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‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório


‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório
O Globo Repórter viajou até o Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, para conhecer quem faz a cabeça — literalmente — de João Gomes. Foi em um espaço, cheio de ferramentas, moldes e chapéus em diferentes cores, que nasceu o acessório que nunca mais saiu da cabeça do cantor. O artesão responsável atende pelo nome de Irineu. Veja no vídeo acima.
Inspiração
A criação do chapéu — ou melhor, do bonéu, como ele faz questão de chamar — tem raiz profunda na memória familiar do cantor. O modelo se inspira em Nato Gomes, avô de João, vaqueiro respeitado no sertão.
João Gomes reforça a admiração: “Era um herói, uma coisa mística. A gente via ele com muita admiração”. Fotos antigas do cantor com o avô ajudam a contar essa trajetória de afeto e identidade.
Um presente que virou símbolo
A ideia do chapéu surgiu como um presente simples, mas carregado de significado. “Fiquei pensando: o que vou dar pra João? Aí pensei: seu Irineu, que tal a gente fazer um chapéu?”, conta Kátia, mãe do cantor.
O artesão lembra com detalhes do primeiro modelo. “Fiz esse vinho, nessa cor aqui. Dona Kátia me disse que no dia em que ele recebeu, dormiu com o boné na cabeça”, conta, sorrindo.
Desde então, o acessório passou a acompanhar João em todos os palcos. “Agora eu não subo sem ele”, afirma o cantor. O chapéu virou extensão da imagem de João Gomes, presente em shows, entrevistas e até apresentações históricas, como o especial de fim de ano da TV Globo, em que dividiu o palco com Roberto Carlos.
Boné ou bonéu?
A dúvida é comum, mas seu Irineu não hesita na resposta. “Esse aqui é o bonéu. Ele é um chapéu com a aba direta, só na frente. Eu digo que é um bonéu, filho do chapéu”, explica, apontando para a própria cabeça.
O termo ganhou força junto com o sucesso do acessório, reforçando a identidade nordestina e artesanal da peça, em contraste com tendências de grandes grifes.
‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório
Reprodução/TV Globo
Trabalho dobrado, gratidão triplicada
O sucesso inesperado trouxe mais trabalho — e com ele, gratidão. “Eu vou até reclamar com João”, diz Irineu, em tom de brincadeira. “Ele me fez dobrar meu trabalho. Já chegando aos 60 anos, o homem me fez trabalhar o dobro do que eu tava trabalhando.” Logo depois, completa: “Sou muito grato a João, muito grato mesmo”.
De origem humilde, o artesão se emociona ao falar da própria trajetória. “Meus avós não estudaram nenhum dia. Meu pai estudou 15 dias. Eu fiz a quarta série. E hoje tenho a felicidade de ver meus três filhos com curso superior.”
Globo Repórter revela bastidores de onde chapéu de João Gomes é criado
Reprodução/TV Globo
Do sertão para o mundo
João Gomes faz questão de exaltar o talento do amigo. “Eu conheço Irineu, sei da realidade dele. Sempre falo: ‘Você tem que ir pra Fashion Week, véio. Tem que ir pra Paris’”, brinca. Para o cantor, vestir peças feitas no sertão é também um posicionamento. “A gente chega em lojas de grife, vê umas coisas ‘peba’ com preço avassalador. É muito bom a gente vestir essa turma aqui.”
No fim da visita, seu Irineu ainda solta um repente dedicado ao cantor: “João Gomes, seja bem-vindo à cidade de Salgueiro. Tu tens um talento profundo, de Serrita para o mundo. Tu és o príncipe do piseiro!”
E resume, em poucas palavras, o sentimento que ajudou a moldar o bonéu — e a própria história dos dois:
“Viva o menino que leva nosso sertão para o mundo sem esquecer as origens.”
João Gomes em show com bonel
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Não tinha cama, a gente dormia no colchão’: mãe de João Gomes relembra dificuldades antes da fama do cantor


