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‘Playlist espacial’: quais as músicas usadas para acordar os astronautas da Artemis II


Playlist para acordar astronautas na Artemis II mistura hits clássicos e atuais
Montagem/g1
Que música seria o seu alarme se você estivesse no espaço? A caminho da Lua, os astronautas da missão Artemis II começam cada dia ao som de uma faixa surpresa, tocada pelo Centro de Controle da Nasa.
FOTO: astronautas da Artemis II enviam imagem inédita da Lua
Nasa divulga imagens dos astronautas da Artemis II observando a Terra; veja
Segundo a agência espacial, o costume de utilizar músicas personalizadas para a “Wakeup calls” (“Ligação de bom dia”, em tradução livre), escolhidas pela própria tripulação, é uma tradição que ocorria ainda na era Apollo.
A seleção para esta missão é bem variada, misturando clássicos e hits recentes de estilos como indie eletrônico, pop, e rock alternativo e R&B.
Veja a lista das canções tocadas até agora na cápsula Orion:
Dia 2: “Sleepyhead”, de Young & Sick/ “Green Light”, de John Legend
Dia 3: : “In a Daydream”, da Freddy Jones Band
Dia 4: “Pink pony club”, da Chappell Roan
Dia 5: “Working Class Heroes (Work)”, de CeeLo Green
“Cada música de despertar, tocada pelo Centro de Controle de Missão no nosso Centro Espacial Johnson, em Houston, é uma maneira divertida de começar o dia com uma boa energia”, afirmou a Nasa nas redes sociais.
Astronautas da Artemis II são acordados com canção de Chappell Roan
Na transmissão ao vivo da missão, no canal da agência no YouTube, no sábado, a música “Pink pony club” não foi tocada até o fim — para a frustração dos astronautas. “Estávamos aguardando ansiosamente pelo refrão”, brincaram.
Neste domingo, a trilha veio acompanhada de uma mensagem especial do astronauta da Apollo 16, Charlie Duke:
“John Young e eu pousamos na Lua em 1972 em um módulo lunar que chamamos de Orion. Fico feliz em ver um tipo diferente de Orion ajudando a levar os humanos de volta à Lua, enquanto os Estados Unidos traçam o caminho para a superfície lunar. Abaixo de vocês, na Lua, há uma foto da minha família. Rezo para que ela lembre a vocês que nós, a América e todo o mundo, estamos torcendo por vocês”, disse.
Este domingo marca o quinto dia da missão. Está previsto para segunda (6) o momento mais aguardado: o sobrevoo lunar.
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Relembre polêmica envolvendo Chappell Roan
Jorginho, do Flamengo, criticou Chappell Roan após confusão com criança
Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP
A cantora Chappell Roan se envolveu em uma polêmica após um relato do jogador Jorginho, do Flamengo. Tudo começou na manhã do sábado (21), dia em que a americana se apresentava como a headliner do festival.
Jorginho publicou um relato em seus stories no Instagram, no qual afirmava que um segurança no local tinha reclamado do comportamento de sua filha ao passar pela mesa da cantora no hotel em que ambas estavam hospedadas.
O relato ganhou força nas redes sociais e ganhou repercussão internacional.
Na manhã do domingo (22), Chappell postou dois vídeos, nos quais afirmava que o segurança não fazia parte de sua equipe, que ninguém a incomodou e que “não odeia crianças”. Ela também disse que nem a criança, nem a mãe que a acompanhava, mereciam passar por aquilo. Relembre o caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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A história da monobloco, a humilde cadeira branca de plástico que conquistou o mundo e inspirou Bad Bunny


Ricky Martin apareceu sentado em uma cadeira de plástico no show do intervalo de Bad Bunny no último Super Bowl, nos Estados Unidos.
Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation
Você pode não saber o nome dela, mas talvez esteja lendo esta reportagem sentado nela.
Também é possível que tenha alguma recordação associada a elas. Pode ser o churrasco no quintal dos amigos, onde sempre cabe mais um, já que elas ficam empilhadas no canto. Ou a cerveja gelada no bar da praia, com os pés enterrados na areia, suando com o calor pelo contato com o plástico.
A cadeira monobloco — aquela humilde cadeira de plástico, normalmente branca, que você sem dúvida conhece e onde já descansou tantas vezes — é o móvel mais utilizado do mundo, um objeto tão popular que transcendeu todas as fronteiras.
Barata, versátil, leve e resistente às intempéries, a cadeira monobloco é fabricada com uma única peça de plástico, geralmente polipropileno, e se tornou um ícone de projeto industrial que desperta amor e ódio em igual medida.
Bad Bunny faz primeiras apresentações no Brasil, em São Paulo
Os detratores afirmam que sua onipresença a transforma em um símbolo de vulgaridade, de mau gosto, assassina da estética e um exemplo da cultura do descartável, com suas graves consequências para o meio ambiente.
A cadeira de plástico chegou a ser proibida por dez anos nos espaços públicos da Basileia, na Suíça, porque elas prejudicavam, ao menos na visão das autoridades, a estética da cidade.
Já os defensores destacam seu projeto democrático e todas as principais qualidades que levaram ao sucesso: ela pode ser empilhada, pesa pouco, é muito barata e, geralmente, possui um formato ergonômico que a torna muito cômoda.
A monobloco ocupa lugar privilegiado na capa do premiado disco Debí Tirar Más Fotos, do artista porto-riquenho Bad Bunny, o que diz muito sobre esse laço sentimental que une tantas pessoas a esse tipo de cadeira e às lembranças que ela pode trazer.
A cadeira monobloco está por toda parte
Frank Bienewald/LightRocket via Getty Images/BBC
A cadeira é fabricada injetando-se uma resina de plástico líquida em um molde a cerca de 230°C, que é resfriada e endurece em seguida.
“A monobloco é a combinação do desejo tão arraigado entre os designers de criar a cadeira perfeita, fabricada de forma industrial”, diz Paola Antonelli, diretora do Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos (MoMA, na sigla em inglês), no vídeo relativo à exposição Pirouette: Turning Points in Design (Pirueta: Pontos de Inflexão no Design, em tradução livre), de 2025.
Como essa cadeira foi inventada
Os designers começaram a fazer experimentos com a fabricação de cadeiras com uma só peça de material na década de 1920. Os primeiros testes utilizaram uma chapa metálica, que era prensada, ou madeira laminada.
Mas foi em 1946 que o desenvolvimento do plástico como material resistente e com enorme versatilidade levou o arquiteto canadense Douglas Colborne Simpson (1916-1967) a criar, em colaboração com o engenheiro James Donahue (1917-1996), um protótipo de cadeira empilhável com uma única peça de plástico.
Esta cadeira pode ser considerada a primeira monobloco da história, mas não saiu do protótipo.
Nos anos que se seguiram, os avanços com materiais conhecidos como termoplásticos permitiram a industrialização do processo.
Para isso, foram empregados pellets ou pequenas bolinhas de material plástico como polipropileno. Ao serem aquecidas, elas se liquefazem e podem ser injetadas em um molde. E a tecnologia também permitia a fabricação desses moldes em cores chamativas.
Produtos vindos desta inovação viraram símbolos do design industrial, como a cadeira Panton, criada entre os anos 1958 e 1967 pelo designer dinamarquês Verner Panton (1926-1998); a cadeira Bofinger, criada entre 1964 e 1967 pelo arquiteto alemão Helmut Bätzner (1928-2010); a Selene (1961-1968), do projetista italiano Vico Magistretti (1920-2006); e a Universale (1965), do também italiano Joe Colombo (1930-1971).
Todos esses modelos hoje são objetos de desejo de colecionadores e amantes do design, principalmente de interiores. Eles podem ser encontrados nos museus e em lugares sofisticados.
Mas como passamos da Panton ou da Bofinger para a humilde cadeira de plástico das praias?
