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Homem faz corda de lençóis e foge do 4º andar de hotel durante quarentena na Austrália


Homem de 39 anos tinha recebido ordem para deixar o estado de Western Australia em 48 horas, devido às restrições criadas durante a pandemia, e foi preso cerca de 8 horas depois. Homem faz corda de lençóis e foge do 4º andar de hotel durante quarentena na Austrália
Montagem G1/Polícia de Western Australia
Um homem de 39 anos fugiu de seu quarto de hotel em Western Australia, após ser orientado a retornar para Queensland, e acabou preso, segundo a polícia local. Sua identidade não foi divulgada.
Ele chegou a Western Australia em um voo na segunda-feira (19), mas não preenchia nenhuma exceção às restrições impostas devido à pandemia, então recebeu uma ordem para deixar o estado em 48 horas.
O homem foi encaminhado para quarentena temporária em um hotel, mas à 0h45 desta terça-feira (20) ele fez uma corda de lençóis e escapou pela janela do seu quarto, que ficava no quarto andar.
Ele foi localizado às 8h55, detido e acusado por descumprir a ordem de deixar o estado e por fornecer informações falsas e/ou enganosas, segundo a polícia.
Seu teste de Covid-19 deu negativo, e sua audiência de custódia será ainda hoje no Tribunal de Magistrados de Perth.
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Fonte: G1 Mundo

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Chefe de Tóquio 2020 não descarta cancelamento de última hora dos Jogos


Toshiro Muto afirmou que se for necessário os organizadores vão discutir. A abertura das Olimpíadas está marcada para a sexta-feira. Toshiro Muto, diretor-executivo de Tóquio 2020, durante entrevista coletiva em 20 de julho de 2021
Behrouz Mehri/Reuters
Toshiro Muto, o chefe do comitê organizador da Olimpíada Tóquio 2020 não descartou nesta terça-feira um cancelamento de última hora do evento, que começa na sexta-feira.
Indagado em entrevista coletiva se os Jogos ainda podem ser cancelados em meio à alta nos casos de Covid-19, Muto disse que se manterá atento ao número de infecções pelo coronavírus e manterá discussões com os organizadores se necessário.
“Nós concordamos que vamos convocar conversas entre cinco partes novamente. Nesse momento, os casos de coronavírus podem aumentar ou diminuir, então vamos pensar sobre o que devemos fazer quando a situação surgir”, disse ele.
No ano passado, os Jogos foram postergados por causa da pandemia.
No dia 1 de julho começaram a chegar atletas e dirigentes. Entre as pessoas que têm credenciais para os Jogos, houve 67 casos de coronavírus.
Na segunda-feira, dois atletas testaram positivo para a Covid-19 no Japão: Ondrej Perusic, da equipe do vôlei de praia da República Tcheca, e Kara Eaker, ginasta dos Estados Unidos.
São cinco casos confirmados de pessoas com o vírus na Vila Olímpica. Os primeiros dois casos de atletas com Covid-19 haviam sido revelados no domingo: dois sul-africanos se tornaram os primeiros atletas a testarem positivo. No sábado , uma pessoa não identificada, que não é atleta, foi o primeiro caso confirmado na Vila Olímpica.
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Os casos estão aumentando em Tóquio. Os eventos vão acontecer sem público, para minimizar os riscos de contaminações.
Na terça-feira, houve cerca de 1.400 notificações da doença em Tóquio
O programa de vacinação no Japão tem sido mais lento que o de outros países ricos. Até agora, foram cerca de 15 mil mortes no país e mais de 840 mil casos.
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Fonte: G1 Mundo

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Inglaterra exigirá prova de vacinação para casas noturnas e eventos com muito público


