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Voz de Elza Soares é enfocada como afiado instrumento político do século XXI no livro ‘Insurreição na garganta’


Elza Soares (1930 – 2022) é retratada em ilustração na capa do livro da jornalista Lígia Moreli
Reprodução / Capa do livro ‘Elza Soares – Insurreição na garganta’
♫ CRÍTICA DE LIVRO
Título: Elza Soares – Insurreição na garganta
Autor: Lígia Morelli
Cotação: ★ ★ ★ ★
“Cantar é político! Não se canta sem as marcas ou cicatrizes que dizem sobre um corpo, que agem sobre ele. Cada um canta aquilo que consegue carregar: memórias apagadas, lembranças vagas, marcas que de tão profundas se personificam”
♬ O pensamento reproduzido acima é fragmento do texto escrito pela cantora e pesquisadora musical Fabiana Cozza, “A voz-puíta na carne negra de Elza Soares”, para introduzir o livro “Elza Soares – Insurreição na garganta”, escrito pela jornalista Lígia Moreli e publicado via Edições Sesc. O prefácio de Cozza tem tamanha espessura que, mais do que apresentar o livro, valoriza e complementa a tese da autora.
No livro, a voz e o corpo de Elza da Conceição Soares (23 de junho ou 22 de julho de 1930 – 20 de janeiro de 2022) são dissecados como instrumentos políticos na luta contra o racismo e a violência contra a mulher, entre outras pautas identitárias associadas à cantora carioca, sobretudo a partir de 2015, ano que Elza lançou um álbum, “A mulher do fim do mundo”, que a recolocou no topo da música brasileira com músicas de sonoridade e letras impactantes.
O recorte da narrativa do livro “Elza Soares – Insurreição na garganta” é interessante justamente por mostrar a ruptura que esse álbum antológico de 2015 estabeleceu na discografia da cantora, remodelando e consagrando a imagem de Elza com contornos políticos mais nítidos.
Foi quando a artista – até então quase sempre percebida pela mídia como a estereotipada mulata assanhada dos sambalanços da década de 1960 – ressurgiu como a altiva mulher do fim do mundo, renascida das cinzas de um mercado musical já em galopante mutação para a era digital.
É fato que essa mulher transcendental – vinda do Planeta Fome como a então caloura Elza se apresentou em 1953 no programa de Ary Barroso (1903 – 1964) – sempre existiu e já tinha dado explicitamente as caras em discos como “Somos todos iguais” (1985) e sobretudo “Do cóccix até o pescoço” (2002), álbum muito citado ao longo do livro por ter esboçado a revolução que somente seria efetivada 13 anos depois com o disco de 2015 produzido por Guilherme Kastrup sob direção artística de Celso Sim e Romulo Fróes.
Mas é fato também que Elza Soares somente conseguiu assumir plenamente o controle da própria narrativa a partir desse álbum de 2015, surgido numa era em que todos os artistas tinham voz através das redes sociais, sem depender da mídia para poder se expressar para o mundo e sem depender de uma gravadora para fazer e jogar um disco nesse mundo.
É nesse momento novamente áureo que Lígia Morelli capta e analisa a voz de Elza Soares, enfatizando tanto a ótica politizada do repertório do álbum “A mulher do fim do mundo” como o discurso feito pela cantora no palco do Rock in Rio na estreia do show “Planeta fome”, baseado no homônimo álbum de 2019 e apresentado por Elza no festival em 29 de setembro daquele ano de 2019 com diversos convidados.
Ao longo de três capítulos (“Elza à luz do século XXI”, “Vozes e extremidades do fim do mundo” e “Poética da insurreição na garganta”) e uma conclusão (“Uma voz que ainda move a história”, sobre os ecos da bossa negra e do discurso da artista em vozes como a da cantora Luedji Luna), a autora mostra como Elza Soares levantou a voz para dizer o que se calava, hasteando alto bandeiras como a do feminismo negro.
Por mais que o enfoque esteja na luminosa representatividade da cantora a partir de 2015, a narrativa do livro também reverbera vários momentos da trajetória de Elza Soares em que a cantora subverteu expectativas e passou pelas frestas de portas fechadas para sobreviver, cantando para não enlouquecer (como sublinhou o título da biografia escrita pelo jornalista José Louzeiro e editada em 1997) e sempre renascendo como fênix até transcender definitivamente ao sair de cena em janeiro de 2022 para ficar na história como exemplo de resiliência em um mundo que sempre tentou abafar as falas e o cantar político de vozes negras.
Capa do livro ‘Elza Soares – Insurreição na garganta’, de Lígia Moreli
Divulgação / Edições Sesc

Fonte: G1 Entretenimento

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O passado de Alok em Londres: ‘Eu limpava o chão do bar enquanto o DJ tocava’