A fabricação dessas peças continuava sendo cara, mesmo de forma industrial. Até que, em 1972, o engenheiro francês Henry Massonet (1922-2005) criou sua Fauteuil 300 (Cadeira 300, em tradução), considerada o arquétipo da cadeira de plástico barata, segundo o museu de design Vitra, localizado na cidade de Weil am Rhein, no sudoeste da Alemanha.
Para aprimorar a eficiência do processo de fabricação, Massonet conseguiu reduzir a duração do ciclo de fabricação para apenas dois minutos e comercializou a cadeira através de sua empresa, a Stamp.
A Fauteuil 300 tinha braços e era muito parecida com a monobloco de hoje. Mas, inicialmente, ela não foi muito popular, já que teve o azar de surgir junto com a primeira grande crise do petróleo, em 1973.
“Os móveis de plástico haviam sido um presságio do futuro, mas, naquela época, eram considerados cada vez piores”, diz sua descrição no Vitra. “Isso como resultado não apenas do aumento do preço da matéria-prima, mas também de uma nova consciência ambiental.”
Branca ou colorida, a cadeira monobloco é onipresente nas praias, como nesta imagem da praia do Francês, localizada em Alagoas
Getty Images/BBC
Mas Massonet nunca patenteou sua invenção, segundo Paola Antonelli, que é diretora do departamento de arquitetura e design do MoMA, em Nova York. Isso permitiu que muitas empresas copiassem seu processo de fabricação e seu modelo, que foi alterado várias vezes.
Na década de 1980, o grupo francês Grosfillex conseguiu fabricar sua cadeira de jardim de resina a um custo tão baixo que pôde lançá-la no mercado a preços muito competitivos, multiplicando exponencialmente sua popularidade e transformando a monobloco em um produto de massa.
Durabilidade
Em muitos lugares, a quebra de uma perna não significa que a cadeira será jogada fora
Getty Images/Via BBC
Dê uma olhada nos seus álbuns de fotos, como fez Bad Bunny. Essa cadeira certamente aparece em mais de uma imagem, seja na sua casa, seja nas suas viagens mais exóticas.
Você a encontra, por exemplo, na medina de Rabat, no Marrocos; em uma reunião política em Marselha, na França; em um restaurante nas ruas de Pequim, na China; revestida de tecido em uma festa de casamento em Buenos Aires, na Argentina; ou nas ruas de alguma pequena cidade mediterrânea, onde as vizinhas a levam à tarde para passear e conversar ao ar livre e ver o tempo e a vida passarem.
E não há só cadeiras brancas. Elas são fabricadas em muitas cores, com designs diferentes, com e sem braços, de diversas qualidades.
Mais de uma vez, os pés dos modelos mais econômicos foram quebrados ao receberem alguém mais pesado ou que gosta de se balançar. Mas outras duram décadas.
Calcula-se que a fabricação da cadeira monobloco custe cerca de US$ 3 (cerca de R$ 16) e, em muitos lugares, ela chega a ser vendida por apenas US$ 10 (cerca de R$ 52), o que faz dela um objeto onipresente.
Mas US$ 10 não valem o mesmo em Acra (Gana) e em Berlim (Alemanha). Por isso, em algumas sociedades ricas, ela é um objeto que é jogado fora quando estraga. Mas, em muitos outros lugares, é consertada e adaptada às necessidades dos usuários.
Cadeiras brancas de plástico costuradas com arame ou presas com talas são comuns em bairros mais humildes e nas zonas rurais de muitos países. Por isso, a cadeira monobloco encarna um paradoxo, segundo Antonelli, do MoMA.
“Em alguns países, ela é produzida em massa e descartada rapidamente, enquanto, em outros, é valorizada e reparada, o que reflete diferentes percepções do seu valor.”
Para ela, “sua natureza multifacética simboliza a complexa cultura do consumo no mundo de hoje”.
Para o teórico social Ethan Zuckerman, o design de alguns objetos “atingiu tamanho grau de perfeição que eles não precisam ser adaptados para ter sucesso, seja na África, seja nos bairros residenciais dos Estados Unidos”.
Zuckerman foi diretor do centro de meios de comunicação cívicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, conhecido como MIT, na sigla em inglês.
Seu estudo, intitulado Those White Plastic Chairs – The Monobloc and the Context-Free Object (Aquelas Cadeiras Brancas de Plástico — A Monobloco e o Objeto Livre de Contexto, em tradução livre) traz uma advertência para os críticos de objetos como esta cadeira tão popular.
Para ele, “desprezá-los é um risco: os objetos como a monobloco alcançaram uma fama mundial com que poucos seres humanos sequer sonharam”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Zeca Veloso se expande no show ‘Boas novas’ entre falsetes, canções autorais, tema de desenho animado e sambas de Noel Rosa, Tim Maia e Tom Jobim


Zeca Veloso estreia o show ‘Boas novas’ no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), na abertura do Queremos! Festival!
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Boas novas
Artista: Zeca Veloso
Data e local: 4 de abril de 2026 no Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Para um artista a quem se atribui certa timidez, até que Zeca Veloso esteve bem solto na estreia do show “Boas novas” na abertura da sétima edição do Queremos! Festival! na noite de ontem, 4 de abril.
Diante de plateia que incluía convidados que (também) estavam ali para afagar a família Veloso, o cantor, compositor e músico carioca fez gestos que, se não chegaram a configurar uma teatralidade na cena, deram charme e dinâmica à apresentação que lotou o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ).
Entre o tira-e-bota da jaqueta (e dos óculos) e movimentações pelo palco, Zeca criou até bordão – “Pode ir, Lucão”, deixa para o guitarrista e diretor musical Lucca Noacco começar a tocar o arranjo de cada música – e reiterou o talento (mais evidenciado no canto e na composição do que no toque do violão e do piano) ao seguir roteiro que entremeou músicas do recém-lançado primeiro álbum do artista, “Boas novas” (2025), com composições de lavras alheias.
Filho de Caetano Veloso, Zeca celebrou a dinastia logo no número inicial ao cantar música do pai, “Peter Gast” (1983), com o falsete que há nove anos encantou o público do coletivo show “Ofertório” (2017) quando o cantor solava a canção autoral “Todo homem” (2017).
A junção de Zeca com o pai e com os irmãos Moreno Veloso e Tom Veloso no show do clã foi o estopim para o início de carreira solo que ganhou impulso a partir de dezembro de 2023, quando Zeca começou a se apresentar em casas de pequeno porte do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), testando ao vivo o repertório autoral do álbum gestado desde 2018 e enfim lançado em novembro de 2025.
Marco na trajetória do artista, o show de abertura do Queremos! Festival! foi o primeiro feito por Zeca com uma big banda formada por músicos do naipe de Antonio Dal Bó (teclados), Diogo Gomes (trompete), Giordano Gasperin (baixo) e Thomas Arres (bateria), além do supracitado guitarrista Lucca Noacco.
Zeca Veloso se mostra mais solto na cena do show ‘Boas novas’ com gestos e movimentações pelo palco
Mauro Ferreira / g1
Sem essa banda, Zeca Veloso não teria conseguido reproduzir no palco o suingue de músicas autorais como a baiana “Salvador” – composição que já se insinua com o hit entre os ouvintes do álbum “Boas novas”– e a carioca “Máquina do Rio”, pop-funk-samba criado para evocar a pulsação dos arranjos do mago Lincoln Olivetti (1954 – 2015).
No show, “Máquina do Rio” entrou em ação com o rap de Xamã, convidado (não anunciado) da apresentação. Também sem aviso prévio, Dora Morelenbaum apareceu (brevemente) no palco do Teatro Carlos Gomes para reproduzir em cena o feat no disco de Zeca na música “A carta”.
Tal como no álbum “Boas novas”, a balada bilíngue “Carolina” (Zeca Veloso, Sylvio Fraga e Tadeu Bijos, 2025) sobressaiu no roteiro pela aura sacra do arranjo e pelo canto com alma de Zeca Veloso. Contudo, o cantor soube ir muito além do disco ao montar o roteiro do show.
Sambas de Noel Rosa (1910 – 1937), Paulo Vanzolini (1924 – 2013), Tim Maia (1942 – 1998) e Tom Jobim (1927 – 1994) apareceram no roteiro. De Noel, o cantor reviveu “Não tem tradução” (1933) logo após cantar a balada “Desenho de animação” em sagaz diálogo temático entre as duas músicas separadas por quase um século, mas unidas pelas letras que versam sobre cinema, línguas e paixões dubladas.
De Antonio Carlos Jobim, a escolha foi pela música mais conhecida da parceria de Tom com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), “Garota de Ipanema” (1962), samba cheio de bossa carioca, linkado no roteiro com o balanço de “Máquina do Rio” e cantado por Zeca com alguns versos em inglês.
O samba foi recorrente em roteiro que abarcou o samba-soul de Tim Maia – “Réu confesso” (1973), com arranjo evocativo do balanço da banda Vitória Régia, mas divisão própria no canto de Zeca – e o samba-superação de Paulo Vanzolini “Volta por cima” (1962), escolha inusitada para um artista que ainda aprende a exteriorizar o canto em cena.
Curiosamente, o samba da lavra própria de Zeca, “O sal desse chão” (2025), composto com Xande de Pilares, ainda tem que ser mais azeitado em cena para bisar no show o tom majestoso do registro fonográfico do álbum “Boas novas”. Da mesma forma, o canto de “O sopro do fole” (2021) – obra-prima do cancioneiro autoral de Zeca – se ressentiu da comparação com a dimensão inalcançável do canto de Maria Bethânia na gravação original da música, feita pela intérprete para o álbum “Noturno” (2021).
Em contrapartida, a canção “Colors of the wind” (Alan Menken e Stephen Schwartz) – tema da trilha sonora do longa de animação “Pocahontas” (1995), apresentado na voz da cantora e atriz norte-americana Judy Kuhn – caiu bem na voz de Zeca Veloso, intérprete expressivo de temas que pedem um canto mais emotivo, com a alma que uns têm e outros não têm. Detalhe: “Colors of the wind” precedeu a canção “Desenho de animação” no roteiro, em outro link sagaz.
Entre tema espiritual (“Aleluia”) e o canto (meio improvisado) ao piano da balada “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979), herança do roteiro do primeiro show solo do artista em dezembro de 2023, o cantor se expandiu na cena sedutora do show “Boas novas”, a ponto de, no arremate do bis, ter convocado a plateia para subir ao palco para reviver com ele a música “Salvador”.
Zeca Veloso está mais solto em cena, mas é pelo canto em falsete que mais prende a atenção da plateia.
Zeca Veloso canta no show ‘Boas novas’ a canção ‘Colors of the wind’, música-tema do desenho ‘Pocahontas’ (1995)
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♪ Eis o roteiro seguido em 4 de abril de 2026 por Zeca Veloso na estreia do show “Boas novas” na abertura do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ):
1. “Peter Gast” (Caetano Veloso, 1983)
2. “Boas novas” (Tom Veloso e Zeca Veloso, 2025)
3. “Salvador” (Zeca Veloso 2025)
4. “Volta por cima” (Paulo Vanzolini, 1962)
5. “A carta” (Zeca Veloso, 2025) – com Dora Morelenbaum
6. “Talvez menor” (Zeca Veloso, 2025)
7. “Carolina” (Zeca Veloso, Sylvio Fraga e Tadeu Bijos, 2025)
8. “Máquina do Rio” (Zeca Veloso, 2025) – com Xamã
9. “Garota de Ipanema” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962)
10. “Colors of the wind” (Alan Menken e Stephen Schwartz, 1995)
11. “Desenho de animação” (Zeca Veloso, 2025)
12. “Não tem tradução” (Noel Rosa, 1933)
13. “O sopro do fole” (Zeca Veloso, 2021)
14. “Todo homem” (Zeca Veloso, 2017)
15. “Aleluia”
16. “Réu confesso” (Tim Maia, 1973)
17. “O sal desse chão” (Zeca Veloso e Xande de Pilares, 2017)
Bis:
18. “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979)
19. “Salvador” (Zeca Veloso 2025) – com a plateia no palco
P.S.: A canção “Tua voz” (Zeca Veloso, 2025) estava prevista para ser cantada no bis, mas não foi efetivamente apresentada no roteiro na estreia do show “Boas novas”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Violonista Gabriele Leite une simpatia, virtuosismo e sentimento em show que abriu (bem) o festival Queremos! no Rio


A violonista Gabriele Leite toca temas de Chiquinha Gonzaga, Dilermando Reis, Garoto e Villa-Lobos em show no Rio de Janeiro
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!
♫ OPINIÃO
♬ Instrumentista paulista formada em violão clássico e radicada em Nova York (EUA) desde 2021, Gabriele Leite já deixou de ser uma promessa para se confirmar um dos maiores talentos do violão brasileiro, se tornando a mais nova descendente de linhagem nobre de ases que inclui virtuoses como Garoto (1915 – 1955), Dilermando Reis (1916 – 1977), Baden Powell (1937 – 2000), Raphael Rabello (1962 – 1995), João Camarero, Yamandu Costa e, no time feminino, Rosinha de Valença (1941 – 2004) e Badi Assad.
De passagem pelo Brasil neste mês de abril de 2026 para temporada de shows pelo país, a violonista de 28 anos – nascida em fevereiro de 1998 em Cerquilho (SP), cidade do interior do estado de São Paulo – extasiou a plateia que assistiu na noite de ontem, 4 de abril, ao show da instrumentista na abertura da sétima edição do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ).
Conjugando técnica, sentimento e simpatia nas muitas vezes em que se dirigiu ao público, Gabriele Leite seguiu roteiro que encadeou 12 temas de compositores que transitam entre as músicas erudita e popular. A rigor, a violonista paulista foi escalada para abrir o show do cantor Zeca Veloso no festival, se tornando de fato a primeira atração do Queremos! 2026 e extasiando plateia que, em grande parte, somente tinha ouvido falar de Gabriele Leite.
Munida do violão virtuoso, Gabriele Leite captura a atenção da plateia do Teatro Carlos Gomes, na abertura do festival carioca Queremos!
Mauro Ferreira / g1
Sentada na beira do palco do Teatro Carlos Gomes à frente das cortinas fechadas e com pouca iluminação, a violonista irradiou luz desde que abriu a apresentação com dois temas da pianista e compositora paulistana Lina Pires de Campos (1918 – 2003), “Prelúdio nº 2” e “Ponteio e Toccatina”, ambos gravados por Gabriele no segundo álbum da artista, “Gunûncho” (2025), disco no qual a instrumentista enfatiza a produção autoral feminina. A propósito, Gabriele Leite lembrou no show que o território do violão clássico é historicamente masculino.
Em roteiro que abriu espaço para dois temas de Chiquinha Gonzaga, (1847 – 1935), de cuja obra a violonista tocou o maxixe “Corta-jaca” (1895) e a melancólica modinha “Lua branca” (1912), também houve lugar para peças gravadas por Gabriele Leite no primeiro álbum da instrumentista, “Territórios” (2023).
Foram os casos de “Ritmata”, tema do compositor Edino Krieger (1928 – 2022), e de “Melodia sentimental” (1958), uma das composições mais conhecidas da obra maestra de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959). Gabriele encaixou “Melodia sentimental” em suíte que abarcou outros dois temas de Villa, “Estudo nº 11” (1953) e “Mazurka-choro”, parte da “Suíte popular brasileira”, composta em 1908 e publicada originalmente em 1928.
Entre o lirismo e o suingue, com mix preciso de técnica e emoção (sem melodrama), Gabriele Leite encarou o intrincado coco “Bate-coxa” (Marco Pereira, 1995), caiu no suingue do samba “Lamentos do morro” (Garoto, 1950) e celebrou a obra do antecessor Dilermando Reis, de quem tocou o choro “Dr. Sabe tudo” (1949) e “Se ela perguntar” (1952).
Ao fim da apresentação, Gabriele Leite foi aplaudida de pé, com entusiasmo aparentemente sincero, por um público que estava ali para ver a estreia do show de lançamento do álbum “Boas novas”, de Zeca Veloso, mas que se encantara com a performance da instrumentista.
Já longe de ser uma promessa no universo da música clássica, a rigor quase sempre amalgamado com a música popular, Gabriele Leite é um talento assombroso do violão brasileiro.
Gabriele Leite se apresenta no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), antes do show do cantor Zeca Veloso
Renan Prado / Divulgação Queremos! Festival!

Fonte: G1 Entretenimento

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Astronauta da Artemis II elogia o filme espacial ‘Devoradores de Estrelas’: ‘Exemplo extraordinário’


Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
O novo filme espacial “Devoradores de Estrelas”, estrelado por Ryan Gosling, está recebendo críticas muito positivas.
O astronauta canadense Jeremy Hansen disse neste sábado (4) que ele e sua família assistiram ao filme antes do lançamento para o sobrevoo lunar. Ele disse que foi “um verdadeiro prazer” ver o longa enquanto se preparava para sua missão.
Gosling, também canadense, enviou votos de boa sorte aos quatro astronautas antes do lançamento na quarta-feira.
“A arte imita a ciência e vice-versa”, disse Hansen durante um evento televisionado ao vivo organizado pela Agência Espacial Canadense. “Achei muito inspirador — alguém que vai lá e faz o que foi feito para salvar a humanidade. É um exemplo extraordinário que todos podemos seguir.”
Hansen é o primeiro cidadão não americano a ir à Lua.

Fonte: G1 Entretenimento

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Canção de Chappell Roan é usada para despertar astronautas da Artemis II; veja VÍDEO


Astronautas da Artemis II são acordados com canção de Chappell Roan
Os astronautas da missão Artemis II foram acordados neste sábado (4) ao som de “Pink Pony Club”, de Chappell Roan. A música é um dos maiores sucessos da artista, que esteve no Brasil em março para o Lollapalooza, em uma passagem polêmica.
A transmissão ao vivo da missão, no canal da Nasa no YouTube, mostrou que a música não foi tocada na íntegra, para frustração da tripulação: “Estávamos aguardando ansiosamente pelo refrão”, brincaram.
Relembre polêmica envolvendo Chappell
Jorginho, do Flamengo, criticou Chappell Roan após confusão com criança
Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP
A cantora Chappell Roan se envolveu em uma polêmica após um relato do jogador Joginho, do Flamengo. Tudo começou na manhã do sábado (21), dia em que a americana se apresentava como a headliner do festival.
Jorginho publicou um relato em seus stories no Instagram, no qual afirmava que um segurança no local tinha reclamado do comportamento de sua filha ao passar pela mesa da cantora no hotel em que ambas estavam hospedadas.
O relato ganhou força nas redes sociais e ganhou repercussão internacional.
Na manhã do domingo (22), Chappell postou dois vídeos, nos quais afirmava que o segurança não fazia parte de sua equipe, que ninguém a incomodou e que “não odeia crianças”. Ela também disse que nem a criança, nem a mãe que a acompanhava, mereciam passar por aquilo. Relembre o caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Cañas acerta as contas com a mãe, Dona Carmen, em canção confessional de letra escrita ‘com o coração na mão’


Capa do single ‘Mãe’, de Ana Cañas
Murilo Amâncio
♫ NOTÍCIA
♬ Dona Carmen, mãe de Ana Cañas, completou 74 anos na última terça-feira, 31 de março. O presente recebido da filha veio em forma de canção, intitulada “Mãe” e eternizada em single lançado ontem, 3 de abril.
Composta e gravada com produção musical da própria Ana Cañas, que canta e toca um dos dois violões do single formatado entre os estúdios Space Blues e Da Pá Virada, “Mãe” coroa o acerto de contas da artista com a mulher que lhe deu a vida.
Por conta do que Cañas caracteriza como “intensos desentendimentos”, a cantora, compositora e instrumentista paulistana ficou dez anos sem falar com a mãe.
“Eu me afastei para poder me encontrar, para podermos nos perdoar, para poder voltar. mas foi sozinha que me encontrei, encontrei a música e também pude compreender melhor a miríade do feminino”, relata Ana Cañas em texto publicado juntamente com a edição do clipe da canção, oferecida pela artista à mãe como presente de aniversário. “Uma canção que levei a vida toda para escrever”, poetiza Cañas, reconciliada com a mãe já há alguns anos.
Aparentemente escrita sem preocupações formais ou rigores estilísticos, “com o coração na mão”, como revela um dos versos, a letra de “Mãe” soa como jorro confessional e espontâneo dos sentimentos da compositora, que, em tom poético, avisa que o single está em “todas as plataformas do coração, da vida, do tempo e do não-tempo – porque amor de mãe transcende tudo”.
♪ Eis a letra de “Mãe”, canção de Ana Cañas em homenagem ao 74º aniversário de Dona Carmen, gravada pela artista com os músicos Adriano Grineberg (piano) e Fabá Jimenez (violão e baixo):
“Mãe
Eu só quero
Te agradecer
Por tudo que você
Me fez entender
Eu sei que a vida é tão grande
Mas no seu colo
Eu ainda estou
E nada do que sou
Não tem você
Nem o seu calor
Escrevo essa canção
Com o coração na mão
Porque nem sempre
A gente se entendeu
Mas o tempo é lição
Seu abraço uma oração
E hoje a gente
Tá junto demais
E eu agradeço por você
Estar tão perto
Quando estive longe
E eu entendo, é assim
E o seu amor Vive tão dentro de mim
Mãe, mãe, mãe, mãe
Te amo
Pra sempre
Mãe, mãe, mãe, mãe
Mulher que me conhece
E me entende
Mãe, mãe, mãe, mãe
Te amo
Pra sempre
Mãe, mãe, mãe, mãe
Mulher que me fez
E que transcende”

Fonte: G1 Entretenimento

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Documentário de Lírio Ferreira mostra como Alceu Valença ‘armou o circo’ e encarou a repressão entre 1975 e 1976


Alceu Valença (com o megafone) promove na Praia de Copacabana, em 1975, o show ‘Vou danado pra catende’ com a banda que incluía o então desconhecido Zé Ramalho (à direita)
Reprodução / Filme ‘Vivo 76’
♫ CRÍTICA DE DOCUMENTÁRIO MUSICAL
Título: Vivo 76
Direção: Lírio Ferreira
Cotação: ★ ★ ★ ★
♪ Filme em cartaz na 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, com sessões entre 8 e 18 de abril nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
♬ “Esse disco é, no fundo, um circo para mim. Eu começo com a voz do palhaço. Esse disco representa tudo o que eu vivi na minha infância… E de repente eu mudo tudo”. Ouvida quase ao fim de “Vivo 76”, documentário do cineasta Lírio Ferreira sobre a caminhada que levou Alceu Valença até “Vou danado pra catende”, show de 1975 que gerou em março de 1976 o álbum “Vivo!”, a frase do artista faz sentido no roteiro do filme.
É que, ao repisar os passos seguidos por Alceu Valença até 1976, o diretor Lírio Ferreira parte da infância vivida pelo futuro cantador na cidade natal de São Bento do Una (PE), município do agreste pernambucano em que o circo atiçou a mente desde sempre elétrica do menino Alceu.
Idealizado por Lírio Ferreira e Cláudio Assis em 2016, o filme “Vivo 76” chega às telas uma década depois – assinado somente por Lírio – como uma das atrações principais da 31ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, programado para acontecer entre 9 e 19 de abril nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). “Vivo 76” é a atração da abertura da programação carioca do festival, em sessão (para convidados) agendada para 8 de abril.
O mote do filme são o show “Vou danado pra catende” e o já cinquentenário álbum “Vivo!”, marcos da trajetória de Alceu Valença pelo som então inovador que harmonizou a pulsação dos gêneros musicais nordestinos com a energia do rock. Contudo, o roteiro trata especificamente de show e disco na metade final do documentário produzido pela Jurema Filmes.
Antes, o espectador acompanha o percurso de Alceu até aquele momento definidor, em rota que passa pela gravação do primeiro álbum solo do cantor, “Molhado de suor”, disco lançado em 1974 sem repercussão. “Esse disco não é tão sertão profundo. Ele é mar. Ele é Boa Viagem (bairro da região litorânea do Recife). Ele é água, as águas da Baía da Guanabara”, avalia Alceu diante das câmeras de Lírio Ferreira.
Pontuado por várias músicas do show de 1975, o roteiro do documentário “Vivo 76” é entremeado por falas de Alceu, captadas em várias entrevistas concedidas ao diretor e também de material de arquivo de TVs. Mas o artista não fala sozinho. Lírio Ferreira abre o microfone para o crítico musical Antonio Carlos Miguel, o músico e pesquisador musical Charles Gavin e o biógrafo de Alceu, Júlio Moura, entre outros nomes.
E, verdade seja dita, os depoimentos geralmente são elucidativos e/ou reflexivos, sem se limitar ao jogo de confetes recorrente em documentários. Moura, por exemplo, discorre sobre a ida de Alceu para os Estados Unidos em 1969, durante o mítico Festival de Woodstock, e lembra que, mesmo com sucesso, o show de 1975 enfrentou resistência entre a elite cultural, lembrando a patrulha dos jornalistas do semanário “O Pasquim” ao entrevistarem Alceu.
Entre os acertos do filme, cabe destacar o reencontro de Alceu Valença com Geraldo Azevedo – com quem Alceu dividiu o primeiro álbum da discografia, gravado e lançado em 1972 – no palco e na plateia do Teatro Claro Mais, nome atual do Teatro Tereza Rachel, onde Alceu estreou no Rio de Janeiro (RJ) o show “Vou danado pra catende”, captado para o disco na última apresentação da temporada carioca, em 7 de setembro de 1975.
Com Azevedo, Alceu cantarola no teatro músicas como “Aquela rosa” (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, 1967) e “Talismã” (Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1972). O depoimento de Geraldo Azevedo faz o filme focar na repressão sofrida por artistas que combatiam a ditadura. É que Azevedo fala da ocasião em que foi preso e torturado. Momentos depois, Alceu conta que ficou abalado com a notícia da prisão do amigo, recebida durante a temporada do show “Vou danado pra catende”, a ponto de pensar em ir embora do Brasil.
É sagaz a ideia do diretor Lírio Ferreira de, nesse momento, entremear no roteiro takes do clipe de “Retrato 3 x 4” – música gravada por Alceu para a trilha sonora da novela “O espigão” (1974) e veiculada em vídeo exibido pela TV Globo no programa “Fantástico” – com imagens do povo brasileiro lutando contra a ditadura em passeatas.
O tom político adquirido pelo documentário nessa parte final ecoa o preconceito sofrido por Alceu, comumente apontado na época como “louco”, “maluco” e até “toxicômano” pelo simples fato de usar cabelo grande. E foi como um cabeludo circense que Alceu enfrentou a repressão e foi para a Praia de Copacabana promover com um megafone o show que, antes de se tornar um sucesso cult, teve a temporada literalmente esvaziada em apresentações feitas para público reduzido.
“O show estreou com 39 pessoas na plateia”, contabiliza Alceu, lembrando que o público foi diminuindo a tal ponto que, em determinada sessão, havia somente cinco espectadores. Foi quando Alceu arregimentou os músicos da banda – que incluía o guitarrista Paulo Rafael (1955 – 2021), o baterista e percussionista Israel Semente Proibida (falecido em 1995), Zé da Flauta, o percussionista Agrício Noya (falecido em 2015) e o então desconhecido Zé Ramalho (na viola) – e foi armar o circo na praia.
Inusitada, a ação de marketing deu tão certo que o show passou a encher o Teatro Tereza Rachel e foi gravado ao vivo para gerar um disco que deu um norte na carreira de Alceu Valença, artista do tipo que muda tudo e que, como ele mesmo reconhece com orgulho no filme, sempre teve salutar dose de loucura que o impediu de virar mero escravo da cultura do entretenimento.
Alceu Valença em take reflexivo do documentário ‘Vivo 76’, do cineasta Lírio Ferreira
Reprodução / filme ‘Vivo 76’

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Neto e Cristiano se envolveram em outras polêmicas, além de vídeo baseado em Vorcaro


Zé Neto fala sobre proibição de vídeo de música que teria sido inspirada em Vorcaro
Zé Neto e Cristiano decidiram manter o lançamento da música “Oi, Tudo Bem?”, mesmo após uma decisão judicial vetar a divulgação do vídeo oficial. A faixa, que faz parte do DVD “Vocês & Deus”, gravado no Rio no final de março de 2026, entrou no centro de uma disputa jurídica por utilizar imagens da influenciadora Karolina Trainotti e ser supostamente inspirada em diálogos vazados de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
Zé Neto afirmou que chegou a acreditar que a notificação era uma brincadeira de 1º de abril. O cantor relatou ter sentido receio e cogitou não disponibilizar a faixa, mas a equipe optou por seguir com o cronograma de lançamento. O caso ganhou contornos mais sérios com a decisão liminar da Justiça, que atende a um pedido de Karolina Trainotti para evitar a associação de sua imagem a dados vazados de Vorcaro, figura central em investigações recentes.
O histórico da dupla, antes desta controvérsia, é marcado por outros episódios que geraram barulho e discussões nacionais, quase sempre partindo de declarações no palco ou transmissões ao vivo.
Imagem promocional da gravação do show ‘Vocês & Deus’ pela dupla Zé Neto & Cristiano
Divulgação
Críticas à Lei Rouanet e Anitta
Em 2022, durante um show em Sorriso (MT), Zé Neto criticou Anitta e afirmou que a dupla não dependia da Lei Rouanet. O comentário sobre uma tatuagem da artista desencadeou uma crise que ficou conhecida como “CPI do Sertanejo”. O episódio revelou que diversos artistas do gênero, incluindo Zé Neto e Cristiano, recebiam cachês altos pagos por prefeituras de cidades pequenas, muitas vezes sem licitação, o que gerou investigações do Ministério Público em vários estados.
Comentário homofóbico em live
No ano de 2021, durante uma live realizada em Olímpia (SP), Zé Neto causou indignação ao vestir a camisa do São Paulo FC para pagar uma aposta e, em seguida, fazer gestos e comentários homofóbicos. Na mesma transmissão, após a repercussão negativa imediata, o cantor pediu desculpas, afirmando que se tratava de uma “brincadeira” e que possuía pessoas homossexuais na família e na equipe.
Aglomerações na pandemia
Também em 2021, a dupla foi alvo de críticas por promover aglomerações durante o período de restrições da pandemia de Covid-19. Uma dessas ocasiões ocorreu em um parque aquático, também em Olímpia, onde fãs se reuniram para acompanhar uma transmissão ao vivo dos artistas, contrariando as normas sanitárias vigentes na época.
Foto de sunga e censura
Em 2020, uma foto de Zé Neto de sunga em uma praia na Bahia viralizou e acabou sendo removida pelo Instagram por “conteúdo impróprio”. O volume na vestimenta do cantor tornou-se o assunto mais comentado das redes sociais na ocasião, gerando memes e uma resposta bem-humorada do sertanejo, que viu seu número de seguidores saltar após o episódio.
Zé Neto e Cristiano falam de trauma e depressão após morte de Marília Mendonça

Fonte: G1 Entretenimento

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Dennis e Kevin O Chris ignoram treta de 2023 em relação ao hit ‘Tá ok’ e lançam o primeiro EP de álbum colaborativo


Capa do EP extraído do álbum ‘Eu e Kevin, Dennis e eu’, de Dennis e Kevin O Chris
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nem a treta pública que veio à tona em agosto de 2023 por conta do sucesso do funk “Tá ok” – hit viral daquele ano que extrapolou as fronteiras do Brasil com remix que incluiu Karol G e Maluma – abalou a amizade e a conexão musical entre DJ Dennis e Kevin O Chris, artistas nascidos em Duque de Caxias (RJ), munícipio de Baixada Fluminense, e ligados pelo apego ao funk.
Nos últimos dois anos, os artistas vêm trabalhando no álbum colaborativo “Eu e Kevin, Dennis e eu”, extensão da parceria iniciada há oito anos com a edição do “Medley da Gaiola” em 2018.
Na noite de ontem, 2 de abril, o DJ e o funkeiro apresentaram a primeira parte do álbum “Eu e Kevin, Dennis e eu” na forma de EP com quatro músicas inéditas. Dennis e Kevin caracterizam o som do álbum como “funk autêntico”, para quem curte os bailes de favelas, mas com os toques contemporâneos de jovens artistas como MC Meno K e WS da Igrejinha.
A propósito, Meno K se junta a Dennis e a Kevin na faixa-foco do EP, “Essa novinha” (Dennis, Gabriel Cantini, Sueldo e Walber Cássio). Já WS da Igrejinha é o convidado do funk “Procedimento” (Dennis, Gabriel Cantini, Sueldo e Walber Cássio).
O álbum “Eu e Kevin, Dennis e eu” tem produção musical assinada pelos dois artistas, também parceiros na música “Sarrei”. O lote de músicas deste primeiro EP é completado por “Ela quer botada”, parceria de Dennis com o cantor e compositor fluminense Gabriel Cantini.

Fonte: G1 Entretenimento