Após anúncio de Boris Johnson, a executiva-chefe da associação comercial UKHospitality disse que decisão é um ‘duro golpe’ para uma indústria em dificuldades e que representa o risco de criar pontos de conflitos entre funcionários e clientes. Boris Johnson anunciou que o uso de máscaras e as regras de distanciamento não serão mais obrigatórios na Inglaterra
Reuters/BBC
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta segunda-feira (19) que todas as casas noturnas inglesas e outros estabelecimentos com grandes públicos exigirão que clientes apresentem prova de vacinação completa a partir do fim de setembro.
Os baladeiros se reuniram nesta segunda-feira para os primeiros eventos de música ao vivo sem restrições desde o começo da pandemia de Covid-19. O governo reabriu boates e retirou quase todas as medidas contra o coronavírus na Inglaterra, apostando que a vacinação em massa evitará uma nova onda letal de Covid-19.
Mas horas depois, Johnson anunciou que pessoas que não estiverem totalmente vacinadas, incluindo aquelas que não receberam as duas doses, seriam barradas das casas noturnas.
A decisão acontece após grandes surtos relacionados a casas noturnas em outros países, como Holanda e Israel, onde as autoridades foram forçadas a fechá-las novamente.
“Posso alertar agora que, até o fim de setembro, quando todos com mais de 18 anos tiverem a chance de receber as duas doses, estamos planejando tornar a vacinação completa uma condição para entrar em casas noturnas e outros estabelecimentos com reunião de grande público”, disse Johnson, em entrevista coletiva.
“Prova de um teste negativo não será mais suficiente”.
Kate Nicholls, executiva-chefe da associação comercial UKHospitality, disse que o anúncio é um “duro golpe” para uma indústria em dificuldades. Ela afirmou que a decisão representa o risco de criar pontos de conflitos entre funcionários e clientes.
“Ainda semana passada o governo pediu que trabalhássemos com eles de maneira voluntária, então essa nova política é devastadora”, disse.
O principal conselheiro científico do Reino Unido, Patrick Vallance, afirmou que casas noturnas e outros locais fechados podem ser “eventos potencialmente super-disseminadores” por causa do contato próximo entre a multidão.
“Eu prevejo que, com a abertura das casas noturnas, continuaremos a ver um aumento em casos, e também vamos ver surtos relacionados a específicas casas noturnas”, disse.
Johnson afirmou que o governo não planeja uma exigência similar para pubs. “Eu certamente não quero ver passaportes (de vacina) para pubs”, disse.
Inglaterra suspende quase todas as restrições contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Mortes por Covid na Índia são até 10 vezes superiores ao balanço oficial, afirma estudo


Entre 3,4 milhões e 4,9 milhões de pessoas foram vítimas do vírus no país, do início da pandemia até junho deste ano. Pesquisa usou ‘excesso de mortes’ para calcular a subnotificação indiana. Ramananda Sarkar, de 43 anos, cremou mais de 450 vítimas da Covid-19 em piras funerárias em Guwahati, na Índia, em foto de 14 de setembro de 2020
Anupam Nath/AP
O número real de mortes provocadas pela Covid-19 na Índia pode ser até 10 vezes superior às mais de 414 mil vítimas registradas no balanço oficial, aponta um estudo de um grupo de pesquisas americano.
Entre 3,4 milhões e 4,9 milhões de pessoas morreram vítimas do vírus na Índia, do início da pandemia até junho deste ano, segundo o “Center for Global Development” (Centro para o Desenvolvimento Global, em tradução livre).
“As mortes reais provavelmente estão em vários milhões, não em centenas de milhares, o que transformaria esta na maior tragédia humanitária da Índia desde a independência”, afirmaram os pesquisadores. Veja aqui o estudo.
Segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes de habitantes, a Índia registrou uma violenta segunda onda em abril e maio, provocada pela falta de ação do governo, pela proliferação da variante delta e pelo desrespeito às medidas para frear o contágio do vírus.
O balanço oficial do país registra 414 mil mortes por Covid-19, o terceiro pior do mundo depois dos EUA (609 mil) e do Brasil (542 mil). Em número de casos confirmados, a Índia tem 31,1 milhões e está atrás apenas dos EUA (34,1 milhões).
Vários estados indianos revisaram seus balanços nas últimas semanas e adicionaram milhares de óbitos que não haviam sido contabilizados, e analistas que questionam os números oficiais atribuem os erros mais ao colapso sanitário e de saúde do que a uma manipulação deliberada.
‘Excesso de mortalidade’
O estudo do centro de pesquisas americano se baseou na análise do “excesso de mortalidade”, o número de mortes registradas a mais no país em relação ao período pré-pandemia.
Os autores reconhecem que calcular a mortalidade com uma confiabilidade estatística é difícil, mas apontam que todas as estimativas sugerem que o balanço de mortes da pandemia é de uma magnitude muito maior do que a contagem oficial.
“Nós nos concentramos na mortalidade por todas as causas e estimamos o excesso de mortalidade em relação a uma linha de base pré-pandêmica, ajustando para a sazonalidade”, disseram os autores.
O governo indiano não se manifestou sobre o estudo até o momento. Em junho, o Ministério da Saúde criticou a revista “The Economist”, que afirmou em um artigo que o excesso de mortalidade era entre cinco e sete vezes superior ao balanço oficial, e disse que o texto era “especulativo” e “desinformado”.
Alguns especialistas afirmam que o “excesso de mortes” é a melhor maneira de medir o número real de vítimas da Covid-19. Em maio, um relatório da OMS apontou que o número de mortes na pandemia pode ser até três vezes maior do que o registrado oficialmente no mundo todo.
“Para cada país, é importante capturar o excesso de mortalidade, pois é a única maneira de preparar o sistema de saúde para choques futuros e evitar mais mortes”, afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde, no Twitter

