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Roma inaugura sua 1ª máquina automática para servir pizzas; assista


Equipamento promete preparar e servir pizzas quentinhas em até 3 minutos, mas os italianos parecem torcer o nariz para a novidade. VÍDEO: Roma inaugura 1ª máquina automática para servir pizzas
A cidade de Roma, capital da Itália, recebeu sua primeira máquina automática para servir pizzas, mas a novidade não pareceu agradar muito os italianos (veja no vídeo acima).
Por cerca de 5 euros (aproximadamente R$ 30), o equipamento – que lembra uma máquina de refrigerantes, ou de salgadinhos – promete preparar e servir pizzas quentinhas em até 3 minutos.
As combinações são variadas, e ela monta todas sozinha, sem a ajuda de um humano. A tradicional Margherita, quatro queijos, picante ou com presunto – e ainda pode acompanhar uma bebida.
“É terrível”, disse a aposentada Gina em entrevista à agência Reuters após provar o produto. “De verdade, a pizza tem que ser comida quente, saindo do forno. Pra mim, não serve.”
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Reuters
O italiano Claudio Zampiga arriscou. Ao receber sua pizza, na caixa, reclamou do tamanho.
“É muito pequena se comparada a um restaurante”, afirmou Zampiga. “Bem pequena e com menos ingredientes por cima”.
Mas a prova de fogo veio de Fabrizia Pugliese, que assim como a pizza, nasceu em Nápoles.
“Não quero fazer um pré-julgamento. Vamos tentar”, disse a napolitana. “Então, está tudo bem. Mas não é uma pizza, é uma piadina [pão achatado].”
A máquina é uma invenção do italiano Massimo Bucolo, vendedor de equipamentos médicos que se arriscou no ramo alimentício.
Ele instalou a primeira pizzaria sem humanos de Roma em um bairro bastante movimentado a poucos minutos da principal universidade da capital.
“Não estou tentando competir com as pizzarias, estou propondo uma alternativa”, disse Bucolo em entrevista ao jornal americano “The New York Times”.
Renzo Panattoni, dono de uma das pizzarias mais antigas da cidade – a Ai Marmi – não gostou: “não tem nada a ver com pizza tradicional”.
Ainda é cedo para dizer se a máquina será um sucesso em Roma, mas uma coisa é certa: ela vai precisar de muito fermento para arrancar uma fatia maior do mercado de pizza na cidade eterna.

Fonte: G1 Mundo

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Variante delta é responsável por 83% dos casos de Covid nos EUA


Variante delta já é responsável por 83% dos casos de Covid nos EUA
Jose Fernando Ogura/AEN
A variante delta do novo coronavírus continua a se espalhar pelos Estados Unidos e já é responsável por cerca de 83% dos casos confirmados de Covid-19 no país, segundo o CDC.
A porcentagem representa uma forte alta desde o começo do mês. Na semana de 3 de julho, a variante era responsável por cerca de 50% dos casos sequenciados geneticamente.
Rochelle Walensky, diretora do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), afirmou durante audiência nesta terça-feira (20) no Senado que ‘”a melhor maneira de prevenir a propagação das variantes da Covid-19 é prevenir a propagação da doença”.
“E a vacinação é a ferramenta mais poderosa que temos”, destacou Walensky.

Fonte: G1 Mundo

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Banco Mundial sugere ao Brasil ampliar políticas para informais e reformular seguro-desemprego

