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Último membro de grupo extremista Brigadas Vermelhas é preso na França a pedido da Itália


O governo francês mudou de político em relação à situação dos ex-ativistas depois a extradição de Cesare Battisti para a Itália. Imagem de 2016 mostra soldados franceses fora do Palácio da Justiça, em Paris
AP Photo/Francois Mori
Um ex-membro das Brigadas Vermelhas que vivia na França desde os anos 1990 foi preso, nesta segunda-feira (19), a pedido das autoridades italianas. Roma reivindica há décadas sua extradição em virtude de uma condenação por tentativa de sequestro terrorista em 1982. Maurizio di Marzio, de 61 anos, era até então o único a ter escapado da execução, no final de abril, de mandados de prisão expedidos pela Itália contra dez ex-militantes deste grupo de extrema esquerda.
Di Marzio foi colocado em detenção judicial. Ele deve comparecer, dentro de 48 horas, ao tribunal de apelação de Paris, instância encarregada de decidir entre sua possível prisão provisória, ou a libertação sob controle judicial, enquanto sua extradição é analisada.
O ex-ativista é o último de um grupo de dez membros das Brigadas Vermelhas que continuavam refugiados na França. Em abril deste ano, sete deles foram detidos e outros dois se apresentaram espontaneamente às autoridades, após Paris anunciar a decisão de atender os pedidos de Roma, depois de décadas sem perseguir os ativistas.
França: terra de refúgio
Durante muito tempo, a França serviu de refúgio para membros das Brigadas Vermelhas, devido a uma política adotada pelo então presidente socialista François Mitterrand, que causou tensões com Roma. Implementada em 1985, a chamada “Doutrina Mitterrand” oferecia asilo aos extremistas, desde que renunciassem à violência e não fossem procurados na Itália por assassinato, ou por outros “crimes de sangue”. Por essa razão, a decisão do atual presidente, Emmanuel Macron, de romper com essa política constitui uma guinada histórica e foi saudada pelo governo italiano.
Segundo fontes diplomáticas, a postura de Paris sobre a situação dos ex-ativistas começou a mudar após a extradição de Cesare Battisti para a Itália. O militante, que passou décadas exilado no Brasil até ser preso na Bolívia em 2019, e enviado para a Itália, era membro de uma outra organização revolucionária, a PAC – “Proletários Armados pelo Comunismo”.
Veja abaixo um trecho de uma entrevista de arquivo com Cesare Battisti.
25 anos da GloboNews: veja trecho da polêmica entrevista de Cesare Battisti a Mario Sérgio Conti
Antes de se instalar no Brasil, Battisti também passou um período refugiado na França. Quando ele foi preso na América Latina, o então ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini – de extrema direita –, acusou a França de abrigar durante décadas “assassinos que mataram inocentes”. Na época, ele reivindicou o retorno à Itália de cerca de 15 “terroristas italianos”, que tinham sido condenados à revelia pela Justiça de seu país, mas viviam em liberdade na França.
Ao ser informado da prisão de Di Marzio, Salvini celebrou a notícia. “Grande satisfação e parabéns pela operação”, declarou o ex-ministro nas redes sociais. 
Diversos grupos de extrema esquerda atuaram na Itália durante o período conhecido como “Anos de Chumbo”, do final dos anos 1960 até meados dos anos 1980. As Brigadas Vermelhas eram o mais conhecido deles. Atribui-se a elas a autoria de centenas de assassinatos, incluindo o sequestro e assassinato do líder democrata-cristão e ex-primeiro-ministro Aldo Moro, em 1978.
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Fonte: G1 Mundo

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Justiça da África do Sul retoma julgamento contra ex-presidente Zuma após quase 2 semanas de tumultos