DJ Alok nos bastidores da O2 Academy, em Brixton, em Londres
Clément Protin/Divulgação via BBC
Foi com uma sensação agridoce que Alok retornou a Londres, em junho, para abrir sua próxima turnê, Rave the World. Das mesmas calçadas onde agora seus fãs aguardavam a abertura das portas da O2 Academy, casa de shows no lendário bairro de Brixton, o DJ recolhia bitucas de cigarro em 2010, quando se mudou para a capital britânica com o sonho de viver de música.
Ele e o irmão, Bhaskar, tinham começado a tocar juntos e viram algumas faixas terem bom desempenho bem em plataformas de streaming voltadas à música eletrônica. Decidiram mudar-se para Londres, atraídos por um mercado mais aberto ao gênero. Mas os planos não saíram como o esperado, e tudo o que Alok conseguiu para se manter foi um emprego de barback, uma espécie de assistente de barman.
“Vir para cá me dá até alguns gatilhos, sabe? Naquele momento, eu limpava o chão enquanto o DJ tocava, recolhia as bitucas de cigarro da rua enquanto as pessoas ficavam na fila. Muitos brasileiros vêm para cá com um sonho, acabam ralando muito, mas eu não dei conta e voltei para o Brasil”, ele relembrou, em entrevista à BBC News Brasil, antes de subir ao palco.
Esse tipo de trabalho, porém, não lhe era estranho. Foi o mesmo caminho que seus pais, Ekanta e Swarup — que mais tarde se tornariam nomes seminais do psytrance, subgênero psicodélico da música eletrônica, no Brasil — trilharam. A mãe se mudou para Orlando, levando os filhos, para trabalhar como faxineira em uma boate. Foi ali que conheceu o psytrance e decidiu começar a tocar.
“Meu pai foi visitar a gente e acabou curtindo também. Eles começaram a pegar discos de vinil, equipamento de som, levar para o Brasil e tocar para 30 pessoas. Era quase contracultura, porque a música eletrônica não tem matriz brasileira, como samba, pagode, sertanejo e MPB. Como vi esse processo deles, para mim foi natural seguir o meu também”, diz.
Nascido em Goiânia, Alok conta que, até por volta dos 13 anos, era quase nômade. Além da cidade americana conhecida por seus parques temáticos, ele se lembra com detalhes, por exemplo, de quando viveu em Amsterdã, em uma comunidade hippie.
“Meus pais me tiraram da sociedade. Na Holanda, morei em um prédio abandonado que tinha sido um hospital. Depois fui para Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. Quando fui inserido na sociedade, em Brasília, tive um choque de realidade e comecei a questionar meus próprios valores, como se aquilo estivesse completamente fora do sistema”, lembra o DJ, aos 34 anos.
Alok terá cachê de R$ 850 mil
Reprodução
Talvez a família de Alok estivesse mesmo fora do sistema. Mas hoje ele diz que foi justamente isso que o salvou. Quase dois anos depois de acumular tentativas frustradas de se tornar DJ em Londres, decidiu voltar ao Brasil e pensou em retomar o curso de Relações Internacionais. Mas, então, seus próprios pais reprovaram a ideia.
“Meu pai disse para eu abandonar a faculdade e não desistir de ser DJ. Para mim, era muito complexo continuar vivendo de arte. Eu via meu pai e minha mãe passando muita dificuldade financeira, e não queria aquilo. Mas aí tentei dar mais uma chance, larguei o psytrance, que vinha deles, e foi a melhor coisa que fiz”, diz.
Foi nessa época que o DJ começou a se especializar na chamada house music, uma vertente da música eletrônica mais melódica e dançante, com vocais, algo bem diferente do psytrance de seus pais, marcado por batidas mais rápidas e intensas voltadas à atmosfera hipnótica das raves.
A ideia deu certo. Com trabalhos ainda underground, que iam de remixes de Snoop Dogg a Barão Vermelho, ele começou a alcançar audiências na casa dos milhões. Em 2016, lançou a música que levou sua carreira ao patamar que ocupa hoje: “Hear Me Now”, gravada em parceria com o cantor Zeeba, dono dos vocais da faixa, e o DJ Bruno Martini.
Com quase 1 bilhão de reproduções apenas no Spotify, “Hear Me Now” se tornou não só um marco na carreira do DJ, mas também da indústria musical brasileira. Dez anos depois do lançamento, continua sendo a faixa brasileira mais tocada no Spotify, a plataforma de streaming musical mais popular do mundo.
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Depressão e cura com indígenas
