Categorias
MUNDO

‘Estou profundamente preocupada com as mulheres afegãs’, diz Malala enquanto o Talibã cerca Cabul


Ativista paquistanesa exigiu das potências globais, regionais e locais um cessar-fogo imediato na região. Neste domingo (15), o grupo extremista chegou aos arredores de Cabul e cercou a capital afegã. Malala Yousafzai posa para foto no pátio do hotel Villa Bahia, em Salvador, após concedere entrevista ao G1
Egi Santana/G1
Horas depois de o grupo extremista Talibã cercar a capital do Afeganistão, Cabul, a ativista educacional Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz, usou as redes sociais para pedir ajuda das potências globais neste domingo (15). Ela expressou sua preocupação com as mulheres, minorias, ativistas de direitos humanos.
“Assistimos em completo choque enquanto o Talibã assume o controle do Afeganistão. Estou profundamente preocupada com mulheres, minorias e defensores dos direitos humanos. Poderes globais, regionais e locais devem pedir um cessar-fogo imediato, fornecer ajuda humanitária urgente e proteger refugiados e civis”, escreveu a ativista.
Initial plugin text
Presidente do Afeganistão deixa o país
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após a saída dos EUA
Malala ficou conhecida no mundo inteiro por defender a educação das mulheres no Paquistão, quando, em 2013, foi baleada na cabeça por talibãs a caminho da escola. A bala entrou pelo olho esquerdo, explodiu ossos do crânio, viajou 45 centímetros até parar no ombro.
Após saber do ocorrido com Malala, o governo britânico mandou um avião buscá-la no Paquistão, ela passou por diversas cirurgias e se recuperou.
Saiba quem é Malala Yousafzai, a paquistanesa que desafiou os talibãs
A luta da paquistanesa em nome do conhecimento deu a ela o Nobel da Paz em 2014, aos 17 anos, a mais jovem da história. Sua paixão pelos estudos a levou a uma das universidades de maior prestígio do mundo, Oxford, na Inglaterra, onde se formou em filosofia, política e economia em 2020.
Mulheres Fantásticas: a história da paquistanesa Malala

