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EUA mantêm restrições a viajantes vindos do Brasil, União Europeia e Reino Unido por conta da variante delta


Mesmo após pedidos de reciprocidade da UE, que autoriza a entrada de americanos vacinados, os EUA continuam a barrar viajantes oriundos do exterior. Fila de acesso à área de segurança do aeroporto internacional de Denver, nos EUA, em 16 de junho de 2021
David Zalubowski/AP/Arquivo
Os Estados Unidos irão manter a proibição da entrada de viajantes vindos do Brasil, de países da União Europeia, do Reino Unido e de outros países por conta da variante delta do coronavírus, informou nesta segunda-feira (26) a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.
“Vamos manter as restrições existentes. A variante delta, mais contagiosa, está se espalhando tanto aqui como no exterior”, disse Psaki.
O país norte-americano restringiu as viagens da União Europeia, Reino Unido, China e Irã há mais de um ano devido à pandemia de Covid-19 e depois incluíram outros países, como a África do Sul, Índia e o Brasil.
Secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em entrevista coletiva em 7 de abril de 2021
Kevin Lamarque/Reuters
A restrição não é aplicada a pessoas que residam nos EUA ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenham residência permanente no país.
Filhos ou irmãos de americanos ou residentes permanentes também podem entrar, desde que tenham menos de 21 anos.
Membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição.
Europa pede reciprocidade
O país norte-americano mantém as restrições apesar dos pedidos de reciprocidade da União Europeia que em junho se abriu para os viajantes do país.
Cidadãos dos EUA podem embarcar para os países do grupo, apresentando apenas um certificado de vacinação ou testes negativos do coronavírus.
Formado por 27 países da Europa, o bloco aliviou as medidas de fronteira sob a pressão de nações com economias dependentes do turismo como Grécia, Espanha e Itália.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Fora da agenda, Bolsonaro se reúne com deputada de extrema direita da Alemanha

Beatrix von Storch, uma das líderes do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), foi recebida pelo presidente no Palácio do Planalto. Parlamentar esteve no Brasil na semana passada. O presidente Jair Bolsonaro se encontrou, fora da agenda oficial, com a deputada alemã Beatrix von Storch, uma das lideranças do partido de extrema direita Alternativa para Alemanha (AfD).
O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, na última semana – quando a parlamentar esteve no Brasil e também se encontrou com deputados bolsonaristas. Como não foi incluída na agenda, a reunião só se tornou pública quando Beatrix von Storch divulgou fotos com Bolsonaro nesta segunda (26).
Na postagem, a política agradeceu a recepção de Bolsonaro e se disse impressionada com a compreensão do presidente sobre problemas da Europa e os desafios políticos atuais. Von Storch defendeu a união dos conservadores para combater a ideologia dos grupos de esquerda.
Procurado, o Palácio do Planalto não informou a pauta da reunião e o motivo de o compromisso não ter sido registrado na agenda de Bolsonaro.
Criado em 2013, o AfD surgiu na Câmara dos Deputados em 2017 e é a principal força da oposição aos conservadores liderados pela chanceler Angela Merkel e os social-democratas no poder. O AfD foi colocado, em março deste ano, em vigilância policial por serviços de inteligência interna da Alemanha. O partido é contra a política migratória de Merkel.
Em 2018, Von Storch protagonizou uma polêmica com a polícia de Colônia, na Alemanha, após a corporação publicar mensagem em redes sociais com alertas em alemão e árabe. A parlamentar questionou o uso da língua – as postagens dela foram deletadas pelo Twitter e pelo Facebook.
“Que diabos se passa neste país? Por que a polícia publica agora mensagens oficiais em árabe?”, disse Von Storch. “Agora se dirige às hordas de homens bárbaros, muçulmanos e estupradores para tentar adulá-los?”, questionou. Veja no vídeo abaixo:
Líder do partido da extrema-direita na Alemanha critica polícia
A visita ao Brasil
Na visita ao Brasil, a deputada de extrema-direita também foi recebida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. A parlamentar alemã ainda teve reuniões com os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, e Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e o Museu do Holocausto criticaram na semana passada os encontros de Von Storch com Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis.
A Conib lamentou a recepção a representante da AfD, pois “trata-se de partido extremista, xenófobo, cujos líderes minimizam as atrocidades nazistas e o Holocausto”.
O Brasil é um país diverso, pluralista, que tem tradição de acolhimento a imigrantes. A Conib defende e busca representar a tolerância, a diversidade e a pluralidade que definem a nossa comunidade, valores estranhos a esse partido xenófobo e extremista”, disse a confederação em nota.
O Museu do Holocausto, ao comentar uma publicação de Bia Kicis nas redes sociais, citou que Von Storch é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro nazista das Finanças, e afirmou que a AfD apresenta “tendências racistas, sexistas, islamofóbicas, antissemitas, xenófobas e forte discurso anti-imigração”.
“É evidente a preocupação e a inquietude que esta aproximação entre tal figura parlamentar brasileira e Beatrix von Storch representam para os esforços de construção de uma memória coletiva do Holocausto no Brasil e para nossa própria democracia”, publicou o Museu do Holocausto.

