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‘Preciso ser invisível e onipresente no set’: conheça Victor Jucá, fotógrafo de ‘O Agente Secreto’


Set das filmagens de “O Agente Secreto”, no Recife
Victor Jucá
Diferente de um diretor de fotografia, um fotógrafo still (ou fotógrafo de cena) é responsável por fazer os cliques que serão utilizados nos materiais de divulgação de um filme.
Em “O Agente Secreto”, essa função ficou a cargo de Victor Jucá, pernambucano de 41 anos, que trabalha com Kleber Mendonça Filho desde “O Som ao Redor” (2012).
Victor Jucá, 41 anos, fotógrafo de cena de “O Agente Secreto”
Ligia Tiemi Sumi
No longa indicado a quatro categorias no Oscar 2026, Jucá teve a missão de fazer a “vitrine” do projeto. É dele a famosa foto de Wagner Moura usando um orelhão amarelo, que rodou o mundo como uma das primeiras imagens divulgadas do filme.
VEJA: Fotos inéditas de bastidores de “O Agente Secreto” no fim da matéria.
Wagner Moura em ‘O Agente Secreto’
Victor Juca
“Eu falei ‘Waguinho, telefone pra tu’. Ele estava tomando um café no intervalo entre uma cena e outra e entrou na brincadeira. Sem dúvidas, é a minha foto com maior alcance.”, comenta o fotógrafo em entrevista ao g1.
Camuflado dentro do set
Kleber Mendonça Filho durante as gravações de “O Som ao Redor”
Victor Jucá
Primo de Kleber Mendonça Filho, Jucá destaca que a parceria entre fotógrafo e diretor exige uma sintonia fina.
Segundo ele, a grande vantagem do fotógrafo still é a mobilidade: enquanto a câmera de cinema muitas vezes está limitada a um trilho ou posição fixa, o fotógrafo consegue circular pelo cenário em busca de ângulos que o filme não alcança.

“Eu tenho liberdade para criar imagens que não estarão no corte final do filme, por exemplo. Mas para isso, eu preciso ser invisível para não atrapalhar e onipresente para não perder o ‘ouro’.”
Set de filmagens do filme “Fim de Festa”, do diretor Hilton Lacerda
Victor Jucá
Entre as peças criadas por ele estão a foto oficial do passaporte de Marcelo (Wagner Moura) e a que o protagonista carrega dentro do carro, mostrando Fátima (Alice Carvalho) e o pequeno Fernando (Enzo Nunes).
O pôster de “Aquarius”
Atriz Sônia Braga fotografada no set do filme ‘Aquarius’
Victor Jucá
Outro registro de sua autoria é a foto que se tornou o cartaz oficial de “Aquarius” (2016). A imagem traz Sônia Braga entrando no Edifício Oceania, na Praia de Boa Viagem, no Recife, em instante de bastidor.
Sônia Braga nos bastidores de “Aquarius”, no Edifício Oceania, Recife.
Victor Jucá
Assim como ocorreu com Wagner Moura no orelhão, a foto de Sônia não é um frame captado em um momento de gravação do filme, mas uma criação provocada pelo fotógrafo.
Kleber e Sônia durante gravações de “Aquarius”
Victor Jucá
“Tínhamos acabado de filmar na praia e a equipe ia atravessar a rua para voltar ao prédio. Sônia foi na frente com a assistente de direção e eu pedi para ela parar ali um instante. Ela ama ser fotografada”, relembra Jucá.
Sônia Braga e Lia de Itamaracá durante as gravações de “Bacurau”, em Parelhas, no Rio Grande do Norte
Victor Jucá
O corre e o close
Formado em Publicidade, Jucá iniciou sua carreira profissional na fotografia em 2007. Antes de se consolidar como still nos sets de filmagem, circulou por diversas áreas: de casamentos e campanhas publicitárias até festivais de dança e teatro.
A transição para o audiovisual ocorreu em 2009 e, no ano seguinte, iniciou a duradoura parceria com Kleber Mendonça Filho que segue até hoje.

