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2 menores de idade são apreendidos na Espanha após morte de jovem gay brasileiro


Samuel Luiz Muñiz foi espancado até a morte por ao menos 7 pessoas na porta de uma boate em La Coruña, em um crime que chocou o país. Outras 4 pessoas já foram presas. Samuel Luiz Muñiz, auxiliar de enfermagem de 24 anos que nasceu no Brasil, foi espancado até a morte ao sair para fumar em frente a uma balada em La Coruña, no noroeste da Espanha
Montagem G1/ Reprodução Facebook
Dois novos suspeitos, ambos menores de idade, foram apreendidos por suspeita de relação com o espancamento e assassinato de um jovem brasileiro homossexual no noroeste da Espanha, anunciou a polícia espanhola nesta sexta-feira (9).
Outras quatro pessoas, todas maiores de idade, já haviam sido detidas nos últimos dias (três homens e uma mulher).
“Duas novas detenções, ambos menores de idade e de nacionalidade espanhola, relacionadas ao homicídio de Samuel, o que eleva para seis o número de detidos até o momento”, escreveu a Polícia Nacional em uma rede social.
Samuel Luiz Muñiz, auxiliar de enfermagem de 24 anos que nasceu no Brasil, foi espancado até a morte no dia 3 em La Coruña, na Galícia, ao sair para fumar em frente a uma balada.
Ele foi encontrado inconsciente perto da boate, após o linchamento. Os socorristas tentaram reanimá-lo durante horas, mas ele não resistiu e morreu na manhã do sábado.
Samuel é filho de pai brasileiro e nasceu no Brasil. Segundo a autópsia, ele morreu por um traumatismo cranioencefálico grave causado por um chute na cabeça.
O crime chocou o país e causou uma onda de protestos contra a violência contra homossexuais (veja no vídeo abaixo).
VÍDEO: Morte de jovem gay brasileiro na Espanha gera onda de protestos
Investigação e protesto
As autoridades ainda não afirmaram que se trata de um crime de homofobia, e a investigação é mantida em sigilo.
Segundo a polícia, os quatro primeiros detidos eram amigos e não conheciam Samuel.
Amigos do brasileiro dizem que os agressores agiram por pura homofobia e o agrediram a gritos de “marica”. O crime ocorreu no fim de semana seguinte ao Dia do Orgulho LGBTQIA+.
O crime desencadeou uma onda de indignação na Espanha e provocou manifestações em Madri, Barcelona e La Coruña. Novas manifestações estão previstas para o fim de semana.
Protesto em Barcelona, no dia 5, após a morte de Samuel Luiz Muñiz em La Coruña
Nacho Doce/Reuters
Protesto em Barcelona, no dia 5, após a morte de Samuel Luiz Muñiz em La Coruña
Nacho Doce/Reuters
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Alunos e professores vacinados não precisam usar máscara nos EUA, definem autoridades de saúde


Vacinação avançada em grande parte dos EUA fez casos de Covid-19 despencarem no país, que agora vacina também adolescentes acima de 12 anos. Monitorar quem se vacinou ou não é desafio. Carteiras escolares com distanciamento na Pensilvânia, nos EUA, em foto de março de 2011
Matt Slocum/Arquivo/AP Photo
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira (9) que não há necessidade de que alunos e professores usem máscaras dentro das escolas, desde que estejam vacinados contra o coronavírus.
As mudanças foram definidas em um momento em que jovens a partir de 12 anos podem se vacinar contra a Covid-19. Embora desigual, com alguns estados em melhor situação e outros menos, o ritmo da vacinação nos EUA derrubou os números da pandemia.
Desde maio, os EUA não obrigam mais o uso de máscaras por pessoas vacinadas na maioria dos ambientes. A imunização avançou muito rápido nos primeiros meses de 2021, mas o ritmo caiu nestas últimas semanas principalmente em estados com pessoas com menor escolaridade, temerosas em se vacinar. Entenda no VÍDEO abaixo.
Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados
Desafio: como controlar?
A imunização, entretanto, não é obrigatória nem para alunos nem para professores. E não há uma diretriz que aponte como as escolas saberão se as pessoas estão vacinadas para isentá-las de usar máscaras.
Em entrevista à agência Associated Press, a professora Elizabeth Stuart, especialista em saúde pública da Universidade Johns Hopkins, mostrou preocupação com o funcionamento dessa dinâmica.
“Professores não deveriam ter que monitorar quais crianças devem usar máscaras”, criticou.

Fonte: G1 Mundo

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Sudão do Sul completa 10 anos de independência; história do país é marcada por guerras e crises devastadoras


Após anos de conflitos, que levaram milhares de pessoas a deixarem suas casas, lados políticos do país chegaram a um acordo. Porém, confrontos e tensões ainda preocupam a ONU. Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, completa 10 anos
O Sudão do Sul completa 10 anos de independência nesta sexta-feira (9), após se tornar o 193º país reconhecido mundialmente. O presidente Salva Kiir prometeu em discurso não levar novamente à guerra um país já mergulhado na violência e em uma grave crise humanitária.
“Garanto que não os colocarei na guerra novamente. Vamos todos trabalhar juntos para nos recuperar da última década e recolocar nosso país no caminho do desenvolvimento”, disse Kiir em um discurso em inglês.
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O presidente também saudou o novo espírito de diálogo entre os lados políticos e colocou economia e segurança como suas prioridades.
Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, em discurso do aniversário de 10 anos do país
Peter Louis Gume/AFP
Em dezembro de 2013, o Sudão do Sul mergulhou em uma guerra civil que, em cinco anos, causou mais de 380 mil mortes, cerca de quatro milhões de deslocados — um terço da população.
Em setembro de 2018, um acordo de paz foi oficialmente assinado entre Salva Kiir e seu rival Riek Machar, que agora governam o país como presidente e vice-presidente, respectivamente.
Obstáculos à paz
População do Sudão do Sul em um centro da ONU para proteção de civis, em foto de 2018
Albert Gonzalez Farran/MSF
Dez anos após sua independência, a situação no Sudão do Sul piorou: altos índices de violência, uma crise econômica com inflação galopante e os maiores níveis de insegurança alimentar e desnutrição desde a independência, segundo a ONU.
Cerca de 60% da população sofre de insegurança alimentar, incluindo 108 mil pessoas em risco de fome, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
A fragilidade das instituições, a corrupção e a miséria fizeram disparar a violência entre etnias e o crime em muitas regiões que escapam à autoridade do Estado.
Soldados de oposição são vistos em Jiech, no condado de Ayod, no Sudão do Sul, em foto de 8 de dezembro de 2017
AP Photo/Sam Mednick
O acordo de 2018 previa uma série de medidas para evitar uma nova guerra, mas muitas delas não foram implementadas.
“O país ainda enfrenta inúmeros obstáculos para uma paz duradoura, como a ausência de uma força de segurança unificada, a insegurança ligada a conflitos entre comunidades e a criminalidade oportunista”, comentou a missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) em um comunicado.
A missão pediu aos líderes que “aproveitem esta oportunidade para transformar as esperanças e sonhos de dez anos atrás em realidade”.
Segundo a ONU, mais de 80% das vítimas civis registradas em 2021 sofreram violência entre comunidades, ou atos de milícias.
Os armazéns de ajuda humanitária e as equipes humanitárias também são alvo de violência: sete trabalhadores humanitários foram mortos este ano no país.
Discurso e corrida
Soldado do exército do Sudão do Sul anda no campo de batalha de Panakuach, no estado de Unidade, nem 2016
Goran Tomasevic/Reuters
Em seu discurso, Salva Kiir insistiu nos avanços obtidos, embora tenha dito estar “perfeitamente ciente de que temos muito que fazer para alcançar a segurança total no país”.
Embora a formação de um Exército unificado mal tenha avançado, o presidente indicou que 53 mil membros das forças de segurança estão “prontos para se formar”.
Sinal do desencanto generalizado, o país não comemora oficialmente sua independência desde 2014. Agora, em 2021, as autoridades determinaram que fosse celebrada em privado, oficialmente devido à pandemia da covid-19.
Além do discurso presidencial, o único evento público foi uma corrida de 10 quilômetros em Juba, a “Grande Corrida do Sudão do Sul”.
Estava agendado o juramento dos deputados do Parlamento “reconstituído”, cuja composição foi anunciada em maio. A cerimônia foi adiado, sem qualquer explicação por parte das autoridades políticas.
Segundo uma composição negociada entre os signatários do acordo de 2018, esta “reconstituição” do Parlamento é uma das medidas tomadas para se evitar uma nova guerra.
Em uma mensagem aos líderes do país, o papa Francisco encorajou-os a fazer mais para que seus cidadãos possam “gozar plenamente dos frutos da independência”.
“Seu povo continua a viver com medo e incerteza”, lamentou.