Fonte: G1 Mundo

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‘É como se a Venezuela não existisse mais’: a odisseia das crianças que deixam sem volta o país


O êxodo de venezuelanos causado pela grave crise enfrentada pelo país afeta também as crianças, que precisam aprender a viver longe de amigos e parentes. Juan David se mudou da Venezuela para a Colômbia
Juan David/World Vision
O que sente uma criança que precisa deixar seu país, seus amigos, sua casa e parte de sua família?
Há muitas crianças entre os mais de 5,6 milhões de venezuelanos que deixaram seu país nos últimos anos. Esse êxodo ocorreu em razão da hiperinflação, da escassez, da violência, da perseguição política, dos salários baixos e da falta de oportunidades no país.
A ONG World Vision pediu a várias crianças venezuelanas que fotografassem a nova vida. Essas imagens foram coletadas em um livro, intitulado Habitar.
A BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) conversou com duas dessas crianças para que elas explicassem em palavras o que sentem depois de terem saído da Venezuela e começado uma nova vida com a família em outro país.
Juan David se mudou da Venezuela para a Colômbia
Juan David/World Vision
Juan David, 11 anos, Cúcuta (Colômbia)
Eu morava na Venezuela, no estado da Portuguesa. Era muito incrível, porque eu tinha muitos amigos e era muito feliz com a minha mãe. Viemos para Cúcuta há dois anos, por causa da situação do nosso país e quando tiraram a minha irmã, Bárbara, da gente. Os rapazes eram muito malvados e nos ameaçaram, tiraram a nossa casa e viemos para a Colômbia.
[A mãe dele explica, sem querer detalhar muito na frente do garoto, que foi sequestrada e uma de suas filhas foi tirada dela. Ela se mudou para Cúcuta primeiro com as outras filhas e depois foi procurar Juan David e os outros dois filhos]
Quando a minha mãe foi embora, fiquei muito triste porque é a minha mãe e eu não iria vê-la.
Gostava da Venezuela. Jogava beisebol e futebol com meus amigos e também gostava porque vivíamos em uma área rural, onde comíamos muita fruta.
Costumávamos subir e descer com a minha mãe colhendo frutas, procurando lenha para cozinhar e eu adorava isso porque era como em uma novela.
[Juan David e sua família estão em uma casa muito pobre, parecida com a que moravam na Venezuela. Eles não pagam aluguel, porque não é um local adequado para morar e não há gás. Eles cozinham em um fogão a lenha, então Juan David, como na Venezuela, precisa buscar lenha]
A viagem a Cúcuta durou uma noite de ônibus. Dormíamos no banco e fazia muito frio. Eu queria que amanhecesse logo para acompanhar a nossa chegada à Colômbia, mas não pude ver porque o sono me venceu.
Juan David junto com a sua mãe na casa em que moram em Cúcuta, na Colômbia
Juan David/World Vision
Cúcuta é quase igual à Venezuela, porque estamos na fronteira, então é muito parecido. Porém, aqui é mais fácil conseguir comida, mas os nomes dos doces daqui são diferentes da Venezuela.
O que mais gosto em Cúcuta é que assisto ao futebol e o esporte é muito similar (à Venezuela). O que me faz rir é que aqui a “bodega” se chama “tienda” (diz, em relação aos nomes diferentes que os dois países dão a mercadinhos).
Pouco a pouco fui aprendendo a forma como falam por aqui.
Tenho muitas saudades dos meus amigos e dos meus familiares que deixei na Venezuela.
Graças à minha mãe, estamos indo muito bem (na nova fase da vida) e não demorei muito para me adaptar.
[A mãe dele coleta garrafas de plástico e tampas, que vende para um reciclador. Com o que ganha, diz a mulher, tem dinheiro para o café da manhã e para o almoço, algo que seria impossível na Venezuela]
Eu sempre quis ser o homem da casa. Na Venezuela, queria ajudar minha mãe, trabalhar, comprar comida e ajudá-la como se ela fosse uma criança de 18 ou 19 anos, já adulta.
Estou indo muito bem na escola, graças a Deus. Eu adoro matemática e digo ao professor para me passar exercícios. Como o trabalho na Venezuela era mais importante do que os estudos, não sabia muita coisa e disse ao professor daqui para me ensinar a ler.
Quando eu crescer, gostaria de ser advogado e, ao mesmo tempo, psicólogo para ajudar as crianças que precisam de ajuda e para que morem em uma casa estável, na qual consigam apoio e não precisem trabalhar tanto.
