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Morre Juca de Oliveira: relembre trajetória em FOTOS


O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu neste sábado (21) aos 92 anos. Ele estava internado em estado grave em São Paulo por conta de uma pneumonia e de uma condição cardiológica.
Ex-bancário, ele migrou para o mundo da atuação e da dramaturgia na década de 1950. Ao todo, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de ter integrado o elenco de mais de dez longas-metragens e 60 peças de teatro, incluindo aquelas em que trabalhou como autor.
Veja, abaixo, imagens da trajetória de Juca de Oliveira nas telas e nos palcos:
Juca de Oliveira em ‘O Clone’ (2001)
Gianne Carvalho/Globo
Juca de Oliveira em ‘Torre de Babel’
Jorge Baumann/Globo
José Wilker, Juca de Oliveira e Lima Duarte, em ‘Fera Ferida’, de 1993
Arquivo Cedoc/TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza 2026: Quem trabalha no festival consegue assistir aos shows e curtir as atrações do evento?


Quem trabalha no Lollapalooza consegue curtir o festival?
Para a roda do Lollapalooza girar, muitas pessoas estão envolvidas no festival. E elas não estão restritas apenas aos palcos e bastidores. Vendedores ambulantes, seguranças, bombeiros, funcionários da limpeza e tantos outros colaboradores e voluntários estão em contato direto com o público durante os três dias de evento.
O g1 conversou com alguns deles para saber se, entre as tantas horas de trabalho, é possível assistir aos shows e curtir atrações do evento.
E a resposta foi unânime: sim! É possível curtir o Lollapalooza enquanto trabalha.
Muitos aproveitam as horas de pausas, intervalos de refeições e final de turno para sair de seus postos e assistir a algum show do evento.
“Tá dando para curtir. O tempo que a gente tem, a gente dá uma volta, usa bastante toda a estrutura do evento pra aproveitar ao máximo”, afirma Gustavo, que trabalha em um dos espaços gastronômicos.
“De qualquer maneira a gente curte, tanto no stands, os brindes que a gente ganha, a galera também é super receptiva, os shows… Gosto pra caramba da Sabrina Carpenter. E de qualquer jeito a gente assiste um pouco e tira foto pra caramba. E acho isso incrível”, afirma a bombeira Nicole Nóbrega.
Os bombeiros Alice Alves, Renan e Nicole Nobre no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
E isso acontece mesmo quando eles não conhecem as estrelas que estão no palco.
“Queria ver muitos [artistas] hoje. Mas não sei os nomes deles”, diz Patrick, colaborador da limpeza do evento.
Tem também muita gente que, logo no primeiro dia, já realizou o sonho de ver a Negra Li no palco. A cantora se apresentou na tarde desta sexta-feira (20) no evento e recebeu os filhos e a cantora Gloria Groove.
“É mais por ser brasileira. A gente curte a pauta dela, o que ela fala sobre os negros”, afirmou a bombeira Alice Alves.
Agora, quando questionados quem eles gostariam de ver no evento, o nome de Luisa Sonza foi o mais citado.
Nomes internacionais como Bruno Mars, Demi Lovato, Mariah Carey e Chris Brown também estão na lista de astros que os trabalhadores gostariam de assistir no evento. Mesmo que seja entre uma venda e outra, entre um atendimento e outro.
Público curte primeiro dia de Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1
Fabio Tito/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Cardiopatia congênita e síndrome da cauda equina: entenda os problemas de saúde enfrentados por Nicholas Brendon


Nicholas Brandon morre aos 54 anos
Reprodução/Instagram
A morte do ator Nicholas Brendon, aos 54 anos, ocorreu em meio a um histórico de problemas de saúde que incluía uma cardiopatia congênita e a síndrome da cauda equina —duas condições distintas, mas potencialmente graves.
Embora afetem sistemas diferentes do corpo, ambas exigem acompanhamento médico e, em alguns casos, intervenção rápida. Entender o que são essas doenças ajuda a dimensionar os riscos e os impactos que podem ter ao longo da vida.
Doença no coração pode passar anos sem diagnóstico
A cardiopatia congênita é um conjunto de alterações na estrutura do coração que surgem ainda durante a formação do feto, na gestação. Nem todos os casos são identificados na infância —alguns só se manifestam décadas depois.
Essas alterações podem envolver válvulas, vasos ou a própria anatomia do coração, interferindo na circulação do sangue. Em quadros leves, a pessoa pode viver por anos sem apresentar sintomas. Já em situações mais complexas, a condição tende a evoluir com o tempo.
Entre os sinais que podem aparecer estão:
cansaço excessivo,
falta de ar,
palpitações,
arritmias.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Sem acompanhamento adequado, a doença pode aumentar o risco de complicações como insuficiência cardíaca e infarto.
O tratamento depende do tipo e da gravidade da alteração. Em alguns casos, é feito apenas com monitoramento clínico. Em outros, pode envolver medicamentos ou cirurgias.