Fonte: G1 Mundo

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Jornalista cubana relata o que passou em quatro dias de prisão por cobrir protestos contra o regime


Após ser libertada, Camila Acosta está impedida de sair de casa, vigiada por agentes de segurança. Imagem sem data da jornalista cubana Camila Acosta
Reprodução/Twitter
Desde sexta-feira, a jornalista cubana Camila Acosta está em prisão domiciliar, sob vigilância de seis agentes. Ela passou quatro dias encerrada numa cela de delegacia em Havana, após os protestos contra o regime que varreram o país no último dia 11. Repórter do portal de notícias Cubanet e do jornal espanhol “ABC”, Camila, de 28 anos, recebeu a acusação de desordem pública, após cobrir as manifestações.
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Além da prisão, ela foi despejada da casa alugada, por ordem da Segurança do Estado. Seu equipamento de trabalho — dois telefones e dois notebooks — estão apreendidos. Da casa de um amigo, onde está vivendo, ela conversou com o G1 por telefone sobre a prisão e as pressões que os jornalistas independentes enfrentam para desempenhar seu trabalho em Cuba.
Como você foi presa?
Camila Acosta – No domingo, 11 de julho, cobri os protestos que ocorreram em Havana, e me prenderam no dia seguinte, quando saía de casa. Disseram que eu estava acusada de desordem pública e me mantiveram quatro dias numa cela com interrogatórios diários. E me soltaram com uma medida de prisão domiciliar. Ainda tenho a vigilância da segurança do Estado, estou impedida de sair de casa por seis agentes que ficam 24 horas por dia do lado de fora. Confiscaram todo o meu equipamento de trabalho. Estou tentando retomar a vida, mas é difícil, me sinto muito cansada. Foram dias de extrema tensão.
O que significa a acusação de desordem pública, que você enfrenta?
Camila Acosta – Não tem nada a ver com o que eu fiz, estava desempenhando meu trabalho de jornalista. Todos que participaram das manifestações foram acusados deste delito e punidos por isso. Com multa ou privação de liberdade, de três meses a um ano.
O que aconteceu nos quatro dias em que você ficou presa?
Camila Acosta – No primeiro dia, me disseram que eu não estava acusada de nada. No segundo, me disseram que era acusada de desordem pública e me levaram para uma delegacia onde supostamente prosseguiriam as investigações. Eles me interrogavam duas vezes por dia por mais de uma hora. A cela era horrível, sem janelas ou luz de sol. A única ventilação vinha de uma porta de ferro. Éramos seis mulheres, um calor insuportável, que atraía mosquitos. Não havia privacidade alguma. Banho ou necessidades ocorriam diante das demais. Entravam e saíam reclusas sem fazer testes para detectar o novo coronavírus.
Você sofreu algum tipo de tortura?
Camila Acosta – Tortura física não, mas psicológica sim. Os interrogatórios eram numa sala com ar-condicionado, em contraste com o calor insuportável da cela. Diziam que minha família não me dava apoio, que o portal Cubanet e o jornal espanhol ABC, onde trabalho, haviam me abandonado, alegando que eu não trabalhava para eles. A manipulação e a chantagem emocional são típicas do aparelho de segurança de Estado para nos intimidar.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, pressionaram por sua libertação. Você esperava a reação na Espanha em torno da sua prisão?
Camila Acosta – Agradeço toda a mobilização e toda a cobertura do meu caso. Mas admito que fiquei surpresa com a reação do atual governo espanhol, que tem sido muito condescendente com o regime.
Que pressões os jornalistas independentes enfrentam para realizar seu trabalho em Cuba?
Camila Acosta – Prisões frequentes. Esta não foi a primeira vez que fui presa, mas foi a primeira vez que me mantiveram tantos dias na prisão. Antes eu passava algumas horas detida, confiscavam meu celular, mas era liberada. Agora estou em prisão domiciliar enquanto durarem as investigações. Segundo me disseram, por seis meses ou mais. Fui despejada por ordem do governo e acolhida por um amigo, pois não pude mais entrar na minha casa.
Na sua opinião, o que significam os protestos de 11 de julho para o regime?
Camila Acosta – Foi inédito, algo único na história da ditadura castrista. Uma manifestação desta magnitude só demonstra o declínio do sistema. A população não está com eles, necessita de mudanças e anseia por liberdade. O regime respondeu com muita repressão, há milhares de pessoas desaparecidas ou detidas, incluindo menores de idade. Não há transparência sobre as prisões, o regime esconde as cifras, difunde o terror e intimida a população para que não volte a sair às ruas.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Mali é vítima de tentativa de ataque com faca