O sucesso de “Hear Me Now” não foi suficiente para garantir estabilidade por muito tempo. O problema, afinal, já não era financeiro, mas emocional. Em depressão, Alok decidiu, após assistir a um vídeo de povos indígenas cantando, visitar a aldeia dos Yawanawá, no Acre, a 2,7 mil km de São Paulo, onde vive o DJ.
Após percorrer o país de avião, carro e barco, o DJ conta que recebeu a bênção de um pajé e foi presenteado com um cocar que, embora não use, em respeito à cultura indígena, guarda em casa como lembrança. “Eu fazia música profissional, ocupava o top dez das paradas, e eles faziam música para curar”, diz.
“Aquele momento foi importante para eu quebrar o preconceito de que existe uma cultura mais desenvolvida e de que eles seriam menos desenvolvidos. O que existem são valores e objetivos diferentes. Eu me conectei genuinamente, pela primeira vez, com a natureza.”
Alok recebeu cocar na aldeia Yawanawá, no Acre
Mila Petrillo/Divulgação via BBC
O resultado desse laço foi o projeto “O Futuro É Ancestral”, composto por um disco gravado com diferentes etnias, e uma turnê. Além disso, nasceu uma espécie de biblioteca a partir da gravação de centenas de músicas indígenas para ajudar a preservar essa cultura, a pedido das próprias lideranças com as quais o DJ teve contato.
“Muitas coisas eles não escrevem. Eles transmitem através da música, dos cantos, então quis ajudar a criar este grande catálogo para as novas gerações. Eu mostrei uma gravação para um pajé, e ele chorou. Me disse que cantava aquela música à noite todas as noites à beira do rio para não se esquecer dela”, lembra Alok.
Do palco ao palanque
A conexão com os indígenas levou o artista, que àquela altura já era onipresente nas rádios e na televisão, a fazer suas primeiras manifestações políticas, indo até Brasília e subindo ao palanque contra o marco temporal — a tese de que a demarcação de terras indígenas só pode ocorrer onde estes povos já viviam quando a Constituição de 1988 foi promulgada.
“Os indígenas me disseram: ‘Que legal que você está querendo ajudar a salvar nossa música, nossa cultura, mas tem também que salvar quem canta'”, lembra Alok, que fez parcerias com Organizações das Nações Unidas (ONU) para iniciativas ligadas ao meio ambiente.
O DJ diz ser contra a ideia, que considera cada vez mais difundida, de que a pauta ambiental pertence apenas a um lado do espectro político. Afirma que busca, como artista, amplificar as vozes dos indígenas; e, como pessoa, reduzir o próprio impacto ambiental — para isso, deixou de ter um jato particular e paga empresas que compensam sua pegada de carbono.
“Colocam todo mundo no mesmo bolo, como se a pauta ambiental fosse só de um lado. Isso é uma grande bobeira”, diz.
“Com o negacionismo é difícil conversar. Eu converso, ouço, mas é difícil. O que a gente faz é trazer consciência sobre o assunto, porque, a partir de quando se tem consciência, não é mais um erro, é uma escolha.”
Nova turnê e inteligência artificial
Outro assunto que preocupa Alok é o futuro da nova geração, mote de sua nova turnê, “Rave the World”. Dentro de uma espécie de contêiner de LED com projeções de frases inspiracionais e dançarinos, ele apresenta seu novo set, resgatando sonoridades do início da carreira, inclusive do psytrance.
Conhecido por aparatos tecnológicos superlativos, incluindo canhões de laser que chamam atenção em shows a céu aberto, como o que fez na praia de Copacabana no ano passado, o DJ diz refletir bastante sobre o uso da tecnologia, sem a qual, reconhece, nem sequer seria capaz de exercer sua profissão, mas que, ao mesmo tempo, pode ser perigosa.
Um dos usos que o DJ diz fazer da inteligência artificial (IA) é testar vocais em suas produções, pedindo a um programa que crie vozes inspiradas em determinado cantor ou simplesmente com um timbre feminino ou masculino, antes de convidar um artista para gravar.
“A IA é uma ferramenta maravilhosa e vem para trazer conforto, mas a arte não é só para confortar. É para nos confrontar, fazer refletir”, afirma.
“Temos que ter cuidado para não tirar o ser humano da equação. A IA pode ser uma ferramenta, mas não pode ocupar nosso lugar.”
Alok fez, no Coachella de 2025, apresentação com 50 dançarinos para refletir sobre a humanidade da arte e o uso de inteligência artificial
Valerie Macon/AFP via Getty Images via BBC

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-BBB Milena expõe mensagens racistas recebidas nas redes sociais


Ex-BBB Milena expõe mensagens racistas recebidas nas redes sociais
Reprodução/Instagram
A ex-BBB Milena compartilhou nas redes sociais mensagens racistas que recebeu. A vice-campeã do BBB 26 reuniu diversos comentários ofensivos enviados a ela, incluindo ataques feitos na época em que ainda estava confinada no reality show.
Nos stories, Milena publicou prints das mensagens e repudiou o conteúdo. Segundo ela, o caso será encaminhado para análise jurídica. “Racismo é crime e tudo será tratado com o jurídico”, escreveu ao expor os comentários.
A assessoria de imprensa de Milena Moreira foi procurada pelo g1 para confirmar o registro do boletim de ocorrência, mas não retornou até o fechamento desta reportagem.
Leia também: Saiba como denunciar casos de racismo e de injúria racial
Ex-BBB Milena expõe mensagens racistas recebidas nas redes sociais
Reprodução
Ex-BBB Milena expõe mensagens racistas recebidas nas redes sociais
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Tom Holland diz que foi ignorado por Haaland depois de um convite para jantar


O ator Tom Holland e o jogador norueguês Haaland.
Reprodução
Tom Holland revelou que convidou Erling Haaland para jantar por mensagem direta no Instagram, mas nunca recebeu resposta do atacante do Manchester City. A história foi contada pelo ator durante uma participação no programa “The Tonight Show” e, dias depois, o jogador explicou que ignorou o convite porque não sabia quem era o remetente.
Torcedor declarado do Tottenham, Holland contou que encontrou Haaland em áreas de acesso restrito durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Mônaco. Apesar da oportunidade, disse que não teve coragem de abordar o jogador pessoalmente e decidiu enviar uma mensagem depois.
“Pensei: ‘vou mandar uma mensagem e convidá-lo para jantar’. E não recebi absolutamente nada. Nem um ‘estou ocupado’, nem qualquer resposta”, afirmou o ator, aos risos. Segundo ele, a situação foi “uma experiência de humildade que todo ator precisa viver”.
A explicação para o “vácuo” veio do próprio Haaland. Em entrevista ao programa norueguês “A Laget”, o atacante disse que não reconheceu o perfil de Holland e preferiu não responder.
“Eu não assisto a muitos filmes, então realmente não sei quem muitas pessoas são”, afirmou. O jogador explicou que imaginou se tratar de uma mensagem enviada por um perfil desconhecido.
Mesmo sem conseguir marcar o jantar, Holland disse que continua admirando o camisa 9 do Manchester City, a quem chamou de “incrível” e “uma lenda”.
Questionado se ainda aceitaria encontrar Haaland, o ator aproveitou para brincar com a derrota da Noruega para a Inglaterra por 2 a 0 nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
“Depois do outro dia, acho que ele não aceitaria”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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Dupla de ‘Não mexe nas minhas gavetas’ superou decepções no futebol e nos palcos antes de dominar as rádios em 2026


