categoria 4, com ventos que podem chegar a 251 quilômetros por hora. A escala vai até a categoria de número 5.
O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, em inglês) alertou que a tempestade pode provocar inundações “potencialmente catastróficas”.
O Ida chega ao sul da costa norte-americana exatamente 16 anos depois da chegada do furacão Katrina, que devastou a região.
Veja mais vídeos:

Fonte: G1 Mundo

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Imagens do Furacão Ida

Fonte: G1 Mundo

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Furacão Ida atinge a costa dos Estados Unidos


Neste domingo (29), o furacão de categoria 4 chegou perto da cidade de Port Fourchon, na Louisiana, com ventos de aproximadamente 241 quilômetros por hora. Furacão Ida deixa estragos em Cuba
Neste domingo (29), o furacão Ida atingiu a costa dos Estados Unidos com uma tempestade extremamente perigosa de categoria 4. Os ventos de aproximadamente 241 quilômetros por hora estão perto da cidade de Port Fourchon, no estado da Louisiana.
Furacão Ida chega aos Estados Unidos
NOAA/Via Reuters
A previsão é que o furacão se volte para o nordeste na manhã de segunda-feira (30).
O Ida chega ao sul da costa norte-americana exatamente 16 anos depois da chegada do furacão Katrina, que devastou a região.

Fonte: G1 Mundo

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Aos 30 anos, líder de movimento ‘antimáscara’ morre de Covid nos EUA e deixa esposa grávida e três filhos

Caleb Wallace estava inconsciente no hospital desde 8 de agosto. Quando os primeiros sintomas apareceram, ele não fez o teste e preferiu se automedicar com remédios sem eficácia comprovada. Caleb Wallace, de 30 anos, líder de um movimento antimáscara nos Estados Unidos, morreu neste sábado (28) de Covid-19.
Segundo a esposa de Wallace afirmou à imprensa americana, quando ele apresentou os primeiros sintomas, preferiu não fazer o teste de diagnóstico nem procurar ajuda médica – tomou vitamina C, ivermectina, zinco e aspirina (todos ineficazes no combate à Covid, segundo os cientistas).
Quatro dias depois, foi internado em um hospital de San Angelo, no Texas. Na semana seguinte, ainda dependendo de respiradores, Wallace teve uma piora acentuada no quadro e ficou inconsciente.
Ele deixa a mulher, que está grávida, e três filhos.

Fonte: G1 Mundo

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Cannabinólogo? Brasileiro se torna sommelier de cannabis em Israel: ‘é como um vinho’


Brasileiro é o responsável pela cura da flor e supervisiona, por meio de um processo que ele próprio criou, o amadurecimento e a conservação até que a flor esteja pronta para o aproveitamento em produtos. O paulistano Silvio Scol, 59 anos, imigrou para Israel há dois anos e meio, em busca de um sonho. Apaixonado por tudo o que tem a ver com cannabis, a ponto de ter tatuado uma folha da erva em todo o seu antebraço esquerdo, ele queria participar ativamente da revolução mundial que tem levado a planta a ser chamada de “ouro verde”.
Scol sabia que, em Israel, o mercado de cannabis medicinal está a todo vapor, com a expectativa de que, em breve, a maconha também seja aprovada para uso recreativo. A aposta deu certo. O brasileiro é, atualmente, o “curing manager” do Seach Medical Group, uma das maiores empresas de cannabis medicinal de Israel.
Trocando em miúdos, Scol é um “cannabinólogo”, uma espécie de sommelier da cannabis, sendo o responsável pela cura da flor, ou inflorescência. Ele supervisiona, por meio de um processo que ele próprio criou, o amadurecimento e a conservação até que a flor esteja pronta para o aproveitamento em produtos. 
Como se fosse um vinho
“Depois da colheita, existe o processamento”, explica Silvio Scol. “O processamento leva um tempo, quase dois meses para ela (a flor) estar preparada, pronta para o consumo. Nesse tempo, é feita climagem, tirando as folhinhas, ela fica curando. É igual à cura de um vinho, por exemplo. E tem que ter uma certa habilidade, um certo conhecimento para fazer com que ela fique forte com todo o sabor, com todo o cheiro e com uma qualidade boa para se fumar e para os efeitos fazerem o efeito. Então, é uma coisa que exige um feeling. E eu faço isso na empresa.”
Para o brasileiro, a cannabis é uma paixão que passou de hobby à carreira profissional. Tudo começou apenas pela curiosidade, quando ele ainda era muito jovem, em São Paulo. Autodidata, ele aprendeu a plantar cannabis e começou a pesquisar as melhores formas de fazer a cura das tão desejadas flores para que elas alcançassem seu melhor potencial.
Mesmo quando a cannabis, mesmo a medicinal, era um tabu na maioria dos países, ele viajou pelo mundo em busca das melhores práticas. O resultado foi a acumulação de um conhecimento que, hoje, é buscado no mundo todo. Em seu trabalho, Silvio Scol une essa sabedoria de quem aprendeu tudo sozinho com a tecnologia inovadora dos israelenses.
“É uma mistura de old school brasileira, aquele jeitão brasileiro, porque eu fazia tudo naquela base da gambiarra, com uma empresa de alta tecnologia, que tem tudo pronto e preparado para uma pessoa que entende fazer”, diz Scol. “É igual a um cozinheiro, ou a vovó que cozinhava em casa com aquela panela velha de ferro e de repente ela vai para uma cozinha industrial e tem tudo aquilo na mão. Usando todos esses equipamentos e a tecnologia, consigo fazer o meu trabalho com qualidade melhor do que eu fazia antes, é uma união de feeling e conhecimento com tecnologia.”
Planta de ‘Cannabis sativa’, da qual é possível extrair o canabidiol
Kimzy Nanney/Unsplash
Trabalhos pontuais antes de ter talento reconhecido
No entanto, a escolha do paulistano por um novo país e uma nova carreira não foi fácil. Ele se mudou para o Oriente Médio sem uma posição assegurada e passou algum tempo trabalhando em funções menos qualificadas até se recolocar no mercado. Scol chegou a trabalhar por quatro meses como segurança de shopping center, até conseguir ser contratado pela empresa de cannabis onde está hoje.
Mas, mesmo na empresa, passou alguns meses como faxineiro, limpando o chão e o maquinário. Aos poucos, entretanto, foi conhecendo os diretores e os funcionários mais qualificados, mostrando a eles que seu conhecimento era necessário na empresa para melhorar a qualidade dos produtos.
“Um dia eu cheguei a comentar alguma coisa, começaram a me questionar e eu expliquei muitas coisas que eu tinha de conhecimento. A bióloga-chefe estava lá, junto com os donos da empresa”, conta o brasileiro. “Eu comecei a falar tantas coisas e eles disseram: ‘Nossa, nós precisamos de você, porque você tem as soluções para os nossos problemas’. Aí eu fiz uns testes lá dentro, modifiquei todo o sistema de processamento da empresa, do plantio à colheita, até a hora em que é ensacado e distribuído o produto.”
Para Silvio Scol, o futuro do mercado de cannabis é mais do que promissor, tanto no viés medicinal quanto para uso recreativo. Em Israel, o uso medicinal é legal para enfermidades específicas e cada vez mais médicos e enfermeiros são preparados para receitar e preparar cannabis para quem tem autorização. 
Tabu na sociedade
Já o uso recreativo ainda é ilegal. Ele foi parcialmente descriminalizado em 2017, com o governo definindo, em vez de procedimentos criminais, multas e tratamento para os infratores iniciais e portadores de até 15 gramas de maconha. Mas, recentemente, uma lei liberando o porte de 50 gramas e o cultivo caseiro de até 15 plantas para uso pessoal foi barrado no Knesset, o Parlamento em Jerusalém.
As empresas israelenses, no entanto, acreditam que é só uma questão de tempo para uma maior flexibilização e para uma menor burocracia para exportações. Para Silvio Scol, este é um momento paradoxal em que, por um lado, empresas de todo o mundo apostam nesse mercado e, por outro, ainda há um tabu na sociedade em relação à cannabis. 
“Tem um lado do dinheiro, porque isso é muito rentável, mas tem o lado de tabu, de muitas pessoas que são contra e lutam contra isso, achando que seria uma droga”, opina o paulistano. “Ainda falta um pouquinho de conscientização da população. É uma questão de tempo e de conscientização das pessoas”, conclui.
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Liberação de negócios com cannabis gera expectativa de movimentação de R$ 4 bi por ano no Brasil