Uma pessoa tentou esfaquear o coronel Assimi Goita dentro de uma mesquita na capital do Mali. Aparentemente, o presidente não foi ferido e foi retirado do local. Assimi Goita, presidente interino do Mali, em imagem de 19 de agosto de 2020
Malik Konate / AFP
O presidente interino do Mali, o coronel Assimi Goita, foi vítima de uma tentativa de um ataque com faca nesta terça-feira (20), de acordo com a agência AFP. Segundo o relato de um repórter da agência que presenciou a cena, aparentemente o presidente não foi ferido.
Duas pessoas tentaram apunhalar Goita durante a celebração de um ritual islâmico, o Eid al Adha, em uma mesquita de Bamako, a capital do país.
Goita foi retirado da mesquita depois da tentativa de facada.
“Foi depois a reza e o sermão do sacerdote, no momento em que ele ia sacrificar um cordeiro, que um jovem tentou apunhalar Assimi (Goita) pelas costas, mas no fim outra pessoa foi ferida”, disse o responsável pela mesquita, Lautus Touré.
Dois golpes de Estado em nove meses
Goita foi nomeado como presidente de transição em junho, e apontou um civil, Choguel Kokalla Maiga, como seu primeiro-ministro.
Em agosto do ano passado, Goita deu um primeiro golpe quando, junto com outras autoridades, demitiu o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita, após semanas de protestos contra a corrupção. O Mali vive efeitos do conflito jihadista que dura anos no país.
Depois do golpe de 2020, foi nomeado um governo de transição presidido por Bah Ndaw. Não durou muito, porque Goita em maio de 2021 deu um segundo golpe de Estado e derrubou o presidente. O coronel ficou descontente com uma reforma ministerial que deixou de fora alguns oficiais que haviam participado do golpe de agosto.
Foi um segundo golpe em nove meses e gerou indignação no exterior. A União Africana e a CEDEAO, composta por 15 países, suspenderam o Mali das suas instituições e a França, que tem milhares de militares destacados naquele país, suspendeu a cooperação militar com Bamako.
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Fonte: G1 Mundo

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Ataque com foguetes perto do palácio presidencial afegão

