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Vídeo: afegã que fugia do Talibã tem bebê em voo a 10 mil metros de altura

Soman Noori, de 26 anos, começou a sentir contrações durante o voo e o parto foi feito com ajuda de membros da tripulação enquanto o avião sobrevoava o território do Kwait. Uma mulher afegã a bordo de um voo de retirada com destino à Grã-Bretanha deu à luz uma menina na manhã deste sábado (28). Quem ajudou no parto, a 10 mil metros de altura, foram os membros da tripulação do voo, informou a companhia aérea Turkish Airlines.
Veja vídeo do bebê sendo entregue à mãe em pleno voo:
VÍDEO: Mulher afegã dá à luz a bordo de um voo de retirada
A jovem Soman Noori, de 26 anos, começou a sentir contrações durante o voo que ia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos a Birmingham, na Inglaterra. O parto aconteceu enquanto o avião sobrevoava o território do Kuwait. A bebê recebeu o nome de Havva e passa bem, assim como a mãe.
O avião, que transportava cidadãos afegãos que trabalharam com o governo britânico no Afeganistão, chegou a pousar no Kwait, por precaução, mas logo seguiu para o destino original, Birmingham, informou a companhia aérea.
Curiosamente, Havva não foi o primeiro bebê a nascer em um avião de retirada nos últimos dias. Outra afegã grávida deu à luz uma menina dentro de um avião, dessa vez em uma aeronave militar dos Estados Unidos, no último domingo (22). O voô partiu de uma base no Oriente Médio para a Alemanha e a mãe entrou em trabalho de parto e começou a ter complicações. O piloto decidiu voar mais baixo para aumentar a pressão do ar na aeronave. A manobra deu certo e ajudou a estabilizar o estado de saúde da mãe.
A bebê, que recebeu o nome de Reach, mesmo nome da aeronave, nasceu em terra, logo após o pouso em Ramstein, na Alemanha. Os militares americanos realizaram o parto dentro avião, antes da mulher ser transportada para um hospital próximo.
VÍDEO: Afegã dá à luz em avião militar dos EUA

Fonte: G1 Mundo

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Ataque com drones matou dois membros do Estado Islâmico e deixou um terceiro ferido no Afeganistão, diz exército dos EUA

Os três estiveram envolvidos no planejamento do atentado que matou 169 afegãos e 13 militares do lado de fora do aeroporto de Cabul. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
Dois dirigentes do Estado Islâmico-Khorasan, o braço do Estado Islâmico no Afeganistão, foram mortos nos ataques de drone feitos pelos Estados Unidos no sábado (28). Além desses dois, um terceiro dirigente ao grupo terrorista ficou ferido. Segundo os militares dos EUA, os três estiveram envolvidos no planejamento e execução do atentado suicida do lado de fora do aeroporto de Cabul, na quinta-feira.
Pode ser que haja novas operações, de acordo com as agências de notícias.
Os bombardeios com drones foram executados na província de Nangarhar, uma região montanhosa do Afeganistão.
Foi uma retaliação, pois menos de 48 horas antes houve um ataque suicida que matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul. Esse atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico-Khorasan. No Afeganistão, esse grupo e o Talibã são inimigos.
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Inicialmente, os EUA afirmaram que haviam atacado um “planejador” no Afeganistão. Militares norte-americanos disseram, logo após o ataque, que havia indicações de que eles haviam conseguido matar a pessoa que tinham como alvo.
Moradores da cidade de Jalalabad, capital de Nangarhar, afirmaram ter ouvido explosões de um ataque aéreo por volta da meia-noite, mas não era possível dizer qual era a origem.
Um comandante do Talibã afirmou que alguns membros do Estado Islâmico-Khorasan foram presos em conexão com o ataque em Cabul.
EUA vão atacar quando quiserem
Os líderes do Pentágono disseram aos repórteres na sexta-feira que estavam preparados para qualquer ação de retaliação que o presidente ordenasse.
“Temos opções lá agora”, disse o Maj. Gen. Hank Taylor, do Estado-Maior Conjunto do Pentágono.
Também na sexta, o governo norte-americano pediu a seus cidadãos que deixem “imediatamente” os portões do aeroporto de Cabul. O Pentágono disse que a arriscada operação de evacuação dos americanos e aliados afegãos seguia enfrentando “ameaças específicas e confiáveis”.
“Os cidadãos americanos que estão agora no portão de Abbey, no portão Leste, no portão Norte ou no portão do Novo Escritório do Interior devem sair imediatamente”, informou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul em um alerta de segurança.
Estado Islâmico-K x Talibã
O Estado Islâmico-Khorasan , também conhecido por sua sigla em inglês, Isis-k, é o braço afegão do Estado Islâmico. “Khorasan” é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.
O EI-K reivindicou alguns dos ataques mais violentos dos últimos anos no Afeganistão e no Paquistão.
O grupo massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges – em particular os xiitas.
Embora o EI-K e os Talibãs sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad.
As divergências provocaram confrontos sangrentos, dos quais os talibãs geralmente saíram vitoriosos desde 2019, quando o EI-Khorasan foi incapaz de controlar um território como fez seu grupo parente no Oriente Médio.
Em um sinal de inimizade entre os grupos jihadistas, os comunicados do EI se referem aos talibãs como apóstatas.
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Fonte: G1 Mundo

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Biden tenta acalmar o público americano com retaliação aparentemente tímida contra o Estado Islâmico no Afeganistão