Mãe de João Gomes revisita casa onde viveu com cantor na infância
Exibida no Globo Repórter Personalidades, a história de vida de João Gomes ganhou contornos ainda mais fortes a partir do olhar de quem esteve ao lado do cantor desde o começo. Ao revisitar a casa onde viveu com o filho na infância dele, a mãe Kátia Gomes relembra um passado de dificuldades que antecede o sucesso de João nos palcos de todo o Brasil.
A reportagem levou Kátia até a casa simples, hoje vazia, no interior de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Ao entrar no imóvel e relembrar o período em que viveu ali, ela se emociona. Veja no vídeo acima.
“Nossa, essa casa representa muita coisa”, conta.
Depois da separação, Kátia precisou recomeçar do zero. Sozinha e com um filho pequeno, ela lembra que não sabia ao certo como seguir em frente.
“Eu fiquei sem saber o que fazer da vida. Minha tia falou: ‘Você não é um cão sem dono’”, recorda. “Era eu e uma criança.”
A casa está vazia há muito tempo. Os cômodos tomados pelo mato e pelo silêncio guardam lembranças difíceis.
“A gente morava nesse quartinho aqui”, diz. Foi ali que mãe e filho enfrentaram a escassez mais dura. “Eu não tinha cama. Era um colchão. João dormia no colchão, e eu dormia com ele no colchão.”
Globo Repórter mostra casa onde João Gomes viveu na infância
Reprodução/TV Globo
As dificuldades também passavam pela falta de comida.
“A gente já teve um momento em que não tinha. A comida era só pra ele”, conta, emocionada. Anos depois, já com o sucesso do filho, uma fala despretensiosa de João fez Cátia reviver essa fase. “Ele disse brincando: ‘Minha mãe tinha preguiça de fazer comida’. Ô, João, é porque não tinha”, diz emocionada.
O cantor também relembrou esse período no Globo Repórter. Segundo ele, a mãe comprava um bolo simples toda semana como forma de garantir algo para comer.
“Minha mãe pegava aqueles bolos de 25 reais. Às vezes, até a outra quarta o bolo ainda estava lá”, contou. “Ela não conseguia chegar cedo pra fazer janta, então comprava o bolo. Era o que podia fazer.”
Mãe de João Gomes relembra dificuldades: ‘teve dia que só tinha comida pra ele’
Reprodução/TV Globo
O contraste com o presente aparece quando Kátia chega à casa onde mora atualmente — uma surpresa preparada pelo próprio João.
“Eu fiquei impactada quando vi isso aqui. Nossa, que casarão”, diz. “É diferente de tudo que eu já tinha morado, de tudo que eu tinha passado. Casas assim eu só via quando trabalhava nelas.”
Entre o passado marcado pela escassez e o presente de conforto, mãe e filho ressaltam que a essência não mudou.
“É na mesma vida, né?”, resume João. “Na mesma vida aconteceu tudo isso.”
Mãe de João Gomes mostra casa que filho deu para ela após ficar famoso
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
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Fonte: G1 Entretenimento

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Rauls: como o funk transformou estelionatários digitais em personagens de músicas e de série


