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EUA lançam ataque com drones contra Estado Islâmico-k no Afeganistão

Comando Central dos EUA diz que alvo era indivíduo envolvido em planejamento de ataque aos EUA e que há um morto, mas que não há relato de civis atingidos. Na quinta-feira, Biden havia prometido ‘caçar’ responsáveis por atentado em aeroporto de Cabul. Militares dos Estados Unidos lançaram um ataque com drones contra o Estado Islâmico-K no sábado (28, horário local – noite de sexta-feira, 27, no Brasil), bombardeando o local onde estaria um membro do grupo no Afeganistão.
A ação ocorreu menos de 48 horas depois que um ataque suicida assumido pelo grupo matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul.
O Comando Central dos EUA disse que o ataque com drones em Nangahar foi lançado sobre um membro do EI-K que se acredita estar envolvido no planejamento de ataques contra os EUA em Cabul. O ataque matou um indivíduo, e o porta-voz do capitão da Marinha, William Urban, afirmou não haver relato de mortes de civis.
Ainda não está claro se o indivíduo morto estava envolvido especificamente na explosão suicida de quinta-feira fora dos portões do aeroporto de Cabul, onde multidões de afegãos tentavam desesperadamente entrar, buscando deixar o país após a tomada de poder pelo Talibã.
O ataque aéreo cumpriu uma promessa que o presidente Joe Biden fez à nação na quinta-feira, quando disse que os autores do ataque não poderiam se esconder. “Vamos caçá-los e fazê-los pagar”, disse ele.
Os líderes do Pentágono disseram aos repórteres na sexta-feira que estavam preparados para qualquer ação de retaliação que o presidente ordenasse.
“Temos opções lá agora”, disse o Maj. Gen. Hank Taylor, do Estado-Maior Conjunto do Pentágono.

Fonte: G1 Mundo

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Conselho recomenda liberdade condicional para assassino de Robert F. Kennedy nos EUA


Senador era irmão do ex-presidente John F. Kennedy e morreu em 1968, após ser baleado quando disputava vaga para candidatura à presidência pelo Partido Democrata. Condenado à prisão perpétua, Sirhan Sirhan tentou condicional outras 15 vezes antes; decisão final ainda depende do governador da Califórnia. Sirhan Sirhan, condenado à prisão perpétua pelo assassinato do senador Robert Kennedy, em 1968, em foto de 9 de fevereiro de 2016
California Department of Corrections and Rehabilitation/Handout via Reuters
Um conselho da Califórnia recomendou nesta sexta-feira (27) a liberdade condicional a Sirhan Sirhan, condenado em 1968 pelo assassinato de Robert F. Kennedy, irmão do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.
Sirhan, de 77 anos, passou mais de meio século atrás das grades. A decisão do conselho não determina sua libertação imediata, mas abre caminho para um período de análise que pode durar até três meses e depois deve ser revisado pelo governador da Califórnia.
Condenado à prisão perpétua, Sirhan tentou obter a liberdade condicional por 15 vezes.
Nesta sexta-feira, pela primeira vez, o Ministério Público de Los Angeles não se opôs ao pedido.
Robert F. Kennedy, o irmão mais novo do também assassinado John F. Kennedy, foi baleado na madrugada de 6 de junho de 1968 no Ambassador Hotel em Los Angeles, depois de fazer um discurso por sua vitória nas eleições primárias democratas da Califórnia, a caminho da corrida presidencial.
O então senador faleceu no dia seguinte, aos 42 anos.
Sirhan, natural de Jerusalém e nos Estados Unidos desde 1956, foi condenado pelo crime. Aos 24 anos, ele confessou o assassinato no tribunal, mas disse não se lembrar de como isso aconteceu.
Ele foi detido na cena do crime, ainda com a arma na mão. No entanto, durante anos correram rumores de que havia um segundo assassino.
Paul Schrade, que estava com “Bobby” Kennedy durante o tiroteio e foi ferido, é um dos que apoiou essa hipótese.
“É uma boa decisão”, disse Schrade à AFP nesta sexta-feira, minutos após a votação ser publicada.
“Estou muito grato ao conselho de liberdade condicional por dar a Sirhan a oportunidade de ir para casa.”
Robert F. Kennedy Jr., um dos onze filhos do falecido senador, também expressou dúvidas no passado sobre a autoria do crime.
A controvérsia sobre o caso começou no julgamento de Sirhan, quando os promotores apresentaram um relatório de autópsia mostrando que Kennedy foi baleado pelas costas. Sirhan estava na frente.
Em 2013, um juiz dos EUA que recusou um dos recursos de Sihran rejeitou a versão, afirmando que a direção da bala poderia ser explicada devido ao “caos” e que Kennedy pode ter virado a cabeça durante o tiroteio.
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Fonte: G1 Mundo