Prisão do ex-presidente Jacob Zuma gerou onda de violência no país; cerca de 215 sul-africanos foram mortos em meio a violentos protestos e saques nos últimos dez dias. Jacob Zuma discursa perto de sua casa em Nkandla, na África do Sul, em 4 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
A Justiça da África do Sul retomou nesta segunda-feira (19) o julgamento por corrupção contra o ex-presidente Jacob Zuma, preso há 10 dias, depois de quase duas semanas de tumultos que deixaram ao menos 215 mortos no país.
O político de 79 anos é acusado de se envolver em diversos escândalos de corrupção, e de um caso de subornos que teria acontecido há mais de duas décadas. A explosão de violência no país começou em 9 de julho, um dia depois de sua detenção por outro caso, de desacato.
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Nesta segunda, soldados e forças policiais foram mobilizados para o centro de Pietermaritzburgo, onde fica o tribunal que avalia o caso. A audiência acontece, no entanto, de modo virtual e foi transmitida pela televisão.
Por que a África do Sul vive uma onda de violência?
Apoiadores de Zuma foram acusados de promover o caos nos últimos dias, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, chamou a situação de tentativa orquestrada de desestabilizar o país.
O advogado de Zuma, Dali Mpofu, disse que os incidentes dos últimos dias eram imprevisíveis e pediu, no sábado (17), que a audiência fosse presencial, ou adiada por “duas ou três semanas”.
Homem foge de shopping com geladeira saqueada durante tumulto em Katlehong, na África do Sul, em 12 de julho de 2021
Siphiwe Sibeko/Reuters
Acusações contra Zuma
O ex-presidente deve responder por 12 acusações de fraude e corrupção vinculadas à compra, em 1999, de material militar de cinco empresas europeias de armamento, quando era vice-presidente.
Zuma é acusado de ter recebido mais de 4 milhões de rands (R$ 1,4 milhões na cotação atual), do grupo francês Thales. Esta foi uma das empresas que receberam grandes contratos por um valor global de quase US$ 3,3 bilhões (R$ 17,2 bilhões).
A empresa francesa de armamentos e defesa também é acusada de corrupção e de lavagem de dinheiro. Zuma e o grupo Thales sempre negaram as acusações.
Apesar dos vários escândalos de corrupção denunciados durante sua presidência, Zuma se mantém influente na polícia sul-africana, inclusive dentro do Congresso Nacional Africano (ANC), o histórico partido que governa o país.
Adiamentos anteriores
O julgamento foi adiado em várias ocasiões, após uma série de recursos apresentados pela defesa do ex-presidente. Na audiência anterior, em maio, Zuma se declarou inocente e, em seguida, o processo foi adiado.
Os advogados de defesa também exigem a renúncia do representante do Ministério Público, Billy Downer, por parcialidade. Downer pretende convocar mais de 200 testemunhas.
Zuma foi obrigado a renunciar em 2018, após a revelação de uma série de escândalos. Dois anos antes, um relatório devastador detalhou como irmãos empresários de origem indiana, os Gupta, saquearam recursos públicos durante sua presidência (2009-2018).

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio têm mais casos de Covid-19 entre atletas