[A mãe dele é voluntária em várias organizações que orientam imigrantes venezuelanos]
Ser advogado tem sido o sonho da minha vida: ajudar que as pessoas tenham os seus direitos assegurados. A minha mãe me diz que tenho que estudar e ler muitíssimo. Para ser advogado, preciso ler muitos artigos. Minha mãe me ajuda a aprender porque com a minha avó na Venezuela era trabalhar, trabalhar e trabalhar.
Não gostaria de voltar para a Venezuela, porque a situação está muito difícil por lá. Não penso em retornar porque se isso acontecer, vamos voltar à mesma situação de antes.
Muitas pessoas foram embora. É como se estivessem saindo da Venezuela, como se a Venezuela não existisse mais.
Valeria, 12 anos. Manta (Equador)
Valeria se mudou com os pais e o irmão para o Equador
Valeria/World Vision
Sou do estado de Cojedes, na Venezuela, e agora estou no Equador, em Manta, na província de Manabi.
A viagem para chegar aqui durou cinco dias e foi a primeira vez em que eu saí do país.
Foi em agosto de 2019, só me lembro da data porque acho que nunca vou me esquecer, porque foi aí que começou a minha aventura, a viagem.
Fiquei me sentindo triste e emocionada, porque me doeu muito deixar a minha avó na Venezuela. Foi doloroso porque havia deixado minha família para trás, mas também havia alegria por ver o meu pai. Dois anos antes de eu chegar com a minha mãe e o meu irmão, o meu pai veio pra cá.
Quando o meu pai saiu de casa, foi um pouco doloroso porque foi o primeiro a deixar o núcleo familiar e aquele dia foi triste. Lembro que a minha avó me disse: “Você precisa ser forte para que ele seja forte”. Não podíamos chorar.
Saímos da Venezuela por causa da situação do país. Já não era como antes: acabou a luz, acabou a água… Depois que ficamos sem luz durante cinco dias, o gás acabava e voltava.
Meu pai e a minha mãe faziam tudo para que não faltasse comida. Quando o meu pai mandava dinheiro, íamos em diferentes mercadinhos para conseguir as coisas mais baratas.
No Equador, a gata é uma das grandes companhias de Valeria
Valeria/World Vision
É assim que muita gente faz na Venezuela: um sai do país e manda dinheiro para os outros que ficam.
Eu sou apaixonada por Toddy, um achocolatado como eles chamam aqui. Havia muitas unidades dela no supermercado (na Venezuela). Quando as coisas ficaram críticas, deixamos de comprar essas coisas, não havia mais tantos doces.
Eu sabia das mudanças quando íamos às compras. Procurávamos as coisas mais baratas nos mercadinhos, assim como todo mundo: procurando o mais necessário e barato.
O que mais gostei no Equador foi a praia, porque estamos na zona costeira.
O que mais me chamou a atenção foi a forma de falar. Por exemplo, na Venezuela chamamos de “cambur” e aqui é “guineo” (bananas). As coisas mudam muito. Se elas são a mesma coisa, deveriam ter o mesmo nome! É como conhecer um novo idioma.
Fomos recebidos bem aqui, não houve uma pessoa que nos discriminasse por sermos venezuelanos.
O Equador já se tornou uma segunda casa. Quando eu crescer vou voltar, mas para visitar.
Claro que gostaria de voltar à Venezuela para ver meus amigos e a minha família. O que mais sinto falta são dos meus amigos e familiares.
Valeria com o seu irmão brincam com a sombra da gata da família
Valeria/World Vision
É difícil saber quando vamos voltar, pode ser que seja em um ano, em cinco ou quem sabe quando. Minha melhor amiga me disse: “Quando você vem?” Eu falei: “Como saber?”
É muito triste que a gente tenha que sair da Venezuela e que a família tenha que se separar. Tive que deixar minha avó e meus parentes para trás. Essa parte é triste e seria muito bom voltarmos, porque vejo muitas tradições de lá que embora tenhamos imitado aqui, não são a mesma coisa. Por exemplo, as hallacas (prato típico de Natal na Venezuela, uma massa feita de milho que lembra vagamente a pamonha).
Em dezembro, a família toda se reunia no quintal de um tio. E agora, como cada um está em uma parte do mundo, não podemos nos reunir. Essas tradições meio que se desfizeram e é triste, mas tento ser positiva.
Nos primeiros dias isso me atingiu bastante, mas se você olhar para o lado triste, a situação fica pior. Então, tento ver o lado mais feliz.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que a Rússia não disputa a Olimpíada de Tóquio (e em vez do hino é tocado Tchaikvsky)?