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Brasileiro e familiares são resgatados do Afeganistão, diz Itamaraty


Ministério das Relações Exteriores diz também que permanece em ‘intensa articulação’ para resgatar um segundo brasileiro que deseja deixar o país asiático acompanhado de seus familiares. Desembarque de diplomatas espanhóis, aliados e militares em aeroporto da Espanha após retirada do Afeganistão em 27 de agosto de 2021
Javier Barbancho/Reuters
Um brasileiro e seus familiares, que não possuem nacionalidade brasileira, foram resgatados do Afeganistão nesta sexta-feira (27), informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Ele foi levado para Madri em um voo organizado pelos governos da Espanha e da Alemanha que retirava diplomatas, aliados e militares do aeroporto internacional de Cabul.
“Como resultado dos esforços diplomáticos realizados, foi possível resgatar um brasileiro, que chegou hoje a Madri acompanhado de seus familiares”, disse o Itamaraty por e-mail ao G1.
A identidade do brasileiro e o prazo para seu retorno ao Brasil não foram divulgados pela pasta que disse ainda trabalhar para tentar resgatar um segundo brasileiro que continua no Afeganistão.
O Itamaraty disse que está em “intensa articulação” com países que atuam na região para a retirada deste segundo brasileiro e de seus familiares.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores dos cinco brasileiros registrados no país, apenas dois pediram ajuda para voltar.

Fonte: G1 Mundo

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Congresso dos EUA pede que Facebook, Google, Twitter e outros entreguem registros sobre invasão ao Capitólio


Comissão parlamentar também notificou plataformas como YouTube, TikTok e Snapchat. Objetivo é reunir informações sobre os atos de violência realizados em janeiro por apoiadores de Donald Trump. Logo do Facebook.
REUTERS/Dado Ruvic
O Congresso dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira (27) que empresas como Facebook, Google e Twitter compartilhem registros que possam contribuir com a investigação sobre a invasão ao Capitólio por apoiadores do ex-presidente americano Donald Trump, em 6 de janeiro.
A comissão parlamentar que apura o caso também pediu informações para as redes sociais YouTube, Twitch, TikTok, Snapchat, Reddit, Gab e Parler, bem como os aplicativos de mensagens Telegram e Zello.
As autoridades também solicitaram registros dos fóruns anônimos 4chan e 8kun (antigo 8chan) e do site theDonald.win, criado após um grupo de apoiadores de Trump ser penalizado pelo Reddit.
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O Comitê Selecionado da Câmara dos Deputados dos EUA quer obter registros sobre a invasão e ações nos dias que a antecederam, incluindo a disseminação de desinformação e esforços para impedir a certificação da eleição do presidente Joe Biden.
A agência Reuters informou que Facebook, Snapchat, Google e Reddit confirmaram ter recebido o pedido e se comprometeram a trabalhar com o comitê.
A rede social Gab, similar ao Twitter, afirmou em comunicado que recebeu uma carta do comitê e afirmou ter removido contas “que procuravam espalhar divisão e medo” antes da posse.
O Twitter se recusou a comentar, e TikTok e Parler não responderam imediatamente às solicitações da Reuters. As outras empresas não foram encontradas para comentários imediatos.
A comissão busca registros desde 2020, incluindo eventuais mudanças de política realizadas pelas plataformas para combater informações falsas, extremismo violento e influências estrangeiras na eleição presidencial americana.

Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: cinco mitos que dificultam compreensão da crise atual


O que faz do Afeganistão um exemplo de Estado falido ou eternamente convulsionado? Que papel têm religião, cultura, etnia e disputa de poder entre potências nessa situação? Talibãs carregam armas em carro no Afeganistão
EPA/BBC
A crise deflagrada nas últimas semanas com a aceleração da retirada das forças dos Estados Unidos do Afeganistão, a queda do governo do presidente Ashraf Ghani e a volta do Talibã ao poder no país colocaram esse país da Ásia Central outra vez no centro das atenções.
Aspectos da história, da sociedade e da cultura afegãs, que normalmente atraem pouca atenção dos políticos, da imprensa e dos acadêmicos, voltaram ao centro do noticiário e ganharam destaque nas redes sociais.
Imagens dramáticas de afegãos aglomerando-se nos postos de fronteira e no aeroporto de Cabul em fuga diante do avanço dos talibãs correram mundo, fazendo com que questões muitas vezes repetidas nos últimos 40 anos voltassem à tona: por que esse país está no centro de mais uma tragédia?
As 7 imagens mais marcantes da tomada do Afeganistão pelo Talibã
O que faz do Afeganistão um exemplo de Estado falido ou eternamente convulsionado? Que papel têm religião, cultura, etnia e disputa de poder entre potências nessa situação? Essas e outras perguntas põem em evidência uma grande quantidade de mitos, preconceitos e incompreensões sobre o Estado afegão.
A seguir, algumas dessas ideias e o que elas contêm de realidade e fantasia.
O Afeganistão é ingovernável
A palavra persa afghan designa um tipo de colete de couro de carneiro usado pelas tribos patanes. O nome Afeganistão significaria, assim, “terra dos que usam afghan”.
De origem remota, os patanes correspondem a cerca de 38% a 42% da população do atual Afeganistão (as estimativas variam, e a imprecisão é agravada pela inexistência de censos nacionais recentes).
Assim como boa parte dos povos entre o Planalto Iraniano e o Vale do Indo, hoje no Paquistão e na Índia, os patanes converteram-se em sua esmagadora maioria ao islamismo de linha sunita a partir das invasões árabes da região, no século 7. O Estado afegão atual delimitou-se no século 19.
Afegãos comemoram o 102º Dia da Independência do Afeganistão, em Cabul, nesta quinta-feira (19)
Wakil Kohsar/AFP
A língua dos patanes, o pashtu, incorpora elementos dos idiomas persa, turco e árabe. Monarcas afegãos jamais buscaram utilizá-la como instrumento de uniformização nacional à maneira europeia: na corte, historicamente, a língua franca era o persa (conhecida como “o francês do Oriente”, em razão de sua tradição burocrática e literária).
Embora os patanes tenham historicamente dominado o Afeganistão, seu sentido de pertencimento não se limita às fronteiras do país. Uma parcela importante habita o noroeste, o sudoeste e o sul do Paquistão, fazendo com que a delimitação entre os dois países, a chamada Linha Durand, que data da época da Índia britânica, nunca tenha sido oficialmente reconhecida pelo Estado afegão.
Ao se estabelecer, o Estado afegão incorporou dezenas de populações não-patanes. As mais significativas em termos numéricos são tajiques, uzbeques, turcomenos e hazaras.
O perfil geográfico do Afeganistão, dominado em suas porções norte e central pela cordilheira do Hindu Kush, fez com que muitos desses povos vivessem relativamente isolados em enclaves distribuídos ao longo de vales, com pouco ou nenhum contato com outras etnias ou mesmo com as instituições oficiais afegãs. Isso fez com que a principal ameaça à estabilidade do Estado afegão tenha surgido geralmente não do interior, mas de seus poderosos vizinhos: Pérsia (hoje Irã), Rússia e Grã-Bretanha.
Antes da invasão soviética, Afeganistão era democrático
Até 1973, o regime político do Afeganistão foi uma monarquia hereditária dominada pela mesma família, os Durrani, de origem patane. A organização social dos patanes é de tipo tribal, ou seja, que remonta a um suposto ancestral comum (nesse caso, um mítico parente do profeta Maomé, fundador do Islã). A partir de 1950, o rei Zahir Shah assinou três tratados de amizade e cooperação com a União Soviética, interessada em assegurar um ponto de apoio ante o Irã do xá Reza Pahlevi, aliado do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Embora a proximidade com a União Soviética tenha garantido relativa proeminência a simpatizantes comunistas entre militares e intelectuais, que seriam decisivas para a proclamação da república em 1973, o Afeganistão continuou sendo, em grande medida, um país de população majoritariamente rural organizada em linhas étnicas e tribais e, portanto, tradicionalistas.
Afeganistão e sua posição estratégica na Ásia
Arte G1
Enclaves de modernidade e liberdade à maneira ocidental limitavam-se às grandes cidades, como a capital, Cabul, a leste, e Herat, a oeste, onde a maior parte da população sentia-se mais próxima do Irã do que do restante do país.
A inexistência de um projeto de modernização por parte da monarquia e, depois, dos militares que dominaram o regime republicano – a partir de 1978, organizados em um partido comunista dividido em duas frações – fizeram com que o Estado afegão não entrasse em choque com chefes tribais e mulás, evitando uma crise como a que resultou, no Irã, na Revolução Islâmica de 1979.
Mulheres afegãs desfrutavam de plena autonomia e liberdade
Uma imagem tornou-se muito frequente na mídia e nas redes sociais com o avanço do Talibã no Afeganistão: a de jovens universitárias de minissaia e saltos altos em Cabul no início dos anos 1970.
Afeganistão: entenda os riscos para as mulheres sob o regime talibã