Agora são 5 casos confirmados de pessoas com o vírus na Vila Olímpica na véspera dos Jogos. Homem anda de bicicleta perto da vila dos atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio em 15 de julho de 2021
Jae C. Hong/AP
Mais dois atletas da Olimpíada de Tóquio testaram positivo para a Covid-19 nesta segunda-feira (19) no Japão: Ondrej Perusic, da equipe do vôlei de praia da República Tcheca, e uma ginasta dos Estados Unidos que não teve identidade revelada.
Agora são cinco casos confirmados de pessoas com o vírus na Vila Olímpica, na véspera dos Jogos de Tóquio.
Os primeiros dois casos de atletas com Covid-19 haviam sido revelados no domingo: dois sul-africanos se tornaram os primeiros atletas a testarem positivo. Antes deles, no sábado (17), uma pessoa não identificada, que não é atleta, foi o primeiro caso confirmado na Vila Olímpica.
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Adiados em um ano por causa da pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio começam oficialmente na sexta-feira (23) e vão até 8 de agosto e os Jogos Paralímpicos serão realizados entre 24 de agosto e 5 de setembro.
No domingo, dois jogadores da seleção sul-africana de futebol testaram positivo e se tornaram os primeiros atletas hospedados na Vila Olímpica a se infectarem.
Nesta segunda-feira, a República Tcheca confirmou que um de seus atletas do vôlei de praia, Ondrej Perusic, estava infectado. Uma ginasta dos Estados Unidos que não teve identidade revelada também contraiu a doença.
A quatro dias para a cerimônia de abertura, os organizadores já registraram quase 60 casos de covid-19 entre atletas, membros das delegações, profissionais de imprensa e outros envolvidos na realização do evento. No total, 56 mil pessoas devem ir ao Japão para participar dos Jogos Olímpicos, que terminam em 8 de agosto.
Um profissional de saúde caminha pela área de desembarque internacional enquanto espera os passageiros no Aeroporto Internacional de Narita em 15 de julho de 2021, em Tóquio.
Kiichiro Sato/AP Photo
Para evitar uma disseminação acelerada do vírus, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e as autoridades do Japão decidiram proibir a presença de público local em grande parte dos estádios. Torcedores estrangeiros já haviam sido vetados de viajar para Tóquio em março.
O presidente do COI, Thomas Bach, chegou a dizer na semana passada que o risco de os atletas contaminarem a população japonesa era “zero”. As declarações foram amplamente criticadas como excessivamente confiantes, especialmente em um momento em que Tóquio já enfrenta um novo surto da doença.
Em um outro golpe para o evento, a Toyota, uma das maiores patrocinadoras da Tóquio 2020, anunciou nesta segunda-feira que não exibirá nenhum comercial no Japão relacionada às Olímpiadas. Funcionários da empresa também não participarão da cerimônia de abertura na sexta-feira.
Por causa dos problemas e da pandemia, o evento sofre forte oposição do público japonês. Uma nova pesquisa do jornal “Asahi Shimbum” mostrou que 55% dos entrevistados são contra a realização das Olimpíadas, contra 33% favoráveis.
Quase 70% consideram que os Jogos Olímpicos não serão “seguros”, como prometido pelo primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga. A ampla maioria (76%) apoia a decisão do governo de não permitir espectadores nas competições.

Fonte: G1 Mundo

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Entenda o que é o Pegasus, software de espionagem que teria sido usado para invadir smartphones de milhares de pessoas