Conheça a história de Danilo e Davi e do hit “Não mexe nas minhas gavetas”
O primeiro semestre de 2026 das rádios no Brasil foi dominado pelo sertanejo, repetindo o resultado dos últimos anos. Mas, desta vez, o destaque veio com um bordão que saiu das ruas e virou inspiração para um refrão embalado pela sanfona e uma paradinha envolvente.
Com a faixa “Não Mexe nas Minhas Gavetas”, a dupla Danilo & Davi conquistou o topo das paradas e se consolidou como a música mais tocada nas rádios do país nos primeiros seis meses do ano, segundo dados da Crowley.
Para quem nunca ouviu o ditado, a expressão “não mexe nas minhas gavetas” é usada como uma espécie de alerta irônico para afastar os olhares e até atitudes de alguém que dá em cima dos pares de outras pessoas.
Quem vê o sucesso da dupla talvez não imagine sua trajetória, que passou por renúncias, desafios e até passagens pelos campos de futebol.
Em entrevista ao g1, a dupla, que completa seis anos de estrada e é apadrinhada por Marcos e Belutti, falou sobre os bastidores de seus hits, as trajetórias individuais marcadas por desilusões e superações, e a virada definitiva de carreira após a união dos dois com a aposta de um padrinho musical.
Danilo: do controle da TV como microfone aos hits de Marília Mendonça
Danilo e Davi
Cadu Fernandes/Divulgação
Natural de Paracatu (MG), Danilo, de 31 anos, deu os primeiros passos na música aos 9 anos, brincando com o controle da TV como microfone e participando de um festival escolar com “Fada”, de Victor & Leo. “Peguei o segundo lugar não sei como, eu cantava muito ruim”, brinca.
O desejo de levar a carreira a sério só despertou aos 15 anos, quando se mudou para Crixás (GO), tendo como sua maior referência o cantor Luan Santana. Com o apoio da mãe, ele decidiu arriscar tudo e se mudou para Brasília em busca do sonho da carreira solo.
Danilo dividia uma kitnet de cerca de 30 m² com um amigo, e dormia na sala enquanto estudava “modão” no violão e dava suas primeiras canetadas na composição.
Após um encontro com o compositor Gabriel Agra, ele entendeu que as letras poderiam ser a sua porta de entrada para os palcos. Foi ali que decidiu fazer uma pausa em seu lado cantor, que não estava rendendo frutos, e se mudou para Goiânia para se dedicar às composições.
Danilo – ou Gustavo Gomes Pereira, seu nome de batismo – se deu bem no caminho da composição e, hoje, assina mais de 600 músicas, segundo o site do Ecad. Entre elas, estão grandes hits como “10%” (Maiara & Maraisa), “Eu Sei de Cor” (Marília Mendonça), “Medida Certa” (Jorge & Mateus) e “Dois Enganados” (Murilo Huff e Marília Mendonça).
Apesar do sucesso financeiro e o reconhecimento no mercado da composição, o verdadeiro sonho de Danilo continuava sendo os palcos. Em 2018, ele tentou gravar um DVD solo, mas o projeto não deu em nada. Desiludido e com as oportunidades congeladas pela chegada da pandemia em 2020, o artista desabou.
“Fiz uma oração muito forte, chorando em prantos no banho. Falei para Deus que estava fazendo a coisa mais difícil da minha vida, que era desistir. Largar aquele sonho foi muito difícil”, relembra.
Danilo e Davi
Cadu Fernandes/Divulgação
Cerca de dois meses depois, Danilo conheceu Marcos (da dupla Marcos & Belutti) durante uma sessão de composição. Ao vê-lo gravar a voz guia de uma música no celular, Marcos perguntou sobre sua carreira. Danilo contou sua trajetória para o sertanejo, que rebateu dizendo que ele não era artista solo e que tinha uma dupla para apresentar para ele.
O cantor topou e conheceu Davi. Uma semana depois, Wander Oliveira, da WorkShow, o convidou para ser o segunda voz de Netto, na dupla com Henrique, após a morte trágica do parceiro em um acidente de carro.
Apesar de muitos considerarem ser a grande chance na carreira de Danilo, o cantor recusou a proposta para seguir com Davi. “Seis anos depois, tenho a certeza de que respeitar aquele processo foi a melhor decisão da minha vida”, conclui.
Davi: Do trauma no futebol ao apadrinhamento do tio famoso
Se hoje Davi comemora a escolha do parceiro e o primeiro lugar nas rádios, sua adolescência foi desenhada longe dos palcos. Nascido em Santo André (SP), o cantor de 28 anos cresceu em um berço musical — com direito a uma tia-avó caloura do Chacrinha e um tio entre os maiores nomes da música sertaneja, o Marcos, dupla de Belutti. Ainda assim, ele acabou se encantando mais pelo esporte na adolescência.
Aos 13 anos, Allan Marcelo De Souza Celestino (nome de batismo de Davi) passou em um teste para o Velo Clube e foi morar no alojamento do time. A experiência, segundo ele, foi traumatizante. Após meses de treinamento, Davi foi desligado do time. “Foi minha primeira decepção.”
De volta a Santo André, Davi sentiu o desejo de cantar falar mais alto ao ver o coral dos adolescentes na Igreja Batista. Mas os primeiros passos não foram como ele sonhava. Convidado por sua prima Larissa (filha de Marcos) para cantar no coral de outra igreja, ele tomou um choque de realidade.
