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EUA podem prolongar estadia de soldados no Afeganistão após a data prevista, diz Joe Biden

Inicialmente, os soldados norte-americanos sairiam no dia 31 de agosto. Presidente dos EUA afirmou que há conversas com os militares a respeito de uma prorrogação do prazo. ‘Nunca houve um momento certo para retirar as tropas americanas’, afirma Joe Biden
Diante das dificuldades para retirar pessoas do Afeganistão após a retomada do país pelo Talibã, Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, citou a possibilidade de prolongar a estadia dos soldados no local após 31 de agosto.
“Há conversas em curso entre nós e os militares sobre uma extensão. Esperamos não ter que prorrogar, mas teremos discussões, suponho, sobre o estado do processo de retirada”, afirmou no domingo (22).
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O governo dos Estados Unidos já retirou quase 30,3 mil pessoas desde 14 de agosto, informou a Casa Branca. A meta final é retirar do país 15 mil americanos e um número entre 50 mil e 60 mil afegãos. Os países ocidentais já retiraram outros milhares de cidadãos.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, considerou impossível retirar todas as pessoas até 31 de agosto.
Para reforçar a operação de retirada, Washington ordenou a seis grandes companhias aéreas comerciais que transportem para os Estados Unidos as pessoas retiradas de Cabul que estão em bases americanas no Golfo e na Europa.
Embora a retirada do Afeganistão provoque temores em outros aliados dos Estados Unidos, a vice-presidente Kamala Harris prometeu nesta segunda-feira, durante uma visita a Singapura, um “compromisso duradouro” de seu país na Ásia.
Desde que assumiram o poder no Afeganistão em 15 de agosto, os talibãs tentam convencer a população de que seu regime será menos brutal que o anterior, entre 1996 e 2001. Mas suas promessas não conseguem reduzir o desejo de milhares de pessoas de fugir do país.
Perímetro aumentado
O presidente Biden mencionou as cenas do aeroporto de Cabul: “Não há maneira de retirar tantas pessoas sem dor nem perdas” e sem imagens comoventes, admitiu o presidente americano.
Famílias inteiras permanecem ao redor do perímetro que separa os talibãs das tropas americanas nas imediações do aeroporto, que é difícil de ser acessado.
Biden explicou que o perímetro foi ampliado com a concordância dos talibãs, horas depois de um líder do movimento fundamentalista, Amir Khan Mutaqi, culpar os Estados Unidos pelo caos no aeroporto e alertar que a situação não poderia durar muito.
“Há paz e calma em todo o país, mas apenas no aeroporto de Cabul há caos”, disse Mutaqi. De fato, Cabul registra de fato uma relativa calma. Os combatentes talibãs patrulham as ruas e observam de postos de controle.
Morte no aeroporto
No aeroporto a situação é outra. Várias pessoas morreram em circunstâncias não explicadas nas imediações do aeroporto, onde prosseguem as complexas operações de retirada. Nesta segunda-feira, um guarda afegão morreu em um tiroteio entre soldados e homens não identificados. A troca de tiros aconteceu durante a operação de retirada de civis.
O anúncio da morte foi feito pelo exército da Alemanha, que publicou um texto em uma rede social. No nota, informa-se ainda que soldados alemães e americanos participaram em “tiroteios posteriores”.
País sem governo
Nenhum governo foi instaurado, mas as discussões prosseguem entre os talibãs e personalidades afegãs para alcançar um gabinete “inclusivo”.
Os fundamentalistas querem impor a imagem de sua autoridade, com a substituição da bandeira de três cores do Afeganistão pela bandeira branca do movimento
Em uma estrada de Cabul, jovens vendiam bandeiras dos talibãs, que apresentam uma frase com a proclamação muçulmana de fé e o nome formal do regime, Emirado Islâmico do Afeganistão.
“Nossa meta é hastear a bandeira do Emirado Islâmico por todo Afeganistão”, disse o vendedor Ahmad Shakib, estudante universitário de economia.
Resistência no país
Fora de Cabul há alguns focos de resistência contra os talibãs. Alguns ex-soldados do governo se reuniram no vale de Panshir, ao norte de Cabul, conhecido como um reduto antitalibã.
Algumas contas do Twitter favoráveis aos talibãs afirmaram que o novo regime enviou centenas de combatentes ao vale depois que “as autoridades locais se negaram a entregá-lo pacificamente”.
Os islamistas “reuniram forças perto da entrada de Panshir”, disse Amrullah Saleh, vice-presidente do Afeganistão no governo anterior, que se refugiou na região.
Um dos líderes do movimento em Panshir, denominado Frente de Resistência Nacional (FRN), é Ahmad Masud, filho do conhecido comandante antitalibã Ahmad Shah Masud, assassinado em 2001.
A FRN está preparada para um “conflito de longo prazo”, disse o porta-voz Ali Maisam Nazary, caso um compromisso não seja alcançado com os talibãs sobre um governo descentralizado.
Outra fonte afirmou que milhares de afegãos chegaram a Panshir para lutar contra o novo regime ou para buscar refúgio. “Estamos preparados para defender o Afeganistão e alertamos para um banho de sangue”, declarou Masud no domingo ao canal Al Arabiya.
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Fonte: G1 Mundo

