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Dave Grohl revela ter feito 430 sessões de terapia para lidar com traição e ‘vício em conquistas’


Dave Grohl no trailer de ‘Studio 666’
Divulgação
O músico Dave Grohl revelou ter passado por mais de 430 sessões de terapia para lidar com questões pessoais, incluindo uma traição e o que chamou de “vício em conquistas”. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, publicada nesta sexta-feira (20).
“Eu estive em terapia seis dias por semana durante 70 semanas”, disse Grohl. “Fiz as contas outro dia: mais de 430 sessões.” O cantor afirmou que o processo foi essencial para entender comportamentos e emoções que vinham se acumulando ao longo da vida.
A entrevista é a primeira do artista após admitir, em 2024, que teve uma filha fora do casamento. Na época, ele disse que buscava “reconquistar a confiança” da família. Agora, evita entrar em detalhes, mas reconhece a necessidade de mudança: “precisei parar, sentar comigo mesmo e me reavaliar. É um processo contínuo.”
Grohl também refletiu sobre o que descreve como uma busca constante por validação. “Há algo como um vício em conquistas, e isso é perigoso”, afirmou. “Você atinge um objetivo, se sente bem por 24 horas, e depois vem um vazio de novo”, disse ao Guardian.
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Em outro momento, ele resumiu esse sentimento de forma direta: “A validação era um monstro insaciável”. Segundo o músico, esse padrão o levou a se sobrecarregar e a se perder emocionalmente.
O vocalista do Foo Fighters também relacionou a terapia a uma mudança na forma de se comunicar, relatando ser mais mais fácil falar “dessas coisas” nas músicas.
Além das questões pessoais, Grohl comentou perdas recentes, como a morte do baterista Taylor Hawkins (1972-2022) e de sua mãe, que influenciaram seu processo criativo. Ele afirmou que, por muito tempo, evitou lidar com o luto de forma profunda.
O artista indica que busca um novo equilíbrio. “Eu precisava desligar tudo e encontrar meu coração”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Eu não envelheço, subo de nível’: Chuck Norris postou vídeo lutando dias antes de morrer; assista


‘Eu não envelheço, eu subo de nível’: último post de Chuck Norris mostra treino de boxe
Chuck Norris publicou um vídeo praticando luta com um instrutor dez dias antes de morrer. A notícia da morte foi confirmada nesta sexta-feira (20), nas redes sociais do ator.
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Na legenda da publicação, última feita antes da confirmação, Norris agradece o carrinho dos fãs e afirma: “Eu não envelheço, subo de nível”.
“Hoje completo 86 anos! Nada como um pouco de ação descontraída em um dia ensolarado para se sentir jovem”, disse.
“Sou grato por mais um ano de vida, pela boa saúde e pela oportunidade de continuar fazendo o que amo. Obrigado a todos por serem os melhores fãs do mundo”, continuou. “O apoio de vocês ao longo dos anos significa mais do que posso expressar”.
Chuck Norris morre aos 86 anos
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A morte
Apesar da confirmação, a causa da morte não foi confirmada pela família, que afirmou preferir manter as circunstâncias em privado.
“Para o mundo, ele era um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, era um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família”, diz a nota.
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Ele havia sido levado a um hospital após uma emergência médica registrada nesta semana na ilha de Kauai, no Havaí, ainda segundo o TMZ.
Ainda não há informações sobre a natureza do problema de saúde que o levou ao hospital.
Segundo o site a situação aconteceu de forma repentina. Na quarta-feira, Norris ainda treinava normalmente na ilha. Um amigo chegou a falar com ele por telefone no mesmo dia e disse que o ator estava isposto e até fazendo piadas.
Trajetória
O ator Chuck Norris em cena do filme ‘McQuade, o lobo solitário’ (1983)
Divulgação
Nascido no estado de Oklahoma em 1940, Norris serviu na Força Aérea dos Estados Unidos entre 1958 e 1962. Ao longo da vida, casou-se duas vezes e teve cinco filhos, entre eles o ator Mike Norris e o piloto da NASCAR Eric Norris.
Norris é mais conhecido por seus papéis em filmes de ação e artes marciais nos anos 1980, além de ter vivido o Texas Ranger Cordell Walker na série da CBS Walker, Texas Ranger, exibida na década de 1990.
Nas últimas décadas, o ator se manteve na maioria afastado das telas, fazendo apenas participações pontuais, como no filme Os Mercenários 2, lançado em 2012.
Além de atuar, Norris também era faixa preta em diversas modalidades de artes marciais, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1989 e foi nomeado Texas Ranger honorário em 2010.
Nos últimos anos, o ator enfrentou perdas pessoais, incluindo a morte de sua mãe, em 2024, e de sua primeira esposa, Dianne Holechek, que faleceu em dezembro de 2025.
Norris comemorou recentemente o aniversário. Para marcar a data, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece treinando com um instrutor.
Nota da família
“É com o coração pesado que nossa família comunica o falecimento repentino do nosso querido Chuck Norris, ocorrido ontem pela manhã. Embora prefiramos manter as circunstâncias em privado, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz.