Como o funk vem documentando a história dos estelionatários digitais, conhecidos como Raul
Um dos nomes mais comuns do Brasil virou tema de grandes sucessos do funk de São Paulo. Raul virou sinônimo de estelionato e MCs paulistanos vêm relatando o crescimento vertiginoso dessa modalidade de crime nos últimos anos.
Começando pelo início, é bom deixar claro que não há uma definição exata do porquê estelionatários, principalmente aqueles que aplicam golpes bancários virtuais, passaram a se chamar Raul.
O g1 ouviu produtores musicais, MCs e pesquisadores da área de segurança pública para entender a origem do codinome. A explicação mais ouvida foi a de que o apelido está ligado ao aparelho que clonava cartões durante transações em caixas eletrônicos, chamados de “chupa-cabra” ou “Raul”.
E, para se diferenciarem do nome que ficou mais atrelado ao aparelho, os golpistas escolheram o nome usado por 64,6 mil brasileiros, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Importante: estelionato é crime previsto no código penal. O artigo 171 diz: Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena é de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
Principalmente a partir dos anos 2010, o funk paulistano vem cantando sobre a vida dos Rauls. Não necessariamente sobre os golpes aplicados, mas como os criminosos usufruem do dinheiro roubado.
Nomes como MC Kelvinho e MC Kapela ficaram conhecidos por cantarem, quase que exclusivamente, músicas com estelionato como tema. Um dos grandes sucessos de Kelvinho, “O Corre”, tem 22 milhões de visualizações no YouTube e conta com os seguinte versos:
“Os caras que vivem de golpe / Nocaute no Santa [banco Santander] / É nós que é o corre / E os bicos se espanta / A Civil tenta dar o bote / Tá osso ir em cana / Tá pago o acerto / E a vida tá mansa”
A reportagem conversou com três MCs e um produtor musical. Todos pediram para conversar em off com a reportagem, pois temem represálias da polícia e uma possível associação ao crime.
Segundo os ouvidos, falar da vida dos golpistas era um nicho dentro do funk. Antes, poucos MCs colhiam o retorno de cantar as dinâmicas do estelionato.
A partir dos anos 2020, com o crescimento dos crimes cibernéticos, cresceu também a quantidade de funkeiros que decidiram falar sobre o tema.
“A molecada mais nova quer surfar na onda. Se na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y, hoje o negócio é falar dos Rauls, não só pelo crime em si, mas a vida que eles levam por conta dos golpes”, explica um MC.
“Nós estamos na favela e a gente convive, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos iguais a roteiristas de filme. Nós ouvimos e adaptamos histórias da vida real”.
Rauls como fenômeno cultural
Com o funk dominando as plataformas de streaming, o assunto Raul invadiu os charts. Lançada em 2024, “300 no 7”, canção de MC GP, MC J Vila e MC Luuky, é um dos maiores sucessos temáticos. A canção faz uma espécie de passo a passo da vida de um Raul:
Após arrancar 300 (mil reais) no 7 (171), o personagem retratado vai até uma balada e gasta parte do dinheiro na sala VIP do local. A introdução, cantada por GP, diz:
“Arranquei 300 no 7 / Nós que faz e acontece / Busca as duas no flat / E joga na Macan [modelo de carro da marca Porsche] / Ativei o modo esquece / Travei seu cartão black / Gastei lá no S, quero só Macallan [marca de uísque]”.
Ele continua:
“E nós invade as balada de uma forma diferente / Os menor deu uma contada e deixou lá no Mahal [balada na zona sul de SP] / Show do IG no Vitrinni, nós pega a sala VIP / Hoje cês tá com os bigode, donos da capital”.
Yuri De Lucca Dinalli, diretor de A&R e Marketing da GR6, maior produtora de funk do país – e que tem no seu catálogo todos os MCs citados nesta reportagem e vários outros que abordam o tema – explica que, se você pensou num funkeiro de sucesso hoje, você pensou em alguém que já falou sobre estelionato.
“Falo sem medo de errar: hoje, os 30 principais artistas de funk, em algum momento, falaram sobre Raul, nem que seja numa linha. Mas acredito também que esse assunto já está sendo explorado à sua exaustão”.
Depois do sucesso no campo musical, o tema dos Rauls vai chegar ao mundo das séries. Em outubro de 2025, a Netflix anunciou Rauls, uma série criada por Kaique Alves, Konrad Dantas e Felipe Braga, os mesmos de “Sintonia”, sucesso de público na plataforma.
A empresa não divulgou a sinopse, mas tudo indica que a trama abordará o mundo dos estelionatários, passando pela música. Inclusive, segundo o g1 apurou, boa parte do elenco será composta por MCs – alguns deles com músicas sobre Rauls.
‘Tropa dos Raul’, música que reúne vários MCs
Reprodução/YouTube
Estilo Raul
Falar de Raul, no caso, não é só falar do ato criminoso, em si. É falar de toda a cultura envolvida com quem o pratica. Onde e como gastam o dinheiro, quais gírias usam, como se vestem.
Um dos desdobramentos foi na vestimenta. Se criou um imaginário de como esses golpistas se vestem, sendo desdobrado também para a versão feminina, as Raulas.
No caso dos homens, a vestimenta é com cores mais neutras (geralmente preto), poucos acessórios e uma bolsa transversal de grife. Já as Raulas usam macacão ou jaqueta, que precisa ser acompanhada de uma calça jeans de marca internacional, e, o principal acessório, é a presilha no cabelo.
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Outro fator que faz parte da dinâmica de um Raul é onde – e como – gastar o dinheiro dos crimes praticados. Como mostrado nas músicas, os criminosos colocam quantias altas em casas noturnas e bebidas das mais variadas.
O funk documentando a história do crime em São Paulo
Desde seu nascimento, o gênero em São Paulo documenta por meio das músicas a dinâmica do crime nas periferias do Estado.
No início dos anos 2000, o foco de parte das letras eram os assaltos à mão armada e o tráfico de drogas. MCs como Renatinho e Alemão e Careca e Pixote ficaram conhecidos por serem funkeiros do chamado “funk proibidão”.
A socióloga Isabela Vianna Pinho, que estuda o tráfico internacional de drogas, conta que durante seu trabalho de pesquisa percebeu que o funk da Baixada abordava o tema nas suas músicas.
“As letras têm toda uma relação com a realidade, citam nomes reais. Percebi que, na Baixada Santista, o funk é importante porque documenta uma história”.
Entre os anos 2010 e 2012, quatro cantores foram assassinados a tiros na Baixada Santista, incluindo MC Careca. A violência fez com que o proibidão perdesse força e cedesse espaço para outras vertentes, como o funk ostentação.
“O proibidão tem público até hoje, mas ninguém quer morrer cantando. No caso dos Rauls, ainda existe uma visão de que quem canta também é estelionatário, mas não tem tanta opressão”, conta um MC paulistano, com mais de 15 anos de carreira.
Yuri aponta que casos como o do MC Negão Original, investigado por ligação com esquema de estelionato virtual, confundem a visão do público.
“Não podemos confundir: MC é um cronista. Ele narra o que ele vê. Meu trabalho, inclusive, é ajudar com que esse discurso reverbere. Porém, casos como o do Negão Original criam uma ideia errada de que o cantor retrata o que ele vive”.
Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual
O ‘mundo real’ dos Rauls
De acordo com a Ana Clara Klink, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do tema, o crescimento dos crimes de estelionato virtual está ligado a uma série de fatores, entre eles: o surgimento do PIX, a pandemia e o anonimato envolvido nessa atuação.
Ainda segundo a pesquisadora, o público envolvido nesse tipo de crime é de jovens, principalmente entre 18 e 29 anos, com conhecimento razoável em tecnologia.
“É um crime que acontece fora do espaço público, de forma anônima, sem o emprego de violência e com valores altíssimos envolvidos. Além disso, existe uma ideia, que é falsa, de que o alvo não seriam pessoas inocentes”, comenta.
Os Rauls aplicam golpes das mais variadas formas: clonam cartões, invadem contas bancárias por meio de aplicativos maliciosos, etc.
Gustavo Prieto, professor de Geografia Urbana do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pesquisa crime organizado e conta ao g1 como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda tenta entender o mundo dos Rauls.
Segundo Gustavo, o setor responsável pela parte financeira da organização criminosa, chamado “setor do progresso”, busca captar os Rauls para dentro da organização, sem torná-los membros.
“Esses estelionatários são uma espécie de micro-empreendedores que trabalham, muitas vezes, com um celular e um computador, dentro da própria casa. Eles funcionam de forma autônoma, inclusive com relação ao ‘procedê’, que é uma espécie de ética do crime. Até por isso, esses criminosos ainda são vistos de forma diferente, até de uma maneira negativa pelos meios antigos”.
Outro ponto destacado pelo pesquisador é a forma que o dinheiro conquistado nos golpes é gasto. Ele aponta que existe uma visão errônea de que a periferia é feita, essencialmente, de escassez.
“Pensando numa cidade como São Paulo, esses jovens que praticam estelionato conseguem colocar todo o dinheiro conseguido na própria região em que nasceu. Pensando numa região como a zona leste, por exemplo, existem baladas muito caras, shoppings com lojas de grife e todo uma dinâmica de baile de rua, de tabacarias. Consequentemente, essa pessoa que gasta muito dinheiro na quebrada, chama atenção e é vista diferente”.
A imagem de que o Raul é uma espécie de ladrão de banco 2.0 é muito forte no imaginário. É um criminoso que, por conta do contexto atual, escolheu por dar golpes sem o emprego da violência. A curiosidade sobre como vivem, o que vestem e o que comem transbordou as periferias do estado mais rico do país. Ficou impossível para a arte ignorar os Rauls.