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

O que é o Talibã


Grupo terrorista surgido há quase 30 anos governou o país até a invasão norte-americana. Entenda como os insurgentes ganharam força novamente e saiba o que defendem e como agem. O Talibã voltou a ganhar força no Afeganistão. Em rápidas investidas nas últimas semanas, o grupo terrorista tomou o controle das maiores cidades afegãs, incluindo a capital, Cabul.
Em menos de quatro meses, os insurgentes tomaram o controle de quase todo o país e voltaram à capital, Cabul, 20 anos após serem expulsos pelas forças ocidentais lideradas pelos Estados Unidos.
Veja a seguir o que é o Talibã e outras informações sobre os insurgentes.
O que é o Talibã?
O que eles defendem?
O Talibã não tinha sido derrotado?
Como eles voltaram a tomar o Afeganistão?
Quem lidera o grupo?
Como fica o Afeganistão agora?
Membros do Talibã na província de Laghman, Afeganistão, em 15 de agosto de 2021
AFP
1. O que é o Talibã?
O Talibã, que significa “estudantes” na língua pashto, emergiu em 1994 nos arredores de Kandahar. O grupo atraiu membros dos chamados combatentes mujahidin, que, com o apoio dos Estados Unidos, repeliram as forças soviéticas na década de 1980.
Cansada dos excessos dos mujahidin e das lutas internas após a expulsão dos soviéticos, a população afegã em geral deu as boas-vindas ao Talibã quando eles apareceram pela primeira vez.
Sua popularidade inicial deveu-se em grande parte ao sucesso em reduzir a corrupção, coibir a criminalidade e trabalhar para tornar seguras as estradas e áreas sob seu controle, estimulando assim o comércio.
De 1994 a 1996, o Talibã ganhou controle exclusivo sobre a maior parte do país, proclamando-o um emirado islâmico.
Nos cinco anos seguintes, o grupo controlou o Afeganistão com uma interpretação dura da sharia, a lei islâmica.
2. O que eles defendem?
Quando os talibãs tomaram o Afeganistão nos anos 1990, as mulheres não podiam trabalhar nem estudar e tinham que ficar confinadas em casa. Era obrigatório, ainda, que vestissem apenas a burca — uma mortalha que só deixa os olhos à mostra.
Além disso, os homens tiveram que deixar a barba crescer.
Mulheres afegãs vestidas de burca olham roupas em frente de uma loja de roupas em Herat em 2012.
Aref Karimi/AFP
Filmes e livros ocidentais eram proibidos, e artefatos culturais vistos como blasfêmias sob o Islã foram destruídos — como as estátuas de Buda de Bamiyan.
Execuções públicas e açoitamentos também eram comuns.
Alguns afegãos continuaram a fazer essas coisas em segredo, correndo o risco de punição extrema.
Sob o Talibã, os homens têm que deixar crescer a barba e as mulheres têm que usar uma burca que cubra tudo
Getty Images via BBC
3. O Talibã não tinha sido derrotado?
Antes do 11 de setembro de 2001 e diante dos primeiros atentados reivindicados pela Al-Qaeda, os Estados Unidos acreditavam que Osama bin Laden estava refugiado no Afeganistão, sob a guarda talibã.
Com os múltiplos atentados em solo americano no 11 de setembro, que mataram milhares, as forças apoiadas pelos EUA invadiram Cabul em novembro de 2001, com pesados ataques aéreos.
A coalizão apeou o Talibã do poder e abriu caminho para eleições livres. Ainda em 2001 Hamid Karzai foi escolhido líder interino. Três anos depois ele era eleito presidente.
Presidente Hamid Karzai em eleições de 2016
Musadeq Sadeq/AP
As tropas talibãs, no entanto, jamais deram trégua, apesar de enfraquecidas. Homens-bomba fizeram vítimas ao longo dos anos, e missões pontuais das forças ocidentais tentaram combater os resistentes.
O fundador e líder original do Talibã foi o mulá Mohammad Omar, que se escondeu depois que o Talibã foi derrubado. Tão secreto foi seu paradeiro que sua morte, em 2013, só foi confirmada dois anos depois por seu filho.
4. Como eles voltaram a tomar o controle?
Com o aparente enfraquecimento dos talibãs, os EUA começaram a programar a retirada das tropas, entre idas e vindas.
Em abril, o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou a retirada total de seus soldados, começando em maio e terminando em setembro.
Combatentes do Talibã na província de Bactro
BBC
Já em maio começaram as manobras dos talibãs, que sem alarde arregimentaram 85 mil combatentes, de acordo com estimativas recentes da Otan — mais do que tinham 20 anos atrás.
Em julho, os insurgentes já tinham tomado metade do território afegão. No início de agosto, praticamente todas as grandes cidades caíram para os terroristas.
O Talibã disse no início deste ano que queria um “sistema islâmico genuíno” para o Afeganistão que fornecesse disposições para os direitos das mulheres e das minorias, em consonância com tradições culturais e regras religiosas.
Há, no entanto, sinais de que o grupo já começou a proibir as mulheres de trabalhar em algumas áreas.
5. Quem lidera o grupo?
Mawlawi Hibatullah Akhundzada foi nomeado comandante supremo do Talibã em maio de 2016, depois que o mulá Akhtar Mansour foi morto em um ataque de drones nos Estados Unidos.
Akhundzada trabalhou como chefe dos tribunais da sharia na década de 1990. Como comandante supremo do grupo, Akhundzada é responsável pelos assuntos políticos, militares e religiosos.
6. Como fica o Afeganistão agora?
Os Estados Unidos e as Nações Unidas já impuseram sanções ao Talibã, e a maioria dos países mostra poucos sinais de que reconhecerá o grupo diplomaticamente.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse no início do mês que o Afeganistão corria o risco de se tornar um estado pária se o Talibã tomasse o poder.
Outros países, como a China, começaram a sinalizar cautelosamente que podem reconhecer o Talibã como um regime legítimo.
Pessoas cruzam o Portão da Amizade na cidade de Chaman, na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, em 15 de agosto de 2021.
Saeed Ali Achakzai/Reuters

