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Dois atletas testam positivo para Covid-19 na Vila Olímpica de Tóquio


Casos foram divulgados um dia depois de uma pessoa não identificada, que não é atleta, ter sido a primeira infectada pelo coronavírus. Anéis olímpicos flutuam na Baía de Tóquio, no Japão
Charlie Riedel/AP Photo
Dois atletas testaram positivo para Covid-19 pela primeira vez na Vila Olímpica de Tóquio, disseram autoridades neste domingo (18), em meio a crescentes preocupações sanitárias. A abertura dos Jogos acontece no dia 23.
Os casos foram divulgados um dia depois de uma pessoa não identificada, que não é atleta, ter sido a primeira infectada pelo coronavírus na cidade, que receberá milhares de atletas durante o evento.
A detecção de contágios aumentou a preocupação sobre os Jogos, que enfrentam críticas no Japão por temores de que eles tragam novos casos de covid-19 para um país que está lutando para conter um aumento nas infecções.
A Vila Olímpica, um complexo de apartamentos e áreas de alimentação, receberá 6.000 atletas em seu pico durante o evento, que foi adiado em um ano devido à pandemia.
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As Olimpíadas de Tóquio, que serão realizadas com portões fechados para evitar o contágio, têm pouco apoio do público japonês, de acordo com as últimas pesquisas.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, pediu no sábado aos torcedores japoneses que apoiassem os jogos, admitindo que está “bem ciente do ceticismo” que os cerca.

Fonte: G1 Mundo

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Quatro pessoas são baleadas do lado de fora de estádio de beisebol em Washington


Partida deve ser retomada neste domingo (18). Polícia disse que ‘não havia nenhuma ameaça’. Pessoas deixam estádio de beisebol após ouvirem tiros do lado de fora, em Washington, nos EUA
Julie Daniel/Reuters
Quatro pessoas foram baleadas neste sábado (17) do fora de um estádio lotado com milhares de torcedores na capital dos Estados Unidos. O jogo precisou ser interrompido abruptamente e as pessoas deixaram o local.
A polícia de Washington informou que quatro pessoas foram atingidas pelos tiros, mas que “não havia nenhuma ameaça”, sem dar detalhes sobre o estado das vítimas.
Os jornalistas da AFP que assistiram ao jogo contaram que alguns torcedores correram para a saída do estádio ao ouvir os disparos, enquanto outros permaneceram sentados diante da insistência inicial do locutor.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram barulhos de tiros de armas automáticas.
As luzes de vários carros da polícia piscaram na rua e sirenes soaram enquanto a multidão que assistia ao jogo Washington Nationals-San Diego Padres foi convidada a deixar o estádio.
A polícia local disse no Twitter que os policiais “responderam a um tiroteio … no qual duas pessoas foram baleadas do lado de fora do Nationals Park”, no bairro de Navy Yard, no sul de Washington, DC.
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“Está sendo investigado e não parece haver nenhuma ameaça no momento”, acrescentou a polícia.
Pouco depois, na mesma rede social, a polícia relatou que “duas vítimas adicionais associadas a este incidente deram entrada em hospitais da região para receber tratamento devido a ferimentos a bala”.
O “Washington Post” disse, citando a polícia, que um homem foi baleado na perna e uma mulher nas costas, e que suas vidas não corriam perigo. O estado de saúde dos outros dois feridos não foi revelado imediatamente.
Um cruzamento próximo ao Portão da Terceira Base, onde ocorreu o tiroteio, foi fechado pela polícia.
Minutos após o incidente, o relato oficial do Washington Nationals tuitou que “um tiroteio foi relatado fora do Portão da Terceira Base no Nationals Park” e incentivou os torcedores a deixarem o estádio.
Os jogadores haviam saído do campo quando os disparos foram ouvidas e o jogo foi interrompido no sexto tempo, com uma vitória parcial dos Padres por 8-4. A partida deve recomeçar neste domingo (18).

Fonte: G1 Mundo

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Síndrome de Havana? Doença misteriosa afeta diplomatas dos EUA em Viena