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Em mais um indício da retirada descoordenada, Biden cogita estender prazo final para tropas americanas deixarem o Afeganistão


Presidente mantém-se inflexível e alega que o caos seria inevitável na saída de país ocupado por duas décadas. O presidente americano Joe Biden durante coletiva de imprensa na Casa Branca neste domingo (22)
REUTERS/Joshua Roberts
O presidente Joe Biden tentou persuadir o público americano e seus aliados internacionais de que a retirada das tropas americanas do Afeganistão não foi precipitada e inevitavelmente resultaria nas cenas caóticas como as testemunhadas durante a semana no aeroporto de Cabul.
No segundo discurso em três dias, Biden se mostrou convincente até a página 2. Ao admitir que cogita postergar o prazo final de 31 de agosto para a saída dos militares, ele deixou explícito que a execução da retirada de americanos e de afegãos ameaçados pelo Talibã não foi planejada e ordenada, como deseja fazer crer.
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Prova disso é que o governo americano ativou no domingo a Frota Aérea da Reserva Civil, determinando que 18 voos comerciais ajudem na empreitada de realocar milhares de americanos e aliados afegãos e suas famílias. O presidente comemorou o fato de 28 mil pessoas terem sido retiradas do Afeganistão desde o dia 14 — 11 mil em apenas 30 horas.
Mas ainda é cedo para assegurar que nenhum americano ou afegão vulnerável ficará para trás, como ele insiste em repetir. A realidade caótica em Cabul e a sensação de abandono de quem colaborou com os EUA nas últimas duas décadas contradizem qualquer garantia que Biden possa dar.
“Não há como evacuar tantas pessoas sem dor, perdas e sem as imagens de partir o coração a que assistimos na TV”, argumentou o presidente, para responder às críticas de que lhe faltou empatia com os milhares de afegãos na rota de fuga do país pelo aeroporto de Cabul.
A atabalhoada saída do Afeganistão, 20 anos ocupado por forças americanas e agora sob o jugo do Talibã, custa caro à imagem de Biden. Pela primeira vez desde a posse, sua popularidade cai a menos de 50%.
Uma pesquisa divulgada no domingo pela rede CBS confirmou a avaliação negativa dos americanos à sua execução: 74% dos entrevistados desaprovam a forma como a retirada das tropas foi feita, seguida pela humilhante vitória do Talibã e pelo pesadelo retratado no aeroporto da capital.
Combalido pelos números, criticado por partidários e cobrado por aliados europeus, o presidente, no entanto, não se dá por vencido e mantém-se inflexível em sua decisão: passou da hora de sair de uma guerra “que perdeu o sentido” com a morte de Osama bin Laden, há mais de dez anos.
Ainda que a maioria dos americanos respaldem a saída do Afeganistão, Biden não deveria ter tanta certeza de que a História o julgará com gentileza sobre o fim da guerra mais longeva dos EUA.
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Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido deve pedir no G7 a ampliação do prazo de retirada de tropas do Afeganistão

