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Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento


Capa e contracapa do álbum ‘Gracinha Leporace’, lançado em 1968 e ora reeditado em LP no Brasil
Reprodução
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1968, enquanto a Tropicália derrubava os muros estéticos que opunham nacionalistas e roqueiros nas trincheiras da MPB, a cantora carioca Maria da Graça Leporace entrou em estúdio e gravou álbum solo com arranjos do violonista Oscar Castro Neves (1940 – 2013), ecoando a estética da bossa nova, já vista na efervescência da época como uma música do passado (“Eu, você, nós dois / Já temos um passado, meu amor…”, diziam os versos iniciais de “Saudosismo”, canção de Caetano Veloso apresentada naquele ano de 1968).
O disco foi lançado pela gravadora Philips sem grande repercussão comercial. Foi o único álbum solo da cantora conhecida artisticamente pelo nome de Gracinha Leporace e revelada em 1965 como integrante do grupo Manifesto, também composto pelo irmão Fernando Leporace, por Guttemberg Guarabyra (do futuro trio Sá, Rodrix & Guarabyra, depois transformado na dupla Sá & Guarabyra) e pelos futuros produtores musicais Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha.
É que, a partir de 1969, Gracinha Leporace passou a ser a vocalista dos conjuntos do pianista Sergio Mendes (1941 – 2024), com quem se casou e partiu para os Estados Unidos em 1970, fazendo carreira e fama no exterior.
Reeditado em LP e CD no exterior, sobretudo no Japão, o álbum solo de Gracinha Leporace permaneceu no Brasil como um título obscuro e pouco ouvido da discografia nacional, tendo se tornado raro com o passar dos anos. Por isso mesmo, é digna de nota a primeira reedição do álbum “Gracinha Leporace” no Brasil, via Universal Music, no formato físico de LP fabricado em vinil azul claro translúcido.
Com 12 faixas, como era o padrão fonográfico dos LPs da época, o álbum apresentou no repertório sete músicas então inéditas – “Última batucada” (Sebastião Leporace, pai de Gracinha), “Rancho do ano novo” (Edu Lobo e José Carlos Capinan), “Madrugada” (Sidney Miller), “Mensagem” (Amaury Tristão e Roberto Jorge), “Canção da desesperança” (Fernando Leporace), “Senhora, senhorinha” (Guarabyra) e “Em tempo” (Fernando Leporace e João Medeiros Filho) – entre cinco regravações.
Gracinha rebobinou o samba-canção “Prece” (Vadico e Marino Pinto, 1956), o samba “Chega de saudade” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), duas parcerias de Carlos Lyra (1933 – 2023) com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) – “Saudade fez um samba” (1959) e “Sem saída” (1963) – e a então recente “Cantiga” (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1967), apresentada no ano anterior em festival pelo grupo MPB4.
Além da edição em LP, o álbum “Gracinha Leporace” está disponível em edição digital nas plataformas de streaming.
Capa do álbum ‘Gracinha Leporace’
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 40 anos, Lady Gaga ainda não parou de revolucionar o pop