O governo Joe Biden está investigando casos de ‘síndrome de Havana’ entre autoridades americanas. Viena tem a reputação de ser um centro de diplomacia e espionagem
Reuters/BBC
O governo dos Estados Unidos está investigando uma série de incidentes de saúde na capital austríaca, Viena, envolvendo seus diplomatas e outros funcionários administrativos.
Mais de 20 funcionários relataram sintomas semelhantes à Síndrome de Havana – uma doença cerebral misteriosa – desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo em janeiro.
A síndrome não tem explicação, mas os cientistas americanos dizem que ela é provavelmente causada por radiação de microondas direcionada.
Ela foi relatada pela primeira vez em Cuba em 2016 e 2017.
Diplomatas americanos e canadenses em Havana reclamaram de sintomas que vão desde tontura, perda de equilíbrio, perda auditiva e ansiedade até algo que eles descreveram como “névoa cognitiva”.
Os Estados Unidos acusaram Cuba de realizar “ataques sônicos”, mas o país caribenho nega veementemente. O incidente aumentou a tensão entre as duas nações.
Um estudo acadêmico dos Estados Unidos de 2019 encontrou “anormalidades cerebrais” nos diplomatas que adoeceram, mas Cuba rejeitou o relatório.
Embaixada americana em Viena
Getty Images/BBC
“Para alguns pacientes, o caso começava com o repentino início de um barulho alto (…) acompanhando de dor em um ou nos dois ouvidos, ao redor de uma área ampla da cabeça, e, em alguns casos, sensação de pressão ou vibração na cabeça, tontura, tinido, problemas visuais, vertigem e dificuldades cognitivas”, explica o relatório produzido pela Academia Americana de Ciências após investigação encomendada pelo Departamento de Estado dos EUA.
Após a revisão dos casos, a academia concluiu que “energia de radiofrequência direta e pulsada” (um tipo de radiação que inclui micro-ondas) é a explicação mais plausível para a doença, embora outras causas não possam ser completamente descartadas.
O relatório não aponta culpados pela radiação, embora dê indicativos de que acha que ele pode ter sido intencional, por se tratar de exposição pulsada, e não contínua. A conclusão oficial, porém, é de que “nenhuma hipótese foi provada, e as circunstâncias permanecem não esclarecidas”.
Os casos de Viena vieram à tona pela primeira vez em uma reportagem da revista New Yorker na sexta-feira e depois foram confirmados pelo Departamento de Estado dos EUA, que disse estar “investigando vigorosamente”.
A agência de notícias Reuters citou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores austríaco dizendo que estava “trabalhando com as autoridades dos EUA para, em conjunto, chegar ao fundo disso”.
Viena é há muito um centro de atividades diplomáticas e tem a reputação de ser também um centro de espionagem, principalmente durante a Guerra Fria.
Países como os Estados Unidos têm uma grande presença diplomática na cidade.
A cidade está atualmente hospedando negociações indiretas entre o Irã e os EUA sobre as tentativas de ressuscitar o acordo nuclear de 2015.
Casos da doença foram relatados em outras partes do mundo, mas as autoridades americanas dizem que os números em Viena são maiores do que em qualquer outra cidade além de Havana.
Em junho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, anunciou uma ampla revisão das causas da doença.
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Fonte: G1 Mundo

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A brutal modernização do Japão que empurrou milhões de imigrantes para a América Latina