Países teriam hackeado aparelhos em diversos países através do programa criado pela empresa NSO Group, segundo revelação de jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos, neste domingo (18). Jornais afirmam que há uma lista de 50 mil smartphones invadidos pelo malware Pegasus
DuoNguyen/Unsplash
Jornalistas, grupos de ativistas e políticos de oposição de 50 países podem ter tido seus smartphones invadidos por um programa de espionagem chamado Pegasus, segundo história revelada no domingo (18) por jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos.
As informações vieram da Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos de Paris, e da Anistia Internacional, que conseguiram uma lista de 50 mil números que podem ter sido invadidos pelo “malware” criado pela empresa israelense NSO Group e vendido para agências governamentais.
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O programa é uma ferramenta que pode ligar a câmera e o microfone do celular, bem como acessar dados do dispositivo, convertendo-o em um espião de bolso.
Saiba mais a seguir:
O que é o Pegasus?
O Pegasus é um programa criado pela empresa israelense de cibersegurança NSO Group, que tem como função invadir celulares para espionar pessoas. Softwares com esse objetivo são conhecidos como malwares.
Ele é comercializado para agências governamentais e é considerado um dos programas de espionagem mais completos e avançados disponíveis para celulares e pode atacar aparelhos com o sistema operacional Android, do Google, e iOS, utilizado em iPhones.
Supostamente, eram os clientes dessa empresa que decidiam quais eram os smartphones que seriam invadidos.
A utilização desse tipo de software por governos é feita em segredo e organizações de defesa dos direitos humanos apontam possíveis abusos em relatórios. As empresas que desenvolvem soluções como essa operam em espaço sem regulamentação jurídica.
O NSO Group, por exemplo, afirma que o Pegasus é vendido apenas para agências governamentais que são aprovadas por Israel e que é usado apenas para perseguir terroristas e grandes criminosos. Além disso, a empresa diz que não tem acesso aos dados de seus clientes.
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O que ele faz?
O Pegasus é capaz de espionar o celular, monitorando as comunicações de SMS, voz e vídeo, e coletando informações de localização GPS.
O malware também consegue ler os conteúdos de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, Signal e outros que possuem criptografia, a tecnologia que embaralha as mensagens e só permite que remetente e destinatário tenham acesso ao conteúdo.
Isso é possível porque o software “registra” o conteúdo que aparece na tela. A criptografia evita a intercepção da mensagem, que não é o mecanismo utilizado pela NSO.
Depois de se infiltrar em um celular, o Pegasus transforma o aparelho em um dispositivo de vigilância 24 horas, sem que o usuário perceba.
Como ele pode ser instalado?
Geralmente, são enviadas mensagens por SMS ou por aplicativos com um link que convence a vítima a “ativar” o malware. As mensagens costumam ser personalizadas com temas de interesse do alvo para aumentar as chances de sucesso.
Porém, a companhia tem desenvolvido métodos que ativa o malware sem qualquer ação do usuário, somente com o envio de uma mensagem. Essas invasões são conhecidas como “zero clique”.
O Pegasus foi projetado para driblar as proteções do iPhone e de celulares Android e para deixar poucos vestígios de seu ataque. Por ser tão sofisticado, não há soluções conhecidas para se proteger ou barrar as investidas.
De acordo com o consórcio de jornais que divulgou a invasão a milhares de aparelhos, o Laboratório de Segurança da Anistia Internacional examinou 67 smartphones que havia suspeita de ataques. Destes, 23 foram infectados com sucesso e 14 mostraram sinais de tentativa de ataque.
A Anistia compartilhou detalhes de sua análise forense com o Citizen Lab, um grupo de pesquisa de segurança digital da Universidade de Toronto, no Canadá, que confirmou os indícios de ataque.
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Como ele extrai essas informações?
O Pegasus utiliza brechas de segurança nos sistemas operacionais ou nos aplicativos instalados nos celulares.
Em aparelhos mais antigos ou que não recebem mais atualizações, essas vulnerabilidades são de conhecimento público.
Para os celulares mais novos e que ainda recebem atualizações, as falhas usadas para burlar o bloqueio de tela são mantidas em sigilo pelo NSO Group. Com isso, o fabricante não consegue corrigir o problema e fechar a brecha que permite o desbloqueio não autorizado.
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Essa é a primeira vez que se sabe do uso do Pegasus?
Não. O Pegasus ficou conhecido por supostamente ter sido utilizado para invadir o celular do fundador da Amazon, Jeff Bezos, em 2020. A suspeita é de que o programa de espionagem tenha sido instalado no iPhone de Bezos por meio de um vídeo enviado pelo WhatsApp.
A Anistia Internacional denuncia ataques a ativistas e jornalistas por meio do Pegasus há pelo menos 3 anos. De acordo com um relatório do Citizen Lab de 2018, havia indícios de que o programa foi usado em 45 países, entre eles o Brasil.
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A novidade deste final de semana é a extensão dos ataques e o número de telefones que teriam sido invadidos – desta vez, ainda não há indicação de que aparelhos no Brasil tenham sido alvo.
Só o NSO Group produz softwares desse tipo?
Não. Há outras empresas que criam programas para burlar os mecanismos de segurança de celulares Android e iPhones e que são utilizados por agências governamentais. Porém, os propósitos são diferentes.
Uma delas é a Cellebrite, empresa também fundada em Israel, que ganhou destaque nas investigações do caso do menino Henry Borel. Essa companhia desenvolve um conjunto de serviços que permite o desbloqueio de aparelhos e a recuperação de dados apagados, voltado para investigações policiais e perícias.
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Uso desse tipo de software é alvo de críticas de especialistas
A solução da Cellebrite é capaz de desbloquear aparelhos, extrair informações e até mesmo recuperar arquivos apagados. Uma das principais diferenças para o produto do NSO Group, é que as autoridades precisam ter acesso físico ao aparelho, enquanto o Pegasus é capaz de monitorar o dispositivo remotamente.
Resposta da empresa
O NSO Group disse que o relatório da Forbidden Stories elabora teorias sem comprovação e é cheio de suposições erradas. A empresa nega que tenha mantido uma lista de alvos em potencial.
A empresa afirma que o Pegasus é vendido apenas para agências governamentais que são aprovadas e que é usado apenas para perseguir terroristas e grandes criminosos. Além disso, o NSO Group diz que não tem acesso aos dados de seus clientes.
A lista de agências e países que contam com as soluções da empresa não é revelada.