Artista completa 40 anos com influência renovada na música pop
picture alliance / Jordan Strauss/Invision/AP
Quando o nome Lady Gaga surgiu no fim dos anos 2000, ela provocou ondas de choque no universo da música. Para os críticos, muito do que fazia parecia pura provocação. Hoje, olhando para trás, fica claro: Lady Gaga pensava o pop como arte performática. Foi assim que ela mudou de forma duradoura o pop e o mundo dos videoclipes.
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Lady Gaga nasceu em 28 de março de 1986, em Nova York, como Stefani Joanne Angelina Germanotta. Cresceu bem protegida em Manhattan, começou cedo no piano e, ainda adolescente, já escrevia suas próprias músicas. Amava teatro e musicais, e gostava de chamar atenção com sua extravagância. Divertia-se horrores pulando pela descolada Lower East Side com roupas malucas para a época. Mesmo entre tantos hipsters e excêntricos, ela conseguia ir além – um contraste com sua formação em uma escola católica de elite, da qual se formou com excelentes notas.
A jovem talentosa circulava por bares e clubes e, como tantos artistas em ascensão que lotavam Nova York, participou em 2005 de um concurso musical. Apresentada como uma “cantora e compositora muito talentosa”, Stefani Germanotta sentou-se descalça ao piano, tocou duas músicas, e ficou em terceiro lugar.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Mesmo assim, seu talento como compositora chamou atenção na cena, e ela acabou contratada como autora. O produtor Rob Fusari trabalhou com ela por muito tempo no estúdio. Por causa da extravagância da artista, a comparava com Freddie Mercury. Para cumprimentá-la, sempre cantava Radio Gaga, do Queen, levando cada vez mais pessoas ao seu redor a chamá-la de “Gaga”. Era natural que ela adotasse o nome artístico ao lançar seu primeiro álbum, The Fame, sob o qual se tornaria um fenômeno mundial.
E quando superestrelas como Rihanna, Christina Aguilera, Beyoncé e Gwen Stefani dominavam o pop, surgiu entre elas Lady Gaga, oferecendo ao soul e ao R&B da época um eletropop pulsante. Just Dance subiu devagar, mas de forma constante, ao topo das paradas em 2008, seguida por Poker Face e Bad Romance.
Lady Gaga se reinventou ao lado de Bad Bunny com versão em salsa de uma de suas músicas
John Angelillo/UPI Photo/newscom/picture alliance
Pop como performance
Mas o decisivo não era só a música, e sim o conjunto. Cada aparição era um conceito, cada look uma narrativa. Ela brincava com identidade, gênero, persona e realidade de forma performática, redefinindo, assim, o que significa ser um “popstar”.
Gaga revitalizou também os videoclipes, que já davam sinais de desgaste: cenas surreais, dança, festa e figurinos ainda mais estranhos. Bad Romance, por exemplo, não é só um clipe, mas um manifesto visual, com alienígenas em trajes de látex, sapatos absurdos, chapéus extravagantes, Gaga com cabelos caóticos e olhos enormes. Telephone é um curta-metragem ambientado em uma prisão feminina. Gaga usa, entre outras coisas, um chapéu feito de cigarros acesos e, em outra cena, bobs de cabelo feitos de latas de refrigerante. Então Beyoncé liga e a tira da prisão.
Gaga transformou videoclipes em uma forma de arte própria – grandiosa, exagerada, cuidadosamente encenada. Milhões de cliques no YouTube tornaram seu universo visual global. Com Born This Way, se afirmou de vez como ícone na era da internet.
Moda se tornou parte de suas performances
picture alliance / dpa
Moda como linguagem
Poucas artistas usaram a moda de forma tão consistente. O famoso vestido de carne – feito de carne bovina crua, usado por ela no MTV Video Music Awards de 2010 – não foi uma piada, mas uma mensagem política. Em entrevista à apresentadora Ellen DeGeneres, ela explicou que o look fazia parte de seu protesto contra a política militar americana. O vestido era um posicionamento contra a restrição de direitos de soldados homossexuais, não contra a proteção animal.
A partir desse momento, Gaga se consolidou também como ícone da moda excêntrica e intransigente. Suas roupas eram sempre parte da narrativa.
Artista posou com vestido feito de carne bovina
Hubert Boesl/dpa/picture alliance
Mudança, não repetição
Lady Gaga nunca se prendeu a um único estilo. A persona extravagante foi deixada de lado pela primeira vez em 2014, quando lançou um álbum de jazz com o crooner Tony Bennett. Em Cheek to Cheek, Gaga mostrou suas habilidades como cantora de jazz, convencendo sem truques de moda e sem alienígenas. Continuou conquistando milhares de fãs: foi seu terceiro álbum número 1.
Como atriz, ela já havia aparecido quando jovem na série de TV Família Soprano, mas em 2018 veio o grande papel. No remake de Nasce uma Estrela, Gaga seguiu os passos de Barbra Streisand e Judy Garland. Pelo dueto Shallow, com Bradley Cooper, ganhou um Oscar. Depois vieram papéis em Casa Gucci e Coringa: Delírio a Dois, consolidando Gaga como atriz.
Gaga ganhou um Oscar por Shallow
Jordan Strauss/Invision/AP Photo/picture alliance
Influência até hoje
Lady Gaga já ganhou 16 Grammys, incluindo um em fevereiro de 2026 por seu sétimo álbum, Mayhem, como melhor álbum vocal. Cantou no Superbowl como artista principal, em 2017 – e retornou ao palco do show de intervalo da NFL em 2026, ao lado de Bad Bunny, com uma versão em salsa deDie With A Smile. Também performou na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris e na posse do ex-presidente dos EUA Joe Biden.
Em maio de 2025, foi a vez de entrar no Guinness Book pelo maior maior público da história de uma artista feminina, com o show gratuito que parou Copacabana, no Rio de Janeiro, alcançando, segundo a publicação, 2,5 milhões de presentes.
Ela sempre foi aberta sobre temas pessoais. Falou cedo sobre saúde mental, ansiedade, depressão e a pressão pública. Em muitas entrevistas, relatou ter sofrido violência sexual quando jovem.
Em 2017, revelou sofrer de fibromialgia, uma doença crônica de dor, que a levou a cancelar sua participação no Rock in Rio daquele ano. A condição a obrigou a adiar turnês e adaptar sua rotina.
Show no Rio de Janeiro reuniu mais de 2 milhões de pessoas
Daniel Ramalho/AFP/Getty Images
Ativismo e vida pessoal
Com sua mãe, fundou a Born This Way Foundation, dedicada à saúde mental e ao combate ao bullying, reflexo direto de suas próprias experiências.
Sua vida pessoal é relativamente controlada. Gaga separa claramente a artista da pessoa real. Relacionamentos, como com o ator Taylor Kinney ou o empresário Michael Polansky, vieram a público, mas sem espetáculo. Ela já declarou várias vezes sua bissexualidade e é uma defensora ativa da comunidade LGBT+.
Muitos comentários em seus vídeos expressam admiração pela mulher que, aos 40 anos, já realizou tanto. Ela deu ao pop uma mensagem: postura. Em um show em Tóquio, em janeiro de 2026, criticou abertamente a atuação dura da agência de imigração dos EUA, cujas operações resultaram em mortes. “Pedimos que mudem de rumo e tenham compaixão por todas as pessoas em nosso país.”
Dapieve: Bad Bunny, Kendrick Lamar e Lady Gaga são destaques no Grammy 2026

Fonte: G1 Entretenimento

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Zizi Possi chega aos 70 anos com a voz límpida e o canto depurado após ter superado graves problemas de saúde