Síndrome da cauda equina é considerada emergência
Já a síndrome da cauda equina é uma condição neurológica grave que ocorre quando há compressão de um conjunto de nervos localizado na parte final da coluna vertebral.
Esses nervos controlam funções importantes, como o movimento das pernas, a sensibilidade da região pélvica e o funcionamento da bexiga e do intestino.
Quando há compressão, os sintomas podem surgir de forma rápida e incluem:
dor intensa na lombar,
fraqueza nas pernas,
perda de sensibilidade na região íntima,
dificuldade para controlar urina ou fezes.
As causas mais comuns são hérnia de disco, tumores, infecções ou traumas.
O tratamento costuma ser cirúrgico e precisa ser feito com rapidez. Sem intervenção, há risco de sequelas permanentes, como paralisia e perda do controle urinário.
Condições diferentes, riscos relevantes
Apesar de afetarem sistemas distintos, as duas doenças têm em comum o potencial de causar complicações importantes.
A cardiopatia congênita pode permanecer silenciosa por anos antes de se manifestar. Já a síndrome da cauda equina costuma evoluir rapidamente e exige resposta imediata.
De acordo com a família, Brendon morreu enquanto dormia. A causa foi descrita como natural.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza 2026 tem 2º dia de pop e eletrônica com Chappell Roan, Skrillex e Lewis Capaldi


Chappell Roan canta ‘Pink Pony Club’ no Grammy 2025
KEVIN WINTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O Lollapalooza terá bons shows de pop e eletrônica neste sábado (21). Neste segundo dia de festival, . O Globoplay vai transmitir o Lollapalooza ao vivo.
O dia terá a estreia de Chappell Roan no Brasil, um show pra lá de aguardado pelos fãs. Ela é uma das maiores revelações do pop dos últimos anos, com um repertório repleto de hits bem “karaokê”. Ela faz uma apresentação teatral com um palco meio medieval, ornamentado, e muito capricho nos looks.
Veja programação completa do festival
Skrillex também é um dos principais nomes do dia e encerra a programação do palco Samsung. Ele veio ao Lolla também em 2023 e costuma animar fãs com um set “frito”, agitado, com seu estilo dubstep.
Skrillex se apresenta no Lollapalooza 2023
Luiz Gabriel Franco/g1
Além deles, o escocês Lewis Capaldi vai passar pelo palco principal com seu repertório pop soul. Não vai faltar cantoria em “Someone You Loved”, um dos maiores sucessos radiofônicos dos últimos anos.
O icônico grupo de rap Cypress Hill também está entre as atrações. O dia tem a estreia do k-pop no Lolla com o grupo Riize, além do duo alemão de techno Brutalismus 3000 no palco de música eletrônica.
Veja a programação completa do Lollapalooza neste sábado (21)
PALCO BUDWEISER
12h45 – 13h40: Jadsa
14h45 – 15h45: Agnes Nunes
16h55 – 17h55: Marina
19h05 – 20h05: Lewis Capaldi
21h30 – 23h00: Chappell Roan
PALCO SAMSUNG GALAXY
12h00 – 12h45: Hurricanes
13h40 – 14h40: Varanda
15h50 – 16h50: Foto em Grupo
18h00 – 19h00: Cypress Hill
20h10 – 21h25: Skrillex
PALCO FLYING FISH
12h45 – 13h40: Artur Menezes
14h45 – 15h45: Cidade Dormitório
16h55 – 17h55: The Warning
19h05 – 20h05: TV Girl
21h30 – 22h30: Riize
PALCO PERRY’S
12h00 – 12h45: Blackat
13h00 – 13h45: Marcelin o Brabo
14h15 – 15h15: Crizin da Z.O.
15h30 – 16h30: Febre90s
16h45 – 17h45: N.I.N.A
18h00 – 19h00: Hamdi
19h15 – 20h15: 2hollis + Rommulas
20h30 – 21h30: Mu540
22h00 – 23h30: Brutalismus 3000

Fonte: G1 Entretenimento

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DJ Mu540 leva funk à Índia e descobre conexão com a música de lá: ‘Nós é tudo a mesma fita’


Nascido e criado na Baixada Santista, em São Paulo, o DJ Mu540 já sabia que chegaria longe, mas talvez não imaginasse o quanto. O produtor se apresentou no Lolla Índia, em Mumbai, em janeiro — e voltou de lá inspiradíssimo.
“Os caras têm uma cultura milenar, têm uma experiência diferente da nossa. Dá para ver, dá para sentir. Lá tem um deus para dança, tá ligado? Pro ritmo, para a criação”.
