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Hacker que desviou R$ 3 bilhões em criptomoedas devolve quase tudo e explica ação


Em anotações enviadas para o blockchain, hacker afirmou ter recebido uma recompensa por devolver ativos roubados. Milhares de dólares foram roubados por hackers em um dos maiores roubos de criptomoedas
Getty Images
Um hacker que roubou pouco mais de US$ 600 milhões (R$ 3,15 bilhões) em criptomoedas devolveu a maior parte dos ativos roubados.
Na quinta-feira, a Poly Network confirmou no Twitter que US$ 268 milhões (R$ 1,4 bilhão) em tokens Ether já foram recuperados.
Nas últimas 24 horas, o hacker devolveu à empresa US$ 342 milhões relativos a três criptomoedas.
O indivíduo também postou várias páginas de anotações no blockchain (cadeia de blocos digitais com o código criptografado que armazenam algum tipo de dado), revelando por que hackearam a empresa e as ofertas que a Poly Network fez a eles.
Em uma reviravolta que está preocupando alguns especialistas em segurança cibernética, o hacker afirma que a empresa ofereceu US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) se devolvessem os ativos roubados, bem como uma promessa de imunidade no processo criminal que move contra ele.
No entanto, o hacker diz que não aceitou a oferta.
Hackers roubam US$ 600 milhões de plataforma de criptomoedas
Na quinta-feira à noite, a Poly Network postou uma atualização informando que a maioria dos ativos restantes em posse do hacker havia sido transferida para uma carteira digital controlada pelo hacker e pela empresa.
Mas parte do dinheiro ainda está pendente.
“O hacker ainda detém US$ 33,4 milhões em Tether [token baseado em uma plataforma de tecnologia blockchain] roubados — porque foi congelado pelo próprio Tether”, disse Tom Robinson, cofundador da Elliptic, uma empresa de análise e compliance de blockchain com sede em Londres.
Ele acrescentou que pode ser visto no blockchain que “alguns milhares de dólares de vários outros tokens” estavam sendo mantidos pelo hacker.
Não ficou claro, no entanto, se eles eram parte dos ativos roubados ou doações que o hacker pediu que as pessoas enviassem na quinta-feira, para compensar quaisquer usuários que possam ter perdido dinheiro com o ataque virtual.
Outro dinheiro pendente também inclui uma gratificação de 13,37 Ether (cerca de US$ 40 mil ou R$ 210 mil), que o hacker enviou a um usuário que o avisou que os tokens Tether foram congelados por seu desenvolvedor.
O ataque virtual ocorreu na terça-feira, quando o site de blockchain Poly Network disse que os hackers exploraram uma vulnerabilidade em seu sistema e roubaram milhares de tokens digitais como o Ether.
Em uma carta postada no Twitter, a empresa exortou os ladrões a “estabelecer comunicação e devolver os ativos hackeados”.
O hacker anônimo alegou que executou o roubo por diversão e para encorajar a empresa de troca de criptomoedas Poly Networks a melhorar sua segurança.
Oferta de imunidade
A Poly Network disse no Twitter que ainda estava esperando o processo de reembolso ser concluído, mas que está colaborando com o hacker, a quem a empresa chamou de “Mr White Hat” (Senhor Chapéu Branco).
Os hackers de chapéu branco são pesquisadores de segurança ética que usam suas habilidades para ajudar as organizações a encontrar falhas de segurança.
A Poly Network se referiu ao hacker dessa forma em várias postagens públicas. O hacker alega que recebeu uma mensagem da empresa pelo blockchain, dizendo: “Como acreditamos que sua ação é um comportamento de chapéu branco, planejamos oferecer a você uma recompensa de US$ 500 mil”.
Segundo ele, a empresa acrescentou: “Garantimos que você não será responsabilizado por este incidente.”
A suposta ação irritou algumas pessoas no mundo da segurança, que temem que isso possa abrir um precedente para hackers encobrirem seus crimes.
Katie Paxton-Fear, uma hacker de chapéu branco e professora na Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, diz que “descrever esta operação como chapéu branco é realmente decepcionante”.
Paxton-Fear encontrou mais de 30 vulnerabilidades em organizações que vão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos à Verizon Media.
“O hackeamento de chapéu branco envolve ter um escopo, não tocar em alguns sistemas, trabalhar com a equipe, escrever relatórios profissionais detalhando nossas descobertas, não ir além do necessário para demonstrar o risco”, disse ela.
“Nossa abordagem é ‘primeiro, não cause danos’, potencialmente verificando se as correções foram implementadas e não colocando nenhum dado do usuário em risco.”
Charlie Steele, parceiro da consultoria internacional Forensic Risk Alliance e ex-funcionário do Departamento de Justiça e do FBI também está preocupado com a suposta oferta da Poly Network.
“As empresas privadas não têm autoridade para prometer imunidade contra processos criminais”, disse ele à BBC.
“Neste caso em que um hacker roubou os US$ 600 milhões ‘por diversão’ e depois devolveu a maior parte, tudo permaneceu anônimo, mas não é provável que isso diminua as preocupações dos reguladores sobre a variedade de riscos representados por criptomoedas.”
Vídeos de tecnologia no G1

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Homem arremessa martelo contra carro em briga de trânsito nos EUA

Segundo a polícia de Washington, suspeito fugiu após o ataque, mas foi preso dias depois. VÍDEO: Homem arremessa martelo contra carro em briga de trânsito nos EUA
Um homem foi flagrado arremessando um martelo contra um carro durante uma briga de trânsito nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).
Segundo a polícia do estado de Washington, o caso foi registrado no final de julho, mas apenas nesta segunda-feira (9) é que as imagens da câmera de segurança do veículo foram divulgadas.
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O suspeito, que conduzia um jipe, fugiu após o ataque. As autoridades estaduais conseguiram identificá-lo a partir das imagens e ele foi preso três dias depois.
“Nosso lançador de martelo deve ficar fora de nossas estradas por algum tempo”, disse o departamento do Xerife do Condado de King em um comunicado.
O motorista atacado contou aos policiais que o condutor do jipe o seguia buzinando em uma auto-estrada de Shoreline, a 18km de Seattle.
Segundo a gravação, é possível ver que quando ele se dirige para uma via local, é fechado pelo agressor que sai do carro e arremessa o martelo antes de fugir.