Ao g1, o fotógrafo antecipou um projeto que a dupla pensa em colocar em prática após a temporada de premiações:
“Um livro com as fotos dos bastidores de O Agente Secreto. Ainda não batemos o martelo, mas temos esse plano de compilar esses registros onde eles merecem estar”, revela.
Atriz Maeve Jinkings no set das gravações de “O Som ao Redor”
Victor Jucá
Com mais de uma dúzia de produções no currículo, o portfólio de Jucá inclui títulos de peso do cinema nacional recente:
“Entre Irmãs” (Breno Silveira) (2017)
“Divino Amor” (Gabriel Mascaro) (2019)
“Fim de Festa” (Hilton Lacerda) (2019)
“Cangaço Novo” (Aly Muritiba e Fábio Mendonça) (2023)
“Sem Coração” (Nara Normande e Tião) (2024)
“Dormir de Olhos Abertos” (Nele Wohlatz) (2024)
Filmagens da série “Cangaço Novo” no interior da Paraíba.
Victor Jucá
CONFIRA: Abaixo, fotos inéditas das gravações de “O Agente Secreto”.
Kleber e Wagner durante as gravações de “O Agente Secreto”
Victor Jucá
Kleber e Wagner no set de “O Agente Secreto”
Victor Jucá
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante as gravações de “O Agente Secreto”
Victor Jucá
Udo Kier no set de “O Agente Secreto”. Ator faleceu em novembro de 2025, semanas após a estreia brasileira do filme
Victor Jucá
Wagner Moura no set de “O Agente Secreto”
Victor Jucá
Wagner Moura em “O Agente Secreto”
Victor Jucá
Wagner Moura em “O Agente Secreto”
Victor Jucá

Fonte: G1 Entretenimento

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Tânia Maria, a garota-propaganda: como a atriz de ‘O Agente Secreto’ está faturando com seu carisma


Como a atriz Tânia Maria, de ‘O Agente Secreto’ está lucrando com seu carisma
Destaque em “O Agente Secreto”, a atriz Tânia Maria, de 79 anos, se tornou um dos nomes queridinhos do mercado publicitário brasileiro.
Desde o lançamento do longa, em novembro passado, a potiguar já estrelou cerca de 20 campanhas apenas no Instagram.
Em uma delas, ela aparece ao lado do cantor João Gomes, para divulgar uma marca de produtos de limpeza.
O carisma da artista também atraiu empresas de diferentes setores, como “Caixa”, “Volkswagen”, “Casas Bahia”, “Uber” e “Heineken”. Além de propagandas para “HBO Max”, “TNT” e “Youtube”.
Cachês
Tânia Maria vestida de vilã do filme ‘A Hora do Mal’ em publicidade na internet
Reprodução: redes sociais
O g1 teve acesso às informações de um dos contratos da atriz, referente à uma campanha do Governo de Pernambuco para a divulgação do Carnaval.
O pacote publicitário incluía uma inserção de 30 segundos na TV aberta, anúncios em outdoors e traseiras de ônibus, jingles em rádios e postagens nas redes sociais.

Realizada pela Empetur (Empresa de Turismo de Pernambuco), a campanha teve um orçamento de R$ 6.992.040,38. Pelo trabalho, a atriz recebeu um cachê de R$ 200 mil.
“A escolha de Tânia tem a ver com o carisma dela e esse momento de destaque de Pernambuco no cinema mundial. A ideia foi conectar essa visibilidade com o nosso Carnaval”, disse Eduardo Loyo, presidente da Empetur, ao g1.
Na prateleira dos grandes
Tânia Maria está sendo agenciada por Ilana Brakarz, cujo portfólio inclui nomes do primeiro escalão da TV Globo como Isis Valverde, Gabriel Leone e Humberto Carrão.

O g1 procurou a agência para confirmar o número exato de contratos ativos da atriz no momento, mas a equipe optou por não abrir detalhes sobre as parcerias comerciais.
O poder do engajamento
Embora tenha menos de 150 mil seguidores no Instagram, as métricas da atriz revelam um poder de entrega que supera o de muitos influenciadores grandões por aí.
Um exemplo desse fenômeno é sua colaboração recente com a rede de fast food “Burger King”. No vídeo, ela celebra a indicação de “O Agente Secreto” ao Oscar sob a legenda de “diva do cinema”. O conteúdo superou a marca de 11 milhões de visualizações.
Nem sempre foi assim
Cena do filme ‘Bacurau’
Victor Jucá
Antes de ser descoberta pelo cinema, Sebastiana Maria de Medeiros Filho (seu nome de registro), era uma costureira aposentada. Morava no povoado de Santo Antônio da Cobra, no Rio Grande do Norte, a cerca de 90 quilômetros da capital.
A estreia nos cinemas aconteceu com “Bacurau” (2019), quando produtores do filme foram até sua comunidade em busca de figurantes.
Em entrevista à revista “piauí”, Tânia revelou sempre querer ser atriz, só “não imaginava que teria chances nessa altura da vida”.
Após a estreia de “O Agente Secreto”, em material de divulgação do filme nas redes, Tânia não fez cerimônia ao ser questionada sobre um desejo para o futuro: “Que venha muito filme para eu ganhar dinheiro”.
Saúde e planos futuros
Tânia Maria em ‘Yellow Cake’, novo filme de Tiago Melo
Foto: Divulgação
Apesar do sucesso comercial e da indicação do longa ao Oscar, a atriz não viajou com o elenco para Los Angeles para a cerimônia deste domingo (15).
Por recomendações médicas, ela permanecerá no Brasil para priorizar seu bem-estar.
Com novos projetos já divulgados, Tânia estará no filme “Yellow Cake”, de Tiago Melo. O longa é um sci-fi que se passa em Picuí, no sertão da Paraíba.