Três foguetes caíram nesta terça-feira (20) perto do palácio presidencial em Cabul, capital do Afeganistão, onde várias autoridades estavam reunidas com o presidente Ashraf Ghani devido ao início do Eid al Adha, festa sagrada dos muçulmanos.
Dois dos três foguetes explodiram e não provocou vítimas, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Mirwais Stanikzai. Ninguém reivindicou a autoria do ataque, que ocorreu às 8h (horário local, 0h30 em Brasília), até o momento.
As explosões foram nas imediações da zona verde, área da cidade onde a segurança é reforçada e ficam o palácio presidencial, as embaixadas e a missão da ONU.
Pouco após o ataque, o presidente Ghani começou o discurso à nação na presença dos principais funcionários do governo.
Em um vídeo publicado na página oficial da presidência no Facebook é possível ouvir as explosões de ao menos dois foguetes no momento em que Ghani e outras autoridades rezam de joelhos no jardim do palácio.
O presidente e a maioria dos participantes permaneceram impassíveis com o som das explosões e prosseguiram com as orações, no primeiro dia do Eit al Adha.
“Hoje, os inimigos do Afeganistão lançaram foguetes em várias partes da cidade de Cabul. Um foguete caiu atrás da mesquita Eid Gah, o segundo atrás do centro (comercial) Gulbahar e o terceiro perto (do parque) de Chaman e Huzori”, afirmou Stanikzai.
“Os foguetes atingiram três locais diferentes. De acordo com nossas informações, não há vítimas. Nossa equipe está investigando”, completou.
Os três pontos estão situados em um raio de quase um quilômetro ao redor do palácio presidencial, que já foi alvo de foguetes em várias oportunidades, a última delas em dezembro de 2020.
– Sem cessar-fogo à vista -Em março de 2020, um ataque com foguete foi executado durante a posse de Ghani, na presença de centenas de pessoas. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado.
“Os talibãs mostraram que não têm a vontade nem a intenção de fazer a paz”, declarou Ghani em seu discurso nesta terça-feira, sem uma referência direta ao ataque.
“Até agora os talibãs não mostraram o menor interesse em negociações significativas e sérias”, completou, após um novo fim de semana de negociações estéreis entre o governo e os insurgentes em Doha.
No domingo, ao final de uma nova sessão de negociações no Catar, os dois lados afirmaram em um comunicado que concordam com a necessidade de encontrar uma “solução justa” e com um novo encontro na próxima semana.
O diretor do conselho governamental afegão que supervisiona o processo de paz, Abdullah Abdullah, admitiu nesta segunda-feira que “o povo afegão evidentemente esperava mais”. “Mas a porta das negociações continua aberta”, disse à AFP, antes de destacar que espera progresso “dentro de algumas semanas”.
As negociações no Catar, que começaram em setembro, não registraram avanços e os talibãs iniciaram em maio uma ofensiva total contra as forças afegãs, aproveitando a começo do processo de retirada definitiva das forças internacionais do Afeganistão, que deve terminar em agosto.
As tropas governamentais, sem o crucial apoio aéreo das tropas estrangeiras, controlam apenas as capitais de província e algumas estradas importantes.
O ataque desta terça-feira parece reduzir por completo as esperanças de um cessar-fogo por ocasião do Eid, o que marca uma ruptura com os últimos anos, quando os talibãs adotaram tréguas para as festas muçulmanas.
Na segunda-feira, várias representações diplomáticas no Afeganistão pediram aos talibãs para interromper a ofensiva, que contradiz, na sua opinião, “o apoio que expressaram a uma solução negociada” do conflito.
No poder de 1996 a 2001, os talibãs adotaram uma interpretação muito rigorosa da lei islâmica, até que foram derrotados pela invasão da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro.

