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Primeiro vestibular de medicina da Unitins é lançado e oferece 40 vagas; inscrições abrem nesta sexta-feira (6)


Aulas do curso totalmente gratuito serão ministradas em Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio. Vestibular vai selecionar 40 estudantes para o curso gratuito de medicina
Nonato Silva/Dicom Unitins
O governo estadual lançou, nesta quinta-feira (5), o edital do primeiro vestibular de medicina da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) no campus Augustinópolis, região do Bico do Papagaio. As inscrições começam nesta sexta-feira (6) e ficam abertas até o próximo dia 16 de agosto. O processo seletivo oferece 40 vagas para o curso, que será totalmente gratuito.
Conforme o edital, as inscrições vão custar R$ 120 e poderão ser feitas, a partir das 14h, no site da Unitins.
Do total de 40 vagas, 50% são destinadas a ampla concorrência e outros 50% a alunos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo autodeclarados pardos (cinco vagas), pessoa com deficiência (uma vaga), autodeclarados pretos (uma vaga) e indígenas (uma vaga). Veja aqui o edital
As aulas da primeira turma de medicina da Unitins estão previstas para iniciar no dia 13 de setembro de forma híbrida, intercalando o ensino presencial e remoto.
O cronograma indica que a aplicação das provas do vestibular deve ocorrer no dia 29 de agosto de forma presencial. Ao realizar a inscrição o candidato pode escolher se prefere fazer o exame em Palmas ou em Augustinópolis.
Segundo a Unitins, para a aplicação das provas, a Universidade vai adotar protocolos de saúde considerando as medidas para prevenir a transmissão da Covid-19. Entre elas, o uso obrigatório de máscara, higienização das mãos com álcool 70%, verificação da temperatura corporal e distanciamento entre os candidatos nas salas de aplicação e fora delas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Falta de vagas em creches atrapalha mães que precisam sair de casa para trabalhar


Em Gurupi a espera quase acabou em tragédia depois que cinco crianças ficaram sozinhas e uma casa que pegou fogo. Problema tem sido agravado por causa da pandemia. Por falta de vagas em creches, pais deixam crianças sozinhas em casa para trabalhar
A falta de vaga em creches tem sido uma realidade enfrentada por muitas mães que precisam sair de casa para trabalhar. Em Gurupi, na região sul do estado, essa situação quase acabou em tragédia no início desta semana. A Leidiane Mendes é diarista e teve que deixar os cinco filhos sozinhos em casa, mas foi surpreendida com a notícia de que a casa tinha pegado fogo.
“Eu cuido deles sozinha porque o pai não ajuda. Aí sou apenas eu sozinha, desde quando eles nasceram só eu que cuido. Não tenho ajuda de parentes, de ninguém. Sou só eu e ai aconteceu o que aconteceu”, disse a diarista Leidiane Mendes.
A falta de creche é uma realidade que também afeta mães em Palmas. A Laura Ellem, por exemplo, está há um ano aguardando uma vaga para o filho de dois anos. Moradora do Jardim Aureny III, ela tem 17 anos, é estudante do 3º ano do Ensino Médio e cria o filho sozinha.
“Inscrevi [na creche] só que não chamaram. Está só na lista de espera. Eu fui na creche e falaram que tem que esperar, assim que começou a pandemia estive na creche. Disseram que não estava chamando ninguém e que estava lotado”, contou a estudante
Quase metade de todas as crianças de 0 a 3 anos no Brasil tem necessidade de uma vaga em creche, segundo o Índice de Necessidade de Creche (INC). O indicador foi criado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e divulgado pela primeira vez no ano passado.
Mulher olha para quarto destruído em incêndio
Reprodução/TV Anhanguera
Os dados mais recentes do IBGE mostram que o país tinha 11.767.885 de crianças nessa faixa etária, até 2018. Mais de 5 milhões (46%) precisavam de creche. No Tocantins, quase 30% das crianças nessa idade estão estavam nessa situação.
A doutora em educação Maria Santana explica que essa é justamente a fase considerada mais importante no desenvolvimento de uma pessoa. “Infelizmente há pouco recurso financeiro para essa idade inicial que deveria ter um olhar bem diferente porque são os anos iniciais da vida de um ser humano”, comentou.
O que já era grave ficou pior com a pandemia. “Além dessa mãe ter perdido o trabalho ela está em uma situação sem recurso financeiro, dentro de casa com a criança e sem saber o que fazer. É uma situação muito mais complexa para essa mãe e para a criança que está em fase de desenvolvimento”, disse a especialista.
O que dizem os governos
A secretária de Educação de Gurupi afirmou que a cidade tem vagas disponíveis nas creches.
“Nós temos hoje 321 vagas ainda disponíveis para educação infantil aqui no município. Aquele pai que ainda não matriculou seu filho ou que precisa de uma vaga procure a Secretaria de Educação, procure a escola. Pode acontecer de que naquela unidade escolar em que o pai for procurar não tenha vaga especificamente, mas temos outras unidades que também ofereçam as mesmas séries”, disse a secretária Amanda Costa.
A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social informou, em nota, que não tem nenhum programa específico para mães que são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e não tenham onde deixar as crianças, mas faz gestão de programas como o Criança Feliz, que inclui visitas domiciliares e tem outras politicas de atenção à primeira infância.
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Fonte: G1 Tocantins

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Suspeito de furtar bolsas de passageiros após oferecer ‘ajuda para carregar’ é preso em rodoviária


O homem se oferecia para carregar mochilas ou sacolas quando via passageiros com mais de um volume nas plataformas. Notebook da vítima foi recuperado com o suspeito. Computador foi recuperado com o suspeito do furto
Divulgação/Polícia Militar
Um homem foi preso na madrugada desta quinta-feira (5) suspeito de aplicar golpes em passageiros de ônibus na rodoviária de Paraíso do Tocantins, na região central do estado. A Polícia Militar informou que ele enganava as vítimas para furtar pertences como bolsas e mochila. Ele se aproximava das vítimas oferecendo ajuda para carregar os pacotes..
A vítima desta quinta-feira fazia o translado de um ônibus para outro quando foi abordada. O suspeito teria saído do local levando uma das bolsas no momento em que ele se distraiu. A PM conseguiu localizar o suspeito logo em seguida, ainda com a mochila onde estava um notebook.
Os policiais levaram o suspeito e o material apreendido para a Delegacia Central de Flagrantes onde o rapaz foi autuado pelo crime de furto. A vítima compareceu na delegacia para reaver seus objetos. As investigações continuam para saber se o homem preso tem relação com crimes semelhantes registrados na região.

Fonte: G1 Tocantins

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TO chega a 15% da população completamente vacinada após mais de seis meses do início da campanha


Segundo o vacinômetro, 240.019 moradores já foram vacinados com duas doses ou com a vacina de dose única. Vacinômetro indica que TO chegou a 15,09% da população completamente vacinada
Reprodução/Site Integra Saúde
O Tocantins ultrapassou, nesta quinta-feira (5), o índice de 15% da população completamente vacinada contra a Covid-19. Segundo os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), apesar do estado já ter recebido 1.146.410 doses de imunizantes do Ministério da Saúde, somente 240.019 moradores completaram o ciclo vacinal. O total leva em consideração quem já recebeu as duas doses das vacinas que precisam de reforço e também quem foi vacinado com o imunizante de dose única.
A campanha de imunização começou no dia 18 de janeiro no Tocantins. Segundo os dados do Vacinômetro, sistema que é alimentado pela SES, em mais de seis meses o estado distribuiu 1.001.525 doses de vacinas aos 139 municípios.
Do total, 879.678 doses foram aplicadas, sendo que 639.659 foram usadas como primeira dose. O percentual da população que recebeu pelo menos uma vacina é de 40,22%.
Os dados do vacinômetro apontam que 212.191 pessoas (13,34%) receberam a segunda dose da CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer. Outros 27.828 moradores (1,75%) foram vacinados com dose única da Janssen.
Vacina contra o coronavírus sendo aplicada em Colinas do Tocantins
Colinas do Tocantins/Divulgação
Proporcionalmente, Crixás do Tocantins é a cidade com maior índice de vacinação. Já o município que menos vacinou é Campos Lindos. Veja abaixo os cinco maiores e menores índices de vacinação. A lista leva em consideração o número de pessoas que estão completamente imunizadas.
Nesta quinta-feira o estado passou a acumular 211.858 infectados e 3.548 óbitos desde o início da pandemia. O vacinômetro indica que idosos, pessoas com comorbidades, trabalhadores da saúde e da educação estão entre os grupos que mais receberam as vacinas. Veja a quantidade de vacinas aplicadas por grupos prioritários:
Quantidade de doses aplicadas em pessoas de grupos prioritários
Divulgação/Vacinômetro Tocantins
Cidades com maiores índices de vacinação
Crixás do Tocantins – 32,16% da população imunizada
Taipas do Tocantins – 31,39% da população imunizada
Arraias – 30,09% da população imunizada
Santa Tereza do Tocantins – 29,23% da população imunizada
Muricilândia – 28,83% da população imunizada
Cidades com menores índices de vacinação
Campos Lindos – 8,77% da população imunizada
Praia Norte – 8,93% da população imunizada
São Bento do Tocantins – 8,96% da população imunizada
Lagoa da Confusão – 9,07% da população imunizada
Palmeirante – 9,07% da população imunizada
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Fonte: G1 Tocantins

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Polícia faz buscas e prende suspeitos de envolvimento no desaparecimento de homem em Araguaína


Rafael Rodrigues Oliveira desapareceu em março deste ano. Segundo a corporação, ele integra organização criminosa e pode ter sido alvo de uma facção rival. Drogas, munições e armas de fogo foram apreendidos durante operação Desande, em Araguaína
Divulgação/Polícia Civil
Dois homens foram presos pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5) em Araguaína durante cumprimentos de mandados de busca e apreensão. Segundo a corporação, a ação faz parte da segunda fase da ‘operação Desande’, que investiga o desaparecimento de Rafael Rodrigues Oliveira. Na casa dos suspeitos foram encontradas drogas, uma arma de fogo e munições.
As prisões foram feitas pela manhã por policiais da Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deic). Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os agentes deram cumprimento a quatro mandados em endereços onde moram pessoas suspeitas de envolvimento do desaparecimento de Rafael.
Segundo a polícia, o homem que é conhecido como “desande” e não é visto desde março deste ano “é membro de organização criminosa e há informações que ele teria sido alvo de uma facção criminosa rival”. A corporação quer esclarecer as circunstâncias do desaparecimento da vítima.
Durante as ações, os policiais civis apreenderam uma pistola calibre 380, 19 munições de calibres variados, porções de maconha e cinco celulares. Duas pessoas que estavam em uma das residências foram conduzidas à Central de Atendimento da Polícia Civil.
A ação desta quinta (5) contou com apoio de equipes da 2ª Divisão de Repressão a Narcóticos (Denarc), 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP) e agentes da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR).
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Fonte: G1 Tocantins

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PRF apreende celulares e produtos de informática transportados sem nota fiscal de GO com destino ao PA


Flagrante foi feito na BR-153, em Araguaína, norte do Tocantins. Policiais também apreenderam equipamentos eletrônicos, produtos de cosméticos e mais de R$ 6 mil. Materiais transportados sem nota fiscal foram apreendidos na BR-153, em Araguaína
Divulgação/PRF
Durante fiscalização nesta quarta-feira (4), a Polícia Rodoviária Federal apreendeu aparelhos celulares, equipamentos de informática, eletrônicos e produtos de cosméticos sendo transportados pela BR-153, sem nota fiscal. O flagrante foi feito em Araguaína, norte do estado.
A PRF disse que determinou a parada e realizou uma busca dentro do carro, onde a mercadoria era levada de forma irregular.
O condutor, de 40 anos, disse que havia comprado os produtos em Goiânia (GO) e que revenderia em Belém (PA). Além da carga, foram apreendidos mais de R$ 6 mil em espécie.
O homem, suspeito de descaminho e transporte de mercadoria sem nota fiscal, foi encaminhado para Delegacia de Polícia Federal de Araguaína junto com as mercadorias internacionais.
As mercadorias nacionais foram apreendidas e encaminhadas para Secretaria da Fazenda e Planejamento do Tocantins.
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Fonte: G1 Tocantins

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Após baixa procura, Gurupi faz nova ampliação e vacina moradores de 30 anos ou mais contra a Covid-19


Vacinas são aplicadas na Escola Municipal Antônio Lino e Escola Municipal Lenival Correia. É necessário estar com documentos pessoais, comprovante de residência em Gurupi e cartões do SUS e de vacina. Vacina contra o coronavírus é aplicada em Gurupi
Lino Vargas/Prefeitura de Gurupi
Os moradores de Gurupi que tenham 30 anos ou mais já podem ser vacinados contra o coronavírus em Gurupi, na região sul do estado. A ampliação relâmpago de faixa etária foi divulgada nesta quinta-feira (5) um dia após a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informar que as pessoas com mais de 32 anos fariam parte do novo público alvo. (Veja o vídeo abaixo)
As doses do imunizante são aplicadas na Escola Municipal Antônio Lino, na saída para Peixe, e na Escola Municipal Lenival Correia, no setor Alto da Boa Vista. O horário de vacinação nas duas unidades é das 8h às 17h, ou enquanto durarem as doses.
Segundo a Prefeitura, a ampliação ocorreu porque a procura pela vacinação no início da manhã foi menor que o esperado. Por volta de 10h as vacinas já estavam disponíveis para moradores de 30 anos.
“Quem não se vacinou e está nessa faixa etária de 30 [anos] para cima, que compareçam nas nossas escolas. A vacina hoje aplicada é a Pfizer”, disse o secretário de saúde de Gurupi, Marcus Macolino.
Gurupi passa a vacinar pessoas com mais de 30 anos; veja os locais de aplicação
Para ser vacinado é necessário apresentar o comprovante de residência em Gurupi, documentos pessoais, além da carteira de vacina e cartão do SUS.
O contador Marcos Leandro comemorou ao receber a primeira dose do imunizante. “A expectativa estava muita. Eu tive problema, na hora que começou a Covid eu meio que surtei de medo da doença então tem mais de um ano que estou na expectativa de pela vacina. Foi uma emoção”.
2ª dose
As pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante e precisam da segunda aplicação devem procurar a Policlínica ou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Sol Nascente na data indicada no cartão de vacina.
O intervalo entre a primeira e segunda dose é de 28 dias para quem tomou a Coronavac. Já para quem recebeu a AstraZeneca, a segunda dose deve ser administrada com 60 dias. Os moradores vacinados com a Pfizer precisam esperar 90 dias para serem totalmente imunizados.
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Fonte: G1 Tocantins

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Carreta fica atravessada no meio da BR-153 após tombamento


Segundo a PRF, motorista teria descansado apenas duas horas na noite anterior e pode ter dormido ao volante. Acidente aconteceu próximo de Crixás, na região central do estado. Caminhão tombou no meio de rodovia
PRF/Divulgação
Uma carreta ficou atravessada no meio da BR-153 próximo de Crixás, na região central do estado, depois que o motorista perdeu o controle do veículo e tombou. O acidente aconteceu por volta das 5h20 da manhã desta quinta-feira (5).
A Polícia Rodoviária Federal esteve no local fazendo o controle do trânsito, que estava sendo realizado pelo terreno às margens da rodovia até a liberação da pista, por volta das 11h. Apesar disso uma longa fila de veículos se formou nos dois sentidos da BR.
A PRF informou que ao analisar o disco tacógrafo, dispositivo utilizado para monitorar o tempo de uso de um caminhão, foi verificado que constava o registro de apenas 2 horas de descanso do motorista.
Por isso existe a suspeita de que o sono tenha contribuído para o acidente. A perícia esteve no local e apenas o laudo vai confirmar o que realmente aconteceu. O motorista não teve ferimentos graves.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mães que ficaram desempregadas na pandemia contam que deixam de comer para alimentar os filhos: ‘O importante é ele’


Situação sanitária tem deixado muitas famílias em situação de insegurança alimentar. Só em Palmas foram 13 mil demissões entre janeiro e maio desse ano. Famílias que convivem com a pobreza e a fome sobrevivem apenas de doações
Lorena Lopes e Ludmila Daiane são duas mulheres que não se conhecem e moram em regiões diferentes de Palmas, mas compartilham uma dura realidade: estão desempregadas e vivendo por meio de doações. Essa situação da população mais vulnerável tem se agravado durante a pandemia e deixado muitas famílias em situação de insegurança alimentar.
A Ludmila Daiane Tavares tem 20 anos e é mãe de três filhos. Por causa da situação financeira os dois mais velhos estão vivendo com parentes e ela só está conseguindo ficar com a bebê de 8 meses.
Ela e o marido se mudaram de Porto Nacional para Palmas há três meses em busca de uma vida melhor. Ela diz que o marido está doente e estão vivendo de favor em dois cômodos no Aureny II. Na casa dela tem faltado quase tudo, até o que comer, e o maior desejo e voltar a trabalhar.
“Tem vez que a gente não tem nem arroz para comer, principalmente o leite para a neném. A primeira vez que a gente tá passando um momento assim tão apertado, a gente passava, mas não era tanto assim. Apertou mais com essa pandemia”, lamentou.
Do outro lado da cidade vive a Lorena Lopes, de 22 anos. Ela também está em situação difícil desde que o salão onde trabalhava fechou por causa da pandemia. Desempregada, ela é mãe solteira de um bebê de nove meses.
“Tem dia que aperta muito que eu deixo de comer para dar para ele. Vou indo a vida, o que é importante é ele. Qualquer serviço que aparecer hoje eu aceito porque não está nada fácil”, disse.
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que entre janeiro e maio deste ano foram gerados 13 mil postos de emprego em Palmas, enquanto 9,9 mil pessoas foram demitidas. O saldo é de 3,1 mil novas vagas, mas isso não foi suficiente para suprir a demanda, segundo os especialistas.
Ludmila Daiane está desempregada e vivendo de favor
Reprodução/TV Anhanguera
“Nós estamos em uma cidade que está em constante crescimento, é uma das capitais do país que mais cresce. No Tocantins nós temos 52,7% dos empregados há mais de cinco meses. Infelizmente, no que tange emprego e renda, a crise sanitária acaba atingindo ainda mais aqueles públicos que são mais vulneráveis”, disse a socióloga Juliana Abrão Castilho.
“A pandemia de coronavírus só aumentou muitos problemas que estamos passando no Brasil. Um desses problemas está relacionado com a pobreza e a insegurança alimentar”, disse o sociólogo Ygor Leite.
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Fonte: G1 Tocantins

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Relatório do Tribunal de Contas aponta superfaturamento de até 4.541% na compra de remédios em Palmas


Medicamento que custava em média R$ 0,12, cada unidade, foi comprado por R$ 5,57. Relatório ainda é preliminar, mas estima um possível prejuízo de R$ 500 mil aos cofres públicos. TCE identifica superfaturação em compra de medicamentos pela Prefeitura de Palmas
Uma inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que a Prefeitura de Palmas pode ter comprado medicamentos, sem licitação, com sobrepreço de até 4.541%. Este é o caso de um antipsicótico chamado risperidona, cujo preço médio unitário era de R$ 0,12, mas foi adquirido por R$ 5,57.
A Prefeitura de Palmas disse, em nota, que ainda não foi notificada sobre o relatório do TCE e que encaminhará resposta ao órgão de fiscalização. (Veja a resposta completa no fim da reportagem)
Outro exemplo de compra com sobrepreço foi do medicamento haloperidol, sedativo e antipsicótico, que tem custo médio de R$ 0,18 na tabela do Banco de Preço de Saúde (BPS), mas foi comprado por R$ 4,86. Uma diferença de 2.600%.
A inspeção foi realizada por auditores do Tribunal de Contas em contratos feitos pela Prefeitura de Palmas entre março de 2020 e março de 2021, sem licitação. O relatório da análise ainda é preliminar.
Tabela dos preços analisados pelo TCE
Reprodução
Em média, a contratação dos medicamentos feita pela prefeitura ficou 1.433% acima da tabela do Banco de Preço de Saúde (BPS), que serve como parâmetro no processo de compra dos órgãos públicos.
Essa análise levou em conta dez tipos de medicamentos e apontou que o possível prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 500 mil.
A Associação Contas Abertas explica que as prefeituras até podem comprar medicamentos sem licitação e acima do preço de mercado durante a pandemia, mas isso precisa ser detalhado de forma clara ao cidadão.
“É preciso que o processo seja absolutamente transparente e colocado em um sítio especial, acessado por qualquer cidadão. Inclusive, neste sítio é preciso que conste o nome da empresa contratada, os valores totais da aquisição, os valores unitários da aquisição, o número do processo e também uma justificativa para aquisição desses produtos em preços superiores aos encontrados no mercado”, explicou o secretário da associação, Gil Castelo Branco.
Cartela de medicamentos em farmácia de Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
O advogado Felipe Buarin explicou que embora a lei reduza a burocracia para comprar remédios, as prefeituras devem manter o cuidado com o gasto excessivo do dinheiro público. “São situações que exigem maior transparência do gestor público, ele precisa primar pelo princípio da publicidade, precisa demonstrar o que realmente está fazendo por conta de se atingir uma meta de abastecer a população […], mas também precisa ter essa transparência para demonstrar que não está fazendo nada de errado, seguindo o rito legal, emergencial e não tem finalidade de se enriquecer ilicitamente”, explicou.
Se for comprovado o superfaturamento, no parecer final do TCE, os gestores podem responder por improbidade administrativa.
O que diz a prefeitura
A prefeitura de Palmas disse, em nota, que ainda não foi notificada sobre o relatório do TCE e que encaminhará resposta ao órgão de defesa. O município informou ainda que a compra dos medicamentos foi prestada à controladoria Geral da União detalhando a utilização dos recursos federais.
No documento encaminhado à CGU, a prefeitura diz que informou sobre a compra dos insumos e medicamentos utilizados no enfrentamento da Covid-19 e que tudo ocorreu devido ao momento de emergência.
Segundo o município, os valores pagos condizem com os preços praticados devido a grande procura pelos medicamentos. Por fim, afirmou que diante do cenário pandêmico, a prefeitura fez uso dos dispositivos legais que eram permitidos de forma a garantir medicamento e insumos nas unidades da capital.
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Fonte: G1 Tocantins