Biden tinha fixado 31 de agosto como data final de evacuação de pessoas de Cabul. Boris Johnson convoca reunião do G7 para discutir crise no Afeganistão
O primeiro-ministro Boris Johnson vai pedir ao presidente dos Estados Unidos Joe Biden para estender o prazo para evacuação de pessoas do Afeganistão.
Johnson, disse ter convocado para a próxima terça-feira (24) uma reunião virtual dos líderes do G7 para discutir a crise no Afeganistão e pediu aos governos que encontrem maneiras de evitar que as condições piorem. O Reino Unido detém a liderança rotativa do G7, que também inclui Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Japão e Canadá.
“É vital que a comunidade internacional trabalhe em conjunto para garantir retiradas seguras, evitar uma crise humanitária e apoiar o povo afegão para garantir direitos conquistados nos últimos 20 anos”, disse Johnson no Twitter neste domingo (22).
O ministro das Forças Armadas do Reino Unido, James Heappey, disse que ainda existem cerca de 4 mil pessoas elegíveis para migrar para o país. O planos inicial dos Estados Unidos é que a retirada de tropas se encerre no dia 31 de agosto.
“Nós aprendemos na última semana que os prazos planejados nem sempre estão completamente sob nosso controle”, afirmou Heappey. Ele disse que quanto mais tempo, maior será o número de pessoas retiradas de Cabul.
VÍDEO: Entenda o histórico das disputas pelo poder no Afeganistão
Neste domingo (22), o secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, escreveu uma coluna no jornal Daily Mail e já apontava para a possibilidade de pedir para que o prazo estabelecido pelos EUA para deixar o Afeganistão fosse ampliado.
“Talvez os americanos possam ficar mais tempo, e eles terão nosso completo apoio se eles ficarem (…) Eu tenho dito o tempo todo que nenhuma nação vai conseguir retirar todo mundo”, afirmou Wallace.
Militantes do Talibã tomaram o controle de Cabul no fim de semana passado, o que fez com que civis e aliados militares afegãos fugissem do país em busca de segurança.
Nesta segunda, um soldado afegão foi morto e outros três ficaram feridos depois de um tiroteio com homens armados não identificados.

Fonte: G1 Mundo

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Tiroteio no aeroporto de Cabul deixa soldado afegão morto


Outras três pessoas ficaram feridas. Ainda não se sabe se o soldado morto fazia parte do Talibã. Avião militar alemão transporta refugiados do Afeganistão
Reprodução
Um soldado afegão morreu e outros três ficaram feridos depois de um tiroteio com homens armados não identificadas no portão norte do aeroporto de Cabul, de acordo com informações das Forças Armadas da Alemanha. A troca de tiros também envolveu militares americanos e alemães. Ainda não se sabe se o soldado morto fazia parte do Talibã.
No sábado, sete pessoas que tentavam deixar o Afeganistão morreram esmagadas contra os portões do aeroporto. “Nossos sinceros pensamentos estão com as famílias dos sete afegãos que morreram nas multidões de Cabul”, disse em nota do Ministério da Defesa britânico.
Depois do tumulto que causou as mortes, o Talibã conseguiu estabelecer ordem e tentou organizar filas para o acesso, de acordo com informações da Reuters. No sábado, os Estados Unidos alertaram para os riscos na região.
A agência Reuters informa que um oficial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) relatou ao menos 20 mortes nos últimos sete dias dentro ou nos arredores do aeroporto.
Biden diz que caos era inevitável no Afeganistão após a saída das tropas americanas
O presidente americano Joe Biden afirmou, neste domingo (22), durante uma coletiva de imprensa que o objetivo dos Estados Unidos é “retirar todos os americanos e evacuar os aliados afegãos”. Segundo ele, foram 28 mil pessoas retiradas do país em agosto, sendo 11 mil em 36 horas.
O secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, escreveu uma coluna no jornal Daily Mail, também no domingo, e disse que se o prazo estabelecido pelos EUA para deixar o Afeganistão não for ampliado, não haverá tempo para evacuar todas as pessoas que querem deixar o país.
“Talvez os americanos possam ficar mais tempo, e eles terão nosso completo apoio se eles ficarem (…) Eu tenho dito o tempo todo que nenhuma nação vai conseguir retirar todo mundo”, afirmou Wallace.
Um líder do grupo Talibã responsabilizou os Estados Unidos pelo caos no aeroporto de Cabul. No local, milhares de pessoas tentam embarcar em voos para fugir do país. “Estados Unidos, com todo seu poder e seus meios (…), fracassaram em impor ordem no aeroporto”, disse Amir Khan Mutaqi.