Fonte: G1 Mundo

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Anitta, Pavarotti, Paul McCartney, Spice Girls: relembre famosos em aberturas de Jogos Olímpicos


G1 recorda cerimônias recentes que abriram as Olimpíadas com presença de cantores conhecidos. Abertura das Olimpíadas de Tóquio é nesta sexta (23), às 8h (horário de Brasília). Spice Girls durante cerimônia dos Jogos Olímpicos em 2012
REUTERS/Stefan Wermuth/Arquivo
A rapper e ex-BBB Karol Conká e o tenor italiano Luciano Pavarotti têm ao menos uma coisa em comum: os dois se apresentaram em cerimônias de aberturas de Jogos Olímpicos.
Por enquanto, os segredos da abertura das Olimpíadas de Tóquio desta sexta-feira (23) continuam bem guardados. E há poucas pistas de como será a festa e quais celebridades foram escaladas para apresentar números musicais da cerimônia.
Se a tradição se mantiver, porém, podemos esperar o seguinte da parte musical da abertura:
Presença de ao menos um cantor ou cantora celebridade no Japão;
Apresentações musicais curtas e integradas aos segmentos simbólicos da cerimônia;
Podem aparecer canções conhecidas no país ou músicas novas relacionadas aos temas abordados na festa.
Festa de abertura da Olimpíada oferece espetáculo de cores, dança e atrações musicais
Relembre abaixo outros destaques musicais de cerimônias de aberturas olímpicas.
O poder de Céline Dion em Atlanta
Ela nasceu no Canadá, mas era sucesso nos Estados Unidos — e no mundo inteiro — em 1996, quando foi convidada para cantar a música que marcou os Jogos Olímpicos de Atlanta: “The Power of Dream”.
Na cerimônia, Céline apresentou a canção — na verdade, um playback — logo depois do acendimento da pira olímpica por Muhammad Ali, uma das mais marcantes cenas daquela abertura.
Webdoc relembra como foi a Olimpíada de Atlanta (1996)
A festa não foi um primor do ponto de vista artístico, mas a música é até hoje lembrada quando se fala em Atlanta 1996. Aliás, “The Power of Dream” até ganhou uma versão brasileira interpretada pela Xuxa: “O Poder dos Sonhos”.
Outro destaque musical da abertura das Olimpíadas de Atlanta foi a Imperatriz do Soul, Gladys Knight, entoando “Georgia On My Mind” — hino não oficial do estado americano muito tocado em 2020, quando Joe Biden venceu naquele eleitorado encerrando uma série de vitórias republicanas por lá.
Boy band e teen pop em Sydney
A abertura dos Jogos Olímpicos de 2000 quebrou com a tradição dos hinos nacionais entoados por corais. Os primeiros versos de “Advance Australia Fair” saíram na voz solene da boyband Human Nature, quarteto em atividade até hoje que faz algum sucesso no país. A segunda parte do hino veio na voz da soprano Julie Anthony, acompanhada por uma orquestra.
A parte artística da cerimônia em Sydney era contada pela perspectiva de uma garota, interpretada pela atriz e cantora teen Nikki Webster, com 13 anos à época, que apresentou a música “Under The Southern Skies” para mostrar a união dos continentes debaixo dos céus australianos.
Nikki bombou na Austrália depois da apresentação na abertura. Gravou um álbum meses depois da cerimônia e fez sucesso com a música “Strawberry Kisses”. Tanto sucesso que o hit chiclete chegou aqui em terras brasileiras com a versão “Beijo Molhado”, interpretada pela girlband Rouge.
A menina ainda voltou para o encerramento dos Jogos de Sydney — esses, sim, um show de pop, com Men At Work (de “Down Under”) e, claro, Kylie Minogue.
A despedida de Pavarotti em Turim
Diante da pira recém-acesa dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, em 2006, abriu-se a cortina do palco montado no estádio e lá estava o tenor Luciano Pavarotti.
Já com a saúde debilitada — ele descobriria um câncer no pâncreas apenas meses depois — o artista apresentou a ária “Nessun Dorma” (“Ninguém durma”), de Giacomo Puccini, uma das marcas de Pavarotti.