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que Avenida Brasil é um fenômeno na teledramaturgia brasileira? g1 lista dez pontos


Debora Falabella e Adriana Esteves em cena da novela ‘Avenida Brasil’
Rede Globo/Estevam Avellar
O ano era 2012, e o Brasil conhecia a história de uma jovem em busca de vingança contra a própria madrasta. À primeira vista, a premissa pode parecer simples, mas foi justamente essa trama que deu origem a um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira.
“Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, se tornou um fenômeno não só de audiência, mas também cultural, com impacto direto nas conversas do país.
O g1 lista 10 pontos que mostram por que “Avenida Brasil” é um fenômeno na teledramaturgia brasileira:
1) Vilã icônica e carismática
Difícil falar de “Avenida Brasil” sem começar citando Carminha (Adriana Esteves). Uma das vilãs mais memoráveis, protagonista de cenas que ficaram para a história. “Toca para o inferno, motorista”, “Deus seja louvado? Eu seja louvada! Eu, aqui, meu amor, Carminha!”, “”Ah, obrigada pelo toque, Lucinda. A coisa que eu mais prezo na vida é conselho de mendiga!”, e a mais inesquecível “É tudo culpa da Rita!” são alguns bordões da antagonista, lembrada também por sua maldade, manipulação e armações.
Depois de ser abandonada no lixão, Nina (Débora Falabella) passa a trabalhar na casa de Carminha (Adriana Esteves) como parte do plano de vingança
João Miguel Júnior/Tv Globo
2) Protagonista movida por vingança
A novela apostou na jornada de Nina/Rita (Débora Falabella), movida pela vingança e com um lado sombrio e, por vezes, obsessivo em relação a Carminha. Após ser descoberta pela vilã, a trama entrega uma das cenas mais emblemáticas da televisão, com a traição exposta e o confronto direto entre as rivais, eternizado pelo icônico “Me serve, vadia”.
Argentinos lotam estádio e se emocionam com último capítulo da novela Avenida Brasil
3) Representação da nova classe média
A novela retrata o jogador que ganha fama e dinheiro, mas não perde o jeito da Zona Norte carioca. Com Tufão (Murilo Benício) e toda a sua família de agregados, a trama retrata o Brasil emergente dos anos 2010, com foco no subúrbio e na ascensão social, especialmente no bairro fictício do Divino.
Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) conversam em cena de ‘Avenida Brasil’
Raphael Dias/Tv Globo
4) Personagens secundários fortes
Avenida Brasil foi uma novela em que não só os protagonistas brilharam: os personagens secundários tinham tramas tão envolventes quanto a principal. Leleco (Marcos Caruso) e Tessália (Débora Nascimento), Adauto (Juliano Cazarré), o “chupetinha”, Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres, além da “periguete” Suelen (Isis Valverde), são alguns dos destaques que conquistaram o público.
5) Reviravoltas marcantes
Avenida Brasil entregava plot twists constantemente. Quando o público achava que era o fim de Nina (sim, ela foi enterrada viva), a personagem dava a volta por cima e colocava um novo plano em ação. Isso garantia um enredo dinâmico, com ganchos frequentes e ritmo acelerado (aquele clássico sentimento de “perdi um capítulo e não sei o que está acontecendo”).

