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Filhotes de jacaré albino nascem em zoológico da Flórida; veja FOTOS


Espécimes são raros, mas o centro de conservação animal conseguiu reproduzir duas ninhadas saudáveis de aligátores nos últimos dois anos. Filhotes de jacaré albino nasceram em zoológico da Flórida, nos EUA
Reprodução/Facebook/Wild Florida
Um zoológico da Flórida, nos Estados Unidos, anunciou o nascimento de dois filhotes de aligátor albino – uma espécie de jacaré americano – na semana passada.
Os espécimes são raros, mas o centro de conservação animal conseguiu reproduzir duas ninhadas saudáveis de aligátores nos últimos dois anos.
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A instituição disse em um comunicado que os dois irmãos – que ainda não foram batizados – estão sendo acompanhados e respondendo bem aos cuidados.
“Eles estão indo muito bem!”, afirmou o Wild Florida em nota. “Nossa ninhada mais recente de albinos está bastante saudável e nós absolutamente os amamos.”
Funcionário do zoológico auxilia no momento da eclosão do ovo de um dos filhotes de jacaré albino na Flórida
Reprodução/Instagram/Wild Florida
O albinismo acontece quando uma mutação genética é herdada, e este tipo de condição pode aparecer em plantas, animais e pessoas.
No caso dos dois filhotes, eles herdaram essa característica dos pais – Blizzard e Snowflake –, que também são albinos e vivem em cativeiro.
No ano passado, o cruzamento dos dois rendeu ao zoológico um filhote albino saudável, que vem se desenvolvendo sob os cuidados do parque.
‘Irmão mais velho’ posa ao lado de filhotes de aligátor albino em zoológico da Flórida
Reprodução/Facebook/Wild Florida
“Estamos muito orgulhosos de nossos papais albinos, os aligátores, Snowflake e Blizzard, e da nossa equipe por ajudar esses filhotes”, disse em nota o fundador do Zoo, Sam Haught.
“Com nosso ‘Croc Squad’ (esquadrão crocodilo, em inglês) supervisionando a ninhada, esperamos que os animais ajudem a envolver mais visitantes, moradores e turistas na preservação do meio ambiente.”

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Fonte: G1 Mundo

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Cerimônia da troca de guarda no Palácio de Buckingham, em Londres, é retomada pela primeira vez desde o início da pandemia


A troca de guarda já havia sido retomada no Palácio de Windsor, e agora voltou a acontecer em Buckingham. Imagem da troca de guarda na frente do Palácio de Buckingham em Londres, em 23 de agosto de 2021
Yui Mok/Reuters
A cerimônia de troca de guarda no Palácio de Buckingham, em Londres, uma antiga tradição vinculada à família real do Reino Unido, foi retomada nesta segunda-feira (23) pela primeira vez desde o início da pandemia de coronavírus.
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Antes da pandemia de coronavírus, a cerimônia militar acontecia diariamente em frente à residência real. O evento foi interrompido há aproximadamente um ano e meio para evitar atrair multidões de turistas durante o período em que as pessoas deveriam se distanciar para evitar contágios.
Vestidos com túnicas vermelhas e gorros altos de pelo de urso, os soldados da nova guarda marcharam nesta segunda-feira do quartel de Wellington, perto do palácio, até a residência da rainha Elizabeth II para tomarem o lugar da antiga guarda.
A soberana, de 95 anos, não estava lá para vê-los –ela está em sua residência de Balmoral, na Escócia, para onde ela costuma ir durante o verão. Ainda assim, dezenas de turistas se reuniram para assistir ao espetáculo.
Troca já havia voltado em Windsor
Em outro palácio da monarquia inglesa, o de Windsor, a troca de guardas foi retomada no fim de julho. A volta à normalidade no Reino Unido vem acompanhando o fato de o país ter imunizado quase 70% de sua população com as duas doses da vacina contra a Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Lei da mordaça’?: as novas normas em Cuba que criminalizam quem fala mal do governo nas redes sociais