Em entrevista ao g1, ele conta o que aprendeu com a viagem à Índia e o que vem preparando para o Brasil, incluindo o Lollapalooza, já que é um dos principais nomes no palco de música eletrônica no sábado (21). Veja abaixo:
DJ Mu540 se apresenta no Lollapalooza Brasil neste sábado (21)
Caique Tavares
Conexão Índia-Brasil
Afinal, como é o Lollapalooza Índia? Mu540 conta que o festival é bem parecido com o nosso em termos de estrutura — mas dá pra aprender muito com a forma com que eles curtem as músicas.
“O que muda muito mesmo são os artistas e o público. Lá eles dançam bastante, ninguém tem vergonha de dançar, o pessoal lança os ‘passinho’ que eles têm, sem vergonha alguma. O mundo todo deveria aderir”.
A princípio, a gente pensa que tocar funk e estilos brasileiros na Índia causaria algum estranhamento — mas o DJ garante que o som deles lá conversa bem com o nosso.
“Eles têm ritmos muito parecidos com o Brasil. Tipo o khutu sound, uma parada muito antiga, acho que é de um povoado antigo lá. É um ritmo muito parecido com lambada, com ritmada da zona norte. Então eles já sabiam desse ritmo, mas eles faziam um pouquinho adiantado do nosso”.
O DJ conta que tem se aprofundado no ritmo como ponto de partida. Ele estuda a música de vários cantos do Brasil e do mundo, para decifrar por que cada lugar explora o ritmo de um jeito. “O ritmo tem muito a ver com a comida, com o jeito, o jeito de fazer”, explica.
“Vou levar tecnologia do produtor periférico mundial pras pistas brasileiras. Tudo que a gente tem de tecnologia. Então isso envolve Índia, Colômbia, Paraguai, Bolívia, Singapura… todo mundo ali que não que não tá no destaque, mas estamos com força e estamos com cultura e estamos com ritmo para chegar”.
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É pra dançar
Mu540 quer trazer toda essa pesquisa para o Brasil. Ele conta que preparou o set do Lollapalooza como nunca na vida: habituado a montar a sequência de músicas no improviso, desta vez, ele vai deixar tudo esquematizado antes. Isso porque ele quer garantir um telão sincronizado com o som.
“É a primeira vez que eu tô montando um set, já com as viradas. Isso vai dar o dinamismo do telão, entendeu? Que a gente vai tentar juntar todo mundo, toda a minha equipe. A gente vai funcionar meio como se fosse uma banda”, conta.
No repertório, vai ter música indiana, garage, dubstep, techno, ritmado… Mu540 quer provar que, quando o assunto é música eletrônica, todos os produtores conversam a nível mundial. “Tô explorando todos os campos de todas as vertentes da música eletrônica, incluindo o funk como um filho da música eletrônica. Pra gente ver que nós é tudo a mesma fita. Só nascemos cada um em um lugar”.
Mu540 se apresenta no Lollapalooza Brasil neste sábado (21)
Caique Tavares
Para quem é um show do Mu540, então? Ele resume: “é para quem gosta de dançar”.
“Se o público fizer força para não dançar, mata qualquer carreira. Então o público ele tem que vir junto, então o público joga comigo também e eu tenho isso com o meu público. Meu público pode estar uma vibe zoada no dia, mas se meu público tiver lá, mano, a gente vai fazer o rolê. Se você é fã do DJ Mu540, você é o DJ também”.
“Eu fico 1 hora e meia treinando o passinho quando eu faço uma música nova. Eu fico dançando minhas próprias músicas porque eu quero ver se tá bom. Eu também sou meu público, tá ligado? Então o show do Mu540 é para você dançar, mano. Sai de casa para dançar, tá? Tá triste, dá um abraço em alguém, fala com a sua mãe e vai dançar e volta”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Escola Chappell Roan de etiqueta: como cantora ensina fãs e mídia a respeitar seus limites


Chappell Roan no tapete vermelho do Grammy 2026
Jordan Strauss/Invision/AP
Headliner do Lollapalooza Brasil deste sábado (21), Chappell Roan era um nome relativamente desconhecido até 2024. Com um ano, a cantora já era considerada a grande revelação do pop, reunia um público gigantesco em seus shows e levava Grammys.
Apesar de estar realizando sonhos, Chappell não aceitou o sucesso incondicionalmente. Nos últimos anos, a cantora passou a impor limites nessa exposição – e tem conseguido resultado. Tanto que, com a vinda dela ao país dos fãs apaixonados, o fã-clube já aproveitou para lembrar que o amor também é bom-senso.
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Pode parecer um pedido simples, mas é bastante atípico, fruto da postura da própria artista. Com o tempo, Chappell vem “ensinando” fãs e mídia a repensar a forma que lidam com celebridades – sem se importar se é vista como “chata” por isso. Entenda como Chappell Roan tem conseguido uma (lenta) mudança na indústria pop:
Os ‘ensinamentos’ de Chappell Roan para a relação entre fã e artista
Reprodução
‘Não é normal’
Chappell investe na carreira musical há anos, chegou a perder o contrato com a gravadora e quase desistiu do sonho de ser artista. Mas em 2023, ela fez uma nova aposta e lançou seu primeiro álbum, “The Rise and Fall of a Midwest Princess”.