Fonte: G1 Mundo

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Voluntários se mobilizam na Grécia para cuidar de gatos e cães após incêndios


Mais de 200 animais foram levados ao abrigo improvisado para cuidar de animais que foram deixados para trás em áreas que tiveram que ser abandonadas. Dois cachorros do abrigo de Atenas que recebe animais de regiões afetadas pelos incêndios na Grécia, em 12 de agosto de 2021
AFP
Cerca de trinta voluntários em Atenas se mobilizaram para curar dezenas de gatos e cães abandonados ou esquecidos por pessoas que tiveram que sair de suas casas por causa incêndios na Grécia.
VÍDEO: Equipes tentam impedir que incêndios florestais se alastrem na Grécia
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Os animais resgatados são banhados a cada duas ou três horas para resfriar as patas —exceto aqueles com queimaduras graves.
Voluntário em abrigo para animais em Atenas, em 12 de agosto de 2021
AFP
Veterinários voluntários organizaram um espaço de “tratamento intensivo” para os gravemente queimados, cujas feridas precisam de monitoramento contínuo.
“Até agora, recebemos 233 animais”, diz Yannis Batsas, presidente da Ação Voluntária dos Veterinários Gregos.
Cachorro com patas feridas em abrigo em Atenas, na Grécia, em 12 de agosto de 2021
AFP
Dezenas de cidades perto de Atenas foram esvaziadas no início de agosto devido ao avanço das chamas que devastaram florestas e residências trinta quilômetros ao norte da capital.
Nesta região há cães e gatos errantes que foram deixados para trás, assim como alguns animais domésticos.
Acolhida de animais
No abrigo de Atenas, os voluntários se movem entre as gaiolas, colocando gelo nas tigelas, enquanto um ventilador alivia um pouco o calor.
“Cerca de 90 animais voltaram para seus donos”, disse Elena Dede, fundadora da organização sem fins lucrativos Dog’s Voice.
Entre os milhares de voluntários que se apresentaram, principalmente no primeiro fim de semana, muitos concordaram em levar cachorros para casa por cerca de quinze dias.
“Nunca temos mais de cinquenta animais ao mesmo tempo, graças a abrigos e adoções”, afirma Yannis Batsas.
“Foram mais de 2.000 pessoas que se apresentaram como voluntárias”, disse Elena Dede, que afirma que “dez toneladas de comida para cães e gatos” foram recolhidas e serão entregues em canis na Ática, no leste da Grécia.
Novo centro em Eubeia
A onda de solidariedade observada na capital incentiva os voluntários a abrirem outro centro na ilha de Eubeia, que controlou seus incêndios apenas nesta sexta-feira.
“Uma equipe foi até a ilha de Eubeia para ver as fazendas, as cabras e as ovelhas”, explica Yannis Batsas.
“Eubeia é outra história. Temos que ter certeza de que temos a capacidade de responder tão efetivamente quanto aqui”, acrescenta Elena Dede.
Nesta ilha, a leste de Atenas, o resgate dos animais queimados é complicado. “É preciso levá-los de barco, o que prolonga as viagens”, lamenta Irini Tapouti, diretora da clínica veterinária de Calcidia.
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Fonte: G1 Mundo

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O jogo político internacional por trás da condenação do canadense Robert Schellenberg à morte na China


Especialistas afirmam que relação entre os dois países se tornou ‘diplomacia de reféns’. Robert Lloyd Schellenberg foi preso em 2014 acusado de tráfico de metanfetamina
Reuters
Tensão máxima entre Canadá e China. Um dia depois de ratificar a sentença de morte por tráfico de drogas do canadense Robert Lloyd Schellenberg, em 10 de agosto, a Justiça chinesa condenou o empresário Michael Spavor, também canadense, a 11 anos de prisão por suposta espionagem.
Spavor estava preso desde 2018, depois de ser detido junto com o ex-diplomata canadense Michael Kovrig.
A condenação foi descrita na época pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, como “arbitrária e absolutamente inaceitável e injusta”.
Observadores internacionais interpretam as decisões como pressão da China sobre o Canadá, já que a Justiça canadense deve decidir se entregará a principal executiva da gigante de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou, aos Estados Unidos para responder a acusações criminais.
A China acredita que a prisão de Meng, agora em liberdade condicional, tenha motivação política.
O país asiático nega que as sentenças contrárias aos canadenses estejam ligadas ao caso da executiva, embora as prisões “dos Michael”, como são conhecidos, tenham ocorrido poucos dias após a detenção de Meng em 2018.
A crise foi descrita como uma “diplomacia de reféns”, e por trás dela se esconde um jogo político internacional que vem escalando e para o qual se anteveem soluções complexas.
No meio, uma guerra comercial
Alguns especialistas argumentam que o Canadá foi pego no meio da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.
“A guerra comercial EUA-China contribuiu para aumentar as tensões entre a China e o resto do Ocidente. Joe Biden mantém uma postura dura contra Pequim, o que tem alimentado temores de um mundo dividido por uma nova Guerra Fria”, diz Darren Touch, especialista em relações EUA-China do Wilson Center, em Washington.
O caso da Huawei tem sido uma fonte constante de tensão. Os EUA mantêm duras sanções contra a empresa chinesa de tecnologia e a acusam de ser uma ameaça à segurança nacional.
Meng Wanzhou é diretora financeira da companhia e filha de seu fundador, Ren Zhengfei. Sua prisão por autoridades canadenses em 1º de dezembro de 2018 deu-se como parte de uma investigação dos EUA contra a Huawei por possíveis violações das sanções contra o Irã.
Desde o início, a China respondeu com indignação. Autoridades classificaram a detenção de Meng como “extremamente ofensiva e ilegal” e alertaram o Canadá que, caso a empresária não fosse libertada imediatamente, haveria “graves consequências”.
Em menos de uma semana, a China prendeu os canadenses Michael Spavor e Michael Kovrig por supostas atividades de espionagem.
Pequim diz que Michael e Schellenberg são criminosos, embora o Canadá acredite que seu destino esteja ligado ao da executiva da Huawei.
Meng foi presa logo após Robert Shellenberg ser julgado pela primeira vez. A sentença de morte foi colocada apenas no julgamento seguinte, agora ratificado.
Os crimes cometidos “pelos Michael” são ainda menos claros.
‘Diplomacia de reféns’
Especialistas consultados pela BBC Mundo, serviço em língua espanhola da BBC, afirmam que, na prática, as sentenças foram uma retaliação pela prisão de Meng.
“A diplomacia de reféns faz parte das ferramentas chinesas e está sendo usada neste caso”, avalia Paul Evans, professor de relações internacionais para a Ásia e a região transpacífica da Universidade de British Columbia, no Canadá.
“É tudo parte de uma estratégia para pressionar o Canadá para que liberte Meng. Mas no Canadá o judiciário é independente, sem interferência política. No caso do Michael, tem havido muita falta de transparência sobre o processo, o que é inaceitável”, acrescenta Touch.
O objetivo da China, dizem os especialistas, é evitar a todo custo que Meng seja extraditada e julgada nos Estados Unidos.
“O uso da diplomacia de reféns pela China fere a lei internacional, já que Pequim busca exercer influência sobre o Canadá e outros países”, ressalta Touch.
A confusão entre Ottawa, Pequim e Washington parece difícil de resolver, pelo menos por enquanto.
A saída do conflito
“Acho que a solução para essa confusão diplomática está em Washington, que iniciou a crise solicitando a extradição de Meng. Um acordo negociado com a promotoria, talvez combinado com uma multa muito elevada para a Huawei, poderia fazer parte dessa solução”, diz Gordon Houlden, professor emérito do Instituto da China na Universidade de Alberta, no Canadá.
Paul Evans, por outro lado, acredita que a solução para esse conflito passa por ele ser tratado como um problema diplomático e político, e não como um problema jurídico.
“Será muito difícil encontrar a solução”, opina Touch.
A crise atual tem um antecedente em 2014, quando o casal canadense Kevin e Julia Garratt também foi preso na China supostamente por espionagem.
A prisão aconteceu logo depois de as autoridades canadenses prenderem o cidadão chinês Su Bin por suposto envolvimento em um complô para hackear sistemas com dados militares americanos confidenciais.
Muitos interpretaram a prisão dos Garratt como retaliação e uma tentativa de bloqueio da China para impedir a extradição de Su para os Estados Unidos.
Su Bin foi considerado culpado e condenado em 2016 na Califórnia a 46 meses de prisão.
Julia Garratt foi libertada sob fiança em 2015 e Kevin Garratt foi deportado em 2016, após a visita do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau à China.
“No momento, não há indicação de quando Pequim poderá deportar os Michaels”, disse Evans.
Houlden, por outro lado, não acredita que a sentença de Schellenberg será revertida, embora deixe a porta aberta para que ela “seja comutada para a prisão perpétua em algum momento”, analisa.