Benefício a desempregados tem custo fiscal elevado, avalia entidade. Demanda de informais por assistência social e programas de emprego foi ampliada na pandemia, aponta relatório. Relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (20) recomenda que o Brasil promova reformulações no seguro-desemprego – auxílio pago a trabalhadores que foram demitidos – e dê maior foco a políticas de inclusão de trabalhadores informais no mercado de trabalho, principalmente no cenário pós-pandemia.
As sugestões compõem o relatório “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19”. O texto também aponta que a crise causada pela pandemia deve afetar empregos e salários no país por nove anos.
Não é a primeira vez que o Banco Mundial aponta problemas na política nacional de seguro-desemprego.
Economista sênior da entidade, Matteo Morgandi afirma que o seguro-desemprego no Brasil tem um custo muito elevado e uma duração curta, se comparado aos benefícios similares pagos em outras economias.
“Brasil conta com seguro-desemprego bem estabelecido, mas está fora de padrões internacionais, com parcelas mais altas e duração mais curta. Tem também um custo fiscal que poderia ser menor”, descreve.
O governo separou R$ 40,9 bilhões neste ano para o seguro-desemprego. O trabalhador recebe entre uma e cinco parcelas, a depender do tempo trabalhado.
Para efeito de comparação, o Bolsa Família – considerado pelo Banco Mundial um programa bem-sucedido – tem orçamento de R$ 34,1 bilhões em 2021.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril e se manteve em patamar recorde, atingindo 14,8 milhões de pessoas (veja detalhes no vídeo abaixo).
Desemprego manteve recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril
Morgandi sugere que o país coordene melhor a política de seguro-desemprego com a do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Em países com as melhores práticas, primeiro se paga o fundo de garantia e, depois, o seguro-desemprego. Isso pode diminuir a rotatividade no mercado de trabalho”, afirma.
O economista sênior do Banco Mundial também sugere mudança dos critérios de elegibilidade, sem detalhar quais. Pelas regras vigentes, tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que:
atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa;
teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
seja pescador profissional durante o período defeso (não pesca, para reprodução das espécies); e
foi resgatado da condição semelhante à de escravo.
Agropecuária gerou 89% das vagas de emprego criadas de janeiro a maio
Informais
Para o Banco Mundial, um dos desafios do Brasil é o combate à informalidade – situação que foi agravada com a pandemia de Covid. Por isso, a instituição recomenda ao governo brasileiro a ampliação de políticas de transferência de renda e de inclusão do trabalhador informal no mercado de trabalho.
“A ampliação dos programas de transferência voltados para as necessidades das famílias – e não se o emprego perdido era formal ou informal – pode ter uma função ‘estabilizadora’ complementar e fundamental para apoiar a demanda local”, diz o Banco Mundial no relatório.
A economista sênior do Banco Mundial Joana Silva destaca a importância das políticas de emprego. “Não só políticas de assistência social, mas de qualificação e de ajuda à procura de emprego. É muito importante para que ele [trabalhador menos qualificado] possa voltar ao trabalho.”
Governo
Sobre as recomendações do Banco Central, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal, afirma que o foco do governo para o pós-pandemia é a inclusão dos trabalhadores informais no mercado de trabalho.
Para isso, diz Bianco, o governo aposta nos programas:
Priore (Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego), voltado a jovens de 18 a 29 anos no primeiro trabalho com carteira assinada e para pessoas com mais de 55 anos que estejam desempregadas há mais de 12 meses; e
Requip (Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva), voltado para jovens de 18 a 29 anos desempregados há mais de dois anos ou pessoas de baixa renda vindas de programas federais de transferência de renda.
Esses programas estão previstos no relatório da medida provisória que permitiu uma nova rodada do programa de redução de jornadas e salários ou a suspensão de contratos de trabalho. O texto ainda não tem data para ser votado na Câmara dos Deputados.
“Políticas públicas têm que ser flexíveis o suficiente para atingir esse contingente de pessoas [os informais]. Esse é o grande desafio que se impõe, ainda mais após a Covid, para que a gente não perca gerações”, diz Bruno Dalcolmo, secretário de Trabalho do Ministério da Economia.
Já as reformulações no seguro-desemprego, segundo Bruno Bianco, devem ficar para um segundo momento.
“Nossa preocupação agora é fazer a inclusão dessas pessoas [informais] no mercado de trabalho, gerar oportunidades. Mas óbvio, estamos pensando em melhora de políticas de emprego, seguro-desemprego”, afirma. ​
Número de trabalhadores informais é o menor em 5 anos, mostra levantamento

Fonte: G1 Mundo

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Os benefícios e riscos do ‘gaman’, a arte da perseverança que define o Japão