Em 2024, a virada veio com força. Desde que a cantora se apresentou em festivais como o Coachella e abriu a turnê de Olivia Rodrigo, seus números mudaram drasticamente.
Com essa ascensão brusca à fama, ela logo se impôs. “Eu não quero o que diabos você acha que tem direito sempre que vê uma celebridade. Eu não dou a mínima se você acha que é egoísmo da minha parte dizer não para uma foto ou para seu tempo ou para um abraço. Isso não é normal”, disse em vídeos nas redes sociais.
“Não ligo se esse tipo louco de comportamento vem junto com o trabalho, a área de carreira que escolhi. Isso não o torna OK. Isso não significa que eu o queira, isso não significa que eu goste”, completou.
Chappell Roan no VMA 2024
Charles Sykes/Invision/AP
A intenção de Chappell foi falar de um caso próprio, mas a cantora acabou pautando uma dicussão mais ampla. “Chappell Roan e seus fãs podem mudar a cultura de fãs tóxicos e celebridades para sempre”, escreveu a Teen Vogue. “As estrelas pop estão chamando a atenção de fãs ‘bizarros’. Já era hora”, apontou o Business Insider.
Além disso, o tópico era uma espécie de tabu entre as celebridades, já que a convenção “velada” é de que um artista deve aceitar e ser grato pelos seus fãs incondicionalmente. Mas após Chappell, celebridades passaram a se posicionar a favor de alguns limites.
“Isso acontece com todas as mulheres que conheço desse negócio, inclusive eu. As mídias sociais pioraram isso. Sou muito grata que Chappell esteja disposta a abordar isso de uma forma real, em tempo real. É corajoso e infelizmente necessário”, comentou a cantora Hayley Williams.
“‘Limites’ não é uma palavra que nós, da Geração X, fomos ensinados. É algo muito importante para desenvolver em sua própria vida. Mas todo ser humano andando por aí com uma câmera no bolso, isso não ajudou nos limites”, disse a atriz Maya Rudolph à “Variety”.
Ela também ficou conhecida por “enfrentar” os paparazzi em diversas ocasiões. Neste ano, chegou a filmá-los, dizendo que apenas queria ir jantar e as pessoas “não a deixavam em paz”.
Pode tudo com celebridade?
Shawn Mendes é cercado por fãs na praia de Ipanema.
JC Pereira/Agnews
Para a professora e pesquisadora de fandoms Aianne Amado, a parte prejudicial (e por vezes, fatal) da fama é um tópico antigo, incluindo casos como John Lennon e Marilyn Monroe. Mas ela acredita que nos últimos anos, “especialmente a partir do escândalo do #FreeBritney, essa questão tem, finalmente, ganhado a relevância que merece”.
Mas se por um lado, a discussão passou a ficar mais presente, por outro, ela também ficou mais complexa. Com as redes sociais, artistas passaram a coexistir com seus fãs em uma mesma linha do tempo, e se tornou praticamente impossível distinguir as esferas pessoais e profissionais.
Isso se intensificou graças à influência de nomes como Taylor Swift, que construíram um nome ao borrar a fronteira entre vida e carreira.
“Ao contrário de Roan, existem artistas como Taylor, que gostam da proximidade e incentivam a ideia de amizade entre artista e audiência. E, estando na posição em que ela se encontra atualmente na indústria, acredito que muitos fãs passam a usá-la como paradigma de como o ídolo deve ser e como essa relação deve ser estabelecida”, afirma Aianne.
O problema é que esse sentimento que os fãs criam por um ídolo, sobretudo aquele que se expõe muito nas redes ou em suas letras, é de uma natureza totalitária e platônica – sem limites, aponta a psicanalista Cínthia Demaria.
“O sujeito, ídolo, assume um lugar de objeto para o outro [público], e o outro se vê no lugar de poder devastá-lo, consumir e devastar essa imagem a todo custo. Como a gente vê com outros personagens da mídia, da música, que se tornaram objetos da indústria cultural – como Amy Winehouse, Kurt Cobain, etc. A perda da privacidade coloca essas pessoas sujeitas à superexposição”.
Bebe Rexha é atingida por celular durante apresentação em Nova York
Reprodução/Twitter
A psicanalista acredita que as redes sociais intensificaram e centralizaram essa exposição. Graças à internet, o público (tanto fãs, quanto haters) passou a ter a sensação de que é permitido fazer e falar de tudo com uma celebridade.
“No caso de um desconhecido ou alguém que você tem laços, você não coloca tudo a perder [em uma interação]. No amor platônico com o ídolo, você não tem nada a perder. E isso te autoriza a ultrapassar um limite. E com um artista, você fala o que quiser, faz o que quiser, e acredita que não vai ser penalizado”.