Fonte: G1 Mundo

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‘Se teu marido de agride, você pode fugir, mas não se o agressor é meu próprio filho’


Ser pai ou mãe de uma criança violenta é uma experiência traumática — e muitas vezes ocultada. Mãe relata abusos sofridos por parte do próprio filho e conta como é difícil evitar a situação
Owen Gent/BBC
Em meados do ano, Aidan (nome fictício) decidiu que queria matar a cadela da família. Ele atraiu o animal para trás do sofá de casa com uma salsicha e colocou as mãos sobre sua focinheira e ao redor de seu pescoço. “A coisa mais maluca é que ele, na verdade, ama o cachorro e a mim mais do que qualquer outra pessoa”, diz a mãe de Aidan, Hazel (nome também fictício).
“Mas somos nós dois que ele justamente tem como alvo mais frequente, e às vezes ele machuca (a cadela) para ver como eu vou reagir.”
Aidan dá chutes e bate, e antes costumava morder. Diz a Hazel que a odeia e quer que ela morra, e que vai conseguir uma arma para atirar nela. Já tentou empurrá-la da escada e descobriu pontos cegos na visão da mãe (que é deficiente visual), de modo que consegue atirar objetos na direção dela sem que ela perceba.
“É um comportamento abusivo, de bullying”, desabafa Hazel. “Sinto que estou numa relação de violência doméstica. Você diz que se o seu marido te bater, vai largá-lo, mas como vai fazer isso com seu filho? Você é ao mesmo tempo o protetor e a vítima da criança.”
A maioria dos pais nunca terá de se preocupar em ser atacada por uma criança violenta, mas, quando isso acontece, surge um dilema: ao mesmo tempo em que não podem deixar o filho à própria sorte, eles temem que buscar ajuda gere repercussões para o futuro da criança. Pesquisas indicam que esse problema é ocultado e mais comum do que se imagina.
No caso de Hazel, todas as facas da casa ficam trancadas longe do alcance de Aidan desde que ele pegou uma delas e foi atrás de um membro da família. Ele também já recorreu a outros objetos pontiagudos, como tesouras e cortadores de unha. “Tudo leva à violência”, lamenta a mãe.
“Ele é interessado em violência e vê violência em qualquer situação. Não podemos assistir a programas infantis porque ele gosta de reencenar qualquer pedacinho que contenha violência.”
Acessos de violência
Aidan foi adotado por Hazel e seu marido aos 4 anos de idade, e ela diz que desde então convive com seus acessos de violência, embora achasse que fossem passar com o tempo.
Aos 5 anos, ele fez com que uma professora da escola fosse hospitalizada duas vezes — a primeira delas ao chutá-la no rosto, quando ela se agachou para pegar um objeto que ele havia jogado. A equipe da escola foi treinada para conter Aidan de modo seguro quando ele tinha acessos de violência, às vezes por quase uma hora.
Hazel lembra da primeira vez que o viu depois de uma dessas contenções. “Ele estava sentado num sofá suado, tremendo — foi terrível”, conta. “Sentei e abracei meus joelhos, em posição fetal.”
Hazel se questiona hoje a respeito das técnicas de contenção usadas na escola, embora não saiba ao certo que outra maneira haveria para lidar com os acessos de violência do filho. “Deve ter sido traumatizante para ele, mas sei como ele era violento”, afirma. “Eu via os hematomas nas assistentes de professoras, e não sei que outro modo elas teriam para se manterem seguras.”
A escola criou uma sala acolchoada que virou um espaço seguro para levar Aidan quando ele colocava a si mesmo ou outros em perigo.O problema é que “ele passou a ser levado para lá todos os dias”, conta Hazel. “E ficava tão nervoso que quebrou o vidro reforçado da porta três vezes.” Até que a escola disse que não dava mais conta de cuidar de Aidan.
Milhares de casos por ano
Em 2010, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram a primeira análise de que se tem conhecimento sobre dados de violência de crianças contra os pais no Reino Unido, e identificou 1,9 mil registros em Londres durante um período de 12 meses.
A líder do projeto, Rachel Condry, que é professora de Criminologia, estima que, em território britânico, haja milhares de casos anualmente, a maioria dos quais nunca será registrado oficialmente. “É um problema oculto — muitos pais sentem que não podem levar o caso à polícia, ou não recebem nenhuma ajuda ou não encontram nenhum serviço (público adequado)”, diz ela.
Condry conta ter ouvido de muitos pais que eles convivem por anos com a violência antes de denunciar o ocorrido a autoridades — e só fazem isso quando realmente se sentem em perigo. “Eles ficam muito preocupados, e com razão, quanto a criminalizar seus filhos e quanto às consequências.”
Até o estudo de Condry, havia poucas pesquisas sobre esse tipo de violência — ou até mesmo consciência sobre sua existência. “Não constava em nenhum website, nenhuma política governamental — não havia menções a isso em lugar algum”, diz.
“Mas quando eu falava com pessoas que atendem crianças e famílias em todos os tipos de áreas (britânicas), essas pessoas me contavam se deparar com casos do tipo o tempo todo. Era um silêncio muito interessante.”
“Eles (pais) sentem uma vergonha muito grande”, diz Helen Bonnick, ex-assistente social que escreveu um livro sobre a violência entre filhos e pais. “Se você é um pai ou mãe, seu papel é criar a criança para se tornar um membro responsável da sociedade e um ser humano amoroso. Quando isso dá errado, as pessoas sentem que fracassaram. Não querem falar a respeito. E como ninguém fala a respeito, a pessoa sente ser a única vivendo aquilo.”
Assim como o abuso doméstico e a violência conjugal, a violência praticada pelos filhos contra os pais afeta pessoas de todas as classes sociais, ricos e pobres, e seria errado supor que acontece apenas quando há crianças que ficaram em orfanatos.