O conceito da paciência resignada pode parecer uma característica intrínseca da sociedade japonesa, mas começa a ser questionado pelas novas gerações. Metrô de Tóquio cheio em foto de 23 de abril de 2021
Philip Fong/AFP
O dia de trabalho em Tóquio geralmente começa com uma viagem pelo sistema de metrô mais movimentado do mundo.
Grande parte da população de 37 milhões de habitantes da região metropolitana toma os trens que cortam a capital do Japão todos os dias.
É uma tarefa estressante. Nas estações, passageiros apressados correm em todas as direções. Na plataforma, eles se agrupam em bloco nas laterais de cada uma das portas — para evitar obstruir a passagem dos que vão desembarcar — e, na sequência, tentam entrar o mais rápido possível no vagão, embora a multidão diminua a velocidade do processo.
Aqueles que conseguem embarcar se espremem a um ponto que dificulta qualquer movimento. Os pés às vezes não tocam o chão.
Mesmo nesses trens lotados, contudo, reina o silêncio resignado. O comportamento calmo e ordeiro é uma marca das multidões no Japão.
Quem vem de fora muitas vezes se surpreende com a paciência das pessoas em esperar pelo transporte. Mas não só: chama atenção também a forma como essa resiliência se manifesta em momentos de crise, como após o devastador terremoto e tsunami de Fukushima.
Todo esse esforço para manter a ordem externa tem nome no Japão: trata-se do “gaman”.
Terremoto e tsunami arrasaram a região de Fukushima em 2011
Getty Images via BBC
Perseverança na dificuldade
De forma simplificada, é a ideia de que os indivíduos devem exercitar a paciência e a perseverança ao enfrentarem situações inesperadas ou difíceis pelo bem do coletivo.
O conceito implica um certo grau de autocontrole: você freia seus sentimentos para evitar o confronto. É um dever esperado da sociedade japonesa e visto como um sinal de maturidade.
David Slater, professor de antropologia e diretor do Instituto de Cultura Comparada da Universidade Sophia de Tóquio, descreve “gaman” como um conjunto de estratégias para lidar com eventos fora de nosso controle.
“Os indivíduos desenvolvem dentro de si a capacidade de perseverar e tolerar coisas inesperadas ou ruins, difíceis de superar”, diz ele.
Na raiz desse conceito, explica Noriko Odagiri, professora de psicologia clínica da Universidade Internacional de Tóquio, está o fato de que os japoneses valorizam que não se fale muito e a supressão de sentimentos negativos em relação aos outros.
O treinamento começa cedo. As crianças aprendem pelo exemplo dos pais e, desde o ensino fundamental, também têm contato com os conceitos de paciência e perseverança, que faz parte do currículo escolar.
“Especialmente para as mulheres, nós somos educadas para praticar o ‘gaman’ o máximo possível”, diz Odagiri.
O “gaman” pode se manifestar no longo prazo, como a resiliência para permanecer em um trabalho desagradável ou tolerar um colega chato, ou no curto prazo, como ignorar um passageiro barulhento ou alguém que fura a fila.
Yoshie Takabayashi, 33, era ourives em Tóquio antes de se casar, se mudar para Kanazawa e ter filhos.
Questionada sobre quando usa “gaman”, ela cita sua vida após a maternidade e o fato de que não pode mais fazer algumas das coisas que costumavam lhe dar prazer. Ela também se lembra de um colega de no trabalho desagradável que teve de bajular para conseguir fazer um treinamento importante, evitar problemas e manter seu emprego.
“Quando olho para trás, vejo que meu chefe não fez nada para ajudar. Eu deveria ter me demitido. Mas meus pais e os colegas que, assim como eu, tinham acabado de começar em um emprego novo, continuaram me incentivando a perseguir o sucesso. Não tinha percebido quanto ‘gaman’ eu tinha colocado nisso”, relata.
Embelezar o ‘gaman’
O “gaman” tem origem nos ensinamentos budistas sobre perseverança. Foi aprimorado durante o boom econômico do pós-guerra no Japão, quando o trabalho passou a ser visto como elemento de construção da nação — significando sacrificar o tempo com a família por longas horas no escritório.
Alguns veem a perseverança no estilo “gaman” como a característica definidora do Japão.
“É o traço representativo do povo japonês, mas tem pontos positivos e negativos”, diz Nobuo Komiya, criminologista da Universidade Rissho, em Tóquio.
Komiya acredita que a vigilância mútua, o automonitoramento e as expectativas coletivas associadas ao “gaman” são um fator que contribui para a baixa taxa de criminalidade no Japão. Nos locais em que as pessoas cuidam umas das outras e evitam conflitos, a tendência é que a maioria seja mais cuidadosa com suas ações.
Mas não se trata apenas da dinâmica coletiva.
“O ‘gaman’, também tem benefícios a nível individual”, ressalta Komiya.
“Significa não ser demitido ou colher os frutos por manter relações com as pessoas em seu entorno.”
Em paralelo, contudo, também pode ser um elemento de pressão sobre o indivíduo.
“Nós embelezamos o ‘gaman'”, pontua Odagiri. Muitas pessoas no Japão esperam que os outros adivinhem como elas se sentem em vez de expressar seus sentimentos de forma direta, o que pode ter consequências negativas importantes.
“‘Gaman’ demais tem um impacto negativo na nossa saúde mental”, diz ela.
“Às vezes, quando as pessoas retêm muita negatividade, o ‘gaman’ pode se converter em uma doença psicossomática.”
E procurar ajuda para melhorar a saúde mental é muitas vezes visto como fracasso, diz Odagiri, já que a sociedade muitas vezes espera que as pessoas resolvam por si mesmas. Nem todos conseguem fazer isso, entretanto, e o resultado pode levar a uma explosão de fúria que culmine em violência doméstica ou no ambiente de trabalho.
O “gaman” também pode acabar deixando as mulheres presas em casamentos infelizes.
“Nossa sociedade espera que as mulheres sejam caladas, humildes. Assim, muitas vezes as mulheres se esforçam para não demonstrar sentimentos negativos”, explica Odagiri. E, quando decidem se divorciar, muitas descobrem que não conseguem, porque abriram mão de suas carreiras profissionais e não têm mais independência financeira.
Para Komiya, existe uma conexão entre o aumento recente de denúncias de assédio sexual e moral e o colapso de estruturas sociais ocasionado pela priorização do coletivo em detrimento do indivíduo.
“Os japoneses dizem que o ‘gaman’ é uma virtude nacional, mas na verdade é uma maneira de resguardar o coletivo”, ele afirma.
Novas gerações
Hoje em dia, contudo, cada vez mais as pessoas se sentem menos propensas a serem censuradas por expressarem seus sentimentos.
A sociedade, de fato, tem passado por mudanças. Há 30 anos, um emprego no Japão era para a vida inteira.
Tradicionalmente, os homens faziam longas jornadas para ganhar experiência na empresa em que trabalhariam por toda a carreira, enquanto as mulheres normalmente eram colocadas em posições longe dos cargos de liderança, para que, em teoria, saíssem do mercado de trabalho em algum momento para criar os filhos.
Esse sistema, contudo, hoje está em xeque pelas próprias mudanças na sociedade: as pessoas se casam mais tarde, mais mulheres estão trabalhando e a taxa de natalidade está no nível mais baixo da história.
Muitos jovens trabalham com contratos temporários ou em empregos de meio período, onde o “gaman” tem pouca serventia.
“Eles não estão olhando para você como um membro intrínseco do grupo. Você é admitido e demitido, tem um contrato, é pago por hora”, diz Slater.
“Toda a ideia de ‘gaman’ aqui é completamente fora de lugar. Você manterá seu emprego se souber ficar calado, mas todos os valores do ‘gaman’ que regem a relações sociais duradouras não fazem mais sentido.”
É o que muitos jovens têm percebido, afastando-se, assim, dos caminhos trilhados pelas gerações anteriores.
Mami Matsunaga, 39, trabalhou na imprensa de moda antes de trocar Tóquio pela praia. Ela agora surfa todos os dias e ensina mindfulness, técnicas de respiração e ioga em retiros e workshops pelo Japão.
“Na cultura japonesa, a expectativa do ‘gaman’ pressiona todos a fazerem a mesma coisa e deixa pouco espaço para diferenças”, afirma.
Questionada se alguma vez perseverou no trabalho, responde: “Não, não perseverei. Sempre deixei o emprego se sentisse que precisava”.