Aianne acrescenta que a relação de idolatria “ainda é unidirecional”, mas parece mais recíproca para o fã. “O ídolo não tem ideia ou ação sobre o fã individualmente, porém o fã passa a ter acesso ao seu íntimo, sua rotina (muitas vezes demonstradas pela própria celebridade, em um story gravado olhando para a tela, ainda de pijama no seu quarto). Isso aumenta o senso de proximidade que o fã sente”.
Uma mudança na indústria?
Chappell já se tornou famosa com as redes sociais e após uma série de acontecimentos centrais na indústria, incluindo a exposição do caso Britney Spears. E assim, a jovem cantora preferiu bancar a imagem de “chata” e “difícil” que se permitir passar pelo escrutínio midiático.
“Não concordo com a noção de que devo uma troca mútua de energia, tempo ou atenção a pessoas que não conheço, não confio ou que me assustam — só porque estão expressando admiração. As mulheres não lhe devem uma razão pela qual não querem ser tocadas ou conversadas”, disse Chappell em um de seus vídeos.
Chappell Roan
Reprodução/Instagram
Para Aianne, Chappell representa uma geração de artistas adepta a discussões de saúde mental e do direito da mulher sobre seu próprio corpo. E por isso, “vai contra a maioria ao prezar pela separação entre sua persona artística e sua persona no dia a dia, com família e amigos”.
Cínthia acredita que a posição da artista pode frustrar o público por ir contra o “amor totalitário” dos fãs, que não compreende limites. “Quando a gente idolatra alguém platonicamente, ela não tem defeito. Mas o encontro real, quando esse amor platônico é furado, ele vai ser sempre frustrante. A pessoa é um sujeito, não tá à disposição o tempo inteiro. O que Chappell faz nessa posição é muitas vezes de frustrar essa expectativa, que ela não vai aceitar ser amada e devastada sem consequências”, explica.
E será que essa posição dela pode causar uma mudança real na indústria? Para Aianne, a resposta tem indicado caminhos positivos. “Por muitos anos, o mercado acatou essa visão e exigia uma postura complacente das celebridades, o que só reforçava esse pensamento. Mas esse discurso vai ao encontro da marca que ela (em sua personagem) estabeleceu com o público, e se trata de um debate caro à geração que a acompanha”.
Mas Cínthia acredita que uma mudança na relação entre fãs e artistas não é tão simples. “Nada justifica uma pessoa pública ser atacada, assediada. É muito importante isso ser levantado, mas não exime Chappell dessa idolatria. E como a idolatria é um amor totalitário, ele não tem garantias. A gente sabe o que fala, mas não sabe o que o outro ouve. Então, um espaço precisa ser criado [pelo artista], de uma privacidade, já que se perde a privacidade com a fama”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Orgulho latino não surgiu agora… Cypress Hill vai mostrar no Lolla que é pioneiro do rap em espanhol


Muito antes da explosão global de Bad Bunny ou Daddy Yankee, o hip-hop latino já botava o pé na porta nos anos 90 com o Cypress Hill. Formado em South Gate, na Califórnia, o grupo não só misturou inglês e espanhol; ele definiu uma estética sombria e chapada que influenciou do rap ao nu metal.
A criação, em 1988, foi a partir da união de B-Real, Sen Dog e do produtor DJ Muggs (com a entrada posterior do percussionista Eric Bobo).
O que começou como o projeto DVX logo se tornou em uma máquina de vender discos (são mais de 20 milhões de cópias na conta) calcada na mistura de funk latino, rock e samples psicodélicos.
O nome veio de uma rua de South Gate, bairro multiétnico e de realidade dura. O disco de estreia, Cypress Hill (1991), foi o cartão de visitas perfeito com “How I Could Just Kill a Man”. Essa e outras músicas estarão no setlist do Lollapalooza São Paulo, no Autódromo de Interlagos, neste sábado (21).
Um som pesado, estranho e latino
O Cypress Hill vai divulgar o álbum “Elephant on acid”, lançado em setembro.
Divulgação
A marca registrada do grupo é o contraste. A voz anasalada e aguda de B-Real corta as batidas, enquanto o flow grave de Sen Dog dá a sustentação.
Por trás de tudo, a produção de DJ Muggs criou um som denso e estranho. Serviu de bússola para nomes como Eminem e bandas de rap rock como Korn e Limp Bizkit.
É um hip-hop que flerta com o rock hardcore sem perder o groove do g-funk da Costa Oeste. Para Sen Dog, o segredo é a complementaridade: B-Real lidera a narrativa e sua voz entra para reforçar os ganchos e a identidade do grupo.
O papel da cannabis
Mais do que estilo, a cannabis é uma missão para o Cypress Hill. A planta estampa capas de discos e protagoniza hinos como “Hits from the Bong”.
O ativismo pela legalização não ficou só nas letras: em 1993, o grupo foi banido do programa “Saturday Night Live” após DJ Muggs acender um baseado ao vivo durante a performance de “I Ain’t Goin’ Out Like That”.