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Talibã volta a Cabul: ‘Aconteceu mais rápido do que pensávamos’, diz secretário de Estado dos EUA


Antony Blinken declarou em entrevista que não é interesse dos Estados Unidos permanecer no país após o grupo terrorista ingressar na capital afegã. Foto de 2009 mostra soldados dos EUA no Afeganistão
Manpreet Romana/AFP
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse à CNN neste domingo (15) que não é do interesse dos Estados Unidos permanecer no Afeganistão após insurgentes do Talibã entrarem na capital Cabul.
O grupo terrorista chegou neste domingo à Cabul, informou o Ministério do Interior do Afeganistão. O Talibã defende uma rendição pacífica do governo afegão.
Blinken disse que Washington investiu bilhões de dólares em quatro governos dos EUA nas forças do governo afegão, dando a eles vantagens sobre o Talibã, mas, ainda assim, não conseguiram impedir o avanço do grupo.
“O fato é que vimos que a força não foi capaz de defender o país”, disse Blinken. “E isso aconteceu mais rapidamente do que prevíamos.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Presidente do Afeganistão deixa o país, diz imprensa local

Anúncio ocorre horas depois de o grupo terrorista Talibã cercar a capital do país, Cabul, 20 anos após ser expulso da cidade pelas tropas norte-americanas. VÍDEO: A situação dentro de Cabul, sitiada pelo Talibã
O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, deixou o país neste domingo (15), segundo canal de notícias afegão TOLOnews, horas depois de o grupo terrorista Talibã cercar Cabul, a capital do país.
Um alto oficial do Ministério do Interior afegão disse à agência de notícias Reuters que Ghani embarcou para o Tajiquistão, que faz fronteira com o sul do Afeganistão.
Ainda, segundo a agência, o gabinete da Presidência afegã não confirma a movimentação do mandatário “por questões de segurança”.
Mais cedo, o ministro do Interior, Abdul Sattar Mirzakwal, havia anunciado uma “uma transferência pacífica de poder para um governo de transição”, mas não deixou claro quem o iria compor.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após a saída dos EUA
VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
Em um comunicado anterior à renúncia do presidente afegão, o Talibã havia informado que não tomaria Cabul à força. O grupo insurgente também ordenou a seus combatentes permitissem a passagem segura de qualquer pessoa que queira deixar o país.
“Não queremos que um único civil afegão inocente fique ferido ou seja morto enquanto tomamos o poder, mas não declaramos um cessar-fogo”, afirmou uma autoridade do Talibã, segundo a agência de notícias Reuters.
Mais cedo, o Talibã havia tomado a cidade de Jalalabad, no leste do país, o que fez a capital Cabul ser a única das grandes cidades afegãs sob controle do governo.
Também neste domingo, os diplomatas dos Estados Unidos que trabalharam na Embaixada em Cabul começaram a deixar o Afeganistão. O Reino Unido também pediu que os seus cidadãos deixem o país.
Queda 20 anos depois de invasão dos EUA
A queda do governo afegão para o Talibã ocorre 20 anos depois de o grupo terrorista ser expulso de Cabul pelos Estados Unidos, que invadiram o país dias após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Em abril, o presidente Joe Biden havia anunciado a retirada de todas as tropas do país até 11 de setembro deste ano.
O Talibã avançou rapidamente depois de que a maior parte das forças lideradas pelos EUA deixaram o país em julho, e a queda de Cabul ocorre antes do previsto pelas autoridades norte-americanas.
Segundo a agência de notícias Reuters, a estimativa dos serviços de inteligência norte-americanos é de que o Talibã chegaria a Cabul em setembro, com uma possível tomada do poder em novembro.
‘Aconteceu mais rápido do que pensávamos’, diz secretário de Estado dos EUA
Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão

1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2×1.5x2x

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

‘Professores se despedem de alunas’: a angústia das mulheres com a volta do Talibã no Afeganistão


Algumas das que fugiram de áreas controladas pelo grupo extremista disseram que militantes exigiam que famílias entregassem meninas e mulheres solteiras para se tornarem esposas de seus combatentes. Homem cobre de tinta fotos de mulheres pintadas em muro de Cabul
Lotfullah Najafizada/Twitter
Com o Talibã cercando a capital Cabul e prestes a retomar o controle total do Afeganistão, uma combinação de angústia e medo se espalha entre os civis, em particular as mulheres.
Aisha Khurram, uma ex-embaixadora da Juventude da ONU, compartilhou um tuíte sobre a situação na Universidade de Cabul na manhã deste domingo (15/8) — o domingo é dia útil nos países muçulmanos.
Aisha Khurram, uma ex-embaixadora da Juventude da ONU, diz que professores estão se despedindo das alunas em Cabul, no Afeganistão.
Reprodução / Redes sociais
“Alguns professores se despediram de suas alunas quando todos foram evacuados da Universidade de Cabul nesta manhã … e talvez não tenhamos nossa formatura assim como milhares de alunos em todo o país.…”, escreveu ela na rede social.
Também no Twitter, Lotfullah Najafizada, chefe do serviço de notícias afegão Tolo News, postou uma imagem de um homem cobrindo de tinta fotos de mulheres pintadas em um muro em Cabul.
Mais de 250 mil pessoas foram deslocadas pelos combates e muitas buscaram refúgio na capital afegã.
Algumas das que fugiram de áreas controladas pelo Talibã disseram que os militantes exigiram que as famílias entregassem meninas e mulheres solteiras para se tornarem esposas de seus combatentes.
Muzhda, de 35 anos, uma mulher solteira que fugiu de Parwan para Cabul com suas duas irmãs, disse que tiraria a própria vida em vez de permitir que o Talibã a obrigasse a se casar.
“Estou chorando dia e noite”, disse ela à agência de notícias AFP.
Mulheres de áreas controladas pelo Talibã também descreveram ser forçadas a usar burcas — veste que cobre todo o corpo, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver — e militantes espancaram pessoas por infringirem as regras sociais.
A vida sob o Talibã na década de 1990 forçou as mulheres a usar a vestimenta. Os islamistas radicais restringiram a educação para meninas com mais de 10 anos e punições brutais foram impostas, incluindo execuções públicas.
Militantes do grupo afirmaram à BBC que estão determinados a impor novamente a sua versão da sharia, a lei islâmica, que inclui apedrejamento por adultério, amputação de membros por roubo e proibição de meninas com mais de 12 anos de ir à escola.
Tomada de Cabul
VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
Segundo agências de notícias, militantes do Talibã estão entrando em Cabul ‘por todos os lados’ neste domingo (15/8).
Em um comunicado, o grupo extremista ordenou que seus combatentes permaneçam nos pontos de entrada da capital — citando o risco para a população civil.
O ministro do interior afegão em exercício apareceu em um vídeo, transmitido pela emissora local Tolo TV, dizendo que haveria uma “transferência pacífica de poder” para um governo de transição. Ele disse que Cabul não seria atacada.
A agência de notícias Associated Press, citando uma autoridade afegã, disse que negociadores do Talbã estavam indo para o palácio presidencial para se preparar para uma “transferência” de poder.
Mas o gabinete presidencial do Afeganistão negou pelo Twitter que a situação em Cabul esteja fora de controle.
“Houve tiroteios esporádicos em Cabul, Cabul não foi atacada, as forças de segurança e defesa do país estão trabalhando em conjunto com parceiros internacionais para garantir a segurança da cidade, a situação está sob controle”.
Em meio a uma ofensiva “relâmpago”, o Talibã passou a dominar as principais cidades do Afeganistão.
Leia mais:
Como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
O drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão
Neste domingo, os militantes assumiram o controle de Jalalabad, uma cidade importante no leste do país, sem encontrar nenhuma resistência.
A tomada de Jalalabad ocorre após o Talibã ter passado a dominar outro importante bastião, a cidade de Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão, no sábado (14/8).
O grupo também teria reconquistado Bamiyan, onde há 20 anos explodiu dois Budas gigantes, parte do patrimônio histórico-cultural do país, provocando condenações de todo o mundo.
Nili, capital da província central de Daykundi, também se rendeu ao Talibã sem muita resistência, noticiou a imprensa.
E, nas últimas horas, o grupo afirmou ter tomado o campo de aviação e a prisão de Bagram, nos arredores de Cabul.
O complexo foi o epicentro da guerra contra o Talibã e a Al-Qaeda por cerca de 20 anos, até o mês passado, quando os militares dos EUA partiram na calada da noite sem avisar os afegãos.
As forças da coalizão lideradas pelos Estados Unidos invadiram o Afeganistão durante dezembro de 2001 e Bagram tornou-se uma enorme base capaz de abrigar até 10 mil soldados.
Os ex-presidentes americanos George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump visitaram a base durante seus mandatos.
Bagram também possui uma prisão, com cerca de 5 mil membros do Talebã presos. Fontes ligadas ao grupo extremista alegaram que os prisioneiros foram libertados.
A prisão de Bagram foi apelidada de ‘Guantánamo do Afeganistão’ — em alusão à infame prisão militar dos EUA em Cuba.
Foi originalmente construída e administrada pelos americanos, mas entregue ao controle afegão em 2013.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Talibã inicia entrada em Cabul, capital do Afeganistão