Para o mundo, ele era um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, era um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família.
Ele viveu sua vida com fé, propósito e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e gentileza, inspirou milhões ao redor do mundo e deixou um impacto duradouro em tantas vidas.
Embora nossos corações estejam partidos, somos profundamente gratos pela vida que ele viveu e pelos momentos inesquecíveis que tivemos a bênção de compartilhar com ele. O amor e o apoio que recebeu de fãs do mundo todo significavam muito para ele, e nossa família é verdadeiramente grata por isso. Para ele, vocês não eram apenas fãs — eram seus amigos.
Sabemos que muitos de vocês souberam de sua recente hospitalização, e somos sinceramente gratos pelas orações e pelo apoio que enviaram.
Enquanto lidamos com essa perda, pedimos gentilmente privacidade para nossa família neste momento.
Obrigado por amá-lo conosco”.
Chuck Norris vídeo lutando
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Chuck Norris virou voz conservadora nos EUA e declarou apoio a Trump e ao direito de portar armas


Chuck Norris e sua esposa Gena em vídeo divulgado em 2016 chamando os evangélicos dos EUA às urnas
Reprodução/Youtube
Chuck Norris, que morreu nesta sexta-feira (20) aos 86 anos, construiu ao longo das décadas uma imagem pública associada a valores conservadores nos Estados Unidos. Republicano declarado, ele passou a se envolver mais diretamente no debate político a partir dos anos 2000, escrevendo artigos e se posicionando sobre temas como religião, patriotismo e direito ao porte de armas.
Ele apoiou candidatos do Partido Republicano, participou de campanhas eleitorais e fez doações políticas.
Na eleição de 2016, ele entrou no debate nacional ao declarar apoio a Donald Trump, então candidato republicano ainda improvável à Casa Branca.
A imagem de herói patriótico construída em seus filmes e séries dialoga com valores que ganharam força no eleitorado republicano e foram explorados por Trump, consolidando Norris como uma figura simbólica nesse campo ideológico.
Chuck Norris morre aos 86 anos
Em textos e declarações, Norris elogiou o perfil outsider do empresário e sua disposição de enfrentar o establishment político, incentivando eleitores conservadores a considerá-lo como opção.
O endosso colocou Norris entre as celebridades alinhadas ao trumpismo, ainda que sua participação política tenha sido mais discreta do que em campanhas anteriores.
Ele não entrou diretamente na campanha de forma intensa e, anos depois, evitou posicionamentos frequentes sobre o tema — inclusive não declarou apoio público a um candidato na eleição de 2020.
Mesmo assim, sua trajetória ajuda a explicar a ligação entre parte da cultura pop americana e o conservadorismo político.
O ator Chuck Norris em cena do filme ‘McQuade, o lobo solitário’ (1983)
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Como os ‘Chuck Norris Facts’ fizeram de Chuck Norris um mito da internet


Memes do ator rodam na internet desde o começo dos anos 2000
Reprodução
Você se lembra dos “Chuck Norris Facts”? A série de memes que viralizou na internet a partir dos anos 2000 ajudou a transformar o ator e artista marcial em um fenômeno cultural, associando sua imagem a feitos impossíveis em tom bem-humorado.
Chuck Norris morreu na manhã desta sexta-feira (20), aos 86 anos. A informação foi confirmada por meio de seu perfil oficial no Instagram.
Entre as “lendas” que consolidaram a fama de super-herói estão frases como “suas lágrimas curam câncer — pena que Chuck Norris nunca chorou” e “ele pode carregar o celular apenas esfregando o aparelho na barba”.
Chuck Norris morre aos 86 anos
Os mitos deram origem, em 2007, ao livro “The Truth About Chuck Norris: 400 Facts About the World’s Greatest Human” (“A Verdade Sobre Chuck Norris: 400 Fatos Sobre o Humano Mais Fantástico do Mundo”), publicado pela Penguin. A obra foi alvo de um processo movido pela equipe do ator, assim como os sites que compilavam os memes.
Na ação, Norris alegou que parte do conteúdo do livro era racista e o retratava como alguém envolvido em atividades ilegais. O ator também afirmou que o título poderia induzir os leitores a acreditarem que os fatos apresentados eram verdadeiros.
Até hoje, porém, memes com fotos do ator associados a estes feitos impossíveis seguem circulando na internet.
Meme de Chuck Norris traz o texto “Chuck Norris nunca preencheria um formulário online”
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Chuck Norris: os filmes que transformaram o ator em símbolo do cinema de ação


Chuck Norris também marca presença no ringue do Mucha Lucha, em Olinda, neste domingo (26)
Rafael Medeiros/G1
Chuck Norris se consolidou como um dos maiores nomes do cinema de ação entre as décadas de 1970 e 1990, com personagens marcados por força, disciplina e invencibilidade. Ao longo da carreira, estrelou mais de 20 filmes e também ganhou fama mundial na TV com a série Walker, Texas Ranger.