Na verdade, Michelle John, da instituição Parental Education Growth Support, especializada na violência de filhos contra os pais, diz que sua organização ajuda mais famílias biológicas do que adotivas.
Assim como acontece na família de Hazel, é mais provável que as mães sejam os alvos. “As mulheres têm muito mais probabilidade de serem vítimas de violência doméstica de todos os tipos, e esse é o caso aqui também”, diz Rachel Condry. “Embora aconteça com os pais, a violência de filhos contra mãe é a forma mais comum.”
Agora, nenhuma escola local aceita Aidan — todas as unidades especializadas o rejeitaram ou o expulsaram. A mais próxima que o aceitou fica a meia hora de carro e também não é capaz de atender às suas necessidades complexas. “Eles estão contendo ele, mas nada está sendo resolvido”, diz Hazel. “O garoto ainda está lutando.”
Academicamente, ele já está três ou quatro anos atrasado em relação às outras crianças da mesma idade, embora sua caligrafia seja bonita. Hazel pagou por sessões de treinamento para aprender técnicas que ela pode usar para diminuir o comportamento violento de Aidan, para evitar ser ferida. Uma tática é segurar uma grande almofada do sofá para evitar que Aidan seja capaz de machucá-la.
“Na primeira vez, ele pegou (a almofada) da minha mão e me atingiu com ela”, lembra Hazel, “então pensei: ‘Ok, preciso segurar com mais força’. Na segunda vez, funcionou muito bem — consegui colocá-la entre nós, e ele ficava socando e chutando, tentando contornar, mas não conseguia.”
Hazel destaca que seu filho não é mau, mas age assim por causa de traumas que aconteceram em seu passado — e não é culpa dele. “Mesmo que pareça que ele é um agressor, ele não é — ele não consegue evitar”, diz ela. “Ele é, na verdade, um menino de natureza doce — é adorável e engraçado, e nós nos amamos.”
Mas a tensão gerada por tudo isso a forçou a largar o emprego. Sua saúde piorou — ela teve herpes repetidamente e pneumonia mais de uma vez no ano passado, e agora toma antidepressivos. Seu relacionamento com o marido também foi prejudicado.
“Quando percebemos que havia um problema e que as coisas estavam muito difíceis, basicamente sentimos que havíamos cometido um erro e não tínhamos conseguido lidar com isso”, diz ela. “Mas dizer isso em voz alta significa que você tem que fazer algo, então nenhum de nós disse isso em voz alta. Basicamente, não nos falamos por cerca de seis meses.”
Quando há um problema?
O comportamento de uma criança se torna problemático quando é controlador, ameaçador, intimidador ou perigoso. Alguns sinais a serem observados são:
– Você muda seu comportamento para evitar confrontos com seu filho;
– Você teme por sua segurança ou pela segurança de outros membros da família;
– A criança está roubando ou danificando os pertences de outros membros da família;
– A criança ameaça você ou outras pessoas;
– A criança ameaça se machucar ou se envolver em comportamento de risco — leve sempre as ameaças de automutilação a sério;
– A criança é cruel com animais de estimação.
Alguns anos atrás, depois de refletir muito, Hazel estava prestes a tomar uma atitude drástica. “Achava o efeito que isso tudo estava tendo na família como um todo muito angustiante, então tomei a decisão de pegar Aidan e ir embora”, diz ela.
O marido de Hazel a convenceu a não fazer isso, e, embora agora ela reconheça que provavelmente foi a decisão certa, não ameniza a culpa que sente pelas outras crianças da família. “É a infância deles que colocamos em risco”, diz ela.
A família de Hazel deixou de visitar a casa de outras pessoas muito antes da pandemia de Covid-19. Eles não realizam ou vão a grandes eventos familiares. Hazel só vê os próprios pais quando Aidan está na escola, porque eles não conseguem lidar com a presença dele.
E ela não se encontra com seus amigos quando está com Aidan se alguma outra criança também estiver presente. Ela e o marido nunca saem à noite ou passam o fim de semana fora — não há ninguém com quem possam deixar Aidan e que seja capaz de cuidar dele. “É incrivelmente solitário”, desabafa Hazel.
Mas ela encontrou grande conforto em uma comunidade online de pais como ela, em fóruns em que as pessoas compartilham histórias e mecanismos de enfrentamento e oferecem apoio moral. Descobrir tantas pessoas vivendo uma situação semelhante foi uma verdadeira surpresa. “Existem muitas, muitas famílias como a minha”, diz ela.
Hazel mantém planilhas e está constantemente indo atrás das diferentes agências envolvidas com o passado de Aidan para descobrir quais decisões foram tomadas — ou não. Ela está sempre tentando encontrar a ajuda da qual ele precisa.
A grande esperança da família é colocar Aidan em um internato que visa reabilitar completamente crianças como ele em três anos, permitindo a elas voltar para casa, viver com suas famílias e frequentar escolas normais. “Eu realmente quero colocar ele em uma escola terapêutica, uma que realmente vá ajudá-lo”, diz Hazel.
Mas os critérios de admissão são rígidos e complicados, então é um tiro no escuro. Se Aidan não for aceito, Hazel se preocupa em como as coisas podem acabar para ele. “Ele será um parceiro abusivo e terá problemas com a polícia”, diz ela. “Ele vai perder o controle e entrar em uma briga — vejo ele na prisão.”
Por enquanto, ela continua tentando manter a situação sob controle. Quando Aidan está na escola, ela leva o cachorro para passear e pratica um pouco de mindfulness (atenção plena) para se preparar para o retorno dele.
Ele pode decidir revirar a casa, jogar o conteúdo da fruteira nela e pular do corrimão. Ou, se for uma noite tranquila, Aidan vai ouvir seus audiolivros — as mesmas histórias, repetidamente, seguindo as palavras nas páginas. E quando chegar a hora de dormir, as portas do andar de baixo estarão trancadas para que, se ele se levantar no meio da noite, não incomode o cachorro.