Os milhares de espectadores e atletas que ovacionaram o tenor não sabiam que aquela seria a última apresentação dele. Pavarotti morreria em 2007, após complicações do câncer. Soube-se, depois, que aquele show monumental tinha sido pré-gravado até para evitar que qualquer problema ofuscasse o fim triunfante da cerimônia que abriu as Olimpíadas em 2006.
62 mil nananananás em Londres
Olimpíadas de Londres em 2012 foram planejadas pensando no legado
A abertura em 2012 foi outra que não tinha como deixar de ser pop: a sede era o Reino Unido. Além da presença de atores como Daniel Craig e Rowan Atkinson, o Estádio Olímpico de Londres ouviu clássicos da música pop e do rock britânico no segmento que homenageou David Bowie, Freddie Mercury e muito mais.
Mas tinha que ter Beatles, ou pelo menos uma homenagem. E veio a banda Arctic Monkeys, que deu um verniz indie a “Come Together” quando a cerimônia pediu paz logo antes de a rainha Elizabeth II declarar os Jogos abertos.
O ponto alto, porém, ficou com a apresentação do ex-Beatle Paul McCartney. “Hey Jude” foi a escolha. Considerando que 62 mil espectadores assistiam à cerimônia no estádio — sem contar os atletas no centro do campo —, foi um dos maiores coros de “na na na nanananaaa” já vistos.
Porém, assim como em Sydney, foi o encerramento que serviu pop, pop e pop sem parar em Londres: teve a reunião das Spice Girls, Brian May em um improvável conjunto com Jessie J e os meninos do One Direction.
Show dos famosos no Rio
Caetano Veloso, Anitta e Gilberto Gil participam da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Maracanã
Issei Kato/Reuters
Anitta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marcelo D2, Ludmilla, Jorge Ben Jor, Elza Soares, MC Sofia, Daniel Jobim. E até Karol Conká, quatro anos e meio antes de sair do BBB 21 com 99,17% dos votos.
Poderia ser o elenco de um especial de televisão para o fim do ano. Mas o line-up da abertura da Rio 2016 escolheu nomes novos e consolidados da música brasileira, mesmo que não fossem muito conhecidos fora do país.
Zeca e D2 fizeram uma “batalha” de “Deixa a Vida me Levar”. Ludmilla foi de “Rap da Felicidade”. Elza cantou o “Canto de Ossanha”. MC Sofia e Conká mandaram tocar os tambores e pediram empoderamento. E Jorge Ben Jor encerrou o segmento artístico da cerimônia com “País Tropical”.
Todas ótimas apresentações. Mas os destaques mesmo foram o Hino Nacional com um concerto de cordas por Paulinho da Viola. Daniel Jobim cantou “Garota de Ipanema” para Gisele Bündchen desfilar. E, finalmente, Anitta, Caetano e Gil mesclaram “Aquarela do Brasil” com “Sandália de Prata” no momento que antecedeu a chegada da tocha olímpica.
Faltou a música tema dos Jogos Olímpicos do Rio: “Alma e Coração”, que não apareceu na cerimônia de abertura. Os intérpretes eram Thiaguinho e Projota — sim, mais um futuro-ex-BBB envolvido na trilha sonora das Olimpíadas de 2016.
A grande ausência de Barcelona
Webdoc relembra a Olimpíada de Barcelona (1992)
Por último, uma ausência: a transmissão oficial da cerimônia que abriu os Jogos Olímpicos de 1992, começou com a voz de Freddie Mercury em plenos pulmões: “Barcelona!”, da clássica apresentação com Montserrat Caballé na cidade catalã quatro anos antes daquela edição do evento.
O líder do Queen morreu em 1991, por complicações decorrentes da aids. Barcelona perdeu a oportunidade de ter a voz de Mercury e Caballé comemorando a cidade na cerimônia de abertura daquelas Olimpíadas.
Mas o tema da abertura de 1992 é lembrado até hoje: “Amigos Para Siempre”, por Sarah Brightman e José Carreras, continua um dos maiores símbolos da primeira edição dos Jogos Olímpicos depois do fim da Guerra Fria.