O “escândalo” só aumentou o sucesso. No mesmo ano, lançaram “Black Sunday” e o grupo se tornou o primeiro do rap a ter dois álbuns ao mesmo tempo no Top 10 americano. O barulho seguiu com projetos recentes como “Elephants on Acid” (2018) e “Back in Black” (2022).
Capa do álbum “Cypress Hill”, disco de estreia do grupo Cypress Hill
Reprodução / divulgação
O Cypress Hill foi a primeira força latina do rap a conquistar disco de platina, usando o “spanglish” como afirmação cultural e não apenas artifício comercial. Em faixas como “Latin Lingo”, B-Real e Sen Dog trouxeram o cotidiano da imigração e do pertencimento para o centro do palco.
A postura é política. Em 2010, cancelaram shows no Arizona em protesto contra leis anti-imigração. “Precisamos nos unir como um povo e lutar pelo que é certo”, resume Sen Dog ao g1.
Para ele, manter a unidade é a única forma de provar o valor da comunidade latina diante de cenários desafiadores.
Orgulho (latino) e resistência
O grupo de hip-hop Cypress Hill é um dos mais importantes, com 18 milhões de cópias vendidas pelo mundo.
Flavio Moraes / G1
O Cypress Hill também foi fundamental para abrir espaço para artistas latinos dentro do hip-hop. O grupo foi o primeiro latino a conquistar disco de platina e incorporou o “spanglish” em suas músicas, misturando inglês e espanhol como forma de afirmação cultural.
Faixas como “Latin Lingo” e projetos como Los Grandes Éxitos en Español ajudaram a pavimentar o caminho para o hip-hop latino no mainstream.
A identidade do grupo está diretamente ligada às suas origens. B-Real e Sen Dog, com origens cubana e mexicana, trouxeram para o rap temas como imigração, pertencimento e vida nas ruas.
Sen relembrou as inspirações no início da carreira e o impacto de ver outros artistas latinos, como Dj Charlie Chase e o grupo Mean Machine no hip-hop.
“Bem no começo do hip-hop, eu ouvi alguns rappers latinos de Nova Iorque, e aquilo me inspirou… sabe, somos latinos de Los Angeles, e não tínhamos ouvido nenhum rapper latino ainda. Eu sou muito orgulhoso de ser latino e de representar quem eu sou.”
Ao longo da carreira, o grupo se posicionou politicamente várias vezes. Em 2010, cancelou um show em Tucson, no Arizona, em protesto contra uma lei anti-imigração. Sen afirma que o cenário atual ainda é desafiador para a comunidade latina:
“Tem momentos que fica mais pesado que outros, mas agora precisamos nos unir como um povo e lutar pelo que é certo, dias melhores estão vindo, só temos que manter a unidade agora e mostrar ao mundo que somos orgulhosos e precisamos demais gente chegando e provando isso.”
Conexão com o Brasil
A relação com o Brasil é antiga e vai além dos palcos. Em visitas anteriores (2007, 2011 e 2017), o grupo estreitou laços com o Planet Hemp, os “irmãos de causa” brasileiros.
Agora, o retorno é maior: o grupo se apresenta no Lollapalooza no sábado (21), e segue para um show solo na Audio, em São Paulo, um dia depois. A promessa é de um set que atravessa décadas de fumaça, protesto e a batida inconfundível que colocou o orgulho latino no mapa do pop mundial.
“O público brasileiro sempre aceitou a gente em um nível muito forte, é sempre um prazer visitar o país e vamos fazer o melhor show que pudermos.”
A promessa é de um set que atravesse décadas de fumaça, protesto e a batida inconfundível que colocou o orgulho latino no mapa do pop mundial.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Varanda estreia no Lolla com vocalista influencer famosa por receitas de ‘gororobas’


Amélia, Augusto, Mário e Bernardo fazem parte da banda de rock alternativo Varanda.
Yan Gabriel
Mineira de Caratinga, Maria Amélia do Carmo (conhecida nas redes como Amélia Janta) inaugurou uma categoria própria no nicho de conteúdo gastronômico: influencer de “gororoba”.
Formada em Cinema, a cantora e criadora de conteúdo de 25 anos viralizou com vídeos em que deixa os seguidores enviarem sugestões do que ela deve cozinhar: de sobremesas e drinks até pratos mais elaborados. Batizou o quadro de “Janteta Russa”.
Dessa brincadeirinha saíram algumas receitas que pareciam estar bem deliciosas mesmo: um manjar de manga e uma parmegiana de palmito, super “queijuda”.
Outras, nem tanto: como o brigadeiro de azeitona (em que ela usa uma talagada de azeite) e um smoothie feito com iogurte, morango e… ketchup.
Longe da cozinha, a artista integra desde 2022 a banda Varanda, um grupo de rock alternativo formado três anos antes, por Augusto Vargas (baixo e voz), Bernardo Merhy (bateria) e Mario Lorenzi (guitarra).
O quarteto se apresenta no sábado (21) do Lollapalooza com um setlist repleto de “músicas de amor para tudo que é lado” e surpresas no palco que prometem misturar “os memes da vida online” com a realidade.
Lolla das apostas: festival tem 5 indicados a revelação no Grammy dos últimos anos
Amélia janta, e canta
Amélia assumiu os vocais da banda em 2022, no que define como o “ano embrionário de todas as coisas”. Na época, ela tocava sintetizador e percussão em outro grupo, o André Medeiros Lanches, quando surgiu uma oportunidade para substituir a antiga vocalista da Varanda.
“Foi no susto mesmo. Eu entrei cantando as músicas sem saber direito as letras e fui pegando com o tempo”, conta ao g1.
O início foi no improviso: Amélia entrou para o grupo apenas duas semanas antes de uma turnê conjunta entre as duas bandas. Durante os shows, precisou atuar como uma espécie de “agente dupla”.
Amélia do Carmo, em apresentação com a banda Varanda
Bárbara Moreira
Banda de românticos
Após a entrada de Amélia, o grupo passou por um processo de imersão no início de 2024, focando intensamente na gravação de um álbum de onze faixas, o “Beirada”.
Embora o baixista Augusto Vargas assine a maioria das letras (muitas já existiam antes da nova formação), Amélia trouxe um “olhar de cineasta” para as composições, falando também sobre “a cidade, os montes e os mares”.
“Tudo isso agrega na poesia da banda. Eu definiria nosso som como: músicas bonitas. Somos uma banda romântica. Em tempos tão cínicos e irônicos, é importante fazer algo que possa soar até um pouco brega”, explica a vocalista, em tom de brincadeira.
Com um álbum e alguns EPs lançados, o quarteto aposta em composições que misturam o famoso clichêzão de artista que é querer gritar para o mundo que está apaixonado, com a admiração pelas paisagens de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Como na letra de “Vida Pacata”(2024): “Tua casa em Copa, na sala de TV, já não me cabe mais nessa cena. Fala que gosta, mas já não gosta tanto assim. Foda fingir, né?”, diz um trechinho do refrão. E de algo que o grupo não abre mão: o espaço para “fazer gracinha” no palco.

Surpresas no Lolla
A vocalista conta que o quarteto “ainda não está nervoso para a apresentação”. Apenas “animados e em estado de choque ainda”.
Para a estreia no Lolla, o grupo preparou uma “lore” (história fictícia) criada para engajar o novo single “Não Me” (2026), que começou como esquete nas redes sociais (no TikTok, Amélia acumula cerca de 150 mil seguidores. No Instagram, 250 mil).
No centro da trama, o clipe lançado nesta quinta-feira (19) mostra Amélia sendo “expulsa” do grupo após um teste de elenco desastroso, onde tenta retornar disfarçada com uma peruca rosa chanel.
Amélia na gravação do clipe “Não Me”
Júlia Baltar
A gag é que ela acaba perdendo a vaga para o próprio irmão, apenas por ele ser “mais um homem na banda”. O desfecho dessa confusão toda será levado para o Autódromo de Interlagos.
Online e real, tudo junto
Para a artista, misturar esses mundos é uma estratégia para conversar com o público da banda que está “muito online”.
Bastidores da gravação do clipe de “Não Me”
Bárbara Moreira
No sábado (21), a apresentação será uma combinação entre performance e gravação de conteúdo.
“Trazer essa narrativa para a vida real e misturar esses mundos é engraçado. Eu piro nisso”, conclui.
A banda se apresenta às 13h40, no Palco Samsung Galaxy.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nicholas Brendon, ator de ‘Buffy, a Caça-Vampiros’ morre aos 54 anos após histórico de problemas de saúde


Nicholas Brandon morre aos 54 anos
Reprodução/Instagram
O ator americano Nicholas Brendon, conhecido por seu papel na série “Buffy, a Caça-Vampiros”, morreu nesta sexta-feira (20), aos 54 anos. A informação foi confirmada por familiares ao site The Hollywood Reporter.
De acordo com a família, ele morreu enquanto dormia. A causa foi descrita como natural.
Brendon ganhou projeção mundial ao interpretar Xander Harris, um dos principais aliados da protagonista na série exibida entre o fim dos anos 1990 e início dos 2000. O personagem se tornou um dos mais reconhecidos da produção e ajudou a consolidar o sucesso da trama.
Nos últimos anos, o ator lidava com problemas de saúde. Em 2023, ele relatou ter sofrido um infarto e, na sequência, recebeu o diagnóstico de uma cardiopatia congênita, que passou a tratar. Também enfrentava a síndrome da cauda equina — condição causada pela compressão de nervos na base da coluna — e chegou a passar por cirurgias.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em nota, os familiares disseram que, apesar das dificuldades, ele estava sob tratamento e mantinha uma perspectiva positiva. “Ele seguia medicado e esperançoso em relação ao futuro”, diz o comunicado.