Fonte: G1 Mundo

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‘Núcleo do demônio’: como era a 3ª bomba atômica que os EUA planejavam lançar contra o Japão


Nos primeiros dias de agosto de 1945, ainda não estava claro se duas bombas atômicas seriam suficientes para fazer o Japão se render, explica pesquisador. Louis Stolin (à esquerda), foi um dos maiores especialistas no manuseio de materiais radioativos
Los Álamos National Laboratory via BBC
Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram as duas únicas bombas nucleares já usadas em uma guerra, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Juntas, elas causaram os ataques mais mortais que já ocorreram, nos quais morreram cerca de 200 mil pessoas.
Da perspectiva dos Estados Unidos, o objetivo era pressionar a rendição do Japão e encerrar a Segunda Guerra Mundial.
E, caso não bastassem, Washington praticamente tinha uma terceira bomba atômica pronta.
O apelido dela era Rufus, e consistia em um núcleo de plutônio, semelhante ao usado na bomba Fat Man — detonada sobre Nagasaki.
A Rufus nunca se converteu em uma bomba funcional, mas causou dois acidentes fatais, razão pela qual a bomba ficou marcada na história como “o núcleo do demônio”.
“Era essencialmente igual ao núcleo da Fat Man”, disse Alex Wellerstein, historiador especializado em armas nucleares e autor do blog Nuclear Secrecy, à BBC Mundo.
Isso significa que ela poderia ter se tornado uma bomba capaz de gerar uma explosão de cerca de 20 quilotons, como aconteceu em Nagasaki.
De acordo com as comunicações oficiais dos Estados Unidos, citadas em um artigo de Wellerstein, a bomba Rufus deveria estar pronta para ser lançada no dia 17 ou 18 de agosto de 1945.
Nos primeiros dias de agosto de 1945, não estava claro se duas bombas atômicas seriam suficientes para fazer o Japão se render, explica Wellerstein.
Só depois de sua rendição, no dia 15 de agosto, “ficou claro que duas bombas haviam sido ‘suficientes’, senão demais”, diz o especialista.
Portanto, no final, não foi necessário usar a Rufus.
“O que aconteceu entre os dias 15 e 21 de agosto? Não sei”, escreve Wellerstein. Mas o que está documentado é que, a partir de 21 de agosto, pesquisadores do Laboratório de Los Alamos, no Novo México, onde as bombas atômicas foram desenvolvidas, começaram a usar esse núcleo de plutônio para experimentos extremamente perigosos.
Cócegas em um dragão
Em 1945, os únicos núcleos de plutônio já feitos foram Rufus, Fat Man e o da bomba Gadget, que foi usada no teste Trinity, o primeiro de explosão nuclear conduzido pelos Estados Unidos.
Em Los Alamos, os pesquisadores queriam descobrir qual era o ponto limite no qual o plutônio se tornava supercrítico — isto é, eles queriam saber qual era o ponto em que uma reação em cadeia do plutônio desencadeava uma explosão mortal de radiação.
A ideia era encontrar maneiras mais eficientes de fazer um núcleo chegar ao estado supercrítico e otimizar a carga da bomba.
Manipular um núcleo de plutônio é uma manobra extremamente delicada. É por isso que os pesquisadores se referiram a esses exercícios como “fazer cócegas na cauda de um dragão”.
“Eles sabiam que, se tivessem o azar de acordar a besta furiosa, acabariam queimados”, escreveu o jornalista Peter Dockrill em um artigo no portal Science Alert.
Segundo Wellerstein, quem participou desses experimentos tinha consciência do risco, mas o fez porque era uma forma de obter dados valiosos.
Momentos letais
A primeira vítima do Rufus foi o físico americano Harry Daghlian, na época com 24 anos.
Daghlian tinha trabalhado no Projeto Manhattan, no qual os Estados Unidos desenvolveram suas primeiras bombas nucleares.
Em 21 de agosto de 1945, Daghlian começou a construir uma pilha de blocos de carboneto de tungstênio ao redor da Rufus.
A ideia dele era ver se ele poderia criar um “refletor de nêutrons” no qual os nêutrons lançados pelo núcleo ricocheteariam e, assim, o levariam com mais eficiência ao ponto crítico.
Era noite e Daghlian estava trabalhando sozinho, violando os protocolos de segurança, conforme documentado pelo portal da Atomic Heritage Foundation.
O jovem cientista já havia empilhado vários blocos, mas quando estava terminando de colocar o último, seu dispositivo de monitoramento lhe disse que isso poderia fazer com que o núcleo se tornasse supercrítico.
Era como arriscar a vida em uma jenga mortal.
Ele manobrou para remover o bloco, mas infelizmente o deixou cair no núcleo, que entrou em um estado supercrítico e gerou uma explosão de nêutrons.
Além disso, a reação dele foi destruir a torre de blocos, expondo-o a uma dose adicional de radiação gama.
Essas ações foram letais.
Durante 25 dias, Daghlian suportou o doloroso envenenamento radioativo até finalmente morrer no hospital. Estima-se que ele recebeu uma dose de 510 rem de radiação iônica.
O rem é a unidade de medida da radiação absorvida por uma pessoa. Em média, 500 rem são fatais para um ser humano.
“Isso é tudo”
Apenas nove meses depois, o dragão atacou novamente.
Em 21 de maio de 1946, o físico americano Louis Stolin estava testando um experimento que já havia feito várias vezes.
Na época, Stolin era o maior especialista mundial no manuseio de quantidades perigosas de plutônio, de acordo com Wellerstein.
Junto a um grupo de colegas, ele estava mostrando como levar um núcleo de plutônio — Rufus, neste caso — ao ponto supercrítico.
O exercício consistia em unir duas metades de uma esfera de berílio, formando uma cúpula na qual os nêutrons saltavam em direção ao núcleo.
A chave para não causar um desastre era evitar que as duas meias esferas cobrissem totalmente o núcleo.
Para fazer isso, Stolin usou uma chave de fenda como separador que servia como válvula de escape para os nêutrons. Dessa forma, ele poderia registrar como a fissão aumentava, sem que a reação em cadeia atingisse o ponto crítico.
Tudo estava indo bem, mas aconteceu a única coisa que não poderia ter acontecido.
A chave de fenda de Stolin escorregou e a cúpula se fechou completamente.
Foi apenas um instante, mas o suficiente para o núcleo atingir o ponto crítico e liberar uma corrente de nêutrons que produziu um intenso brilho azul.
“O flash azul foi claramente visível em toda a sala, embora ela fosse bem iluminada”, escreveu Raemer Schreiber, um dos físicos que assistiram ao experimento.
“O flash não durou mais do que alguns décimos de segundo.”
Stolin reagiu rapidamente e descobriu a cúpula, mas era tarde demais: ele havia recebido uma dose letal de radiação.
Nove meses antes, ele mesmo havia acompanhado seu colega Daghlian durante seus últimos dias de vida, e estava claro para ele que um destino semelhante o aguardava.
“Bem, isso é tudo”, foram as primeiras palavras que ele disse, completamente resignado, depois que sua chave de fenda escorregou, como Schreiber relembra em seu relatório, citado por Dockrill na Science Alert.
As estimativas indicam que Stolin recebeu 2.100 rem de nêutrons, raios gama e raios-x no corpo dele.
A agonia dele durou nove dias.
Durante esse período, ele sofreu náuseas, dores abdominais, perda de peso e “confusão mental”, conforme descrito por Wellerstein em uma reportagem na revista The New Yorker.
Ele morreu aos 35 anos, no mesmo quarto de hospital onde seu colega Daghlian tinha morrido.
Ironicamente, observa Wellerstein, Stolin estava fazendo o procedimento para que seus colegas aprendessem a técnica caso ele não estivesse presente.
O fim da maldição
Os acidentes de Daghlian e Stolin serviram para fortalecer as medidas de segurança em procedimentos envolvendo material radioativo.
A partir de então, esses tipos de exercícios passaram a ser manobrados remotamente, a uma distância de cerca de 200 metros entre as pessoas e o material radioativo.
“Essas mortes ajudaram a criar uma nova era de medidas de saúde e segurança”, diz o site da Atomic Heritage Foundation.
De acordo com os arquivos de Los Alamos, o “núcleo do demônio” foi derretido no verão de 1946 e usado para fazer uma nova arma.
“Na verdade, o núcleo do demônio não era demoníaco”, diz Dockrill.
“Se há uma presença do mal aqui, não é o núcleo, mas o fato de que os humanos correram para fabricar essas armas terríveis”, diz o jornalista.