O ator morreu na manhã desta sexta-feira (20), segundo informações do site TMZ.
LEIA TAMBÉM: Chuck Norris morre aos 86, diz TMZ
Ícone do cinema de ação entre as décadas de 1970 e 1990, Chuck Norris estrelou produções marcadas por combates, missões militares e personagens implacáveis. Veja, abaixo, alguns dos principais filmes da carreira do ator.
O Voo do Dragão (1972)
Um dos primeiros papéis de Norris no cinema. Ele enfrenta Bruce Lee em uma luta histórica no Coliseu de Roma, que se tornou referência no gênero.
Jogo da Morte (1978)
Participação em outro clássico das artes marciais, reforçando sua imagem como lutador nas telonas e ampliando sua popularidade internacional.
McQuade, O Lobo Solitário (1983)
Norris vive um ranger texano durão que combate o crime à sua maneira. O personagem ajudou a moldar sua futura persona na TV.
Braddock – O Super Comando (1984)
Primeiro filme de uma trilogia ambientada no Vietnã, acompanha um coronel em missão para resgatar prisioneiros de guerra.
Braddock 2 – O Início da Missão (1985)
Prequel que mostra eventos anteriores ao primeiro filme, detalhando a captura e o sofrimento do personagem na guerra.
Braddock 3 – O Resgate (1988)
Encerramento da trilogia, com o protagonista retornando ao Vietnã para salvar sua família e outras vítimas do conflito.
Invasão U.S.A. (1985)
Norris interpreta um agente que enfrenta uma invasão terrorista em solo americano, em um enredo típico da Guerra Fria.
Código do Silêncio (1985)
Aqui, o ator assume o papel de um policial em Chicago envolvido em uma guerra contra o tráfico, com tom mais sério e elogiado pela crítica.
Comando Delta (1986)
Em parceria com Lee Marvin, lidera uma missão para resgatar reféns de um grupo terrorista no Oriente Médio.
Comando Delta 2 (1990)
Sequência que coloca o personagem contra cartéis de drogas na América Latina, mantendo o estilo explosivo do original.
Top Dog – Uma Dupla Animal (1995)
Em tom mais leve, Norris divide o protagonismo com um cão policial em uma trama voltada para o público familiar.
Os Mercenários 2 (2012)
Participação especial como um veterano lendário, reunindo grandes nomes do cinema de ação e celebrando sua trajetória.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Uma verdadeira lenda’: morte de Chuck Norris comove famosos; veja repercussão


Chuck Norris
Reprodução/Instagram
A morte do ator americano Chuck Norris provocou forte repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (20).
“Uau. Sinto muito por ouvir isto. Ele sempre foi tão gentil e caloroso. Uma verdadeira lenda em uma câmera e fora da câmera”, escreveu o ator americano Mike Colter.
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O ator e artista marcial Chuck Norris morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20), pela família nas redes sociai do ator.
Ele havia sido levado a um hospital após uma emergência médica registrada nesta semana na ilha de Kauai, no Havaí, ainda segundo o portal.
Ainda não há informações sobre a natureza do problema de saúde que o levou ao hospital.
Segundo o site a situação aconteceu de forma repentina. Na quarta-feira, Norris ainda treinava normalmente na ilha. Um amigo chegou a falar com ele por telefone no mesmo dia e disse que o ator estava bem disposto e até fazendo piadas.
Norris comemorou recentemente o aniversário. Para marcar a data, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece treinando com um instrutor.
Veja os vídeos em alta do g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Chuck Norris morre aos 86 anos


Chuck Norris morre aos 86 anos
O ator e artista marcial Chuck Norris morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20), pela família nas redes sociai do ator.
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A causa da morte não foi confirmada pela família, que afirmou preferir manter as circunstâncias em privado.
“Para o mundo, ele era um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, era um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família”, diz a nota.
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Ele havia sido levado a um hospital após uma emergência médica registrada nesta semana na ilha de Kauai, no Havaí, ainda segundo o portal.
Ainda não há informações sobre a natureza do problema de saúde que o levou ao hospital.
Segundo o site a situação aconteceu de forma repentina. Na quarta-feira, Norris ainda treinava normalmente na ilha. Um amigo chegou a falar com ele por telefone no mesmo dia e disse que o ator estava bem disposto e até fazendo piadas.
Trajetória
O ator Chuck Norris em cena do filme ‘McQuade, o lobo solitário’ (1983)
Divulgação
Nascido no estado de Oklahoma em 1940, Norris serviu na Força Aérea dos Estados Unidos entre 1958 e 1962. Ao longo da vida, casou-se duas vezes e teve cinco filhos, entre eles o ator Mike Norris e o piloto da NASCAR Eric Norris.
Norris é mais conhecido por seus papéis em filmes de ação e artes marciais nos anos 1980, além de ter vivido o Texas Ranger Cordell Walker na série da CBS Walker, Texas Ranger, exibida na década de 1990.
Nas últimas décadas, o ator se manteve em grande parte afastado das telas, fazendo apenas participações pontuais, como no filme Os Mercenários 2, lançado em 2012.
Além de atuar, Norris também era faixa preta em diversas modalidades de artes marciais, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1989 e foi nomeado Texas Ranger honorário em 2010.
Nos últimos anos, o ator enfrentou perdas pessoais, incluindo a morte de sua mãe, em 2024, e de sua primeira esposa, Dianne Holechek, que faleceu em dezembro de 2025.
Norris comemorou recentemente o aniversário. Para marcar a data, publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece treinando com um instrutor.
Nota da família
“É com o coração pesado que nossa família comunica o falecimento repentino do nosso querido Chuck Norris, ocorrido ontem pela manhã. Embora prefiramos manter as circunstâncias em privado, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz.
Para o mundo, ele era um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, era um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família.
Ele viveu sua vida com fé, propósito e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e gentileza, inspirou milhões ao redor do mundo e deixou um impacto duradouro em tantas vidas.
Embora nossos corações estejam partidos, somos profundamente gratos pela vida que ele viveu e pelos momentos inesquecíveis que tivemos a bênção de compartilhar com ele. O amor e o apoio que recebeu de fãs do mundo todo significavam muito para ele, e nossa família é verdadeiramente grata por isso. Para ele, vocês não eram apenas fãs — eram seus amigos.
Sabemos que muitos de vocês souberam de sua recente hospitalização, e somos sinceramente gratos pelas orações e pelo apoio que enviaram.
Enquanto lidamos com essa perda, pedimos gentilmente privacidade para nossa família neste momento.
Obrigado por amá-lo conosco”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cláudio Jorge celebra a consciência e o orgulho da negritude no batuque que embasa o álbum ‘Kota, a cor da pele’


Aos 76 anos, o violonista Cláudio Jorge volta a lançar álbum com repertório autoral após dois discos como intérprete
Celso Filho / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Kota, a cor da pele
Artista: Cláudio Jorge
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ No dicionário de kimbundu, língua banta falada em Angola, kota é palavra que designa “o mais velho”, “aquele que transmite conhecimento”.
No título do álbum que lançará em 10 de abril, “Kota, a cor da pele”, o cantor, compositor e violonista carioca Cláudio Jorge faz engenhoso trocadilho com cota, palavra que, no Brasil, está associada à política da cota racial, ação afirmativa que reserva para negros uma quantidade pré-determinada de vagas em universidades e concursos públicos com o intuito de minimizar desigualdades históricas.
“A cor da pele é o que define o destino de muitos brasileiros. Quanto mais escura a pele, maiores as barreiras a serem vencidas na luta por cidadania. O álbum é um manifesto pessoal, é a celebração do meu processo de consciência da minha negritude, uma orgulhosa comemoração de todas as muitas qualidades do povo negro, da ancestralidade até os nossos dias, tudo com muita palma de mão e tambor”, contextualiza Cláudio Jorge no texto em que apresenta “Kota, a cor da pele”, álbum gravado e mixado por Lourival Franco no estúdio Vale da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), e posto no mercado fonográfico em edição da Mills Records.
Exímio violonista, requisitado há décadas em estúdios de gravação por grandes cantores do Brasil, Jorge baseia o álbum nas percussões de André Siqueira e Marcelinho Moreira. O batuque sobressai ao longo das 13 faixas em que Cláudio Jorge versa sobre temas como ancestralidade, musicalidade e religiosidade, sem deixar de mexer na ferida aberta do preconceito racial.
O racismo sofrido pelo jogador de futebol Vinícius Júnior em campos da Europa foi o mote para a criação de samba em exaltação ao craque, “O tom do Vinícius”, composto a partir de versos indignados escritos por Jorge e musicados pela parceria Joyce Moreno. “O tom do Vinícius” entrou em campo em 14 de março, em single que prenunciou a chegada de “Kota, a cor da pele”, álbum cuja capa expõe arte criada por Oliveira & Naccarato a partir de obra de Rubem Valentim.
Embora careça de luminosidade, o canto do artista soa sempre bem colocado e é evidenciado já na faixa quase a capella que abre o álbum no formato de voz & kalimba, “Acorda, meu amor!” (Cláudio Jorge e Nei Lopes), música composta para a trilha sonora do musical “Oh! que delícia de negras” (1987 / 1989), da qual o artista também pesca “Bate chibata”, tema inédito dessa trilha assinada por Jorge com Nei Lopes.
Primeiro álbum autoral de Cláudio Jorge desde “Samba jazz, de raiz” (2019), tendo sido antecedido por dois discos de intérprete (um gravado com Guinga), “Kota, a cor da pele” é álbum conceitual em que todas as 13 músicas, sendo oito inéditas, versam sobre questões ligadas à negritude. “O álbum é uma reflexão que faço, aos 76 anos, sobre a cultura negra, em crônicas musicais que seguem roteiro de faixas afins”, reitera Cláudio Jorge.