A afluência de mulheres às universidades foi uma das consequências mais visíveis da entrada do país na órbita soviética a partir de meados do século XX – um grande número de jovens profissionais egressas do ensino superior em Cabul chegaram a completar sua formação na URSS ou no Leste europeu.
Essa emancipação, porém, foi aparente e circunscrita a bolsões de classe média nos grandes centros urbanos. Nas regiões rurais, a maioria das mulheres afegãs continuou vivendo sob o tacão de uma estrutura rigidamente patriarcal, sob códigos de honra e conduta que muitas vezes as impediam até mesmo de frequentar escolas e limitavam suas perspectivas de vida a uma existência familiar e doméstica.
A religião é a força motriz da sociedade afegã
Embora cumpra um papel importante, a religião não é o único fator que explica a dinâmica social e política do Afeganistão. A mais importante minoria religiosa é a xiita, dominante entre os hazaras.
Segmentos cristãos e judaicos foram historicamente irrisórios e hoje, na prática, desapareceram. O chamado islamismo fundamentalista ou militante emergiu com força por razões políticas a partir do movimento de resistência à ocupação soviética, em 1979.
Mesquita em Cabul
Bruno Pinheiro/Arquivo pessoal
“Apesar de o Afeganistão ser uma colcha de retalhos, a religião é, sim, o amálgama que une todas essas tribos. O único fio entre esses povos é o islã. Não dá para dizer que é a força motriz, porque acima do islã está o código de honra dos clãs e das tribos, a questão da hospitalidade e da defesa dos iguais acima de tudo, o orgulho da sua história. Portanto, concordo em parte que a religião é importantíssima na sociedade afegã, mas compartilha a ética do clã e da tribo o que constrói o tecido social afegão”, afirma Andrew Traumann, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba).
Invasão era única resposta possível ao 11 de Setembro
A presença americana no Afeganistão desde 2001 foi oficialmente justificada pelos governos americanos como resposta aos atentados de 11 de Setembro.
Embora não houvesse afegãos entre os sequestradores (dos 19, 15 eram sauditas, um era egípcio, um libanês, um iemenita e um natural dos Emirados Árabes Unidos, todos países amigos dos EUA), a Al-Qaeda, rede que idealizou e perpetrou os ataques, tinha no Afeganistão sua principal base e foi beneficiada pela recusa do então regime talibã a entregar o líder da organização, Osama bin Laden.
Imagem do ataque terrorista às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001
Marty Lederhandler/AP (arquivo)
Retrospectivamente, porém, seria impossível afirmar que uma ocupação de duas décadas estivesse no horizonte dos envolvidos na resposta aos ataques, em que pese a magnitude dos atentados e a comoção mundial.
“Vinte anos após os ataques, o resultado é uma política externa estadunidense em frangalhos para a Ásia Central e para o Oriente Médio. Podemos nos perguntar: quais alternativas os EUA teriam? Seja uma ação retaliatória, com bombardeamento, seja uma ação coletiva no âmbito das Nações Unidas no sentido de pressionar aquele grupo que estava no poder e, a partir de uma postura internacional e institucional, levar a cabo uma política de controle do terrorismo internacional”, diz Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Fonte: G1 Mundo