Pouco mais de um mês após os protestos que abalaram o país — e que foram convocados pela internet —, as autoridades da ilha anunciaram uma lei que pune o que consideram crimes cibernéticos. O governo cubano aprovou novas regulamentações para a internet
AFP/BBC
O governo de Cuba tenta mais uma vez controlar a internet.
Pouco mais de um mês após os protestos em massa que abalaram o país — e que foram convocados por meio das redes sociais —, as autoridades da ilha publicaram na última terça-feira (17) uma série de regulamentos que tipificam pela primeira vez o que consideram crimes cibernéticos passíveis de processo criminal.
Mas vão muito além: consideram como “incidentes de cibersegurança” desde ataques de vírus e “falhas elétricas” até a possibilidade de usar as redes sociais para convocar uma passeata, criticar o governo, pedir ou incitar uma mudança no sistema.
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Os meios de comunicação oficiais classificaram a iniciativa como “as normas de tecnologias da informação e comunicação de mais alto nível aprovadas em Cuba” e asseguraram que buscam oferecer o que definem como “uma internet ética e boa para a população”.
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Nas redes sociais, cubanos a chamaram, por sua vez, de uma nova “lei da mordaça”, que eles acreditam que visa limitar a expressão e restringir seu discurso.
Especialistas em regulamentação da internet e organizações de direitos humanos também se manifestaram diante do que consideram medidas destinadas a eliminar o debate público.
“É grave pelo que diz e pelo momento em que está sendo publicada, um mês depois dos protestos, quando a comunidade internacional esperava mais um passo para ouvir a população e não para reprimir mais o discurso”, afirma à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, Pedro Vaca, relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
“Por um lado, os direitos humanos dos cidadãos não são reconhecidos, a liberdade de expressão não é reconhecida. E, por outro, o que os cidadãos podem ou não publicar na internet é visto a partir de uma perspetiva criminosa e de guerra”, acrescenta.
Os novos regulamentos foram publicados em um momento em que os cubanos usaram as redes sociais não só para denunciar os vários detidos no protesto de 11 de julho, que continuam presos, mas também as terríveis condições com as quais padecem com o colapso do sistema de saúde.
A ilha vive o pior momento da pandemia de Covid-19, com milhares de casos e dezenas de mortes todos os dias, hospitais superlotados, covas coletivas, falta de medicamentos, de oxigênio, de suprimentos e de pessoal, o que tem sido refletido sistematicamente por meio da internet em um discurso cidadão paralelo ao relato da imprensa oficial.
Os novos regulamentos
Vários países do mundo aprovaram — ou propuseram — regulamentos para controlar a disseminação de certas mensagens na internet, sobretudo discurso de ódio, difamação, incitamento à violência ou “terrorismo”.
Segundo as autoridades cubanas, esses também são alguns dos objetivos das normas que acabam de anunciar.
“Nosso Decreto-Lei 35 (um dos aprovados) vai contra a desinformação e as ‘cibermentiras'”, escreveu o presidente Miguel Díaz-Canel no Twitter.
O vice-ministro das Comunicações, Ernesto Rodríguez Hernández, afirmou, por sua vez, que as novas normas “promovem o avanço da informatização da sociedade, defendendo os direitos dos cidadãos consagrados na Constituição: igualdade, privacidade e sigilo das comunicações”.
Mas os especialistas consultados pela BBC News Mundo destacam que, diferentemente do que fizeram outros países, as novas regulamentações em Cuba parecem ter uma matriz ideológica (o texto de um dos decretos esclarece que visa “defender as conquistas alcançadas pelo Estado Socialista”) e que são voltadas a conter qualquer crítica ao sistema.
Os regulamentos estabelecem 17 delitos ou “incidentes de cibersegurança”, com “níveis de periculosidade” que vão de “médio” a “muito alto” — e, em muitos casos, é o conteúdo político que determina a periculosidade.
Jovem verifica celular em Cuba perto de um hotspot de internet
Tomas Bravo/Reuters
Para se ter uma ideia, diferentemente da maioria das normas internacionais de internet, a cubana não menciona nem parece buscar o combate à pornografia infantil, crime que está por trás das leis de controle de conteúdo em todo o mundo.
A regulamentação cubana apenas menciona a pornografia como “difusão e distribuição” de “material pornográfico” — e a considera como tendo um nível de periculosidade “médio”.
No entanto, considera como tendo periculosidade “muito alta” a “subversão social”, que define como “tentativa de alterar a ordem pública e promover a indisciplina social”, o ciberterrorismo, entendido como ações para “subverter a ordem constitucional” ou a “guerra cibernética”, a que chama de “métodos de guerra não convencionais”, o que quer que isso signifique.
Também considera altamente perigosa a “divulgação de notícias falsas”, “mensagens ofensivas” e “difamação com impacto no prestígio do país” , sem especificar em que consiste cada uma delas, embora encabecem a lista dos delitos.
Pessoas utilizam o celular para se conectar à internet utilizando o WiFi em um parque em Havana, Cuba. Os cubanos passaram a ter acesso à rede nesta quinta (06), mas ainda por um alto custo
Yamil Lage/AFP
Nesse sentido, outro vice-ministro das Comunicações, Wilfredo González, disse à agência de notícias AFP que a norma pretendia que “ninguém seja capaz de distorcer a verdade, para que ninguém possa depreciar um funcionário do nosso país ou do nosso processo revolucionário”.
Por isso, muitos cubanos entenderam que um dos objetivos das autoridades é penalizar quem zomba de seus dirigentes nas redes sociais, sobretudo do presidente, que ganhou um apelido muito popular baseado em uma palavra considerada vulgar na linguagem coloquial cubana.
As redes sociais da ilha estão repletas desde a última terça-feira de memes, piadas e trocadilhos em que dizem as mesmas provocações e críticas, mas com o tão peculiar duplo sentido do humor da ilha.
Um velho método virou lei
Durante anos, Cuba foi um dos países da América Latina com a pior conexão de internet, perdendo apenas para o Haiti.
No entanto, a partir de 2018, o governo, na época sob comando de Raúl Castro, começou a ampliar progressivamente os serviços de internet e, de acordo com os dados oficiais mais recentes, mais de 5 milhões de cubanos (em um país com 11 milhões de habitantes) se conectam atualmente à rede, principalmente por meio de dados móveis.
