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FOTOS: Indígenas abandonam aldeias e acampam em matagais com medo das enchentes no TO


Nove famílias da etnia Xerente, que vivem na aldeia Varjão em Tocantínia, deixaram as casas. De norte a sul do estado, cheias dos rios deixaram moradores desabrigados. Indígenas deixam aldeias com medo das enchentes
Divulgação
Indígenas abandonaram as aldeias, no município de Tocantínia, região central do estado, e estão acampados em regiões de mata distantes do rio Tocantins por medo das enchentes.
Em várias regiões do estado, famílias ficaram desabrigadas e carros submersos em decorrência das fortes chuvas. Em alguns locais, como Miracema do Tocantins, casas ficaram praticamente submersas.
Gildene Hirêki Silva Oliveira Xerente mora na aldeia Varjão, localizada a 250 metros do rio Tocantins. Ela relatou que nove famílias que vivem no local saíram das casas e escolheram um ponto mais alto para se abrigar.
Indígenas deixam aldeias em Tocantínia
Divulgação
Indígenas deixam pertences para trás e se acampam longe das aldeias com medo de enchentes
Divulgação
“Estamos um pouco mais distantes porque estamos com medo do rio afetar a nossa comunidade porque a água está bem próxima. Tem também a aldeia Santa Cruz onde todos já saíram de lá”.
Gildene explicou que outros indígenas que possuem motocicletas e carros procuraram locais ainda mais distantes e seguros.
Os indígenas da aldeia Varjão deixaram os pertences para trás. No local onde as famílias estão acampadas há apenas uma barraca e lonas. “Estamos com uma barraca, os outros estão debaixo de lonas. Alimento aqui é zero”.
Enchentes
Casa ficou submersa em Tocantínia
Divulgação
O aumento no nível do rio Tocantins segue mantendo os municípios abaixo da Usina Hidrelétrica de Lajeado em situação de alerta. Em Tocantínia, a praia da cidade ficou submersa e os postes da orla quase desapareceram. A balsa que faz a travessia para Miracema suspendeu a operação por falta de pontos seguros para atracar.
Devido ao grande volume de chuva na bacia do rio Tocantins as comportas da Usina Hidrelétrica de Lajeado estão abertas desde o dia 12 de dezembro. Consequentemente o nível subiu abaixo da barragem, impactando os municípios de Lajeado, Miracema, Tocantínia, Rio dos Bois, Tupirama, Pedro Afonso, Bom Jesus do Tocantins e Tabocão.
Em Miracema do Tocantins, na região central, foi declarada situação de emergência. O governador em exercício, Wanderlei Barbosa (Sem partido), determinou medidas emergenciais para auxiliar cidades atingidas pelas cheias dos rios no estado.
Nas regiões sul e sudeste do estado, a situação também é caótica. Em Paranã, na região sudeste, foi decretada calamidade pública. Desde a última sexta-feira (24) a metade sul do Tocantins já recebeu mais chuva do que era esperada para o mês de dezembro inteiro.
No último sábado (25) moradores da zona rural de Peixe, reigão sul, viveram momentos de tensão. Com as cheias, a água invadiu estradas e famílias ficaram ilhadas. Vídeos feitos em uma região conhecida como Zé Maria mostram carros praticamente submersos. Em outra imagem, um trator é usado para puxar um veículo que ficou tomado pela água.
Um jacaré foi capturado no centro da cidade de Peixe, após córregos transbordarem. Segundo a Polícia Militar (PM), o animal silvestre foi visto em uma rua que ficou alagada.
Carros ficam praticamente submersos na zona rural de Peixe
Reprodução
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Fonte: G1 Tocantins

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Vídeo mostra Unidade de Saúde lotada de pacientes à espera por atendimento em Palmas


Superlotação e demora no atendimento são as principais reclamações de quem buscou a UPA Sul nesta terça-feira (28). Vídeo mostra superlotação na UPA da região sul de Palmas
Superlotação e demora no atendimento. Essa é a situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA Sul) em Palmas, na manhã desta terça-feira (28), segundo moradores da capital.
Um vídeo feito pela bombeira civil Alessandra Silva Sousa Bastos mostra a recepção lotada de pessoas à espera de atendimento médico. Ela relatou que chegou por volta das 8h para acompanhar o marido e o filho que não passam bem.
Os dois só passaram por triagem cerca de duas horas depois. Alessandra conta que o marido foi atendido e medicado, por volta das 11h. O filho ainda não recebeu atendimento. “É um descaso muito grande”, disse.
O g1 solicitou informações para a Prefeitura de Palmas sobre os problemas mencionados e aguarda uma resposta.
Usuários reclamam de superlotação na UPA da região sul de Palmas
Divulgação
Nesta segunda-feira (27), moradores também enviaram vídeos à TV Anhanguera reclamando da demora na oferta de serviços na UPA Sul.
No último sábado (25), feriado de Natal, a reclamação era quanto à superlotação na UPA Norte. Algumas pessoas chegaram a esperar por mais de três horas.
No dia, a Secretaria Municipal da Saúde informou que em razão do recesso natalino estaria acrescentando mais um médico para o atendimento da população.
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Fonte: G1 Tocantins