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Ataque terrorista, babá em cárcere privado, pirâmide financeira: os vídeos mais vistos da semana

Fonte: G1 Mundo

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Biden acusa China de reter ‘informação crucial’ sobre as origens do coronavírus


Há informação crucial sobre as origens da pandemia na China, mas desde o início, as autoridades do governo chinês têm trabalhado para impedir que pesquisadores internacionais e membros da comunidade global de saúde pública tenham acesso a ela” Biden em pronunciamento na última semana
AP Photo/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta sexta-feira (27) a China de reter “informação crucial” sobre as origens da pandemia de covid-19, após ter acesso a um relatório de inteligência que não desvendou a questão do surgimento do vírus.
“Há informação crucial sobre as origens desta pandemia na República Popular da China, mas desde o início, as autoridades do governo chinês têm trabalhado para impedir que pesquisadores internacionais e membros da comunidade global de saúde pública tenham acesso a ela”, declarou Biden.
“Até hoje, a República Popular da China continua a rejeitar os apelos por transparência e a reter informações, embora o número de vítimas desta pandemia continue aumentando”, acrescentou.
Quase 4,5 milhões morreram de covid-19 desde que o escritório da Organização Mundial da Saúde na China relatou o primeiro caso da doença em dezembro de 2019.
O relatório confidencial foi entregue na terça-feira a Biden, que deu aos serviços de inteligência americanos 90 dias para “redobrar seus esforços” para explicar a origem da covid-19.
O coronavírus não foi desenvolvido “como uma arma biológica” e “provavelmente” não foi projetado “geneticamente”, concluiu o relatório, de acordo com o resumo divulgado.
Mas a comunidade de inteligência americana ainda não chegou a um consenso sobre se o primeiro caso foi causado por exposição natural a um animal infectado ou por um acidente de laboratório.
Especificamente, quatro agências de inteligência e o Conselho Nacional de Inteligência acreditam com “um baixo grau de confiança” que a hipótese animal é a mais “provável”.
Para justificar sua avaliação, os órgãos competentes contam em particular com “os muitos vetores de exposição a animais” que existem, bem como com a ignorância da China sobre a existência do vírus antes de seu aparecimento.
“A comunidade de inteligência dos EUA acredita que as autoridades chinesas não tinham conhecimento prévio do vírus antes do início da epidemia”, diz o resumo.
No entanto, outra agência de inteligência considera com “um nível moderado de confiança” que a tese de um vazamento de laboratório é a mais plausível, “provavelmente” por meio de experimentos, manuseio de animais ou amostras do Instituto de Virologia de Wuhan”.
Finalmente, outras três agências não comentam sobre uma ou outra das hipóteses.
Os serviços de inteligência são considerados “incapazes de fornecer uma explicação mais definitiva” da origem do coronavírus sem “novas informações” fornecidas pela China, de acordo com o resumo do relatório divulgado.
Inteligência americana não tem conclusão sobre origem do vírus da Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Homem pula em trilhos para salvar cadeirante que caiu em metrô de Nova York; veja VÍDEO