Presidente opta por ataque cirúrgico para vingar massacre em país que se consolida como terreno fértil para o terrorismo. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
A retaliação prometida pelo presidente Joe Biden veio no dia seguinte ao massacre no aeroporto de Cabul: um ataque cirúrgico, com drones não tripulados, teria matado dois integrantes do Estado Islâmico-Khorasan, que estavam em um carro em Jalalabad, na província de Nangarhar.
As primeiras informações indicam que os mortos não teriam ligação com o atentado que matou 170 pessoas, entre elas 13 militares americanos, e sim com o planejamento de futuros ataques.
Mochilas e pertences de afegãos estavam do lado de fora do aeroporto de Cabul e esperavam ser evacuados do Afeganistão, um dia após os atentados suicidas de 26 de agosto que mataram dezenas de pessoas, incluindo 13 soldados americanos
Wakil Kohsar/AFP
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Resta saber se esta resposta, aparentemente tímida e ordenada por Biden, acalma o público americano, traumatizado pelas cenas horripilantes que se seguiram à retirada desordenada de americanos e afegãos do país.
A catástrofe que atende pelo nome de Afeganistão rebaixou a posição dos EUA diante de seus aliados e fez despencar o prestígio do presidente internamente. Deu a certeza de que, após 20 anos de ocupação americana, o país se mantém como terreno fértil para a ebulição do terrorismo.
O inimigo da vez é o braço do Estado Islâmico, até então secundário no caldeirão de mais de 20 grupos que atuam no Afeganistão, onde o Talibã desponta como força dominante após o colapso do Exército.
Esta rede jihadista tem elementos importados da vizinhança. Compartilha uma ideologia em comum, mas é também desconexa com células autônomas, sem lideranças aparentes, mas divergentes entre si.
Neste contexto, a primeira resposta autorizada por Biden para vingar a carnificina que humilhou os EUA define o modus operandi de seu governo: a condução de operações “além do horizonte”, como o presidente fez questão de ressaltar, que não resultem em mais perdas de vidas americanas.
O presidente tem também em mente atenuar os danos à sua imagem e estancar a queda livre a pouco mais de um ano das eleições de meio de mandato. Mas, para o Afeganistão, o fim da guerra é apenas um novo começo para outras tragédias.
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Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido faz último voo militar de retirada do Afeganistão


Militares britânicos foram parceiros dos Estados Unidos desde o começo da ocupação do Afeganistão, em 2001. Passa de 180 o número de mortos no ataque no aeroporto de Cabul
O último voo organizado pelo Reino Unido para retirar militares do Afeganistão decolou de Cabul neste sábado (28).
Nas duas últimas semanas, os britânicos retiraram cerca de 15 mil pessoas, entre seus próprios cidadãos e afegãos, do Afeganistão.
O Talibã voltou a dominar o país no dia 15 de agosto.
Imagem de satélite fornecida pela Maxar Technologies mostra multidão reunida no portão nordeste do Aeroporto Internacional de Cabul, capital do Afeganistão, em 27 de agosto de 2021, um dia após um atentado terrorista no portão Abadia, em outro local do aeroporto
Maxar Technologies via AP
O Reino Unido foi um parceiro dos Estados Unidos desde o começo da operação militar no Afeganistão, após os ataques de 11 de setembro de 2001. Durante os 20 anos de ocupação, cerca de 450 britânicos morreram no Afeganistão.
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“É o momento de finalizar essa fase da operação. Nós ainda não esquecemos das pessoas que ainda precisam sair, e faremos tudo o que pudermos para ajuda-los”, disse Laurie Bristow, embaixador do Reino Unido em Cabul.
O ministro da Defesa, Bem Wallace, disse na sexta-feira que só as pessoas que já estavam no aeroporto naquele momento iriam viajar.
Estima-se que um número entre 800 e 1.100 afegãos que trabalharam com o Reino Unido nos últimos 20 anos enquadravam-se nos critérios para deixar o Afeganistão, mas não conseguiram chegar ao aeroporto.
O general Nick Carter, chefe das Forças Armadas do Reino Unido, disse que o país e os aliados podem negociar com o Talibã, no futuro, para enfrentar o Estado Islâmico-Khorasan, o braço afegão do Estado Islâmico. Foi esse grupo que cometeu um atentado terrorista do lado de fora do aeroporto de Cabul na quinta-feira.
“Se o Talibã for capaz de demonstrar que pode se comportar da maneira que um governo normal se comportaria em relação a uma ameaça terrorista, podemos descobrir que podemos operar juntos, mas temos que esperar para ver. Certamente algumas das histórias que ouvimos sobre a maneira como eles estão tratando seus inimigos significariam que seria muito difícil para nós trabalhar com eles no momento.”
O primeiro-ministro Boris Johnson discutiu a situação do Afeganistão com a chanceler alemã, Angela Merkel, no sábado, quando os dois líderes concordaram que o G7 (Grupo dos Sete países ricos) deveria adotar uma abordagem comum para lidar com qualquer futuro governo talibã.
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Líder supremo dos talibãs permanece na sombra


Haibatullah Akhundzada não apareceu em Cabul desde que o Talibã retomou o controle do Afeganistão. Imagem de 2016 do líder talibã Haibatullah Akhundzada
Divulgação/Via AFP
Desde que assumiram o poder no Afeganistão em 15 de agosto, muitos dirigentes talibãs apareceram em público em Cabul, mas o líder supremo do movimento fundamentalista, Haibatullah Akhundzada, ainda não fez nenhuma aparição.
Mulá especializado em questões religiosas e judiciais, o nome de Akhundzada começou a ser ouvido em maio de 2016, quando substituiu no comando do grupo Talibã o mulá Mansur, que morreu em um ataque americano com drones no Paquistão.
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Sua primeira meta era unir o movimento fundamentalista, que estava dividido pelas lutas internas. Pouco antes de ele assumir, descobriu-se que seu fundador, o mulá Omar, havia morrido, e a notícia da morte foi escondida durante anos.
Pouco se sabe sobre o papel de Haibatullah Akhundzada, que se manifesta apenas durante as datas festivas islâmicas. Para muitos analistas, seu papel é mais simbólico que operacional.
O que está escrito na bandeira talibã?
Ninguém sabe onde ele está, e Akhundzada nunca fez aparições públicas. Os talibãs divulgaram apenas uma foto dele até hoje.
Filho de um teólogo, natural de Kandahar, território pashtun e berço dos talibãs, Akhundzada tinha antes de sua nomeação uma grande influência no movimento. Ele chegou a comandar o sistema judicial do grupo.
Desde que recuperaram o poder no Afeganistão, 20 anos depois de terem sido expulsos por uma coalizão internacional liderada pelos Estados, os talibãs não revelaram seus deslocamentos e atividades.
Uma vida de eremita
“Se Deus quiser, você o verão em breve”, afirmou esta semana à imprensa o principal porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid.
Dirigentes de diferentes facções talibãs apareceram em público em Cabul nos últimos dias.
Tradicionalmente, os talibãs deixam seu líder supremo na sombra. O fundador do grupo, o mulá Omar, tinha uma vida de asceta e mal foi visto em Cabul durante o período anterior de governo dos fundamentalistas, entre 1996 e 2001.
Omar vivia escondido em sua residência em Kandahar e relutava muito em receber outros dirigentes em casa. Mas sua palavra era considerada sagrada, um respeito que nenhum de seus sucessores conseguiu.
Para Laurel Miller, que coordena o programa para Ásia do “International Crisis Group”, Haibatullah Akhundzada “parece ter adotado um modo de vida similar ao de um eremita”.
A discrição pode ser motivada também pela segurança, para evitar um fim similar ao de seu antecessor, Mansur, opina a especialista.
“Ele pode aparecer em breve para calar os boatos sobre sua morte, mas é possível que se retire novamente para exercer sua autoridade de forma isolada, como fez o mulá Omar”, acrescenta.
Manter o equilíbrio entre facções
O movimento Talibã é formado por várias facções procedentes de diferentes partes do Afeganistão. Representantes de correntes internas do grupo têm aspirações diferentes. Isso criou uma cisão importante em 2015, quando foi divulgada a notícia da morte do mulá Omar.
Após 20 anos de guerrilha, os fundamentalistas terão que manter o equilíbrio entre as diferentes facções, de interessantes às vezes conflitantes, em sua volta ao poder.
O vazio de poder ameaçaria desestabilizar um movimento que, sob a liderança de Haibatullah Akhundzada, conseguiu manter a coesão apesar da guerra, da morte de milhares de combatentes, do assassinato ou do envio para a prisão de Guantánamo de alguns de seus principais dirigentes.
Para outros analistas, o líder talibã aguarda apenas a retirada definitiva dos americanos, em 31 de agosto, para aparecer em público.
“Os talibãs consideram que estão na jihad enquanto as forças estrangeiras permanecem no território afegão”, comenta Imtiaz Gul, analista paquistanês de questões de segurança. “Por este motivo, seu líder supremo não se permite ser visto”.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Birdnesting’: a modalidade de divórcio em que os pais revezam de casa, e não os filhos


Divorciados da geração millennial estão cada vez mais mantendo os filhos na antiga casa da família, enquanto eles entram e saem da propriedade. Divorciados da geração millennial estão cada vez mais mantendo os filhos na antiga casa da família, enquanto eles entram e saem da propriedade
Getty Images via BBC
Uma separação é sempre difícil, especialmente se há filhos envolvidos no processo.
E com várias pesquisas internacionais sugerindo como o divórcio pode ser desconcertante para crianças e adolescentes, alguns pais estão recorrendo a uma solução inovadora para tentar facilitar o processo.
‘Birdnesting’ ou ‘nesting’ (termos em inglês que remetem ao ninho dos pássaros) é um estilo de vida que permite que as crianças permaneçam na “casa da família” e passem o tempo relativo a cada um dos pais lá.
Cada responsável fica na casa durante o período que cabe a ele na guarda dos filhos acordada no divórcio — e vai para outro lugar quando está “de folga”.
O conceito tem esse nome por causa dos pássaros, que mantêm seus filhotes a salvo em um ninho e, alternadamente, entram e saem voando para cuidar deles.
“Queríamos manter a estabilidade das crianças, e não simplesmente desfazer tudo de uma vez”, conta Niklas Björling, de 38 anos, de Estocolmo, cuja família adotou essa modalidade por oito meses depois que ele e a mulher se separaram.
“As crianças podiam manter sua casa, a escola e os amigos como antes”, ele explica, além de evitar o estresse de se deslocar de uma casa para outra.
Embora ainda seja um conceito relativamente desconhecido globalmente, o birdnesting parece estar aumentando nos países ocidentais, principalmente entre famílias de classe média.
Advogados especializados em divórcio observaram um aumento na prática em países como Estados Unidos, Austrália e Holanda.
Um estudo recente da Coop Legal Services, no Reino Unido, sugeriu que 11% dos pais divorciados ou separados já experimentaram a estratégia.
Na Suécia, onde a guarda compartilhada dos filhos é comum há décadas, alguns pais divorciados já revezavam de casa na década de 1970.
(As estatísticas oficiais são difíceis de se obter, uma vez que não há como marcar esta opção de estilo de vida no censo ou em pesquisas domiciliares.)
Björling ficava no quarto de hóspedes da casa da mãe durante o tempo em que não estava com os filhos, enquanto sua ex-mulher alugava um quarto em uma casa compartilhada.
Os mais abastados podem optar por comprar apartamentos individuais, investir em uma segunda propriedade compartilhada ou converter parte da casa principal em um anexo para quem “está de folga”, diz a terapeuta Ann Buscho, da Califórnia, que escreveu um livro sobre nesting.
Para muitos, é um “arranjo transitório ou temporário”, mas alguns de seus clientes praticam birdnesting há anos.
No entanto, à medida que mais famílias começam a abraçar o conceito, os especialistas se dividem sobre o impacto tanto em relação às crianças quanto aos pais.
O que está por trás da moda do ‘birdnesting’?
Buscho diz que é importante entender o contexto por trás da tendência, incluindo a influência de celebridades nos divorciados da geração millennial.
A atriz Anne Dudek (do seriado “Mad Men”) e o artista Matthew Heller tornaram seu birdnesting público após se divorciarem, em 2016, e foi dito que a atriz Gwyneth Paltrow estava frequentemente na casa que costumava dividir com o músico Chris Martin, muito depois de terem se separado.
Niklas Björling diz que ele e a ex priorizaram a estabilidade das crianças quando se separaram
Niklas Björling/Arquivo pessoal
“Acho que a ‘separação consciente’ de Gwyneth Paltrow teve um grande efeito aqui. Eles fizeram uma espécie de nesting modificado. E só a noção de divórcio com respeito e mais gentileza acho que teve um grande impacto nas pessoas”, avalia Bushco.
Programas de TV recentes também podem ter causado impacto. O sitcom americano Splitting Up Together mostrou uma família que fazia nesting usando a garagem como “casa de folga” dos pais, e houve uma trama sobre birdnesting na série Billions.
“Há apenas mais consciência sobre o fato de que é uma opção disponível para as pessoas”, acrescenta Ben Evans, advogado sênior de direito de família da Coop Legal Services, no sudoeste da Inglaterra.
Alguns casais também são atraídos pelo birdnesting porque pode ser uma solução mais econômica, por exemplo, reduzindo as taxas judiciais ou adiando os impostos relacionados à venda da casa, de acordo com Stephen Williams, advogado especializado em direito de família que é sócio de outro escritório britânico, o Ashtons Legal.
Mas ele acredita que a principal motivação é um aumento mais generalizado da conscientização sobre a saúde mental das crianças, o que levou mais pais a considerarem o potencial de arranjos alternativos à guarda dos filhos.
“As pessoas estão muito mais esclarecidas sobre a necessidade de pensar sobre o desenvolvimento dos filhos”, diz ele.
“Acho que é uma evolução muito, muito boa, basicamente, porque muitas vezes essas questões eram colocadas em segundo plano, e eram as separações frequentemente problemáticas dos pais que vinham à tona.”
‘Birdnesting’ é de fato melhor para as crianças?
Sejam quais forem os motivos pelos quais ex-casais estão adotando o birdnesting, é complicado avaliar sua eficácia.
Como é uma tendência relativamente nova na maioria dos lugares, não há dados comparativos sobre o bem-estar das crianças nesse tipo de família em comparação com outras configurações domésticas.
Buscho entrevistou dezenas de famílias que praticavam nesting para sua pesquisa, e ela própria adotou a modalidade por uma temporada de 15 meses com o ex-marido e três filhos na década de 1990.
Ela acredita fortemente que é mais saudável para as crianças, pois permite que mantenham as rotinas existentes e se adaptem aos poucos às mudanças na família.
“Se você perguntar às crianças, elas sempre vão dizer que divórcio não é divertido. Elas não sabem o que é se divorciar sem nesting”, afirma. “Mas o que elas vão dizer é que ‘nossos pais carregaram o fardo do divórcio, e nós não precisamos fazê-lo’.”
Essa é uma perspectiva compartilhada por Linnea Andersdotter, que agora tem 36 anos.
Ela viveu em um arranjo familiar de birdnesting, em Estocolmo, por vários anos, depois que seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos.
“Pareceu uma coisa muito dramática quando eles disseram que iriam se separar, e quando descobri que não precisava me mudar, isso realmente me ajudou a não pirar com a situação”, diz ela.
“Fui meio que mantida em uma pequena bolha de segurança enquanto eles estavam resolvendo as coisas da separação.”
Eline Linde conta que, quando criança, achou a experiência de ‘birdnesting’ confusa
Eline Linde/Arquivo pessoal
Mas os críticos argumentam que isso pode criar uma situação de “casa de reabilitação”, que não ajuda as crianças a processarem a realidade da separação dos pais.
Eline Linde, que vivia em uma casa de nesting perto de Oslo (Noruega) quando era adolescente, diz que achou a experiência “estranha e confusa”.
“Eu não sabia se era a casa da minha mãe ou do meu pai, ou se eles estavam pensando se iam voltar a ficar juntos”, lembra a jovem de 28 anos.
“Acho que devemos realmente ter cuidado ao exaltar a ideia”, concorda Malin Bergström, psicóloga infantil e cientista do Karolinska Institute, em Estocolmo.
“É uma forma de proteger a criança e protegê-la da realidade, basicamente. Acho que é uma ameaça à saúde mental”.
Ela argumenta que “enfrentar desafios junto” com os pais, como sair da casa da família, pode dar aos filhos as ferramentas “para se tornarem adultos resilientes que são capazes de lidar com as coisas no futuro”.
Bergström também questiona a suposição de que o birdnesting é menos estressante para as crianças do que ter que se deslocar entre duas moradias.
Ela participou de vários grandes estudos do Center for Health Equity Studies em Estocolmo que sugeriram que havia muito pouca diferença na saúde mental das crianças em arranjos de guarda compartilhada tradicionais, em comparação com aquelas que viviam em uma família nuclear tradicional com dois pais.
E o impacto sobre os pais?
O impacto do birdnesting sobre os pais também é controverso. O advogado de família Ben Evans acredita que a prática funciona para alguns casais porque pode ajudar a “ganhar um pouco de tempo e aliviar a pressão sobre eles”.
Ambas as partes podem ponderar sobre os passos futuros, ele argumenta, e evitar decisões precipitadas ou dispendiosas.
Buscho diz que um período de nesting também oferece “espaço para respirar”, para ajudar os ex-parceiros a descobrir como querem que seja o plano de coparentalidade no longo prazo, ou pode até mesmo facilitar uma possível reconciliação.
Mas Bergström argumenta que o birdnesting pode ter um impacto psicológico negativo sobre os pais divorciados, impedindo sua capacidade de superar o rompimento.
“O impulso natural após o divórcio, sendo pai ou mãe, é criar sua própria vida, enfrentar, seguir em frente”, diz ela.
“E acho que o birdnesting atua contra essa necessidade.”
Åse Levin, uma designer gráfica de 50 anos de Estocolmo, diz que isso aconteceu com ela quando tentou fazer nesting por seis meses depois de se separar.
O casal se revezava entre o mesmo apartamento de um quarto alugado quando estava longe dos dois filhos.
“Sei que nós dois tínhamos muita ansiedade por estar naquele apartamento… você não tinha suas coisas, então não era um lugar aconchegante para ir”, ela lembra.
“Você está preso em um tipo de bolha ou algo assim, não pode fazer nada. Não pode seguir em frente.”
No fim das contas, o ex dela ficou no antigo apartamento, e seu pai a ajudou a comprar uma pequena casa perto.
Embora o nesting possa reduzir as mudanças na vida das crianças, também cria novos desafios logísticos para os adultos — desde adotar novas rotinas para as tarefas domésticas até descobrir o que fazer se alguém começar a namorar.
“Uma cliente chegou em casa e encontrou um preservativo usado no quarto quando estava na vez dela. Não deu muito certo”, diz Buscho.
“É preciso haver acordos bem definidos.”
Bodil Schwinn diz que o ‘birdnesting’ está funcionando bem para ela e o ex
Bodil Schwinn /Arquivo pessoal
Bom relacionamento com o ex é essencial
“Você precisa ter um bom relacionamento com seu ex”, concorda Bodil Schwinn, de Sollentuna, na Suécia, que faz nesting há dois anos e planeja manter o arranjo por pelo menos mais 18 meses.
Ela e o ex-parceiro dividem o custo de uma faxineira para a casa da família e reabastecem a geladeira à medida que precisa.
“Nunca discutimos coisas como ‘você comprou carne’ ou ‘você comeu minha carne ou meu queijo’, apenas lidamos com isso”, diz Schwinn.
Ela impôs o limite de que não queria a nova namorada do ex dormindo em sua cama quinzenal compartilhada, então eles concordaram em converter o escritório em um novo quarto.
“Muita gente acha que isso é muito estranho, mas estou bem com isso. Estou feliz que ele esteja feliz e tenha encontrado alguém.”
O futuro do ‘nesting’
O advogado de família Stephen Williams acredita que o birdnesting não é uma solução conveniente para todo mundo — e diz que os pais recém-separados não devem se sentir pressionados a entrar no movimento.
Para começar, alguns casais não terão recursos financeiros ou redes de apoio para encontrar acomodação alternativa para o tempo de ‘folga’.
Ele também diz que não será a melhor opção se ainda houver um alto nível de conflito, se um dos pais não for capaz de se comprometer com o acordo ou se este simplesmente não parecer adequado.
“A meu ver, o birdnesting é apenas uma de uma série de intervenções positivas que podem ajudar os pais a cuidar de seus filhos após a separação”, afirma.
Mas os defensores do nesting esperam que a prática se torne mais comum.
Buscho lembra que a coparentalidade entre pais divorciados parecia radical na década de 1950, mas agora é amplamente aceita como uma opção positiva para muitas famílias, então os críticos não devem descartar o movimento de birdnesting, mesmo que atualmente pareça uma ideia de nicho.
“Minha esperança é que no futuro, à medida que a consciência em relação ao nesting cresça, se torne uma rotina, que as pessoas comecem seu processo de separação com um período de nesting de alguns meses ou até mais.”
Em Estocolmo, Niklas Björling está desfrutando agora de um novo capítulo em um pequeno apartamento alugado, a uma curta distância de carro de sua ex-mulher, que ele divide com os filhos a cada duas semanas, e com sua nova namorada quando eles não estão por perto.
Ao refletir sobre a experiência de nesting que teve anteriormente, ele diz:
“Não me arrependo de ter feito… Mas você quer ficar totalmente livre depois de um tempo.”

Fonte: G1 Mundo

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Índia vacina 10 milhões de pessoas contra a Covid-19 em apenas um dia


A Índia tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, é o segundo país mais populoso do mundo. O plano é vacinar 1,1 bilhão de pessoas até o fim de 2021 Campanha de vacinação em Amritsar, na Índia, em 28 de agosto de 2021
Narinder Nanu / AFP
A Índia vacinou 10 milhões de pessoas contra a Covid-19 em apenas um dia, um recorde, anunciaram neste sábado (28) as autoridades do país asiático, que tenta lutar contra uma nova onda anunciada da epidemia.
O primeiro-ministro Narendra Modi celebrou o que chamou de “proeza memorável”, que aconteceu na sexta-feira. A Índia tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, é o segundo país mais populoso do mundo.
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O governo indiano foi muito criticado após uma expansão da epidemia que provocou mais de 200 mil mortes em abril e maio. O plano é vacinar 1,1 bilhão de pessoas até o fim de 2021. Mas o objetivo enfrenta obstáculos devido à escassez e aos erros administrativos.
Desde o início da campanha, apenas 15% da população foi vacinada.
Apesar das advertências dos especialistas, quase todas as restrições foram suspensas e o número de contágios subiu com força – 46 mil novos casos neste sábado -, o que está provocando o colapso das infraestruturas de saúde.
A Índia é um dos países mais afetados pela Covid-19, com mais de 32 milhões de casos confirmados e mais de 437 mil mortes.
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Fonte: G1 Mundo

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Covid: Agências de espionagem dos EUA concluem que coronavírus não é ‘arma química’, mas não conseguem saber origem


Investigação pedida por Joe Biden não apresentou resultados conclusivos. Há dúvida se o vírus surgiu de um acidente em laboratório ou se veio da contaminação de um animal. O coronavírus matou 4,5 milhões de pessoas em todo o mundo
Getty Images/Via BBC
Agências de inteligência dos Estados Unidos chegaram à conclusão de que o coronavírus não foi desenvolvido para servir de “arma química”, mas não conseguiram determinar a origem dele.
Os investigadores estão divididos sobre se o vírus surgiu na natureza ou se vazou acidentalmente de um laboratório. O relatório emitido pelo escritório que coordena as 18 agências de espionagem dos EUA, entre elas a CIA, descartou, porém, que tenha sido produzido como arma biológica.
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Especialistas advertem que o tempo está se esgotando para coletar informações cruciais sobre a origem do vírus. O ministro de Relações Exteriores da China criticou o relatório, a que chamou de “anticientífico”.
Divisão
O relatório do Escritório da Diretoria de Inteligência Nacional disse que não há consenso na comunidade de inteligência dos EUA sobre a origem mais provável do coronavírus.
“Todas as agências entendem que há duas hipóteses plausíveis: exposição natural a um animal infectado e incidente associado a laboratório.”
De acordo com o relatório, diversas agências de espionagem acreditam que a Covid-19 surgiu da “exposição natural a um animal infectado pelo coronavírus ou por um vírus progenitor similar”. Mas elas apontaram “confiança baixa” nessa conclusão.
Outra agência de inteligência disse ter “confiança moderada” de que a primeira infecção humana veio de um “incidente associado a laboratório”, no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, que estuda coronavírus em morcegos há mais de uma década.
Críticas à China
O presidente americano Joe Biden divulgou uma declaração após a publicação do relatório criticando a China por não cooperar com a investigação.
China rejeita segunda fase de investigação sobre origem do novo coronavírus
“Informações críticas sobre as origens dessa pandemia existem na República Pupular da China, mas, desde o início, autoridades do governo na China têm trabalhado para impedir investigadores internacionais e membros da comunidade de saúde global de acessar (esses dados)”, disse Biden.
“O mundo merece respostas, e não vamos descansar até que as tenhamos”, acrescentou.
A pandemia, que já matou quase 4,5 milhões de pessoas em todo o mundo, teve início na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019.
Uma equipe da Organização Mundial da Saúde, que visitou Wuhan, concluiu neste ano que a doença provavelmente se espalhou de um animal vendido num mercado de alimentos.
Mas essa conclusão foi rebatida por alguns cientistas. Em maio, Biden pediu às agências de inteligência dos EUA para analisarem os dados e produzirem um relatório que “nos aproximasse de uma conclusão definitiva” sobre a origem do vírus.
A China, enquanto isso, tem alimentado informações infundadas de que o vírus se origou do Forte Detrick, uma instalação militar nos EUA.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde disse que, em breve, seria “biologicamente impossível” coletar evidências que datassem da origem do vírus.
“A janela de oportunidade para conduzir essa investigação crucial está se fechando rapidamente”, alertou, pedindo que pesquisadores e governos acelerassem as pesquisas.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA pedem a seus cidadãos para deixarem imediatamente os portões do aeroporto de Cabul


Embaixada dos EUA em Cabul emitiu um alerta de segurança no qual pede para que seus cidadãos não fiquem próximos aos portões do aeroporto da cidade. Imagem da operação de retirada de pessoas do Afeganistão, em 26 de agosto de 2021
Victor Mancilla/Divulgação Forças Armadas dos EUA/Via Reuters
Os Estados Unidos pediram a seus cidadãos que deixem imediatamente os portões do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, na sexta-feira (27).
Nesta semana, o local foi alvo de um atentado do braço do Estado Islâmico no Afeganistão contra uma multidão que tentava fugir do país.
Mais de 180 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no atentado terrorista. As redes de televisão CBS e CNN e o jornal “The New York Times” dizem que 170 afegãos morreram e ao menos 200 ficaram feridos, citando autoridades de saúde.
Passa de 180 o número de mortos no ataque no aeroporto de Cabul
As Forças Armadas dos EUA disseram que a operação de retirada dos americanos e aliados afegãos seguia enfrentando “ameaças específicas e confiáveis”.
“Os cidadãos americanos que estão agora no portão da Abadia, no portão Leste, no portão Norte ou no portão do Novo Escritório do Interior devem sair imediatamente”, informou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul em um alerta de segurança.
Alerta para possíveis novos ataques
As forças de segurança americanas estão em alerta para a possibilidade de mais ataquese estão compartilhando informações com o Talibã nos postos de controle do aeroporto.
A informação foi dada pelo general Kenneth “Frank” McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, órgão responsável pelas operações militares no Oriente Médio, inclusive o Afeganistão.
EUA revidaram
Militares dos Estados Unidos atacaram com drones o braço do Estado Islâmico no Afeganistão no sábado (28, horário local – noite de sexta-feira, 27, no Brasil), bombardeando o local onde estaria um membro do grupo.
EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
A ação ocorreu menos de 48 horas depois que um ataque suicida assumido pelo grupo matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul.
O Comando Central dos EUA disse que o ataque com drones em Nangahar foi lançado sobre um membro do Estado Islâmico-Khorasan (braço afegão do Estado Islâmico) que se acredita estar envolvido no planejamento de ataques contra os EUA em Cabul.
O ataque matou um indivíduo. O porta-voz do capitão da Marinha, William Urban, afirmou que não há relato de mortes de civis.
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Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Reforço da vacina, ataque terrorista no Afeganistão, peixe invasor em Noronha, gasolina a R$ 7 e protesto indígena