Zizi Possi completa 70 anos neste sábado, 28 de março
Danilo Borges / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Nascida em 28 de março de 1956, Maria Izildinha Possi – Zizi Possi, para o público – chega hoje aos 70 anos no posto de uma das grandes cantoras do Brasil. Belíssimo registro de soprano, a voz límpida da cantora paulistana (do Brás) se conserva em forma – fato incomum para timbres agudos, menos imunes ao efeitos naturalmente corrosivos do tempo.
E esse tempo, sempre rei, somente depurou o canto de Zizi e a inteligência da intérprete, dona de entendimento preciso da canção brasileira. A técnica da voz cristalina e extremamente afinada é perfeita, mas, à exemplar emissão vocal, Zizi sempre adicionou uma emoção real condizente com o sentido da letra da música a que dá voz.
Zizi Possi nunca foi do melodrama, nunca pecou pelo excesso. O sentimento da intérprete soa mais concentrado, interiorizado. E, não, Zizi nunca sai do tom. Por isso, os registros dos discos de estúdio se assemelham muito às interpretações dos shows.
Infelizmente, para os admiradores e seguidores da artista, Zizi tem feito menos shows do que o público gostaria, principalmente fora da cidade de São Paulo (SP). São apresentações geralmente espaçadas. A discografia tampouco vem sendo ampliada com a frequência com que se espera de uma cantora do porte de Zizi.
Revelada com o álbum “Flor do mal”, lançado em 1978, Zizi Possi gravou álbuns regularmente nos anos 1980 e 1990. Contudo, a discografia da cantora foi perdendo impulso a partir dos anos 2000. Basta dizer que o último álbum de estúdio de Zizi, “Bossa”, foi lançado em 2001, há já inacreditáveis 25 anos!
De lá para cá, foram lançados três registros de show – “Pra inglês ver… e ouvir” (2005), “Cantos & contos 1 e 2” (2010, em dois volumes avulsos editados somente em DVD) e “Tudo se transformou” (2014) – e o EP “O mar me leva” (2016), lançado há dez anos.
Requintado disco de mornas, gênero musical de Cabo Verde que a cantora africana Cesária Évora (1941 – 2011) pôs no mapa-múndi musical na década de 1990, o EP “O mar me leva” foi gravado com músicos portugueses e soou irretocável, à altura do histórico discográfico de Zizi, embora tenha passado em silêncio quase absoluto até para parte do público da cantora.
Para a grande maioria dos seguidores da artista, as músicas que batem mais forte na memória afetiva são “Asa morena” (Zé Caradípia, 1982) e “Perigo” (Nico Rezende e Paulinho Lima, 1985), sucessos de uma fase – os anos 1980 – em que a cantora transitou entre a MPB (norte dos primeiros álbuns) e o pop radiofônico feito no padrão FM daquela década.
É curioso que, apesar desses sucessos populares, Zizi Possi somente começou a ser percebida como uma cantora do primeiro escalão da música brasileira a partir dos anos 1990, década em que, rompida com os esquemas industriais do mercado fonográfico, a intérprete decretou a própria independência artística em virada esboçada em 1989 com o álbum “Estrebucha baby”.
Essa virada foi consolidada dois anos depois com o álbum “Sobre todas as coisas” (1991), registro do aclamado show acústico que a cantora paulistana estreara em Curitiba (PR), em 1990. Um show de percussão, piano e violoncelo – instrumento então pouco usado no universo da MPB – que, aos poucos, conquistou o Brasil, ditando uma das tendências mais fortes do mercado musical brasileiro naqueles anos 1990.
Foi nessa década que Zizi gravou a música que se tornaria o maior sucesso popular da carreira da artista, “Per amore” (Mariella Nava, 1995), canção italiana que batizou o álbum blockbuster lançado pela cantora em 1997. A música estourou na trilha da novela “Por amor” (1997 / 1998), sucesso igualmente blockbuster da TV Globo. E há certa ironia no fato de uma cantora tão ligada a compositores brasileiros (Chico Buarque, Gilberto Gil, Gonzaguinha e Ivan Lins, para citar somente alguns) ter como maior hit uma música italiana.
Na época de “Per amore”, tempos de vendas expressivas e inéditas na carreira da cantora, ninguém poderia supor que a discografia de Zizi Possi ficaria tão espaçada no século XXI. Contribuíram para isso os graves problemas de saúde física e mental enfrentados pela artista nos últimos anos. Por conta de complicações na coluna, agravados por cirurgia malsucedida, Zizi conviveu com dores paralisantes por cerca de uma década.
Sem falar que, por ser cantora exigente, Zizi ganhou o rótulo de artista difícil. Nos bastidores da indústria da música, há quem se refira à artista com o trocadilho Zizi impossible.
Alheia aos julgamentos alheios, Zizi segue em cena, firme e forte, após ter superado os problemas de saúde. O último lançamento fonográfico – o single “Sinal fechado” (2021) – foi feito há cinco anos. Mas há um show corrente, “Choro das águas” (2025), que confirma a maestria da intérprete. Sobre todas as coisas que envolvem Zizi Possi, paira a beleza inebriante do canto cristalino da grande cantora do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luan ‘aterrissa’ no palco em show no interior de SP e faz fãs viajarem no tempo com hits de 18 anos


Luan ‘aterrissa’ no palco em show no interior de SP e faz fãs viajarem no tempo com hits
Quem já foi a um show do Luan Santana sabe que o artista, que celebra este ano 18 anos de carreira, gosta de entradas teatrais. E neste sábado (28), na segunda noite do Limeira Rodeo Music, não foi diferente: o artista “aterrissou” no palco de Cordeirópolis (SP) perto da 0h25, após abertura com efeitos especiais que simulava o lançamento de um foguete, com direito a contagem regressiva, fogos e fumaça.
Depois de uma breve pausa, o refrão “Se não quer nada sério, eu espero / Que não se arrependa de me devolver pra rua”, de Meio Termo, conquistou quem estava na arena. Luan não ia cantar sozinho. Morena e Abalo Emocional, os próximos hits da setlist, também foram entoadas a plenos pulmões pelos fãs.
“Eu nao via a hora de cantar pra vocês. Sejam bem-vindos ao primeiro show que conta uma história de amor que já dura 18 anos”, disse o artista antes de começar a cantar Clone.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Esses anos de estrada foram o fio condutor de toda a apresentação, que pode ser divida em dois momentos. Luan começou com os sucessos mais recentes e terminou com uma verdadeira viagem no tempo, com os hits que o transformaradano artista que ele é hoje.
Luan aproveitou vários momentos para interagir com os fãs durante a apresentação, como na canção “Quando a Bad Bater”.
Luan Santana atrai fãs de diferentes gerações e encanta plateia que aguarda entrada do ídolo sertanejo ao palco do LRM 2026
Thomaz Marostegan/g1
“Hoje, a bad não chega nem perto de Cordeiropolis”, prometeu o sertanejo, e cumpriu. Em seguida, veio “Dona”.
Os telões voltaram a exibir imagens do espaço enquanto um pulsar gerava expectativa para a próxima música.
Foi “Vingança”, que teve direito a refrão a capella, efeitos e uma rebolada que fez a alegria das luanetes. “Erro planejado” e “Acordando o prédio” renderam momentos de interação com o público, como quando Luan pediu para que apenas quem nunca traiu cantasse o refrão da primeira. “Cordeirópolis é o lugar mais fiel do Brasil”, brincou.
Luan Santana é grande atração do segundo dia do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Mas a animação dos fiéis não se comparou ao refrão de “Eu, Você, o Mar e Ela” e a “Coração Cigano”, parceria com Luíza Sonza. Luan aproveitou a balada para mais uma vez mostrar o gingado. “Só faltou a nega pra dançar aqui comigo”.
Um pequeno intervalo, no qual tocou um discurso gravado voltado para as mulheres enquanto o telão mostrava imagens do público, preparou o terreno para “Mulher Segura”.
Luan Santana é grande atração do segundo dia do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Para a alegria do público, Luan aproveitou a animação dos fãs para gravar um vídeo para as redes sociais durante “Chuva de Arroz”.
“Você que está vendo esse vídeo, seja bem vindo a Cordeirópolis. Vamos sair do chão”. Durante a faixa ficou claro que o sertanejo tem uma base de fãs fiéis, porque o público tinha a letra do hit, lançado há 11 anos, na ponta da língua — e essa foi só a primeira da leva mais antiga.
Luan Santana relembra hits e aproveita clima de nostalgia em palco de rodeio
Thomaz Marostegan/g1
Um dos momentos mais emocionantes veio em seguida. Após um breve intervalo, Luan ressurgiu no palco vestido de branco e com a icônica coroa para cantar “Água com açúcar”.
No fim, a plateia entoava “Luan eu te amo”. “”Eu que vivo vocês. Eu tô feliz demais de encontrar vocês num momento tão especial da minha vida. A gente se conheceu quando eu tinha 17 anos, quando ‘’Meteoro’ explodiu no Brasil inteiro”, disse.
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Fãs aguardam chegada de Luan Santana ao palco do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Foi a deixa para Luan convidar o público a fazer uma viagem no tempo com ele. Depois de “Te vivo”, de 2012, reforçou. “A partir de agora o show é só pra quem tá comigo desde o começo”, avisou.
“Te esperando” e “Amar Não É Pecado” vieram em seguida, mas o ídolo praticamente não precisou cantar, porque os fãs fizeram bonito à capella. “Uma salva de palmas pra vocês”, pediu o artista.
Show do Luan Santana no Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
As músicas mais recentes de Luan fazem sucesso inegável. Mas ficou muito claro que as primeiras músicas da carreira tem um lugar especial no coração dos fãs. “Essa é mais antiga, vocês não vão lembrar”, disse o sertanejo antes de “Um Beijo”. Errou feio, é claro.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Ele repetiu a brincadeira quando cantou “Você Não Sabe O que É Amor”, mas não tinha como fazer isso com “Meteoro”, que teve direito a arranjo especial e discurso emocionado sobre o hit que deu início a tudo.
“Obrigado por me fazer o cara mais feliz do mundo há 18 anos”, agradeceu após finalizar a apresentação com “Sinais” e “Tudo Que Você Quiser”.
Luanetes
Atração mais esperada da segunda noite do Limeira Rodeo Music 2026, Luan Santana, 35, viveu metade de sua vida sob os holofotes. São 18 anos de carreira, com fãs que cresceram enquanto o cantor ganhava cada vez mais popularidade.
Donas de fã-clube, amor herdado da mãe e 17 shows: fãs de Luan Santana declaram paixão
Vestidas a caráter no evento que pela primeira vez acontece em Cordeirópolis (SP), Thalia Matt, 28, e as irmãs Thayna e Maria Franchini, de 28 e 18 anos respectivamente, são exemplos de dedicação ao ídolo.
Amigas de infância, Thalia e Thayna eram donas de um fã-clube de Luan Santana nos anos 2000: o Vício Sem Fim LS. Hoje adultas, elas foram uniformizadas, com faixas dedicadas ao ídolo e camisetas customizadas.
Fãs de Luan Santana revivem tempos de fã-clube criado nos anos 2000 em show do cantor no Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
“Nosso amor pelo Luan começou quando que ele estourou no Youtube, com ‘Meteoro’, ‘Gurizinho’. E aí só foi crescendo nosso amor por ele”, conta Thalia.
O trio tem planos de prestigiar a turnê Registro Histórico, que reúne sucessos desses 18 anos de carreira, em Ribeirão Preto (SP).
Perdeu as contas
Thalia afirma que já perdeu as contas de quantas vezes viu o cantor ao vivo.
“A gente foi crescendo, a vida foi tomando forma, a gente casou, teve filho, mas a gente continua nos shows, ‘Luanetes’” diz, usando o apelido dado carinhosamente às fãs de Santana.
Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, herdou da mãe o amor pelo cantor Luan Santana, que se apresenta no segundo dia do Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
Já assistiu 17 shows do ídolo
Ao contrário da amiga, Thayna, recorda o número de shows do ídolo em que já estiveram: são 17 ao todo, segundo suas memórias. E o amor respingou na irmã Maria, dez anos mais nova.
“A gente continua atrás do Luan. A humildade dele me encanta também”, revela.
Com faixas com nome do cantor, fãs de Luan Santana aguardam chegado artista com olhos atentos ao palco do Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
Gêmeas unidas pelo amor ao cantor
Irmãs que também são unidas pelo amor ao Luan Santana são as gêmeas Laura e Eloá Mouro Alversani, de dez anos. As duas esbajavam animação para ver o ídolo pela primeira vez, acompanhadas pela mãe.
“Eu gosto bastante dele, mas eu vim mesmo realizar o sonho da Laura, que é de conhecer o Luan Santana”, diz Eloá.
Herdado da mãe
No caso da Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, o amor foi herdado da mãe.
“Minha mãe sempre tinha muitos DVDs do Luan, então sempre tinha muitos videoclipes em casa”, afirma.
Amigos vão ao show pela primeira vez
Rafaela foi ao show acompanhada pelo amigo Ryan Victor Nascimento, também de 19 anos. A amizade, que já dura dez anos, foi a responsável pelo primeiro show do Luan Santana de ambos.
“Eu sou muito amigo dela, e não vou falar que sou tão fã dele, mas gosto muito das músicas”, diz Ryan
Fãs aguardam chegada de Luan Santana ao palco do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Tudo o que você precisa saber sobre o Rodeio de Limeira
Limeira Rodeo Music 2026: confira tudo o que você precisa saber sobre o rodeio
✍🏿 O g1 preparou um guia com tudo o que você precisa saber sobre a festa. Saiba todos os detalhes abaixo e um resumo em um minuto no vídeo acima.
Limeira Rodeo Music, em 2024
Marcelo Zanetti/g1
VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região
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Fonte: G1 Entretenimento

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Donas de fã-clube nos anos 2000, amor herdado da mãe e idas a 17 shows: fãs de Luan Santana falam da paixão pelo ídolo sertanejo


Donas de fã-clube, amor herdado da mãe e 17 shows: fãs de Luan Santana declaram paixão
Atração mais esperada da segunda noite do Limeira Rodeo Music 2026, Luan Santana, 35, viveu metade de sua vida sob os holofotes. São 18 anos de carreira, com fãs que cresceram enquanto o cantor ganhava cada vez mais popularidade.
Vestidas a caráter no evento que pela primeira vez acontece em Cordeirópolis (SP), Thalia Matt, 28, e as irmãs Thayna e Maria Franchini, de 28 e 18 anos respectivamente, são exemplos de dedicação ao ídolo.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Amigas de infância, Thalia e Thayna eram donas de um fã-clube de Luan Santana nos anos 2000: o Vício Sem Fim LS. Hoje adultas, elas foram uniformizadas, com faixas dedicadas ao ídolo e camisetas customizadas.
“Nosso amor pelo Luan começou quando que ele estourou no Youtube, com ‘Meteoro’, ‘Gurizinho’. E aí só foi crescendo nosso amor por ele”, conta Thalia.
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Fãs de Luan Santana revivem tempos de fã-clube criado nos anos 2000 em show do cantor no Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
O trio tem planos de prestigiar a turnê Registro Histórico, que reúne sucessos desses 18 anos de carreira, em Ribeirão Preto (SP).
Perdeu as contas
Thalia afirma que já perdeu as contas de quantas vezes viu o cantor ao vivo.
“A gente foi crescendo, a vida foi tomando forma, a gente casou, teve filho, mas a gente continua nos shows, ‘Luanetes’” diz, usando o apelido dado carinhosamente às fãs de Santana.
Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, herdou da mãe o amor pelo cantor Luan Santana, que se apresenta no segundo dia do Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
Já assistiu 17 shows do ídolo
Ao contrário da amiga, Thayna, recorda o número de shows do ídolo em que já estiveram: são 17 ao todo, segundo suas memórias. E o amor respingou na irmã Maria, dez anos mais nova.
“A gente continua atrás do Luan. A humildade dele me encanta também”, revela.
Com faixas com nome do cantor, fãs de Luan Santana aguardam chegado artista com olhos atentos ao palco do Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
Gêmeas unidas pelo amor ao cantor
Irmãs que também são unidas pelo amor ao Luan Santana são as gêmeas Laura e Eloá Mouro Alversani, de dez anos. As duas esbajavam animação para ver o ídolo pela primeira vez, acompanhadas pela mãe.
“Eu gosto bastante dele, mas eu vim mesmo realizar o sonho da Laura, que é de conhecer o Luan Santana”, diz Eloá.
Herdado da mãe
No caso da Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, o amor foi herdado da mãe.
“Minha mãe sempre tinha muitos DVDs do Luan, então sempre tinha muitos videoclipes em casa”, afirma.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Amigos vão ao show pela primeira vez
Rafaela foi ao show acompanhada pelo amigo Ryan Victor Nascimento, também de 19 anos. A amizade, que já dura dez anos, foi a responsável pelo primeiro show do Luan Santana de ambos.
“Eu sou muito amigo dela, e não vou falar que sou tão fã dele, mas gosto muito das músicas”, diz Ryan
Fãs aguardam chegada de Luan Santana ao palco do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Tudo o que você precisa saber sobre o Rodeio de Limeira
Limeira Rodeo Music 2026: confira tudo o que você precisa saber sobre o rodeio
✍🏿 O g1 preparou um guia com tudo o que você precisa saber sobre a festa. Saiba todos os detalhes abaixo e um resumo em um minuto no vídeo acima.
Nesta reportagem, você vai ver:
As atrações e a programação
Preço dos ingressos e como comprá-los
Local da festa e melhores trajetos
Valor do estacionamento
Limeira Rodeo Music, em 2024
Marcelo Zanetti/g1
Atrações e programação
A festa começou com a apresentação do Panda nesta quinta-feira (26). Com a voz grave e marcante — bem semelhante à potência vocal do Bruno, da dupla com Marrone —, o artista é um queridinho do gênero e chegou a emplacar quatro músicas no top 200 do Spotify com sofrência sertaneja.
Na sexta-feira, 27 de março, é o dia das luanetes lotarem o recinto. O cantor Luan Santana marca presença no rodeio e anima a noite com os sucessos “Olho Marrom”, “Tudo que você quiser” e “Meteoro”.🤠
O último dia de rodeio será embalado ao som do cantor Gusttavo Lima, com os sucessos “Assunto que dói” e “Pelo bem da minha saudade”. O cantor e compositor Serestão do Zé também marca presença.
🐂 As atrações musicais serão acompanhadas por muita competição com uma etapa oficial da Liga Nacional de Rodeio. O ganhador garantirá vaga para o Barretão 2026.
Luan Santana, Gustavo Lima e Panda
1 e 2 Divulgação; 3 Ricardo Nasi/g1
Preço dos ingressos e como comprá-los
O rodeio tem quatro formas de ingresso: o Passaporte Arena, o Passaporte Pista Premium, o Passaporte Camarote Vip e o Passaporte Camarote Golden Ballatines +18. Confira os preços abaixo:
Passaporte Arena: a partir de R$ 139,90
Passaporte Pista Premium: a partir de R$ 359,90, com localização privilegiada e proximidade com os artistas
Passaporte Camarote Privilege: a partir de R$ 419,90, com espaço confortável e com visão do palco
Passaporte Camarote Golden Ballatines +18: R$ 869,90, espaço com sistema open bar
As entradas estão à venda no site oficial do evento, com um acréscimo de uma taxa de serviço da plataforma.
Local da festa e trajetos
O evento será realizado pela primeira vez em Cordeirópolis, em espaço na Avenida Aristeu Marcicano, n 3.376, no Jardim Cordeiro.
➡️ O principal acesso à festa para quem sair de Rio Claro, Santa Gertrudes, Araras, Leme, Limeira e Americana, segundo a organização da festa, será feito por meio da Rodovia Washington Luís (SP-310), na altura do Km 162.
Conforme a organização do evento, haverá painéis luminosos, móveis e fixos, alertando os motoristas sobre a necessidade de utilizar o acesso. A concessionária vai interditar as alças de acesso a Cordeirópolis, no km 159, no horário de pico da chegada do público, entre 19h às 22h, caso haja necessidade.
Limeira: O principal acesso é a Rodovia Municipal Dr. Cássio de Freitas Levy. Mas os limeirenses também poderão optar por seguir pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes para chegar à rodovia Washington Luiz e acessar o recinto no km 162.
Acesso a pé: Deverá ser feito pela passarela localizada no km 160. O patrulhamento orientará pedestres a não permanecerem do lado de fora do evento, às margens da rodovia.
Prova de montaria em touro no Limeira Rodeo Music 2024
Leandro Ferreira/g1
Valor do estacionamento
O local da festa contará com um espaço próprio para o estacionamento, que estará no mesmo endereço do rodeio, na Avenida Aristeu Marcicano, no número 3.376, no Jardim Cordeiro. ➡️ O valor do estacionamento ficará em R$ 60 por veículo.
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James Tolkan, ator de ‘De volta para o futuro’, morre aos 94 anos


James Tolkan, à esquerda, em cena de ‘De volta para o futuro parte II’ e, à direita, em ‘Heavens fall’, de 2006
Divulgação
James Tolkan, ator conhecido por trabalho como coadjuvante em filmes como os da trilogia “De volta para o futuro”

Fonte: G1 Entretenimento

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Ross ‘The Boss’, ex-guitarrista da banda Manowar, morre aos 72 anos


O guitarrista Ross ‘The Boss’ Friedman
Reprodução/Instagram
Guitarrista e ex-integrante da banda de heavy metal Manowar, Ross “The Boss” Friedman morreu aos 72 anos. Segundo o anúncio feito na sua página oficial do Instagram, a morte foi constatada na noite desta quinta-feira (26).
Ainda de acordo com o comunicado, o músico morreu por conta de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O diagnóstico da doença foi revelado pela banda The Dictators, fundada por ele.
Friedman também foi um dos fundadores do Manowar, um dos grandes grupos de metal nascidos nos anos 1980, ficando no grupo até o fim da década.
Nos anos seguintes, ele tocou em diversos grupos, tendo, inclusive, fundado sua própria banda, a Ross the Boss, em 2008.
Em fevereiro de 2026, o guitarrista revelou o diagnóstico de ELA e se disse triste em não poder desempenhar seu papel nos palcos. Em 2017, ele passou a integrar o hall da fama do metal.
“É difícil saber o que vem pela frente, e fico desolado em não poder tocar guitarra, mas a onda de amor tem sido tão, tão forte. Estou impressionado com o amor e apoio da minha família, amigos e fãs. Amo todos vocês. ”

Fonte: G1 Entretenimento

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Como agem as quadrilhas especializadas no furto de celulares em shows e festivais como o Lollapalooza


Celulares furtados no Lollapalooza, em São Paulo, recuperados pela polícia
Polícia Civil/Divulgação
Tudo o que se tem são 15 minutos — e dezenas de milhares de pessoas no meio do caminho.
É um desafio para quem tenta cruzar o Autódromo de Interlagos ao fim de um show e alcançar outro palco, às vezes a mais de cem de metros de distância, antes do início da próxima apresentação.
O empurra-empurra é inevitável, e as mãos nada podem fazer senão se entrelaçar às dos amigos, na tentativa de não perdê-los de vista — quem se solta desaparece, já que o sinal de telefone costuma falhar.
Quando chove — o que é frequente nesta época do ano —, tudo vira lama, e é preciso ainda calcular cada passo para se manter de pé.
Grandes festivais de música em São Paulo, como o The Town e o Lollapalooza — que teve sua última edição neste fim de semana —, são assim.
Essas condições viraram, nos últimos anos, a tempestade perfeita para a atuação de quadrilhas especializadas no furto de celulares em shows.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A Polícia Civil de São Paulo disse à BBC News Brasil que mapeou três grupos, formados em média por dez pessoas, que teriam cometido esse crime.
Eles são diferentes dos criminosos que atuam nas ruas no dia a dia, segundo o delegado Luiz Alberto Guerra, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
Disfarçados de fãs, eles adotam os mesmos códigos visuais do público e acompanham as tendências de cada edição — desta vez, predominaram camisetas temáticas e looks cor-de-rosa, com calças largas, peças brilhantes e leques.
Foi vestida dessa forma que uma jovem, na casa dos 20 anos, foi presa no primeiro dia do evento, na sexta-feira (20), carregando 11 celulares e uma câmera digital nos bolsos e nas roupas íntimas.
A maioria dos aparelhos era composta por iPhones, incluindo o modelo mais recente, que pode custar até R$ 11.500.
O caso é semelhante ao de outras cinco pessoas presas no fim de semana anterior, nos arredores do estádio Allianz Parque, também na capital paulista, onde acontecia um show do cantor sertanejo Luan Santana, que reuniu mais de 50 mil pessoas.
Em comum, está o investimento: eles desembolsam centenas de reais para comprar um ingresso — no caso do Lollapalooza, neste ano, R$ 1.659,44 pelos três dias de evento — certos de que os furtos renderão mais do que isso.
São criminosos jovens, em geral com menos de 30 anos, o mesmo perfil predominante do público, diz o delegado. É como se unissem a diversão dos shows ao “trabalho” no crime, ele acrescenta.
“Os furtos são feitos com uma destreza tremenda, então as pessoas nem percebem. Esse é o grande problema na identificação dos furtadores: eles não agem com violência ou ameaças. Normalmente quem furta, aliás, são mulheres, porque elas podem se aproximar mais tanto de outros homens quanto de outras mulheres sem gerar repulsa. Daí elas passam para outros comparsas, que podem ser homens.”
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Dificuldade de flagrante e subnotificação
Guerra diz que essas prisões são difíceis de realizar, justamente pela dificuldade de identificar os criminosos em meio à multidão.
No caso do Lollapalooza, a polícia chegou à suspeita depois que uma das vítimas procurou o ônibus da Polícia Civil instalado próximo à entrada do festival e conseguiu rastrear o celular com outro aparelho — uma função disponível na maioria dos telefones hoje, mas que alguns usuários deixam desativado.
Os policiais então aguardaram a suspeita sair do festival e a abordaram nas imediações, onde encontraram os aparelhos. Metade deles foi devolvida às vítimas no mesmo dia, enquanto o restante ainda passa por perícia e deve ser entregue nesta ou na próxima semana.
Foram registrados 11 furtos neste ano no Lollapalooza — cinco a mais do que no ano passado — no posto móvel ligado à Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).
O número real, no entanto, pode ser maior, diz Guerra. Isso porque muitos frequentadores desistem de registrar um boletim de ocorrência na hora para não precisar sair do festival, perder shows e ter ainda mais prejuízo.
Essas vítimas acabam registrando a ocorrência pela internet ou em delegacias próximas de onde vivem. Isso dificulta a localização dos aparelhos, acrescenta Guerra, já que, nesse intervalo, os criminosos conseguem desmontá-los. Também torna mais difícil prender os envolvidos e desarticular as quadrilhas.
Os seis suspeitos abordados nos dois eventos realizados neste mês, porém, permanecerão presos. Eles tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva em audiências de custódia e devem ficar detidos até o julgamento.
A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, com possibilidade de acréscimo de até três anos por associação criminosa, conhecida como formação de quadrilha.
A receptação é um problema à parte para a polícia. Segundo o delegado, a maioria dos aparelhos é vendida no centro de São Paulo, seja para desmonte e reaproveitamento de peças, seja para exportação — já que o bloqueio da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não implica, necessariamente, no bloqueio do aparelho no exterior.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luísa Sonza indica com ‘Fruto do tempo’ que a imersão no cancioneiro da bossa nova ecoará no álbum ‘Brutal paraíso’


Luísa Sonza lança mais uma música do ainda inédito álbum ‘Brutal paraíso’, ‘Fruto do tempo’, bem superior ao single inicial ‘Telefone’
Pam Martins / Divulgação
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Integro o time de admiradores do álbum lançado por Luísa Sonza em 13 de janeiro com regravações do cancioneiro da bossa nova. Acho que fui o crítico mais entusiasmado com o álbum. Luísa está cantando muito bem, com a leveza exigida por músicas como “O barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1961) e com um charme próprio da artista.
Gostei mesmo e percebi que o álbum “Bossa sempre nova” desceu mais macio para a minha geração (a que cresceu ouvindo MPB) do que para a geração da artista. Por isso mesmo, alimento expectativas quanto ao quarto álbum autoral da cantora, “Brutal paraíso”, programado para 7 de abril. Até porque Luísa Sonza vem evoluindo. O álbum anterior “Escândalo íntimo” (2023) é um bom disco.
Diante desse quadro otimista, o primeiro single do vindouro álbum “Brutal paraíso” – lançado em 17 de março com a música “Telefone” (Luísa Sonza, Roy Lenzo, Jahnei Clarke, Douglas Moda, Carolzinha, Ariana Wrong, TK Kayembe e Flávio Verne) – jogou balde de água fria nas minhas expectativas. Achei a música ruim, um pop funk genérico.
“Telefone” me soou como passo à trás na discografia da cantora. Para piorar, Luíza ainda usou sample de “Desbloqueia a tela”, funk de Selminho DJ e MC Denny, artista acusado no fim de 2017 de fazer apologia ao estupro em versos do funk “Vai, faz a fila”. Enfim, desliguei “Telefone” da minha mente após três audições desanimadoras.
Mas eis que o segundo single do álbum “Brutal paraíso” chegou ao mundo na quinta-feira, 26 de março, com a música “Fruto do tempo” (Luísa Sonza. Kalli, Douglas Moda e Nico Wellenbrick), e elevou novamente as expectativas relativas quarto álbum autoral de Luísa Sonza.
A cantora e compositora mostra com “Fruto do tempo” que a imersão no cancioneiro da bossa nova lhe fez bem e que, não, o disco com Roberto Menescal e Toquinho não foi em vão (aliás, haverá turnê da cantora com Menescal no segundo semestre). O alardeado diálogo conceitual de “Fruto do tempo” com a letra do afrosamba “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963) soa crível.
Luísa está cantando bem essa música que abre “Brutal paraíso” e que parece dar o tom de álbum em que a artista aborda temas como culpa, desejo, fragilidade e vício com sonoridade contemporânea que, de acordo com o texto promocional do single “Fruto do tempo”, aproxima Luísa Sonza do universo do rock e do pós-punk.
O mundo está embrutecido, longe da leveza da bossa, e Luísa Sonza não quer maquiar a realidade. Mas a realidade é que ninguém permanece igual após um mergulho no mar da bossa nova.

Fonte: G1 Entretenimento

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Participante do Big Brother da Argentina atende ‘big fone’ de calças abaixadas


Participante do Big Brother da Argentina atende ‘big fone’ de calças abaixadas
reprodução
Assim como no “Big Brother Brasil”, o toque do big fone também mobiliza os participantes do “Gran Hermano”, na Argentina. Nesta sexta-feira (27), viralizou o momento em que um participante do “Gran Hermano” atende ao chamado do big fone. O detalhe que chamou a atenção foi o fato de ele ter saído diretamente do banheiro, sem tempo de ajeitar a roupa.
Brian estava no banheiro quando o big fone tocou. Para garantir que chegaria rápido, ele não tentou subir as calças. Outra participante secava o cabelo, mas Brian foi o mais rápido da casa.
‘BBB 26’: veja tudo que você precisa saber
A atitude de Brian provocou risadas entre os participantes. Como consequência da ligação, ele precisou barrar dez pessoas da festa e também acabou ficando de fora.

Fonte: G1 Entretenimento