Grupo terrorista ordenou que combatentes diminuam a violência e permitam a passagem de civis que queiram deixar o país. VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
O Talibã iniciou neste domingo (15) a entrada em Cabul por várias frentes, informou o Ministério do Interior do Afeganistão.
O gabinete da presidência do Afeganistão afirmou que disparos foram ouvidos em algumas partes de Cabul, mas tranquilizou a população e declarou que a situação está sob controle das forças de segurança.
Depois do avanço relâmpago em direção à capital e maior cidade afegã, o grupo insurgente ordenou a seus combatentes que diminuam a violência e permitam a passagem segura de qualquer pessoa que queira deixar o país.
O Talibã ainda sugeriu que mulheres se dirijam a áreas protegidas, declarou um líder do grupo em Doha, no Catar.
“Não queremos que um único civil afegão inocente fique ferido ou seja morto, mas não declaramos um cessar-fogo”, afirmou uma autoridade do Talibã, segundo a agência de notícias Reuters.
Mais cedo, o grupo terrorista havia tomado a cidade de Jalalabad, no leste do país, o que fez a capital Cabul ser a única das grandes cidades afegãs sob controle do governo.
As autoridades informaram que a tomada de Jalalabad ocorreu sem confrontos e que a segurança das estradas que ligam o país ao Paquistão estava garantida. A nação vizinha reagiu e fechou a passagem de fronteira de Torkham.
No sábado (14), o Talibã tomou Mazar-i-Sharif, principal cidade do norte afegão; e Pul-e-Alam, capital da província de Logar, a 70 quilômetros de Cabul. Na quinta-feira, já havia assumido o controle de Kandahar e Herat, segunda e terceira maiores cidades do país.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão
Também no sábado, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, garantiu que o combate contra o Talibã continuava.
“A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um e medidas sérias estão sendo tomadas para esse fim”, disse Ghani, em um discurso.
Saída de diplomatas americanos
Os diplomatas norte-americanos que trabalharam na Embaixada em Cabul começaram a deixar o Afeganistão neste domingo.
“Temos um pequeno grupo de pessoas saindo agora enquanto conversamos, a maioria do pessoal está pronta para partir, a embaixada continua funcionando”, disse um funcionário à Reuters
De acordo com a Reuters, menos de 50 funcionários permanecem na embaixada.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Explosão de tanque de combustível deixa 20 mortos no Líbano