Mas, como Joan Barata, especialista em liberdade de expressão e regulamentação da mídia do Centro de Informação e Sociedade da Universidade de Stanford, nos EUA, explica à BBC News Mundo, tem havido uma contradição entre ampliar a conectividade e a liberdade de acesso aos conteúdos em Cuba.
“Por um lado, há uma disposição para que os cubanos possam ter um acesso maior à internet. Houve uma época em que era impossível; mas nos últimos tempos, em termos de conectividade, tem sido feito um esforço para melhorar”, avalia.
Jovens cubanos usam computador em casa
Yamil Lage/AFP
“Porém, em termos de controle de conteúdo, as coisas não mudaram. Nos últimos anos, foi aprovada uma série de decretos especiais, um reformulando o anterior, estabelecendo uma estrutura para alcançar o controle de conteúdo e restringir a liberdade de expressão”, acrescenta.
Laritza Diversent, diretora da consultoria jurídica independente Cubalex, especializada em questões de direitos humanos na ilha, acredita que isso se deve em grande parte ao fato de que as redes sociais se tornaram o único espaço de que os cubanos dispõem para canalizar suas queixas e seu desconforto — algo que ficou evidente com a crise atual do novo coronavírus.
A ilha conta com um único provedor de internet, uma empresa estatal chamada Etecsa, que durante anos limitou o acesso dos cubanos a certos sites (de meios de comunicação a sites de varejo), o que difundiu o uso de VPNs.
Após os protestos de 11 de julho, sites de monitoramento de tráfego digital, como o Netblock, detectaram que o provedor estatal cubano limitou intermitentemente o acesso dos cubanos à rede, em uma aparente tentativa de conter as manifestações.
Agora, o novo decreto e os regulamentos que o acompanham autorizam legalmente a Etecsa a cortar a internet quando o governo julgar conveniente e até mesmo impor multas, confiscar cartões SIM ou telefones das pessoas (algo que também acontecia anteriormente, segundo inúmeras denúncias).
“O que eles estão propondo agora não é novidade. É algo que já era feito com artistas e dissidentes. Agora está tendo um corpo jurídico. Faz parte de um sistema jurídico que vem se estruturando desde o momento em que se começou a dar acesso à internet para a população e que prioriza a ideologia como alicerce da cibersegurança”, opina Diversent.
Os questionamentos
Os especialistas consultados pela BBC News Mundo concordam que o documento chama a atenção pela imprecisão das definições, o que pode abrir caminho para que qualquer forma de dissidência se enquadre em uma das categorias.
“A maior parte das normas aprovadas tem caráter de sanção, inclusive penal, e as normas internacionais dizem que só se recorre a restrições que podem levar à punição penal em casos excepcionais, como pornografia infantil, e isso tampouco é o que acontece aqui”, afirma.
As normas, diferentemente do que acontece em outros países, não oferecem salvaguardas nem apresentam mecanismos para garantir a liberdade de expressão dos cidadãos. Tampouco sugerem a criação de entidades ou órgãos reguladores independentes que garantam o respeito aos direitos de expressão: o governo é o único que determina o que é falso ou ofensivo.
Vaca, por sua vez, destaca que isso por si só é “grave”, já que as normas internacionais promovem permitir críticas aos dirigentes, à ideologia e ao sistema político — algo que, na sua opinião, os novos regulamentos cubanos estão “criminalizando”.
“É preocupante, por exemplo, entender o que ou quem definirá o que se entende por notícia falsa em um país em que a veracidade da informação não se trata de uma checagem dos fatos com base na verdade objetiva, mas sim na forma como se reflete no discurso oficial”, avalia.
Nesse sentido, o relator especial acredita que isso pode tornar a situação complicada não só para os usuários e ativistas da rede, mas também para os jornalistas independentes.
“Estamos falando de uma institucionalidade em que só se reconhece como jornalista aqueles que trabalham para a imprensa estatal. Estamos falando de um sistema de meios de comunicação em que a verdade só se encontra na voz oficial. Portanto, uma crítica ao governo por parte da imprensa independente na internet pode ser enquadrada dentro dessas categorias”, diz.
Não está claro no momento se as normas incluirão também usuários que compartilham a ideologia do sistema nas redes sociais ou meios de comunicação oficial.
Muitos também compararam as medidas com as aplicadas por outros governos autoritários, como a China, e alguns chegaram a escrever que as regulamentações fazem de Cuba a “Coreia do Norte do Caribe”.
Os impactos
Os especialistas consultados pela BBC News Mundo divergem sobre as implicações que a regulamentação pode ter no médio ou longo prazo no uso que os cubanos fazem das redes sociais.
“Acho que estão buscando acima de tudo o chamado efeito exemplar: se você descobrir que seu vizinho foi multado por fazer denúncias nas redes sociais, provavelmente não vai fazer. O governo não tem recursos para monitorar o que todos os cubanos publicam nas redes sociais, mas basta fazerem isso com alguns, que conseguirão que outros se inibam por medo “, avalia Diversent.
Em pronunciamento na televisão estatal (a única), o diretor de Cibersegurança do Ministério das Comunicações, Pablo Domínguez Vázquez, disse que o governo tinha “um registro de todos os incidentes nas redes sociais” e ameaçou que poderia ser usado até mesmo contra cubanos que vivem no exterior.
Vaca, por sua vez, acredita que as redes sociais continuarão a ser utilizadas porque se tornaram “uma válvula de escape para manifestações que foram reprimidas por muitos anos”.
“E as manifestações e as causas dessas manifestações ainda estão lá. Tratar essas manifestações com menos liberdade de expressão pode ser contraproducente”, diz ele.
Barata concorda que a sociedade civil cubana começou a mostrar “que perdeu o medo” e que novas formas de repressão do discurso podem ser ineficazes.
“Acredito que na fase em que nos encontramos, quem quiser se expressar ou exercer o ativismo vai continuar fazendo. Alguns vão recorrer ao anonimato, mas muitos outros ainda vão continuar mostrando sua identidade”, avalia.
“Eles já estavam correndo risco desde antes, e neste tipo de sistema, chega num ponto em que a repressão e as ameaças não são mais eficazes. Elas perdem a eficácia porque não há nada a perder, porque tudo já está perdido. E acho que os cubanos estão nesse ponto”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Os ‘mortos vivos’ da Índia vítimas de disputas por terras: ‘Olhavam como se eu fosse um fantasma’