Fonte: G1 Mundo

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Premiê interino do Haiti, Claude Joseph, diz que deixará o cargo


Joseph ficou à frente do país após a morte do presidente Jovenel Moïse. O cargo de primeiro-ministro deverá ser ocupado por Ariel Henry a partir de terça-feira (19). Premiê Claude Joseph em entrevista coletiva na sede do governo em Porto Príncipe em 13 de julho de 2021
Ricardo Arduengo/Reuters/Arquivo
O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, disse nesta segunda-feira (19) que deixará o cargo em entrevista ao jornal americano “The Washington Post”.
A informação também foi confirmada pelo “The New York Times” com o ministro das eleições do país, Mathias Pierre, quem afirmou que Ariel Henry será o sucessor de Joseph.
Ainda não foi publicada uma confirmação oficial pelo governo haitiano.
O premiê ficou à frente do governo do Haiti após a morte do presidente Jovenel Moïse, em 7 de julho. Segundo fontes do governo, Ariel Henry deve ocupar o cargo a partir de terça-feira (19).
Henry havia sido nomeado para o cargo pelo presidente Moïse pouco antes de ele ser assassinado.
A agência de notícias France Presse informou, citando fontes governamentais, que Claude Joseph passará a ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Compositor de tema da abertura de Tóquio-2020 renuncia após polêmica


Ressurgiram entrevistas antigas nas quais Keigo Oyamada afirmava que tinha praticado ‘bullying’ agressivo com pessoas com deficiência. Policial na entrada da Vila Olímpica em Tóquio, em 14 de julho de 2021
Behrouz Mehri / AFP
O músico japonês Keigo Oyamada, que compôs um dos temas da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontece na sexta-feira (23), renunciou nesta segunda-feira (19) porque descobriu-se que quando ele era mais jovem praticou “bullying” agressivo com pessoas com deficiência.
“Apresentei minha demissão ao Comitê Organizador”, disse ele em sua conta em uma rede social.
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Ele afirmou que levou em consideração as observações e opiniões de pessoas que se manifestaram sobre o caso e disse também que pede desculpas.
“Eu me dei conta, dolorosamente, que havia faltado com o respeito a muitas pessoas”, disse ele.
Desde a semana passada vieram à tona vários trechos de entrevistas concedidas por ele a revistas japonesas nos anos 1990. Nelas, Oyamada dizia, sem remorsos, que quando era jovem ele humilhou, durante anos, seus colegas com deficiências. Alguns dos atos descritos eram de extrema violência. Ele teria, por exemplo, forçado suas vítimas a se masturbarem em público, ou a comerem seus excrementos.
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Depois que as antigas entrevistas foram reveladas, o músico pediu desculpas, mas, inicialmente, sem abrir mão do cargo.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio-2020 considerou o caso “inapropriado”, mas disse que o artista manifestou seu arrependimento e que ele teve “importante papel” na criação artística da cerimônia de abertura.
Polêmica sobre as Olimpíadas durante a pandemia
O caso afeta ainda mais a imagem dos Jogos Olímpicos, que já são alvo da hostilidade da opinião pública japonesa, preocupada com o avanço da pandemia da Covid-19.
Em março deste ano, o diretor artístico das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos, Hiroshi Sasaki, já havia renunciado por ter sugerido, internamente, disfarçar de porco a atriz e estrela japonesa das redes sociais Naomi Watanabe.
Em fevereiro, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, o ex-primeiro-ministro japonês Yoshiro Mori, também teve de deixar o cargo por declarações sexistas que provocaram protestos ao redor do mundo.
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Fonte: G1 Mundo