Acidente aconteceu na região de Akkar, no norte do país, e deixou ainda 7 feridos. Líbano vive grave crise econômica. Soldados do Exército do Líbano e membros da Cruz Vermelha são vistos perto de local de explosão de tanque de combustível em Akkar no dia 15 de agosto
Omar Ibrahim/Reuters
Vinte pessoas morreram na explosão de um tanque de combustível na região de Akkar, no norte do Líbano, informou a Cruz Vermelha neste domingo (15).
“Nossas equipes transportaram 20 corpos e mais sete feridos da explosão de um caminhão-tanque em Akkar para hospitais na região”, informou a Cruz Vermelha em seu perfil no Twitter.
O Líbano, que sofre com uma de suas piores crises econômicas desde a década de 1850, de acordo com o Banco Mundial, enfrenta uma séria escassez de combustível há meses.
Os militares libaneses disseram no sábado que apreenderam milhares de litros de gasolina e diesel que os distribuidores estavam acumulando em postos de gasolina em todo o país.
VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Haiti novo terremoto


Haiti Moradores observam casas que desabaram com o terremoto em Les Cayes, no Haiti
Ralph Tedy Erol/Reuters
Horas depois do grande terremoto que deixou mais de 300 mortos, um novo tremor de magnitude 5,9 atingiu o Haiti na noite deste sábado (14), informou o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês).
O novo terremoto ocorreu a uma profundidade de 8 km (4,97 milhas), disse a EMSC. Ainda não há informações de vítimas.
Haiti enfrenta crises política e humanitária; entenda
Brasileiro fala sobre clima no Haiti após terremoto: ‘muita apreensão’
Haitiana no Brasil relata desespero ao não conseguir contato com irmão: ‘Perdeu o celular enquanto corria’
Veja fotos da destruição no Haiti após o terremoto
Mais cedo, mais de 300 pessoas morreram e centenas ficaram desaparecidas após um terremoto de magnitude 7,2. As cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha, foram as mais afetadas pelo tremor.
O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Henry lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.
“Meus sentimentos aos parentes das vítimas deste sismo que gerou tantas perdas de vidas humanas e materiais em vários departamentos [equivalente a estados] do país”, escreveu Henry. “Faço um apelo ao espírito de solidariedade e compromisso de todos os haitianos, a fim de nos unirmos para enfrentar esta situação dramática que vivemos”, seguiu o mandatário. “A união faz a força.”
Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti.
Fernanda Garrafiel / Arte G1
O forte tremor pôde ser sentido também na República Dominicana, Cuba e Jamaica, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
O presidente norte-americano, Joe Biden, autorizou ajuda imediata ao Haiti e designou para a função Samantha Power, diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês).
O epicentro do terremoto foi identificado a 8 km da cidade de Petit Trou de Nippes (no oeste da ilha), a cerca de 150 km da capital Porto Príncipe, e a uma profundidade de 10 km.
VÍDEO: Veja imagens da destruição causada por terremoto no Haiti
Um terremoto levemente maior que o ocorrido em 2010, de magnitude 7,0 — diferença de 0,2 na Escala Richter —, que deixou cerca de 300 mil mortos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas. A expectativa é que o tremor atual não tenha o mesmo impacto do de 2010, que teve seu epicentro muito mais próximo de Porto Príncipe, a parte mais povoada do Haiti, a uma distância de apenas 25 km.
Ainda assim, imagens que circulam em redes sociais mostram prédios, fachadas e marquises caídas em partes do país. Há relatos de destruição em ao menos duas cidades.
Haiti
Amanda Paes/G1
Crise política e humanitária
O terremoto atinge o Haiti em um momento de forte crise política, que é anterior até mesmo ao assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho deste ano.
Moïse dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
Após o assassinato do presidente por um grupo de mercenários, um governo interino assumiu o controle do país até a realização de novas eleições.
A nação mais pobre das Américas tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado.
Nos últimos meses, o Haiti enfrentava também uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência.
O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).
O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.
Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Talibã toma mais uma cidade e deixa governo do Afeganistão com controle apenas de Cabul