Fonte: G1 Mundo

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Herdeiro da Samsung sai da prisão em liberdade condicional


Jay Y. Lee foi condenado a dois anos e meio de prisão em janeiro de 2021 por caso de corrupção envolvendo ex-presidente da Coreia do Sul. Herdeiro da Samsung, Jay Y. Lee, saindo do Centro de Detenção de Seul, em 13 de agosto de 2021
Jung Yeon-je/AFP
O herdeiro e vice-presidente da Samsung, Jay Y. Lee, saiu da prisão nesta sexta-feira (13). Ele se beneficiou de uma liberdade condicional antecipada concedida pelo Ministério da Justiça da Coreia do Sul.
Lee, de 53 anos, fez uma reverência aos jornalistas que esperavam do lado de fora de um centro de detenção em Seul e disse: “Tenho causado muita preocupação às pessoas, realmente sinto muito”, segundo a agência AFP.
Vestido de preto, Lee continuou: “Estou escutando cuidadosamente suas preocupações, críticas e altas expectativas sobre mim”, antes de deixar o local em uma limusine preta que o esperava.
O executivo, cuja fortuna é estimada em US$ 11,4 bilhões pela Forbes, cumpria uma sentença de dois anos e meio de prisão por pagamento de propina, peculato e outros crimes ligados ao escândalo de corrupção que levou à queda da ex-presidente sul-coreano Park Geun-hye.
Políticos e líderes empresariais pediram sua libertação antecipada nos últimos meses, temendo um vácuo de liderança no maior conglomerado sul-coreano.
O Ministério da Justiça anunciou na segunda-feira (9) que concedeu liberdade condicional a Lee, juntamente com outras 800 saídas antecipadas, devido a preocupações com o impacto do coronavírus na economia do país.
Na Coreia do Sul, há uma longa tradição de condenar poderosos empresários acusados de suborno, peculato, sonegação de impostos e outros crimes.
No entanto, muitos dos condenados conseguiram ter suas sentenças reduzidas ou suspensas em recurso.
O falecido ex-presidente da Samsung, Lee Kun-hee, que foi condenado duas vezes, recebeu perdões presidenciais em reconhecimento de sua “contribuição para a economia nacional”.
“Este é, sem dúvida, um tratamento preferencial, especialmente porque ainda há outro julgamento em andamento”, disse Song Won-keun, professor de economia da Universidade Nacional de Gyeongsang, à AFP.
Histórico do processo
O processo de Lee começou em 2017, quando ele foi julgado por subornar uma autoridade ligada à ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye.
SAIBA MAIS: Entenda o escândalo que derrubou a ex-presidente da Coreia do Sul em 2016
O herdeiro da Samsung cumpriu um ano de prisão e saiu após um tribunal de apelações suspender o processo em 2018.
Em 2019, a Suprema Corte do país ordenou que o executivo de 52 anos fosse julgado novamente, o que resultou na condenação de 30 meses de prisão.
Com parte da pena já cumprida, Lee poderia solicitar liberdade condicional a partir de setembro, mas agora isso foi antecipado em um mês.
Escândalo com ex-presidente
A Samsung é, de longe, o maior dos “chaebols”, os impérios industriais familiares que dominam a a Coreia do Sul. Seu faturamento global representa um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) do país e é crucial para a saúde econômica do país.
O caso envolvia milhões de dólares que o grupo pagou a Choi Soon-sil, uma confidente da então presidente.
Os subornos foram supostamente destinados a facilitar a transição de poder para o chefe do conglomerado, quando o patriarca Lee Kun-hee estava acamado após um ataque cardíaco em 2014.
Em maio de 2020, o herdeiro se desculpou publicamente na mídia, em particular pelo polêmico processo de sucessão que lhe permitiu assumir a liderança do grupo fundado por seu avô Lee Byung-chull.
Lee Jae-yong havia até prometido que seria o último na linha de sucessão familiar e que seus filhos não herdariam a companhia. Seu pai e avô também tiveram problemas com a lei, mas nenhum deles cumpriu pena de prisão.

Fonte: G1 Mundo

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‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão


Os insurgentes têm capturado novos territórios num ritmo que parece ser diário, à medida que as tropas internacionais praticamente se retiraram. No meio, está uma população apavorada. Combatentes do Talibã na província de Bactro e em outros lugares têm avançado rapidamente
BBC
Os combatentes do Talibã que encontramos estão estacionados a apenas 30 minutos de uma das maiores cidades do Afeganistão, Mazar-i-Sharif, capital da província de Bactro.
O “ghanimat” ou instrumentos de guerra que eles estão exibindo incluem um veículo utilitário militar Humvee, duas caminhonetes e uma série de metralhadoras poderosas.
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No centro de uma multidão fortemente armada, está Ainuddin, um ex-estudante de escola religiosa (madrassa) de rosto impassível que agora é um comandante militar local.
Combatentes do Taleban exibem o veículo utilitário militar Humvee que haviam capturado
BBC
Os insurgentes têm capturado novos territórios num ritmo que parece ser diário, à medida que as tropas internacionais praticamente se retiraram. No meio, está uma população apavorada.
Dezenas de milhares de cidadãos comuns afegãos tiveram de fugir de suas casas – centenas foram mortos ou feridos nas últimas semanas.
Eu pergunto a Ainuddin como ele pode justificar a violência, considerando a dor que ela está infligindo às pessoas pelas quais ele afirma estar lutando.
“É uma luta, então as pessoas estão morrendo”, ele responde friamente, acrescentando que o grupo está fazendo o possível para “não causar danos aos civis”.
Aponto que foi o Talibã que deu início à briga.
“Não”, ele retruca. “Tínhamos um governo e ele foi derrubado. Eles [os americanos] começaram a briga.”
Ainuddin e o restante do Talibã sentem que estão prestes a retornar ao domínio depois de serem derrubados pela invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001.
“Eles não estão abrindo mão da cultura ocidental… então temos que matá-los”, diz ele sobre o “governo fantoche” em Cabul.
Prefeito do Talibã em Bactro em sua mesa de madeira, com uma pequena bandeira branca do “Emirado Islâmico do Afeganistão”
BBC
Logo após terminarmos a conversa, ouvimos o som de helicópteros acima de nós. O Humvee e os combatentes do Talibã se dispersam rapidamente. É um lembrete da ameaça contínua que a Força Aérea Afegã representa para os insurgentes – e de que a batalha ainda está longe do fim.
Estamos em Bactro, uma cidade com raízes antigas, considerada o local de nascimento de um dos poetas místicos mais famosos do Islã, Jalaluddin Rumi.
Tínhamos passado por aqui no início deste ano, quando ainda era controlado pelo governo, mas as aldeias remotas estavam sob controle do Talibã. Agora este é um dos cerca de 200 centros distritais capturados pelos militantes nesta última, e sem precedentes, ofensiva.
Um integrante do alto escalão do Talibã disse que o foco no norte foi deliberado – não apenas porque a região tradicionalmente tem visto uma forte resistência anti-Talibã, mas também porque é mais diversa.
Apesar de sua liderança central ser fortemente dominada por membros do grupo étnico pashtun, o integrante disse que o Talibã queria enfatizar que também incorporou outras etnias.
Haji Hekmat, um líder talibã local e integrante que nos recebeu em Bactro, está ansioso para nos mostrar como a vida cotidiana continua.
Jovens estudantes lotam as ruas (embora em outros lugares haja relatos de meninas sendo proibidas de frequentar a escola). A feira continua lotada, com homens e mulheres consumindo.
Fontes locais nos disseram que as mulheres só podiam comparecer com um companheiro do sexo masculino, mas quando fomos ao local esse não parece ser o caso. Em outros lugares, comandantes do Talibã têm sido muito mais rígidos.
Todas as mulheres que vemos, no entanto, estão usando a burca, cobrindo o cabelo e o rosto.
Haji Hekmat insiste que ninguém está sendo “forçado” e que o Talibã está simplesmente “pregando” que é assim que as mulheres devem se vestir.
Mas me disseram que motoristas de táxi receberam instruções para não levar nenhuma mulher à cidade, a menos que ela esteja totalmente coberta.
No dia seguinte à nossa partida, surgem relatos sobre uma jovem que foi assassinada devido à forma que se vestia. Haji Hekmat, porém, rejeita as alegações de que membros do Talibã foram os responsáveis.
Muitos no mercado expressam seu apoio ao grupo e sua gratidão a eles por melhorarem a segurança. No entanto, com os combatentes do Talibã nos acompanhando o tempo todo, é difícil saber o que os residentes realmente pensam.
As opiniões linha-dura do grupo às vezes estão em sintonia com os afegãos mais conservadores, mas o Talibã agora está pressionando pelo controle de várias cidades maiores.
À sombra da Mesquita Azul de Mazar-e-Sharif, homens e mulheres passearam na semana passada em um ambiente social visivelmente mais relaxado.
O governo ainda está no controle da cidade e quase todos com quem falei expressaram preocupação sobre o que o avanço do Talibã significará, especialmente para as “liberdades” com as quais as gerações mais jovens cresceram.
De volta ao distrito de Bactro, o Talibã está formalizando seu próprio governo rival. Eles ocuparam todos os prédios oficiais da cidade, exceto um grande – agora abandonado – complexo policial.
Antigamente, era o quartel-general de um forte rival, o chefe da polícia local, e foi parcialmente destruído em um ataque suicida pelos militantes que lutavam pelo controle da área.
O rosto do governador distrital do Talibã, Abdullah Manzoor, se ilumina com um largo sorriso quando ele fala sobre a operação, enquanto seus homens dão risadas. A luta aqui, como em tantos lugares do Afeganistão, é profundamente pessoal e também ideológica.
Algumas coisas não mudaram desde a tomada pelo Talibã; os limpadores de rua vestidos de laranja ainda estão se apresentando para o trabalho, assim como alguns burocratas. Eles são supervisionados por um prefeito talibã recém-nomeado, sentado a uma ampla mesa de madeira, com uma pequena bandeira branca do “Emirado Islâmico do Afeganistão” posicionada em um canto.
Ele costumava ser responsável pelo suprimento de munições, mas agora cuida de impostos – e me disse com orgulho que o grupo cobra menos dos empresários do que o governo cobrava antes.
A transição da vida militar para a civil é um trabalho em andamento, no entanto. Um integrante do Talibã, ainda segurando sua arma, que se move para posar atrás do prefeito durante nossa entrevista, é afastado por outras figuras importantes.
Em outros lugares, no entanto, a interpretação linha-dura dos insurgentes das escrituras islâmicas é mais visível. Na estação de rádio local, eles costumavam tocar uma mistura de música islâmica e sucessos populares em geral.
Agora são apenas cantos religiosos. Haji Hekmat diz que eles baniram músicas que promovem “vulgaridade” de serem tocadas em público, mas insiste que as pessoas ainda podem ouvir o que quiserem.
Disseram-me, porém, que um morador local foi pego ouvindo música no mercado. Para puni-lo, os combatentes do Talibã o fizeram andar descalço sob o sol escaldante, até que ele perdesse a consciência.
Haji Hekmat diz que isso não aconteceu.
Ao sairmos da estação, ele aponta para alguns dos jovens que trabalham lá, destacando que eles não têm barbas.
“Veja! Não estamos forçando ninguém”, diz ele, sorrindo.
É claro que o grupo quer retratar uma imagem mais suave para o mundo. Mas, em outras partes do país, o Talibã está se comportando de maneira muito mais rígida. As diferenças podem depender das atitudes dos comandantes locais.
Com relatos de assassinatos por vingança e outros abusos dos direitos humanos em algumas das áreas que capturaram, o Talibã foi alertado por oficiais ocidentais que correm o risco de transformar o país em um estado pária se tentarem transformá-lo à força.
O que muitos associam mais intimamente com a passagem anterior do Talibã pelo poder são as punições brutais impostas sob sua interpretação da lei Sharia.
No mês passado, na província de Helmand, no sul do país, o grupo enforcou dois homens acusados ​​de sequestro de crianças em uma ponte, sob a justificativa de que os homens haviam sido condenados.
Em Bactro, no dia em que visitamos uma sessão do tribunal do Talibã, todos os casos eram relacionados a disputas de terras. Enquanto muitos temem sua forma de justiça, para outros ela pelo menos oferece a possibilidade de uma resolução mais rápida do que o sistema de governo notoriamente corrupto.
“Tive de pagar tantos subornos”, reclama um dos litigantes enquanto discute suas tentativas anteriores de resolver o caso.
O juiz do Talibã, Haji Badruddin, disse que ainda não ordenou nenhum castigo corporal nos quatro meses em que está no cargo e enfatiza que o grupo tem um sistema de tribunais de apelação para revisar vereditos graves.
Mas ele defende até as penalidades mais duras. “Na nossa Sharia é claro, para quem faz sexo e não é casado, seja menina ou menino, a punição é de 100 chicotadas em público. Mas para quem é casado tem que ser apedrejado até a morte… Para quem rouba: se estiver comprovado, deve ter a mão cortada.”
Ele rebate as críticas de que as punições são incompatíveis com o mundo moderno.
“Os filhos das pessoas estão sendo sequestrados. Isso é melhor? Ou é melhor que a mão de uma pessoa seja cortada e a estabilidade seja trazida para a comunidade?”
Por enquanto, apesar do rápido avanço do Talibã, o governo continua no controle das maiores cidades do Afeganistão. Nos próximos meses, provavelmente o país verá uma violência prolongada e cada vez mais mortal, enquanto os dois lados lutam pelo controle.
Pergunto a Haji Hekmat se ele tem certeza de que o Talibã pode vencer militarmente. “Sim”, ele responde. “Se as negociações de paz não derem certo, nós venceremos, se Deus quiser.”
Essas negociações, no entanto, foram paralisadas, e a demanda repetida do Talibã pela criação de um “governo islâmico” parece equivalente a um pedido de rendição de seus oponentes.
“Derrotamos os estrangeiros”, diz Haji Hekmat, “e agora nossos inimigos internos”.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã toma mais três capitais regionais do Afeganistão e já domina mais de metade das províncias do país