Testemunha filmou ação de resgate, que durou poucos segundos; outros passageiros que aguardavam embarque ajudaram a puxar homem para plataforma em segurança e a recuperar sua cadeira. Homem salva cadeirante que caiu em trilho de metrô em NY
Um homem não hesitou em pular nos trilhos do metrô na estação Union Square, em Nova York, para salvar um cadeirante que caiu. Uma testemunha filmou o resgate com seu celular (veja acima).
A operação durou apenas segundos e contou com a ajuda de outras pessoas que também aguardavam o embarque.
O homem que desceu até os trilhos ajudou o cadeirante a se levantar e a ser amparado por pessoas que estavam na beirada.
Enquanto elas o puxaram para ficar em segurança, o principal responsável pelo resgate ainda conseguiu recuperar a cadeira de rodas, que também foi retirada sem sofrer nenhum dano.
Poucos segundos após todos estarem seguros já na plataforma, o trem chegou em alta velocidade à estação.
Segundo o site New York Post, a polícia informou que o cadeirante foi levado ao hospital Bellevue, consciente, alerta e em bom estado de saúde, apenas por precaução, e seu salvador foi embora sem ser identificado.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Pais são condenados a pagar mais de R$ 150 mil a filho após jogar fora sua coleção de material pornográfico


David Weking, de 43 anos, morou temporariamente com pais após se divorciar, e descobriu que eles se livraram de seus filmes, revistas e outros itens quando se mudou. Pais também terão que arcar com despesas de advogado; juiz determinou valores com ajuda de especialista. Casal foi condenado a pagar indenização nos EUA por jogar fora material pornográfico do filho
Fábio Tito/G1
Um juiz determinou que um casal do estado de Michigan, nos Estados Unidos, deverá pagar US$ 30.441 (mais de R$ 158 mil) a seu filho por se livrar da coleção de material pornográfico dele.
A decisão do Juiz Distrital Paul Maloney, tomada esta semana, aconteceu oito meses após David Weking, de 43 anos, ganhar uma ação judicial contra seus pais. Ele alegou que eles não tinham direito de jogar fora a coleção de filmes, revistas e outros itens do filho.
Werking morou com os pais na casa deles em Grand Haven por dez meses, após se divorciar e antes de mudar para Muncie, no estado de Indiana.
O juiz determinou o valor de acordo com o estimado por um especialista. Os pais de Werking também deverão pagar US$ 14.500 (pouco mais de R$ 75 mil) ao advogado do filho.
Apenas depois de se mudar para Indiana, Werking percebeu que seus itens tinham sumido.
“Francamente, David, fiz um grande favor a você ao me livrar de todas aquelas coisas”, disse seu pai em um e-mail.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Refugiados afegãos fazem ato em SP pedindo urgência do Itamaraty na concessão de vistos humanitários a familiares