Autoridades informaram que não resistiram em Jalalabad para evitar mortes de civis. Na capital do país, homens já deixam barbas crescer e mulheres temem perda de direitos. VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
O Talibã assumiu na manhã deste domingo (15) – noite de sábado (14) no Brasil – o controle da cidade de Jalalabad, no leste do Afeganistão. Assim, a capital Cabul é a única das grandes cidades afegãs ainda sob controle do governo.
As autoridades informaram que a tomada de Jalalabad ocorreu sem confrontos e que a segurança das estradas que ligam o país ao vizinho Paquistão está garantida.
“Não há confrontos ocorrendo agora em Jalalabad porque o governo local se rendeu ao Talibã”, disse uma autoridade afegã em Jalalabad à agência de notícias Reuters. “Permitir a passagem para o Talibã era a única maneira de salvar vidas de civis.”
Neste sábado, o Talibã tomou Mazar-i-Sharif, principal cidade do norte afegão; e Pul-e-Alam, capital da província de Logar, a 70 quilômetros de Cabul. Na quinta-feira, já havia assumido o controle de Kandahar e Herat, segunda e terceira maiores cidades do país.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão
Os insurgentes estão a apenas 50 km da capital e não dão sinais de que vão diminuir o passo. Neste sábado, também tomaram a província de Kunar, no leste do país, e logo poderão se aproximar da capital pelo norte, sul e leste.
Mas também neste sábado, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, garantiu que o combate contra o Talibã continuava.
“A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um e medidas sérias estão sendo tomadas para esse fim”, disse Ghani, em um discurso à Nação.
Ele não fez alusão, porém, a uma possível renúncia, exigida por alguns, mas especificou que tinha iniciado “consultas” dentro do governo, com dirigentes políticos e parceiros internacionais, para encontrar “uma solução política em que a paz e a estabilidade” sejam preservadas.
Horas depois, o governo declarou que irá formar uma delegação que “estará pronta para negociar”.
Paralelamente, o governo do Catar, emirado que tem sido sede de negociações infrutíferas entre talibãs e autoridades afegãs há meses, pediu aos insurgentes “um cessar-fogo, o que contribuiria para acelerar os esforços para alcançar um acordo político integral que garanta um futuro próspero ao governo e ao povo afegão”.
Crescer a barba por precaução
As ruas da capital se mostraram movimentadas neste sábado, mas longas filas se formam do lado de fora dos bancos, e alguns homens disseram à agência France Presse que começaram a deixar a barba crescer, em antecipação à chegada iminente do Talibã na cidade.
Muitos afegãos – mulheres em particular -, acostumados com a liberdade de que desfrutaram nos últimos 20 anos, temem um retorno ao poder do Talibã.
Quando governou o país entre 1996 e 2001, antes de ser expulso do poder por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, o Talibã impôs sua versão ultraconservadora da lei islâmica.
As mulheres eram proibidas de sair sem um acompanhante masculino e de trabalhar, e as meninas de ir à escola. Mulheres acusadas de crimes como adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.
“É particularmente horrível e doloroso ver os direitos duramente conquistados de meninas e mulheres afegãs sendo retirados delas”, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, na sexta-feira.
Tropas extras dos EUA e retirada de estrangeiros
Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o enviou de mais tropas para auxiliar na retirada emergencial dos norte-americanos que ainda estão no país e também de aliados estrangeiros.
No total serão 5 mil soldados: mil que já estão lá, mil que serão deslocados do Kwait para o Afeganistão e 3 mil que já estão a caminho, segundo o Pentágono.
O Reino Unido anunciou também a redistribuição de 600 soldados para ajudar os britânicos a partir.
Vários países – Holanda, Finlândia, Suécia, Itália e Espanha – também anunciaram na sexta-feira a redução ao mínimo de sua presença no país, bem como programas de repatriação para seus funcionários afegãos.
Outros, incluindo Noruega e Dinamarca, preferiram fechar temporariamente suas embaixadas.
Neste sábado, o governo alemão informou que o exército ajudará a evacuar a embaixada da Alemanha em Cabul e seus funcionários “que precisam de proteção da Alemanha”. A sede diplomática será reduzida ao mínimo necessário, segundo essas fontes.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Lei da Polônia que impede recuperação de casas roubadas por nazistas gera revolta