No final do século 19, um processo de modernização do Japão ajudou a criar um onda de imigração de japoneses à América Latina, principalmente para Brasil, Peru e México. Cerca de 245 mil japoneses imigraram para a América Latina entre o final do século 19 e o início da Segunda Guerra Mundial
Museu da Imigração Japonesa do Peru/BBC
Em 1639 o Japão adotou uma política conhecida como sakoku (país fechado), pela qual a nação asiática fechava suas portas para o resto do mundo, proibindo tanto a entrada quanto a saída de pessoas.
Quem entrasse ou saísse do país seria condenado à morte.
Esse isolamento durou mais de 200 anos, até que, em 1853, um oficial naval americano chamado Matthew Perry entrou no que hoje é a Baía de Tóquio com uma frota de combatentes.
Perry conseguiu forçar o Japão a se abrir ao comércio internacional, mas o país continuou a proibir seus cidadãos de deixar o território.
Foi somente com a chegada do imperador Meiji, 15 anos depois, que o Japão permitiu a imigração.
Ele não apenas permitiu, mas também a encorajou.
Meiji aplicou políticas estatais que representaram uma virada de 180 graus para o país asiático.
Ele acabou com o sistema feudal e começou a transformar o país de uma economia agrária em uma industrial e capitalista.
O processo de modernização realizado durante a chamada Era Meiji, entre 1868 e 1912, acabaria por tornar o Japão uma das potências mundiais.
Mas as reformas inspiradas no Ocidente foram tão rápidas que causaram transformações sociais quase instantâneas, levando milhares de pessoas das áreas rurais para as cidades.
Grandes centros urbanos, como Tóquio e Osaka, começaram a ter problemas de superlotação.
O imperador Meiji transformou o Japão em uma potência, mas o custo social foi enorme
Getty Images/BBC
Foi nesse contexto que começou a primeira grande onda de imigração japonesa.
Os imigrantes, que mais tarde seriam conhecidos como Nikkei, deixaram seu país em busca de melhores oportunidades, incentivados por um governo que buscava não só resolver o problema da superpopulação, mas também ampliar a influência política e econômica do Japão no mundo.
Primeiro destino
A primeira imigração japonesa para o exterior ocorreu em 1868 e o destino era o Havaí, que na época ainda não fazia parte dos Estados Unidos.
Era um pequeno contingente de 148 trabalhadores rurais.
Mais de 400 mil japoneses chegaram aos Estados Unidos antes que o país fechasse suas fronteiras para a imigração japonesa, forçando novos migrantes a buscar outros destinos
Getty Images/BBC
“O Havaí exigia mão de obra para a agricultura, principalmente em suas fazendas de açúcar, e foi firmado um acordo com o rei do arquipélago”, disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, a historiadora Cecilia Onaha, professora do Centro de Estudos Japoneses (CEJ) da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina.
De acordo com registros do Museu Nacional de História Americana, muitos desses primeiros imigrantes mais tarde se mudaram para os Estados Unidos, estabelecendo-se na Califórnia, Washington e Oregon.
Os Estados Unidos passaram a ser o principal foco dos imigrantes japoneses desde o comodoro Matthew Perry.
“Quase toda a migração daquela época foi para os Estados Unidos ou Canadá, porque eram os países que pagavam os melhores salários”, explica Onaha.
Estima-se que entre 1886 e 1911 mais de 400 mil japoneses foram para os Estados Unidos, de acordo com a Biblioteca do Congresso daquele país. A maioria se estabeleceu no Havaí ou na Costa Oeste.
A onda de imigração japonesa foi tão grande que no início do século 20 o governo dos Estados Unidos decidiu intervir, proibindo novas chegadas do Japão.
Foi essa limitação que levou muitos japoneses e o governo daquele país a se interessarem por um novo destino: a América Latina.
A colônia Enomoto
O primeiro projeto oficial de imigração para a América Latina foi organizado em 1897, quando cerca de 30 japoneses foram enviados a Chiapas, no sul do México.
Foi por iniciativa do ex-chanceler japonês Enomoto Takeaki, um dos maiores promotores da imigração japonesa.
Em 1891, quando chefiava o Ministério das Relações Exteriores, Enomoto estabeleceu um escritório dedicado a buscar novos territórios para os japoneses no exterior.
Depois de deixar o governo, em 1893, ele fundou a Associação para a Colonização e Emigração (Shokumin Kyokai).
Segundo o acadêmico Alberto Matsumoto, especialista em história da imigração japonesa, Enomoto se interessou pelo México porque este país assinou um Tratado de Amizade e Comércio com o Japão em 1888.
Em 1891, quando era chanceler, ele estabeleceu naquele país o primeiro consulado do Japão na América Latina.
O então presidente mexicano, Porfirio Díaz, “estava promovendo a entrada de capital estrangeiro para desenvolver infraestrutura e ficou feliz em receber imigrantes para povoar o país”, conta Matsumoto em uma série que escreveu para o site Descubra Nikkei.
O segundo maior destino latino-americano para migrantes japoneses foi o Peru. Em 1899, 790 homens desembarcaram do navio Sakura Maru no porto de Callao, próximo a Lima
Museu da Imigração Japonesa do Peru/BBC
“Estudos feitos pelo governo do Japão na época concluíam que eles poderiam lucrar muito com a agricultura, algo que depois se mostrou não ser uma aventura tão fácil”, afirma.
O pequeno grupo de colonos japoneses chegou ao Estado de Chiapas com a intenção de instalar uma plantação de café. Mas as dificuldades climáticas e a aquisição de usinas não adequadas para aquela região levaram ao fracasso do projeto em pouco tempo.
A chamada colônia Enomoto se desintegrou e, segundo Matsumoto, a grande maioria das pessoas foi para outras partes do México “em busca de horizontes mais promissores”.
Imigração por contrato
O fracasso do projeto não acabou com a imigração japonesa para o México, entretanto.
O governo de Porfirio Díaz outorgou novas concessões para a exploração de minas e construção de ferrovias, e as empresas responsáveis ​​exigiram mais mão de obra do que poderiam obter no México.
Os primeiros imigrantes japoneses trabalharam na terra, mas muitos eventualmente deixaram as áreas rurais e se estabeleceram nas cidades, onde abriram lojas e outros empreendimentos
Museu da Imigração Japonesa do Peru/BBC
Os primeiros imigrantes japoneses trabalharam na terra, mas muitos eventualmente deixaram as áreas rurais e se estabeleceram nas cidades, onde abriram lojas e outros empreendimentos
Museu da Imigração Japonesa do Peru/BBC
Os primeiros imigrantes japoneses trabalharam na terra, mas muitos eventualmente deixaram as áreas rurais e se estabeleceram nas cidades, onde abriram lojas e outros empreendimentos
Museu da Imigração Japonesa do Peru/BBC
A imigração por contrato atraiu milhares de trabalhadores estrangeiros ao país latino-americano.
No livro Destino México: um estudo das migrações asiáticas ao México, séculos 19 e 20, a autora María Elena Ota Mishima destaca que entre 1900 e 1910 chegaram 10 mil trabalhadores japoneses ao México.
A grande maioria acabou cruzando a fronteira com os Estados Unidos.
Ciente desse fenômeno, o governo dos Estados Unidos assinou acordos para limitar também a imigração japonesa para o México.
É por isso que a comunidade japonesa no México acabaria sendo consideravelmente menor que a do Brasil e do Peru, as duas nações sul-americanas que mais atraíram trabalhadores japoneses no início do século 20.
Peru e Brasil
Os primeiros japoneses a chegar ao Peru e ao Brasil eram imigrantes contratados.
No final do século 19, o Peru necessitava de mão de obra para sua crescente indústria açucareira e foi assim que chegaram os primeiros 790 nikkeis, em 1899, contratados para trabalhar em fazendas no litoral.
De acordo com o Museu da Imigração Japonesa no Peru, esse primeiro grupo era formado inteiramente por homens, mas foi seguido por outros 82 grupos – já formados por mulheres e crianças – até 1923, quando terminou a imigração por contrato.
No Brasil, a imigração japonesa só começou em 1908, com a chegada de 781 camponeses contratados para trabalhar na cafeicultura.
Mas uma década depois, o maior país da América Latina se tornaria o principal pólo de atração dos japoneses.
Dos quase 245 mil japoneses que imigraram para a América Latina na década de 1940, três quartos – 189 mil pessoas – foram para o Brasil, segundo registros da Agência Japonesa de Cooperação Internacional.
Em comparação, 33 mil japoneses chegaram ao Peru, 15 mil ao México e 5 mil à Argentina.
Impacto
Segundo Onaha, “muitos dos que vieram para a América Latina nas primeiras décadas do século 20 tinham a intenção de arrecadar dinheiro e voltar para o Japão, mas a derrota na guerra acabou com esse objetivo”, diz o historiador.
“A imigração em massa de japoneses termina nos anos 1970, quando não há mais imigrantes japoneses no exterior porque a economia do país já está desenvolvida”.
O poder econômico do Japão reverteu o fenômeno migratório nas últimas décadas, levando alguns nisseis (filhos dos nikkeis) ou sansei (netos dos nikkeis) a se mudarem para o país.
Onaha destaca a marca profunda deixada no Japão pelo fenômeno migratório latino-americano.
“A América Latina é tão importante para o Japão que hoje a maior comunidade japonesa no exterior é a do Brasil”, destaca.
“Enquanto isso, os brasileiros se tornaram a terceira maior minoria dentro do Japão na década de 1990, depois de coreanos e chineses.”
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Fonte: G1 Mundo

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Viúva de presidente Jovenel Moise retorna ao Haiti após se recuperar em hospital nos EUA


Martine Moise emitiu uma declaração gravada em crioulo acusando os inimigos de seu marido de querer “matar seu sonho, sua visão, sua ideologia”. Ela ficou ferida durante ataque no qual presidente foi morto, em 7 de julho. O então presidente do Haiti, Jovenel Moise (ao centro), caminha junto à primeira-dama, Martine Moise; e o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph (à direita), em foto de 18 de maio
Joseph Odelyn/AP
Martine Moise, esposa do presidente haitiano assassinado, Jovenel Moise, ferida no ataque que matou seu marido, voltou ao país caribenho neste sábado (17), disse uma autoridade.
O porta-voz do governo, Israel Cantave, disse à agência Associated Press que Martine chegou ao Haiti após sua alta de um hospital de Miami, nos Estados Unidos.
Mais cedo, do hospital, a primeira-dama haitiana emitiu uma declaração gravada em crioulo acusando os inimigos de seu marido de querer “matar seu sonho, sua visão, sua ideologia”.
Jovenel Moise foi morto em 7 de julho por homens armados que invadiram sua casa particular em um ataque que, segundo as autoridades, envolveu haitianos, haitianos-americanos e ex-soldados colombianos.
Jovenel Moïse tinha 53 anos e era presidente do Haiti desde 2017
Getty Images/BBC
Autoria
No mesmo dia em que o presidente foi morto e Martine ficou ferida, as autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato.
A polícia informou que, após um confronto que durou até a noite, conseguiu prender 18 ex-militares colombianos, os quais acusou de cometer o assassinato de Moïse.
Jovenel Moïse: 4 incógnitas sobre o assassinato do presidente do Haiti
Três outros supostos mercenários colombianos foram mortos, enquanto cinco conseguiram escapar e ainda estão foragidos.
Metralhadoras, celulares e passaportes apreendidos com suspeitos de assassinar o presidente do Haiti, Jovenel Moise, são mostrados à imprensa em Porto Príncipe em 8 de julho
Estailove St-Val/Reuters
O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Léon Charles, anunciou que o médico haitiano radicado na Flórida Christian Emmanuel Sanon também foi preso como suposto mentor da conspiração, na qual o senador John Joel Joseph, atualmente foragido, teria tido papel crucial.
O chefe de segurança de Moïse, Dimitri Herard, e outro haitiano-americano, James Solages, também foram presos.
Por sua vez, a Polícia colombiana identificou na sexta-feira um ex-funcionário do Ministério da Justiça do Haiti como a pessoa que deu a ordem para que os mercenários cometessem o assassinato.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Meu marido era um anjo, até que me estuprou’: a luta das mulheres egípcias contra o estupro no casamento


