Secretária de Saúde de Palmas e assessor seguem presos por tempo indeterminado
Dhieine Caminski ocupa o cargo de Secretária de Saúde de Palmas desde janeiro de 2025. Ela foi presa durante uma operação da Polícia Civil que investiga supostas fraudes no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento.
Dhieine é psicóloga, especialista em atenção primária pela Universidade do Vale do Itajaí e sócia de uma clínica de psicologia e nutrição que está ativa desde dezembro de 2023. Antes de assumir a secretaria, atuou como diretora de Atenção Especializada e gerente de Saúde Mental na Secretaria Municipal da Saúde de Palmas.
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Dhieine Caminski, secretária de saúde de Palmas
Divulgação/Prefeitura de Palmas
A operação foi realizada nesta quarta-feira (10). Além da secretária, o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi preso. A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teria atuado como lobista no contrato de terceirização, está sendo procurada pela Polícia Civil.
A polícia investiga os crimes de falsidade ideológica, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O que diz a defesa?
A defesa da secretária informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento.
O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia. A defesa de Cláudia afirmou que não teve acesso aos autos, mas a empresária está viajando e vai retornar para se apresentar à polícia.
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Terceiração das UPAs e investigação
Em março de 2026, a Prefeitura de Palmas anunciou a terceirização dos serviços das UPAs. O contrato feito com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba foi no valor de R$ 139 milhões. Conforme investigações, apesar de o anúncio ter sido feito este ano, os atos internos iniciaram em dezembro de 2025.
A polícia apurou que há suspeita de que documentos tenham sido produzidos para dar aparência de legalidade aos procedimentos e que o contrato com a entidade teria sido assinado antes da justificativa para dispensar o chamamento público.
Dhieine Caminski é suspeita de usar a posição de gestora da secretaria e fazer contatos com subordinados, com o objetivo de monitorar e direcionar as declarações que seriam prestadas à polícia durante a investigação.
Já Andreis Vicente da Costa teria feito minutas de pareceres que deveriam ser técnicos, entregando-as prontas para a assinatura de outros servidores, sem que houvesse debate prévio na comissão responsável.
A empresária Cláudia Fernanda é suspeita de locar um veículo de luxo utilizado por Andreis Vicente, o que reforçaria o vínculo entre os investigados e a entidade contratada. A prisão dela foi decretada após a Justiça considerar outros crimes pelos quais ela responde, como improbidade administrativa e outro inquérito policial por supostas fraudes na compra de testes de Covid-19 em Palmas.
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Fonte: G1 Tocantins