Isso ocorre devido à descoberta de um grande escândalo de doping que baniu o país de grandes competições esportivas até 2023. Atletas do país disputam pelo ‘Comitê Olímpico da Rússia’. Equipe masculina de ginástica artística do Comitê Olímpico Russo (da direita para a esquerda: Denis Abliazin, Nikita Nagornyy, David Belyavskiy e Artur Dalaloyan) comemoram após ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em 26 de julho de 2021, por equipes
Gregory Bull/AP
Os atletas russos explodiram de emoção quando, na última nota, superaram o Japão e conquistaram o ouro por equipes masculinas nesta segunda-feira (26), porque a última vez que haviam ganhado a modalidade tinha sido em Atlanta 1996, no século passado.
Mas, quando subiram no pódio, não havia bandeira russa e a música que tocou não foi o hino nacional do país, mas sim uma música clássica — um trecho de “Concerto para piano e orquestra nº 1”, de Piotr Ilitch Tchaikovski, um dos grandes compositores russos.
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Atleta do esgrima aceita pedido de casamento do técnico em entrevista ao vivo para a TV
Já é a quarta vez que isso acontece nas Olimpíadas de Tóquio, pois os atletas russos já conquistaram 12 medalhas nos Jogos (4 de ouro, 5 de prata e 3 bronze) até agora e ocupam o 4º lugar no quadro geral de medalhas, atrás apenas de Japão, Estados Unidos e China.
Além disso, os atletas não disputam sob o nome do país, mas pela sigla ROC (“Comitê Olímpico da Rússia”, em tradução livre).
Svetlana Gomboleva, Elena Osipova e Ksenia Perova (da esquerda para a direita), atletas russas que conquistaram medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No uniforme, é possível ver o símbolo Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês).
Alessandra Tarantino/AP
Isso ocorre devido à descoberta de um grande escândalo de doping. A Rússia foi excluída de grandes competições esportivas em 2019, durante quatro anos, por falsificar dados entregues à entidade.
Assim, além da Tóquio 2020, o país não poderá ser representado nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 e de Mundiais de todas as modalidades esportivas, inclusive a Copa do Catar.
A sigla foi uma alternativa encontrada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) para permitir a participação de atletas russos que não tiveram ligação comprovada com o escândalo.
A “bandeira” do ROC também é adaptada: no uniforme dos atletas, ela branca e tem os cinco anéis olímpicos e as cores avermelho, azul e branco, as mesmas da bandeira russa (veja na imagem acima).
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Ginastas do Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês), ao centro, são os únicos cujos uniformes não levam o nome do país nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Ashley Landis/AP
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Fonte: G1 Mundo

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Tóquio 2020: Atleta do esgrima aceita pedido de casamento do técnico em entrevista ao vivo para a TV