Fonte: G1 Mundo

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EUA e outros 97 países dizem que Talibã garantiu saída segura de estrangeiros do Afeganistão


Nativos com autorização para viagem ao exterior também poderão deixar o território, afirma comunicado conjunto divulgado neste domingo (29). Cidadãos indianos embarcam em avião militar no aeroporto de Cabul, em 17 de agosto de 2021, para serem evacuados do Afeganistão após o Talibã tomar o poder
AFP
Um comunicado divulgado neste domingo (29) pelos Estados Unidos e por outros 97 países (veja lista mais abaixo) afirma que o grupo radical Talibã garantirá a saída segura de estrangeiros do Afeganistão.
Nascidos no país, desde que tenham autorização para viajar ao exterior, também poderão deixar o território.
“Recebemos garantias do Talibã de que todos os estrangeiros e qualquer cidadão afegão com autorização de viagem terão permissão para seguir de maneira segura e ordenada para os pontos de partida e viajar para fora do país”, afirma o texto.
Na última sexta-feira (27), o chefe de negociação do Talibã, Sher Mohammed Abas Stanekzai, anunciou que o grupo fundamentalista não impediria ninguém de sair do território afegão, independentemente da nacionalidade ou da relação com os Estados Unidos durante a guerra entre os dois países.
Países que assinaram o comunicado
O documento é assinado por representantes dos governos de:
Austrália, Bélgica, Belize, Bulgária, Burkina Faso, Cabo Verde, Canadá, República Centro-Africana, Colômbia, Costa Rica, Costa do Marfim, Croácia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Djibouti, República Dominicana, El Salvador, Estônia, Eswatini, Estados Federados da Micronésia, Estados Unidos, Fiji, Finlândia, França, Gabão, Geórgia, Alemanha, Gana, Grécia, Guiné, Guiana, Haiti, Honduras, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Quênia, Kiribati, Quirguistão , Letônia, Líbano, Libéria, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Madagascar, Maldivas, Malta, Ilhas Marshall, Moldávia, Montenegro, Marrocos, Nauru, Holanda, Nova Zelândia, Níger, Macedônia do Norte, Noruega, Palau, Papua Nova Guiné, Polônia, Portugal, República de Chipre, República da Coreia, República do Kosovo, Romênia, Ruanda, Secretário-Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Senegal, Sérvia, Serra Leoa, Eslováquia, Eslovênia, Somália, Espanha, St. Kitts e Nevis, Sudão, Suriname, Suécia, Suíça, Bahamas, Gâmbia, Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Togo, Trinidad e Tobago, Turquia, Uganda, Ucrânia, União das Comores, Unidos Reino, Vanuatu, Iêmen e Zâmbia.

Fonte: G1 Mundo