“Eu não tinha experiência em coral. O professor ficou sem paciência nenhuma comigo e gritou na frente de todo mundo porque eu não tinha tanta técnica. Voltei para a casa triste, dizendo que a música não era para mim.”
Danilo e Davi
Cadu Fernandes/Divulgação
Davi persistiu e virou o solista principal dos adolescentes. Até que começou a sentir que, enquanto cantava na igreja, pensava muito em si. “Senti que ali já não era mais adoração. Decidi que iria para a música sertaneja e, quando estivesse na igreja, seria apenas para adorar a Deus, sem me importar com o que pensam da minha voz ou como eu estava me portando”.
Ao pedir apoio ao seu tio, ouviu que precisava “pegar experiência na noite por uns dois anos”. Quando finalmente entrou em estúdio para gravar com Marcos, o resultado foi frustrante: “Foi um fiasco. Cantei tudo errado e senti que tinha decepcionado ele. Pensei em desistir, mas ouvi de novo aquela voz: ‘tenta mais uma vez'”.
Entre barzinhos e botecos, Davi chegava a fazer 22 shows por mês com cachês de R$ 200. Mas com a chegada da pandemia, tudo parou. Uma nova conversa com Marcos levou ao encontro de Danilo e Davi.
Finalmente, o encontro: conexão instantânea
Com as histórias unidas, a conexão entre a dupla foi instantânea. E apesar de já ter uma condição financeira estável com as composições, Danilo fez questão de começar do zero e viver a realidade da estrada com Davi.
“Quando aceitei a dupla, tive que regredir bastante em questão de qualidade de vida, porque eu tinha a minha renda com as composições. Mas quis passar a mesma coisa que o Davi iria passar. Quando a gente começou, nossos shows eram de R$ 8 mil, R$ 10 mil. A gente entrava na van e viajava 30 horas de Goiânia até o Rio Grande do Sul para tocar para 30 pessoas. O segredo do sucesso é viver o processo e esperar o tempo”, destaca Danilo.
Hoje, a realidade é bem diferente. Questionados se a sequência de hits no topo das paradas ajudou a acrescentar “zeros à direita” no cachê da dupla, eles não escondem a felicidade da virada financeira.
“Deu uma melhoradinha boa, graças a Deus”, brinca Davi. “Antes a gente comprava roupa só em lugares duvidosos, agora estamos comprando Zara”, diverte-se Danilo.
O nascimento de um hit: ‘Música do Povão’
Danilo e Davi
Cadu Fernandes/Divulgação
“Não Mexe nas Minhas Gavetas” nasceu em um campings de composição da dupla, feito sob medida para o último DVD, “Aliança”.
Danilo explica que a faixa surgiu da busca por um bordão popular.
“Eu gosto muito de compor sobre bordões. ‘Não mexe nas minhas gavetas’ é aquele ditado para quando alguém tá mexendo nas suas coisas, na sua ficante, na sua namorada”, conta Danilo.
O refrão chiclete, contudo, ficou guardado no bolso por um ano e quatro meses. “A gente segurou ela tanto tempo porque ainda não tinha quando iríamos gravar um novo projeto. E quando começamos e camping, foi o momento em que ‘Apaga Apaga Apaga’ começou a tracionar”, conta Danilo, citando outro hit da dupla.
A música foi destaque no Top 10 do Spotify ao longo de quase todo o ano de 2025. Inicialmente, “Apaga Apaga Apaga” era uma encomenda para a dupla Diego e Victor Hugo. Mas ao colocar a voz, a dupla decidiu ficar com ela.
“Eles estavam esperando a música, mas não chegou. A gente cortou o caminho”, brinca Danilo.
O Laboratório dos ‘Campings’ e as críticas do mercado
Responsáveis por assinar cerca de 90% do próprio repertório, Danilo & Davi defendem os campings de composição — reuniões imersivas com vários compositores —, um formato que costuma receber críticas de sertanejos mais tradicionais.
Em recente entrevista, por exemplo, Chitãozinho, dupla de Xororó, falou sobre esse processo de composição.
“Eu acho que a música sertaneja hoje está muito mecanizada. Ela está muito feita em série. Os caras se juntam em estúdios, nos campings, num lugar, e meia dúzia de pessoas fica fazendo música. E dali saem alguns sucessos. “Mas eu não acredito que a música que faz sucesso imediato, vá ficar”, analisou o sertanejo.
A dupla discorda das críticas ao processo de composição. Para Davi, os campings foram vitais, não só para a produção de seus hits, mas também para encontrar a identidade da dupla, que passou por um período de incertezas.
“A gente viveu num laboratório até mais ou menos 2023, quando a gente não sabia o que gravar, qual era a cara do Danilo e Davi. E foi justamente dentro desses campings que a gente conseguiu desenvolver as características da dupla”, relembra.
Danilo também defende a composição em grupo. “A maioria dos artistas não participa dos campings. Eles vão só para ouvir as músicas e chegam lá e falam, não é isso que eu queria. Se você não participar, se não tiver ali botando a mão na massa, você não vai saber o que é bom para você.”
Danilo e Davi encerra o Festival do Coco em Mâncio Lima neste domingo (14)
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Como funciona o ‘Instagram chinês’, que atraiu usuários do TikTok e fez turismo explodir