Fonte: G1 Mundo

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Sydney reforça confinamento com avanço da variante delta do coronavírus na Austrália


País, que controlou bem a Covid-19 com confinamentos curtos e medidas de rastreio, agora vê a pandemia sair de controle com a vacinação ainda lenta. Foto de 26 de junho mostra arredores da Ópera de Sydney, na Austrália, vazios com o confinamento imposto por causa da pandemia
Saeed Khan/AFP
O confinamento em Sydney, a maior cidade da Austrália, foi reforçado nesta sexta-feira (9) porque os novos casos de Covid-19 alcançaram um recorde. As autoridades alertaram que o surto da variante delta do coronavírus está fora de controle.
“Não saiam de suas casas, a menos que seja absolutamente necessário”, disse a primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, aos cinco milhões de habitantes de Sydney, quando a cidade registra 44 novos casos em 24 horas.
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Sydney está agora em sua terceira semana de confinamento, mas continua registrando um recorde de novas infecções entre uma população que, em sua imensa maioria, ainda não está vacinada.
Berejiklian pediu aos habitantes de Nova Gales do Sul que cumpram com as normas, alertando que enfrentam a maior ameaça para sua segurança desde que começou a pandemia, devido à desobediência das normas de confinamento.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Vacinação lenta
Em Sydney, foram registrados 439 novos casos desde meados de junho. Este número é baixo em comparação com a maioria das cidades do mundo, mas a Austrália evitou até agora a transmissão generalizada na comunidade, onde apenas 9% da população está totalmente vacinada.
“Não podemos nos dar o luxo de pensar em viver com este vírus”, alertou Berejiklian, acrescentando que os moradores “têm que mudar o rumo” se quiserem evitar milhares de mortes.
Segundo as novas normas de confinamento, estará proibido praticar exercícios ao ar livre em grupos de mais de duas pessoas e as proibições existentes de viagens não essenciais serão aplicadas de forma mais rigorosa.
“O que precisamos é que todo o mundo siga as normas estabelecidas”, pediu Berejiklian. “Esta cepa, a cepa delta, é mais contagiosa que tudo o que já vimos.”

Fonte: G1 Mundo

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Colômbia investiga se presos pela morte do presidente do Haiti são reservistas do Exército do país


6 dos detidos por suspeita de envolvimento no assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, em foto de quinta-feira (8)
Joseph Odelyn/AP Photo
O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, afirmou que o país investiga informações da Interpol de que os colombianos presos no Haiti, por suspeita de terem participado do assassinato do presidente Jovenel Moise, são reservistas do Exército do país.
“Inicialmente, as informações indicam que são cidadãos colombianos, aposentados do Exército nacional”, afirmou Molano, que ordenou que a Polícia Nacional e o Exército colaborem com a investigação.
Jorge Vargas, diretor-geral da Polícia Nacional colombiana, indicou que 6 suspeitos são ex-militares colombianos — 2 sargentos aposentados e 2 soldados — e 2 deles morreram em confronto.

Fonte: G1 Mundo

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Como os pandas gigantes escaparam da lista de animais ameaçados de extinção


A mudança de classificação das autoridades chinesas se deu à medida que o número de pandas na natureza atingiu 1,8 mil. Os pandas gigantes não são mais classificados pelas autoridades chinesas como ‘ameaçados de extinção’, mas ainda são considerados ‘vulneráveis’
Getty Images via BBC
Os pandas gigantes não são mais classificados como animais ameaçados de extinção, mas ainda são considerados vulneráveis, anunciaram as autoridades chinesas.
A mudança de classificação se deu à medida que o número de pandas na natureza atingiu 1,8 mil.
Especialistas dizem que o país asiático conseguiu salvar seu animal mais icônico por meio de esforços de conservação de longo prazo, incluindo a expansão de seus habitats.
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A China considera os pandas um tesouro nacional, mas também os empresta (ou aluga) a outros países como ferramentas diplomáticas.
A recente atualização da classificação “reflete a melhoria das condições de vida e os esforços da China em manter seus habitats integrados”, afirmou em entrevista coletiva Cui Shuhong, chefe do Ministério de Ecologia e Meio Ambiente e do Departamento de Conservação da Natureza e Ecologia.
A nova classificação foi anunciada poucos anos depois de a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ter removido o animal de sua lista de espécies ameaçadas de extinção e classificá-lo como “vulnerável” em 2016.
Na época, no entanto, as autoridades chinesas contestaram a decisão, dizendo que poderia induzir as pessoas a acreditar que os esforços de conservação poderiam ser relaxados.
É a primeira vez, portanto, que o status do animal foi alterado na lista ambiental chinesa de espécies ameaçadas de extinção, que utiliza padrões semelhantes aos da IUCN, com sede na Suíça.
Os esforços chineses para recriar e repovoar florestas de bambu ajudaram a salvar os pandas gigantes da extinção
Getty Images via BBC
Os usuários das redes sociais chinesas ficaram maravilhados com a notícia, dizendo que é “prova” de que os esforços de conservação valem a pena.
“Este é o resultado de anos de trabalho árduo. Parabéns a todos os conservacionistas”, escreveu uma pessoa na plataforma Weibo.
De acordo com especialistas, o sucesso se deve em grande parte aos esforços chineses para recriar e repovoar as florestas de bambu.
O bambu representa cerca de 99% da alimentação dos pandas — sem ele, é provável que morram de fome.
Os zoológicos também têm tentado aumentar o número de pandas por meio de métodos de reprodução em cativeiro.
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Fonte: G1 Mundo

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As três palavras que deram vitória histórica a adolescente em concurso de soletrar


Zaila Avant-garde, 14, se tornou a primeira afro-americana a vencer tradicional competição com final transmitida em horário nobre da TV nos Estados Unidos. A adolescente Zaila Avant-garde, de 14 anos, fez história ao se tornar a primeira afro-americana a vencer o ‘Spelling Bee’, concurso de soletrar palavras nos EUA.
Joe Skipper/Reuters
Uma adolescente com carreira promissora no basquete se tornou a primeira afro-americana a vencer o Scripps National Spelling Bee, um tradicional concurso nacional de soletrar palavras dos Estados Unidos.
Zaila Avant-garde, que tem 14 anos e vive em Nova Orleans, Louisiana, carimbou seu passaporte para a vitória com a palavra “murraya”, um tipo de arbusto tropical também conhecido como jasmim-laranja.
Para chegar à vitória, ela também teve que soletrar “querimonious”, que em tradução livre significa “reclamão”, ou “queixoso”, e “solidungulate”, nome dado aos animais que têm um casco único nas patas, caso do cavalo ou da zebra (nas vacas, diferentemente, o casco é dividido).
A zebra é um ‘solidungulate’, uma das palavras soletradas pela campeã do ‘Spelling Bee’, nos EUA. O nome dado aos animais que têm um casco único nas patas.
Pexels
O concurso existe desde 1925 e tem uma série de etapas muito disputadas, das preliminares e eliminatórias à final. É uma das atrações mais tradicionais dos Estados Unidos e transmitido em horário nobre na televisão.
Apesar de praticar até sete horas por dia, ela descreve o exercício de soletrar palavras como um hobby secundário – o foco principal de Zaila é se tornar uma profissional de basquete.
Ela já detém três recordes mundiais por driblar (ou quicar) várias bolas ao mesmo tempo e apareceu em uma propaganda ao lado da megaestrela da NBA Stephen Curry.
Zaila derrotou 11 finalistas na quinta-feira (08/07) até ganhar o título. Como prêmio pelo primeiro lugar, ela ganhou 50 mil dólares (ou R$ 263 mil) no evento realizado em Orlando, na Flórida.
Na foto, Zaila Avant-garde – de camiseta amarela, no centro – aparece com os outros 11 finalistas do ‘Spelling Bee’, em 8 de julho.
Jim Watson/Pool/AFP
Na rodada final, ela derrotou Chaitra Thummala, de Frisco, Texas, de 12 anos.
Esta foi a primeira vez desde 2008 que pelo menos um dos campeões ou co-campeões do Scripps National Spelling Bee não tem ascendência do sul asiático, informou a agência de notícias Associated Press.
Zaila chegou a hesitar no início da noite sobre a palavra “nepeta”, um gênero botânico, mas conseguiu soletrá-la corretamente.
“Para soletrar, geralmente tento escrever cerca de 13 mil palavras [por dia], e isso geralmente demora sete horas ou mais”, disse a adolescente que estudou em casa, a um jornal de Nova Orleans.
A adolescente Zaila Avant-garde, de 14 anos, fez história ao se tornar a primeira afro-americana a vencer o ‘Spelling Bee’, concurso de soletrar palavras nos EUA.
Jim Watson/Pool/AFP
“Nós não deixamos isso ir muito além, é claro. Eu tenho a escola e basquete para praticar.”
Zaila é a segunda negra a vencer o torneio –Jody-Anne Maxwell, da Jamaica, foi coroada campeã em 1998, aos 12 anos.
Em 2019, oito crianças compartilharam o prêmio principal pela primeira vez na história do concurso de soletrar. O torneio foi cancelado no ano passado por causa da pandemia da Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Ainda internado, papa celebrará Ângelus dominical do hospital


Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde foi operado.
Reuters
O papa Francisco rezará o Ângelus dominical do quarto do hospital onde está internado em Roma, informou o Vaticano nesta sexta-feira (9).
O sumo pontífice, que tem 84 anos, recupera-se de uma cirurgia do cólon realizada no domingo (4). Ele tinha uma estenose diverticular grave no cólon, com sinais de uma diverticulite esclerosante.
O porta-voz do papa, Matteo Bruni, afirmou que Francisco está sem febre, caminha pelo corredor do hospital e retomou seu trabalho, alternando-o com momentos de leitura.
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Estenose diverticular do cólon
Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede dos tubos do intestino — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas “bolsas” são os divertículos.
A diverticulite é uma inflamação dessas protuberâncias. As inflamações deixam cicatrizes nos tubos do intestino, e a parede do órgão fica mais grossa —o que dificulta a passagem do material pelo tubo digestivo. Esse estreitamento do órgão é a estenose.
O quadro pode ser tratado com remédios, mas quando há sangramento do intestino, é preciso submeter o paciente a uma operação cirúrgica.
O papa passou por uma colectomia (ou seja, remoção de uma parte do cólon), explicou o Vaticano.
De acordo com a imprensa italiana, os cirurgiões que operaram o papa no domingo fizeram uma laparoscopia. Este procedimento permite trabalhar na região do abdômen, graças a uma pequena incisão.
A presença de uma cicatriz de uma operação anterior na mesma área obrigou os médicos, porém, a mudarem de técnica. Com isso, recorreu-se a uma operação cirúrgica tradicional, mais invasiva e com um período mais longo de recuperação.
Não foi necessário recorrer à colostomia, que consiste em abrir o cólon, artificialmente, para que as fezes sejam evacuadas em uma bolsa. O papa também não teve febre após a intervenção, segundo as mesmas fontes.

Fonte: G1 Mundo

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Praga de ratos na Austrália: Qual a origem da infestação e como fazendeiros estão lutando contra ela


Roedores estão se reproduzindo em altas taxas e destruindo colheitas em meio a infestação sem precedentes; eliminação dos animais tem trazido diversos dilemas. Austrália vive uma infestação sem precedentes de ratos, que se aproveitam de boas colheitas e temperatura agradável
AFP
A pior infestação de ratos já vista nos últimos anos em áreas rurais do leste da Austrália tem destruído propriedades e colheitas e despertado um debate sobre como lidar com os roedores.
O uso de venenos é limitado por agências reguladoras, e o uso de predadores, como cobras, pode criar problemas adicionais.
“Esta é provavelmente a pior infestação de ratos que eu já vi”, disse à BBC, em maio, o agricultor Norman Moeris, da cidade de Gilgandra, ao contar que seu celeiro de feno havia sido completamente devorado pelos roedores, deixando perdas equivalentes a R$ 210 mil.
Depois de anos de seca, as condições climáticas e as colheitas abundantes na Austrália têm oferecido as condições ideais para a proliferação de ratos, que se reproduzem rapidamente: um único rato é capaz de gerar até 500 filhotes durante uma temporada reprodutiva. Na ausência de predadores em quantidade equivalente, os ratos têm se espalhado de modo impressionante, arrasando tudo o que veem pela frente.
O jornalista Steve Evans, do jornal Canberra Times, lembra à BBC as dificuldades enfrentadas por um amigo seu, em outro episódio de praga de roedores.
“Eles (ratos) tomaram conta da casa do meu amigo em Dubbo, (Estado de) Nova Gales do Sul. Eles estavam por toda a parte, centenas deles, entrando por baixo das portas, correndo de modo barulhento, deixando um cheiro horrível, inclusive quando morriam dentro de cavidades inalcançáveis”, conta.
Ele lançou armadilhas de papel com cola, onde os ratos ficavam grudados; depois eram afogados em um balde de água.
Na infestação atual, conta Evans, armadilhas comerciais de ratos estão em falta, levando os australianos a improvisar. Um método caseiro usado por alguns é atrair os ratos com manteiga de amendoim até enormes baldes cheios de água, com as beiradas internas untadas com óleo, de onde não conseguem sair.
Outros debatem entre espantar os ratos ou eliminá-los de vez.
“Gesso em pó é capaz de matar ratos, mas prefiro ver onde eles vão morrer, para conseguir me livrar de suas carcaças”, conta Sue Hodge, faxineira na cidade de Canowindra, a três horas de Canberra.
Por isso, Hodge prefere usar armadilhas, embora elas não sejam infalíveis – alguns roedores, que ela chama de “camundongos de pé leve”, conseguem comer a isca toda e conseguem escapar.
Alguns fazendeiros transformaram enormes contêineres em armadilhas: o truque é atrair os ratos, às centenas, por um lado do contêiner com uma isca e construir um tanque de água na outra ponta, onde os ratos morrem afogados.
No entanto, essas estratégias são trabalhosas e não dão conta da imensidão da praga. Dessa forma, alguns fazendeiros defendem o uso de veneno em escala industrial. Em resposta, o governo de Nova Gales do Sul alocou o equivalente a US$ 37 milhões em empréstimo para um químico chamado bromadiolona, descrito como “napalm contra ratos”.
O problema é que essa substância envenena tudo ao seu redor e destrói o ecossistema.
Os ratos morrem nas 24 horas seguintes a serem expostos ao químico, mas a substância permanece ativa por meses e vai para toda a cadeia alimentícia, à medida que predadores comem animais envenenados. Isso fez com que a Agência de Pesticidas e Medicina Veterinária da Austrália vetasse o uso do bromadiolona em outros lugares.
Outras respostas têm surgido.
Gavin Smith, da Universidade Nacional da Austrália, afirma que cobras, como predadores naturais dos ratos, seriam um bom antídoto. Há, inclusive, relatos de que as cobras australianas estão bem mais gordinhas neste ano, por conta da abundância de ratos. Mas nem elas têm dado conta do problema.
Para o agrônomo Martin Murray, vai chegar um momento em que aumentará o equilíbrio entre o número de predadores e a quantidade de ratos, diminuindo a infestação. Até lá, porém, o agricultor Norman Moerris diz que a situação dos fazendeiros australianos tem se tornado bastante difícil.
“Você trabalha duro durante toda sua vida, tentando manter tudo andando, alimentando todo mundo e cuidando da terra, e eles (ratos) estão destruindo tudo”, disse à BBC em maio.
Um fato curioso é que os próprios métodos agrícolas modernos favorecem a proliferação dos ratos. Maquinários atuais são tão precisos na plantação de sementes que restos de colheitas passadas sequer precisam ser limpados – e esse excedente virou alimento perfeito para os roedores.

Fonte: G1 Mundo

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Nova York sofre com inundações com aproximação da tempestade Elsa


Várias estações de metrô ficaram inundadas e grandes vias tiveram de ser bloqueadas. Tempestade Elsa ameaça provocar novas inundações nesta sexta. Pessoa atravessa área alagada pelas chuvas perto da estação de metrô 157th St. em Nova York, nos Estados Unidos, em 8 de julho de 2021
Stephen Smith/Reuters
Várias estações de metrô ficaram inundadas em Nova York e grandes vias tiveram de ser bloqueadas na véspera da chegada da tempestade Elsa, que ameaça provocar novas inundações nesta sexta-feira (9).
Entre 50 e 100 milímetros de água caíram durante uma série de tempestades sobre Nova York e região na tarde de quinta-feira (8), segundo o serviço meteorológico dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês).
Passageiros do metrô publicaram vídeos nas redes sociais de estações inundadas. Em um deles, pessoas estavam com água até a cintura tentando chegar às plataformas.
Sarah Feinberg, chefe interina do MTA (autoridade de transporte público de Nova York), admitiu em entrevista coletiva na noite de quinta que as linhas 1 e A registraram “muitas inundações nas estações”.
Algumas importantes vias — principalmente no Bronx — foram temporariamente fechadas, o que causou problemas de tráfego no horário de saída do trabalho.
O NWS alertou para possíveis novas inundações até a manhã desta sexta, com a chegada prevista da tempestade Elsa, que deve impulsionar fortes chuvas.
A tormenta já passou pelo Caribe e pela Flórida, onde não causou maiores danos.
Inundação em rua de Nova York, nos Estados Unidos, em 8 de julho de 2021
Reprodução Instagram via Reuters
Pessoas caminham por rua inundada em Yonkers, Nova York, nos Estados Unidos
Tri-State Weather via Reuters
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Fonte: G1 Mundo