Belén Pérez Maurice, da Argentina, disse sim ao pedido de Lucas Guillermo Saucedo seu treinador e companheiro há 17 anos. A esgrimista argentina Maria Belen Perez Maurice abraça o noivo e treinador, Lucas Guillermo Saucedo, após pedido de casamento durante as Olimpíadas de Tóquio em 26 de julho de 2021
Sakura Murakami/Reuters
A esgrimista argentina Belén Pérez Maurice viveu um dia de contrastes nos Jogos de Tóquio nesta segunda-feira (26): perdeu em sua estreia no torneio olímpico, mas ganhou um noivo, ao aceitar a proposta de casamento de seu treinador, Lucas Saucedo.
A atleta estava sendo entrevistada para uma televisão de seu país na área de imprensa, após perder o duelo contra a húngara Anna Hun Marton, quando seu técnico e parceiro por 17 anos se aproximou pelas costas mostrando uma placa que dizia: “Flaca. Quer casar comigo???”.
“Eles (os jornalistas) me disseram para virar e ele estava com o cartaz. Eu fiquei em branco. Foi tipo ‘ai meu Deus!´”, explicou.
Ele reagiu perguntando a ela: “Me diz que sim, tem muita gente nos vendo” (veja na sequência abaixo).
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ia(veja na sequênca abaixo)
Após a surpresa inicial, María Belén, de 36 anos e natural de San Nicolás, esqueceu a decepção com a eliminação olímpica e rapidamente aceitou a proposta dando um beijo em seu amado.
“Estamos muito felizes. Somos um casal muito bom, claro que temos nossas brigas, mas gostamos do tempo que passamos juntos. Nos amamos muito e queremos passar o resto de nossas vidas juntos”, explicou, visivelmente emocionada.
“Vamos festejar na Argentina com um grande churrasco”, acrescentou para mostrar que são um casal 100% argentino.
Segunda tentativa
Porém, era a segunda vez que Saucedo tentava a sorte. Ele já havia feito a proposta durante a Copa do Mundo de Esgrima de 2010 em Paris.
“Mas eu disse que não. Depois que competi, fomos tomar um café e dar um passeio, ele pediu e eu respondi: “Isso é uma piada ou o que?”, explicou aos repórteres.
No entanto, María Belén, que participou em Tóquio de seus terceiros Jogos Olímpicos – depois de Londres-2012 e Rio-2016 -, não fechou a porta definitivamente: “Sou jovem, talvez no futuro”, disse então ao futuro marido.
“Eu a amo e quando perdeu o duelo (contra Marton), ela ficou muito triste, então pensei que o pedido (de casamento) poderia mudar seu humor. Eu escrevi em um pedaço de papel enquanto caminhava”, disse Saucedo.
Tóquio “foi o lugar ideal para declarar todo meu amor e minha admiração pela ‘Flaca'”, reiterou Saucedo, em algumas imagens que podem ser vistas nas redes sociais.
O casal não tem data para o casamento ou local no momento, considerando a possibilidade de casar em Paris ou na República Dominicana.

Fonte: G1 Mundo

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Gigantes da tecnologia miram grupos supremacistas brancos e milícias em banco de dados antiterrorismo