Estupros de esposas foram tabu durante anos no Egito, mas cada vez mais vítimas estão levantando suas vozes. Estupros de esposas foram tabu durante anos no Egito, mas cada vez mais vítimas estão levantando suas vozes
Getty Images/BBC
As mulheres no Egito estão determinadas a quebrar o muro de silêncio que cerca o abuso sexual. Seu novo alvo é o estupro conjugal, um assunto que até recentemente era tabu no país.
Atenção: esta reportagem contém descrição de episódios de violência sexual
Safaa, 34, foi estuprada pelo marido na noite de núpcias. O ataque causou ferimentos em sua virilha, seu pulso e sua boca.
“Fiquei menstruada e não estava pronta para fazer sexo naquela noite”, diz ela. “Meu marido achou que estava tentando evitar uma relação íntima com ele. Ele me espancou, me algemou, cobriu minha boca e me estuprou”.
Apesar de tudo, ela não quis denunciar o marido à polícia por medo do estigma social que poderia se abater sobre ela. Na sociedade patriarcal egípcia prevalece uma cultura de culpar a vítima, especialmente quando se trata de uma mulher.
Safaa foi estuprada na noite de núpcias, mas ela não decidiu não prestar queixa
Getty Images/BBC
Mas uma reviravolta aconteceu quando, em abril, no meio do Ramadã, foi ao ar o episódio da série de televisão “Pêndulo de Newton”, que mostrava um homem estuprando sua esposa.
Para muitas mulheres, isso evocou lembranças ruins, mas encorajou várias delas a compartilhar suas experiências nas redes sociais.
Em apenas algumas semanas, os depoimentos se multiplicaram, incluindo mais de 700 publicações em uma página do Facebook chamada “Conte”.
Entre eles estava o de Sanaa, de 27 anos.
“Ele era um anjo. Um ano depois do nosso casamento, estava grávida e prestes a dar à luz. Tivemos uma discussão sobre um assunto trivial e ele decidiu me punir”, escreveu ela no Facebook.
“Ele me estuprou. E eu tive um aborto espontâneo.”
Sanaa travou uma batalha solitária para se divorciar e conseguiu se separar, mas ainda lamenta a perda de seu filho.
A violência sexual continua comum em grande parte do Egito, especialmente na noite de núpcias.
Há um debate crescente sobre o assunto, e a discussão esquentou depois que a ex-mulher de um cantor famoso disse no Instagram que foi estuprada várias vezes por ele enquanto os dois eram casados.
O cantor negou as acusações em outro vídeo no Instagram.
Mas sua ex-mulher pede mudanças nas leis para penalizar essas práticas.
Debate sobre estupro conjugal está cada vez mais acalorado no Egito
Getty Images/BBC
Em seu estudo mais recente, publicado em janeiro de 2015, o Conselho Nacional de Mulheres, órgão oficial egípcio, afirmou que a cada ano ocorrem 6,5 mil casos de violência doméstica com estupro conjugal, assédio sexual e práticas sexuais forçadas.
“O estupro marital é culpa de uma cultura comum no Egito, que um contrato marital implica que a mulher está disponível para sexo 24 horas por dia”, diz Reda Danbouki, advogada e diretora executiva do Centro de Aconselhamento e Informação Legal para Mulheres.
A crença geral no Egito, com base em algumas interpretações religiosas, é que uma mulher que se recusa a fazer sexo com seu marido é uma “pecadora” e “os anjos a amaldiçoam a noite toda”, acrescenta Danbouki.
Para resolver o debate, o Dar al Ifta, um órgão islâmico oficial que emite éditos religiosos, determinou que “se o marido usar de violência para forçar sua esposa a dormir com ele, ele é legalmente um pecador e a esposa tem o direito de protestar perante o tribunais para que ele seja punido.”
Mesmo assim, o centro dirigido por Danbouki documentou mais de 200 casos de violência conjugal nos últimos dois anos, a maioria deles consequência do que foi apelidado de “medo da primeira noite”.
A lei egípcia não pune o estupro dentro do casamento, apesar de ele ser classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma forma de violência sexual.
A maioria dos casos de estupro conjugal nunca vai a tribunal, e o Artigo 60 do Código Penal Egípcio geralmente impede que os processos prossigam.
“As disposições do Código Penal não se aplicam a qualquer ato cometido de boa fé na busca de um direito sob a sharia (lei islâmica) estabelece em seu artigo 60”.
Mas Danbouki diz que estupros conjugais podem ser comprovados por exames físicos que revelam escoriações e outras lesões externas. “Devem ser procuradas feridas na boca e nos pulsos”, diz a especialista.
O Egito conservador costuma resistir a mudanças e os valores tradicionais predominam, mas as vítimas de estupro conjugal começaram a se fazer ouvir.
Os nomes reais de Safaa e Sanaa foram alterados para proteger suas identidades.
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Fonte: G1 Mundo

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Começa a segunda peregrinação a Meca em tempos de pandemia