Carminha ( Adriana Esteves ) e Nina ( Debora Falabella ) em ‘Avenida Brasil’
Globo/Estevam Avellar
6) Final como evento nacional
Poucas novelas geraram uma mobilização nacional em seu último capítulo, e “Avenida Brasil” entra com tranquilidade nessa lista. Não é exagero dizer que o Brasil parou para descobrir respostas para perguntas como: “Quem matou Max?” e “Qual seria o destino de Carminha?”.
Fãs de ‘Avenida Brasil’ dizem que paz entre Nina e Carminha surpreendeu
7) Forte presença nas redes sociais
“Avenida Brasil” foi uma das primeiras novelas a viralizar intensamente na internet. O #OiOiOi, o encerramento com a “cara congelada” e os GIFs da Carminha gritando “inferno” seguem circulando até hoje em timelines.
Carminha de “Avenida Brasil”
reprodução
8) Trilha sonora extremamente popular
A canção “Meu Lugar” ganhou uma adaptação especial, substituindo “Madureira” por “Divino”, enquanto o maior destaque ficou para “Vem Dançar Com Tudo”. O refrão “Oi, oi, oi” se tornou tão marcante que acabou funcionando como um quase segundo nome de “Avenida Brasil”.
9) Estética e figurino marcantes
Roupas claras, acessórios dourados e cabelo loiro: assim era Carminha, com uma aparência quase angelical que contrastava com um comportamento manipulador, enquanto tentava sustentar a elegância de sua ascensão social. Mas não foi só ela que chamou atenção pelo visual. O estilo “periguete” da maria-chuteira Suelen (Isis Valverde), assim como a clássica camisa do Divino Futebol Clube, podiam ser encontrados pelas ruas do país.
Carminha (Adriana Esteves) em Avenida Brasil
Rede Globo / Raphael Dias
10) Repercussão internacional
Os números já mostravam que “Avenida Brasil” era um sucesso em todo o país. Com audiência batendo 49 pontos, a produção conseguiu uma repercussão internacional. Os principais veículos estrangeiros, como “The Guardian”, BBC, “Washington Post” e “Forbes” destacaram o fenômeno da novela e o impacto na vida dos brasileiros.
Final de ‘Avenida Brasil’ na Argentina tem clima de Copa do Mundo

Fonte: G1 Entretenimento

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Rael procura adensar discurso com tom crítico, mas sem perder a leveza pop, no álbum ‘Nas profundezas da onda’


Rael crítica a indústria da música em ‘Forma abstrata’, faixa do álbum ‘Nas profundezas da alma’
Daniela Toviansky / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum lançado por Rael na noite de quinta-feira, 26 de março, “Nas profundezas da onda” dialoga já no título com o álbum anterior do rapper paulistano, “Onda” (2025). A intenção do artista foi manter a sonoridade leve e pop, transitando do rap ao reggae em rota que passa pelo afrobeat e pela MPB, mas com um discurso de tom mais aprofundado e crítico.
Sem feats, opção que já desafia as atuais leis do marketing do mercado fonográfico brasileiro, o álbum “Nas profundezas da onda” tem produção musical assinada por Iuri Rio Branco, Nave Beatz e Soul Diggin.
O repertório inclui músicas como “Cabulosa” (love song reapresentada no fim do álbum em cadência de reggae), “Esquece”, “Forma abstrata” (faixa na qual Rael aponta contradições da indústria da música, sampleando na abertura o viralizado discurso indignado do cantor Silva), “Manuara” e “Vou alto”.
Capa do álbum ‘Nas profundezas da alma’, de Rael
Daniela Toviansky / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Casa Caranguejo do João Gomes’: com estrada de terra e cavalo no quintal, cantor cria ‘refúgio’ inspirado na casa da avó; VÍDEO


Com estrada de terra e cavalo no quintal, João Gomes cria ‘refúgio’ no PE
Do ritmo frenético dos palcos lotados pelo Brasil à calmaria do sertão de Pernambuco, João Gomes encontrou um jeito particular de desacelerar. É ali, cercado por areia, pintura simples e até cavalo no quintal, que fica a chamada Casa do Caranguejo, refúgio criado pelo cantor e compositor em Recife para matar a saudade da infância no interior. Veja no vídeo acima.
O local foi visitado pelo Globo Repórter Personalidades, que acompanhou a trajetória de um dos maiores fenômenos da música brasileira atual. E o contraste chama atenção logo na chegada: para alcançar a casa, é preciso seguir por uma estrada de terra.
Sandra Annenberg é recebida por João Gomes, que jogava videogame na sala. Questionado, ele explica a inspiração do nome do local:
“Aqui é a Casinha do Caranguejo. Vem daquela música de Chico Science ‘desorganizando posso me organizar’”, diz.
Globo Repórter visita ‘Casa Caranguejo’ de João Gomes
Reprodução/TV Globo
Segundo o cantor, a casa já existia, mas estava abandonada.
“Já estava de pé, só que ela estava meio que abandonadinha. A gente pintou e deu outra vida”, conta.
O resultado é um espaço simples, mas cheio de significado.
“É um lugar que a gente se sente à vontade. A gente precisa se conectar”, afirma.
A ‘Casa Caranguejo’ de João Gomes
Reprodução/TV Globo
Mais do que um endereço fixo, a Casa do Caranguejo representa um retorno simbólico às origens. João Gomes quis reproduzir, no Recife, sensações que marcaram sua história em Petrolina e no sertão pernambucano.
“É muito para isso mesmo: para andar a cavalo, poder ter um pouco do que eu tinha em Petrolina. Eu tinha mais contato com o chão, com as coisas mais arenosas”, explica.
João Gomes cuida de cavalo em Casa Caranguejo
Reprodução/TV Globo
A ligação afetiva fica ainda mais evidente quando o cantor fala da infância. Nas férias escolares, o destino era sempre Serrita, no sertão.
“Quando chegava as férias, eu estava em Serrita. Lá é onde, bem dizer assim, eu passei os melhores momentos da minha infância”, relembra.
Globo Repórter visita ‘Casa Caranguejo’ do João Gomes
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Fonte: G1 Entretenimento