Fonte: G1 Mundo

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Enchentes deixam ao menos 22 mortos no Tennessee


Equipes de resgate fizeram buscas em meio a destroços de casas e lojas. Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas no estado americano. Uma casa móvel e um trailer perto de um riacho foram arrastados pelas águas da enchente no sábado (21).
Mark Humphrey/AP
Pelo menos 22 pessoas morreram em enchentes no estado do Tennessee, nos EUA, após um volume recorde de chuvas no sábado (21).
Equipes de resgate fizeram buscas em meio a destroços de casas e lojas. Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas, informou a agência de notícias Associated Press.
Em coletiva de imprensa sobre o Afeganistão, o presidente dos EUA, Joe Biden, prestou condolências aos que perderam vidas na tragédia e disse que o governo americano irá oferecer suporte para a região, assim como aos estados do nordeste do país atingidos pela tempestade Henri neste domingo.
Furacão Grace causa 8 mortes no México
John Curtis, dono de uma mercearia, teve sua loja danificada.
Mark Humphrey/AP
As enchentes de sábado em áreas rurais destruíram estradas, torres de celular e linhas telefônicas, deixando famílias sem saber se seus familiares sobreviveram.
Equipes de emergência revistaram casa por casa, disse Kristi Brown, coordenadora de saúde e supervisora ​​de segurança das Escolas do Condado de Humphreys.
Muitos dos desaparecidos vivem em bairros onde a água subiu mais rápido, disse o xerife do condado de Humphreys, Chris Davis. Seus nomes estavam em um quadro no centro de emergência do condado e listados na página do Facebook de um departamento da cidade.
Fortes chuvas danificaram estradas no Tennessee
Mark Humphrey/AP
Chuvas de 43 centímetros caíram no condado de Humphreys em menos de 24 horas no sábado, um recorde para o Tennessee em um dia, disse o Serviço Meteorológico Nacional.
O governador, Bill Lee, percorreu a área, parando na Main Street, em Waverly, onde algumas casas foram destruídas e pessoas vasculhavam pertences encharcados.
Homem do lado de fora de seu restaurante, Bella Blak Pizzeria, que foi destruído, domingo, 22 de agosto de 2021, em Waverly.
Mark Humphrey/AP

Fonte: G1 Mundo

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‘Questão técnica’ faz FAB trocar aeronave e atrasa voo que levará suprimentos e remédios ao Haiti

Pela previsão inicial, ajuda às vítimas chegaria a Porto Príncipe na noite deste domingo. Partida para a capital haitiana foi remarcada para esta segunda; país enfrentou terremotos e ciclone. Uma “questão técnica” levou a Força Aérea Brasileira (FAB) a substituir a aeronave que saiu de Brasília neste domingo (22) para levar suprimentos, medicamentos e materiais de emergência para Porto Príncipe, capital do Haiti. O problema não foi detalhado.
A troca de avião foi feita na Base Aérea do Cachimbo, no Pará. A previsão inicial era de que a carga fosse entregue ainda neste domingo mas, com a mudança, a decolagem rumo ao Haiti foi adiada para a manhã desta segunda-feira (23).
A ajuda humanitária do governo brasileiro ocorre após o Haiti ser atingido por terremotos desde o último sábado (14), além de um ciclone tropical na segunda-feira (17). Mais de 2,2 mil pessoas morreram (saiba mais abaixo).
Ajuda humanitária ao Haiti: Brasil vai enviar bombeiros e insumos
A aeronave KC0390 Millenium decolou de Brasília, na manhã deste domingo, com mais de sete toneladas de suprimentos para as populações atingidas no Haiti. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, participaram da partida.
No comunicado enviado à TV Globo, a FAB não explica qual problema foi detectado na primeira aeronave – diz apenas que a mudança ocorreu durante um “pouso técnico” e já programado na Base Aérea do Cachimbo.
“Por uma questão técnica, houve a necessidade da troca por outra aeronave do mesmo tipo, realizando-se a transposição da carga e dos passageiros naquela localidade”, afirma a nota.
A FAB acrescentou que a aeronave seguirá para Boa Vista (RR) ainda neste domingo. No entanto, o voo rumo a Porto Príncipe foi reprogramado para as 8h de segunda-feira.
O cronograma inicial, divulgado pelo Ministério da Defesa, previa o desembarque da carga em Porto Príncipe às 19h25 deste domingo – e a chegada da aeronave em Brasília às 8h20 da segunda.
Equipamentos e remédios
De acordo com o Ministério da Defesa, os equipamentos de emergência enviados ao Haiti são do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, de Minas Gerais e também da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Uma equipe de 32 militares também embarcou.
Já os medicamentos e insumos estratégicos são uma doação do Ministério da Saúde. A colaboração inclui macas, colares cervicais e biombos. Segundo o governo federal, a quantidade é suficiente para atender até dez mil pessoas.
Veja o avião sendo carregado no vídeo abaixo:
Avião da FAB é carregado com recursos levados ao Haiti
Terremoto
No último sábado (14), o Haiti sofreu um terremoto de magnitude 7.2, maior que o registrado no terremoto há 11 anos, que teve intensidade 7 e matou mais de 200 mil pessoas.
O epicentro do fenômeno estava no sudoeste do país, na ponta da península Tiburon, cerca de 130 mil pessoas vivem na área. Ao todo, 2,8 mil edificações ficaram destruídas e outras 5, 4 mil danificadas.
No domingo (15), outro tremor atingiu o país, desta vez de magnitude 5,9. Já na quarta-feira (18), houve mais um, de magnitude 4,9.
Ainda nesta semana, na noite de segunda-feira (16), o Haiti foi atingido pelo ciclone tropical Grace, que levou fortes chuvas e rajadas de vento de até 75 km/h ao Haiti. A região sudoeste do país, a que mais sofreu com o terremoto, foi justamente a mais atingida pelo ciclone. Veja detalhes abaixo:
Furacão Grace: o que se sabe sobre o fenômeno que atinge Haiti, México e Jamaica