O protesto aconteceu na rua Estados Unidos, em frente ao escritório do Ministério das Relações Exteriores (MRE) no Jardim Europa, Zona Sul. No ato, os refugiados pediram os familiares que estão atualmente no Afeganistão possam migrar com urgência para o Brasil, na tentativa de fugir do Talibã. Refugiados afegãos fazem ato em SP na frente do escritório do Ministério das Relações Exteriores (MRE), no Jardim Europa.
Acervo pessoal
Refugiados e imigrantes afegãos que vivem na cidade de São Paulo realizaram na tarde desta sexta-feira (27) um ato em frente ao escritório do Ministério das Relações Exteriores (MRE) na Jardim Europa, Zona Sul da capital paulista.
No ato, eles pediram agilidade do governo brasileiro em conceder vistos humanitários para que os familiares deles que estão atualmente no Afeganistão possam migrar para o Brasil e fugir do Talibã, que assumiu o governo do país após o início da retirada das tropas norte-americanas.
Com faixas dizendo “diplomacia atrasada não serve de nada”, “ajuda ao povo afegão” e “urgência humanitária”, o grupo tentou ser recebido por algum representante do Itamaraty em São Paulo, mas não teve sucesso.
O ato aconteceu na rua Estados Unidos, em frente ao escritório do MRE na capital paulista.
Refugiados afegãos fazem ato em SP na frente do escritório do Ministério das Relações Exteriores (MRE), no Jardim Europa.
Acervo pessoal
Afegão que tenta voltar ao Brasil perde as esperanças após atentado em Cabul: ‘Ficarei para trás com minha família e sei disso’
Passa de 180 o número de mortos em atentado no aeroporto de Cabul
Atentado no aeroporto de Cabul é ataque mais mortal contra os EUA no Afeganistão desde 2011
No dia 19 de agosto o Itamaraty disse ao G1 que avalia conceder vistos humanitários para afegãos depois que o Talibã assumiu o poder no país.
Segundo a pasta, em coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os vistos humanitários seriam “em termos semelhantes aos concedidos a haitianos e sírios”.
Ainda não há, no entanto, detalhes de como seria o processo ou a duração da medida. No caso dos sírios, numa tentativa de agilizar a emissão do visto, houve uma simplificação no processo de concessão, com isenção de taxas e autorização de residência temporária no Brasil por dois anos.
Afegão que vivia no Brasil vai ao país natal buscar a família e fica preso em meio ao caos
O pedido de visto humanitário, diferentemente do de refúgio, tem de ser feito fora do Brasil, em alguma autoridade consular. No caso do Afeganistão, a mais próxima é a Embaixada de Islamabad, no Paquistão.
O ministério afirma que acompanha “com preocupação” a evolução da situação atual no Afeganistão, depois que o grupo extremista Talibã retomou o poder e ocupou a capital Cabul, e que a Embaixada do Brasil em Islamabad está “à disposição para prestar informações a estrangeiros que tencionem ingressar ao território brasileiro, bem como para expedir eventuais documentos e vistos necessários para a viagem, à luz do ordenamento jurídico existente”.
E é exatamente este o caminho que pretende seguir o empreendedor afegão Masood Habibi, de 29 anos, que morou em São Paulo até maio e, desde então, está em Cabul tentando vir para o Brasil com a família.
Masood teve os pedidos de visto para seus parentes negados, segundo a Embaixada, por conta da pandemia. Agora, com a chegada do Talibã, está sem poder sair de casa desde domingo (15).
Masood Habibi, a esposa e o filho durante passeio em Cabul, capital do Afeganistão, antes da chegada dos talibãs
Arquivo Pessoal
Afegãos no Brasil: veja outros relatos sobre a ofensiva talibã
“Minha mãe e irmã estão muito preocupadas com as mulheres ”
“Desejo paz, não importa quem fique no governo”
“Eles costumavam forçar as pessoas para praticar a religião”
“Com certeza vou entrar em contato com a embaixada para tentar novamente um visto, ou não sei como trazê-los [a mulher, o filho, o irmão e uma cunhada]. Mas primeiro precisamos sair do Afeganistão, tudo está fechado por enquanto, não temos um plano ainda, estou esperando por uma oportunidade”, afirma.
Sobre os vistos já negados à família de Masood, o Itamaraty informou que não “cabe comentar casos específicos de assistência consular”.
VÍDEOS: Talibã avança no Afeganistão

Fonte: G1 Mundo