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Espécie de coruja famosa pela saga ‘Harry Potter’ recebe proteção internacional da ONU; entenda


A coruja da espécie coruja-das-neves
AFP
A Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês) aprovou neste domingo (29) a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, após sua 15ª reunião (COP15), celebrada nesta semana no Brasil.
A lista de animais inclui a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), famosa graças à saga Harry Potter, e o maçarico-de-bico-virado ou maçarico-café (Limosa haemastica), uma ave de bico longo ameaçada de extinção que percorre 30 mil quilômetros por ano ao longo do continente americano.
A reunião, com representantes de 133 membros (132 países e a União Europeia), aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Pantanal, uma das áreas com maior biodiversidade do planeta.
Na saga da autora J.K. Rowling, a coruja é chamada de Edwiges e acompanha o protagonista Harry Potter entregando cartas e auxiliando seu dono.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Paula Santoro canta Lô Borges e Milton Nascimento com toda a propriedade (e promessa de vida) em show no Rio


Paula Santoro apresenta o show ‘Tudo que você podia ser’ no palco do Acaso Cultural, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 28 de março
Mauro Ferreira / g1
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Tudo que você podia ser
Artista: Paula Santoro
Data e local: 28 de março de 2021 no Acaso Cultural (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Tenho muito o que viver”. Esse verso da letra de “Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) adquiriu sentido pleno para Paula Santoro no show apresentado pela cantora mineira com o pianista Rafael Vernet no teatro do Acaso Cultural, charmoso polo de arte que abriu as portas em outubro na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
É que a apresentação do show “Tudo que você podia ser” na noite de ontem, 28 de março, simbolizou renovada promessa de vida no coração da artista. Foi a primeira vez em que Paula Santoro subiu ao palco já totalmente curada do câncer que enfrentou ao longo de 2025. A celebração da cura foi explicitada ao fim do show em fala dirigida à plateia repleta de amigos, familiares, alunos (Santoro também é professora de canto e fonoaudióloga) e jornalistas admiradores dessa cantora de exemplar técnica vocal.
O show “Tudo que você podia ser” é desdobramento do show anterior de 2024, feito por Paula em duo com o mesmo Rafael Vernet, pianista e arranjador gaúcho com quem a cantora trabalha há anos. No show anterior, a cantora dava voz aos compositores mineiros agregados entre o fim dos anos 1960 e o início da década de 1970 em torno de Milton Nascimento, líder da turma fundadora do movimento conhecido como Clube da Esquina.
No show “Tudo que você podia ser”, o foco do roteiro reside somente nos cancioneiros de Milton Nascimento e Lô Borges (1952 – 2025), sendo que as músicas da discografia solo de Lô compõem a real novidade do repertório do show atual no confronto com o roteiro de 2024.
Paula Santoro em apresentação do show ‘Tudo que você podia ser’ no Acaso Cultural, polo de arte e cultura da cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Mauro Ferreira / g1
Hábil no garimpo e na lapidação do ouro de Minas, Paula Santoro é cantora vocacionada para desbravar os inusitados e por vezes intrincados caminhos harmônicos da obra de Lô Borges, como mostrou ao dar voz à música “O caçador” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), apresentada no primeiro álbum solo de Lô, conhecido popularmente como “O disco do tênis” pela fotografia de Cafi (1950 – 2019) exposta na capa do LP.
Por meio dos versos do letrista Márcio Borges, “O caçador” retratou o clima de tensão de tempo nublado em que os defensores da liberdade eram os alvos preferenciais do aparelho repressivo em vigor do Brasil nos anos 1970.
O terror da ditadura era denunciado de forma mais ou menos explícita em músicas como “Léo” (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1978), momento em que o canto de Paula Santoro atingiu densidade bisada dois números depois com a lembrança de “E daí?” (Milton Nascimento e Ruy Guerra, 1978), um dos pontos mais altos do show, inclusive pelo alcance da voz da intérprete na escala musical.
“Outubro” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) foi outro momento denso em que a cantora reiterou a habilidade para valorizar músicas de arquitetura sofisticada. Contudo, Paula Santoro jamais jogou nota fora ao longo do show para mostrar virtuosismo.
A cantora também brilhou no tempo de delicadeza em que envolveu canções como “A Via Láctea” (Lô Borges e Márcio Borges, 1979) – música-título do álbum considerado (com razão) a obra-prima da discografia solo de Lô Borges – e “Quem sabe isso quer dizer amor” (Lô Borges e Márcio Borges, 2002), composição melodiosa com alto poder de sedução.
Desde o primeiro número, “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974), ficou evidenciado o clima de comunhão que regeu a apresentação do show “Tudo que você podia ser”, com a cantora incentivando o coro do público, seja quando pegou “O trem azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972) no bis, ensinando a divisão adotada por Elis Regina (1945 – 1982) para a plateia, seja quando deu tom inicialmente sereno à canção “Um girassol da cor de seu cabelo” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), número que caiu em suingue percussivo após solo do pianista Rafael Vernet. O coro da plateia por vezes impediu a completa fruição do canto da artista, mas fez sentido em show focado na celebração da vida.
Entre sucessos como a canção-título do show “Tudo que você podia ser” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972) e músicas lembradas somente por reais conhecedores do cancioneiro de Lô, caso de “Ela” (Lô Borges e Márcio Borges, 1979), Paula Santoro seguiu a travessia mineira com toda propriedade fazendo do braço e da voz o viver renovado com a cura do câncer.
Paula Santoro canta músicas como ‘A Via Láctea’ e ‘Quem sabe isso quer dizer amor’ no show ‘Tudo que você podia ser’
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Gusttavo Lima vai de sofrência a Sweet Child O’ Mine em show com direito a momento rave em rodeio no interior de SP


Gusttavo Lima vai de sofrência a Sweet Child O’ Mine em show com rave improvisada
A terceira e última noite do Limeira Rodeo Music 2026 foi embalada ao som do cantor Gusttavo Lima, com os sucessos como Balada”, hit de 2011, o clássico “Tche tcherere tchê”, Vagabundo”, hits internacionais como Sweet Child o’ Mine da banda americana Guns N’ Roses e até momentos com música eletrônica, numa espécie de rave, na madrugada deste domingo (29) em Cordeirópolis (SP).
De jaqueta de couro e chapéu de cowboy, o sertanejo subiu ao palco e declarou “o embaixador chegou” e abriu a apresentação com “Vagabundo”, parceria com Luís Fonsi.
Na sequência, puxou a canção “Balada”, hit de 2011que estourou e foi responsável por fazer Gusttavo Lima conhecido por todo país. O clássico “Tche tcherere tchê” logo no começo da setlist já jogou o ânimo da arena nas arenas.
Em mais de duas horas de show, o “embaixador”, como é chamado pelo público, atendeu a pedidos da plateia, cogitou regravação de música do início da carreira e cedeu palco para DJ convidado em apresentação frenética na última noite Limeira Rodeo Music.
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Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Foi uma demonstração do ritmo frenético que embalaria as próximas duas horas de show no palco da arena do rodeio. Tiveram sucessos da década de 2010, com direito a músicas pedidas pelos fãs, versões de sucesso do embaixador, hits internacionais, baladas, sofrência, rave e Sweet Child o’ Mine.
‘Momento intimidade’
Depois de “Pena Que Acabou”, “Fala Mal de Mim” e “Saudade da Minha Vida”, Gusttavo pediu para apagar as luzes para um “momento de intimidade” com o público de Cordeirópolis.
“Essa é a música de namorar pelado”, brincou antes de começar “Desejo Imortal”, versão de “It Must Have Been Love”, clássico dos anos 1980 do Roxette.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Viagem no tempo com hits internacionais
Gusttavo voltou para os anos 2010 com uma sequência frenética que incluiu “Fui Fiel” e “Jejum de Amor”, ambas lançadas em 2014, e “Homem de Família (2016).
“Hoje vai ser igual início de namoro: uma atrás da outra”, brincou o ídolo antes de voltar para décadas passadas.
“Na Hora de Amar (Insensível)”, versão de “Spending My Time”, também do Roxette, começou com um sample de “We Will Rock You”, do Queen.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Enquanto a arena batia a palma, os acordes mudaram para introduzir os versos “Seu olhar sempre está muito longe / Num lugar que se chama solidão”.
A faixa rendeu refrão à capela e diversos momentos para o artista mostrar sua potência vocal. O público cantou junto. Ao final, ele definiu bem: “Essa foi pancada”. Em seguida, “Apelido Carinhoso”, precedeu um momento de emoção.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Com uma foto da casa onde nasceu em Minas Gerais projetada no telão, Gusttavo conversou com os fãs sobre saudades dos familiares e gratidão pelas conquistas.
“Retrovisor” foi dedicada aos fãs: “Olha pro retrovisor / Tudo que cê já passou / Lembra quando cê ajoelhou pra pedir / Pelas coisas que hoje você reclamou”.
Teve momento para o romance também. Não foram poucos os casais que aproveitaram “Proibido Terminar” para dançarem coladinhos. Como diz a letra, “O te amo vence”. O clima continuou com “Mala dos Porta-Mala”, parceria com Matheus e Kauan.
Gusttavo Lima subiu ao palco do Limeira Rodeo Music 2026 por volta da meia-noite e quarenta deste domingo (29)
Thomaz Marostegan/g1
Teve mais espaço para versões à la embaixador de clássicos internacionais. A plateia se animou com “A Noite”, lançada pelo sertanejo em 2024. A versão é uma reprise da cantora Tiê, que lançou a tradução do single italiano “La Notte” em 2014.
A sofrência deu às caras com uma sequência que começou com “Termina Comigo Antes”. Se na primeira o eu lírico pede pra amada terminar o relacionamento caso não o ame mais, na sucessora “Eu Não Iria” a letra explora o outro lado.
“Eu não iria, melhor ficar assim / Chegando em casa vai se arrepender / E vai voltar pra mim”. “A Gente Fez Amor” veio depois e parece fechar a história dos amantes desiludidos. “Era pra terminar / Quem disse que eu consigo?”, mas “Milu” seguiu com o romance iô-iô.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
O bloco terminou com o single mais recente do cantor, “Assunto Que Dói”. A música faz parte do projeto “Feito à Mão”, lançado no início do mês. O álbum completo reúne 17 faixas, incluindo as músicas anteriormente no Volume 1 e oito inéditas.
Depois de um momento de interação com os fãs da grade da pista premium com direito a incentivos e parabenizações para os aniversariantes presentes, veio “10 Anos”, “Canudinho”, feat com Ana Castela, e “Sujeito”.
O Embaixador voltou pro início da carreira e, para a alegria das fãs, dedicou “Refém” para as morenas da arena. “Só esses cabelos pretos me faz bem / E quando não tenho, fico doente / Se você não existisse iria te inventar”.
Público do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Sentado com o violão, tocou a balada “60 segundos”, mas trouxe um pico de energia ao finalizar com o refrão de “Diz Pra Mim (Just Give Me a Reason”. Atendendo ao pedido de um fã, cantou “Menina”. “Quando que a gente gravou essa música, 2012? Vale a pena regravar”, comentou.
A visita às antigas levou ao cantor aos dois covers da noite. A arena cantou “Sinônimos”, parceria de Zé Ramalho e Chitãozinho e Chororó, e “Pensa em Mim”, de Leandro e Leonardo junto com o Embaixador, que acabou atendendo mais um pedido de fã para finalizar a viagem no túnel do tempo com “Rosas, Versos e Vinhos”, faixa de seu primeiro álbum, lançado em 2009.
Público de Gusttavo Lima no Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
O Embaixador não deixa as coisas ficarem tranquilas por muito tempo. Depois de perguntar quem pretendia amanhecer na arena muitos, Gusttavo convidou o DJ Dedezinho para uma rave improvisada com direito à versão abrasileirada de “The Fate of Ophelia”, de Taylor Swift, que viralizou nas redes sociais no fim de 2025.
O sertanejo voltou ao palco com uma explosão de energia que foi de “Zé de Recaída”, passou por “Gatinha Assanhada” e, de repente, o Embaixador estava com a guitarra e o começo icônico de Sweet Child O’ Mine, de Guns N’ Roses, ecoou na arena.
Será que tem alguém capaz de sair de um clássico do rock, passar por “Meu Ex-Amor”, de Amado Batista, e voltar a tocar “Vagabundo” — a primeira do setlist — enquanto distribui rosas para os fãs e se despede? O Embaixador canta, depois de duas horas de muita música: “Esse alguém soy yo”.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Izzy Gordon reforça em abril tendência de tributos fonográficos a Jorge Aragão com o álbum ‘Sementes da tamarineira’