Uma nova lei vai tornar mais difícil para as pessoas recuperaram as propriedades das quais suas famílias foram expulsas durante a Segunda Guerra Mundial. Israel chamou a legislação de anti-semita. A Polônia tem muitos monumentos dedicados aos judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial
Getty Images/BBC
O presidente da Polônia, Andrzej Duda, sancionou uma lei que vai tornar mais difícil para judeus recuperarem as propriedades que suas famílias perderam durante e pouco depois da Segunda Guerra Mundial.
Israel afirmou que a nova lei é anti-semita e retirou seu enviado diplomático de Varsóvia, a capital da Polônia, por causa da legislação.
A lei é relativa a propriedades roubadas por nazistas alemães e depois, após o fim da guerra, confiscadas pelo governo da Polônia, que à época era comunista.
A legislação cria um limite de 30 anos para reivindicações dessas propriedades. Mas como a maioria dos confiscos pelo governo aconteceram logo após a guerra – que terminou em 1945 – grande parte das demandas terão expirado.
O governo polonês diz que a mudança vai dar fim a um período de “caos jurídico”, mas o governo de Israel reagiu.
“A Polônia aprovou hoje – e não é a primeira vez – uma lei imoral e anti-semita”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Israel, Yair Lapid, em um comunicado.
Lapid disse ainda que recomendou ao embaixador da Polônia em Israel que permanecesse na Polônia durante suas férias.
“Ele deve usar o tempo disponível para explicar aos poloneses o que o Holocausto significa para os cidadãos de Israel e que não iremos tolerar o desprezo pela memória das vítimas e pela memória do Holocausto”, afirmou Lapid.
O primeiro-ministro israelense Naftali Bennett disse que a lei é “vergonhosa” e mostra “desprezo pela memória do Holocausto”.
Cerca de seis milhões de judeus morreram no Holocausto, metade deles poloneses. Cerca de 90% da comunidade judaica da Polônia antes da guerra foi morta. Também foram assassinadas milhões de pessoas de outros grupos: eslavos, ciganos, prisioneiros de guerra, pessoas com deficiência, homossexuais, maçons e testemunhas de jeová.
A oposição de Israel à nova legislação foi apoiada pelos EUA, e Lapid disse que irá discutir com Washington novas medidas de oposição à atitude da Polônia.
O governo polonês já havia dito que as acusações de Israel e dos Estados Unidos não refletem a motivação por trás da lei.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, as autoridades comunistas da Polônia nacionalizaram muitas propriedades que haviam ficado vazias porque seus proprietários haviam fugido ou morrido.
Um soldado da SS, a milícia nazista, aborda trabalhadores judeus no gueto de Varsóvia em 1943
AFP/BBC
Análise
O correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, analisa o caso:
“O presidente polonês afirma que a lei vai acabar com uma era de ‘caos jurídico’ envolvendo a devolução de propriedades.
Nas últimas décadas, a restituição de propriedades tornou-se profundamente atolada em corrupção, com reivindicações de títulos sendo compradas e vendidas e inquilinos repentinamente sendo expulsos de seus apartamentos de um dia para o outro.
As reivindicações judaicas representam apenas uma minoria das reivindicações totais, a maioria das quais feitas por poloneses.
Como resultado, a lei recebeu o apoio tanto da oposição da Polônia como do governo.”
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo