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Chico Buarque vai à Havana gravar com o cantor cubano Silvio Rodríguez


Chico Buarque (à esquerda) posa em Havana com o cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez
Francisco Proner / Reprodução Facebook Chico Buarque
♫ NOTÍCIA
♬ Composta em 1974 pelo artista cubano Silvio Rodríguez e lançada na voz do autor no ano seguinte, em gravação feita para o álbum “Días y flores” (1975), a canção “Sueño con serpientes” ganhou amplitude no Brasil ao ser interpretada por Milton Nascimento no álbum “Sentinela” (1980) em dueto com a cantora argentina Mercedes Sosa (1935 – 2009).
Decorridos 46 anos da gravação de Milton, a canção ganha a voz de outro ícone da MPB. Ontem, 7 de abril. Chico Buarque desembarcou em Havana – após 34 anos sem ir a Cuba – para gravar “Sueño con serpientes” com o cantor e compositor Silvio Rodríguez, de quem Chico é amigo há cerca de 50 anos.
Anunciada hoje nas redes sociais de Chico Buarque, a gravação do dueto está programada para ser feita em estúdio, amanhã, quinta-feira, 9 de abril.

Fonte: G1 Entretenimento

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Silva volta à leveza em ‘Rolidei’, álbum solar para curtir a vida boa à beira-mar


Silva lança ‘Rolidei’, álbum com canções pautadas pela alegria e compostas em março de 2025 durante férias do artista
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Rolidei
Artista: Silva
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ “Rolidei”, álbum que Silva lança hoje, 8 de abril, pode ser encarado como movimento de retrocesso do artista em direção ao básico, à leveza pop que fez o cantor, compositor e multi-instrumentista capixaba migrar do circuito indie para o mainstream em travessia feita ao longo dos últimos dez anos.
Antecedido em novembro por “Virá” (2025), single que deu a pista certeira de “Rolidei” ao apresentar música imersa nas boas vibrações do axé, o álbum soa como um movimento natural de um artista que viu parte do público debandar quando lançou “Encantado” (2024), disco mais ambicioso, pautado pela diversidade rítmica, por feats inusitados (com as cantoras Carminho e Leci Brandão, entre outros nomes) e pelo contraste entre luzes e sombras.
“Rolidei” aposta tudo na luz do sol. “Rolidei” é álbum para curtir a vida boa à beira-mar, como já direciona a música boa que abre o disco, “Sudamérica”, faixa escolhida para promover esse sétimo álbum autoral gravado em estúdio por Silva.
Entre ecos da bossa nova, dos boleros havaianos de Lulu Santos, da pulsação do axé, das canções mergulhadas em sal e da batida do samba, Silva apresenta um cancioneiro filtrado pela alegria.
Composta em março de 2025, durante férias do artista, a safra autoral do álbum “Rolidei” – quase toda assinada por Silva com o irmão Lucas Silva, parceiro habitual – inclui músicas em estilo good vibes como “Areia” e “Deus de batom” entre a faixa-vinheta “Dias assim”, interlúdio feito de sons de mar, vocais e violão.
Com ágil batida synth pop, a música-título “Rolidei” pode até ser seguida pelo público que costuma ir atrás do Bloco do Silva – o mesmo podendo ser dito de “Sorriso de pura beleza”, parceria do cantor com Samuel Emery.
Orquestrada pelo próprio Silva, a produção musical do álbum “Rolidei” serve bem às músicas. Desta vez, não há feats, samples e maiores pretensões. A ideia do artista parece ter sido mergulhar em águas tranquilas, como exemplifica “Ondina”, outra música dessa safra marítima de canções suaves.
“Sinto que esse é o meu álbum mais alegre até aqui. Alegria como necessidade básica mesmo, pra gente encarar a vida. Fiz o ‘Rolidei’ para me acompanhar nos dias mais solares e para atravessar melhor os dias ruins. Que esse álbum lhe traga uma sensação de férias e de tempo bem vivido”, conceituou Silva em texto postado nas redes sociais do artista.
Com título que abrasileira a palavra holiday (feriado, em inglês), em alusão à homônima caravana mambembe que atravessava o país no filme “Bye bye Brasil” (Cacá Diegues, 1979), o álbum “Rolidei” vai para onde tem sol e mar com músicas como “Hotel Pasárgada” e “Ouvir a maré”.
Por mais que soe (levemente) repetitivo na medida em que avançam as 12 faixas, o álbum “Rolidei” sustenta o conceito básico que o gerou, inclusive quando esboça certo intimismo na vinheta instrumental “Atlântico Sul” e quando caminha para a introspecção final na balada de voz e violão “Algo bom”, cuja letra otimista cita verso de “Até quem sabe” (João Donato e Lysias Ênio, 1973).
Enfim, “Rolidei” pode não ser o álbum mais ambicioso de Silva, mas cai bem nesse momento em que o mundo doente e em guerra necessita de paz e alegria.
Capa do álbum ‘Rolidei’, de Silva
Divulgação
Contracapa do álbum ‘Rolidei’, de Silva
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Dori Caymmi descortina um mundo de belezas em show no Rio com a ‘voz de mágoa’ amaciada pelo humor corrosivo


Dori Caymmi canta e toca violão em show feito no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, na noite de 7 de abril
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Utopia – 56 anos de parceria
Artista: Dori Caymmi
Data e local: 7 de abril de 2026 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ “Porto é um parto”, sentenciou Dori Caymmi, fazendo ágil jogo de palavras, ao ouvir o pedido para cantar “Porto” (1975), tema composto pelo artista para a novela “Gabriela” (TV Globo) e gravado pelo grupo MPB4 para a trilha sonora da trama exibida em 1975 com base no livro de Jorge Amado (1912 – 2001).
O pedido foi feito por espectador que assistia no Teatro Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 7 de abril, à concorrida estreia da temporada do show “Utopia – 56 anos de parceria” no projeto “Terças no Ipanema”, de Flávia Souza Lima.
De início, Dori resmungou, disse que a voz já não alcançava os agudos do tema, mas acabou parindo “Porto” após afinar o violão, ampliando o som do instrumento à moda rústica experimentada pelo violonista Baden Powell (1937 – 2000) quando Baden compôs e gravou a toada “O cego Aderaldo (Nordeste)” no álbum “27 horas de estúdio” (1969). E, sim, a voz deu conta.
Na abertura do show, com o canto de “Evangelho” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1972), essa voz densa e grave – de tons profundos como os mares desbravados pelo cancioneiro soberano do patriarca Dorival Caymmi (1914 – 2008) – ainda estava um pouco fria, mas já ficou no ponto a partir do segundo número, “Velho piano” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1982).
Pérola lapidada originalmente na voz da cantora Elizeth Cardoso (1920 – 1990), “Velho piano” ficou associada à voz e ao suor de Nana Caymmi (1941 – 2025), irmã imortal celebrada por Dori com o canto da canção “Sem você” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959), do samba-canção “Se queres saber” (Peter Pan, 1947) e do bolero “Resposta ao tempo” (Cristovão Bastos e Aldir Blanc, 1998), três números em que Dori se confirmou intérprete magistral dessas obras alheias, imprimindo sentimento preciso em cada verso.
Com a voz e o violão, Dori Caymmi descortinou um mundo de belezas ao seguir roteiro que extrapolou a parceria com Paulo César Pinheiro destacada no título do show.
É que o cancioneiro do compositor parece abarcar rios, mares, matas e grandes sertões do Brasil em músicas como “Setenta anos” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2013), “Raça morena” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2022) – “O mais próximo que eu cheguei do sertanejo”, situou com fina ironia – e “Canto brasileiro” (2022), música feita por Dori a partir de poema do primeiro livro de poesias de Paulo César Pinheiro.
Toda a beleza desse mundo poético, geralmente interiorano, é potencializada pelo canto do artista, dono de “Voz de mágoa”, como diz o título da canção de Dori e Pinheiro, lançada em disco há dez anos por Maria Bethânia no álbum ao vivo “Abraçar e agradecer” (2016).
Corrosivo, o humor ferino das falas de Dori Caymmi entre um número e outro desanuviou clima que poderia ficar demasiadamente pesado diante da carga de tristeza embutida na maioria das canções do roteiro, a exemplo de “Sozinho de nascença” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2025).
Além de provocarem gargalhadas no público, os comentários demolidores de Dori diluíram qualquer possível linearidade desse roteiro que abriu espaço para o lirismo romântico da cantiga “O nome da moça” (Dori Caymmi e Roberto Didio, 2025) e para a vivacidade rítmica do frevo “Ninho de vespa” (1990), duas músicas cantadas por Dori no recente álbum “Utopia” (2025), em tese o mote do show.
Enfrentando os sintomas de neuropatia periférica (“Eu e meu parceiro Paulo César Pinheiro já entramos na fase das comorbidades”, gracejou no início do show), Dori Caymmi caiu bem no suingue baiano de “Alegre menina” (1975) – música que fez a partir de poema de Jorge Amado para a trilha sonora da supracitada novela “Gabriela” – e enfrentou com bravura a melodia e letra caudalosas de “Rio Amazonas” (1990).
Quando as cortinas se fecharam, após Dori Caymmi ter parido o pedido “Porto”, o espectador estava embevecido diante de tanta beleza descortinada pela voz de mágoa e pelo violão desse artista que honra a nobre dinastia da qual faz parte.
Dori Caymmi presta homenagem à irmã, Nana Caymmi (1941 – 2025), no show ‘Utopia – 56 anos de parceria’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Felipe Amorim, MC IG, Anitta: relembre artistas que ‘mentiram’ por marketing


Felipe Amorim posa para foto no estúdio do g1 em São Paulo antes de ser entrevistado no programa ‘g1 Ouviu’
Fábio Tito/g1
Felipe Amorim revelou na segunda-feira (6), durante interações com fãs no Instagram, que a colaboração musical de que menos gostou foi com Ludmilla. Isso porque a cantora teria ignorado o parceiro durante as gravações.
O comentário virou assunto nas redes sociais, com Ludmilla sendo apontada como antipática.
No entanto, a polêmica era em vão. Isso tudo porque o comentário de Amorim era mentira para promover uma música com a cantora.
Ludmilla foi para as redes sociais reclamar do cantor e disse não ter aprovado a ideia.
“O marketing que fizeram hoje foi super infeliz, não foi alinhado comigo e nem com a minha equipe, não foi nada legal. O combinado foi outro, eu não curti”, escreveu no X (antigo Twitter).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A tática de inventar algo polêmico ou esconder alguma parceria comercial não é novidade na música brasileira. O g1 relembra agora alguns casos recentes.
MC IG
MC IG subiu no palco da Festa Junina de Votorantim (SP) logo após apresentação do Ryan
@danylomarttins/Festa Junina de Votorantim/Divulgação
Em maio de 2025, o funkeiro MC IG divulgou um vídeo em que era assaltado dentro de um estacionamento.
Os criminosos teriam levado uma maleta com joias em dinheiro. O prejuízo do artista seria de R$ 5 milhões e ele chegou a oferecer uma recompensa de R$ 200 mil para quem encontrasse os pertences.
Programas de TV e sites divulgaram o roubo e chegaram a questionar a polícia sobre uma possível investigação, mas tudo não passava de uma encenação para divulgar um novo álbum.
Alok e Anitta
Anitta e Alok
Divulgação
Em 2024, os dois artistas trocaram farpas nas redes sociais. Tudo começou com Anitta publicando que havia se tornado a artista brasileira com mais ouvintes mensais no Spotify, ultrapassando o DJ.
Alok respondeu com o que foi lido como uma indireta a Anitta. Foi o suficiente para a especulação de treta.
No dia seguinte, os dois lançaram a música “Looking For Love”, parceria impulsionada pela falsa briga na internet.
Claudia Leitte
Carnaval 2026 – Claudia Leitte inicia desfile no circuito Dodô.
TV Bahia
Em 2017, Claudia Leitte chocou ao anunciar uma nova turnê sem utilizar o segundo nome.
“Pessoalll! Eu tô pronta pra subir no salto. E estou tirando o Leitte do meu nome e vou lançar uma nova tour só com Claudia, sem “Leitte”! Não é massa? O que vocês acham? #claudia”, postou no Instagram.
Porém, tudo não passava de uma jogada de marketing.
Sem sinalizar que o conteúdo anterior era publicidade, Claudia Leitte voltou ao Instagram no dia seguinte para anunciar que estava fazendo uma parceria com um medicamento para pessoas com intolerância à lactose.
“Topei me engajar nessa campanha por se tratar de um assunto sério. Que massa que meu nome junto a uma estratégia de marketing bem bolada pôde fazer o Brasil perceber que intolerância à lactose pode ser resolvida. E sim, pode ter leite”, justificou Claudia.

Fonte: G1 Entretenimento

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t.A.T.u, dupla lésbica fake, estreia no Brasil com hits e polêmicas: ‘Voltamos aos 16 anos de novo’


Entre 1999 e 2011, Lena Katina e Julia Volkova fizeram sucesso cantando sobre o amor de duas garotas. Vestidas de colegiais, com roupas molhadas pela chuva, elas se beijavam. Como fãs do t.A.T.u. já sabem, os amassos daquelas duas meninas de 16 anos eram de mentirinha.
Com o romance fake, a dupla russa vendeu 10 milhões de álbuns e chegou ao primeiro lugar em mais de dez países. O auge veio acompanhado de clipes libidinosos e batidas da eurodance de hits como “Not Gonna Get Us” e “All The Things She Said”. Esses e outros sucessos estarão na estreia brasileira da dupla, com show em maio, em São Paulo (veja mais detalhes no fim do texto).
Basta passar o olho pelos comentários mais recentes dos vídeos da dupla no YouTube para entender por que muitos membros do fã-clube das t.A.T.u. se identificaram como membros da comunidade LGBT: segundo eles, a dupla foi uma bela ajuda nessa aceitação.
Lena e Julia eram conhecidas por clipes picantes que não poderiam ter sido gravados na Rússia hoje. Em 2013, entrou em vigor uma lei que criminaliza a divulgação do que autoridades russas chamam de “propaganda gay”. Por esse motivo, a assessoria da dupla pediu que nenhuma pergunta com temas referentes à comunidade LGBT fosse feita.
Julia teve formação clássica em canto e piano na Escola Estadual de Música de Moscou. Lena é filha de Sergey Katin, músico reconhecido. Ela estudou Psicologia na Universidade de Moscou e é muito ligada em literatura. O t.A.T.u. uniu as duas, mas as opiniões sobre a comunidade LGBT as distanciaram. Em 2014, um jornalista perguntou se Julia aceitaria um filho gay. Ela disse que não. Depois, disse ter se arrependido da declaração.
Distante dessas polêmicas, a parte musical do t.A.T.u. ficava a cargo de Trevor Horn, ex-líder do The Buggles, do hit “Video Killed the Radio Star”. Horn passou pelo Yes e escreveu hits como “Kiss From a Rose”, do Seal. Parou de trabalhar com as duas a partir do terceiro álbum, de 2009.
Após dez anos sem se falarem, elas se reuniram para performances na TV russa a partir de 2022, mas sem turnês. Hoje, as duas cantoras de 41 anos têm filhos e estão em relacionamentos heterossexuais.
Ao g1, a dupla falou sobre amadurecimento, fãs brasileiros, a correria do começo da carreira e o europop intenso e dramático que gera hits e polêmicas há mais de 25 anos.
Lena Katina e Julia Volkova, do t.A.T.u.
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g1 – Como é a sensação de retornar ao Brasil depois de todos esses anos e ver que suas músicas ainda são lembradas pelos fãs daqui?
Julia Volkova – É incrível. Somos duas garotas russas, na verdade, agora duas mulheres russas. E já somos populares há 25 anos e esperamos continuar fazendo isso. É realmente emocionante ir ao Brasil finalmente para fazer um show e ver nossos fãs.
g1 – Olhando para trás, para os anos 90 e 2000, quais seriam as maiores mudanças nas vidas de vocês e o que permanece igual?
Julia – Não temos mais 15 anos. Temos quase 41, somos mães. Nossa parte interna mudou, nossa alma mudou. Estamos mais calmas, mais… [começa a falar russo e pede ajuda para Lena]
Lena – Nos tornamos mais experientes, mas na verdade continuamos as mesmas. Eu sou a Lena, a Julia é a Julia e nós somos o t.A.T.u. Isso não muda. Acho que toda vez que subimos no palco, voltamos aos 16 anos de novo. Nos divertindo fazendo o show, é incrível.
Lena Katina e Julia Volkova nos tempos de t.A.T.u.
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Julia – Acho que estamos sentindo mais agora no palco do que antes porque, quando éramos jovens, era todo dia concerto, concerto, concerto, país diferente, país… Nós não estávamos sentindo mais… [começa de novo a falar russo]
Lena – Paramos de apreciar o que tínhamos… Agora nós vivemos no palco. Sentimos uma à outra, sentimos as pessoas ao redor. Podemos parar e pensar, parar e entender, sentir. Então eu só aprecio o que está acontecendo sem a pressa de antes.
g1 – Vocês mostram seus vídeos e músicas para os seus filhos? O que eles sabem sobre vocês como artistas?
Lena – Mostramos tudo, absolutamente tudo. Quando vou buscar o mais velho na escola ou no jardim de infância, as crianças ficam cantando para mim “Not Gonna Get Us” ou “All The Things She Said”, as mães deles são fãs… Temos diferentes tipos de fãs, de 2 anos até os 90 anos. Muitos fãs cresceram conosco e agora estão por volta dos 40 anos, mas há fãs jovens, de uns 18, 16 anos. Eles sabem tudo, viram os vídeos, conhecem as músicas e vão aos nossos shows.
g1 – Sobre a sonoridade, vocês acham que a música do t.A.T.u. mudou ou ficou mais eletrônica com o tempo?
Lena – Acho que se tornou mais eletrônica, talvez. Temos sons eletrônicos, mas tínhamos muitos instrumentos ao vivo. Agora talvez tenha ficado um pouco mais eletrônico com essas coisas de tecnologia que não entendo muito bem. Mas nossa música foi escrita por pessoas e vamos continuar fazendo isso. Sucesso é algo com o qual vivemos pelos últimos 25 anos. Já foi gigante, já foi um pouco menos, mas sempre fomos bem-sucedidas. Espero que a gente sempre seja.
g1 – Qual o legado do t.A.T.u. para a música pop?
Julia – [começam a conversar em russo] t.A.T.u. significa amor. É isso, significa amor.
g1 – Entendi que vocês estão falando das letras [Lena concorda], mas e o que dizer da sonoridade?
Lena – O som é pop rock, é o nosso estilo. É o estilo t.A.T.u. É dramático, misturado com sabe Deus o que, é realmente difícil de explicar. Temos músicas mais pop, músicas dançantes, mas a maioria da nossa música é bem séria, significativa e dramática, com um som característico.
Lena Katina e Julia Volkova t.A.T.u. no começo da dupla
Divulgação
g1 – Falando em pop rock, vocês devem cantar por aqui a versão de ‘How soon is now’, do The Smiths. Como foi gravar essa música?
Lena – Eles criaram praticamente uma música totalmente nova a partir dela… essa versão é inacreditável. É aquela exceção em que a cover não é nem um pouco pior que a original. Acho que demos uma vida nova à canção.
g1 – O que fez vocês decidirem voltar e estarem juntas de novo depois de tanto tempo?
Julia – Bem, nós recebemos muitos pedidos de fãs que queriam nosso show, muitas pessoas que sentiam falta e mandavam mensagens para nossos empresários. Daí nos encontramos e conversamos depois de uns 10 anos ou mais. Por que não? Temos muitas pessoas e amigos ao redor do mundo. Estamos felizes de vê-los. Foi a melhor hora. Cada época tem uma emoção diferente.
g1 – Poderiam compartilhar alguma memória de bastidor das primeiras turnês, algo que os fãs talvez não saibam?
Julia – Não sei, talvez quando “All The Things She Said” (em russo) passou na TV. Um dia, de manhã cedo, eu estava tomando café com a Lena no apartamento dela. Estava ligado na MTV. O telefone de casa não parava de tocar o tempo todo. Fomos dormir, daí acordamos e éramos estrelas. Nós ficamos lá nos abraçando, pulando e gritando: “Lena, nossos sonhos se tornaram realidade!”. Nós nos conhecemos desde pequenas, de um grupo infantil russo… e aquilo estava acontecendo, finalmente.
g1 – Vocês sentiram algum tipo de pressão para seguir emplacando hits?
Lena – A gente não é obrigada a lidar com isso. Talvez isso tenha vindo com o tempo, mas a gente não presta mais atenção em quem critica, a gente não lê os comentários dos “haters”. Somos parte disso, dessa coisa da fama, faz tanto tempo que é como se a gente estivesse vacinada contra isso.
t.A.T.u em São Paulo
Quando: 16 de maio de 2026 (sábado)
Onde: Komplexo Tempo (Av. Henry Ford, 511 – Parque da Mooca)
Ingressos no Sympla
Preços: Pista Premium: R$ 260 (Meia) e R$ 520 (Inteira); Pista Comum: R$ 185 (Meia) e R$ 370 (Inteira); Mezanino: R$ 200 (Meia)e R$ 400 (Inteira)
Classificação: 16 anos

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Força, Luis Roberto’: fãs e colegas mandam mensagens de apoio ao narrador; veja


O narrador Luis Roberto
Léo Rosario/Globo
Galvão Bueno, Caio Ribeiro, CazéTV e diversos fãs demonstraram apoio ao narrador Luis Roberto, da TV Globo, após o anúncio de que ele irá se afastar de transmissões esportivas para passar por tratamento médico após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical.
Devido ao tratamento, ele ficará de fora da cobertura da Copa do Mundo. A notícia foi divulgada nesta terça-feira (7).
“A vida nos traz momentos difíceis!! Mas tenho certeza que vc terá mais uma grande vitória!!”, escreveu Galvão Bueno. “Estarei aqui, sempre ao seu lado!! Ao lado de um grande ser humano, grande profissional e amigo dos mais queridos!! Te amo, Luis Roberto. Volte bem e rápido!!”️, concluiu o narrador.
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Leovegildo Lins Gama Júnior, mais conhecido como Júnior ou Maestro Júnior, ex-jogador e comentarista da TV Globo, acompanhou Luis Roberto em diversas transmissões. Ele escreveu que se perguntou sobre a ausência do amigo no jogo de estreia do Flamengo na Libertadores.
Júnior relembrou que Luis Roberto o apoiou quando estreou na Copa do Mundo de 1998, na França, e que é assim que tem sido nos últimos 28 anos. “Certo que nunca estamos preparados para algumas situações que a vida apronta, mas pode estar certo que tudo vai se resolver e estaremos juntos ainda por muito tempo. A corrente de orações e bençãos já começaram até termos a notícia que tudo está 0x0”, escreveu.
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Caio Ribeiro, também ex-jogador e comentarista da TV Globo, demonstrou seu apoio por meio da ferramenta de story no Instagram: “Meu amigo querido, tenho certeza que você vai sair dessa rapidinho e já já estaremos juntos novamente… nas transmissões e na vida!”
Caio Ribeiro presta apoio ao narrador Luis Roberto após o anúncio de seu afastamento para cuidar da saúde.
Reprodução/Redes Sociais
Alguns canais esportivos, como a CazéTV e a ESPN Brasil, também fizeram publicações em suporte ao narrador. “A CazéTV deseja uma pronta recuperação a Luis Roberto, do Grupo Globo. Sem dúvidas, fará muita falta na Copa do Mundo!”
“Após o Grupo Globo divulgar que o narrador terá que se afastar das transmissões da Copa do Mundo de 2026 para cuidar de sua saúde, a ESPN deseja uma ótima e rápida recuperação.”
Em sua última publicação no Instagram, outros colegas e também fãs prestaram apoio ao narrador. “Amigo, que toda generosidade que vc espalha no mundo volte pra ti em forma de saúde! Volte rápido pq vamos sentir MT saudade”, escreveu o repórter da TV Globo Pedro Neville.
“Força! O Brasil está contigo!” e “Grande Luís Roberto. Li agora sobre sua enfermidade. Toda energia positiva pra você e pronta recuperação. Deus está contigo.” foram alguns comentários de seguidores.
O afastamento
O narrador Luis Roberto, da TV Globo, vai se afastar de transmissões esportivas para passar por tratamento médico após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical. Com isso, ele ficará de fora da cobertura da Copa do Mundo. A notícia foi divulgada nesta terça-feira (7).
“Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time”, afirmou Luis Roberto, em comunicado.
“Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio.”
A neoplasia é um crescimento anormal de células que pode formar massas ou tumores. Atualmente, o narrador está na fase final de avaliação para determinar o melhor tratamento médico.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Buhr faz feats com Josyara, Negadeza e Russo Passapusso em ‘Feixe de fogo’, primeiro álbum da artista em sete anos


Capa do álbum ‘Feixe de fogo’, de Buhr
Priscilla Buhr
♫ NOTÍCIA
♬ A cantora, compositora e instrumentista Buhr revelou na noite desta terça-feira, 7 de abril, a capa, a tracklist e os feats de “Feixe de fogo”, álbum autoral que lançará na sexta-feira, 10. Trata-se do primeiro álbum de Buhr em sete anos.
Criada com direção de arte de Biarritzzz e design de Guile Farias, a capa do álbum “Feixe de fogo” expõe a artista em foto de Priscilla Buhr.
Composto por 11 músicas, o repertório do disco foi gravado em estúdio com produção musical de Buhr e Rami Freitas.
O time de convidados do primeiro álbum da artista desde “Desmanche” (2019) é formado por Russo Passapusso (parceiro de Buhr na criação e no canto da música “Desmotivacional”), Josyara e Negadeza (ambas presentes em “Oxê”) e Moon Kenzo (feat em “70 cigarros”).
“Anzol”, “Chão frio”, “Motor de agonia”, “Vale brinde” e “Voaria” são músicas que figuram no repertório de “Feixe de fogo”, álbum antecedido em 25 de março pelo single “Ânsia”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Samira é eliminada do ‘BBB 26’ com 51,24% da média dos votos


Quem saiu do BBB 26? Samira é a décima terceira eliminada do reality
Reprodução/TV Globo
Samira foi eliminada da 26ª edição do “Big Brother Brasil” no Paredão desta terça-feira (7). A sister deixou a casa após receber 51,24% da média dos votos.
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Ela disputava a preferência do público com Jordana e Marciele, que ficaram com 47,67% e 1,09% da média, respectivamente.
Samira entrou pela Casa de Vidro do Sul, escolhida pelo público com 58,77% dos votos. A gaúcha, de 25 anos, mora na Praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina, desde a pandemia, onde trabalha como atendente de bar. Samira se define como “única, mas confusa de entender, às vezes”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luísa Sonza aposta no excesso em ‘Brutal Paraíso’, disco cansativo em que bons momentos se perdem


‘Brutal Paraíso’, de Luísa Sonza, aposta no excesso e entrega audição cansativa
Título: “Brutal Paraíso”
Artista: Luísa Sonza
Nota: 5,5/10
Como a própria capa indica, o novo álbum de Luísa Sonza é tudo, menos contido. Ao longo de mais de uma hora de duração (com 23 faixas), “Brutal Paraíso” é frenético, oposto à cantora polida de “Bossa Sempre Nova” (também deste ano).
Vale dizer que discos gigantes não são raros. Nomes como Drake e Taylor Swift já apostaram em álbuns com muitas faixas, porque ajuda no volume de streams. O próprio “Escândalo Íntimo”, de Luísa, teve 24 músicas, mas foi lançado com algumas “bloqueadas”.
Já “Brutal Paraíso” vem com todas liberadas… e é quase três álbuns em um. Uma parte nasce da bossa nova (herança de seu disco anterior) e mergulha em um pop oitentista, carregado de sintetizadores e batidas dançantes com um quê de The Weeknd.
Nesse clima noturno, há citações de outras canções brasileiras: “Loira Gelada”, ela resgata o clássico do RPM. Já “E Agora?” tem uma interpolação de “Você Não Me Ensinou a Te Esquecer”, de Fernando Mendes (eternizada por Caetano Veloso).
Outra fração migra para o funk, o trap e até o reggaeton, com participações de MC Morena, MC Meno K, MC Paiva, a porto-riquenha Young Miko e o colombiano Sebastian Yatra.
Estão aí os hits em potencial, como “Tropical Paradise”. Nessa parte, as produções exploram diferentes BPMs e aparece a Luísa explícita, que canta sacanagem sem timidez.
Em uma terceira parte, entra em um pop rock datado, com composições dramáticas entre o emo e o louvor.
Luísa Sonza na capa de ‘Brutal Paraíso’, quinto álbum de estúdio
Reprodução
Essa mistura também aparece nas letras: ela vai do “proibidão” e sensual (“me chama de cachorra”, em “No Es Lo Mío”) ao rebuscado (“Impiedoso sofrimento, silenciosa dor”), entre português, inglês e espanhol.
Se parece um excesso de ideias, é porque é mesmo. “Brutal Paraíso” é um álbum ambicioso que tenta abraçar o mundo e acaba cansando. São diferentes ritmos, participações e até idiomas, às vezes em uma mesma faixa. A cantora ainda usa e abusa do “belting”, aquele estilo de canto agudo, cortante, que cansa o ouvido quando aparece com frequência.
A sensação é de que Luísa quer provar que sabe fazer de tudo. Ela canta em três línguas; faz bossinhas românticas; ainda tem funk para tocar em festas; ela também conhece clássicos da música brasileira… e tem mais novas “Penhasco” no repertório.
Mas esse desejo de se mostrar versátil acaba se voltando contra ela. Porque, claro, apostar em sons “brutais” e ecléticos faz parte e até rende alguns bons momentos nesse álbum.
Só que para um disco de 23 faixas funcionar, a edição é fundamental. No conjunto, que não abre mão nem de quantidade de músicas nem de recursos sonoros, o ouvinte sai fatigado. E as músicas que realmente brilham acabam soterradas por outras que parecem estar ali só para fazer volume.
Luísa Sonza em foto promocional do disco ‘Brutal Paraíso’
Divulgação
Um exemplo é a faixa-título, última do disco. A música é uma carta à sobrinha de Luísa: ela fala sobre ser uma mulher, sobre amar e se perdoar. “Essa é a história dos meus 20 e poucos anos”, canta.
É a música mais honesta do álbum e, por isso, merecia espaço para brilhar. Mas depois de um disco inchado, a canção acaba sobrando… e não ajuda que ela tenha 8 minutos de duração.
Isso porque, segundo a própria cantora, essas são somente as “primeiras 23 faixas” e vêm mais por aí. Será que precisamos de tantas músicas assim?
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É curioso pensar nisso logo sobre Luísa Sonza, que se consolidou como uma artista pop de álbuns. Ela sempre demonstrou interesse em caprichar nas suas “eras”, com estética e conceito definidos.
Mas para quem pensa tanto no álbum como um conjunto fechadinho, ficou de fora uma questão básica: um bom disco é aquele que você quer ouvir do início ao fim.
Na coletiva de lançamento, a cantora afirmou que não pensou na recepção do público, só na “entrega” que queria fazer. Deu pra ver.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio 2026 anuncia line-up completo do palco New Dance Order, de música eletrônica


Alok abre o Palco Mundo no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
O Rock in Rio 2026 anunciou nesta terça-feira (7) o line-up completo do palco New Dance Order, dedicado à música eletrônica, que contará com 29 DJs nacionais e internacionais.
O festival acontece no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro. Veja o que já foi anunciado nos outros palcos.
Com isso, o palco New Dance Order terá:
Dia 4: Steve Angello, Giu x Carola, Atkö e Cat Dealers
Dia 5: James Hype, Volkoder, Camila Jux x Eli Iwasa e Victor Lou
Dia 6: Meduza, Casa Bonita (Brizzoti & Viot), Sofi Tukker e Liu
Dia 7: Fatboy Slim, Aline rocha, Leo Janeiro & Simo Not Simon e Max Styler
Dia 11: Neelix & Vegas, Omiki, Departamento e Anna
Dia 12: Alok (Rave the World), Alok & Family – Ekanta, Swarup, Gabe, Adam Sellouk e Bhaskar
Dia 13: John Summit, Roddy Lima, Illusionize e Dawn Patrol
Um dos destaques entre as atrações eletrônicas, o brasileiro Alok ainda se apresenta no palco Mundo no dia 11.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Venda geral começa dia 26 de maio
A venda geral de ingressos começa no dia 26 de maio, às 12h, por meio da plataforma Ticketmaster Brasil. O ingresso custa R$ 870 a inteira, R$ 435 a meia-entrada e R$ 739,50 para clientes Itaú, e não há cobrança de taxa de serviço.
Os clientes podem comprar até quatro ingressos por dia de festival em seu CPF, sendo no máximo uma meia-entrada para cada dia.
A única exceção fica por conta das pessoas com deficiência, que poderão selecionar, além do seu ingresso, 01 ingresso meia-entrada adicional para o seu acompanhante para cada dia comprado.
A pré-venda para clientes Itaú e membros do Rock in Rio Club começa no dia 19 de maio, também às 12h. Neste caso, o público poderá comprar até dois ingressos por dia de festival por CPF, sendo até uma meia-entrada por dia.

Fonte: G1 Entretenimento