Fonte: G1 Mundo

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Sósias das Olimpíadas


Você se acha a cara de um atleta das Olimpíadas de Tóquio? Sósias das Olimpíadas
Elcio Horiuchi/G1
Se você se acha parecido com algum dos atletas que vão participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, envie uma foto sua, junto com seus dados, e participe da competição que irá escolher o melhor sósia das Olimpíadas 2021.
Basta preencher o formulário do VC no G1, neste link, lembrando de colocar “Sósias das Olimpíadas” no título e anexar ao menos uma foto na qual você se pareça com o atleta.
No campo da mensagem, explique com quem se parece, qual modalidade ele ou ela disputa e por qual país.
No final da competição será eleito o verdadeiro sósia das Olimpíadas 2021.
Participe!

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada em Tóquio tem covid em alta, escândalo e atleta que sumiu em busca de trabalho


Organização tenta conter coronavírus — que já infectou mais de 60 pessoas credenciadas — e outros percalços. Já há casos confirmados de atletas com covid-19 na vila olímpica — mas organização defende que a taxa é muito baixa considerando o total de participantes
EPA/BBC
Diversos participantes e organizadores da Olimpíada de Tóquio, que começa nessa sexta-feira (23), já classificaram esta edição do evento como particularmente difícil e desafiadora.
Um dos motivos é óbvio: ela acontece em meio à pandemia de coronavírus, que causou o adiamento do evento em 2020 e já tirou a vida de mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas, como toda edição, esta Olimpíada já tem em seus bastidores confusões que não necessariamente têm a ver com a prática de esportes em si — como o sumiço de um atleta ugandês e acusações contra um artista que participaria da cerimônia de abertura.
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A poucos dias do evento, vamos a alguns percalços com os quais a organização da Olimpíada já precisou lidar.
Covid-19 na vila olímpica
O porta-voz do comitê organizador do evento Masa Takaya afirmou nesta segunda-feira (19) que há 61 casos confirmados de covid-19 de pessoas credenciadas ao evento.
Takaya especificou que, destas, 28 eram pessoas vindas do exterior, e 33 de residentes no Japão.
“Sobre os 28 casos, precisamos considerar as 22 mil pessoas chegando ao Japão. Olhando para a taxa de casos positivos, ela é próxima a 0,1%”, apontou, defendendo que o número é relativamente baixo.
Os primeiros casos de atletas com covid-19 na vila olímpica foram confirmados no fim de semana: Thabiso Monyane e Kamohelo Mahlatsi, jogadores de futebol da África do Sul. Mario Masha, analista de vídeo da equipe, também testou positivo.
Eles e outros membros da equipe com quem tiveram contato estão confinados em seus quartos, tendo alimentação entregue na porta e a rotina diária de testagem por meio do método PCR.
Controle sanitário contra a covid-19 no centro de imprensa da Olimpíada
EPA/BBC
Na segunda-feira (19), o comitê tcheco também confirmou que o atleta Ondrej Perusic, do vôlei de praia, testou positivo na vila olímpica. Depois, o comitê dos Estados Unidos afirmou que uma ginasta da equipe reserva testou positivo em um centro de treinamento na cidade de Inzai.
Há preocupação também com a situação de Tóquio, sede do evento, cidade em que a média diária de novos casos ficou acima de 1.000 por quatro dias consecutivos. Especialistas estimam que o controle sanitário do evento ocorreria apenas em um cenário com este número abaixo de 100.
Diversas pesquisas de opinião mostraram que os japoneses se opõem à realização do evento durante a pandemia, e marcas patrocinadoras estão sofrendo os efeitos disso.
Uma delas, a Toyota, anunciou que seus executivos não irão à cerimônia de abertura na sexta-feira — que já não teria público, apenas poucos convidados — e que a publicidade relacionada ao evento não será veiculada no Japão.
Entretanto, para Brian McCloskey, que fez a consultoria das medidas de controle sanitário desta Olimpíada, os casos positivos são poucos e mostram que os riscos de transmissão do vírus no evento são mínimos.
“O que estamos vendo é o que esperávamos”, diz McCloskey, especialista em planos de emergência e líder da operação na Olimpíada de Londres de 2012.
“Se achássemos que todos os testes realizados dariam negativo, simplesmente não nos importaríamos em fazer os testes. Realizamos os testes porque eles são uma forma de filtrar as pessoas que podem estar desenvolvendo uma infecção e que podem se tornar um risco mais tarde.”
Sumiço de atleta e saída de compositor
Keigo Oyamada, conhecido como Cornelius, pediu para se retirar de equipe artística que conduzirá cerimônia de abertura
Getty Images/BBC
Enquanto há dúvidas sobre a presença de atletas infectados nos jogos, a organização está lidando com um desfalque inusitado: a do atleta de Uganda Julius Sekitoleko, que sumiu na semana passada.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo News, Sekitoleko deixou um bilhete no seu hotel afirmando querer “trabalhar no Japão” pois a vida no seu país é muito difícil, e depois desapareceu.
Atleta de levantamento de peso, Sekitoleko estava treinando desde junho em Izumisano, mas não conseguiu se qualificar — e por isso, deveria voltar para Uganda em 20 de julho.
O sumiço foi confirmado pelo comitê olímpico ugandês: “Durante nossas instruções rotineiras à equipe em Uganda e no Japão enfatizamos a necessidade de respeitar as regras de imigração do Japão e de não deixar o local de treinamento sem autorização.”
“Nossa equipe em Izumisano está cooperando com as autoridades de Osaka para tentar localizar Sekitoleko.”
Outro desfalque será a de uma composição musical de cerca de quatro minutos que seria apresentada na cerimônia de abertura dos jogos. Seu autor, o artista Keigo Oyamada, 52 anos, renunciou ao seu cargo na equipe criativa do evento após emergirem acusações de que ele fazia bullying com colegas da escola que tinham deficiências.
Antigas entrevistas em que Oyamada se gabava do bullying e dizia não se arrepender causaram revolta nas redes sociais.
“Fiquei ciente, de forma dolorosa, de que o convite para minha participação musical na Olimpíada e Paraolimpíada de Tóquio carecia de respeito por muitas pessoas”, disse Oyamada, também conhecido como Cornelius, em nota anunciando seu afastamento.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia localiza atleta de Uganda que sumiu em Tóquio