Empresas esperam utilizar as informações para reprimir divulgação de conteúdos extremistas. Ícones de WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram e YouTube
Alessandro Feitosa Jr/G1
Uma organização de contraterrorismo formada por algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo Facebook e Microsoft, está expandindo significativamente os tipos de conteúdo extremista que serão armazenados em um banco de dados em comum.
Com isso, elas esperam utilizar as informações para reprimir divulgação de grupos supremacistas brancos e milícias de extrema direita, disse o grupo à Reuters.
Até agora, o banco de dados do Fórum Global da Internet para o Contraterrorismo (GIFCT, na sigla em inglês) se concentrava em vídeos e imagens de grupos terroristas em uma lista das Nações Unidas e, portanto, consistia principalmente em conteúdo de organizações extremistas islâmicas, como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e o Talibã.
Nos próximos meses, o grupo adicionará manifestos de agressores – muitas vezes compartilhados por simpatizantes da violência da supremacia branca – e outras publicações e links sinalizados pela iniciativa da ONU, “Tecnologia Contra o Terrorismo”.
Ele usará listas do grupo de compartilhamento de inteligência Five Eyes (Cinco Olhos, em português), que envolve Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, adicionando URLs e PDFs de mais grupos, incluindo os Proud Boys, os Three Percenters e neonazistas.
As empresas, que incluem Twitter e YouTube, compartilham “hashes”, representações numéricas únicas de conteúdos originais que foram removidas de seus serviços. Outras plataformas usam isso para identificar o mesmo conteúdo em seus próprios sites, a fim de revisá-lo ou removê-lo.
Embora o projeto ajude a combater o conteúdo extremista em plataformas convencionais, os grupos ainda podem publicar imagens violentas e retórica em muitos outros sites e espaços na internet.
O grupo de tecnologia quer combater uma gama mais ampla de ameaças, disse o diretor executivo do GIFCT, Nicholas Rasmussen, em entrevista à Reuters.
“Qualquer pessoa que olhe para o cenário do terrorismo ou do extremismo tem que entender que há outras partes […] que estão exigindo atenção agora”, disse Rasmussen, citando as ameaças de extremismo violento de extrema direita ou motivado por questões raciais.
As plataformas de tecnologia há muito são criticadas por não policiarem conteúdo extremista violento, embora também enfrentam preocupações com censura.
LEIA MAIS: ‘O poder que as plataformas digitais têm sobre o discurso é também econômico’, diz pesquisadora
A questão do extremismo, incluindo supremacia branca e grupos de milícia, assumiu urgência renovada o ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, nos EUA.
O banco de dados do GIFCT pode ser acessado por 14 empresas, incluindo Reddit, Snap, Instagram, Verizon Media, LinkedIn e Dropbox.
O GIFCT, que agora é uma organização independente, foi criado em 2017 sob pressão dos governos dos EUA e da Europa após uma série de ataques em Paris e Bruxelas.
O banco de dados contém principalmente impressões digitais de vídeos e imagens relacionadas a grupos na lista consolidada de sanções do Conselho de Segurança da ONU e alguns ataques específicos transmitidos ao vivo, como o tiroteio em 2019 em uma mesquita em Christchurch, Nova Zelândia.
O GIFCT tem enfrentado críticas e preocupações de alguns grupos de direitos humanos e digitais em relação à censura.
“O excesso de realizações leva você na direção de violar os direitos de alguém na internet de se engajar na liberdade de expressão”, disse Rasmussen.
O grupo deseja continuar a ampliar seu banco de dados para incluir hashes de arquivos de áudio ou certos símbolos e aumentar seu número de membros. Recentemente, adicionou a o Airbnb e a Mailchimp como membros.
No YouTube, G1 explica o que é NFT:

Fonte: G1 Mundo

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Mídia estrangeira dá espaço a Rayssa e adolescentes do skate


Jornais de diferentes países do mundo fizeram reportagens sobre japonesa Momiji Nishiya e a brasileira Rayssa Leal, que ganharam ouro e prata, respectivamente. A japonesa Momiji Nishiya (ao lado de Rayssa Leal) se tornou a 2ª mais jovem medalhista de ouro da história dos Jogos Olímpicos
Reuters
Jornais de outros países publicaram reportagens nesta segunda-feira (26) sobre as vencedoras da modalidade de skate street nas Olimpíadas de Tóquio 2020 nas quais chamam a atenção para a juventude das duas primeiras colocadas: a japonesa Momiji Nishiya, de 13 anos, ganhou a medalha de ouro, e a brasileira Rayssa Leal, que também tem 13 anos, ganhou a medalha de prata.
Rayssa Leal, a Fadinha, leva medalha de prata no skate
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Tata Werneck, Emicida, Preta Gil… Famosos parabenizam Rayssa após medalha
Reprodução do texto do Guardian sobre o pódio da modalidade de skate street feminino
Reprodução/Guardian
Em terceiro ficou outra japonesa, Funa Nakayama, de 16 anos.
O “Washignton Post”, um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos, afirmou que a vitória das adolescentes é um argumento que meninas do mundo podem usar para tentar convencer seus pais que elas deveriam poder andar de skate também.
Texto do ‘Clarín’ sobre os resultados do skate feminino
Reprodução/Clarín
O “New York Times”descreveu Rayssa como “uma adolescente energética, com um cabelo esvoaçante e um grande sorriso que tentou ser a pessoa mais jovem a ganhar uma medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos”.
O “Clarín”, da Argentina, publicou um texto em que comparava o skate a um outro esporte olímpico: “Foram três adolescentes no pódio. Algo que, há algum tempo, parecia reservado para a ginástica artística”.
O “Guardian”, do Reino Unido, lembrou quem é a atleta mais jovem a levar uma medalha de ouro: Marjorie Gestring, que tinha 13 anos e 268 dias quando venceu o salto olímpico em 1936.
A ‘fadinha’ do skate
Rayssa Leal, de 13 anos, tornou-se a brasileira mais jovem a receber uma medalha olímpica — e a sétima medalhista mais jovem em toda a história dos Jogos Olímpicos de Verão.
Além disso, ela Rayssa é a atleta mais jovem da história do Brasil nas Olimpíadas. O recorde anterior era de Talita Rodrigues, nadadora que foi finalista no 4x100m livre em 1948, nos Jogos de Londres.
Rayssa, conhecida como Fadinha, é quatro meses mais jovem que a vencedora, Momiji Nishiya.
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Fonte: G1 Mundo

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Quiz das Olimpíadas de Tóquio: você sabe tudo sobre os países participantes e a organização dos Jogos?

Responda às perguntas e teste se você é medalha de ouro em curiosidades olímpicas! Olimpíadas de Tóquio: você sabe tudo sobre os países participantes e a organização dos Jogos?

Fonte: G1 Mundo

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Racismo é tema para atletas e torcedores durante as Olimpíadas de Tóquio


Naomi Osaka, tenista, negra e ativista acendeu a pira olímpica no início do evento. Seleções de futebol feminino se ajoelharam em campo, antes da partida, em protesto antirracista. Naomi Osaka carrega tocha olímpica em Tóquio
REUTERS/Lucy Nicholson
Ativista dentro e fora das quadras, a tenista Naomi Osaka foi a escolhida para acender a pira olímpica dos Jogos de Tóquio. Esse gesto traz à tona a importância da representatividade e de ações contra o racismo durante o evento.
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Protesto nas Olimpíadas: jogos de Tóquio devem ter manifestações políticas, mas não se sabe ainda quais serão as consequências
Naomi nasceu no Japão, filha de mãe japonesa e pai haitiano, mas migrou aos 3 anos para os Estados Unidos. Por ser negra e viver em outro país, ela tem sua identidade nipônica questionada muitas vezes. Apesar disso, escolheu representar seu país de origem durante os Jogos de Tóquio.
Naomi Osaka acende a pira olímpica em Tóquio
REUTERS/Mike Blake
“Antes de ser uma atleta, sou uma mulher negra”. Esse é um trecho de um post de Naomi em uma rede social em agosto 2020, quando forçou o adiamento da semifinal do campeonato Western & Southern Open. Na ocasião, ela deixou uma partida em protesto contra os policiais que atiraram em Jacob Blake, acompanhando a ação de jogadores da NBA.
Blake, um homem negro, foi baleado sete vezes por policiais no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Ele ficou em estado grave e perdeu o movimento das pernas.
Os Jogos de Tóquio 2020 têm sido uma oportunidade para que mulheres e atletas não-brancos e seus aliados possam chamar a atenção para os temas do racismo e preconceito.
Após um ano de adiamento, a abertura das Olimpíadas de Tóquio traz mensagem de igualdade e de esperança
Protesto antes da partida
Logo no início das Olimpíadas de Tóquio, houve uma manifestação de atletas: na primeira rodada de futebol feminino, cinco seleções fizeram seu protesto. Antes de começar as partidas, as jogadoras de Chile, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Suécia se ajoelharam no campo.
Jogadoras de Suécia e Estados Unidos fazem protesto antirracismo durante os Jogos de Tóquio
AFP
O gesto ficou mais popularizado após o assassinato do norte-americano George Floyd, em maio de 2020. Ele morreu após ter o pescoço pressionado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, em Mineápolis, por 9 minutos e 29 segundos.
A morte de Floyd desencadeou protestos pelo mundo e colocar um joelho no chão tornou-se uma forma de mostrar respeito pelos pedidos por justiça e pelo fim do racismo policial.
No domingo, a ginasta Luciana Alvarado, da Costa Rica, ergueu o punho, ajoelhada — gesto símbolo do movimento “Black Lives Matter” ao concluir a prova eliminatória de solo.
Manifestações só fora do pódio
Em abril, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ouviu a Comissão de Atletas e decidiu flexibilizar alguns pontos sobre protestos e manifestações políticas nas Olimpíadas de Tóquio.
A flexibilização permite alguns tipos de manifestações, mas nos momentos de maior atenção do público (as cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio) não pode haver manifestação política.
“O COI está emitindo mensagens dúbias”, diz Helen Lenskyj, professora emérita da Universidade de Toronto e autora do livro “The Olympic Games: A Critical Approach” (Os Jogos Olímpidos: uma Abordagem Crítica). Ou seja, não se sabe ao certo se os atletas que fizeram protestos serão punidos.
Para ela, atletas mais corajosos vão protestar no pódio, sim, apesar da possibilidade de penas.
Histórico dos Jogos
O combate ao racismo já foi tema de outras Olimpíadas. Naqueles jogos, 18 atletas negros concorreram pelos Estados Unidos. Um deles, Jesse Owens, foi o esportista que ganhou mais medalhas de ouro nas Olimpíadas —foram quatro.
Só o desempenho dele na competição já o tornaria famoso e importante, mas a circunstância política faz com que Owens seja um dos atletas de pista mais conhecidos de todos os tempos —em 1936, a Alemanha já era governada pelos nazistas.
Adolf Hitler já era o líder alemão naqueles jogos, e presenciou as vitórias de Owens.
O atleta morreu de câncer em 1980, aos 66 anos. Ele é um dos esportistas mais conhecidos de todos os tempos.
O primeiro protesto de atletas negros que chamou a atenção foi em 1968, na Cidade do México. quando dois atletas dos Estados Unidos, Tommie Smith (ouro) e John Carlos (bronze), levantaram os punhos no pódio durante a execução do hino do país deles.
Protesto que marcou a história das Olimpíadas até hoje reverbera e provoca tensão