Na sequência de “Acorda, meu amor!”, vem “Congueiros e ogãs” (Cláudio Jorge), envolvente ijexá em que o artista celebra dois percussionistas que já saíram de cena, Peninha (1950 – 2016) e Zero Awá (1957 – 2025). O tambor bate com reverência aos dois músicos enquanto o tema se curva à força dos ogãs no Candomblé.
Em sintonia com a faixa anterior, o toque do atabaque de André Siqueira se impõe em solo feito pelo percussionista em “Do que é capaz o tambor e o agogô”, música já gravada por Jorge, com Pretinho da Serrinha, no álbum “Senzala e favela” (2023), título póstumo da discografia do baterista Wilson das Neves (1936 – 2017).
O tom pessoal e reflexivo do álbum é enfatizado nos versos de “Histórias e lendas” (Cláudio Jorge e Joel Silva), música lançada por Zezé Motta, no ritmo do maculelê, em gravação feita para a novela “Pacto de sangue” (1989), exibida pela TV Globo. O sopro da flauta de PC Castilho embala a lembrança do tema, cuja letra foi atualizada por Cláudio Jorge.
Na sequência, o artista esboça mergulho nas águas de Dorival Caymmi (1914 – 2008) para louvar o orixá feminino Iemanjá em “Recado do mar”, parceria com Nei Lopes embalada pela trama sedutora do violão de Carlinhos Sete Cordas. Igualmente aliciante, o balanço da faixa valoriza a melodia de evocação praieira.
A propósito, no geral, versos e levadas se elevam sobre as melodias em músicas como “Onde o samba nasceu”, parceria de Cláudio Jorge com o flautista e saxofonista Humberto Araújo.
Mote dos versos do samba “Lágrimas de Deus”, escritos por Jorge a partir de melodia de Elton Medeiros (1930 – 2019), o horror da guerra confere triste atualidade à faixa em sintonia com o protesto político feito por Cláudio Jorge na ambientalista “Muda”, parceria com Chico César. Já “Um novo amor” é canção de ar vintage que vira samba de amor, composto por Cláudio Jorge com o bamba Arlindo Cruz (1958 – 2025).
Citando título de standard do repertório do Clube da Esquina, “Para Wonder e McCartney” (Cláudio Jorge e Ronaldo Barcellos) celebra a união entre negros e brancos antirracistas ao lembrar o encontro de Paul McCartney e Stevie Wonder na gravação da música “Ebony and ivory” (1982). Projetado como produtor musical de álbuns recentes de Mart’nália. o virtuoso Luiz Otávio toca teclados na faixa, valorizando a gravação.
E vem então, no arremate do álbum “Kota, a cor da pele”, o exuberante registro de “Tia Eulália na xiba” (1983), música mais inspirada e (por isso mesmo) mais gravada da parceria de Cláudio Jorge com Nei Lopes. No compasso da xiba, ritmo de origem africana, o artista revolve as raízes da ancestralidade com o batuque que embasa a gravação floreada pelo sopro do trompete de Diogo Gomes.
“Tia Eulália na xiba” evolui em grande registro, da dimensão da música, fechando com maestria “Kota, a cor da pele”, álbum em que Cláudio Jorge exalta a consciência e o orgulho da negritude sob prisma pessoal e sob complementar ótica social, desempenhando bem o papel do kota, aquele ser já vivido que transmite conhecimento e experiência.
Capa do álbum ‘Kota, a cor da pele’, de Cláudio Jorge
Obra de Rubem Valentim com arte de Oliveira & Naccarato

Fonte: G1 Entretenimento

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Ary Fontoura, aos 93, rejeita aposentadoria: ‘É uma palavra da qual eu fujo, e trabalhar eu adoro’


Ary Fontoura em cena do filme Velhos Bandidos
Divulgação
Duas semanas após o fim da novela Êta Mundo Melhor, da TV Globo, Ary Fontoura já se prepara para voltar às telas — agora, nas dos cinemas.
Em Velhos Bandidos, que estreia na próxima quinta-feira (26/3), ele vive, ao lado de Fernanda Montenegro, um casal que planeja assaltar um banco para reaver um dinheiro que lhes era devido.
Mas mesmo no intervalo entre o folhetim e o longa-metragem o ator não se afastou do público. No Instagram, ele publica vídeos diários — em sua maioria, esquetes de humor de um minuto — que o levaram a conquistar sete milhões de seguidores.
“Não tenho parado de trabalhar e talvez eu esteja sendo mais procurado agora do que antes”, afirma. Aos 93 anos, o artista não pensa em se aposentar e diz lidar bem com as limitações impostas pela idade diante das longas jornadas de gravação, especialmente comuns nas novelas.
“Se eu disser que não quero fazer mais nada, que vou fechar, que agora acabou, isso não me agrada. Eu gostaria de estar nessa batalha até quando desse. Aposentadoria é uma palavra da qual fujo, e trabalhar é uma palavra que adoro”, ele acrescenta.
Ary Fontoura e Fernanda Montenegro em cartaz do filme Velhos Bandidos
Divulgação
Em entrevista à BBC News Brasil por videoconferência, Fontoura reflete sobre sua carreira de quase oito décadas, as transformações pelas quais a televisão vem passando, o espaço dado a atores seniores como ele e a forma como se faz humor hoje no país.
BBC News Brasil — O senhor é sempre bem-humorado e acompanhou muitas mudanças na maneira como se faz humor. Há quem diga que os humoristas têm cada vez menos espaço para fazer piadas. O senhor concorda? Quais são os limites do humor?
Ary Fontoura — O humor não tem limites. Quer dizer, são as circunstâncias da vida que impõem esse limite à gente. Hoje as pessoas são temerosas do ridículo, então precisa tomar cuidado quando o humor interfere na vida de cada um para não ferir. Essa é a grande dificuldade de fazer paródias a respeito de alguém ou um comentário jocoso a respeito de uma situação. É preciso ter esse cuidado que anteriormente não se tinha. Falava-se abertamente, não havia preconceitos, não havia nada. Você tinha mais facilidade. Por outro lado, o público hoje ri de qualquer coisa. Qualquer coisinha faz com que as pessoas se divirtam.
BBC News Brasil — É mais fácil fazer humor hoje?
Fontoura — Acho mais difícil, porque tem meandros que você não pode atingir. Sempre está monitorado, não tem a liberdade de criação que tinha antes, sempre tem uma autocensura. Mas, por outro lado, o público é mais acessível.
BBC News Brasil — O senhor virou um fenômeno nas redes sociais nos últimos anos. Já teve receio de dizer alguma coisa e enfrentar alguma reação negativa, um cancelamento?
Fontoura — É como andar sobre o fio da navalha. Se não tomar cuidado, escorrega. As redes sociais buscam destruir as pessoas. Eu também fico na parte crítica da vida, dos acontecimentos do cotidiano. É por isso que a página é bem-sucedida e o público recebe bem. Eles não se sentem atingidos. É difícil, porque de repente você escorrega e tem que pedir uma desculpa, porque a reação é imediata.
BBC News Brasil — As redes exigem uma exposição maior da vida pessoal, e o senhor sempre foi discreto. Como tem sido lidar com essa nova dinâmica?
Fontoura — A gente sente que as pessoas respeitam e vão até um determinado ponto. Até o ponto que você permite. Você tem todo o direito de não querer fazer tal coisa ou fazer uma coisa mais profundamente. No terreno do humor, eu escancaro um pouco, vou um pouco além, porque minha carreira sempre foi ligada à comédia. Com esse ridículo da vida eu sempre soube lidar bem. Quando é muito invasivo, você se dá ao luxo de não atender, de não fazer.
BBC News Brasil — A que o senhor atribui o sucesso nas redes sociais, especialmente entre o público mais jovem, que às vezes o conhecem não pelas novelas, mas pela internet?
Fontoura — É uma questão de empatia. Sou um tanto quanto empático junto a elas. Tenho 61 anos só de Rede Globo, mas na minha carreira tenho 78 anos. Comecei aos 15, por aí, e venho trabalhando com comédia esse tempo todo. Bem ou mal, já tive belas escorregadas, alguns puxões de orelha por ter errado, porque todo ser humano é passível de erro, mas sei bem lidar com isso.
Ary Fontoura em cena do filme Velhos Bandidos
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BBC News Brasil — A TV se transformou muito desde o início da sua carreira. O que mudou para melhor e o que mudou para pior?
Fontoura — Hoje a imagem da TV é muito melhor, mais rápida, mais ousada. A leitura é cinematográfica. A gente faz uma cena oito, dez vezes, porque ela é detalhada e, quando vai para a sala de montagem, existem inúmeras possibilidades de montar o capítulo da melhor maneira. É tudo mais caprichado. Vejo progressos nesse aspecto.
Não gosto de ser saudosista e dizer que era bom antigamente. Mas o que era bom antigamente são as histórias, que hoje são um pouquinho simplificadas. Eles te dão um valor X, e muito bem, são 150 capítulos, você tem que me apresentar essa novela nesse espaço de tempo e disso não poderá fugir. A gente fica fechado dentro desse tempo de início, meio e fim. Antes era mais livre. A gente dizia ‘poxa, como essa novela vai bem, vamos dar uma esticadinha’. Não se tem mais essa possibilidade. Mas dizer que as oportunidades não existem, os bons papeis não existem, isto não é verdade. O que eu acho é que faltam boas histórias.
BBC News Brasil — As novelas têm enfrentado uma queda de audiência nos últimos anos. A que o senhor atribui esse interesse menor, principalmente das novas gerações, pelas novelas?
Fontoura — Antes, para o mocinho beijar a mocinha, demorava 180 capítulos. Hoje é um minuto. Não pode demorar tanto. As pessoas não têm mais paciência. Não é só na novela, é na vida. Se a novela busca o público, a gente tem que chegar ao público como ele quer. Hoje a gente se comporta com muita pressa. As coisas e as pessoas envelhecem rapidamente e tudo já vira um déjà vu.
BBC News Brasil — Muitos atores dizem que, com o passar dos anos, os convites para trabalhar diminuem. Como o senhor avalia o espaço dado a artistas mais seniores?
Fontoura — No que concerne a mim, não vejo isso, não. Não tenho parado de trabalhar e talvez eu esteja sendo mais procurado agora do que antes. Isso talvez pela capacidade que tenho, pelo tempo de trabalho. Eu estudo o roteiro de uma forma teatral e transformo isso em uma forma cinematográfica. É isso o que interessa à TV.
BBC News Brasil — Também tem artistas que dizem que essas jornadas de gravações, sobretudo as das novelas, que são muito longas, podem ser um pouco desafiadoras com a idade. O senhor sente algum tipo de dificuldade?
Fontoura — Se eu dissesse que não, não seria verdade. É claro que sim. O corpo humano tem reações que você não gostaria que ele tivesse. Mas, por um outro lado, há o entusiasmo do fazer. A gente sabe que vai encontrar um trabalho duro pela frente, que não é fácil, então você vai se poupando em todos os setores, passa a ter uma dedicação única em função do trabalho, sua vida fica menos divergente. Você vive praticamente como se estivesse em um santuário, um lugar absolutamente separado.
BBC News Brasil — Após uma carreira tão longa, existe ainda algum sonho ou algum personagem que o senhor gostaria de fazer?
Fontoura — Há inúmeros, e dá uma certa insegurança. Meu Deus, será que vai dar tempo de fazer pelo menos um? Sempre existem coisas que você nunca fez ou porque não havia possibilidade ou porque não havia dinheiro. Isso deixa você frustrado, na expectativa de que um dia possa acontecer. Existem inúmeros papeis que gostaria de fazer. São sonhos. A vida é isso. Você tem que sonhar.
BBC News Brasil — O senhor pensa em se aposentar em algum momento?
Fontoura — Olha, graças a Deus — e tenho que apelar para ele, porque é ele que está me segurando por aqui —, tenho tido uma série de coisas boas. Eu tenho, felizmente, uma saúde boa. Fisicamente estou bem. Também cuido bastante disso. Acho que ainda posso fazer muitas coisas dentro da minha faixa etária, coisas que ainda não fiz e que me dão a possibilidade de sonhar. É importante para mim esse lado lúdico, o lado do sonho, porque sem ele eu não acho que a vida teria um significado maior. Se eu disser que não quero fazer mais nada, que vou fechar, que agora acabou, isso não me agrada. Eu gostaria de estar nessa batalha até quando desse. Aposentadoria é uma palavra da qual fujo, e trabalhar é uma palavra que adoro.
Da esq. para a dir., Tony Tornado, Teca Pereira, Vera Fischer, Reginaldo Faria e Hamilton Vaz Pereira em cena do filme Velhos Bandidos
Divulgação
BBC News Brasil — É muito legal em Velhos Bandidos ver você, Fernanda Montenegro e vários atores seniores, como Tony Tornado e Reginaldo Faria, reunidos.
Fontoura — Esses encontros foram muito agradáveis. As pessoas vinham com tudo. Velhos Bandidos teve esse aspecto primoroso do que cada ator que chegava ao set significava e o que poderia fazer mesmo fazendo pouquinho. Não tinha essa história de fulano entrou, disse uma frase e foi embora. Teve? Sim, mas foi uma grande frase. Uma frase que poderia ser um discurso imenso, porque traz toda uma história por trás. Traz uma vida toda. Nosso elenco é, sim, um elenco de pessoas maduras — amadurecidas, melhor dizendo —, mas que está lá fazendo com o maior prazer por cada um dos personagens. A gente tem uma memória boa e tem o teatro brasileiro todo muito vivo dentro da cabeça, então era muito agradável conversar sobre o passado. Eram grandes tempos — e que nos trouxeram até aqui.
BBC News Brasil — Qual é o segredo para chegar aos 93 anos tão cheio de vida, de projetos e de vontade?
Fontoura — O segredo está nessa conversa. Você vai ver que estou sempre entusiasmado com o que faço. Procuro dignificar a minha profissão, fazer o melhor dentro dela, porque trabalho para o público. Convido as pessoas a entenderem que a vida continua e que, enquanto há vida, há esperança — e essa esperança tem que ser mantida. Por que eu vou querer sair dessa vida de outra forma, a não ser naturalmente? Não quero provocar nada, mas quero continuar assim, trabalhando. Eu tenho muita coisa ainda para fazer, tá?
Estou feliz com a minha profissão, estou feliz com a idade que tenho, estou feliz com os planos que tenho. Sou uma pessoa que planifica muito a vida, e ainda tenho pretensões de dar passos mais difíceis e me superar.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Após hiato de quase quatro anos, BTS está de volta


BTS volta com novo disco e uma nova turnê
YNA/picture alliance
Há anos, o BTS faz parte dos artistas pop mais influentes do mundo. A boy band sul-coreana moldou a onda global do k-pop batendo recordes nas plataformas de streaming e nas paradas musicais, além de construir uma das bases de fãs mais fortes da história da música. Após um longo período de projetos individuais e de serviço militar obrigatório, o BTS está de volta com a formação original.