Julius Ssekitoleko, um levantador de peso de Uganda, descobriu que não poderia concorrer nos Jogos por uma questão de cotas. Ele então deixou um bilhete em seu quarto no qual afirmava que ia procurar um emprego Imagem da vila olímpica em Tóquio, em 13 de julho de 2021
Issei Kato/Reuters
Julius Ssekitoleko, um levantador de peso de Uganda que viajou para participar das Olimpíadas de Tóquio, foi localizado quatro dias depois de desaparecer dos treinos no Japão. Ele havia sumido e deixado em seu quarto um bilhete afirmando que queria encontrar um emprego, informou a polícia nesta terça-feira (20).
Um policial de Osaka informou que Ssekitoleko foi encontrado em uma casa na cidade de Mie. Depois ele foi encaminhado para a prefeitura dessa cidade. O atleta não tinha ferimentos e que não se envolveu em nenhum crime, segundo a polícia.
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Ssekitoleko carregava seu documento de identidade. Ainda não está claro quem vai cuidar dele, a equipe de Uganda nos Jogos ou a embaixada.
A polícia deu o alarme na sexta-feira passada, depois que Julius Ssekitoleko não compareceu a um teste de Covid-19 e também não foi encontrado em seu hotel.
O jovem de 20 anos acabara de descobrir que não poderia competir nas Olimpíadas de Tóquio, que começam nesta sexta-feira (23), em razão de uma questão de cota.
Ele deixou um bilhete em seu quarto pedindo que suas coisas fossem enviadas para sua família em Uganda, segundo as autoridades da cidade de Izumisano, onde a equipe está concentrada antes dos Jogos.
De acordo com a polícia, na terça-feira o atleta viajou para Nagoya, no centro do Japão, e depois para Gifu, e finalmente para Mie.
O jovem atleta recentemente ganhou o bronze no Campeonato Africano de Halterofilismo e tem experiência, apesar de sua juventude, disseram as autoridades esportivas de Uganda.
No Japão, estão previstas restrições de movimentos para todos os participantes dos Jogos, coincidindo com o agravamento da crise sanitária no país. Os atletas devem passar por testes diários e seus movimentos são muito restritos, limitados a transferências entre suas acomodações, seus centros de treinamento e de competição.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Fui posta à venda na internet por ser muçulmana’