Estimativas falam em milhares de vítimas de golpes em que proprietários são declarados mortos para que percam suas terras. Muitos ‘mortos vivos’ levam anos para reverter a situação e alguns nunca conseguem resolvê-la antes de morrer de verdade. Lal Bihari Mritak mostra emblema da associação dos ‘mortos vivos’
BBC
cc
Se você está morto, não pode ser dono de uma propriedade. Logo, na Índia, centenas de pessoas acabam sendo vítimas de golpes — muitas vezes conduzidos por parentes — que as fazem ser declaradas como mortas e, portanto, destituídas de suas terras.
A partir daí, começa uma batalha não só para uma vítima comprovar que está viva, como para reaver suas propriedades. Algo que muitas vezes não acontece.
Padesar Yadav está vivo e bem, então ficou surpreso ao descobrir que, no papel, ele está morto.
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Se aproximando dos 80 anos, ele inesperadamente se viu responsável pela criação de dois netos após a morte de sua filha e genro. Então, para pagar a educação das crianças, ele vendeu um terreno que havia herdado do pai no vilarejo onde nasceu.
Poucos meses depois, ele recebeu um telefonema bizarro.
“O homem para quem vendi a terra me ligou para dizer que havia um processo legal contra mim. Ele disse que meu sobrinho estava falando pra todo mundo que eu havia morrido e que um impostor estava vendendo a propriedade. ”
Yadav imediatamente viajou da cidade de Calcutá, onde mora, para o vilarejo no Estado de Uttar Pradesh. Quando chegou lá, as pessoas ficaram chocadas em vê-lo.
“Elas olhavam como se eu fosse um fantasma e diziam: ‘Você está morto! Seus funeral já foi feito!'”
Yadav conta que ele e o sobrinho eram próximos e que o jovem costumava visitá-lo. Mas quando Yadav disse que estava planejando vender as terras da família, as visitas pararam.
Ele soube recentemente que seu sobrinho estava reivindicando suas propriedades como herança. Então Yadav o confrontou.
“Ele disse: ‘Eu nunca vi esse homem na minha vida. Meu tio está morto.'”
“Fiquei tão chocado ‘, disse Yadav. “Eu disse: mas eu estou aqui, vivo, bem na sua frente! Como pode não me reconhecer?'”
Associação dos ‘mortos vivos’
Yadav diz que chorou por dias, mas depois se recompôs e ligou para a associação dedicada aos “mortos vivos” na Índia, a Association for the Living Dead of India.
A organização é dirigida por Lal Bihari Mritak, um homem de quase 60 anos que sabe bastante sobre o que é ser declarado morto — ele viveu um terço de sua vida como supostamente morto.
Bihari vem de uma família muito pobre. Ele nunca aprendeu a ler ou escrever porque foi aos sete anos trabalhar em uma fábrica de tecidos.
Com 20 e poucos anos, ele abriu sua própria oficina têxtil em uma cidade vizinha, mas precisava de um empréstimo para manter o negócio funcionando.
Então, ele foi a um posto da prefeitura na sua aldeia de Khalilabad, também no distrito de Azamgarh, na esperança de obter as escrituras de terras que havia herdado do pai.
Um funcionário procurou seu nome e encontrou documentos — incluindo uma certidão de óbito segundo a qual Lal Bihari estava morto.
Ele ficou inconformado e se exaltou, dizendo que não poderia estar morto — já que estava bem ali.
“Está escrito aqui no papel, em preto e branco, que você está morto”, disse o funcionário a Bihari.
Quando a morte do homem foi registrada pela autoridade local, as propriedades que ele herdou passaram dele para a família do tio.
Até hoje, Bihari diz que não sabe se o que aconteceu foi um erro administrativo ou uma fraude do tio.
Em todo caso, Bihari estava arruinado: sua oficina teve que fechar e sua família ficou na miséria.
Mas ele não estava disposto a se deitar e aceitar a suposta morte sem lutar, e logo percebeu que não estava sozinho. Pessoas em todo o país estavam sendo enganadas por parentes que as declaravam mortas para tomar suas terras.
Atos de desespero
Bihari criou a associação dos “mortos vivos” para juntar essas vítimas — uma das estimativas fala em 40 mil pessoas nessa situação apenas no Estado de Uttar Pradesh, a maioria delas pobres, analfabetos e de casta inferior.
Ele acrescentou o sufixo mritak, que significa “posterior”, ao seu nome, tornando-se algo como “Lal Bihari Posterior”.
Ele e outras vítimas vêm realizando protestos e tentando chamar a atenção da mídia.
Bihari decidiu concorrer às eleições nacionais e conseguiu colocar seu nome na cédula, mas quando percebeu que isso não bastou para convencer as autoridades de que estava vivo, ele quase se matou fazendo três greves de fome.
Finalmente, em um ato de desespero, ele decidiu desrespeitar a lei e sequestrar o filho do tio. Ele esperava que a polícia o prendesse e, ao fazê-lo, fosse forçada a aceitar que ele estava vivo — afinal, não se pode prender um morto. Mas a polícia percebeu o que ele pretendia e se recusou a se envolver.
No final, Bihari conseguiu justiça no próprio ponto de início de seu problema. Um novo magistrado do distrito de Azamgarh olhou seu caso e decidiu que, após 18 anos constando como “morto” nos papéis, Lal Bihari estava vivo, afinal.
Ele diz que, por meio de sua associação, apoiou milhares de pessoas em toda a Índia.
Muitas delas não tiveram a mesma sorte que ele. Algumas se mataram depois de passar anos lutando para reverter a situação, enquanto outras morreram de causas naturais antes que o caso fosse resolvido.
Um homem que está bem no início de sua luta é Tilak Chand Dhakad. Nos seus 70 anos de idade, ele precisa olhar para sua terra em Madhya Pradesh, onde cresceu, por trás de uma cerca.
Tilak Chand Dhakad descobriu recentemente que é um ‘morto vivo’ no papel
BBC
O idoso tem vários problemas de saúde e sabe que pode não viver o suficiente para voltar a andar por aqueles campos.
Quando mais jovem, Dhakad mudou-se para a cidade buscando uma renda e uma vida melhor para seus filhos. Nesse período, ele alugou seu terreno no campo para um casal.
Uma vez, quando voltou ao seu vilarejo natal para assinar alguns documentos, descobriu que já não era o proprietário porque teria falecido.
“O funcionário da autoridade local me disse que eu estava morto. Eu pensei: ‘Como isso pôde acontecer?’. Fiquei tão assustado”, lembra.
Dhakad descobriu que o casal para quem ele alugava suas terras havia registrado que ele estava morto. A mulher foi ao tribunal se passando por sua viúva e dizendo que queria passar o terreno à frente.
A BBC contatou o casal que Dhakad acusa de tomar suas terras, mas eles informaram que não queriam responder às perguntas da reportagem.
Anos para reverter situação
Anil Kumar, um advogado que defendeu vários casos de “mortos vivos”, estima que em Azamgarh, distrito onde vive Lal Bihari, tem pelo menos 100 pessoas declaradas mortas prematuramente.
Cada caso é complexo, diz ele. Às vezes, há erros administrativos; outras vezes, os funcionários públicos são subornados para fazer certidões de óbito falsas.
A porta-voz do governo indiano, Shaina NC, disse à BBC que o atual governo tem sido muito rigoroso em fazer cumprir a legislação para combater golpes e casos de corrupção.
“Em um país tão grande e diverso como a Índia, pode haver alguns casos perdidos que podem aparecer algumas vezes, mas a maioria é detida pela boa governança do primeiro-ministro Narendra Modi.”
“Se houver um caso de corrupção, há dispositivos suficientes no parlamento para garantir que os autores sejam julgados.”
Mas Anil Kumar diz que, quando os casos de supostas mortes são resultado de uma fraude, a Justiça pode ser evasiva.
Em um caso que ele defendeu, foram necessários seis anos para provar que seu cliente estava vivo — e 25 anos depois, eles ainda estão esperando um veredicto no processo contra o homem que acusam de ter forjado a morte.
“Se esses tipos de casos tivessem um julgamento mais rápido, de forma que o criminoso fosse punido, causaria medo nas pessoas e impediria esse tipo de crime”, avalia Kumar.
Já se passaram mais de 45 anos desde que Lal Bihari Mritak foi declarado morto e mais de duas décadas desde que ele conseguiu provar que estava vivo.
Mas ele ainda organiza, todos os anos, uma festa de “reaniversário”, onde convidados são posicionados ao redor de um grande e lindo bolo. Conforme a faca corta a cobertura doce, fica claro para os convidados que se trata apenas de uma caixa de papelão decorada — um truque.
“Por dentro o ‘bolo’ é totalmente vazio. Alguns funcionários do governo também são assim — vazios e injustos”, reclama Bihari. “Portanto, não corto este bolo para comemorar. É um protesto sobre a sociedade em que vivemos.”
Bihari diz que ainda recebe ligações de pessoas de todo o país pedindo conselhos para ajudá-las a provar que estão vivas, mas aos 66 anos ele está cansado e pensa em se aposentar da luta.
“Não tenho mais dinheiro ou energia para dirigir a associação, e não há ninguém para assumí-la.”
Ele sempre esperou que a mídia desse mais atenção aos mortos vivos e que os governos punissem funcionários que aceitam subornos — mas lamenta que nada disso aconteceu.
Bihari teme que, quando realmente estiver morto, não tenha conseguido ver em vida as mudanças pelas quais lutou.
VÍDEOS: Notícias internacionais
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Fonte: G1 Mundo