Neste ano, poderão participar apenas 60 mil residentes da Arábia Saudita, nacionais e estrangeiros, que são escolhidos por sorteio. Um número acima dos 10 mil no ano passado, mas muito menor do que em tempos normais. s peregrinos realizam o ritual “Tawaf” ao redor da Kaaba na Grande Mesquita em Meca, na Arábia Saudita
Reuters/Ahmed Yosri
Centenas de peregrinos compareceram neste sábado (17) à Grande Mesquita de Meca (oeste da Arábia Saudita) para participar da grande peregrinação anual dos muçulmanos, a segunda após o surgimento da pandemia do coronavírus, que obrigou a medidas sanitárias e de capacidade rígidas.
Neste ano, poderão participar apenas 60 mil residentes da Arábia Saudita, nacionais e estrangeiros, que são escolhidos por sorteio. Um número acima dos 10 mil no ano passado, mas muito menor do que em tempos normais.
A Arábia Saudita está tentando repetir o sucesso do ano passado, em que não houve surtos de Covid-19 durante o ritual de cinco dias, apesar de despertar ressentimento entre os muçulmanos fora do país.
Na manhã deste sábado, centenas de fiéis divididos em pequenos grupos começaram a girar em torno da Kaaba, a estrutura cúbica preta localizada no coração da Grande Mesquita e para a qual as orações dos muçulmanos em todo o mundo são dirigidas.
Essa peregrinação, conhecida como “tawaf” em árabe, é essencial para completar a peregrinação a Meca e marca o início das festividades. Os ritos religiosos começarão no domingo.
Loteria
“Sinto que ganhei na loteria”, disse o farmacêutico egípcio Mohamed El Ether após ser escolhido. “Este é um momento especial e inesquecível na vida. Agradeço a Deus por me dar a oportunidade de ser aceito entre tantas pessoas que se inscreveram”, disse o homem de 31 anos.
Entre os sortudos está Ameen, um empreiteiro indiano de 58 anos baseado na cidade oriental de Dammam, que foi escolhido para participar do Hajj com sua esposa e três filhos adultos.
“Estamos muito satisfeitos”, disse Ameen, que se identificou apenas com o primeiro nome. “Muitos amigos e familiares nossos foram rejeitados.”
A Arábia Saudita é o lar de muitas pessoas do sul e do leste da Ásia, da África e do Oriente Médio.
Em 2019, cerca de 2,5 milhões de muçulmanos em todo o mundo participaram do Hajj, o feriado anual considerado um pilar do Islã que todos os muçulmanos devem comparecer pelo menos uma vez na vida.
Grupos de 20
O canal de notícias Al Ekhbariya mostrou imagens de trabalhadores desinfetando a área da Grande Mesquita ao redor da Kaaba, o ponto focal do Islã, em antecipação aos rituais.
Semanas atrás, o ministério responsável pelo partido disse que adotaria “os mais altos níveis de precauções sanitárias” em face das novas variantes da Covid-19.
Os escolhidos entre mais de 558 mil candidatos devem estar totalmente vacinados contra a Covid, ter entre 18 e 65 anos e não ter doenças crônicas, segundo o ministério responsável pela festa.
Os peregrinos serão divididos em grupos de 20 “para limitar qualquer exposição a esse grupo e evitar que a infecção se espalhe”, disse o subsecretário do ministério responsável pelo haxixe, Mohamed al Bijawi, à imprensa oficial.
A Arábia Saudita detectou mais de 507 mil infecções por coronavírus e mais de 8 mil mortes, entre uma população de 34 milhões de pessoas.
O Hajj foi celebrado no ano passado em sua menor versão da história moderna, com cerca de 10 mil participantes.
Nenhuma infecção foi registrada e as autoridades instalaram clínicas móveis e ambulâncias para cuidar dos peregrinos, que eram levados para locais religiosos em pequenos grupos.
Desafio 
“O principal desafio deste Hajj ​​será que ele seja realizado sem infecções por Covid-19”, disse um médico que trabalha em um hospital em Meca.
Organizar o Hajj é um assunto de prestígio para o governo saudita, cuja custódia dos locais mais sagrados do Islã é sua principal fonte de legitimidade política.
Mas a proibição da participação de peregrinos do exterior causou ressentimento e decepção entre os muçulmanos em todo o mundo, que muitas vezes economizam anos para comparecer.
Além das restrições sanitárias, o preço de participação no festival deste ano foi de US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16.400)
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Fonte: G1 Mundo

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Sydney endurece confinamento devido a persistente surto de Covid na Austrália