RedNote
Anna KURTH / AFP
O Xiaohongshu, aplicativo de estilo de vida mais popular da China, se prepara para abrir capital ainda este ano. Conhecido como “Instagram chinês”, ele permite que usuários publiquem fotos, vídeos e transmissões ao vivo.
O serviço é chamado no Ocidente de RedNote, tem um visual parecido com o da rede social americana Pinterest e chamou atenção depois de receber usuários do TikTok nos EUA, em meio à expectativa do bloqueio do aplicativo no país.
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Agora, o Xiaohongshu também mostra seu impacto no turismo na China, onde os trajetos domésticos atingem níveis recordes. Viajantes usam o aplicativo para descobrir novos destinos e planejar roteiros em locais fotogênicos.
Um lago no bairro histórico de Shichahai, em Pequim, é um dos vários pontos “daka”, isto é, que são considerados parada obrigatória na cidade, e que atraem cada vez mais pessoas por conta do Xiaohongshu.
JN na China: ao vivo da Grande Muralha, em Pequim, série especial conta a história do sistema político do país
Por lá, há uma concorrência acirrada entre fotógrafos que fazem retratos de mulheres vestidas com trajes tradicionais. As imagens têm um destino: o Xiaohongshu.
Em uma segunda-feira recente, a fotógrafa Li Geng, de 18 anos, oferecia seus serviços aos turistas que passavam pelo local. Ela cobrava 10 yuans (cerca de R$ 7,60) por retrato.
A poucos metros dali, outros fotógrafos davam instruções a jovens com roupas elegantes, que faziam o sinal de vitória com os dedos e arqueavam as costas diante das câmeras.
Li contou à AFP que a disputa por clientes é intensa, já que muitos concorrentes têm forte presença nas redes sociais. Um deles tem 45 mil seguidores no Xiaohongshu e cobra preços mais baixos.
Inspiração para viagens
A China registrou um recorde de 6,5 bilhões de viagens domésticas em 2025, de acordo com a agência Xinhua. O resultado representou um aumento de 16% em relação a 2024.
No período, a base de usuários do Xiaohongshu também cresceu, passando de 300 milhões, em 2024, para 350 milhões de usuários ativos mensais, em 2025, segundo a plataforma de análise de dados Qiangua.
A rede social impulsionou negócios pouco conhecidos e levou multidões a destinos fora dos roteiros tradicionais, como Zibo, uma tranquila cidade industrial da província de Shandong, depois que seus espetinhos de churrasco baratos e marinados viralizaram.
Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote
Reprodução
A turista Mina Chen, que visitava Shichahai com a irmã, planejou toda a viagem a Pequim com base nas recomendações de outros usuários. “Hoje, ele é indispensável para mim”, disse a estudante de 20 anos à AFP.
O Xiaohongshu é hoje o primeiro lugar onde “muitos viajantes jovens” buscam inspiração, disse Ming Yii Lai, consultora sênior de estratégia da Daxue Consulting.
Mas o turismo estimulado pelo Xiaohongshu também trouxe problemas, como o excesso de visitantes em locais que viralizaram e a dependência excessiva de empresas em relação ao tráfego gerado pela plataforma, explicou Lai.
Publicações patrocinadas por restaurantes e destinos turísticos também geraram críticas quando as recomendações não corresponderam às expectativas dos visitantes.
‘Refugiados’ do TikTok
O aplicativo ganhou atenção internacional em 2025 quando o plano do governo americano de proibir o TikTok levou usuários dos Estados Unidos, apelidados de “refugiados”, a migrar para o RedNote, versão ocidental do Xiaohongshu.
Nas últimas semanas, o “Instagram chinês” voltou às manchetes por seu preparativo para apresentar de forma confidencial uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Hong Kong, segundo veículos como o Wall Street Journal.
A AFP entrou em contato com a empresa para comentar a informação.
As mulheres jovens de cidades ricas da China são a principal base de usuários do Xiaohongshu, de acordo com a Qiangua. Mas a rede social também está atraindo falantes de chinês em países como Malásia e Singapura.
O aposentado singapurense Ernest Phua usou o aplicativo para planejar viagens a Cantão e Yunnan, buscando em mandarim “estratégias de viagem” e recomendações.
“Se queremos saber como é realmente a vida na China” e descobrir o que os moradores gostam de fazer, comer e visitar, “o Xiaohongshu tem muito conteúdo”, afirmou.
Meng Jiaxuan, de 20 anos, vestida com um traje tradicional em Shichahai, contou que até as poses de sua sessão de fotos foram pesquisadas no aplicativo. “Não importa o que seja, eu simplesmente procuro no Xiaohongshu”, disse.
JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos

Fonte: G1 Entretenimento

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Xande de Pilares avaliza álbum em que Ian Coury e Igor Souza propõem ‘novos caminhos’ para o choro e o samba


Ian Coury (à esquerda) e Igor Souza (à direita) regravam o samba ‘Tá escrito’ em feat com Xande de Pilares
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♫ NOTÍCIA
♬ A foto acima flagra Xande de Pilares (ao centro) no estúdio entre o bandolinista Ian Coury (à esquerda) e o violonista Igor Souza. Na ocasião, Xande pôs voz na única faixa cantada do primeiro álbum em dupla dos jovens instrumentistas, “Novos caminhos”.
O feat acontece na regravação do samba “Tá escrito” (Xande de Pilares, Carlinhos Madureira e Gilson Bernini, 2009), um dos maiores sucessos do cantor e compositor projetado como vocalista do Grupo Revelação. Feita com a adesão do percussionista Pretinho da Serrinha, a regravação de “Tá escrito” será lançada em single na quinta-feira, 16 de julho, como primeira amostra do álbum “Novos caminhos”.
Programado para ser apresentado em 28 de agosto, em edição da gravadora Biscoito Fino, o álbum “Novos caminhos” é essencialmente instrumental e contabiliza oito faixas, sendo sete temas autorais e o sucesso do Revelação.
Dos sete temas autorais, “ Baião cansado” é a única composição da lavra de Igor Souza. As outras seis músicas são de autoria de Ian Coury. Entre elas, há “Choro sincopático”, “Gala” e “Mexidinho”.
Afinados na paixão pela música brasileira, os dois músicos propõem outros olhares para gêneros nacionais como choro e samba no álbum “Novos caminhos” através do diálogo entre o bandolim de 10 cordas e o violão de sete cordas.
Nascido em Brasília (DF) e graduado pela Berklee College of Music, Ian Coury é bandolinista, compositor, arranjador, educador e produtor musical, já tendo dividido o palco com artistas do naipe do saxofonista cubano Paquito D’Rivera, da cantora e violonista Rosa Passos e do bandolinista Hamilton de Holanda.
Já Igor Souza tem 25 anos e é violonista (de sete cordas), arranjador, produtor musical e professor, sendo Mestre em Ensino de Práticas Musicais pela UNIRIO e doutorando em Música, além de ter colaborado em trabalhos com Caetano Veloso e Esperanza Spalding.

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Namorada de Lamine Yamal celebra classificação da Espanha pra final da Copa: ‘Nos vemos em NY’


Lamine Yamal e namorada Inés García (esq.) celebrando classificação da Espanha
Reuters e Reprodução/Instagram
A influenciadora Inés García, namorada do jogador espanhol Lamine Yamal, celebrou a classificação da Espanha para final da Copa do Mundo.
A seleção espanhola venceu a França nesta terça-feira (14) por 2 a 0 e vai disputar a chance de vencer seu segundo título da competição.
No stories do Instagram, García celebrou a vitória do namorado. “Nos vemos em Nova York!”, escreveu.
A final da Copa do Mundo será disputada no domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, região metropolitana de Nova York.
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Penélope Cruz comemora vitória da Espanha sobre a França e ida à final da Copa: ‘Felicidades!’


Penélope Cruz comemora ida da Espanha à final da Copa do Mundo de 2026
Reprodução
Penélope Cruz comemorou a vitória da seleção da Espanha na Copa do Mundo 2026 nesta sexta-feira (10). “Vamos, Espanha! Felicidades!”, escreveu a atriz espanhola no Instagram (veja acima).
A partida terminou com vitória da Espanha por 2 a 0, com gols de de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro.
A Argentina e a Inglaterra se enfrentarão na quarta-feira (14) para decidir quem segue para a final da Copa do Mundo.
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Daveigh Chase, atriz de ‘O Chamado’ que morreu aos 35 anos, deixou patrimônio de R$ 2 milhões


Daveigh Chase, voz de ‘Lilo & Stitch’ e atriz de ‘O Chamado’ morta aos 35 anos
Getty Images
A atriz Daveigh Chase, que morreu aos 35 anos de Aids, deixou um patrimônio de US$ 400 mil (R$ 2 milhões, na cotação atual).
Segundo o jornal “Los Angeles Times”, a mãe da atriz, Cathy Chase, entrou com um pedido para se tornar administradora do espólio da filha, que faleceu sem deixar testamento.
Os documentos com relação ao inventário de Daveigh foram protocolados na Justiça de Los Angeles no último dia 8 de julho.
A família da atriz afirmou em entrevistas à imprensa norte-americana que ela passou seus últimos dias vivendo em situação de rua.
Daveigh Chase, atriz de ‘O Chamado’ e dubladora de ‘Lilo & Stitch’, morre aos 35 anos
Chase, que fez a Samara em “O Chamado” e dublou Lilo em “Lilo & Stitch”, morreu no dia 16 de junho, aos 35 anos.
Segundo relatório do instituto de exames médicos de Los Angeles, a atriz faleceu em decorrência de Aids e do abuso de substâncias.
De acordo com a rede de televisão norte-americana “NBC”, o documento aponta ainda que o “uso crônico de múltiplas substâncias” também contribuiu para a morte da atriz.
Viver com o HIV é diferente de ter Aids. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células do sistema de defesa chamadas CD4 e nos torna mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e ao câncer.
Aids é a síndrome da imunodeficiência adquirida, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à falência do sistema de defesa, caracterizada por uma série de infecções oportunistas e câncer.
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Fonte: G1 Entretenimento