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Japão tem recorde de casos de Covid pelo 12º dia seguido na véspera das Paralimpíadas


Competição começa nesta terça-feira, vai até 5 de setembro e, assim como nas Olimpíadas, não terá a presença de público devido à pandemia. Japoneses se reúnem perto do Estádio Nacional de Tóquio para assistir a treino da Força Aérea japonesa, em 22 de agosto de 2021, antes dos Jogos Paralímpicos
Ryosuke Uematsu/Kyodo News via AP
O Japão registrou o 12º dia consecutivo de recorde na média de novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (23), na véspera dos Jogos Paralímpicos.
A competição começa nesta terça-feira (24), vai até 5 de setembro e, assim como nos Jogos Olímpicos, não terá a presença de público devido ao estado de emergência causado pela pandemia.
O país registrou uma média de 22,4 mil novos infectados por dia na última semana, com um recorde diário de mais de 25 mil casos na sexta-feira (20), causados pela variante delta (veja no vídeo abaixo).
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Estado de emergência
Na terça-feira (17), o governo japonês ampliou o estado de emergência para mais sete regiões para tentar combater o aumento de casos. A medida já está em vigor em Tóquio e outras cinco regiões.
A previsão inicial era encerrar o estado de emergência no dia 31, mas, devido aos seguidos recordes de infectados, o governo decidiu estendê-lo até 12 de setembro e ampliar as medidas para outras regiões.
As restrições do estado de emergência são bem mais brandas do que as adotadas em outros países: restringe o funcionamento de apenas bares e restaurantes, proíbe a venda de bebidas alcoólicas e recomenda o trabalho remoto.
Mortes por Covid
Apesar da forte alta no número de novos infectados, manchando o sucesso inicial do Japão na contenção da pandemia, as mortes não têm aumentado na mesma proporção e a vacinação contra a Covid-19 ganhou forte tração.
O país registrou uma média de 32 novos óbitos por dia na última semana, ainda muito abaixo do recorde de 113 vítimas registrado no fim de maio (e uma situação muito melhor do que à da grande maioria dos países).
O Japão é a 11ª nação mais populosa do mundo, com cerca de 126 milhões de habitantes, e registrou até o momento 1,31 milhão de infectados e 15,6 mil mortes por Covid-19.
Vacinação avança
Além disso, o Japão tem aplicado uma média superior a 1 milhão de vacinas por dia desde 29 de julho, e atualmente 52% da população já recebeu ao menos uma dose e 41% está completamente imunizada.
O país é o quinto país com mais doses aplicadas (118 milhões) e já administrou 93 doses para cada 100 japoneses, patamar superior ao da média mundial (63) e de países como Austrália (66), Coreia do Sul (70) e Brasil (83).
Ao mesmo tempo, o número ainda é muito inferior ao de diversos países, como Uruguai (152), Israel (148), Chile (142), China (135), Reino Unido (131) e EUA (108), além da média da União Europeia (115).
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Saiba como funciona o comprovante de vacina em outros lugares do mundo

Cidade de São Paulo vai exigir um ‘passaporte da vacina’ de clientes para entrar em eventos, shoppings, restaurantes e outros estabelecimentos. Veja como o passe funciona em outros países. VÍDEO: entenda em 7 pontos se ‘passaporte da vacina’ é boa ideia ou discriminação?
A cidade de São Paulo passará a ter um “passaporte de vacina” que deverá ser exibido por quem quiser ter acesso a eventos, shoppings, restaurantes e outros estabelecimentos. O documento será exibido em um aplicativo.
O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) nesta segunda-feira (23).
Os cidadãos deverão baixar o aplicativo, que deverá ser lançado até sexta-feira (27), efetuar o cadastro e então vão receber um QR Code que, na prática, é o passaporte. A leitura desse código vai permitir que os estabelecimentos saibam se a pessoa está com a vacina em dia.
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França amplia exigência de passaporte sanitário apesar de protestos
Há mecanismos semelhantes em outros lugares do mundo. Veja abaixo uma lista de países e cidades que adotaram a mesma política.
Nova York
A cidade de Nova York foi uma das que obrigaram os restaurantes, academias de ginásticas e outros negócios que funcionam em local fechado a verificar se os clientes foram vacinados.
A regra já começou a valer no dia 17 de agosto, mas a fiscalização só terá início no dia 13 de setembro.
Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar
As empresas precisam colocar cartazes para avisar que é preciso ter sido vacinado, e que as pessoas que não receberam nenhuma dose estarão cientes de que estão sujeitas a uma multa.
Há dois aplicativos de smartphone: um deles é do governo do estado, que usa a identificação nos registros oficiais, o outro é da prefeitura, que permite que as pessoas tirem uma foto do registro na cartela de papel.
As pessoas também poderão mostrar sua cartela de papel que comprova que elas receberam a vacina.
No dia 18 de agosto, um grupo de donos de restaurantes entrou na Justiça contra a obrigatoriedade do passaporte da vacina. Eles argumentam que a prefeitura está perseguindo os pequenos negócios, que já enfrentam dificuldades por causa da pandemia, e que deveria haver exceções para clientes que não querem tomar vacina por motivos religiosos ou por algumas condições clínicas.
França
Desde o dia 9 de agosto as pessoas que quiserem ir a restaurantes, bares, aviões e trens, museus, salas de cinema e piscinas precisam comprovar que foram vacinadas ou mostrarem um teste de Covid-19 com resultado negativo.
Em Paris, manifestantes fazem protesto contra passe que atesta a vacinação
Houve manifestações contra a medida na França no fim de julho.
Inicialmente, a medida foi uma proposta do presidente Emmanuel Macron mas o Parlamento do país aprovou a obrigatoriedade do passaporte no dia 26 de julho.
No começo de agosto, a Corte Constitucional da França decidiu que a obrigatoriedade do passaporte é válida.
Israel
O país começou a exigir um passaporte, que também é acessado em um aplicativo, que serve como uma prova de que as pessoas foram vacinadas. Ele é usado em eventos culturais e esportivos, restaurantes, conferências, atrações turísticas e também locais de oração. O passe começou a ser obrigatório em 29 de julho.
China
A China tem um sistema de QR Code (uma espécie de código em imagem) desde o ano passado. Pelo mecanismo, as pessoas são classificadas em cores diferentes. Se ela é da cor verde, ela tem a circulação liberada. Uma cor amarela significa que a pessoa deve ficar em casa.
Os próprios usuários submente suas informações, mas esse não é o único dado usado para a classificação —o governo também recolhe dados do sistema de saúde.
Muitos estabelecimentos exigem que os clientes mostrem seu QR Code para poderem entrar nos locais.
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Na Argentina, capivaras aparecem em condomínios fechados e viram tema do debate político


Moradores de condomínio fechado reclamam das capivaras, que comem os jardins e deixam excrementos. Imagem de uma família de capivaras em Sorocaba, em São Paulo
Reprodução/ TV TEM
Um grupo de cerca de 400 capivaras é objeto de uma polêmica em uma região rica, de condomínios fechados, em cidades ao norte de Buenos Aires, na Argentina.
Os condomínios estão em uma área conhecida como Nordelta, que é banhada pelo rio Paraná antes de desaguar do rio da Prata.
É uma região de pântanos, que sempre teve animais silvestres.
Imagem do Google Maps mostra como são os condomínios fechados do Nordelta, na Argentina
Reprodução/Google Maps
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Em 2015, as capivaras começaram a aparecer nos jardins e quintas das casas dos condomínios fechados. Desde então, o número de animais cresceu. Os moradores estimam que hoje o grupo de capivaras tem cerca de 400 indivíduos.
O jornal “La Nación” ouviu um representante de uma associação de moradores que disse que as capivaras agora caminham pelas ruas, comem as plantas dos jardins e enfrentam os bichos de estimação. Os moradores dizem que as fezes das capivaras também viraram um problema e que eles não sabem quais doenças os animais podem transmitir.
Veja abaixo o vídeo de janeiro de 2021, quando uma capivara apareceu no espelho d’água do edifício do Congresso, em Brasília.
Capivara é resgatada do espelho d’água do Congresso Nacional, em Brasília
Os moradores querem que as capivaras sejam tranquilizadas e levadas a algum outro lugar.
Mapa mostra a localização da região do Nordelta, na Argentina
G1
No entanto, os biólogos afirmaram que não se pode levar centenas de capivaras a uma outra região onde já vive uma população estabelecida de capivaras, pois isso pode causar um desequilíbrio importante nessa outra região.
Memes e polarização política
Nas redes sociais, uma parte dos argentinos começou a defender as capivaras e a fazer piadas a respeito de uma “orientação política” dos animais.
Um vídeo antigo em que um argentino dá mate na cuia a uma capivara, que toma a bebida com uma bomba (canudo de metal) voltou a circular.
Vídeo mostra argentinos dando mate servido em cuia e bomba a uma capivara
Como a região do Nordelta é rica, ela é identificada como antiperonista (o movimento político de seguidores do ex-presidente Juan Domingo Perón, da qual fazem parte a vice-presidente Cristina Kirchner e o presidente Alberto Fernández).
Assim, os peronistas argentinos começaram a fazer piadas dizendo que as capivaras seriam de esquerda.
Juan Grabois, um professor universitário e militante de esquerda da Argentina, fez uma piada em uma rede social em que dizia “com as capivaras, até a vitória sempre, se mexeu com uma mexeu com todas”.
A ministra de Segurança do país, Sabina Frederic, afirmou, em uma entrevista a uma rádio, que a presença das capivaras é uma forma que a natureza encontrou para retribuir. “Todos sabemos que há dano ambiental causado por esses empreendimentos imobiliários e também que os juízes têm dificuldade em interrompê-los (referindo-se aos incorporadores imobiliários)”, disse ela.
“Bem, esse é o preço”, afirmou Frederic. Ela também disse que há uma seca da bacia do rio Paraná, e que os animais estão procurando água.
Houve quem não gostasse das declarações. Em um texto no “La Nación”, o articulista Luciano Román acusou o kirchnerimo de ter se apropriado das capivaras.
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Fonte: G1 Mundo

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Trump é vaiado em comício ao defender vacinação contra Covid; veja vídeo


A cidade de Cullman declarou emergência devido à Covid 2 dias antes do comício. Estado do Alabama não tem leitos de UTI disponíveis, e 67,5% da população não foi totalmente vacinada. VÍDEO: Trump é vaiado em comício no Alabama ao defender vacinação contra Covid-19
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi vaiado em um comício no estado do Alabama ao defender a vacinação contra a Covid-19.
Trump chegou a interromper o seu discurso e defender a liberdade de quem não quer se vacinar após as vaias (veja no vídeo acima).
O Alabama vive uma alta no número de infectados, não tem mais leitos de UTI disponíveis e mais de 67% da população ainda não foi totalmente vacinada (contra menos de 40% da população americana).
O comício “Salve a América” ocorreu ​​em Cullman, no sábado (21), dois dias após a cidade decretar estado de emergência devido à Covid-19.
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“Eu acredito totalmente na liberdade de vocês, mas eu recomendo: tomem as vacinas! Eu fiz isso e é bom”, afirmou Trump (e foi vaiado).
O ex-presidente dos EUA chegou a fazer um sinal de “não” com a mão, em direção a quem o estava vaiando, mas na sequência disse: “Ok, vocês têm suas liberdades. Mas eu tomei a vacina”.
Na sequência Trump causou risadas em parte da plateia ao dizer: “Se não funcionar, vocês vão ser os primeiros a saber”.
Trump discursa a apoiadores em comício no estado do Alabama no sábado (21). Ex-presidente dos EUA foi vaiado ao defender a vacinação contra Covid-19.
Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
Trump e Biden vacinados
Ao contrário do atual presidente dos EUA, Joe Biden, Trump não tornou pública a sua vacinação contra a Covid-19.
O ex-presidente americano e a ex-primeira-dama Melania Trump receberam a primeira dose quando ainda estavam na Casa Branca, em janeiro, mas a informação só foi revelada em março, por um assessor.
Tanto Trump quanto Melania tiveram Covid-19 em outubro do ano passado. A ex-primeira-dama teve sintomas leves e foi tratada em casa, mas o ex-presidente chegou a ser hospitalizado.
Após receber alta, Trump disse que estava imune à doença — o que não é verdade, já que é possível ser contaminado e ter Covid-19 mais de uma vez.
Já Biden tomou a primeira dose ainda em dezembro e a segunda dose em janeiro, antes de assumir o cargo, e a vacinação foi em público, para incentivar a imunização nos EUA (veja no vídeo abaixo).
Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, toma vacina contra Covid-19
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: que países aprovaram terceira dose de vacina


Avanço da variante delta do coronavírus faz países adotarem dose de reforço, apesar de pedido da OMS para esperar até que ao menos 10% das pessoas em todo o mundo estejam vacinadas. Ministério da Saúde planeja aplicar terceira dose contra Covid
Com o avanço da variante delta do coronavírus, alguns países consideram ou já começaram a ministrar uma terceira dose de vacina em sua população.
O debate sobre essa medida ainda divide especialistas. Sem um consenso sobre o tema, cada país tem adotado diferentes orientações sobre a dose de reforço.
Alguns, como Israel, estão ministrando as vacinas para pessoas com mais de 50 anos; outros, como a Hungria, abriram para a população em geral.
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Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennet, recebe a terceira dose da vacina da Pfizer, como parte da campanha de reforço para conter a disseminação da variante Delta pelo país
Ainda há os que oferecem doses só para quem recebeu uma vacina específica, como o Chile.
Além disso, cada país tem escolhido um período de tempo diferente para quando vai oferecer a terceira dose a seus cidadãos – as decisões variam entre três a oito meses depois da segunda dose.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), pediu uma moratória mundial para as terceiras doses de vacinas até setembro.
A OMS argumenta que é preciso priorizar os países que ainda não conseguiram administrar doses à sua população, até que se chegue a ao menos 10% das pessoas vacinadas em todos os países, em vez de usar o suprimento global para reforçar a vacinação internamente .
“Eu entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas usando ainda mais”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Veja que países já estão ou planejam oferecer doses de reforço à população.
Rússia
A Rússia anunciou no começo de julho que havia começado a administrar doses de reforço para pessoas imunizadas há mais de seis meses. Isso aconteceu em meio a um aumento de casos de Covid-19 no país.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que recebeu uma dose de reforço e pediu aos moradores da cidade que fizessem o mesmo.
Moscou está oferecendo doses de reforço da Sputnik V, produzida internamente. Outras regiões do país também estão começando a oferecer terceiras doses.
Israel
Desde o fim de julho, Israel oferece terceiras doses da vacina da Pfizer a pessoas com mais de 60 anos e a outros grupos vulneráveis.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebe 3ª dose da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, em 30 de julho de 2021, no lançamento da campanha para reforçar a imunização em pessoas com mais de 60 anos
Maya Alleruzzo/Pool via AFP
Depois do início da campanha, o país incluiu também as pessoas com mais de 50 anos.
Até agora, mais de um milhão de israelenses receberam o reforço, em meio a uma alta de casos de Covid-19 no país.
A campanha de vacinação de Israel começou como uma das mais bem-sucedidas no mundo.
As doses são oferecidas a pessoas que tenham sido vacinadas há mais de cinco meses.
Hungria
Primeiro país da Europa a ministrar a dose de reforço, a Hungria disponibiliza a terceira dose desde o início de agosto para todos aqueles que quiserem – quatro meses depois de terem tomado a segunda dose.
O governo recomenda uma mistura dos diferentes tipos de vacina, mas anunciou que essa decisão ficará para os médicos. Há diversas vacinas aprovadas pelo governo húngaro.
República Dominicana
A República Dominicana foi o primeiro país da América Latina a anunciar, em 30 de junho, que iria oferecer uma terceira dose.
O país divide a ilha de Hispaniola com o Haiti, um dos últimos países a começar a vacinar sua população. O governo dominicano tenta acelerar seu programa de vacinação enquanto o vizinho vê casos crescerem.
Segundo as autoridades sanitárias do país, a terceira dose aplicada no país será diferente da inicialmente administrada, com a ideia de misturar vacinas produzidas por diferentes laboratórios.
Chile
Na semana passada, foi a vez do Chile começar a administrar doses de reforço contra a Covid-19 àqueles já imunizados com a chinesa Coronavac, que também foi ministrada no Brasil.
O alvo são cidadãos com 55 anos ou mais que tomaram a vacina antes de 31 de março, ou seja, há cerca de quatro meses. Eles receberão uma nova dose da AstraZeneca.
Pacientes imunodeprimidos receberão uma dose extra da Pfizer.
Uruguai
O Ministério da Saúde do Uruguai começou nesta semana a oferecer terceiras doses para aqueles que receberam a Coronavac.
A dose de reforço será da Pfizer, administrada ao menos 90 dias depois da segunda dose da vacina inicial.
Emirados Árabes Unidos
Os Emirados Árabes Unidos começaram a oferecer em junho doses de reforço para os imunizados com a vacina da Sinopharm, da China.
O país oferece vacinas da Pfizer e da Sinopharm como terceira dose.
Também anunciaram, sem especificar datas, que vão oferecer doses de reforço para a população em geral, não que foi necessariamente inoculada com a vacina da Sinopharm, seis meses após a segunda dose para a população em geral ou três meses após a segunda dose para pessoas mais vulneráveis.
Bahrein
O pequeno país insular do Golfo Pérsico começou a oferecer doses de reforço da vacina da Pfizer para os imunizados seis meses antes com duas doses da vacina da Sinopharm.
O país está lutando contra uma onda de casos de coronavírus, mesmo com uma alta taxa de vacinação.
Estados Unidos
Na última quarta-feira (18), o governo americano afirmou que planeja oferecer a terceira dose de vacina a todos os americanos a partir de 20 de setembro.
Estados Unidos vão oferecer dose de reforço de vacina contra Covid-19
A dose será administrada àqueles que se vacinaram com a segunda dose da Pfizer e da Moderna há pelo menos oito meses.
As autoridades de saúde disseram que quem recebeu a dose única de Johnson & Johnson também precisará, provavelmente, de doses extras, mas estão aguardando mais dados.
Reino Unido
Um esquema de reforço vacinal no Reino Unido terá início provavelmente em setembro, declarou nesta quinta (19) o ministro da Saúde britânico, Sajid Javid.
Ele disse não ter certeza da data exata de início, já que o governo esperava pelo parecer final do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização antes de seguir em frente.
Segundo Javid, os “mais vulneráveis” receberão a terceira dose primeiro.
Ainda não se sabe se o reforço será para todos os adultos ou apenas alguns grupos mais vulneráveis.
Alemanha
A partir de setembro, a Alemanha vai administrar um reforço da vacina Pfizer ou Moderna a idosos, residentes em lares de idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido.
Além disso, o país deseja ministrar doses extra a qualquer pessoa que já tenha sido totalmente vacinada com a AstraZeneca ou a dose única da Johnson & Johnson.
“Estaremos preparados para o outono”, disse Klaus Holetschek, o ministro da saúde da Baviera que fez o anúncio em nome de todos os 16 ministros da saúde do estado alemão.
Ele disse ainda estar esperando que a ciência “gere dados ainda mais confiáveis ​​para nos ajudar a otimizar” a estratégia de vacinação.
França
A França pretende administrar doses de reforço a todos os idosos e vulneráveis ​​a partir de setembro.
“Uma terceira dose provavelmente será necessária, não para todos imediatamente, mas em qualquer caso para os mais vulneráveis ​​e os mais idosos”, disse o presidente Emmanuel Macron em sua conta no Instagram.
Camboja
O Camboja agora vai oferecer novas doses para quem foi vacinado com as vacinas da Sinovac e da Sinopharm, ambas de laboratórios chineses.
Eles receberão uma nova dose da AstraZeneca, e, vice-versa, aqueles que haviam recebido doses da AstraZeneca receberão uma dose da vacina da Sinovac como reforço.
Indonésia
No início de agosto, a Indonésia começou a administrar a terceira dose da vacina em profissionais de saúde em todo o país, que em sua maioria tinham recebido doses da vacina da Sinovac.
Eles estão recebendo doses da vacina da Moderna.
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Talibã diz que cercou o Vale de Panjshir e retomou 3 distritos