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 23 a 27 de agosto. Reforço da vacina contra a Covid. Injeção no músculo do ventroglúteo. Passaporte para academias, bares e restaurantes. Chuva de fuligem em São Paulo. Peixe invasor em Fernando de Noronha. Adeus a Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones. Gasolina a R$ 7. Ataques do grupo terrorista Estado Islâmico-Khorosan. Piscina com ondas no alto de prédio. Coração de ovelhas na Austrália.
Dose de reforço ou 3ª dose?
É uma terceira agulhada com vacina contra a Covid, mas o termo correto é dose de reforço (preferencialmente com Pfizer, AstraZeneca e Janssen). Isso porque a dose de reforço está relacionada à manutenção do nível de anticorpos que foram obtidos dentro do previsto nos estudos, segundo a infectologista e diretora da vigilância em Saúde do município de Rio Claro, interior de São Paulo, Suzi Berbert. O Instituto Butantan considera que “terceira dose” deve ser o termo utilizado para quando uma pessoa toma o mesmo tipo de imunizante. Pegou a diferença?
E quem deve tomar o reforço? A partir de setembro, idosos com mais 70 anos e pessoas com baixa imunidade, os chamados imunossuprimidos. Mas atenção: muitas pessoas estão recebendo um e-mail sobre uma falsa seleção para receber uma dose extra da vacina e que ainda seria possível escolher o imunizante. A mensagem é #FAKE.
Fato ou Fake no Bom Dia SP
Quantos somos?
213.317.639, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não incorpora os feitos da pandemia da pandemia de coronavírus. Os reflexos de fatores como migração, mortalidade e fecundidade só poderão ser vistos, de fato, a partir do próximo Censo Demográfico, previsto para ser realizado em 2022. A pesquisa seria realizada neste ano, mas foi cancelada após corte no orçamento feito pelo governo federal.
VÍDEO: Saiba qual é o tamanho da população do Brasil
‘Chuva’ de fuligem
Queimadas em série na Grande São Paulo puderam ser vistas e sentidas até em bairros centrais da capital paulista. Nessas regiões, moradores foram surpreendidos com uma “chuva” de fuligem vinda de longe, principalmente por causa do fogaréu no Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha (e a suspeita é que o incêndio tenha sido causado por seis pessoas que soltaram balões clandestinos).
Fuligem em quintal no bairro da Bela Vista, Centro de São Paulo
Um guarda chegou a chorar ao relatar grito de animais e colegas desmaiando durante combate ao incêndio.
GCM chora ao relatar socorro de animais durante incêndio no Parque Juquery, em SP
O ambiente fica sujo e ainda prejudica a nossa respiração, que no inverno já tende a ficar sobrecarregada com o tempo seco típico da estação. A secura no nariz e a dificuldade para respirar ainda podem vir acompanhadas de dores de cabeça. Veja dicas para aliviar a secura:
VÍDEO: 9 dicas para enfrentar o tempo seco e a poluição de queimadas
Isis-K e o terror no Afeganistão
Conhecido pela sigla em inglês Isis-K, o grupo terrorista Estado Islâmico-Khorosan assumiu dois ataques que mataram dezenas de vítimas no Afeganistão. Rival do grupo, o Talibã, que recentemente tomou o poder no país, condenou os ataques. As imagens chocam e impressionam: corpos enfileirados e pessoas correndo ao som de tiros e disparos. Segundo o Pentágono, há 13 militares entre os mortos. O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que os americanos não vão perdoar o que aconteceu.
Vídeo mostra pessoas correndo enquanto tiros são ouvidos em Cabul
De garçom a milionário
Até 2014, Glaidson Acácio dos Santos recebia pouco mais de R$ 800 como garçom. Em 7 anos, tornou-se milionário que movimentou pelo menos R$ 2 bilhões em uma empresa suspeita de aplicar o golpe conhecido como “pirâmide” com bitcoins. A quantia encontrada na casa dele, no Rio de Janeiro? Quase R$ 14 milhões em espécie.
Dinheiro apreendido pela PF em operação que prendeu suspeito de golpe pirâmide é contado
Nas palavras do advogado de Glaidson, ter tal quantia de dinheiro em casa “não é um crime”.
Passaporte da vacina
O cartãozinho recebido ao tomar a vacina contra a Covid deve sair do post nas redes sociais para outro aplicativo de celular, com status de documento. Em São Paulo, o chamado “passaporte da vacina” será necessário para entrada em restaurantes com eventos e teatros de shoppings. No Rio, a pessoa precisará apresentar comprovante de vacina para ir em academias e outros estabelecimentos. Iniciativa parecida já foi adotada em outros países do mundo, como Itália, França e Israel.
VÍDEO: entenda em 7 pontos se ‘passaporte da vacina’ é boa ideia ou discriminação?
Vacina boa é vacina no braço ou…
No músculo do ventroglúteo, região bem próxima ao glúteo, a depender de como a gestão municipal decidir (como o definido em Joinville, SC). De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde da cidade de Santa Caratina, Fabiana Almeida, outros imunizantes já são aplicados dessa forma no município – e por isso decidiram aplicar a vacina contra a Covid dessa forma. A vantagem, nas palavras de Fabiana, é que o músculo do ventroglúteo “é maior, é livre de nervos”. Vitória Will de Hammes, de 77 anos, por exemplo, aprovou a medida. Segundo ela, não deu nem pra sentir a agulha. Assista:
Vídeo mostra idosa recebendo vacina da Covid perto do glúteo em SC
Cobra amiga
A cobra brasileira jararacuçu produz um peptídeo (pedaço de proteína) capaz de inibir o coronavírus. Mas calma lá: os testes foram feitos em macacos e, apesar de promissor, os resultados precisam de outros estudos. O achado é de pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP).
Pesquisadores descobrem que veneno de cobra brasileira pode ajudar no tratamento da Covid
Adeus a Charlie Watts
“Charlie era uma rocha, um baterista fantástico, firme como uma rocha”, disse Paul McCartney. “O homem mais estiloso, e uma companhia brilhante”, definiu Elton John.
O rock deu adeus ao baterista de uma das mais lendárias bandas de todos os tempos: Charlie Watts, do Rolling Stones, que morreu aos 80 anos. A causada da morte não foi divulgada, mas ele havia passado por cirurgia recentemente. Segundo o agente do músico, ele estava em um hospital cercado de sua família. Veja repercussão entre artistas e relembre a carreia do músico em fotos.
Charlie Watts, baterista do Rolling Stones, morre aos 80 anos
Injúria racial
Uma mensagem com emojis de bananas em um aplicativo de conversa fez com que a advogada Isabela Bueno de Sousa virasse ré por injúria racial. Ao ser questionada pela também advogada Thayrane Evangelista, no meio da conversa, sobre por que tinha respondido com a imagem da fruta, a mulher disse se tratar de “reserva de pensamento” e que pensou “alto”. Depois, afirmou que a banana representa “pessoas sem personalidade”. Veja prints das conversa no vídeo abaixo:
VÍDEO: Advogada vira ré por injúria racial após responder mensagem com emoji de banana
Dor no bolso
Está tudo muito caro, e as perspectivas futuras não são das melhores. A começar pelo preço da gasolina, que, impulsionada pelo real desvalorizado, atingiu R$ 7 nas bombas. Entenda a formação dos preços, o peso do dólar nessa conta e a política da Petrobras.
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Até ficar em casa está pesando no bolso — e as coisas vão piorar. É que o agravamento da crise hídrica deve fazer com que o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha da conta de luz volte a subir já a partir de setembro, como mostrou o blog da Ana Flor. Especialistas afirmam que o valor pode subir de R$ 9,49 por kw/h consumido para R$ 11 ou até R$ 15 – um reajuste de mais de 50% neste adicional.
E o que diz o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o assunto?
“Qual é o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?”
Guedes: ‘Qual é o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?’
Guedes também afirmou que a inflação brasileira não está fora de controle e que os índices de preços sobem no mundo todo. Para ele, uma inflação entre 7% e 8% está “dentro do jogo”. É verdade que a inflação está em alta em boa parte dos países. Mas economistas ouvidos pelo G1 dizem que a comparação feita por Guedes tem pouco fundamento; entenda.
Enquanto isso… Jair Bolsonaro chamou de “idiota” quem diz que precisa comprar feijão. Para o presidente, “tem que todo mundo comprar fuzil”.
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Ameaças ao meio ambiente, quilombolas e indígenas
Já ouviu falar no “combo da morte” para o meio ambiente, comunidades quilombolas e indígenas? Há pelo menos cinco projetos em tramitação no Congresso Nacional que estão sendo observados com atenção por especialistas devido às ameaças que apresentam para esses povos e para a natureza. Além disso, o Supremo Tribunal Federal começou a julgar uma ação que servirá de diretriz para as mais de 300 terras indígenas ainda em processos de demarcação no país. Entenda ponto a ponto o risco de cada uma dessas propostas.

Invasor de Noronha
Ele vive no fundo do mar, está assustando as pessoas em terra — e nas redes sociais. Venenoso e invasor, o Pterois volitans, mais conhecido como peixe-leão, não tem predador natural, o que preocupa especialistas. O peixe-leão tem espinhos venenosos, que apresentam uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões nos seres humanos. Já para a vida marinha, peixe-leão pode ser um risco caso se alimente de espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região (e assim causar a extinção delas). Dê o play no vídeo abaixa para saber mais:
VÍDEO: Entenda por que peixe venenoso encontrado em Noronha pode ameaçar a fauna marinha
‘Coisa’ de R$ 210
Filha do apresentador Gugu Liberato, morto em 2019, Sofia tinha o sonho de comprar um Porsche, tipo de carro de luxo. Mas foi impedida pela tia, Aparecida Liberato, que avaliou que o veículo era muito carro para uma adolescente. Ela, então, precisou se contentar com um Dodge Charger, que é vendido nos EUA, onde mora, por cerca US$ 40,3 mil, o equivalente a R$ 211 mil. Criticada, Sofia se defendeu dizendo que as declarações foram tiradas de contexto e que o assunto é muito mais sério. Assista:
Filhas de Gugu Liberato falam sobre polêmica após vídeo em que citam compra de carro
Violência
Marilda Matias Ferreira dos Santos saiu para andar de bicicleta, mas não voltou. A psicóloga de 37 anos foi encontrada morta dentro do porta-malas de um carro na garagem de casa, em Pouso Alegre (MG). A polícia não divulgou o nome de nenhum suspeito. O marido de Marilda foi ouvido e liberado.
Em Belo Horizonte, o promotor afastado André de Pinho virou réu pela morte da mulher, em abril. André, que nega o crime, foi denunciado por homicídio, qualificado como feminicídio, e com agravantes de motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou defesa da vítima.
No Rio de Janeiro, o Ministério Público do Estado pediu a prisão preventiva do influenciador digital Raulino de Oliveira Maciel, conhecido como Raulzito, por estupro de vulnerável. A denúncia especifica que o youtuber cometeu abusos sexuais contra duas crianças de 10 e 11 anos.
RaulZito, influenciador e youtuber, foi preso em SC por suspeita de estupro de vulnerável
Reprodução/Instagram/RaulZitoYt
Cumprindo pena em regime domiciliar, João de Deus, acusado de uma série de abusos sexuais contra mulheres durante atendimentos espirituais, foi novamente levado para a cadeia.
E a Justiça do Distrito Federal decidiu manter preso o advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem, detido em flagrante por perseguir e atropelar uma mulher durante uma briga de trânsito.
Nome? Ye
Ye, somente Ye, nada mais que Ye. Assim Kanye West quer se chamar. Ele, cujo nome completo é Kanye Omari West, não quer mais ter nome do meio nem sobrenome. Para que isso aconteça, entretanto, um juiz precisa aprovar o pedido.
Olha a onda
Mas não em alto mar (e sim no alto do 30º andar de um prédio). Prédios balançam com o vento, mas, felizmente, a gente não percebe tanto assim. Ao menos que você tenha uma piscina na varanda e filme a água formando ondas, como fez um empresário que foi visitar um imóvel à venda. Para o engenheiro Sergio Eduardo Stolovas Goldman, isso pode acontecer se a piscina tiver uma “forma inadequada”.
Piscina de triplex tem ‘ondas’ após vento bater em prédio de 30 andares em Santa Catarina
Protesto indígena
Contra o chamado “marco temporal” para a demarcação de terras, indígenas de diversas regiões do país protestaram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, queimando caixões. O tema chegou a entrar na pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, mas foi adiado para o dia 1º de setembro.
Pelo critério do “marco temporal”, índios só podem reivindicar a demarcação de terras nas quais já estivessem estabelecidos antes da data de promulgação da Constituição de 1988.
Entenda por que 5 projetos de lei no Congresso são apontados como ameaças ao meio ambiente, quilombolas e indígenas
VÍDEO: Grupos indígenas protestam contra ‘marco temporal’, em Brasília
Aniversário 🎂
“O Assunto” completou 2 anos! Desde a estreia, em 26 de agosto de 2019, o podcast discute de segunda a sexta-feira temas do noticiário brasileiro e internacional. Saiba quais foram o episódios favoritos da apresentadora Renata Lo Prete.
Um ❤️ cheio de ovelhas
Para homenagear a tia que morreu de câncer (e que tinha “um bom senso de humor”), o fazendeiro Ben Jackson resolveu fazer um coração de ovelhas. Assim, ele jogou ração no formato e chamou o rebanho, enquanto filmava tudo com um drone. “Na primeira vez, parecia um emoji de cocô”, disse ele. Veja como ficou:
VÍDEO: Fazendeiro australiano homenageia tia que morreu com coração feito de ovelhas
Sem dinheiro
O YouTube suspendeu pagamentos a produtores de conteúdo de 14 canais, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre disseminação de notícias falsas. Segundo a agência de notícias Reuters, a suspensão atinge páginas que estariam propagando notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Nem a morte separa
Arqueólogos encontraram dois esqueletos abraçados de cerca de 1.500 anos na região norte da China, de acordo com uma publicação no periódico científico “International Journal of Osteoarchaeology”. Os esqueletos são de pessoas que viveram na dinastia Wey, que dominou a região entre 386 e 534.
“Nessa época, a China era bastante liberal — havia tanto casamentos livres (em que homens escolhiam mulheres ou mulheres escolhiam homens) como casamentos arranjados”, disse Qian Wang, autor do estudo.
Imagem de esqueletos encontrados abraçados no norte da China
Qian Wang/Cortesia

Fonte: G1 Mundo