Aplicativo “Sulli Deals” pegou fotos públicas de mulheres e criou perfis, descrevendo-as como “ofertas do dia”. Hana Khan é piloto de uma companhia aérea comercial
Hana Khan/Arquivo Pessoal
Há uma semana, dezenas de mulheres muçulmanas na Índia descobriram que foram colocadas à venda na internet.
Hana Khan, uma piloto comercial cujo nome estava na lista, disse à BBC que foi alertada depois que um amigo mandou um tweet para ela.
O tweet a levou ao “Sulli Deals”, um aplicativo e site que pegou fotos públicas de mulheres e criou perfis, descrevendo-as como “ofertas do dia”.
Seis pessoas são presas em operação contra o tráfico internacional de mulheres
15% dos homicídios de mulheres cometidos por companheiros ou ex não foram classificados como feminicídio em 2020, diz Anuário
A página de destino do aplicativo tinha a foto de uma mulher desconhecida. Nas duas páginas seguintes, Khan viu fotos de amigas dela. Na página seguinte, ela encontrou a dela mesma.
“Contei 83 nomes. Poderia haver mais”, disse ela à BBC. “Eles tiraram minha foto do Twitter e ela tinha meu nome de usuário. Este aplicativo estava no ar há 20 dias e nós nem sabíamos sobre ele. Ele me causou arrepios na espinha”, diz.
O aplicativo pretendia oferecer aos usuários a chance de comprar uma “Sulli” — gíria depreciativa usada por trolls hindus de direita para falar das mulheres muçulmanas. Não houve venda real de qualquer tipo — o objetivo do aplicativo era apenas degradar e humilhar.
Khan disse que foi alvo dos agressores por causa da religião que ela segue. “Sou uma mulher muçulmana que é vista e ouvida”, disse ela. “E eles querem nos silenciar.”
GitHub — a plataforma na internet que hospedava o aplicativo de código aberto — fechou-o rapidamente após reclamações. “Suspendemos contas de usuários após a investigação de relatórios de tal atividade, todos os quais violam nossas políticas”, disse a empresa em um comunicado.
Mas a experiência deixou cicatrizes nas mulheres. Todas aquelas que apareceram no aplicativo eram muçulmanas com grande visibilidade, incluindo jornalistas, ativistas, artistas ou pesquisadoras. Desde então, algumas excluíram suas contas nas redes sociais e muitas outras disseram que temiam mais assédio.
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“Não importa o quão forte você seja, mas se sua foto e outras informações pessoais forem tornadas públicas, isso te assusta, te perturba”, disse outra mulher ao serviço da BBC em Hindi.
Mas várias das mulheres cujas informações pessoais foram compartilhadas no aplicativo recorreram às redes sociais para responder aos “pervertidos” e juraram lutar. Uma dezena delas formou um grupo de WhatsApp para buscar — e oferecer — apoio e, algumas delas, incluindo Khan, prestaram queixas à polícia.
Artistas, ativistas e lideranças sociais também se manifestaram contra o assédio. A polícia disse que abriu uma investigação, mas não disse quem poderia estar por trás do aplicativo.
As pessoas que desenvolveram o aplicativo usaram identidades falsas, mas Hasiba Amin, um coordenador de redes sociais do partido de oposição do Congresso, culpou várias contas que atacam regularmente muçulmanos, especialmente mulheres muçulmanas, e afirmam apoiar a política de direita.
Esta não é a primeira vez, disse Amin, que mulheres muçulmanas foram atacadas dessa maneira. No dia 13 de maio, enquanto os muçulmanos celebravam o festival de Eid, um canal do YouTube exibia um “Eid Special” — um “leilão” ao vivo de mulheres muçulmanas da Índia e do Paquistão.
“As pessoas estavam dando lances de 5 rúpias (R$ 0,35) e 10 rúpias (R$ 0,70), eles estavam classificando as mulheres com base em suas partes do corpo e descrevendo atos sexuais, além de ameaças de estupro”, disse Khan.
Amin conta que mais tarde naquele dia, uma conta anônima tentou “leiloá-la” no Twitter. Várias outras — uma delas chamada @sullideals101, que desde então foi suspensa — aderiram, “abusando de mim, do meu corpo, me envergonhando e descrevendo atos sexuais grosseiros”, diz Khan.
Ela acredita que quem tentou leiloá-la no Twitter são as mesmas pessoas que estão por trás do aplicativo Sulli Deals e do canal do YouTube — que já foi retirado do ar pela plataforma.
Há duas semanas, o Twitter suspendeu contas que alegavam que estavam por trás do aplicativo.
Ativistas dizem que mulheres de minorias religiosas e castas desfavorecidas são mais assediadas na internet
AFP
Os ativistas dizem que o abuso online tem o poder de “depreciar, rebaixar, intimidar e, eventualmente, silenciar as mulheres”.
Na semana passada, mais de 200 atores, músicos, jornalistas e funcionários do governo de todo o mundo escreveram uma carta aberta, cobrando os CEOs do Facebook, Google, TikTok e Twitter a tratar da segurança das mulheres como “uma prioridade”.
“A internet é a praça da cidade do século 21”, escreveram eles. “É onde o debate acontece, as comunidades são construídas, os produtos são vendidos e as reputações são feitas. Mas a escala do abuso online significa que, para muitas mulheres, essas praças digitais são inseguras.”
Um relatório da Anistia Internacional sobre o assédio online na Índia em 2020 mostrou que quanto mais voz uma mulher tinha, mais ela se tornava um alvo. E, assim como as mulheres negras eram mais alvo de perseguições no Reino Unido e nos Estados Unidos, as mulheres de minorias religiosas e castas desfavorecidas eram mais perseguidas na Índia.
Nazia Erum, autora e ex-porta-voz da Anistia na Índia, disse que havia poucas mulheres muçulmanas nas redes sociais e que elas eram “caçadas e perseguidas”.
“Este ataque direcionado e planejado é uma tentativa de tirar o microfone das mulheres muçulmanas educadas que expressam sua opinião e falam contra a islamofobia. É uma tentativa de silenciá-las, envergonhá-las, tirar o espaço que ocupam”, ela diz.
Amin disse que os assediadores “não têm medo porque sabem que vão se safar”.
Ela listou vários casos recentes de atrocidades contra muçulmanos incentivados por membros do partido da situação BJP, como um ministro do governo que deu uma condecoração a oito hindus condenados por linchar um muçulmano. Já o novo ministro de radiodifusão do país foi visto no ano passado em um vídeo viral estimulando uma multidão hindu a “atirar contra muçulmanos”.
Para as mulheres cujas identidades foram obtidas e usadas pelo aplicativo “Sulli Deals”, a luta por justiça pode ser longa e difícil. Mas elas estão determinadas a alcançá-la.
“Se a polícia não encontrar quem nos colocou à venda, irei aos tribunais”, disse Khan. “Vou perseguir isso até o fim”.