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Cão é resgatado após ficar 5 dias preso em vão entre paredes nos EUA; veja vídeo


Bombeiros de Cincinnati, no estado americano de Ohio, precisaram quebrar uma das paredes de uma casa em construção para retirar o animal que já foi devolvido aos donos. VÍDEO: Cão é resgatado após ficar 5 dias preso em vão entre paredes nos EUA
Um cão foi resgatado depois de ficar cinco dias preso em um vão formado entre duas paredes de concreto nos Estados Unidos, informaram as autoridades locais no domingo (18).
Membros do Corpo de Bombeiros de Cincinnati, no estado americano de Ohio, precisaram quebrar uma das paredes de uma casa em construção para retirar o animal em segurança.
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Isso porque eles não conseguiriam erguer o bichinho pelo vão sem machucá-lo. Após o resgate, o animal correu em direção a sua dona abanando o rabo de felicidade (veja no vídeo acima).
Cãozinho corre para a dona nos EUA após ficar 5 dias preso na parede de uma casa
Departamento de Bombeiros de Cincinnati
Toda a ação de resgate durou cerca de 10 minutos, e os salvadores precisaram usar uma marreta para abrir um buraco na parede.
O cãozinho, que atende pelo nome de Gertle, era procurado pela família desde o começo da semana passada, e só agora eles descobriram que o animal ficou todo esse tempo preso dentro do vão.

Fonte: G1 Mundo

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Quase mil são infectados por Covid-19 em festival de música na Holanda


Número pode aumentar, pois público do evento chegou a 20 mil. Infecções pelo coronavírus estão novamente em alta na Holanda, depois do relaxamento de restrições pelo governo no fim de junho. Festival Verknipt em Utrecht, na Holanda, em foto de julho de 2021
Festival Verknipt/Facebook
Cerca de mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus em um festival de música na cidade de Utrecht, na Holanda, no início do mês, informaram as autoridades locais na semana passada.
Elas acrescentaram que o número pode aumentar, pois 20 mil pessoas assistiram aos dois dias de shows em espaço aberto do Festival Verknipt, em 3 e 4 de julho.
Ao menos 448 pessoas se infectaram no primeiro dia do evento, e outras 516 no segundo dia. Os organizadores se mostraram chocados com o elevado número de infecções e disseram que seguiram todas as regras de higiene:
Os visitantes tiveram de apresentar certificados de vacinação ou testes negativos de coronavírus. O ingresso foi controlado para evitar aglomerações, disseram os organizadores.
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A Holanda retirou quase todas as medidas de combate à pandemia em 26 de junho, e voltou a permitir grandes eventos – desde que os visitantes apresentassem um teste negativo, ou comprovassem que foram vacinados.
Mas, desde então, o número diário de infecções subiu 500% no país, e está agora em torno de 8 mil por dia. Pesquisas mostram que a maioria dos holandeses considera que o governo agiu de forma irresponsável ao acabar com as restrições.
O primeiro-ministro Mark Rutte admitiu, em 12 de julho, ter sido um erro o governo retirar a maioria das restrições para contenção da pandemia de Covid-19.
A recente alta nas infecções é atribuída pelas autoridades aos jovens, com focos registrados em festivais, discotecas e bares. O governo reagiu e ordenou o fechamento de algumas discotecas, bem como regras mais rígidas para bares e cafés.