Os comércios considerados não essenciais deverão fechar em toda a cidade e seus arredores, enquanto moradores dos subúrbios mais afetados enfrentarão um confinamento mais rigoroso. Foto de 26 de junho mostra arredores da Ópera de Sydney, na Austrália, vazios com o confinamento imposto por causa da pandemia
Saeed Khan/AFP
As autoridades australianas ordenaram neste sábado (17) o fechamento mais amplo do comércio, junto a uma série de novas restrições em Sydney, a maior cidade do país, depois que um confinamento de várias semanas não conseguiu conter um surto de Covid-19.
Os comércios considerados não essenciais deverão fechar em toda a cidade e seus arredores, enquanto moradores dos subúrbios mais afetados enfrentarão um confinamento mais rigoroso a partir de meia-noite deste sábado, informou à imprensa Gladys Berejiklian, chefe do governo do estado de Nova Gales do Sul.
“O que fizemos até agora não foi suficiente. Em alguma medida, conseguimos estabilizá-lo (o vírus), mas não conseguimos diminuir a curva”, disse Berejiklian.
As autoridades ordenaram aos habitantes do sudoeste da cidade que permaneçam em seus bairros, a menos que trabalhem em serviços de emergência ou de saúde.
O endurecimento das restrições, incluindo uma pausa nas construções na cidade, ocorre em um momento em que seus 6 milhões de habitantes completam sua terceira semana de confinamento.
Nova Gales do Sul registrou uma nova morte pelo vírus e o número de contágios se manteve acima dos 100 diários.
“Não me lembro de outro momento em que nosso estado enfrentou um desafio como esse”, acrescentou a chefe de governo.
Em Melbourne, segunda cidade da Austrália, os habitantes entraram neste sábado em seu segundo dia de confinamento e as autoridades endureceram os controles sobre as viagens de Sydney, depois que o vírus se propagou a partir dessa cidade.
“Agimos com dureza e cedo para garantir que este confinamento seja o mais breve possível”, explicou o ministro da Saúde do estado de Victoria, Martin Foley.
A lenta aplicação de vacinas e a rápida propagação da variante Delta do vírus ameaçam a até agora bem-sucedida estratégia australiana de “covid zero”, alcançada principalmente mediante o fechamento de suas fronteiras desde março de 2020.
Veja 5 pontos sobre a variante delta

Fonte: G1 Mundo

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Brasil completa 6 meses de vacinação com 15,7% da população completamente imunizada; compare a situação com EUA, Reino Unido, China e Israel


País aplicou a primeira dose da CoronaVac em uma enfermeira de São Paulo logo após a aprovação da Anvisa para uso emergencial da vacina. Mais de 120 milhões de doses desta e de outras vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas nos braços dos brasileiros em meio ano de campanha. A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, mostra seu cartão de vacinação após ser a primeira brasileira a receber a vacina no Brasil em 17 de janeiro de 2021
Carla Carniel/AP
O Brasil completa neste sábado (17), seis meses do início da vacinação contra a Covid-19 com 15,7% da sua população completamente imunizada com as duas doses da vacina ou com a dose única.
O país aplicou a primeira dose da CoronaVac em uma enfermeira de São Paulo logo após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso emergencial da vacina em janeiro.
Desde então, mais de 120 milhões de doses desta e de outras vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas nos braços dos brasileiros em meio ano de campanha nacional de imunização.
Nesta reportagem você vai ver como está a situação de países como os Estados Unidos, Reino Unido, China e Israel, e a relação das vacinas com as quedas nas mortes por Covid-19.
Comparação entre os países
Os países escolhidos para esta comparação foram os primeiros a iniciar uma campanha de vacinação em massa, todos dentro da mesma semana, entre 13 e 20 de dezembro de 2020. O Brasil começou cerca de um mês depois, em 17 de janeiro.
Controle em 6 meses
Entre os países analisados, apenas o Brasil manteve uma tendência de alta do número de mortes, proporcional à sua população, durante estes seis meses de campanha.
As curvas de mortes na China e em Israel, por exemplo, se mantiveram estáveis e baixas – no país asiático, ela ficou em zero durante todo o período.
A evolução das mortes no Reino Unido começa a desacelerar por volta do 100º dia de vacinação (veja no gráfico abaixo), já nos EUA, elas já vinham diminuindo, mas ainda com leve alta.
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Atrasos nas entregas para o Brasil
O Brasil ainda precisa aplicar 200 milhões de doses para imunizar toda a população com mais de 18 anos contra a Covid-19 – parcela que abrange cerca de 160 milhões de habitantes do país – segundo estimativa feita por pesquisadores da USP e UFRJ.
Segundo o Ministério da Saúde, esta meta poderá ser batida até o fim do ano – e para conseguir cumpri-la, os estados e municípios se baseiam na projeção de entrega de doses pelo governo federal, que nem sempre se confirma.
Em abril, o cronograma do Ministério da Saúde previa mais de 52 milhões de doses em junho. Entre maio e junho, essa projeção foi revisada cinco vezes. No final de maio a expectativa já tinha caído para 43 milhões de doses (veja no vídeo abaixo).
Brasil ainda precisa aplicar 200 milhões de doses para imunizar totalmente a população acima de 18 anos
No fim de junho, total repassado a estados e municípios foi de 39.967.810 – 12,2 milhões de doses a menos. A previsão de entregas para julho é de cerca de 40 milhões, segundo o Ministério da Saúde, que prometeu 662 milhões de doses até dezembro.
Só que nesta contagem estão cerca de 20 milhões de doses da Covaxin, que teve o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades e 10 milhões da Sputnik V, que só pode ser usada – por decisão da Anvisa – para a vacinação de 1% da população de seis estados do Nordeste.
Israel: lockdown e vacinação recorde
Ao menos 60% da população israelense está completamente vacinada contra a Covid-19, segundo dados do Our World in Data, monitoramento ligado à Universidade de Oxford. O país aplica apenas a vacina da Pfizer.
Israel combinou os fatores lockdown + vacinação rápida quase simultaneamente:
Começou a campanha de vacinação em 20 de dezembro
No dia 27, decretou (o terceiro) lockdown, em meio a uma subida nos casos
No dia 1º de janeiro, 1 milhão dos cerca de 9 milhões de israelenses já haviam sido vacinados.
Na semana de 17 a 25 de janeiro, houve um pico de casos e mortes confirmados.
Entre março e junho, o país passou a registrar uma queda acentuada nos novos casos diários de Covid-19 – mas com a chegada da variante delta, eles voltaram a subir (em menor escala) nas últimas semanas.
A vacinação é capaz de conter casos médios e graves da infecção pela variante delta do coronavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas apenas quando as duas doses foram aplicadas.
EUA com queda acelerada
As mortes nos Estados Unidos estão em queda desde fevereiro, com uma forte campanha de vacinação puxada pelo governo de Joe Biden.
Em 1º de março, cerca de dois meses e meio após o início da vacinação, os EUA já tinham cerca de 7,6% de toda a sua população adulta vacinada, segundo o levantamento do Our World in Data. Aos seis meses de vacinação, esse número já chegava a 42% da população com as 2 doses da vacina.
Os casos e mortes nos EUA praticamente só diminuem até julho (veja no gráfico abaixo) – problema agora é convencer parte da população que se recusa a vacinar, o que fez com que os EUA não cumprissem a meta dos 70% vacinados até o dia da independência (em 4 de julho).
Reino Unido: controle mesmo com a delta
No Reino Unido, o país conseguiu – com a vacinação e a ajuda de seguidos lockdowns nacionais – controlar o avanço da pandemia, mesmo sob a ameaça da variante delta, dominante no país.
No começo deste ano, o país teve picos de mortes acima de 1,2 mil vítimas a cada 24 horas, mas mantém sua média abaixo dos 20 óbitos diários por Covid-19 desde o final de abril.
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A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou no mês passado que a variante delta tem se tornado a cepa dominante em todo o mundo.
Segundo a OMS, o alto ritmo de transmissão desta variante identificada tinha um papel importante na sua predominância, mas que as vacinas continuavam eficazes no combate ao vírus.
China: controle mesmo sem vacina
Apesar da plataforma Our World in Data contabilizar a primeira dose aplicada na China apenas em 20 de dezembro de 2020, o país já vinha controlando o avanço da Covid-19 desde em meados do ano passado – quando ainda não tinha vacinas disponíveis. O país conseguiu isso com a imposição de medidas duras de isolamento e rastreio de contatos.
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Mesmo com o controle da pandemia, a China – que também é o maior fabricante e exportador de vacinas para todo o mundo – foi quem mais aplicou, em números absolutos, vacinas em sua população: foram mais de 1,4 bilhão de doses injetadas (o governo não divulga, especificamente, quantas pessoas foram completamente imunizadas com as duas doses necessárias).