Izzy Gordon lança em 6 de abril o álbum ‘Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão’
Junior Santos / Reprodução Facebook Jorge Aragão / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum programado para ser lançado em 6 de abril, “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” reforça a tendência de tributos fonográficos a Jorge Aragão, compositor carioca cujo cancioneiro foi abordado ao longo do último ano em álbuns da cantora Eliana Pittman (“Nem lágrima nem dor”, disco de março de 2025), do Monobloco (“Mar de Aragão”, lançado em fevereiro deste ano de 2026 com foco no repertório folião do compositor) e do cantor Renan Oliveira (“Samba e prece”, também lançado em fevereiro).
Cantora paulistana que transita pelo universo do jazz, Izzy Gordon pisa com firmeza no terreirão do samba carioca com este álbum em que dá voz a oito músicas do repertório do compositor com primorosa produção musical orquestrada por Allan Abbadia com eventuais evocações dos sons dos terreiros em que se pratica a fé afro-brasileira.
Com título referente à lendária árvore que serve de sombra para os frequentadores da quadra do bloco Cacique de Ramos, berço do grupo Fundo de Quintal e de sambistas como Zeca Pagodinho, o álbum “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” é o primeiro título de trilogia idealizada por Izzy Gordon com tributos fonográficos a compositores do Cacique de Ramos. A cantora planeja lançar completar a trilogia com álbuns dedicados às obras de Arlindo Cruz (1958 – 2025) e Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008).
Aberto com sedutor registro de “Lucidez” (Jorge Aragão e Cleber Augusto, 1991), o álbum traz participações de Bia Ferreira em “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976), Carica em “Coisa de pele” (Jorge Aragão e Acyr Marques, 1986) e Ellen Oléria em “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983).
Fora do trilho autoral de Aragão, Izzy Gordon faz “Feito de paixão” (Paulo Onça e Paulinho Carvalho) – samba lançado pelo cantor no álbum “Raiz e flor” (1988) – deslizar em salão de gafieira. O tom jazzy de “Minta meu sonho” (Jorge Aragão, 19879) reforça a influência do jazz no canto da intérprete.
Com alguns arranjos que combinam percussões com violinos e violoncelos, como ouvido em “Malandro”, o álbum de Izzy Gordon apresenta boas abordagens de sambas como “Já é” e “Eu e você sempre”, duas parcerias de Aragão com Flávio Cardoso, ambas lançadas em 2000.
Em essência, o álbum “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” mostra que o cancioneiro do compositor está enraizado em firme solo melódico e poético.

Fonte: G1 Entretenimento