Os principais detalhes do retorno foram anunciados oficialmente. O novo álbum ARIRANG foi lançado nesta sexta-feira (20), acompanhado por um show gratuito que ocorrerá em Seul no sábado, onde são esperados 500 mil fãs. A plataforma de streaming Netflix transmitirá o show para o resto do mundo.
Fãs do BTS se reúnem no Mané Garrincha, em Brasília, para celebrar retorno do grupo
Projetos solo e serviço militar
BTS significa Bangtan Sonyeondan (em coreano) e também Bangtan Boys (em coreano e inglês). A banda lançou seu primeiro single em 13 de junho de 2013, e com ele, os sete membros catapultaram o k-pop para o estrelato internacional.
A banda celebra o dia 13 de junho todos os anos durante vários dias em Seul, data marca o início de sua carreira meteórica.Um evento popular é o jantar FESTA, no qual os membros da banda se reúnem, comem juntos, leem cartas de fãs e conversam sobre o ano que passou. O jantar é transmitido ao vivo em seu canal oficial no YouTube, BangtanTV, que possui 82,5 milhões de seguidores.
BTS há dez anos em uma cerimônia de premiação de k-pop em Seul
Kim Hee-Chul/dpa/picture-alliance
O FESTA de 2022 foi um evento particularmente significativo. Naquele dia, os integrantes da banda anunciaram uma pausa no grupo para projetos solo e reorientação criativa. Eles falaram abertamente sobre exaustão, a busca por identidade e o desejo de crescer como indivíduos.
Ao mesmo tempo, o serviço militar obrigatório, que todos os homens sul-coreanos devem cumprir – incluindo estrelas pop – estava prestes a começar. O serviço militar impossibilitou que os músicos continuassem trabalhando na banda. Projetos solo, no entanto, eram viáveis.
Assim, cada membro lançou pelo menos um álbum solo ou, como Jin com o Coldplay, fez shows com suas próprias músicas – um processo de amadurecimento criativo acompanhado de perto pela imprensa e pelos fãs. Em junho de 2025, todos os sete membros já haviam concluído o serviço militar.
Integrantes do BTS Jung Kook e Jimin durante o serviço militar
Lee Jin-man/AP Photo/picture alliance
Após a pausa para o serviço militar, os sinais de um possível retorno se intensificaram, e finalmente, foi confirmado, com o lançamento de um novo álbum, um show e uma grande turnê mundial com mais de 80 apresentações, incluindo três no Brasil. A Netflix lançará ainda em 27 de março o documentário BTS: O Reencontro prometendo imagens exclusivas do serviço militar e dos preparativos para a volta do grupo. A banda
Por que o retorno é um evento global?
Os fãs – também conhecidos como ARMY – aguardam ansiosamente o reencontro desde o último álbum da banda Proof (2022). A volta da banda promete não apenas novas músicas, mas também a retomada do senso de comunidade que o BTS e seus fãs construíram juntos.
Fãs do BTS estão espalhados pelo mundo, como essa delegação italiana do ARMY
Lee Jin-man/AP Photo/picture alliance
Apesar do status de superestrelas, a banda mantém um relacionamento próximo com seus fãs. Mesmo antes do anúncio oficial do retorno pela gravadora BigHit, os membros ARMY Gold receberam uma mensagem especial: cartas manuscritas de todos os sete integrantes do BTS. Cada carta trazia a data 20 de março de 2026, o dia do retorno.
Todos os membros do BTS expressaram suas emoções na mensagem, com Jung Kook escrevendo: “sinto muita falta de vocês. Por favor, cuidem bem de nós também neste ano”. RM afirmou que “estávamos esperando com mais ansiedade do que ninguém. O BTS está chegando!”. Por sua vez, Jimin escreveu: “o ano que estávamos esperando finalmente chegou”.
O que o retorno significa artisticamente
ARIRANG apresenta 14 faixas que exploram a fusão da tradição com a estética pop moderna. O título faz referência a uma canção folclórica coreana que simboliza reunificação, saudade e esperança um símbolo propositalmente escolhido após anos de separação.
Eles disseram à revista Rolling Stone que o novo álbum reflete as ideias de todos os membros; que é um projeto consciente do grupo, com o objetivo de recapturar a energia inicial da banda. Após anos de carreiras solo, o retorno visa reunir suas identidades artísticas em constante evolução. O BTS enfatiza repetidamente nas entrevistas que seu retorno se trata principalmente de se apresentar como uma unidade.
O ano de 2026 marca o início de um novo capítulo para o BTS, com o grupo completo, maduro e pronto para remodelar o mundo do k-pop. A banda está mais uma vez estabelecendo novos padrões com um álbum que se inspira conscientemente em suas raízes culturais. Com uma enorme turnê mundial, o grupo pretende ainda mostrar que, mesmo após um longo hiato, não perdeu sua relevância.
O BTS se apresenta no Brasil em São Paulo nos dias 28, 30 e 31 de outubro.
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Fonte: G1 Entretenimento