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden afirma que 28 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão; EUA ajudarão afegãos aliados


Durante uma entrevista coletiva, o presidente americano também afirmou que aviões saindo de Cabul não vão voar diretamente para os EUA, primeiro vão aterrissar em bases americanas pelo mundo. O presidente americano Joe Biden durante coletiva de imprensa na Casa Branca neste domingo (22)
REUTERS/Joshua Roberts
O presidente americano Joe Biden afirmou, neste domingo (22), durante uma coletiva de imprensa que o objetivo dos Estados Unidos é “retirar todos os americanos e evacuar os aliados afegãos”. Segundo ele, foram 28 mil pessoas retiradas do país em agosto, sendo 11 mil em 36 horas.
‘Vamos ajudar os afegãos que estiveram ao nosso lado nos últimos 20 anos‘, diz Biden
Biden também afirmou que os voos que estão saindo de Cabul não se dirigem diretamente aos EUA.
“Primeiro [esses voos] vão aterrissar em bases americanas pelo mundo. Nessas localidades, estamos produzindo operações de segurança para todos. Ninguém vai entrar nos EUA sem checagem. E os afegãos que ajudaram os EUA nos últimos 20 anos, terão nosso apoio para deixar o país.”
A medida seria para evitar possíveis ataques terroristas, já que tanto o Talibã quanto outros grupos que atuam na região podem ter as forças americanas como alvo.
Além dos 23 voos militares realizados nas últimas 24 horas, os EUA contará com 35 voos civis para levar pessoas do Afeganistão para as bases aliadas localizadas em quatro continentes.
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Joe Biden voltou a afirmar que “todo americano que queira vir pra casa, vai para casa”. Segundo ele, não há a possibilidade de evacuar a grande quantidade de pessoas “sem vermos essas imagens que passam na televisão”. Ele se recusou a dar detalhes das operações que estão sendo realizadas em solo afegão, mas afirmou que houve uma mudança tática para possibilitar que mais pessoas cheguem em segurança ao aeroporto de Cabul.
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Fonte: G1 Mundo

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Estudantes afegãs não veem futuro no Afeganistão após tomada do Talibã


“Estamos voltando à escuridão”, disse uma das estudantes universitárias levadas para o Catar O grupo de estudantes universitárias afegãs se refugiou em Doha, no Catar
REUTERS/Alexander Cornwell
Um grupo de mulheres afegãs jovens demais para lembrar do governo Talibã entre 1996 e 2001 está passando pelo mesmo trauma recontado por parentes depois que o grupo islâmico retomou o controle do Afeganistão, levando milhares de pessoas a fugirem do país.
“Estamos voltando à escuridão”, disse uma das estudantes universitárias levadas para o Catar, que descreveu sentimentos de ansiedade e medo e, como outras, se recusou a fornecer detalhes que pudessem identificá-las ou identificar suas famílias em casa por motivos de segurança.
“São todas histórias que ouvíamos de nossos pais e avós. E naquela época era apenas uma história, mas agora é como se o pesadelo se tornasse realidade”, disse uma segunda mulher.
As quatro que falaram à Reuters estão entre centenas de estudantes afegãs, a maioria mulheres, trazidas para o Estado árabe do Golfo.
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Quando chegou ao poder pela última vez, o Talibã impôs de maneira estrita a sua interpretação ultraconservadora do islamismo sunita, que incluía proibir as mulheres de ir à escola ou de trabalhar.
Muitos duvidam das promessas do grupo militante de que desta vez os direitos das mulheres serão protegidos sob a estrutura do Islã.
“Todo mundo sabe como aquela época foi dura e brutal”, disse uma segunda mulher à Reuters em um complexo residencial na capital Doha, onde refugiados, incluindo de outras nacionalidades, são abrigados.
Talibãs em estrada em Cabul, em 18 de agosto de 2021
Wakil Kohsar / AFP
Ela disse não acreditar que existam professoras suficientes no Afeganistão para as aulas de gênero segregado que o Talibã insiste em implementar.
O grupo de mulheres disse que os valores do Talibã eram estranhos para elas e que não voltarão ao Afeganistão enquanto o grupo exercer controle do país, mesmo sob um governo de divisão de poder.
VÍDEOS: Talibã toma o poder no Afeganistão

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido convoca reunião do G7 para discutir crise no Afeganistão

Boris Johnson pediu aos governos que encontrem maneiras de evitar que as condições no Afeganistão piorem após a tomada de poder pelo Talibã. Boris Johnson convoca reunião do G7 para discutir crise no Afeganistão
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse ter convocado para a próxima terça-feira (24) uma reunião virtual dos líderes do G7 para discutir a crise no Afeganistão e pediu aos governos que encontrem maneiras de evitar que as condições piorem.
Militantes do Talibã tomaram o controle de Cabul no fim de semana passado, o que fez com que civis e aliados militares afegãos fugissem do país em busca de segurança.
Muitos temem um retorno à interpretação austera da lei islâmica imposta durante o regime anterior do Talibã, que terminou há 20 anos.
Os governos ocidentais estão discutindo como lidar com a situação em Cabul, onde milhares de civis desesperados para fugir tentam invadir o aeroporto.
VÍDEO: Entenda o histórico das disputas pelo poder no Afeganistão
“É vital que a comunidade internacional trabalhe em conjunto para garantir retiradas seguras, evitar uma crise humanitária e apoiar o povo afegão para garantir direitos conquistados nos últimos 20 anos”, disse Johnson no Twitter neste domingo (22).
O Reino Unido detém a liderança rotativa do G7, que também inclui Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Japão e Canadá.
O presidente dos EUA, Joe Biden, sob fogo cerrado dentro do país e no exterior após comandar a retirada das forças norte-americanas do Afeganistão, vai se reunir virtualmente com os líderes do G7 para coordenar políticas, discutir esforços de evacuação e assistência humanitária, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, neste domingo (22).
A reunião terá como base as ligações que Biden fez nesta semana para Johnson, Angela Merkel, Emmanuel Macron e o primeiro-ministro italiano Mario Draghi.

Fonte: G1 Mundo

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‘Nem toda mulher que usa véu é oprimida’: o que diz Boushra Almutawakel, autora da imagem viral de mãe e filha de burca


Fotógrafa iemenita considerada uma defensora dos direitos da mulher e uma pioneira no mundo muçulmano se surpreendeu com repercussão da série lançada em 2010. Obra ‘Mãe, Filha e Boneca’ foi criada em 2010
Boushra Almutawakel
Uma mãe, sua filha e uma boneca passam por uma transformação com véus muçulmanos, por meio de nove imagens, até estarem completamente cobertas por burcas e, finalmente, desaparecerem por completo.
A montagem com a série de fotos viralizou nas redes sociais desde que o Talebã retomou o poder no Afeganistão.
Criada em 2010 pela fotógrafa iemenita Boushra Almutawakel, a obra voltou a circular em meio à crise no país sob a legenda “desaparecimento”.
A repercussão surpreendeu a própria autora, considerada uma defensora dos direitos da mulher e uma pioneira no mundo muçulmano.
‘Mãe, Filha e Boneca’: imagem viralizou nas redes sociais desde que o Talebã retomou o poder no Afeganistão
Reprodução/Instagram
“Passei de 1.500 seguidores a 20.000 em dois dias, é uma loucura”, disse ela de Dubai, onde atualmente mora com sua família, à BBC Mundo, serviço de notícias em língua espanhola da BBC.
A artista admite, contudo, ter “sentimentos contraditórios” em relação aos acontecimentos dos últimos dias.
Embora feliz com o fato de que seu trabalho esteja tendo impacto, ela acha que ele foi mal interpretado e tem sido usado como uma forma de criticar o Islã e o uso do véu (ou hijab).
Nesta entrevista, Almutawakel fala sobre a mensagem intencionada por sua obra e afirma que a “misoginia patriarcal” não é encontrada apenas no mundo árabe e muçulmano, mas “em toda parte”.
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G1 Explica: quais os riscos para as mulheres com a volta do Talibã ao poder no Afeganistão?
BBC Mundo – Suas fotografias, em especial a série ‘Mãe, Filha e Boneca’, foram amplamente compartilhadas nas redes sociais nos últimos dias. Qual a mensagem da obra?
Boushra Almutawakel – É um comentário sobre a misoginia patriarcal. Medo, controle e intolerância. O que será necessário para que esses extremistas aceitem as mulheres; quantas camadas serão necessárias?
A sensação é que a única coisa que os deixará felizes é que as mulheres sejam de fato invisíveis.
Eu venho do Iêmen, um país que sempre foi muito conservador. A partir dos anos 80, contudo, cresceu a influência do wahabismo, da Arábia Saudita, e eu pessoalmente senti que as coisas estavam ficando muito extremas.
E, para mim, isso não tem nada a ver com o Islã. Antes, os véus eram coloridos. Cada aldeia tinha seu próprio véu. Em algumas aldeias, as mulheres nem cobrem o rosto.
Não sou contra o hijab. Se fosse assim, teria aberto a série com uma mulher de biquíni. Mas onde está escrito que uma menina de 5 anos deve cobrir o cabelo?
É como se a cultura fosse muito mais forte do que a religião. Há muitas coisas maravilhosas em nossa cultura, mas a parte misógina, a parte extremista, de cobrir completamente as mulheres, escondê-las, usá-las como propriedade, não faz parte do Islã.
BBC Mundo – Algumas pessoas têm usado as suas fotos para criticas o Islã de forma geral. Como vê isso?
Almutawakel – É definitivamente um uso indevido e uma deturpação, porque a série “Mãe, Filha e Boneca” faz parte do meu trabalho como muçulmana, como árabe, como mulher iemenita usando o hijab.
Quando eu volto para casa (para o Iêmen), eu uso o hijab. Fui alvo de muito ódio, principalmente de mulheres árabes que me dizem que sou contra o Islã e o hijab.
E esse era o medo que eu tinha de exibir meu trabalho no Ocidente — algumas pessoas da direita usaram meu trabalho para mostrar como as mulheres islâmicas estariam sendo oprimidas.
E meu trabalho não é sobre o Islã, é sobre extremismo. É sobre a misoginia patriarcal, que não é encontrada apenas no mundo árabe e muçulmano, está em toda parte.
BBC Mundo – Você tem sentimentos contraditórios em relação à repercussão da obra?
Almutawakel – Sim. Fico feliz que as pessoas estejam vendo meu trabalho, mas estou um pouco chateada, porque é como se as pessoas estivessem usando meu trabalho para reforçar uma mensagem que elas querem passar.
Muçulmanos e árabes pensam que estou do lado do Ocidente, que sou contra o Islã. Mas isso vem do uso incorreto e deturpado da obra.
E não estou falando pelas mulheres afegãs. Elas podem falar por si próprias. Eu acredito que as pessoas devem escutar, e não falar em nome dos outros.