Fonte: G1 Mundo

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Raro peixe-lua é encontrado morto em praia do Oregon, nos EUA


Especialistas do aquário da cidade de Seaside, próxima à fronteira com o Canadá, recolheram o animal e o colocaram em uma câmara fria para ser estudado. Espécie costuma viver em mar aberto, longe do litoral. Peixe-lua encontrado na praia de Seaside, no estado americano do Oregon, em 14 de julho de 2021
Seaside Aquarium
Um raro espécime de peixe-lua foi encontrado morto em uma praia do Oregon, nos Estados Unidos, na semana passada, informaram os pesquisadores do aquário da cidade de Seaside.
O animal, também chamado de peixe-opah, chama a atenção pela sua coloração avermelhada e tamanho: ele pode alcançar os 2 metros de comprimento e pesar até 270 kg.
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Pesquisador do aquário de Seaside, em Oregon, nos EUA, segura peixe-lua encontrado morto em praia. Foto de 14 de julho de 2021
Seaside Aquarium
Os especialistas do aquário da cidade que fica próxima à fronteira com o Canadá recolheram o animal e o colocaram em uma câmara fria para que ele possa ser estudado posteriormente.
Os cientistas informaram em um comunicado que peixes desta espécie costumam viver em mar aberto, profundo e longe do litoral – e que eles são bastante raros nesta região.
Eles se alimentam principalmente de krills, semelhantes a pequenos camarões, e seu aparecimento em águas mais rasas poderia estar relacionado às mudanças climáticas.
Sangue quente
Um estudo de 2015, publicado pela revista “Science”, apontou que o opah é o primeiro peixe de sangue quente conhecido pela ciência.
A característica incomum lhe confere uma vantagem competitiva nas profundezas frias do oceano. Com barbatanas que batem constantemente, o animal se mantém aquecido e com um reflexo rápido.
Peixe-lua encalha em praia do Oregon, nos EUA, em 14 de julho de 2021
Seaside Aquarium
Alguns outros peixes, como o atum e certos tubarões, podem aquecer partes de seus corpos e músculos para melhorar o desempenho nas profundezas frias, mas seus órgãos internos rapidamente ficam frios, forçando-os a subir para águas pouco profundas, a fim de se aquecer.
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Fonte: G1 Mundo

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Ginasta pula em cama de papelão na Vila Olímpica em Tóquio para provar que o móvel resiste ao sexo


Sites e jornais divulgaram que as camas eram feitas desse material para evitar relações sexuais na pandemia, o que os organizadores negam. Na verdade, a ideia de camas de papelão recicláveis é anterior à crise de saúde. VÍDEO: Ginasta pula em cama de papelão na Vila Olímpica e prova que elas ‘aguentam’ sexo
O ginasta Rhys McClenaghan, da Irlanda, usou as redes sociais para provar que uma das histórias que viralizaram às vésperas da abertura das Olimpíadas de Tóquio era falsa: o atleta pulou em uma das camas de papelão reciclado na Vila Olímpica para provar que elas aguentam, sim, o impacto de uma relação sexual. Veja o VÍDEO acima.
Leia mais novidades das Olimpíadas no ge
“É fake news!”, brincou o ginasta, em um vídeo publicado nas redes.
Em tom de brincadeira, o próprio perfil oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) compartilhou o vídeo de McClenaghan para atestar que as camas são sim feitas de papelão, mas são resistentes.
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Camas de papelão
Camas de papelão reciclado em um dos quartos da Vila Olímpica em Tóquio, no Japão, em foto de 20 de junho
Akio Kon/Pool via Reuters
A “polêmica” começou depois que alguns sites e jornais disseram que as camas eram feitas de papelão para evitar que atletas mantivessem relações sexuais em plena pandemia. Esses veículos acreditaram em outro atleta, que apenas disse que suspeitava dessa motivação para usar o material leve para fabricar os móveis.
Embora seja verdade que os organizadores tentem minimizar o contato entre os participantes dos Jogos Olímpicos — tanto que há protocolos de quarentena e isolamento muito rígidos —, a ideia da cama feita com material reciclável é bem anterior à pandemia e não tem nada a ver com sexo.
Na verdade, desde 2019 o comitê organizador planejava usar papelão, como forma de passar uma mensagem de “Jogos sustentáveis”.

Fonte: G1 Mundo