Grupo insurgente já tem o controle de 18 das 34 capitais provinciais do país, e está perto de dominar outras duas. Talibã toma o controle da 2ª maior cidade do Afeganistão
O Talibã continua a avançar e dominar capitais provinciais do Afeganistão: nesta sexta-feira (13), o grupo insurgente conquistou mais três cidades no sul do país. A mais importante das três é Helmand —há 20 anos, foi o local de uma das batalhas mais sangrentas entre as forças da coalizão que ocuparam o país e os talibãs. Também é um local importante para o tráfico de ópio.
O grupo já tinha conquistado Kandahar e Herat, a segunda e terceira maiores cidade do país, na quinta-feira.
Imagem de veículo das forças de segurança do governo do Afeganistão perto de Kandahar, em 13 de agosto de 2021
Sidiqullah Khan/AP
Agora, os insurgentes dominam 18 das 34 capitais provinciais do Afeganistão.
A capital, Cabul, ainda não foi diretamente atacada, mas os talibãs devem começar a lutar por ela em cerca de 30 dias, na avaliação de serviços de inteligência dos Estados Unidos.
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Três capitais que caíram recentemente
A capital de Helmand, Lashkar Gah, caiu depois de semanas de batalhas pesadas. As forças do governo colocaram bandeiras brancas no alto dos prédios para indicar que se rendiam.
Pessoas saem do Afeganistão rumo ao Paquistão, em 13 de agosto de 2021
Jafar Khan/AP
Ainda há três bases militares nos arredores da cidade que continuam em poder do governo do Afeganistão.
Outra cidade que foi dominada foi Qalat. Os dirigentes de governo que foram derrotados estão em um acampamento perto da cidade, se preparando para ir embora.
A outra cidade é Tirin Kot. O governador da província de Uruzgan, onde fica Tirin Kot, foi para Cabul.
Próximas cidades a cair
Os insurgentes também entraram na cidades de Feroz Koh, e eles afirmam que também capturaram Qala-e Naw, mas ainda não há confirmação oficial a respeito dessas localidades.
O Talibã também afirma que tomou a sede da polícia e a prisão na cidade de Puli-e-Alim. A cidade fica a cerca de 80 quilômetros de Cabul.
Membros do Talibã na cidade de Farah, que eles tomaram das forças de segurança do país, em 11 de agosto de 2021
Mohammad Asif Khan/AP
EUA vão retirar diplomatas de Cabul
Os EUA devem enviar 3.000 soldados para ajudar a retirada dos diplomatas da embaixada em Cabul. Reino Unido e Canadá também vão enviar soldados para ajudar na saída dos funcionários civis que trabalhavam no Afeganistão.
Norte-americanos e britânicos vão receber apoio militar para deixar o Afeganistão
Milhares de pessoas deixaram suas casas no país por medo de um regime do Talibã.
Havia conversas para chegar a um acordo de paz, mas as negociações travaram. O representante dos EUA nessas negociações, Zalmay Khalilzad, disse que os norte-americanos “exigem o fim imediato dos ataques às cidades”. O Talibã continuou a avançar.
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Derrota da estratégia dos EUA
Os ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA foram planejados e executados pela Al Qaeda, uma organização que era protegida pelo governo do Talibã, que na época dominava o Afeganistão.
Após aqueles ataques, uma coalizão militar liderada pelos EUA invadiu o país e derrubou o regime talibã.
Desde então, os EUA gastaram quase US$ 830 bilhões, ao longo de 20 anos, para tentar estabelecer um Estado funcional no país.
Os insurgentes conseguiram tomar carros blindados e armas das forças de segurança que eram apoiadas pelos EUA, e hoje os talibãs usam veículos e rifles norte-americanos.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA autorizam 3ª dose da vacina contra Covid para transplantados


Agência de medicamentos americana mudou a recomendação para os imunizantes da Pfizer e da Moderna. FDA destaca que as outras pessoas ‘não precisam de uma dose adicional agora’. Frascos com doses de vacina da Pfizer contra a Covid-19.
Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou na quinta-feira (12) à noite a aplicação de uma terceira dose das vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Moderna em pessoas imunodeprimidas e que receberam transplantes de órgãos.
A FDA destacou que as outras pessoas que já estão totalmente vacinadas com as duas doses dos imunizantes “não precisam de uma dose adicional agora”.
“Após uma revisão exaustiva dos dados disponíveis, a FDA determinou que este pequeno e vulnerável grupo pode se beneficiar de uma terceira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna”, informou Janet Woodcock em nome da agência.
“O país entrou em uma nova onda da pandemia da Covid-19, e a FDA tem conhecimento de que pessoas imunossuprimidas correm maior risco de sofrerem infecções severas”, afirmou Woodcock, ressaltando que este grupo “precisa de proteção extra contra a Covid-19”.
As duas vacinas são aplicadas em duas doses, e a recomendação da FDA é que a terceira dose seja aplicada ao menos 28 dias após o esquema vacinal tradicional.
A orientação é válida para pessoas que receberam órgãos transplantados ou que sejam diagnosticadas com doenças que reduzam a capacidade de resposta do sistema imunológico à infecção.
A vacina da Pfizer tem uso emergencial autorizado em pessoas acima de 12 anos nos EUA, e a da Moderna, para indivíduos com 18 anos ou mais.
A Covid-19 matou mais de 4.300.000 em todo o mundo, e infectou de 204,7 milhões de pessoas. Os EUA são o país com mais infetados e mortos.

Fonte: G1 Mundo