E é isso que acontece com o Ocidente. Sei que a intenção é positiva, mas também queremos nos salvar a nós mesmas, e temos voz. O Ocidente não pode continuar a falar por nós.
As mulheres afegãs precisam se manifestar. E tenho certeza que elas vão. Elas têm vozes, são fortes.
BBC Mundo – Qual papel então deveria ter o Ocidente em crises como a que acontece no Afeganistão?
Almutawakel – O Ocidente não precisa nos salvar. De todo modo, o Ocidente nos destruiu. O Talebã foi criado pelos Estados Unidos para que pudessem lutar contra os soviéticos.
E eles deixaram o Talebã para o povo afegão. Quem precisa deles? Que tipo de mundo é esse? Eu gostaria que o Ocidente ficasse fora de nossos países, incluindo o meu. Eles destruíram o Oriente Médio em todos os aspectos.
BBC Mundo – A possibilidade de a crise no Afeganistão aumentar ainda mais a islamofobia a preocupa?
Almutawakel – Claro que preocupa. E claro que aumenta. Mas a islamofobia existe com ou sem o Talebã, vem desde 11 de setembro de 2001.
Se não existissem os talebãs, buscariam outra coisa para alimentar essa propagando que dissemina que o Islã é o mal. Muito disso infelizmente tem a ver com ignorância, medo e incompreensão.
BBC Mundo – Qual a intenção por trás da série “What if…” (“E se…”), que mostra um homem usando uma burca?
Almutawakel – Não estava tentando provocar. Enquanto estava na faculdade nos Estados Unidos, passei por uma fase religiosa e usei o hijab por um ano.
Lembro-me de quando era verão, eu sentada ali, suando, e vi os jovens árabes muçulmanos de shorts… pessoalmente, aquilo não fazia sentido para mim. Então eu tirei [o véu].
E pensei: como seria o contrário? Se os homens fossem os únicos a usar o hijab. Era uma pergunta surreal que eu queria traduzir por meio de fotos.
Lembro que expus a série no Museu Nacional do Iêmen. E, para minha grande surpresa, muitas mulheres adoraram. Acho que quase todos os homens detestaram.
Lembro-me de uma briga com um médico que estudou nos Estados Unidos. Ele me perguntava: o que você está tentando dizer? Que os homens devem ser mulheres? Você está questionando o que Deus disse? Ele levou isso muito a sério.
BBC Mundo – Você viveu por vários anos na França, um dos países que proibiu o uso da burca publicamente. Como foi a experiência?
Almutawakel – É muito contraditório. O lema da França é igualdade, liberdade e fraternidade, mas a realidade é outra.
Os muçulmanos são uma minoria, são marginalizados. E eles focam nas mulheres, as mais marginalizadas, as mais vulneráveis, é como uma forma de extremismo, mas na outra direção.
Parece horrível para mim, ainda mais horrível porque o Ocidente foi educado na modernidade, com base na liberdade e na liberdade de expressão. Mas não é verdade. Simplesmente não é verdade.
BBC Mundo – Qual sua opinião sobre o intenso debate em torno do véu?
Almutawakel – Não estamos focando nos reais problemas. Sempre se diz às mulheres o que fazer, para usar o hijab ou tirá-lo, ser magra, ser jovem… Deixem-nos em paz!
Veja o que é a indústria de maquiagem e do bem-estar. Os bilhões de dólares que circulam aí. As mulheres passam por cirurgias plásticas e morrem de fome para ficarem magras. Essa também é uma forma de opressão.
Muitas das mulheres que se cobrem são médicas, políticas, escritoras, advogadas, artistas. E elas são fortes. Não porque seu rosto ou seu corpo estejam cobertos, mas por seu intelecto.
Algumas pessoas no Ocidente veem uma mulher com véu e imediatamente presumem que ela está oprimida e precisa ser salva. Mas nem todas as mulheres que usam hijab são oprimidas. E não estou falando pelas mulheres afegãs, mas pelas iemenitas e por mim.
BBC Mundo – Você se preocupa com a supressão de direitos das mulheres pelo avanço dos talebãs no Afeganistão?
Almutawakel – Sim, claro, tenho medo como todo mundo. As coisas que aconteceram no passado, mulheres que levam tiros, que são tiradas da escola, de seus empregos, que são mortas, é horrível.
Qualquer forma de fundamentalismo, de extremismo, onde não haja espaço para flexibilidade, para discussão, para diálogo, é assustador.
No entanto, acho que estamos vivendo uma época diferente, porque agora temos telefones celulares e redes sociais, e eles não podem fazer as coisas como antes.
Também acredito que desta vez muitas mulheres lutarão mais. Tiveram 20 anos de vida melhor e são fortes, ambiciosas e capazes. Eu tenho fé nelas.
VÍDEOS: Talibã toma poder no Afeganistão

Fonte: G1 Mundo