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Preso do semiaberto morre em troca de tiros com a Polícia Militar após perseguição pela BR-153


Confronto aconteceu na zona rural de Wanderlândia, no norte do Tocantins. Suspeito estava em moto roubada e usava tornozeleira eletrônica. Viatura da polícia foi atingida por disparo
PM/Divulgação
Um suspeito morreu após trocar tiros com a Polícia Militar na BR-153 em Wanderlândia, no norte do Tocantins, no fim da tarde desta segunda-feira (27). Um segundo homem conseguiu fugir da abordagem e não foi localizado. Durante o confronto o carro da policia foi atingido por disparos. Os militares não se feriram.
O homem que morreu foi identificado como Adriano Pereira da Cruz, de 33 anos. Ele era um preso do regime semiaberto e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da abordagem.
A polícia informou que estava fazendo patrulhamento pela zona rural de Araguaína, por volta das 18h, quando avistou a dupla em uma moto trafegando pela BR-153 em atitude suspeita. Durante consulta aos sistemas da polícia foi verificado que a moto tinha registro de roubo.
Conforme a PM, a equipe da Força Tática iniciou o acompanhamento tático com uso de sinais sonoros e luminosos, mas os homens não atenderam a ordem de parada e fugiram em alta velocidade.
Próximo de Wanderlândia os suspeitos caíram da moto, abandonaram o veículo e fugiram para um matagal enquanto atiravam contra a viatura da polícia. Os militares foram atrás dos criminosos e uma nova troca de tiros aconteceu.
Adriano Pereira foi baleado e morreu no local. Uma equipe de saúde de Wanderlândia ainda foi chamada para prestar socorro, mas apenas constatou a morte. A Polícia Científica realizou a perícia e depois o corpo foi recolhido pelo Instituto Médico legal (IML).
A PM ainda fez buscas pelo local, mas não conseguiu localizar o segundo suspeito. Uma arma de fogo foi apreendida e o caso repassado para a Polícia Civil.
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Fonte: G1 Tocantins

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Hospital Estadual de Covid-19 dá alta para última paciente e fecha as portas após 16 meses de funcionamento


Leitos exclusivos para Covid-19 vêm sendo desmobilizados no estado desde setembro. Unidade funcionava em prédio alugado e com gestão terceirizada. Última paciente recebeu alta do Hospital de Campanha
Isac/Divulgação
O Hospital Estadual de Combate à Covid-19, em Palmas, está sendo desmobilizado após 16 meses de funcionamento. A última paciente internada na unidade recebeu alta nesta segunda-feira (27) após quase uma semana de internação. A unidade possuía 70 leitos exclusivos para pacientes com coronavírus, sendo dez Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A desmobilização de leitos exclusivos para Covid-19 no estado vem acontecendo desde setembro, quando as UTIs do Hospital Regional de Porto Nacional foram transformadas em convencionais. No início de dezembro a ala do Hospital Geral de Gurupi também foi desmontada.
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Segundo a secretaria de Estado da Saúde (SES), essa desmobilização ocorre devido à melhora dos índices da pandemia da Covid-19.
O Hospital Estadual de Combate à Covid-19 começou a funcionar em agosto de 2020 em um prédio alugado e com gestão terceirizada. Segundo o Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), responsável pelo atendimento, foram 1.696 internações desde a abertura.
“Foram grandes desafios nesses meses de funcionamento, mas também foi um período de muito aprendizado e alegrias por cada paciente que recebeu alta. O sentimento que nos envolve nesse momento é de missão cumprida”, disse a diretora-geral da unidade, Cynthia Rosa.
Com este novo fechamento, segundo os dados do portal Integra Saúde, da Secretaria de Saúde do Tocantins (SES), o estado deixa de ter leitos de UTI Covid sob a gestão rede pública estadual em Palmas.
Os leitos de terapia intensiva disponíveis na Capital são contratados em unidades particulares pelo governo e pelo município. O mesmo acontece em Araguaína, no norte do estado.
Os únicos leitos de UTI Covid-19 operacionalizados pelo governo estadual agora são nos hospitais regionais de Augustinópolis e Gurupi.
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Fonte: G1 Tocantins

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Governo do Tocantins nomeia o terceiro secretário da Fazenda em dois meses


Diário Oficial do Tocantins trouxe a nomeação de Júlio Edstron Secundino Santos. Júlio Edstron Secundino Santos é nomeado para assumir a Secretaria da Fazenda
Divulgação/TCE TO
O governo do Tocantins nomeou o terceiro secretário da Fazenda em um período de dois meses. Júlio Edstron Secundino Santos irá gerir uma das pastas mais importantes do Poder Executivo. A nomeação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (27).
A secretaria era comandada interinamente por Donizeth Aparecido Silva desde o dia 17 de dezembro, quando o titular Paulo Antenor de Oliveira foi exonerado da função a pedido. Ele estava no cargo há menos de um mês.
Paulo Antenor tinha assumido a função em substituição a Jairo Mariano, que exerceu a função nos primeiros dias da reforma administrativa, mas foi transferido para a Secretaria de Infraestrutura.
Mariano foi nomeado na gestão do governador interino Wanderlei Barbosa em substituição a Sandro Armando, que pediu para deixar o cargo após Mauro Carlesse (PSL) ser afastado do governo pela Justiça.
O novo secretário Júlio Edstron é servidor do Tribunal de Contas do Tocantins. Advogado e doutor em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (Uniceub), pelo qual também é pesquisador; coordenador de pós-graduação do Instituto de Direito Aplicado ao Setor Público (Idasp), de Palmas; membro dos grupos de pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor (Nepats), da Universidade Católica de Brasília; e de Políticas Públicas e Juspositivismo, Jusmoralismo e Justiça Política do Uniceub. Atua também como editor executivo da Revista de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor.
A Sefaz é uma das pastas mais importantes do Poder Executivo, porque gerencia toda a arrecadação de impostos e tributos e é responsável pela administração financeira e contábil do Estado.
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Fonte: G1 Tocantins

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Governo determina medidas emergenciais para atender cidades atingidas por cheia de rios


Serão distribuídas cestas básicas para famílias impactadas e equipes estão sendo enviadas aos municípios para dar suporte. Pelo menos duas cidades decretaram situação de emergência e calamidade. Casa ficou submersa em Tocantínia
Divulgação
O governador em exercício, Wanderlei Barbosa (Sem partido), determinou medidas emergenciais para auxiliar cidades atingidas pelas cheias dos rios no estado. As fortes chuvas registradas nos últimos dias deixaram diversos municípios em situação de alerta, principalmente aqueles que ficam às margens do rio Tocantins. Em Paranã e Miracema, por exemplo, foram publicados decretos de emergência e calamidade pública.
Segundo o governo, foi determinado à Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) que designasse cestas básicas para atendimento das famílias necessitadas, além de agir em parceria com os municípios para levantamento de outras necessidades urgentes.
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O Corpo de Bombeiros também foi acionado e enviou, nesta segunda-feira (27), equipes para os municípios de Paranã e Miracema. Os militares estão atuando junto às Defesas Civis municipais para prestar atendimentos de socorro e resgate, além de verificar situações risco e perigo.
A Agência Tocantinense de Transporte e Obras (Ageto) deverá acompanhar os impactos das chuvas e cheias nos municípios e atuar para que os danos à infraestrutura de estradas sejam reparados com agilidade, minimizando problemas de escoamento de gêneros de primeira necessidade e de transporte da população.
Ainda segundo o governo todos os municípios atingidos serão acompanhados. A partir desta terça-feira (28) equipes do Corpo de Bombeiros serão deslocadas para cidades mais ao norte do estado para acompanhar a situação nas localidades.
Enchente no estado
Cheia do rio Tocantins deixou praia de Tocantínia submersa
Montagem g1
As fortes chuvas registradas nos últimos dias causaram o aumento de vazão no rio Tocantins e diversos afluentes. As comportas das usinas hidrelétricas de Peixe e de Lajeado foram totalmente abertas aumentando o nível da água e colocando os municípios, que ficam às margens, em situação de alerta.
Durante o fim de semana praias desapareceram e um cais desabou. Famílias ficaram ilhadas e casas ficaram apenas com os telhados fora da água. Entre Miracema e Tocantínia, a balsa que faz a travessia no rio Tocantins suspendeu as atividades por não ter pontos seguros para atracar.
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Fonte: G1 Tocantins

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Eventos de réveillon com mais de 200 pessoas terão que exigir comprovante de vacina em Palmas


Prefeitura informou ainda que áreas públicas não poderão ser usadas para fins festivos. Palmas não terá eventos públicos na noite da virada
TV Anhanguera/Reprodução
A Prefeitura de Palmas informou que os eventos particulares de Réveillon seguem autorizados na capital, mas aqueles que tiverem mais de 200 participantes serão obrigados a exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 na entrada. O município anunciou também que vai intensificar a fiscalização na noite da virada. A cidade já tinha cancelado as celebrações em áreas públicas.
As regras da prefeitura preveem também que não é permitido o uso de áreas públicas, como praias ou parques, nas festas particulares. Ainda não está claro se haverá interdições ou bloqueios nestes locais. Na virada de 2020 para 2021, mesmo com as restrições, houve registros de aglomerações em alguns pontos.
Além dos protocolos sanitários, a prefeitura lembrou ainda que seguem em vigor as regras contra perturbação do sossego e que casos de flagrantes podem render multas.
Foi emitida uma recomendação para que os moradores não façam queima de fogos de artifício. Além do risco de acidentes envolvendo pessoas, os fogos em áreas residenciais podem assustar animais domésticos e fazer mal a saúde dos bichos. Além disso, quem for flagrado utilizando som automotivo em horário ou volume não permitido pode pagar multa de R$ 195,23, e registrar cinco pontos na carteira.
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Fonte: G1 Tocantins

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Estado de calamidade pública por causa da pandemia é prorrogado até junho de 2022 no Tocantins


Wanderlei Barbosa ampliou a validade do decreto citando preocupação com a variante ômicron. Wanderlei Barbosa governador em exercício do Tocantins
Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins
O governador em exercício do Tocantins publicou um decreto na noite desta segunda-feira (27) prorrogando o estado de calamidade que está vigente desde março de 2020 para o dia 30 de junho de 2022. A medida, que venceria nesta segunda, é motivada pela pandemia de Covid-19. O texto afirma que a prorrogação foi necessária porque a situação persiste e cita a preocupação com a variante ômicron, que teve o primeiro caso registrado no estado recentemente.
O documento é assinado por Wanderlei Barbosa (Sem partido) e por integrantes do primeiro escalão do estado. O estado de calamidade permite a realização de gastos extras sem licitação para o combate a doença. O documento também desobriga o Governo do Tocantins a cumprir metas fiscais e gastar apenas o que está previsto no orçamento anual.
O novo decreto deverá ser votado pelos deputados estaduais, mas como a Assembleia Legislativa do Tocantins já entrou em recesso a votação vai ficar para 2022. Os números da pandemia no Tocantins estão completamente desatualizados desde o começo do mês por causa de um ataque hacker que prejudicou os sistemas do Ministério da Saúde. Ainda não foi divulgada uma previsão de normalização.
Ainda não está claro se a prorrogação do decreto de calamidade terá algum efeito sobre benefícios que foram anunciados aos servidores públicos estaduais recentemente. No último mês, a Prefeitura de Palmas foi obrigada a suspender o pagamento de reajustes porque deu os aumentos enquanto estava em estado de calamidade pública, o que é vedado por lei.
Em comunicado divulgado após a publicação do decreto, Wanderlei Barbosa disse: “o momento ainda requer cuidados por parte de todos. Vamos continuar fazendo a nossa parte com a oferta de assistência à saúde da população, mas o que queremos é que as pessoas mantenham os cuidados, usem máscaras, álcool gel e o distanciamento recomendado pelos organismos de saúde”.
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Fonte: G1 Tocantins

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Prefeitura de Miracema decreta emergência por causa das enchentes; Paranã declara calamidade pública


Em Miracema, foi autorizado inclusive o uso de força policial para remover moradores que resistirem em sair das áreas de risco. Estruturas da praia do Funil encobertas pela água
Reprodução/TV Globo
A situação das enchentes no Tocantins levou duas prefeituras a emitirem decretos na noite desta segunda-feira (27). Em Miracema do Tocantins, na região central, foi declarada situação de emergência. Já em Paranã, na região sudeste, foi decretada calamidade pública. Desde a última sexta-feira (24) a metade sul do Tocantins já recebeu mais chuva do que era esperada para o mês de dezembro inteiro.
Emergência em Miracema
Casas estão praticamente cobertas pela água em Miracema do Tocantins
Reprodução/TV Globo
O decreto da prefeitura de Miracema cria um comitê de gerenciamento da crise, formado pelos gestores das secretarias municipais. Foram dispensadas licitações para a compra de vem e serviços relacionado à resposta aos alagamentos. A situação mais preocupante na cidade é das comunidades ribeirinhas nas margens dos rios Tocantins e Providência e também no córrego Correntinho.
O texto prevê ainda uso de força policiais para remover moradores que resistirem em sair das áreas de risco. As Defesas Civis do estado e nacional devem ser mobilizadas para auxiliar. Inicialmente o decreto vale por 90 dias podendo ser prorrogado para até 180 dias.
Na cidade, o nível da água do rio Tocantins subiu rapidamente com as chuvas dos últimos quatro dias. Em alguns pontos nas margens as casas estão completamente submersas, em outros apenas os telhados ficaram de fora. A praia do Funil simplesmente desapareceu.
Calamidade pública em Paranã
Famílias foram resgatadas pela Defesa Civil
Defesa Civil/Peixe/Divulgação
A informação sobre o decreto de calamidade pública foi divulgado pela prefeitura de Paranã nas redes sociais, mas a íntegra do texto ainda não está disponível no site do município. Segundo a publicação, com o decreto, “passa a ser possível fazer contratação dos serviços emergenciais necessários para o atendimento dos moradores da cidade. E o documento também pode facilitar a transferência de recursos Estaduais e da União para a Prefeitura fazer essas ações emergenciais, além do recebimento de cestas básicas e outros itens urgentes”.
Durante a manhã, a Defesa Civil de Peixe informou que todas as comportas da usina hidrelétrica Peixe Angical precisaram ser abertas durante o fim de semana devido às fortes chuvas nos rios Palmas e Paranã, mas na tarde deste domingo (26) algumas voltaram a ser fechadas e o volume começou a retroceder. Vídeos feitos na região mostram carros quase submersos na água e moradores assustados com o nível do rio.
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Fonte: G1 Tocantins

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Casas ficam apenas com o telhado para fora d’água durante cheia e ribeirinhos precisam deixar povoados


Em Miracema, famílias precisaram sair as pressas porque o nível do rio Tocantins subiu rapidamente. Moradores afirmam que é a maior enchente em pelo menos 15 anos. Chuva no Tocantins deixa comunidades ribeirinhas debaixo d’água
A população ribeirinha de Miracema do Tocantins ainda está assustada. O nível da água do rio Tocantins subiu rapidamente com as chuvas dos últimos quatro dias, obrigando os moradores a deixarem a região às pressas. Desde a última sexta-feira (24) choveu mais do que o esperado para o mês todo. Em alguns pontos as casas estão completamente submersas, em outros apenas os telhados ficaram de fora.
“Já perdemos aqui, estamos perdendo ali, entendeu. A situação nossa é essa aqui de quem mora na beira do rio. Nós tem que ficar é de vigília, tem galinha tem tudo aí ó.”, conta o morador José Moreira, que teve plantações inteiras alagadas.
Uma das situações mais graves é a do setor Barra da Providência. “Tô com quinze anos em Miracema e nunca tinha visto uma enchente dessa”, diz uma moradora.
Casas estão praticamente cobertas pela água em Miracema do Tocantins
Reprodução/TV Globo
No entorno, as praias de água doce acabaram desaparecendo. Na Praia do Funil, uma das mais turísticas da região, não é possível mais ver a faixa de areia. Com os reservatórios cheios, a Usina Hidrelétrica de Lajeado precisou abrir as comportas e isso aumentou ainda mais o nível do rio.
“Aqui tudo é praia, tá vendo? Você ver, estacionamento ali ó. Ali é a praia, pra você ver, tá tudo tomado. Não tem nenhum lugar que não tá tomado”, comenta o pescador Aldo Valentim Zanatta. “As cheias começam fevereiro, março, abril, e nós estamos em dezembro. Nós não sabe o que vai acontecer”, complementa.
Em Tocantínia, também na região central do estado, a praia da cidade ficou submersa e os postes da orla quase desapareceram. A balsa que faz a travessia para Miracema suspendeu a operação por falta de pontos seguros para atracar.
A situação também é grave no sul do estado. Em Peixe carros ficaram quase encobertos pela chuva e até um jacaré foi encontrado nadando nas ruas do centro da cidade.
Estamos vizinhos também registram estragos. Na Bahia, subiu para 470 mil o número de pessoas afetadas pelas fortes chuvas. Em todo o estado, já são 31.405 desabrigados e 31.391 desalojados, além de pelo menos 20 mortos segundo os dados mais recentes da Defesa Civil.
Em Goiás os municípios de Cavalcante e Monte Alegre de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros, decretaram calamidade pública. Comunidades quilombolas estão com as casas e lavouras debaixo d’água e estradas e pontes precisaram ser interditadas. Cerca de mil famílias estão isoladas.
Estruturas da praia do Funil encobertas pela água
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Tocantins