Fonte: G1 Mundo

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Uruguaios vislumbram o horizonte sem a Covid-19


País alcança 60% de vacinados e planeja empreender turismo de vacinas a partir de setembro. Sala de aula da Escola Nº 38, em Montevidéu, em foto de 1º de março de 2021
Cortesia ANEP
Com 60% da população vacinada com a segunda dose, os uruguaios já podem vislumbrar em setembro o horizonte sem a ameaça da Covid-19. O governo planeja abrir em dois meses suas fronteiras a não residentes, assim como empreender o turismo de vacinas.
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A ideia é imunizar primeiro 80% dos uruguaios para depois vacinar os estrangeiros. Para receber a primeira dose de Pfizer, Sinovac ou AstraZeneca, os turistas precisariam ficar no mínimo 21 dias no país, de acordo com os planos do governo.
A rede hoteleira, sobretudo em Punta del Este, aposta suas fichas no turismo vacinal, que já é aplicado com êxito em Miami, para recuperar os prejuízos impostos pela pandemia do novo coronavírus. Atualmente, os brasileiros estão proibidos de entrar no Uruguai, a menos que sejam residentes no país. Ainda assim, sem vacina, são submetidos a uma quarentena que varia de 7 a 14 dias.
Conforme antevê o ministro do Turismo, Germán Cardoso, em 60 dias a meta de vacinação dos uruguaios estará cumprida e ainda haverá sobra de imunizantes. Em alguns estados do Uruguai, como Flores, 68% já foram inoculados — índice superior ao do Chile, o país mais bem-sucedido do continente. No Brasil, a taxa de vacinados com duas doses ainda é de 17,2%.
O país de 3,5 milhões vem registrando um declínio acentuado em número de casos e mortes e, há uma semana, retornou à zona amarela do índice de Harvard, com 7,02 infectados para cada 100 mil habitantes.
A pandemia não impôs toque de recolher ou bloqueios rígidos no Uruguai, mas provocou picos de incertezas. Em março passado, o país figurava entre os de maior índice de mortes per capita no mundo, com hospitais lotados e falta de oxigênio e de pessoal. Dois meses depois, os resultados de uma ágil e bem planejada campanha de vacinação começaram a ser percebidos e podem ser comemorados.
O governo superou a ameaça de colapso em sua rede hospitalar e possibilitou que os uruguaios revivessem a rotina pré-pandemia com a retomada integral do ensino presencial e parcial de atividades culturais. O retorno aos antigos parâmetros da realidade tornou-se possível com a aplicação de uma fórmula já conhecida: a imunização em massa.
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Fonte: G1 Mundo