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Fonte: G1 Mundo

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Ministro da Saúde britânico tem resultado positivo para Covid-19


Sajid Javid já está imunizado e afirma que seus sintomas são ‘muito leves’. Sajid Javid
Stefan Wermuth/Reuters
O ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, anunciou neste sábado (17) que um teste de detecção de Covid-19 deu positivo, dois dias antes da flexibilização de quase todas as restrições na Inglaterra, um desconfinamento que preocupa devido ao surto de casos relacionados à variante Delta.
“Me senti um pouco mal nesta noite, então fiz um teste de antígeno hoje de manhã e o resultado foi positivo. Agora estou isolado em casa com a minha família até que consiga o resultado de um teste PCR”, explicou Sajid Javid em um vídeo publicado no Twitter.
Javid está completamente imunizado e afirma que seus sintomas são “muito leves”.
O país registrou 54,7 mil casos de Covid e 41 mortes neste sábado, segundo a Reuters.
Antecessor pediu demissão após flagrante
Sajid Javid, ex-ministro britânico das Finanças, assumiu após seu antecessor, Matt Hancock, pedir demissão em junho por quebrar regras de distanciamento social, depois que fotos dele beijando e abraçando uma assistente foram publicadas no tabloide britânico The Sun.
O jornal The Sun alegou que Hancock, que é casado, estaria em um caso extraconjugal com a assistente Gina Coladangelo, que ele mesmo indicou ao cargo.
Segundo a publicação, as imagens dos dois se beijando e abraçando foram tiradas dentro do Departamento de Saúde, em 6 maio de 2021, quando era proibido o contato íntimo entre as pessoas que não morassem na mesma casa.
Capa do jornal The Sun mostra Matt Hancock beijando assistente, na edição de 25 de junho de 2021
Reprodução/Reuters
O distanciamento social nos locais de trabalho não é uma exigência legal, mas é recomendado pelo governo britânico.
As pessoas são aconselhadas a manter 2 metros de distância, sempre que possível, ou 1 metro com mitigação de risco.

Fonte: G1 Mundo