Fonte: G1 Mundo

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A trágica morte de menino ciclista cuja foto às lagrimas rodou o mundo


Julián Esteban Gómez, de 13 anos, morreu ao ser atropelado por caminhão no norte de Bogotá, na Colômbia. Foto de garoto às lágrimas teve grande repercussão em 2019
Getty Images/BBC
O sonho de ser um grande ciclista terminou de maneira trágica para Julián Esteban Gómez.
O rosto do garoto colombiano rodou o mundo em 2019, quando ele chorou de emoção ao ver Egan Bernal se tornar o primeiro colombiano a vencer o Tour de France, uma competição de ciclismo realizada na França.
“Foi uma grande emoção vê-lo. É o nosso ídolo”, disse Julián na época. “Foi uma emoção vê-lo porque também ando de bicicleta e quero ser como ele”, acrescentou o garoto.
Enquanto treinava com o tio no domingo (18), um caminhão de grande porte atropelou o adolescente, que estava com 13 anos, em uma estrada no norte de Bogotá, na Colômbia.
“Hoje você vai embora sem poder cumprir os sonhos que tinha”, tuitou o treinador Fabio Rodríguez, que era técnico da equipe que o jovem participava. “Me parte o coração a sua partida antecipada, só me resta dizer que vou sentir a sua falta para sempre, meu querido Julián”, completou Rodríguez.
O que aconteceu?
O tio de Gómez, Guillermo Caicedo, explicou à mídia colombiana que ele e o sobrinho estavam treinando em suas bicicletas quando ocorreu o acidente no departamento de Cundinamarca, ao norte de Bogotá.
Eles estavam rodando por uma estrada entre os municípios de Zipaquirá e Cajicá, e aparentemente um caminhão os seguia.
“O motorista era uma pessoa intolerante. (Estava) nos perseguindo com a buzina, se aproximando demais de nós, de tal forma que o menino ficou muito mais nervoso do que eu”, explicou Caicedo ao jornal El Tiempo.
“Ele perdeu o equilíbrio e caiu entre as rodas do veículo, morrendo instantaneamente”, acrescentou.
Ciclista Egan Bernal e Julián Gómez foram pintados em um mural em Zipaquirá
Luis Carlos Cifuentes/Twitter
Ao ver o ocorrido, o motorista — cuja identidade não foi divulgada — saiu do veículo e os repreendeu por dirigirem na estrada, em vez da ciclovia localizada na beira da estrada.
Caicedo explicou à imprensa que Julián era “um ciclista de alto rendimento”, por isso nos treinos tinha que circular a velocidades mais altas, que não poderiam ser alcançadas em ciclovias.
“As ciclovias não são adequadas para essas velocidades. As pessoas andam nas ciclovias levando o cachorro para passear, em bicicletas macias. Não se pode fazer ciclismo competitivo em ciclovias”, declarou.
“Temos que usar as estradas e sobre os motoristas… há muitos que ficam bravos ao ver os ciclistas e deixam o carro a 50 centímetros de uma bicicleta. Todos os dias corremos perigo andando de bicicleta”.
O motorista do caminhão foi detido por uma possível acusação de homicídio culposo, mas foi solto enquanto as investigações continuam.
‘Ele tinha o sonho de ser um grande esportista’
Caicedo disse que ele e o sobrinho se tornaram amigos muito próximos por meio do ciclismo.
“Queria que ele realizasse seus sonhos. Ele me perguntava coisas sobre o ciclismo, eu o ensinava. Nos divertimos muito. Assim estávamos ontem, quando ocorreu o acidente”, disse.
“Ele era uma criança que tinha o sonho de ser um grande esportista. E tinha tudo para ser”, declarou o parente do garoto.
No município natal de Egan Bernal, Zipaquirá, os artistas Emerson Cáceres “Cacerolo” e Luis Carlos Cifuentes pintaram um mural em 2019 após a vitória do ciclista colombiano. O pequeno Julián Esteban Gómez aparece ao lado, chorando de alegria.
“Voa alto, pequeno amigo”, escreveu Cifuentes ao compartilhar, no domingo, um vídeo da época em que concluíram o mural.
O presidente da Colômbia, Iván Duque, também lamentou a morte do garoto. “Acompanhamos os seus familiares em oração e enviamos uma mensagem de solidariedade”, escreveu em seu Twitter.

Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Harry promete revelar ‘erros e lições aprendidas’ em livro de memórias


O livro deve ser publicado no próximo ano e será “preciso e totalmente verdadeiro”, segundo o príncipe. No Reino Unido, os tabloides destacaram que Harry teria escrito o livro de forma “secreta” e questionam os impactos da publicação dessas memórias para a família real. Príncipe Harry em Londres, em foto de 5 de março de 2020
Paul Edwards/Pool via REUTERS
O príncipe Harry vai compartilhar “erros e lições aprendidas” durante sua vida em um livro de memórias que está previsto para ser publicado no próximo ano.
Ao anunciar o acordo com a editora Penguin Random House, o duque de Sussex disse que ele refletiria “os altos e baixos” e seria “preciso e totalmente verdadeiro”.
Harry, que ao lado de sua esposa Meghan se afastou dos deveres reais no ano passado, vai doar os lucros para instituições de caridade.
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A BBC apurou que o duque conversou recentemente em particular com sua família sobre a produção do livro.
Um porta-voz do duque acrescentou que não se espera que ele obtenha permissão do Palácio de Buckingham para o projeto.
Eles não deram detalhes adicionais sobre a parcela dos lucros que seria doada para instituições de caridade. E a Penguin não divulgou os termos do acordo, que inclui um audiolivro e direitos internacionais.
“Não estou escrevendo isto como o príncipe que nasci, mas como o homem que me tornei”, disse o duque, de 36 anos, em um comunicado.
Ele acrescentou: “Usei muitos chapéus ao longo dos anos, tanto de forma literal quanto figurativa, e minha esperança é que, ao contar minha história — os altos e baixos, os erros, as lições aprendidas — eu possa ajudar a mostrar que não importa de onde a gente vem, temos mais em comum do que pensamos.”
“Estou profundamente grato pela oportunidade de compartilhar o que aprendi ao longo da minha vida até agora e animado para que as pessoas leiam um relato em primeira mão de minha vida que seja preciso e totalmente verdadeiro.”
Markus Dohle, da Penguin Random House, disse que o duque está entre “líderes mundiais, ícones e agentes de transformação que tivemos o privilégio de publicar ao longo dos anos”.
Um comunicado de imprensa descreveu o livro como “íntimo e sincero” e “honesto e comovente”. E acrescentou: “O príncipe Harry vai oferecer um retrato pessoal honesto e cativante, que mostra aos leitores que por trás de tudo que eles pensam que sabem está uma história humana inspiradora e corajosa”.
Príncipe Harry, Meghan Markle e Archie se encontram com o Nobel da Paz Desmond Tutu, na Cidade do Cabo, nesta quarta-feira (25)
Toby Melville/ Reuters
No Reino Unido, os tabloides destacaram que Harry teria escrito o livro de forma “secreta” e questionam os impactos da publicação dessas memórias para a família real.
O Daily Mail diz que assessores reais temem mais “bombas” e o The Sun publicou a avaliação de um especialista em família real de que, após o anúncio bombástico do livro de Harry, a filha do casal, Lilibet, não deve ser batizada no Castelo de Windsor.
O The Mirror diz que o livro de Harry despertou “tsunami de medo” nos círculos reais – informação atribuída a uma fonte interna. Também traz a avaliação de um analista de que o livro apenas “levará ao conflito” e pode ser “extremamente prejudicial” para a família real e a monarquia.
Harry e Meghan anunciaram, no início de 2020, que se afastariam de seus deveres como parte da família real britânica e hoje vivem nos Estados Unidos. Os tabloides, e a cobertura que eles fazem principalmente em relação a Meghan, são alvo de críticas do casal.
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Meghan escreve livro infantil
O duque e a duquesa de Sussex criaram uma organização chamada Archewell, que possui um braço de produção junto a uma fundação sem fins lucrativos.
Em maio, foi anunciado que a duquesa de Sussex publicaria um livro infantil, com a mesma editora: The Bench (O Banco, em tradução livre), sobre as relações pai-filho, vistas pelos olhos de mães. Acredita-se que foi inspirado pelo vínculo entre Harry e seu filho.
Harry e Meghan, de 39 anos, agora moram nos Estados Unidos com seu filho Archie, de dois anos, e sua filha Lilibet, que nasceu na Califórnia, em 4 de junho.
No início deste mês, o duque se juntou a seu irmão mais velho, o duque de Cambridge, no Palácio de Kensington, em Londres, para inaugurar uma estátua de Diana, princesa de Gales, no que seria o 60º aniversário de sua mãe.
Harry havia falado anteriormente sobre o que ele descreveu como a relutância de sua família em falar sobre a morte de sua mãe e sobre uso de bebida para lidar com a dor de perdê-la.
Ele também disse que queria “quebrar o ciclo” de “dor e sofrimento” de sua educação com seus próprios filhos.
YouTube do G1: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo