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Covid: os primeiros resultados da reabertura em seis países


Inglaterra se prepara para suspender restrições contra coronavírus na próxima segunda (19), o que já foi feito por alguns países – com avanços e reveses; veja o que podemos aprender com a experiência deles. Israel havia anunciado fim da obrigatoriedade das máscaras, mas medida foi revogada após aumento nos casos
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O governo britânico suspende na próxima segunda-feira (19) todas as restrições impostas por causa da pandemia de covid-19.
Com isso, deixam de vigorar quase todas as medidas de distanciamento social; não haverá mais exigência de uso de máscaras em grande parte dos espaços públicos; casas noturnas poderão reabrir; e limites a respeito de quantas pessoas podem se encontrar deixarão de vigorar.
A despeito disso, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recomendou “cautela”, lembrando que a pandemia não acabou.
A previsão do governo é que a atual onda de casos de covid-19 só chegue ao pico no Reino Unido em meados de agosto, causando de mil a 2 mil hospitalizações por dia — mas com o número de novos casos diários podendo chegar a até 100 mil —, o que levou alguns cientistas a criticar a estratégia de reabertura do governo.
O argumento pelo fim das restrições é que a vacinação, bastante adiantada no Reino Unido, criou uma “muralha protetora” que permitirá ao sistema público de saúde (NHS, o SUS britânico) suportar novas ondas, afirmou o secretário de Saúde, Sajid Javid.
De qualquer modo, Johnson afirmou que, para que as restrições sejam abandonadas de vez, “temos de ter uma abordagem cautelosa”. “Não podemos simplesmente voltar instantaneamente, em 19 de julho, para a vida antes da covid-19”, declarou.
Alguns países também reverteram (ou estão em processo de reverter) as restrições da pandemia — e os resultados são variados. Muitos foram forçados a voltar a impor restrições, diante de aumentos expressivos nos casos de covid-19.
Na contramão deles, o Brasil ainda mantém alto número de casos e mortes, em meio a uma vacinação lenta, tendo superado o total de 540 mil óbitos nesta semana.
Confira a experiência de seis deles até o momento:
Israel
Como um dos primeiros a vacinar sua população rapidamente, Israel começou a suspender as medidas restritivas ainda em fevereiro.
Em meados de junho, quando mais da metade dos israelenses adultos já havia tomado as duas doses da vacina, as pessoas foram autorizadas a abandonar o uso de máscara e retomar a vida pré-pandemia — com a abertura total de lojas, restaurantes, hotéis e cinemas.
Israel é um caso de sucesso em vacinação rápida, mas avanço da Delta fez governo recuar em algumas medidas
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No entanto, desde então, os casos diários confirmados de covid-19 têm crescido regularmente, muito por causa da infecciosa variante Delta, altamente infecciosa. Foram 754 novos casos em 13 de julho, número mais alto dos últimos quatro meses (só para efeito comparativo, a média móvel de novos casos diários no Brasil está em torno de 41 mil no momento).
Ao mesmo tempo, autoridades israelenses afirmam que a quantidade de casos graves e hospitalizações tem se mantido baixa, possivelmente graças ao efeito protetor das vacinas.
Mas o aumento nos casos fez o novo governo do premiê israelense Naftali Bennett rever parcialmente a reabertura. Algumas medidas reimpostas incluem o uso obrigatório de máscaras em ambientes internos e a exigência de quarentena para todos os recém-chegados em Israel.
A obrigatoriedade de máscaras foi reanunciada apenas dez dias depois de ter sido suspensa.
Holanda
Quando a vacinação decolava e o número de casos caía, no fim de junho, a Holanda iniciou sua reabertura. O uso de máscaras foi suspenso na maioria dos lugares, e jovens incentivados a voltar à vida cotidiana.
Desde então, o número de casos explodiu, chegando ao nível mais alto desde dezembro — embora essa alta não tenha resultado em um aumento expressivo de hospitalizações.
Holanda precisou voltar a impor restrições à ocupação de restaurantes e bares
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Mas o revés nos números da pandemia — foram 10 mil novos casos diários registrados no sábado passado, quantidade mais alta desde dezembro — fez com que o primeiro-ministro, Mark Rutte, pedisse desculpas pelo “erro” de ter suspendido as medidas de isolamento tão cedo.
Com isso, a Holanda voltou a impor restrições à ocupação de bares, restaurantes e casas noturnas — essas últimas voltaram a ser fechadas.
“Achávamos que seria possível (reabrir), mas na prática isso se mostrou impossível”, afirmou Rutte.
O site do governo prevê que as medidas restritivas continuarão a vigorar ao menos até 13 de agosto.
Coreia do Sul
Apontada como caso de sucesso, desde o início, no controle da pandemia, a Coreia do Sul foi um dos primeiros países a elaborar um plano de reabertura.
Em junho, o país anunciou o projeto de permitir que pessoas vacinadas pudessem ficar sem máscaras em ambientes externos, a autorizar pequenas aglomerações e relaxar nas restrições ao funcionamento de restaurantes.
Especialistas afirmaram, porém, que era arriscado baixar a guarda cedo demais, quando a maioria da população ainda não estava vacinada.
Atualmente, o país está em seu pior momento de toda a pandemia até agora.
Sul-coreanos também voltaram a usar máscaras; país vive seu pior momento da pandemia
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Com recorde em número diário de novos casos, o país voltou a ter medidas de distanciamento social na maior parte de seu território. Na capital, Seul, moradores foram proibidos de realizar encontros com mais de uma pessoa depois das 18h.
Com a variante Delta se espalhando rapidamente e o ritmo da vacinação reduzindo, a confiança da população sobre a habilidade do país em conter o vírus sofreu um baque.
Suécia
Ao contrário do restante do mundo, a Suécia contou principalmente com a adesão voluntária às medidas de contenção da pandemia — o que a levou a ter os piores índices de covid-19 entre os países nórdicos —, embora tenha implementado também limites aos horários de funcionamento de restaurantes e de aglomerações em determinados lugares.
Algumas dessas restrições já foram relaxadas: estádios já permitem torcidas de 3 mil espectadores, e limites aos horários de restaurantes foram suspensos em 1° de julho. Outras restrições deixaram de vigorar nesta quinta (15/7).
Desde a primavera no Hemisfério Norte, os casos têm caído continuamente na Suécia, o que é atribuído ao aumento da vacinação e à chegada do clima quente (quando as pessoas passam mais tempo em ambientes externos).
Com os temores pelo avanço da variante Delta, viajantes com destino ao país são obrigados a apresentar resultado negativo para covid-19.
Sydney faz lockdown de duas semanas
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Austrália
Durante a maior parte do ano passado, os australianos desfrutaram da vida com poucas restrições: o uso de máscaras não era obrigatório, enquanto o país — com suas fronteiras fechadas — chegava a passar dias sem registrar nenhum caso de covid-19.
Quando havia surtos, autoridades rapidamente implementavam lockdowns para conter as contaminações. Um exemplo ocorreu na cidade de Perth, que passou cinco dias de janeiro completamente fechada depois da detecção de apenas um caso de coronavírus ali.
Agora, o avanço da variante Delta em Sydney, a partir de meados de junho, fez com que a maior cidade australiana fosse forçada a impor um confinamento, que deve vigorar ao menos até o final de julho.
Sydney está atualmente registrando mais de 100 casos por dia. O vírus tem se espalhado rapidamente — até mesmo durante as primeiras semanas do lockdown — em uma cidade desacostumada a restrições.
Autoridades afirmam que muitas pessoas descumpriram a obrigatoriedade de permanecer em casa e, por conta disso, as regras se tornaram mais rígidas.
Mas com mais de 90% da população não vacinada devido ao baixo estoque do imunizante, estima-se que o retorno à normalidade ainda vá demorar.
EUA
Quando a vacinação avançou no país, muitos Estados americanos começaram a suspender suas restrições, retirando a obrigatoriedade de máscaras e permitindo a reabertura dos negócios.
Em junho, a Califórnia (o Estado mais populoso dos EUA) anunciou sua “grande reabertura”, enquanto Nova York revogou quase todas suas restrições quando as taxas de vacinados passaram de 70%.
De modo geral, os casos têm permanecido em números baixos, embora algumas cidades e áreas com baixas taxas de vacinação tenham se tornado polos de disseminação. Novas infecções estão em menos de 10% do que eram no auge da pandemia, em janeiro — mas é bom ressaltar que os novos casos dobraram nas duas últimas semanas.
Agora, cresce a preocupação com a variante Delta, justamente a que tem predominado nas áreas pouco vacinadas. À medida que o ritmo da vacinação desacelera, alguns Estados estão recomendando que seus moradores continuem a usar máscaras, para se proteger da variante mais infecciosa.
Na cidade de Nova York, caos aumentaram em quase um terço no intervalo de apenas uma semana — particularmente em bolsões com baixos índices de pessoas vacinadas.
As mortes também têm crescido, mas não em ritmo tão alto. Autoridades estaduais afirmam que a grande maioria dos casos de hospitalização tem ocorrido entre não vacinados.

Fonte: G1 Mundo

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EUA tem evacuações no oeste por causa de grandes incêndios e previsão de raios

Enorme incêndio perto da fronteira do Oregon com a Califórnia cresceu para 97.124 hectares, uma superfície maior que a cidade de Nova York; pelo menos 2.000 pessoas tiveram que ser evacuadas às pressas. Calor extremo e ar seco antecipam temporadas de incêndios florestais nos EUA
O oeste dos Estados Unidos, atingido por uma seca extrema, se prepara para mais destruição em função de incêndios florestais, diante da impossibilidade de conter um grande desastre que avança no sul do estado de Oregon e das previsões de tempestades de raios na Califórnia.
Batizado de “Bootleg” o enorme incêndio perto da fronteira do Oregon com a Califórnia, cresceu da noite para a manhã de sexta-feira para 97.124 hectares, uma superfície maior que a cidade de Nova York. O fogo, que representa o maior incêndio ativo nos EUA, foi apenas 7% contido até o momento.
Dezenas de casas foram destruídas e pelo menos 2.000 pessoas tiveram que ser evacuadas às pressas.
“O perímetro do incêndio Bootleg tem mais de 200 milhas (cerca de 320 km) de extensão, é uma enorme quantidade de linha (de contenção) para formar e manter”, explicou o comandante dos bombeiros, Rob Allen.
“Continuamos usando todos os recursos, de escavadeiras a caminhões-pipa, para intervir onde é seguro fazê-lo, especialmente com o calor, a seca e o vento que se espera que piorem no fim de semana”, acrescentou.
Mais ordens de evacuação foram emitidas na noite de quinta-feira, após os bombeiros terem que se retirar de áreas com chamas de crescimento rápido e “condições extremas de incêndio” a leste do incêndio, que eclodiu há 10 dias e cresceu em cerca de 404 hectares por hora desde então.
“Eu vi as chamas se espalhando pela encosta do penhasco a cerca de um quilômetro de nossa casa e recebi uma ligação me dizendo para fazer as malas e ir embora”, revelou Frank Lee Smith, residente do condado de Klamath, à AFP. “Então enchi o caminhão com tudo o que pude e com os dois cachorros e partimos.”
A situação deve piorar no final de semana, apesar da mobilização de quase 2.000 bombeiros.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou o envio de reforços para Oregon, ao mesmo tempo em que enfatizou os vários incêndios que os bombeiros da Califórnia já combatem.
Mudança climática
Precisamente na Califórnia, o cientista climático Daniel Swain alertou que o risco de incêndios florestais causados por raios secos previstos para este fim de semana é “bastante alto”.
“A mudança climática está alimentando o desenvolvimento de incêndios cada vez mais perigosos e destrutivos em todo o oeste dos Estados Unidos”, disseram os serviços de gerenciamento de emergência da Califórnia.
Cerca de 85% do estado também está em situação de “seca extrema”, de acordo com um observatório do governo.
Em agosto de 2020, o maior incêndio da história moderna da Califórnia, destruindo uma área do tamanho do estado de Delaware, foi provocado por uma sequência grande de milhares de relâmpagos.
Devido a um “longo período de calor implacável e frequentemente recorde”, a vegetação rasteira da Califórnia está mais seca do que normalmente seria em seu pico de agosto ou setembro, disse Swain, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Mas é “altamente improvável que haja quase tantos raios secos quanto houve em agosto de 2020”, completou no Twitter.
Canadá também em alerta
A situação não é muito melhor no vizinho Canadá. O cenário é de calor, incêndios e fumaça tóxica. Alertas de qualidade do ar foram emitidos em quatro províncias do país.
“A fumaça dos incêndios florestais é a causa da má qualidade do ar em muitas comunidades”, confirmou a Agência Ambiental do Canadá em uma mensagem em sua conta no Twitter nesta sexta-feira.
“Tudo muda tão rápido dependendo do vento. Ontem, por volta das 8h, estava claro e ensolarado e às 10h havia tanta fumaça que mal dava para enxergar”, afirmou à AFP Graham Leggett, funcionário da Galeria de Arte de Alberta, no oeste do Canadá.
Nesse país, cerca de 100 bombeiros mexicanos devem chegar a Toronto neste sábado para combater incêndios no noroeste de Ontário, anunciaram as autoridades provinciais nesta sexta-feira.
A mudança climática intensifica as secas, criando condições ideais para que os incêndios florestais se espalhem de forma incontrolável e provoquem danos materiais e ambientais sem precedentes.

Fonte: G1 Mundo

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Brasileiros na Alemanha: família perde tudo, enfermeira salva pacientes e mulher vê vizinho morrer em incêndio


Europa Central sofre com as piores enchentes desde a década de 1960. Alguns brasileiros que viveram o drama das inundações de perto relatam o que aconteceu durante os momentos de perigo. O rio Ahr transborda e destrói casas em Insul, na Alemanha, em 15 de julho de 2021
Michael Probst/AP
A região da Europa Central foi atingida por tempestades que fizeram rios transbordarem e levar muita coisa pelo caminho. Mais de 120 pessoas morreram e milhares estão desaparecidas.
O país mais afetado é a Alemanha, onde mais de 100 pessoas morreram. Alguns brasileiros que moram nas cidades afetadas deram seus relatos ao G1. Leia-os abaixo:
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A família que perdeu tudo
Imagem da casa de Marcela da Silva Amandio em Bad Neuenahr Ahrweiler, na Alemanha
Acervo Pessoal/Marcela da Silva Amandio
Marcela da Silva Amandio mora com o marido, Lucas, e a filha de 7 anos em Bad Neuenahr Ahrweiler.
O bairro foi devastado pela água. O temporal destruiu carros, casas e a estrutura da cidade.
“Por volta das 20h de quinta-feira passou um carro com um alto-falante pelo bairro. Eu não falo a língua e não entendi muita coisa. No grupo de mensagens por aplicativo de pais de colegas da minha filha começaram a mandar mensagem dizendo que na sexta-feira não teria aula”. A filha de Marcela estava dormindo.
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Às 22h, ela conta, tocou uma sirene que é acionada quando há emergências. Depois disso, a vizinha tocou a campainha de sua casa.
“Ela disse que eu precisaria guardar o carro, porque a água estava chegando. Eu disse que não tenho carteira de motorista, e que precisaria esperar meu marido”, diz. Lucas, o marido, trabalha em um restaurante na frente da casa onde a família vive.
A vizinha “fez uma cara de espanto, e disse que precisaria ser naquele momento”, diz. Ela resolveu manobrar o carro.
Nessa hora, o marido, Lucas, estava saindo do restaurante. Ele ouviu gritos e foi ver o que era.
Os dois pegaram as roupas da filha, alguns documentos, alguns eletrônicos e foram para a casa da vizinha. A menina estava assustada e não queria sair de casa.
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Enquanto eles levavam alguns objetos para a casa da vizinha, a água entrou na casa deles.
“A água estava só na altura do pé, mas em segundos subiu para a coxa. Foi muito rápido, ficamos desesperados. Minha filha achou que ia morrer porque não sabe nadar. Eu também fiquei nervosa, mas me controlei para que ela não ficasse tensa.”
Depois de um tempo, a casa da vizinha também ficou vulnerável. Eles resolveram subir em uma laje para se proteger da água aumentava de nível. O problema é que não havia escada.
A família e os vizinhos subiram se equilibrando com uma calha —o marido, o último a subir, teve mais dificuldades, porque não havia mais ninguém para empurrá-lo.
Os três e os vizinhos passaram a noite nessa laje, no frio, sem roupas e com a casa tomada pela água.
“Demos sorte porque não choveu à noite. Eu estava de shorts, eu cheguei a cair na água e estava molhada. Alguns vizinhos conseguiram jogar cobertores e toalhas para que nós nos protegêssemos. Ainda colocamos sacolas de plásticos para nos esquentarmos. Nós três dormimos próximos para nos esquentarmos, abraçados. Em um momento achei que se não morrêssemos afogados, seria de frio”, conta ela.
Marcela da Silva Amandio e a filha durante a madrugada que tiveram que passar na laje da casa da vizinha
Acervo Pessoal/Marcela da Silva Amandio
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Da laje da vizinha, ela viu os vidros do restaurante onde o marido trabalha arrebentarem com a força da água. Um carro ainda bateu na frente do local. Eles ligaram para a polícia, mas não havia gente para ir até lá.
Às 5h, a água começou a baixar.
Alguns dos trabalhadores do restaurante conseguiram levar uma escada e a família e os vizinhos puderam descer da laje.
O carro da família, comprado há dois meses, está em uma pilha com mais de 30 veículos. A polícia não deixou eles se aproximarem, pois havia um vazamento de gás em um dos carros.
Eles foram andando até a casa de dois amigos brasileiros. “Toda a cidade está destruída. Estamos sem água nem energia. Nós compramos comida enlatada. Nossa família fez uma vaquinha em menos de 24 horas chegou algum dinheiro. Não sabemos quando vamos conseguir voltar para casa”, ela conta.
Enfermeira salva pacientes
A enfermeira Lívia Nogueira, de 30 anos, do Rio de Janeiro, mora em Erfstadt, na Alemanha, há 9 meses.
Na quinta-feira, antes de ir para o hospital onde ela trabalha, ela soube que o subsolo do prédio estava inundado, e por isso não foi de carro. Na quarta-feira havia chovido o dia todo, mas na quinta-feira já havia parado.
O prédio estava sem luz, mas ela e os colegas começaram a trabalhar normalmente.
Lívia Nogueira depois de ter ajudado a retirar pacientes de um hospital que inundou em Erfstadt
Acervo Pessoal/Lívia Nogueira
O hospital é térreo. Os quartos todos têm portas e janelas para fora, para uma espécie de jardim.
Por volta das 10h, um colega dela disse que a água estava chegando. Ela entrou no quarto de um dos pacientes para tirá-lo de lá. Nesse momento, ela viu a água chegando pela janela. “Deu um desespero. A água estava vindo muito rápido”, ela conta.
A água entrava por baixo das portas dos quartos dos pacientes.
Ela e os outros enfermeiros pegaram os pacientes dos quartos e levaram para um corredor. Foi uma solução temporária: logo a água começou a inundar os corredores também.
Lívia levou os pacientes para um outro canto do hospital.
A água não era barrenta, mas estava suja. O pior não era a consistência, mas, sim, a velocidade.
“A água não foi subindo aos poucos, pelo contrário, veio muito rápido; houve um momento que em 3 ou 5 minutos estava na altura do joelho”, ela conta.
O problema com os pacientes não terminou. Depois de tirá-los do quarto, levá-los para três outros lugares diferentes do hospital, começaram a gritar nos corredores que seria preciso tirá-los de lá.
Ela e os outros profissionais saíram do hospital empurrando os pacientes —alguns deles em camas.
“Chegamos no jardim, mas de lá precisamos levá-los até a pista da rua. E isso aconteceu enquanto a água continuava a subir. Foi o pior momento: tivemos que empurrar a cama onde tinha grama e lama e onde o chão não era plano. Nessa parte pior, devemos ter andado uns 200 metros até chegarmos na pista”.
O difícil, diz ela, foi atravessar um terreno irregular com um paciente em uma cama.
“Eu estava sem força, cansada. Tinha que levantar a cama para conseguir que a roda andasse”, diz.
Na pista de carros, ela esperou os bombeiros chegarem. “Eles chegaram de carro, de caminhão, chegou até um trator e botes também”, conta Livia.
O hospital foi interditado Uma parte dos pacientes foram para outros hospitais, uma outra parte foi levada para uma escola que está sendo usada como abrigo —há cerca de 100 pessoas lá.
Casa do vizinho em chamas
A brasileira Sintique Amaral de Lima mora perto do rio em Leichlingen, na Alemanha. “Esse rio já deu problemas no passado, algumas ruas ficaram alagadas”, ela conta.
Na terça-feira, ela estava se preparando para dormir quando uma vizinha bateu na porta. A água estava chegando.
“Eu respondi: ‘Mas que água?’, e já percebi o que estava acontecendo. Foi só o tempo de mandar as crianças para dentro de casa”, ela conta.
O marido chegou depois de cerca de 10 minutos.
A água não chegou a entrar na casa deles, mas, sim, em um porão onde eles guardam coisas.
A família passou a noite ouvindo o barulho da água pelas paredes.
O problema era que eles não tinham como sair. “Meu filho, de 14 anos, tentava ajudar, mas ele estava com medo. Minha filha ficou apavorada, mas consegui colocá-la para dormir. Ao longo da madrugada, a água foi baixando.”
“Eu acordei por volta das 5h. Quando abri a janela, vi que a casa de um vizinho estava queimando”, ela conta.
Tentaram apagar o fogo usando a água de uma piscina pública do bairro, mas não foi o suficiente. Um homem morreu no incêndio.
Sintique Amaral de Lima, brasileira que vive em Leichlingen, na Alemanha
Acervo Pessoal/Sintique Amaral de Lima
Sintique e a família foram para a casa da sogra, que fica em uma região da cidade onde houve menos problemas.
“Precisamos esperar até amanhã para a água toda sair. Daí vamos ver quais os problemas, se houve consequências no prédio”, ela conta. A expectativa é voltar para a casa só na semana que vem, ela conta.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para mais de 150 o nº de mortos após chuvas na Europa; tragédia na Alemanha é a maior em 59 anos


Imensa quantidade de água tem causado inundações gigantescas, alagado cidades e derrubado casas na em países da Europa Central. É o maior número de mortos na Alemanha desde 1962. Chuvas causam inundações gigantescas na cidade de Erftstadt, na Alemanha. Foto fornecida pelo governo do distrito de Colônia em 16 de julho de 2021.
Rhein-Erft-Kreis via AP
Mais de 150 pessoas morreram e milhares estão desaparecidas devido às chuvas dos últimos dias na Europa, que estão fazendo os rios transbordarem e levarem tudo pelo caminho principalmente na Alemanha e na Bélgica.
O país mais afetado é a Alemanha, onde 133 mortes foram confirmadas até o momento e 1,3 mil pessoas estão desaparecidas apenas em um distrito ao sul de Colônia, no oeste do país.
É o maior número de mortos em um desastre natural na Alemanha desde 1962 (quando uma enchente no Mar do Norte deixou cerca de 340 mortos) e a maior quantidade de chuva no país em um século.
As inundações no rio Elba, que em 2002 foram anunciadas como “inundações que acontecem uma vez por século”, mataram 21 pessoas no leste da Alemanha e mais de 100 em toda a Europa.
As chuvas deste ano têm afetado também a Bélgica, onde 20 pessoas morreram e 20 estão desaparecidas, e Holanda, França e Luxemburgo em menor intensidade (veja mais abaixo).
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Enchentes na Europa já registram mais de 120 mortes; 1,3 mil estão desaparecidos somente na Alemanha
O número de vítimas pode aumentar consideravelmente após relatos de deslizamentos de terra e casas sendo arrastadas pelos rios ou desabando devido à força da água na sexta-feira (16).
Imagens áreas divulgadas pelas autoridades do distrito de Colônia, na Alemanha, mostram uma cratera formada por um deslizamento de terra imenso, que arrastou lama e destroços.
O que se sabe até o momento:
133 mortos na Alemanha (90 no estado da Renânia-Palatinado e 43 no estado da Renânia do Norte-Vestfália)
1,3 mil pessoas desaparecidas no distrito de Ahrweiler, na Renânia do Norte-Vestfália, a cerca de 40 km ao sul da cidade de Colônia
20 mortos e 20 desaparecidos na Bélgica
114 mil casas sem energia na Alemanha, segundo a maior empresa de distribuição do país
Mulher observa pilha de carros após enchentes em Bad Neuenahr-Ahrweiler, na Alemanha, em 16 de julho de 2021
Christof Stache/AFP
Na Alemanha, as cidades e vilas mais afetadas estão no curso do rio Ahr, que nasce quase na fronteira com a Bélgica e deságua no rio Reno. O vale do rio Ahr é famoso pela produção de vinho tinto, e a cidade mais importante da região é Bad Neuenahr-Ahrweiler.
Na Bélgica, a região mais afetada é a Valônia, cuja principal cidade é Liège. Os maiores estragos estão em cidades e vilas ao longo do rio Mosa, que nasce na França, passa pelo país e adentra a Holanda, e também do rio Vesdre, perto da fronteira com a Alemanha.
A ministra do Interior belga, Annelies Verlinden, disse a uma TV local nesta sexta que continua crítico o nível das águas do rio Mosa e vários diques correm o risco de ruir (veja mais abaixo).
Clare Nullis, porta-voz da Organização Meteorológica Mundial, afirmou que algumas partes da Europa Ocidental receberam até dois meses de chuva em apenas dois dias. “O que piorou é que os solos já estavam saturados pelas chuvas anteriores”.
As cidades mais afetadas pelas chuvas:
V2 Chuvas e inundações na Europa: temporal deixa dezenas de mortos na Alemanha e na Bélgica e afeta cidades também na Holanda e na França
Editoria de Arte/G1
O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, pediu nesta sexta um firme comprometimento com a luta contra as mudanças climáticas e afirmou que esta é a única alternativa para frear fenômenos meteorológicos extremos, como as chuvas intensas que castigam o país.
“Apenas se nos comprometermos de forma resoluta com a luta contra as mudanças climáticas poderemos controlar condições meteorológicas extremas como as que vivemos atualmente”, afirmou Steinmeier em um pronunciamento, em que disse estar “profundamente arrasado” pela tragédia.
A chanceler Angela Merkel havia dito na quinta-feira (15) que os extremos climáticos estão se tornando mais frequentes, o que requer ações para conter o aquecimento global. “Pequenos rios se transformaram em torrentes inundadas e devastadoras”.
1,3 mil desaparecidos na Alemanha
Ponte sobre o rio Ahr destruída pela força da água em Schuld, na Alemanha, em 15 de julho de 2021
Michael Probst/AP
As fortes enchentes no oeste da Alemanha transformaram ruas em rios com correntezas violentas, que “varreram” carros, arrancaram árvores e derrubaram ou arrastaram algumas edificações.
Comunidades inteiras ficaram em ruínas após rios transbordarem e varreram cidades e vilas, nos estados alemães da Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado.
Autoridades alemãs confirmam que 1,3 mil pessoas são consideradas “não reportadas” apenas no distrito de Ahrweiler, a cerca de 40 km o sul da cidade de Colônia.
Ainda não é possível saber quantas estão com problemas de comunicação e quantas podem ser vítimas ainda não localizadas.
Em Erftstadt, “as casas foram em grande parte destruídas e algumas desabaram”, disseram as autoridades locais em uma rede social. “Várias pessoas estão desaparecidas”.
As casas desabaram na manhã e equipes de resgate tentam chegar de barco ou helicóptero aos moradores, porque as estradas ao redor da cidade estão intransitáveis ​​após terem sido destruídas pela água.
VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
Uma barragem perto da fronteira com a Bélgica transbordou, enquanto outra foi estabilizada.
Cerca de 4,5 mil pessoas foram evacuadas das comunidades a jusante e um trecho da rodovia A61 foi fechado em meio a temores de um possível colapso das estruturas.
Cidades e regiões mais afetadas
São 90 mortes no estado alemão de Renânia-Palatinado, entre elas 12 moradores de uma casa de repouso para pessoas com deficiência na cidade de Sinzig que foram surpreendidos pelo transbordamento do rio Ahr.
Na vizinha Renânia do Norte-Vestfália, as autoridades estaduais estimam em 43 o número de mortos, mas alertam que o número pode aumentar.
Casas desabaram e foram arrastadas pelas águas na aldeia de Schuld, onde muitos estão desaparecidos e quatro mortes já foram confirmadas.
Devastação causada pela enchente do rio Ahr, na aldeia Eifel de Schuld, no oeste da Alemanha. Foto tirada com um drone em 15 de julho de 2021.
Christoph Reichwein/DPA via AP
Outras duas pessoas morreram em porões inundados nas proximidades de Solingen e Unna.
A polícia relatou outra morte no município de Rheinbach, e dois bombeiros morreram durante os trabalhos de resgate nas cidades de Altena e Werdohl.
Infraestrutura danificada
As redes de telefonia móvel entraram em colapso em algumas das regiões atingidas pelas enchentes, e pessoas não estão conseguindo falar com familiares e amigos desaparecidos.
Ao menos 114 mil casas estão sem energia nos estados da Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado nesta sexta, anunciou a Westnetz, maior empresa de distribuição do país.
A infraestrutura foi completamente destruída e a reconstrução custará muito tempo e dinheiro, disse a premiê da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer, a uma televisão alemã. “O sofrimento continua aumentando”.
Casas submersas pelas águas de rio que transbordou em Erdorf, na Alemanha
Harald Tittel/DPA via AP
Carro coberto em Hagen, na Alemanha, com destroços arrastados pela enchente do rio Nahma em 15 de julho de 2021. Fortes chuvas transformaram o pequeno rio em uma torrente violenta.
Roberto Pfeil/DPA via AP
Inundações na Bélgica
Na Bélgica, 20 pessoas morreram e 20 estão desaparecidas e as chuvas constantes durante a noite pioraram as inundações no leste do país, principalmente na região da Valônia.
Em Liège, principal cidade da Valônia o rio Mosa transbordou e o prefeito pediu às pessoas que moram nas proximidades para que se refugiassem em locais mais altos. O município tem 200 mil habitantes.
Mais de 21 mil pessoas continuam sem eletricidade na região.
VÍDEO: Drones mostram ruas alagadas na Bélgica
Carro flutua no rio Mosa durante forte enchente em Liège, na Bélgica, em 15 de julho de 2021
Valentin Bianchi/AP
Cerca de 10 casas desabaram em Pepinster, após o rio Vesdre inundar a cidade, e moradores foram evacuados de mais de mil casas.
As principais rodovias também foram inundadas nas partes sul e leste do país na quinta-feira (15), e a companhia ferroviária disse que todos os trens foram parados.
Carros danificados em rua inundada em Mery, na província de Liège, na Bélgica, em 14 de julho de 2021
Valentin Bianchi/AP
Os destroços em um rio em Verviers, na Bélgica
Yves Herman/Reuters
Lojista observa enchente criar “rio” na principal rua do centro de Spa, na Bélgica, em 14 de julho de 2021
Valentin Bianchi/AP
E na Holanda, na França…
No sul da Holanda, perto das fronteiras com a Alemanha e a Bélgica, autoridades da cidade de Valkenburg evacuaram uma casa de repouso e um hospício durante a noite. A principal rua da cidade turística virou um rio.
Autoridades da cidade de Venlo, também no sul, evacuaram cerca de 200 pacientes do hospital devido à ameaça de inundação do rio Mosa, o mesmo que transbordou em Liège, na Bélgica.
O governo holandês enviou na noite de quarta-feira (14) cerca de 70 soldados à província de Limburg, onde ficam Valkenburg e Venlo. Não há relatos de feridos ou mortos relacionados a enchentes na Holanda até o momento.
VÍDEO: Imagens aéreas mostram enchente na Holanda
Chuvas excepcionalmente intensas também inundaram uma parte do nordeste da França nesta semana, derrubando árvores e forçando o fechamento de dezenas de estradas.
Uma rota de trem para Luxemburgo foi interrompida e os bombeiros evacuaram dezenas de pessoas de casas perto da fronteira com Luxemburgo e Alemanha e na região de Marne.
O equivalente a dois meses de chuva caiu em algumas áreas da França nos últimos dias, segundo o serviço nacional de meteorologia do país.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Vc viu? Bolsonaro internado, enchentes na Europa, prisão de DJ Ivis após agressão contra ex-mulher e CPI prorrogada por 90 dias


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 12 a 16 de julho. Jair Bolsonaro é internado após obstrução intestinal. Dias antes, a PF abriu inquérito para investigá-lo no caso Covaxin. A CPI da Covid entra em recesso e é prorrogada por mais 90 dias. Vídeo mostra que Pazuello negociou Coronavac com intermediários pelo triplo do preço. Enchentes matam mais de 120 na Europa. Em Cuba e na África do Sul, protestos tomam as ruas. Amazônia já emite mais gás carbônico do que absorve. Pela 1ª vez em 8 meses, a taxa de internação em UTIs de Covid fica abaixo de 90%. Congresso aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. Brasil tem alta de assassinatos em 2020 e o total de mortes causadas pela polícia tem recorde. Traficante Hello Kitty é morta em operação no RJ. Unidade do Burger King tem demissão em massa e viraliza. MJ Rodriguez faz história como 1ª atriz trans indicada ao Emmy. Bebê de 2 anos faz sucesso ‘falando difícil’. Saiba como funciona a faloplastia. Enem 2021 tem menor número de inscritos desde 2007.
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Bolsonaro internado
Jair Bolsonaro posta foto caminhando nos corredores do hospital Villa Nova Star, na Zona Sul de SP, nesta sexta (16).
Reprodução/Redes Sociais
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisou ser internado após exames apontarem quadro de obstrução intestinal. Ele foi levado para o hospital em Brasília na manhã de quarta-feira (14) devido a fortes dores abdominais, em meio a uma crise de soluços que persistia por dias. Bolsonaro foi transferido para um hospital particular em São Paulo, e médicos chegaram a avaliar a possibilidade de uma cirurgia de emergência, mas isso foi descartado inicialmente. Boletim médico do Hospital Vila Nova Star informou que ele receberia um “tratamento clínico conservador”, sem intervenção cirúrgica. Até a noite de quinta-feira, o presidente seguia sem previsão de alta, porém a evolução de seu estado de saúde era considerado “satisfatória”.
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OBSTRUÇÃO INTESTINAL: quais são os sintomas? E os riscos? Como tratar?
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Presidente virou alvo da PF
Dias antes de ser internado, Bolsonaro virou alvo de inquérito da Polícia Federal, que vai apurar se ele prevaricou no caso da vacina Covaxin. A investigação tem prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado, e foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da Procuradoria-Geral da União. De acordo com a legislação, prevaricar consiste em “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. O funcionário do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, chefe do setor de importação da pasta, e o irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), afirmaram à CPI da Covid ter avisado a Bolsonaro, em março, sobre suspeitas de corrupção na negociação para a compra da vacina Covaxin.
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CPI prorrogada e em recesso
A CPI da Covid foi prorrogada nesta semana pelo prazo de mais 90 dias. Inicialmente, a comissão iria funcionar até 7 de agosto, em caso de recesso parlamentar, ou até 25 de julho se não houvesse interrupção dos trabalhos. Como o recesso no Legislativo foi confirmado, o colegiado criado para apurar falhas do governo federal na gestão da pandemia do novo coronavírus deverá ser retomado só em 3 de agosto. Nos últimos dias, foi ouvida a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, além de Cristiano Carvalho, representante da Davati.
Relembre todos os depoimentos até agora
Foi necessário mais de um dia para que a diretora da Precisa Emanuela Medrades falasse à comissão, o que adiou para agosto o depoimento do sócio da empresa, Francisco Maximiano. Na terça-feira (13), Medrades abusou do direito ao silêncio e se negou a responder às perguntas dos senadores, alegando ‘exaustão’. Mas mudou de postura no dia seguinte e negou as supostas irregularidades nas negociações com o governo. Ela também contestou servidores da saúde, tentou desacreditar as denúncias dos irmãos Miranda e se apresentou como responsável pelas negociações. No entanto, recusou-se a mostrar o contrato da vacina investigado pela comissão.
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O último depoimento antes do recesso foi o de Cristiano Carvalho, representante da Davati que negociou vacinas da Astrazeneca com o governo. Carvalho apontou uma disputa interna na pasta entre os grupos do coronel Élcio Franco e o ex-diretor Roberto Dias, que foi acusado pelo policial Luiz Dominghetti de ter pedido propina de 1 dólar adicional por dose.
Cristiano Carvalho disse à CPI que foi avisado por Dominghetti sobre um pedido de “comissionamento” na negociação de 400 milhões de doses da vacina. Segundo ele, 8 autoridades participaram da negociação, sendo 6 militares. Ainda que a Davati tenha mantido tratativas oficiais com o governo, a AstraZeneca nega ter qualquer intermediária no Brasil.
Pazuello
Em 11 de março, quando ainda era ministro da Saúde, o general Pazuello se reuniu com intermediários de uma empresa chamada World Brands que tentavam vender 30 milhões de doses da CoronaVac pelo triplo do preço. O encontro ocorreu fora da agenda oficial do ministro, e um vídeo obtido pela CPI e revelado em primeira mão pela “Folha de S.Paulo” mostrou os momentos finais da conversa (assista abaixo).
Dimas Covas diz que alertou ‘várias vezes’ Pazuello de que só Butantan representava Sinovac
Vídeo registrou momentos finais da reunião entre Pazuello e intermediários de vacina
Nas imagens, Pazuello diz ter assinado um “memorando de entendimento” para fechar o negócio. Segundo o ex-ministro, seria uma compra direta do governo chinês. O Ministério da Saúde, hoje chefiado por Marcelo Queiroga, diz desconhecer esse documento. O governo comprou a CoronaVac do Instituto Butantan, em uma negociação que Bolsonaro tentou atrapalhar, por US$ 10 a dose. Já o grupo recebido por Pazuello pedia US$ 28.
Então…
O encontro com os intermediadores contradiz uma fala de Pazuello à CPI, dois meses depois. Aos senadores da comissão, o ministro disse que não negociava vacinas. “Eu sou o dirigente máximo, o decisor. Não posso negociar com a empresa.”
Queda nas internações por Covid
Uma notícia positiva sobre a pandemia no Brasil: pela primeira vez em oito meses, nenhum estado brasileiro tem UTI de Covid com ocupação maior que 90%. O dado do Boletim Observatório Covid-19, da Fiocruz, se refere aos leitos para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) e foi apresentado na quarta-feira (14). Pesquisadores veem uma nova fase da contaminação pelo novo coronavírus no país, com redução de mortes e internações entre grupos de risco e prioritários (como idosos e profissionais de saúde) após a vacinação. Segundo o estudo, o total de casos e de óbitos vem caindo há três semanas, cerca de 2% ao dia, mas ainda segue em patamar alto. A taxa de letalidade está em torno de 3%, percentual considerado elevado.
NOVAS VACINAS: Anvisa autoriza testes clínicos de mais 2 imunizantes contra Covid
AMAMENTAÇÃO X CORONAVÍRUS: leite materno não transmite Covid-19
💉 Vacinação melhora, mas sofre com falta de doses 💉
Mais de 15% da população brasileira já foi vacinada com as duas doses ou com a dose única da vacina contra a Covid-19. Ao todo, são quase 33 milhões de pessoas. Até esta quinta-feira (15), os que tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid chegavam a 87.060.421, o que corresponde a 41,11% da população. Apesar da melhora nos números, a vacinação ainda apresenta falhas. Nesta semana, 8 capitais suspenderam a aplicação da primeira dose do imunizante por falta de vacina. Também houve cidades com aplicação somente em grupos específicos ou apenas da segunda dose da vacina. Veja na reportagem as capitais que atrasaram a vacinação.
Cidades de MG que avançaram na vacinação contra Covid zeram internações e mortes
MAPA DA VACINAÇÃO: veja o ritmo da aplicação das doses por estado
2ª dose da AstraZeneca: entenda por que os riscos de febre ou dor são menores
Orçamento 2022
O Congresso Nacional aprovou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. O texto prevê a ampliação do fundo eleitoral para 5,7 bilhões, quase o triplo do registrado em 2018 e em 2020. Entre os pontos da LDO, destacam-se a manutenção das emendas parlamentares do relator, o reajuste salarial a servidores e a realização do Censo Demográfico em 2022. O texto segue para sanção. Veja aqui como votou cada senador.
Mortes e destruição por chuvas na Europa
VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
As fortes chuvas que atingiram a Europa nos últimos dias causaram mais de 120 mortes até a manhã desta sexta-feira (16). Só na Alemanha, eram 103 mortos e 1,3 mil pessoas desaparecidas. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, culpou as mudanças climáticas pelos temporais. Na Bélgica, eram 18 pessoas mortas e 19 desaparecidas. Também houve chuva forte, mas de menor intensidade, em Luxemburgo, Holanda, França, Suíça e Luxemburgo.
ANTES E DEPOIS: veja área afetada por inundações na Alemanha
VÍDEO: drone registra imagens de ruas alagadas após temporal na Bélgica
FOTOS: ruas inundadas, carros submersos, entulho levado pela água
BRASILEIRA NA ALEMANHA: ‘Sirenes a madrugada toda’
ESPECIALISTAS: chuvas podem ter relação com aquecimento global
Na América do Norte, calor extremo
Enquanto europeus lidam com chuvas intensas, na América do Norte uma onda de calor que atinge parte dos Estados Unidos e do Canadá fez temperaturas ultrapassarem os 47 ºC. Estradas precisaram ser fechadas, o tráfego ferroviário foi limitado e houve ordens para que famílias se retirem de suas casas. No Canadá, o governo anunciou medidas emergenciais para prevenir o fogo que se espalhou por incêndios florestais na áreas mais quentes. Em uma praia canadense, moluscos foram “cozidos vivos” devido ao calor intenso.
Por que calor recorde no hemisfério norte indica que algo pior está por vir
Praia do Canadá com moluscos mortos após onda de calor no fim de junho de 2021
Chek News/Reuters
E Amazônia emite mais CO2 do que absorve
A floresta amazônica já emite mais gás carbônico do que consegue absorver. O fenômeno estudado pelo Inpe e publicado na Revista Nature é resultado do desmatamento e de outras formas de degradação do bioma. O efeito, segundo especialistas entrevistados por Renata Lo Prete no último episódio de O Assunto, pode custar muito caro ao Brasil no cenário internacional.
Protestos em Cuba
Os cubanos saíram às ruas na última semana com gritos por “liberdade” e “pátria livre”, na maior onda de manifestações da história recente do país. A ilha comunista, comandada por um único partido num regime autoritário há seis décadas, sofre com a disparada de contágios de Covid-19 e com a crise econômica gerada pela pandemia. O cenário é de queda no turismo, uma das principais atividades econômicas de Cuba, e falta de itens básicos de alimentação, escassez de vacina, inflação e apagões. (Veja vídeo abaixo.)
Após as mobilizações populares convocadas pela internet, o governo chegou a bloquear o acesso à rede e a cortar linhas telefônicas. Houve prisões de ativistas e jornalistas, e confronto entre manifestantes e policiais, com ao menos uma morte, segundo a imprensa oficial. A ONU pediu a libertação dos presos. O governo cubano, que atribuiu os protestos a setores ligados aos Estados Unidos interessados em desestabilizar o país, decidiu suspender taxas e restrições à importação de alimentos, remédios e produtos de higiene pessoal por viajantes que cheguem à ilha. Pressionado, o presidente Miguel Días-Canel admitiu que o governo tem que “aprender” com os protestos.
Youtuber cubana detida durante entrevista ao vivo é liberada
Por que parte dos cubanos continua a apoiar governo
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Na África do Sul, mais protestos e violência
Na África do Sul, uma onda de protestos e violência se espalhou pelas ruas após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Ele é considerado herói por ter lutado contra o apartheid junto com Nelson Mandela, mas foi preso após ser investigado por escândalos de corrupção e se negar a comparecer a uma comissão da Justiça. As manifestações foram marcadas por saques e incêndio a veículos. Houve confrontos com a polícia, e comércios fecharam as portas. Mais de 70 pessoas morreram e mais de 1 mil foram detidas. Há locais com falta de abastecimento em mercados e com transporte público sem circulação. Os atos prejudicam a campanha de vacinação contra a Covid-19 no país africano.
VÍDEO: por que a África do Sul vive onda de violência
Em incêndio, criança é jogada de prédio
Em meio à violência no país africano, uma imagem chamou a atenção nesta semana. Uma mãe precisou jogar seu bebê de um prédio em chamas na cidade de Durban. A mulher e a criança foram resgatada. O incêndio teria sido causado por saqueadores. Veja o vídeo abaixo:
VÍDEO: Mãe joga bebê de prédio em chamas na África do Sul
DJ Ivis preso
O produtor musical Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, foi preso na quarta-feira (14), no Ceará, após serem divulgados os vídeos de câmeras de segurança que registraram agressões cometidas por ele contra a ex-mulher, Pamella Holanda. A própria vítima divulgou as filmagens, que mostram ela apanhando na frente da filha, de nove meses, da mãe dela, e de um funcionário do agressor. Segundo Pamella, Ivis a agrediu por amamentar a filha enquanto estava com Covid – o que ela contou ter feito com orientação médica.
‘Travei’, diz funcionário de DJ Ivis que presenciou agressões sem interferir
‘Convite ao valentão’: Lutadora Cris Cyborg desafia DJ Ivis para luta
Sertanejas lançam música sobre violência contra mulher após caso Ivis
Ex-mulher de DJ Ivis publica vídeo sendo agredida pelo artista em apartamento de Fortaleza
Ivis era produtor de Xand Avião, do grupo Aviões do Forró. Neste ano, ele se lançou como artista e conseguiu sucesso nacional com músicas como “Volta Bebê, Volta Neném” e “Esquema Preferido”. Depois dos vídeos com as agressões, o DJ foi demitido por sua produtora. Ele também teve suas músicas retiradas da programação de rádios cearenses e vídeos excluídos do YouTube. Cantores e gravadoras anunciaram o fim de parcerias com o DJ agressor.
Retrato da violência no Brasil
O Brasil teve em 2020 aumento das mortes violentas, que chegaram a 50 mil; crescimento das mortes provocadas por policiais, que bateram recorde ao atingir 6,4 mil; e alta de assassinatos e agressões contra população LGBTQIA+ e de feminicídios. Também houve aumento do número de registros de armas nas mãos de civis, que dobrou em três anos. Por outro lado, caíram os crimes patrimoniais, como roubos. Os dados são do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Veja os dados completos.
Stalking: mulheres são maiorias das vítimas de perseguição eletrônica. Saiba como denunciar
Morte de Hello Kitty
Rayane Nazareth Cardozo canta em templo envangélico à esquerda. Atualmente, conhecida como Hello Kitty, gerencia o tráfico de drogas em comunidade de Sâo Gonçalo.
Reprodução
Uma das criminosas mais procuradas do Rio foi morta na sexta (16) em uma operação da PM. Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, a Hello Kitty, de 20 anos, e outros três suspeitos morreram em confronto no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A região era dominada pelo traficante Vinte Anos, o pai de Hello Kitty, que também morreu na operação.
Antes de gerenciar o tráfico de drogas em São Gonçalo, Rayane frequentava a igreja evangélica, onde chegou a cantar. Ela entrou na mira da polícia em 2018, depois de ser apontada por diferentes vítimas de roubos em Niterói. No ano seguinte, já chamava atenção da polícia pela atuação no tráfico. Hello Kitty gostava de ostentar o uso de armas em redes sociais.
Demissão no Burger King
Foto registrada no dia 13 de julho em frente a uma loja da rede Burguer King em Nebraska (EUA) mostra recado dos funcionários, que pediram demissão em massa: ‘todos nós desistimos’
Reprodução/Facebook
“Todos nós nos demitimos. Desculpe a inconveniência”. Foi com esse recado no letreiro do Burger King que funcionários da cidade de Lincoln, Nebraska, nos Estados Unidos, se despediram da rede de fast food e viralizaram na última semana. A sobrecarga e condições precárias de trabalho teriam levado os funcionários ao pedido de demissão em massa. Um porta-voz da rede se manifestou, afirmando que a loja em que ocorreu o incidente “não atua de acordo com os valores da marca”.
Atriz trans indicada ao Emmy
Mj Rodriguez em cena de ‘Pose’
Eric Liebowitz/FX via AP

Mj Rodriguez, atriz que interpreta Blanca Evangelista na série “Pose”, se tornou a 1ª mulher trans indicada ao Emmy na categoria principal de atuação. O prêmio, principal da TV norte-americana, será disputado com Uzo Aduba, Olivia Colman e Emma Corrin, Elisabeth Moss e Jurnee Smollett. Veja a lista dos indicados.
A bebê que ‘fala difícil’
Conheça Alice, a menina de 2 anos que vive em Londres e ‘fala difícil’
Oftalmologista. Tiranossauro Rex. Proparoxítona. Propositalmente. É difícil acreditar que essas palavras possam ser pronunciadas por uma criança de 2 anos, mas foi por essa façanha que a pequena Alice viralizou nas redes sociais. A menina vive em Londres com a mãe Morgana Secco, que filmou o talento da filha. Na sexta-feira (16) Alice deu um show de fofura em entrevista à Globonews. Veja acima.
Cirurgia de aumento de pênis
Nesta semana o sertanejo Tiago, da dupla com Hugo, revelou ao G1 que se submeteu a uma faloplastia – cirurgia de aumento peniano – e despertou o interesse da web pelos detalhes da operação. 48 horas depois de acordar da anestesia geral, o cantor disse que percebeu “um resultado visível”. Veja, no vídeo abaixo, como é feito o procedimento.
Entenda o que é a faloplastia, cirurgia no pênis pela qual passou o cantor Tiago
Enem 2021
Desde 2007, o Exame Nacional do Ensino Médio não tinha um índice de inscritos tão baixo. Com um pouco mais de 4 milhões de candidatos, a quantidade de inscritos em 2021 é 34% menor em relação ao ano passado e pode cair ainda mais: sem a taxa de R$ 85 – que deve ser paga até segunda (19) por quem não conseguiu isenção – as inscrições não são concluídas. A dificuldade financeira e falta de adaptação às aulas online foram os motivos que pesaram na desistência de Arthur Carvalho, de 20 anos. Em entrevista ao G1, o jovem contou que adiou o sonho de prestar psicologia por se sentir menos preparado para a prova.

Fonte: G1 Mundo

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Vila Olímpica de Tóquio registra primeiro caso de Covid

Os Jogos de Tóquio registraram o primeiro caso de covid-19 na Vila Olímpica a seis dias da abertura do evento, informaram os organizadores do evento neste sábado (17).
“Há uma pessoa dentro da Vila. É o primeiro caso registrado dentro da Vila e foi detectado ao chegar”, declarou Masa Takaya, porta-voz do comitê organizador dos Jogos, em coletiva de imprensa.
A pessoa infectada, que não teve a identidade revelada pelos organizadores, foi removida da Vila Olímpica, onde milhares de atletas e árbitros ficaram alojados durantes os Jogos.
“Neste momento, esta pessoa está confinada em um hotel”, informou Takaya.
Seiko Hashimoto, a presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, garantiu que “estamos fazendo de tudo para impedir um surto de covid. Se tivermos um surto, vamos ter certeza de que temos um plano para responder.”
Em uma Olimpíada que já foi adiada por um ano por causa da pandemia, os organizadores implementaram medidas rigorosas para evitar infecções por coronavírus na Vila.

Fonte: G1 Mundo

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‘Fim do mundo’: o relato de brasileira que vive em cidade inundada na Alemanha


Andrea Wiegmann mora em Altena, que foi arrasada pelas chuvas e enchentes que já deixaram uma centena de mortes no país. Fortes chuvas já deixaram cerca de 100 mortos na Alemanha; na foto, destroços na cidade de Schuld
EPA-SASCHA STEINBACH via BBC
A cada verão, a pequena cidade de Altena, na Alemanha, espera por fortes chuvas, uma pequena inundação do rio que passa pelo vilarejo, e até mesmo eventuais toques de recolher por conta dessas alterações. Mas esta semana, o cenário típico de verão se tornou tão mais drástico que os moradores dali ficaram “chocados”, segundo descreve a brasileira Andrea Wiegmann, de 47 anos, que vive na cidade.
“As pessoas falavam que era o fim do mundo, estavam desesperadas”, relata Andrea, que mora na Alemanha há mais de 18 anos e desde 2008 em Altena.
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Por que a ciência não conseguiu prever as inundações
A brasileira conseguiu escapar de transtornos e riscos por viver em uma área mais alta da cidade, cuja população é de cerca de 16 mil habitantes. Mas ela relata momentos de desespero ao buscar notícias da sogra e de primos do marido, que moram no centro de Altena, mais afetado pelas enchentes. Apesar do susto, todos da família estão bem.
VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
Entretanto, esta e outras cidades da Alemanha ainda estão contando vítimas fatais e desaparecidos em decorrência das fortes chuvas e enchentes que deram os primeiros sinais no início da semana, culminando em um dia caótico na quarta-feira (14). No país, cerca de 100 mortes já foram confirmadas, e os números sobre desaparecidos ainda são incertos.
Apenas no distrito Ahrweiler, mais de 1,3 mil pessoas são consideradas desaparecidas.
A reportagem não encontrou dados de vítimas especificamente em Altena, que fica no distrito de Märkischer Kreis, no Estado de Renânia do Norte-Vestfália. Mas a cidade foi destaque no noticiário, entre outros motivos, por ter sido local de morte de um bombeiro que estava em serviço na contenção às enchentes.
Fortes chuvas já deixaram cerca de 100 mortos na Alemanha; na foto, destroços na cidade de Schuld
Getty Images via BBC
“Está todo mundo muito triste (com a morte do bombeiro), porque a cidade é pequena. Todo mundo conhece todo mundo.”
Falando com a BBC News Brasil na manhã de sexta-feira (16), a brasileira contou que parte da cidade ainda estava isolada, inclusive alguns de seus amigos; sem eletricidade; com estradas interditadas; e cheia de lama.
Moradores perderam casas e carros, e restaurantes e lojas ficaram inundados. Quem não foi tão afetado buscou ajudar na limpeza e cedendo abrigo.
“As pessoas estão colaborando, o governo também… Vieram pessoas de outros lugares para ajudar. Mas vai demorar meses (para recuperar os estragos).”
Andrea menciona que uma das barreiras encontradas pela vizinhança para ajudar quem foi afetado é a falta de eletricidade para mover os carros — lá, boa parte dos veículos são elétricos. Outra característica local, o uso e a moradia em sótãos, também se tornou uma vulnerabilidade às chuvas.
Mulher observa pilha de carros após enchentes em Bad Neuenahr-Ahrweiler, na Alemanha, em 16 de julho de 2021
Christof Stache / AFP
“Algumas pessoas fazem dos porões apartamento. Então, tinha gente dormindo na hora das enchentes. Vi um senhor na TV falando que a filha estava no sótão dormindo e ele a salvou quebrando a porta para tirá-la.”
“A correnteza era tão forte que os únicos carros que passavam era dos bombeiros.”
“Todo mundo foi pego de surpresa. Estava anunciada uma forte chuva, mas nunca pensamos que fosse acontecer o que aconteceu.”
A Alemanha mobilizou cerca de 15 mil policiais, militares e agentes de serviços de emergência para lidar com as consequências das chuvas.
Cientistas e autoridades, como a primeira-ministra Angela Merkel, estão destacando o papel das mudanças climáticas nas fortes chuvas, que afetaram também a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça.
Hannah Cloke, professora de Hidrologia da Universidade de Reading, Inglaterra, afirmou que “as mortes e a destruição em toda a Europa como consequência das enchentes são uma tragédia que deveria ter sido evitada.”
“O fato de que outras partes do hemisfério Norte estão atualmente sofrendo ondas de calor e incêndios recordistas devem servir como um lembrete de quão mais perigoso nosso clima pode se tornar em um mundo cada vez mais quente”, afirmou Cloke à BBC.

Fonte: G1 Mundo

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Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA


Trata-se do primeiro caso em quase duas décadas no país de doença tropical potencialmente fatal. Risco de contágio é baixo, explicam autoridades. Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA
Science Photo Library via BBC
Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (16) que um passageiro que viajou da Nigéria para o Estado do Texas foi diagnosticado com “varíola dos macacos”, uma doença tropical rara e grave, que pode ser fatal.
Este é o primeiro caso da doença diagnosticado nos Estados Unidos em quase duas décadas.
Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde nacional, e o Departamento de Saúde estadual do Texas, o paciente, que é residente dos Estados Unidos e não foi identificado, está hospitalizado na cidade de Dallas, em isolamento e em condição estável.
“O CDC está trabalhando com a companhia aérea e com autoridades de saúde estaduais e locais para contactar os passageiros e outras pessoas que possam ter entrado em contato com o paciente”, disse a agência em nota.
O paciente viajou em dois voos. De Lagos (Nigéria) para Atlanta, no Estado da Geórgia, com embarque em 8 de julho e chegada em 9 de julho, e de Atlanta para Dallas no dia 9 de julho.
“Era exigido que os viajantes usassem máscaras nesses voos, assim como nos aeroportos americanos, devido à pandemia de covid-19. Assim, acredita-se que o risco de contágio da varíola dos macacos por meio de gotículas respiratórias nos aviões e nos aeroportos seja baixo”, ressaltou o CDC.
A agência informou que está avaliando os riscos potenciais para as pessoas que tenham tido contato próximo com o viajante nos aviões e em outros locais. Essas pessoas estão sendo entrevistadas por autoridades de saúde.
“Temos confiança nos profissionais médicos federais, estaduais e locais que estão trabalhando para garantir que esse vírus seja contido”, escreveu no Twitter o prefeito de Dallas, Eric Johnson.
Em nota, o diretor do Departamento de Saúde do Condado de Dallas, Philip Huang, disse que não há motivo para alarde. “Há um risco muito pequeno para o público em geral”, afirmou Huang.
Passageiro infectado esteve nos aeroportos de Atlanta (acima) e Dallas; por conta das medidas preventivas à Covid-19, acredita-se que risco de ele ter contagiado outras pessoas seja baixo
Reuters via BBC
A doença
Segundo o CDC, “a varíola dos macacos está na mesma família de vírus como o da varíola, mas causa uma infecção mais branda”.
A doença foi descoberta em 1958, quando dois surtos ocorreram em colônias de macacos usados em pesquisas. Foram esses surtos iniciais que deram o nome à doença.
“Especialistas ainda precisam identificar onde a varíola dos macacos se esconde na natureza, mas acredita-se que roedores pequenos mamíferos na África têm um papel na propagação do vírus para humanos e para outros animais florestais, como macacos”, diz o CDC.
O primeiro caso em humanos foi identificado mais de uma década depois, em 1970, na República Democrática do Congo.
O CDC lembra que, na época, havia um grande esforço para eliminar a varíola (cujo último caso natural ocorreu em 1977, e que foi oficialmente considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde em 1980).
Desde o primeiro paciente identificado em 1970, foram registrados casos em humanos em nove outros países do centro e do oeste da África.
Desde 2017, mais de 400 casos da doença foram diagnosticados em pessoas na Nigéria.
Casos fora da África
Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas nos Estados Unidos, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, essa foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África.
Na época, o vírus foi trazido por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação.
Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Cingapura.
Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas.
Sintomas e contágio
Os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos da gripe e são acompanhados de inchaço dos gânglios linfáticos. Após esses sinais iniciais, os pacientes têm erupções cutâneas no rosto e no corpo. Na maioria dos casos, a infecção dura entre duas e quatro semanas.
“Neste caso específico (do Texas), testes de laboratório no CDC mostraram que o paciente está infectado com uma cepa mais comumente vista em partes da África Ocidental, incluindo a Nigéria”, diz o CDC.
“Infecções com essa cepa de varíola dos macacos são fatais em cerca de uma em cada cem pessoas. Mas as taxas podem ser mais altas em pessoas com sistema imune debilitado”, esclarece a agência.
Uma pessoa pode ser infectada com varíola dos macacos ao ser mordida ou arranhada por um animal contaminado, ao ingerir carne de animais selvagens de caça ou ao ter contato com um animal ou produtos animais infectados.
Entre humanos, os cientistas acreditam que o modo principal de transmissão é por meio de gotículas respiratórias. Como essas gotículas não são capazes de circular por mais do que poucos metros, os especialistas acreditam que o contágio nesses casos ocorre quando há contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.
Veja no VÍDEO abaixo: em 2020, o mundo celebrou 40 anos da erradicação da varíola
Há 40 anos, humanidade vencia a varíola
Também é possível contágio por meio de contato com fluidos corporais e feridas ou por objetos contaminados.
O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003.

Fonte: G1 Mundo

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Por que a Ciência não conseguiu prever inundações na Alemanha?


Pesquisadores argumentam que modelos climáticos atuais são insuficientes para dar conta de eventos climáticos extremos e defendem a necessidade de se investir em um supercomputador que seja compartilhado por governos. Enchentes estão tendo um impacto devastador na Alemanha e em outras partes da Europa
EPA/BBC
Alguns dos principais cientistas climáticos do mundo admitiram terem fracassado em prever a intensidade das devastadoras enchentes na Alemanha e da onda de calor em partes do hemisfério Norte.
Esses cientistas corretamente advertiram, ao longo de décadas, que um clima em rápido processo de aquecimento provocaria chuvas mais fortes e ondas de calor mais danosas.
Mas eles argumentam que seus computadores ainda não são capazes de prever, de modo preciso, a intensidade desses eventos climáticos mais drásticos.
Por isso, eles estão pleiteando que governos invistam pesado em um supercomputador climático compartilhado.
Computadores são uma ferramenta essencial para a previsão climática e para o monitoramento das mudanças climáticas, e é a informática que vai escorar o novo relatório — espécie de “bíblia” da ciência climática — do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), a ser lançado em agosto.
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“Devemos ficar em alerta porque os modelos (do computador climático) do IPCC simplesmente não são bons o suficiente”, diz à BBC News a professora Julia Slingo, ex-cientista-chefe do serviço meteorológico britânico.
“Precisamos de um centro internacional que ofereça o salto quântico a modelos climáticos que registrem a física fundamental por trás de (eventos climáticos) extremos”, agrega. “Sem isso, continuaremos a subestimar a intensidade e frequência dos eventos extremos e da natureza cada vez mais sem precedentes deles.”
Ela diz que os custos de um supercomputador do tipo, que ficaria na casa das centenas de milhões de dólares, “acabaria sendo insignificante” em comparação com as despesas resultantes de eventos climáticos extremos — para os quais nossas sociedades não estão preparadas.
Slingo defenderá essa iniciativa durante a cúpula climática CPO26, agendada para novembro.
Ela e outros especialistas concordam que as mudanças climáticas constituem uma emergência. Mas, na opinião do professor de Oxford Tim Palmer, “é impossível dizer o quanto estamos em (fase de) emergência porque não temos as ferramentas para responder isso”.
“Precisamos de compromisso e visão da mesma magnitude que o CERN (centro compartilhado europeu de estudo da física) se queremos construir modelos climáticos capazes de simular com precisão os extremos climáticos, como a atual onda de calor canadense”, diz Palmer.
Onda extrema de calor no Canadá veio acompanhada de incêndios
Copernicus/Sentinel-2/Sentinel Hub/Pierre Markuse/BBC
O mais importante para os pesquisadores é investigar se os eventos extremos como os que acometem Alemanha e Canadá neste momento se repetirão a cada 20 anos, 10 anos ou 5 anos — ou mesmo anualmente. No momento, é impossível saber isso com precisão.
Alguns cientistas argumentam que é inútil esperar que o IPCC diga o quão piores ficarão as mudanças climáticas. Isso porque o relatório do órgão, que supostamente reunirá todo o conhecimento acumulado em torno das mudanças climáticas, já estará desatualizado quando for lançado — um dos motivos é que foi finalizado antes desses eventos extremos em curso neste momento.
“A óbvia aceleração da quebra de nossa estabilidade climática acaba confirmando que, quando se trata de emergência climática, estamos profundamente na m…”, diz à BBC o pesquisador Bill McGuire, da Universidade College London.
“Muitos da comunidade da ciência climática concordam com isso, mesmo que não em público. Os relatórios do IPCC tendem a ser tanto conservadores quanto a buscar consenso. São conservadores porque houve dada uma atenção insuficiente à importância dos pontos de virada (pontos em que as mudanças climáticas não poderão mais ser revertidas) e de previsões de eventos fora do padrão; e consensual porque cenários mais extremos tendem a ser marginalizados”, prossegue McGuire.
“Muitos estudos revisados por pares não citados por documentos do IPCC apresentam cenários muito mais pessimistas. Não há motivo pelo qual uma visão de consenso estaria correta, e precisamos nos preparar para o pior mesmo que torcendo pelo melhor.”
Vacas se refrescam em lago em meio a onda de calor no Paquistão; cientistas se dizem incapazes de prever eventos climáticos extremos com precisão no momento
EPA/BBC
Já o professor de Cambridge Mike Hulme aponta que “o IPCC age em um ritmo mais lento e por bons motivos: a ciência leva tempo para maturar, e para que incertezas sejam corretamente contextualizadas”.
“Acho perigoso que as pessoas comecem a deslegitimar o relatório do IPCC antes mesmo de ser publicado”, critica. “Sim, há extremos climáticos, e alguns — como ondas de calor e intensidade de furacões — estão se tornando mais extremos, mas isso é previsível segundo modelos do IPCC. Acho perigoso começar a reforçar mais e mais sobre emergências. Vimos o dano que as emergências causaram com a pandemia, alimentadas pela psicologia do medo. (…) É um perigoso jogo político.”
Enquanto isso, o ex-cientista-chefe do governo britânico, David King, recentemente criou o Grupo de Aconselhamento sobre Mudanças Climáticas, na tentativa de preencher as lacunas deixadas pelo IPCC.
Um dos membros do grupo, Mark Maslin, também da Universidade College London, disse a respeito do IPCC que “o sumário executivo tem de obter a concordância e a assinatura de 193 países; seus relatórios saem a cada seis ou sete anos, e por causa do tempo que levam para serem escritos acabam ficando um ou dois anos atrasados perante a literatura (mais recente)”.
“Se eles ainda servem seu propósito? Sim, porque provém um serviço essencial de conectar cientistas, cientistas sociais e economias ao redor do mundo e oferecer estimativas-base sobre o que vai acontecer com governos e empresas. Mas se eles estão aptos a lidar com um cenário climático e político em rápida mutação? Não.”
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Fonte: G1 Mundo

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Enchentes nos EUA: família tem carro arrastado e é resgatada no Arizona; trem descarrilha em Utah

Fortes chuvas no sudoeste do país são responsáveis pelos incidentes. Previsão do serviço nacional de meteorologia dos EUA é de que haja ainda mais inundações durante o fim de semana. VÍDEO: Família é resgatada de carro preso em enchente nos Estados Unidos
Fortes chuvas tomaram o sudoeste dos Estados Unidos e provocaram enchentes que poderão seguir pelo fim de semana, segundo boletim desta sexta-feira (16) do serviço americano de meteorologia.
No estado do Arizona, uma família precisou ser resgatada de cima de um carro arrastado por cerca de 20 metros para dentro de uma enchente. Imagens de drone mostram toda a ação (veja no vídeo acima).
A família foi pega de surpresa pela inundação enquanto viajava por uma estrada pequena próxima a um rio, informou o Corpo de Bombeiros.
Apesar do susto, todos foram levados em segurança para terra firme.
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Trem descarrilhado
Um trem descarrilhou e deixou ao menos três pessoas feridas em meio a uma enchente que cobriu os trilhos de uma ferrovia em Utah, informaram as autoridades locais.
O incidente ocorreu durante a madrugada. O veículo de carga não levava passageiros, e os três funcionários da locomotiva precisaram ser retirados pelas equipes de resgate.
Por conta do mau tempo, eles tiveram que esperar cerca de três horas em cima dos vagões enquanto a água não baixava. Todos foram levados para o hospital com ferimentos leves.
Mais chuvas para o fim de semana
O serviço nacional de meteorologia emitiu alerta para o aumento na intensidade das chuvas durante o fim de semana, com risco de novas enchentes na região sudoeste – onde ficam Utah e Arizona.
O boletim do National Weather Service destaca a umidade das monções [regime de ventos que tornam o verão chuvoso e o inverno seco] como responsável pelas fortes chuvas nesta parte do país.
“No entanto, casos de enchentes continuarão sendo uma preocupação em partes do Arizona e Novo México até o fim de semana”, diz o serviço meteorológico.

Fonte: G1 Mundo