Panjshir é a única das 34 províncias do Afeganistão que não foi tomada pelo grupo extremista. Talibã afirma que distritos no norte do país haviam sido tomados por milícias. Vista do vale do rio Panjshir, em foto de 21 de maio de 2011, tirada do ponto de vista da tumba de Ahmad Shah Massoud. Estudante de engenharia da Universidade de Cabul, Massoud se tornou líder militar que desempenhou um importante papel na expulsão do exército soviético do Afeganistão
Master Sgt. Michael O’Connor
O Talibã anunciou nesta segunda-feira (23) que cercou o Vale de Panjshir, a única das 34 províncias do Afeganistão que ainda resiste à tomada de poder, além de ter retomado o controle de três distritos na província de Baghlan.
Mas o grupo extremista diz que deseja negociar em vez de combater a resistência que tem se formado no vale íngreme, montanhoso e de difícil acesso que nem os soviéticos na década de 80 nem os talibãs na década de 90 conseguiram conquistar (veja mais abaixo).
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A capital de Panjshir é Bazarak, que fica a apenas 120 km a nordeste da capital afegã (a cerca de duas horas de carro a nordeste da capital Cabul).
Os distritos retomados são os de Bano, Deh Saleh e Pul e-Hesar, na província de Baghlan, que faz divisa com o Panjshir (veja no mapa abaixo).
Eles haviam sido tomados por milícias locais na semana passada, em um dos primeiros sinais de resistência armada ao Talibã, que voltou ao poder após 20 anos.
Talibã retoma 3 distritos na província de Baghlan e cerca o Vale do Panjshir
Lucas Sampaio/G1
Durante a noite, informações não confirmadas citaram confrontos nos arredores do vale, onde o vice-presidente do governo derrubado pelos talibãs, Amrullah Saleh, se refugiou e decretou a resistência contra os fundamentalistas.
“Nossos combatentes estão posicionados perto de Panshir”, zona que cercam, anunciou no Twitter um porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, antes de afirmar que o grupo “tenta resolver o assunto pacificamente”.
No domingo, as contas pró-Talibãs no Twitter anunciaram que “centenas” de combatentes seguiam para Panshir.
Nas redes sociais, as contas favoráveis à resistência negam qualquer avanço dos talibãs, alegando que as emboscadas impediram os insurgentes.
Os anúncios e informações eram difíceis de confirmar com fontes independentes, pois a região é pouco acessível.
Panshir é conhecido como um reduto antitalibã. A resistência foi organizada nas últimas semanas ao redor da Frente Nacional de Resistência (FNR) liderada por Ahmad Masud, filho do comandante falecido Ahmad Shah Masud, e por Saleh.
A entrada principal do vale é um desfiladeiro estreito que dificulta a invasão por forças externas.

Fonte: G1 Mundo