Fonte: G1 Mundo

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Eliminada do Big Brother sem paredão: ativista britânica de extrema direita é deportada da Austrália por violar quarentena


Negacionista, Katie Hopkins gabou-se por atender funcionários do hotel nua e sem máscara. Imagem de 2017 mostra Katie Hopkins de vestido de noiva no congresso do Partido Conservador do Reino Unido
Phil Noble/Reuters
Famosa por destilar o ódio, bradar contra imigrantes e difundir teorias da conspiração, a comentarista britânica Katie Hopkins achou por bem gabar-se de ter violado as regras da quarentena na Austrália, onde foi recebida para participar do Big Brother VIP, do Canal 7. Postou um vídeo contando que atendeu a porta do quarto do hotel em Sydney nua e sem máscara, num ato interpretado como desprezo aos 12 milhões de australianos que estão confinados pelo aumento do número de casos de Covid-19 no país.
Pressionado pela ira popular, o governo não perdoou. Obrigou Hopkins a pagar multa de US$ 1.000 e a deportou do país. Ao cancelar o visto concedido a ela, a ministra de Assuntos Internos, Karen Andrews, mostrou-se peremptória: Katie Hopkins deu um tapa na cara de todos os australianos que respeitam o bloqueio e aos 30 mil que estão no exterior, impedidos de entrar no país.
Propaganda com imagem ‘chocante’ de paciente com Covid-19 gera polêmica na Austrália
A quarentena imposta a quem chega ao país é de duas semanas. Isolada no hotel, Hopkins, de 45 anos, deveria aguardar 30 segundos para abrir a porta do quarto e recolher a refeição deixada do lado de fora.
Além de desobedecer às regras, colocando os funcionários em risco, ela foi para as redes sociais e postou um vídeo, denunciando o bloqueio para conter a pandemia como hipócrita e a “maior farsa da história da Humanidade”.
O que ela chamou de brincadeira teve como resultado a indignação popular endereçada, sobretudo ao governo australiano, que, apesar das fronteiras fechadas desde 2020, vem concedendo isenções de vistos a celebridades e esportistas.
A oposição esbravejou: por que eximir Katie Hopkins, que foi banida do Twitter por repetidas mensagens difusoras de ódio racial? Sua atividade como comentarista política de extrema direita se alimenta de controvérsias, mas vem perdendo espaço.
Queridinha do ex-presidente Donald Trump e defensora do Brexit, ela pediu a solução final para muçulmanos britânicos e comparou imigrantes a baratas. Há três anos, foi detida na África do Sul por espalhar o ódio racial. Negacionista de primeira linha, ela não encontrou acolhida na Austrália e foi eliminada sumariamente do reality show.
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Fonte: G1 Mundo

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Estados Unidos acusam formalmente a China de hackear Microsoft


País da Ásia foi apontado como responsável por explorar brecha em contas de e-mail corporativas ou de estudantes da empresa americana. Otan, União Européia, Reino Unido, Austrália, Japão, Nova Zelândia e Canadá se aliaram aos EUA em denúncia. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático de representantes dos países em abril
Jason Lee/Reuters
Os Estados Unidos e uma coalisão de países acusaram a China nesta segunda-feira (19) de estar por trás de uma campanha de ataques cibernéticos contra a Microsoft revelada no início de 2021.
A própria Microsoft afirmou em março passado que uma vulnerabilidade em seu sistema de contas de e-mail corporativas ou de estudantes foi explorada por “um grupo de espionagem cibernética ligado à China”. A falha foi corrigida, segundo a companhia.
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Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a União Europeia, o Reino Unido, a Austrália, o Japão, a Nova Zelândia e o Canadá se aliaram aos EUA na denúncia.
O Departamento de Justiça dos EUA disse ainda que quatro cidadãos chineses – três autoridades de segurança e um hacker contratado – foram acusados de serem os responsáveis por uma campanha global de invasão destinada a dezenas de empresas, universidades e agências governamentais.
As atividades aconteceram entre 2011 e 2018 e se concentraram em informações que beneficiariam significativamente as empresas e negócios chineses, segundo o órgão americano.
“Os Estados Unidos e países ao redor do mundo estão responsabilizando a República Popular da China por seu padrão de comportamento irresponsável, perturbador e desestabilizador no ciberespaço, que representa uma grande ameaça à nossa segurança econômica e nacional”, disse o Secretário de Estado dos EUA Anthony Blinken em declaração nesta segunda.
A embaixada chinesa em Washington não respondeu a um pedido de comentários da agência Reuters.
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Fonte: G1 Mundo