Além de “Buffy”, Brendon também participou de séries como “Criminal Minds” e atuou em produções de cinema até o início da década de 2020.
Nascido em Los Angeles, em 1971, ele chegou a considerar uma carreira no esporte antes de seguir na atuação. Ao longo da vida, falou abertamente sobre a gagueira e se tornou um defensor da conscientização sobre o tema.
A trajetória do ator também foi marcada por episódios envolvendo saúde mental e uso de substâncias, que o colocaram no centro de controvérsias nos anos 2000.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza 2026 tem 1º dia dividido entre roqueiros e uma multidão de fãs de Sabrina Carpenter


Sabrina Carpenter canta ‘Espresso’ no Lollapalooza 2026
O Lollapalooza 2026 começou nesta sexta (20), com ingressos esgotados para o dia e atrações muito esperadas: algumas estreantes no Brasil, como Doechii; outras, que não vinham há muito tempo, como o Deftones. Segundo a organização, foram 100 mil pessoas presentes.
Quem atraiu o maior público foi a headliner Sabrina Carpenter, que veio pela quinta vez, agora como atração principal.
Foram quase dois festivais em um só: um de rock mais sisudo, com Viagra Boys, Interpol e Deftones, e outro de pop divertidinho e R&B, com Doechii, Blood Orange e Sabrina Carpenter. A divisão ficou clara também nos visuais, entre fãs de preto e outros de rosa e azul-bebê, de acordo com a loirinha headliner.
Veja fotos do 1º dia de festival
O dia já começou com uma boa área enlamaçada, resultado de muita chuva na quinta-feira. Mas o público chegou preparado, de bota de caubói, que apareceu como peça-chave entre os fãs.
Veja abaixo um resumo de tudo o que rolou nesta sexta-feira de Lollapalooza:
Sabrina Carpenter
Lolla 2026: Sabrina Carpenter “algema” Luisa Sonza antes de cantar ‘Juno’
Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira (20), no Lollapalooza 2026. E que baita show.
É como se as experiências – todas passagens anteriores ao sucesso estrondoso de “Espresso”, que grudou na cabeça de todo mundo em 2024 – tivessem maturado a cantora americana que subiu ao palco agora e provou merecer o recém-adquirido status de popstar. Leia mais sobre o show de Sabrina Carpenter.
Edson Gomes
Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira.
Mas a celebração não refletiu no ao vivo e reverteu somente em uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos em São Paulo. Leia mais sobre o show do Edson Gomes.
Deftones
Lollapalooza 2026: Deftones toca Change (in the house of flies)
O show do Deftones no Lollapalooza na noite desta sexta-feira (20) demorou, engatou uma segunda marcha e… ficou nisso. Fechando o palco Samsung Galaxy no primeiro dia de evento, a banda entregou uma apresentação aquém das expectativas.
Vindo de um álbum revigorante e mostrando porque é uma das poucas bandas geracionais do nu-metal que segue (bem) na ativa, o grupo não conseguiu empolgar para além do esperado num show de rock. Leia mais sobre o show do Deftones.
Doechii
Lollapalooza 2026: Doechii canta Anxiety
Doechii estava em dívida com a gente e sabia disso. Em 2024, a cantora desmarcou o que seria seu primeiro show no Brasil, sem muita explicação. Ficou para esta sexta-feira (20), mais de um ano depois, no Lollapalooza 2026.
Vestida de cigana, a rapper entrou dominando o palco, com cenário, bailarinas e vídeos “místicos”. Apesar da estética tranquila, Doechii nunca desacelerou: entoou flows afiados, rebolou, interagiu com a câmera e ainda sobrou tempo pra acariciar as bailarinas. Leia mais sobre o show de Doechii.
Interpol
Interpol se apresenta no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Banda criada no fim dos anos 90, o Interpol encontrou uma plateia dedicada para curtir seu som, sempre entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante, nesta sexta (20) de Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
De cabelo lambido e movimentos econômicos, Paul Banks fez lembrar o Kings of Leon. As duas bandas entregam pouca interação e “som de CD”. O Interpol seria um Kings of Leon triste e um pouco mais indie? Talvez. Leia mais sobre o show do Interpol.
Blood Orange
Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
O inglês Dev Hynes, também conhecido como Blood Orange, é o tipo de artista queridinho por ser introspectivo. Dele, ninguém espera firula, só um show cuidadoso – exatamente o que ele entregou nesta sexta (20) no Lolla.
Muso dos sentimentais alternativos (Hynes já trabalhou com artistas de Solange Knowles a Lorde), o músico quase não falou com a plateia e preferiu conversar pela música. Atraiu fãs apaixonados com suas canções sensíveis e suingadas, ali entre o R&B, jazz e rock alternativo. Leia mais sobre o show de Blood Orange.

Fonte: G1 Entretenimento