A trama acompanha um grupo de cientistas que tenta erradicar o mosquito Aedes Aegypti, portador da dengue, por meio de um experimento com urânio.
No Brasil, o filme ainda não tem data para chegar aos cinemas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Recife no Oscar: como tecnologia transformou cidade em personagem no filme ‘Agente Secreto’


Tecnologia transforma a cidade de Recife em personagem no filme O Agente Secreto
Falta pouco para a festa do Oscar e expectativa é grande no Recife. Em “O Agente Secreto”, a tecnologia transformou a cidade em personagem.
No Recife, o tubarão saiu da vida real e foi parar na tela do cinema, em uma das cenas do filme “O Agente Secreto”.
Depois das gravações, a réplica do tubarão-tigre foi doada para uma universidade federal. Virou atração.
“Quando ele foi liberado para ser exposto, aí todo mundo no laboratório queria ver, queria tirar foto, foi um ‘auê’ aqui, foi muito bacana”, diz Mari Rêgo, pesquisadora e coordenadora do NEA / UFRPE
“O Agente Secreto” é ambientado no Recife. Diversos pontos da cidade serviram de locação.
O Parque Treze de Maio, o Ginásio Pernambucano e o Cinema São Luiz, onde a atriz Mariza Moreira gravou uma participação no filme.
“Eu olhava o meu sapato, eu olhava aquele cigarro, as vitrines, os carros, e eu me lembrava, misturava memória com o que eu estava vendo ali agora, né”, comenta Mariza Moreira, atriz.
Para o diretor Kleber Mendonça Filho, a cidade onde nasceu é universal.
“O Recife está no Oscar da mesma maneira que durante tantos anos, eu vi filmes franceses, americanos. Eu vi Paris, Nova York, Los Angeles, e, dessa vez, a gente tem um filme feito em Recife, Pernambuco, que está sendo visto no mundo inteiro”, destaca Kleber Mendonça Filho, diretor de “O Agente Secreto”.
O Recife, mais que cenário, também é personagem de “O Agente Secreto”. Boa parte das cenas do filme – indicado ao Oscar em quatro categorias – foi filmada lá. Mas, para contar uma história que se passa no final da década de 1970, vários pontos da cidade precisaram entrar no túnel do tempo com a ajuda da tecnologia.
Os letreiros nos prédios, o chão da ponte, o ônibus… a equipe de VFX ou efeitos visuais reconstituiu tudo digitalmente.
“Boa parte disso foi feito com pesquisas iconográficas, de foto e de vídeo. Eu organizava esse material e enviava diretamente para a casa de VFX, e lá eles tinham uma base suficiente para construir cenários virtuais, para acrescentar placas antigas”, explica André Pinto, supervisor de efeitos visuais no set.
Voltar ao passado abriu as janelas do mundo para o Recife. É o futuro do cinema que, por Recife, já chegou.
“Que bacana ‘O Agente Secreto’ dar essa visibilidade a uma cidade e mostrar que o cinema não é preciso ser feito apenas nos grandes centros. As pessoas perguntam muito ‘ah, você acha que vai ganhar o Oscar?’. Olha, para mim já ganhou! O prêmio já está aí, é esse reconhecimento que o filme tem”, diz Alexandre Figueiroa, crítico e professor de cinema.
Tecnologia transforma a cidade de Recife em personagem no filme O Agente Secreto
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: produções internacionais participam da disputa de melhor filme pelo oitavo ano consecutivo


Produções internacionais participam da disputa de melhor filme pelo oitavo ano consecutivo
O Jornal Nacional foi para Los Angeles saber dos preparativos finais da premiação do Oscar.
Depois de um mês de montagem, o tapete vermelho está finalmente pronto. A cerimônia do Oscar vai acontecer daqui a menos de 24 horas, um momento de muita ansiedade para os finalistas.
Em uma entrevista com o diretor Kleber Mendonça filho, ele admitiu que os concorrentes são muito fortes, mas falou que está confiante de quem o filme leve ao menos uma estatueta para casa. O filme brasileiro “Agente Secreto” concorre a quatro indicações.
Dezenas de estrangeiros vão passar pelo tapete vermelho, incluindo, 30 artistas do filme o “Agente Secreto”, isso porque há anos os estrangeiros vem ganhando força na cerimônia do Oscar.
Quantos idiomas tornam uma festa inesquecível? A emoção não precisa ser traduzida.
Por muito tempo, o inglês foi o único idioma escutado no Oscar e uma a foto de 1927 ajuda a explicar o porquê: são atores, diretores e roteiristas que fundaram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Entre as 36 pessoas, apenas três mulheres.
A composição do grupo revela a estrutura por trás da indústria naquela época. Em 1929, eles criaram o Oscar, uma premiação para estimular o avanço do cinema nos Estados Unidos.
Ao longo do século XX, Hollywood se consagrou como a capital mundial do cinema. A eficiência das grandes produções e o desenvolvimento de efeitos especiais se tornaram referência em todo o planeta.
As cenas rodadas lá ganharam o público e conquistaram o reconhecimento internacional. Demorou para as produções de fora serem convidadas para a festa.
A categoria de melhor filme internacional foi criada na 29ª edição do Oscar, em 1957. Em 2025, essa categoria rendeu ao Brasil a primeira estatueta da História, com um Oscar para ‘Ainda Estou Aqui’.
Em 2026, pelo oitavo ano seguido, filmes internacionais aparecem na lista de indicados ao prêmio mais esperado da noite: o de melhor filme. Até agora, o único estrangeiro a vencer nesta categoria foi parasita em 2020.
“É uma evolução que está se confirmando e que vem muito de um trabalho da própria academia”, diz Emilie Lesclaux, produtora de “O Agente Secreto”.
Na categoria de melhor ator, Wagner Moura é o único concorrente que não nasceu nos Estados Unidos. O primeiro brasileiro e apenas o sexto latino a concorrer.
“É uma estatística estarrecedora. Eu acho uma estatística que diz bastante sobre ainda as barreiras que há com relação, sobretudo aos latinos, que são uma parte muito grande. Eu espero que é essas indicações, essa atenção que eu tenho recebido, que isso abra portas para novos atores mais jovens”, destaca Wagner Moura.
Gabriel Domingues, de “O Agente Secreto”, concorre numa categoria estreante no Oscar deste ano que é a de “Melhor Seleção de Elenco”. E Adolpho Veloso, na categoria melhor fotografia com o filme “Sonhos de Trem”.
A Globo vai transmitir a cerimônia do Oscar neste domingo (15), logo depois do Fantástico.
Produções internacionais participam da disputa de melhor filme pelo oitavo ano consecutivo
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Matheus Torres faz confissões na toada existencial do primeiro álbum do artista projetado no reality ‘Estrela da casa’


Matheus Torres lança o primeiro álbum, ‘Tanta pressa’, na próxima quinta-feira, 19 de março
Matheus L Herbele / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Queria um par de asas para fugir desse inferno que habita o meu peito”, confessa Matheus Torres no verso inicial de “A mil”, canção que fecha em atmosfera íntima o primeiro álbum do artista mineiro de 33 anos, “Tanta pressa”, no mundo a partir da próxima quinta-feira, 19 de março.
“O mundo é grande / Deve ter algum lugar / Para chamar de meu / Para chamar de paz / Para chamar de lar”, reflete o cantor nos versos que compõem o refrão dessa canção autoral gravada somente com o violão de Matheus, instrumento exposto com o dono na foto de Matheus L Herbele estampada na capa do álbum “Tanta pressa”.
Três anos após debutar no mercado fonográfico com o EP “Pode ser” (2023), Matheus Torres lança o primeiro álbum no embalo da projeção nacional obtida em 2024 com a participação do cantor na primeira temporada do reality show musical “Estrela da casa” (TV Globo).
Gravado e mixado no estúdio Nave 33, no Rio de Janeiro (RJ), entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano de 2026, o álbum “Tanta pressa” tem produção musical orquestrada por Juliano Cortuah com o próprio Matheus Torres.
Ao longo do álbum, as músicas se apresentam em embalagem convencional geralmente pop, como mostram as faixas “Não é o fim” e “Ponteiros”. Contudo, há espaço para uma canção como “Sonho de papel”, formatada somente com a voz e os violões do artista e escolhida pela gravadora Universal Music para promover o álbum no mercado.
Precedido pelo single que apresentou em 18 de dezembro a música-título “Tanta pressa”, o álbum transita entre a pegada mais enérgica e quase roqueira de faixas como “Pra saber fazer” e a delicadeza melódica de canções como “Se você soubesse”.
À medida em que o disco avança, a atmosfera fica mais ou menos menos pop até chegar no tom essencialmente íntimo da supracitada canção “A mil”.
Matheus Torres assina oito das nove músicas que compõem o repertório essencialmente autoral do álbum “Tanta pressa”. A exceção é “Amantes”, composição de autoria de Maurílio, amigo do artista.
Matheus toca violão, guitarra e eventualmente baixo no álbum gravado com músicos como Pedro Malcher (teclados e sintetizadores) e Wesley Castro (bateria).
Detalhe: além de ser cantor, compositor e multi-instrumentista, Matheus Torres também é escritor, tendo publicado no ano passado o livro “Nuvens passam rápido” (2025), diário de memórias com crônicas e poemas que se afinam com o tom confessional do álbum “Tanta pressa”.
Capa do álbum ‘Tanta pressa’, de Matheus Torres
Matheus L Herbele

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Agente Secreto’ no Oscar: as chances do filme na premiação, segundo críticos de cinema


Wagner Moura em cena de “O Agente Secreto”, do diretor Kleber Mendonça Filho
Divulgação
O Brasil volta a entrar em “clima de final de Copa do Mundo” neste domingo (15). Mas, pelo segundo ano consecutivo, a disputa é pelo Oscar.
Um ano após o triunfo de Ainda Estou Aqui, brasileiros torcem agora por uma estatueta para O Agente Secreto, indicado a quatro categorias do principal prêmio do cinema mundial.
De transmissões em salas de cinema a festas com DJ, torcedores se reúnem para acompanhar se o filme de Kléber Mendonça Filho repetirá o feito do conterrâneo Walter Salles.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Cinemas, bares e espaços culturais em diferentes cidades do país organizam eventos para exibir a cerimônia — especialmente no Recife, onde se passa a história.
A produção disputa nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco.
Recife e Olinda se preparam para acompanhar a cerimônia do Oscar com eventos especiais e concurso de sósias da personagem Dona Sebastiana e da folclórica Perna Cabeluda.
Conheça Tânia Maria, a Sebastiana de “O Agente Secreto”
Reprodução/Fantástico
Com ingressos esgotados, o Cinema São Luiz, também cenário do filme, vai transmitir a cerimônia em Recife. Um telão também será instalado na Rua da Aurora, um dos principais cartões-postais da capital pernambucana.
Em Olinda, a sede da Pitombeira dos Quatro Cantos, que vendeu mais de 30 mil camisas do clube carnavalesco após Wagner Moura aparecer nas telas com uma delas, vai exibir a premiação com apresentações de frevo.
Camiseta de bloco de carnaval Pitombeira. usada por Wagner Moura em ‘O Agente Secreto’, tem fila de espera com pedidos de todo o Brasil
Divulgação e TV Globo/Reprodução
Na véspera da cerimônia, o Brasil aparece mais visível do que nunca. Desde a estreia do filme no Festival de Cannes, em maio de 2025, elenco e equipe participaram de uma intensa campanha internacional.
O ator Wagner Moura, protagonista do longa, tem feito uma maratona de entrevistas de divulgação, mostrando que o brasileiro “tem o molho” — e especialmente o baiano. O filme chega à premiação acumulando dezenas de prêmios, incluindo o Globo de Ouro.
Mas será que o engajamento dos brasileiros vai se concretizar em uma premiação pelo segundo ano consecutivo?
Para a crítica de cinema Caryn James, que escreve para a BBC, o desempenho do filme nas indicações já demonstra a força da produção brasileira neste ano.
“Isso diz muito sobre a força de O Agente Secreto, que recebeu tantas indicações importantes, e eu diria que merecia ainda mais, especialmente para direção”, afirma a crítica britânica.
A presença nas principais categorias representa um avanço em relação ao ano passado, quando Ainda Estou Aqui, de Walter Salles — também ambientado durante a ditadura militar brasileira — foi o representante do país na premiação.
Mas, apesar do reconhecimento da crítica e dos diversos prêmios que a produção conquistou nesta temporada, a imprensa especializada não aponta o filme brasileiro como favorito nas categorias em que concorre.
Mas, se o número de indicações aumentou, o cenário da disputa parece mais difícil. É o que afirma a crítica de cinema Flávia Guerra.
“A gente vem com mais indicações, o que é incrível, porque mostra uma evolução de um ano para o outro. Mostra o cinema brasileiro fazendo filmes melhores ou mais competitivos — e também a nossa capacidade de nos posicionarmos nessa festa, que é prioritariamente americana, internacional e muito competitiva”, afirma.
“Claro que, como público brasileiro e torcedor, a gente tende a pensar: se agora temos mais indicações, então também deveríamos levar mais prêmios. Mas a matemática não é tão linear assim. O Oscar ainda é, no fim das contas, uma ciência humana.”
Abaixo, veja a análise das chances da produção levar uma estatueta neste domingo.
Maior chance: Melhor Filme Internacional
Indicados ao Oscar de Melhor Filme em 2026: ‘Bugonia’, ‘F1’, ‘Frankenstein’, ‘Hamnet’, ‘Marty Supreme’, ‘Uma Batalha Após a Outra’, ‘O Agente Secreto’, ‘Valor Sentimental’, ‘Pecadores’ e ‘Sonhos de Trem’
Divulgação
Na categoria de Melhor Filme, o longa enfrenta uma disputa dominada por produções americanas de grande orçamento, muitas delas com mais indicações na premiação.
“É difícil para qualquer filme competir pelo prêmio de melhor filme com Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, que são produções de grande escala”, afirma Caryn James.
Pecadores, dirigido por Ryan Coogler, estabeleceu um novo recorde e é o filme mais indicado da história do Oscar, com 16 indicações. Uma Batalha Após a Outra recebeu 13 indicações.
Flávia Guerra concorda que a disputa na categoria é a mais difícil e lembra que a vitória do sul-coreano Parasita (2020) foi um ponto fora da curva na história da Academia. Segundo ela, o fato de a premiação ser majoritariamente americana pesa na corrida.
“A festa é deles”, afirma. “Quando a gente tem no cenário filmes como Pecadores, do Ryan Coogler, um diretor que está no auge, e também Paul Thomas Anderson, que está num momento de reconhecimento, fica difícil para a gente.”
As previsões de veículos como The New York Times e Variety apontam que as maiores chances do Brasil estão na categoria de Melhor Filme Internacional.
Mas o principal obstáculo nessa corrida é o elogiado longa norueguês Valor Sentimental, cotado como favorito.
Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
Guerra destaca que os dois filmes tiveram trajetórias relativamente equilibradas ao longo da temporada.
“A gente ganhou prêmios importantes, como o Satellite Awards, e muitos prêmios da crítica. Valor Sentimental ganhou outros.”
Ainda assim, a possibilidade de vitória brasileira não é simples. Guerra explica que fazer uma “dobradinha” brasileira — ou seja, vencer dois anos consecutivos na categoria de filme internacional — é uma tarefa “extremamente difícil”.
“A última vez que isso aconteceu foi nos anos 1990. Um bicampeonato não é fácil. E os países que conseguiram foram França, Itália, Suécia, com Bergman. São países de cinematografia muito respeitável. Seria maravilhoso se a gente conseguisse”, diz.
Caryn James diz que é significativo o fato de O Agente Secreto e Valor Sentimental estarem indicados simultaneamente a melhor filme e melhor filme internacional.
“Isso mostra como o cinema hoje é verdadeiramente global — e como a composição mais internacional da Academia está tendo impacto”, afirma.
Wagner Moura e elenco
Wagner Moura no evento dos indicados ao Oscar 2026
REUTERS/Mario Anzuoni
A indicação de Wagner Moura ao prêmio de Melhor Ator consolidou seu status internacional, junto com o prêmio no Globo de Ouro, mas a estatueta para Melhor Ator é uma disputa imprevisível.
O americano Timothée Chalamet perdeu o favoritismo, principalmente por opiniões polêmicas sobre balé e ópera dadas em entrevistas. Ele disse recentemente que “ninguém mais liga” para essas artes.
A controvérsia, que atingiu o auge depois do encerramento da votação do Oscar, pode não ter grande impacto no resultado. Ele também não venceu dois dos principais prêmios preparatórios recentes: o Bafta e o Actors Awards.
Por outro lado, Michael B. Jordan ganhou tração ao vencer o prestigiado prêmio do Sindicato dos Atores (SAG).
Caryn James descreve a atuação de Wagner Moura como fundamental para O Agente Secreto.
“Ele é simplesmente uma presença carismática na tela”, diz James. “Ao mesmo tempo em que mostra uma resistência feroz ao autoritarismo, algo com que espectadores de todo o mundo podem se identificar hoje, também cria uma relação muito terna com o filho.”
Outro marco histórico para o Brasil é a indicação de Gabriel Domingues na estreante categoria de Melhor Direção de Elenco.
Guerra explica que este prêmio celebra o olhar visionário do profissional que lê o roteiro e identifica os rostos exatos para compor aquele universo.
“Mas é uma categoria que não é exatamente para o elenco — e isso acho importante explicar. Ela também envolve o elenco, claro, porque o diretor de elenco é quem escolhe os atores. Mas não é “melhor elenco” no sentido de todo mundo subir ao palco. O prêmio é para esse profissional”, explica.
“Claro que existe todo um processo, com testes, e o diretor do filme tem a palavra final. Mas é esse profissional que consegue prever quem vai funcionar naquele universo.”
Aqui, ela pondera que as chances práticas de vitória são mínimas, uma vez que Hollywood é a “terra dos grandes elencos” e Domingues compete, em uma categoria recém-criada, com profissionais americanos que dominam a indústria há décadas.
“É muito improvável que, logo no primeiro ano, o prêmio vá para um profissional estrangeiro. Não por predileção, mas por identificação mesmo. É algo natural.”
‘O Agente Secreto’ é um filme difícil para o público internacional?
Em O Agente Secreto, o diretor Kléber Mendonça Filho passeia por diversos gêneros, do thriller e terror ao drama político, e insere diferentes de elementos de lendas urbanas nordestinas, como a “Perna Cabeluda”.
O que levantou o debate: as nuances da narrativa podem se perder na tradução?
Para Guerra, Mendonça Filho fez um filme “extremamente brasileiro”, sem concessões a um suposto “gosto internacional”. Ela rejeita a premissa de que a obra seja excessivamente hermética ou difícil.
A crítica argumenta que o público, especialmente o americano, está historicamente acostumado a ver sobretudo o próprio universo retratado na tela.
“A força do filme está justamente em não fazer concessões. Está no fato de ele ser muito local, muito fiel ao seu próprio universo. Quem escreve roteiro fala isso o tempo inteiro: quanto mais local você é, mais universal você se torna”, afirma.
“Ao mesmo tempo, o Kleber também não esquece da linguagem do cinema. Ele trabalha essa identidade local sem abrir mão do repertório e da linguagem cinematográfica.”
Do ponto de vista da crítica estrangeira, Caryn James também vê a estratégia como eficaz. A jornalista britânica, como seria de esperar, nunca tinha ouvido falar da “Perna Cabeluda” antes de pesquisar sobre o filme, mas afirma que isso não foi uma barreira.
“A paródia de gênero daquela sequência de terror funciona de qualquer maneira”, avalia James. Segundo ela, Mendonça Filho fornece ao público as informações necessárias para compreender o absurdo da situação.
“Podemos não entender as nuances das diferenças regionais no Brasil, por exemplo, mas captamos a ideia básica de que elas existem e influenciam a história.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Pianista Vitor Araújo une percussão do Nordeste e cordas da Holanda em ‘Toró’, álbum sinfônico que lançará em abril


O pianista e compositor Vitor Araújo lança em 4 de abril o álbum ao vivo ‘Toró’, extraído de filme-concerto gravado em Amsterdam em junho de 2024
Yara Ktaish / Reprodução Facebook Vitor Araújo
♫ NOTÍCIA
♬ Vitor Araújo lança em 4 de abril o álbum ao vivo “Toró”, registro de show sinfônico que será posto no mercado fonográfico em edição do selo Risco.
A gravação ao vivo de “Toró” foi feita há quase dois anos, precisamente em 12 de junho de 2024, data em que o pianista e compositor pernambucano se apresentou no Holland Festival, em Amsterdam, com a Metropole Orkest, sinfônica holandesa regida pelo maestro norte-americano Jacomo Bairos a partir de orquestrações criadas por Mateus Alves e Felipe Pacheco Ventura com o próprio Vitor Araújo.
Na pauta, temas numerados e apresentados como “Canto” ou “Toque”, tal como Araújo fez há dez anos ao nominar o repertório do álbum “Levaguiã Terê” (2016). O espetáculo foi captado para gerar o que Araújo conceitua como “filme-concerto”.
Do ponto de vista sonoro, o álbum “Toró” se pauta pela conexão das cordas holandesas da Metropole Orkest com a percussão de acento nordestino tocada pela banda integrada por Aduni Guedes, Amendoim, Charles Tixier, Felipe Pacheco Ventura e Mauro Refosco.

Fonte: G1 Entretenimento

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Indústria de novelas do Brasil é o agente secreto por trás de filmes poderosos no Oscar


Atores Danton Mello, à esquerda, e Theresa Fonseca, segunda da direita, se preparam para filmar uma cena da novela A Nobreza do Amor, em um estúdio da TV Globo no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 12 de março de 2026. (AP Photo/Bruna Prado)
AP
Atores de Hollywood podem dominar as telas de cinema, como a premiação do Oscar deste domingo (15) deve mostrar. Mas, no Brasil, o caminho para o estrelato muitas vezes começa sob as luzes intensas de um estúdio de TV, e não em um grande set de filmagem.
Desde pelo menos os anos 1960, as telenovelas — séries de TV latino-americanas frequentemente comparadas às soap operas norte-americanas — produzidas pela principal emissora do país, a TV Globo, evoluíram de dramas diários simples para uma indústria multimilionária, com 13 estúdios, três cidades cenográficas, 122 ilhas de edição e alcance semanal de até 60 milhões dos 213 milhões de brasileiros.
Muitos atores brasileiros associados a filmes que disputaram o Oscar — como “A Central do Brasil (1998)”, “Ainda Estou Aqui” (2024) e o indicado deste ano em quatro categorias “O Agente Secreto” (2025) — primeiro se tornaram nomes conhecidos do grande público por meio da TV Globo. Atores como Wagner Moura e Fernanda Torres ganharam ampla visibilidade nacional através das telenovelas.
Em contraste, o Brasil tem apenas cerca de 3.500 salas de cinema, a maioria localizada em grandes cidades, onde blockbusters dos Estados Unidos ocupam lugar de destaque. Isso cria um ecossistema em que o sucesso na TV pode levar a grandes papéis no cinema, que por sua vez retornam às populares telenovelas — e depois novamente aos filmes.
Telenovelas alimentam a fama
Wagner Moura, protagonista de “O Agente Secreto”, atuou na telenovela “A Lua Me Disse” há 21 anos. De forma semelhante, Fernanda Torres, estrela de “Ainda Estou Aqui”, que conquistou o primeiro Oscar para o Brasil na categoria de melhor filme internacional, já era uma atriz muito querida graças a duas grandes séries cômicas da TV Globo que muitos do público consideram telenovelas.
“As telenovelas da TV Globo são fundamentais para a produção audiovisual do Brasil”, disse Amauri Soares, diretor da TV Globo e do Globo Studios, descrevendo-as como “uma plataforma contínua de criação e produção de conteúdo”.
“O Agente Secreto” tem atores e profissionais que trabalharam na TV Globo, que voltarão a trabalhar na Globo, e o próprio filme tem investimento da Globo, apesar de ser independente”, afirmou Soares.
Amauri Soares, diretor da TV Globo
AP/Bruna Padro
A TV Globo exibe três telenovelas simultaneamente, do início da noite ao horário nobre. Elas são produzidas em estúdios no Rio de Janeiro e costumam ficar no ar por seis meses, de segunda a sábado, envolvendo mais de mil pessoas na produção. O capítulo final pode se transformar em um evento nacional de audiência, com bares, restaurantes e academias exibindo os episódios principais.
A indústria exige adaptabilidade. Com alguns capítulos escritos apenas dias antes da exibição, com base na audiência, as telenovelas permitem que os espectadores assumam a cocriação da narrativa. E seu impacto econômico é poderoso: um remake do sucesso “Vale Tudo” teria gerado mais de R$ 200 milhões em publicidade — quatro vezes a bilheteria global de “O Agente Secreto”.
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Dezenas de atores descobertos todos os anos
Todos os anos, a TV Globo recruta até 70 novos atores vindos do teatro, do cinema e de produções regionais. Amauri Soares diz que eles aprimoram suas habilidades durante um ano com equipamentos de ponta e novas técnicas. Depois, muitos partem para outras produções, enquanto alguns permanecem na emissora para séries mais curtas.
Dira Paes, atriz veterana e uma das comentaristas frequentes da TV Globo na noite do Oscar, observa que as indústrias de telenovelas e cinema no Brasil estão cada vez mais interligadas, já que profissionais transitam entre uma e outra para criar — e também ganhar mais dinheiro. Ela esteve recentemente na novela “Pantanal” e no filme “Manas”, elogiado por Julia Roberts e Sean Penn.
“As telenovelas não são apenas sobre audiência, mas também sobre coração e afeto. Quando você faz uma no horário nobre, experimenta o poder de uma nação inteira assistindo. Quando o público ama seu personagem… é uma popularidade muito especial”, disse Paes, estrela de Três Graças, série filmada no Rio de Janeiro, mas ambientada em uma área empobrecida de São Paulo.
A atriz brasileira Dira Paes sorri antes de uma entrevista em um estúdio da TV Globo no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 12 de março de 2026.
AP
Maurício Stycer, autor e crítico de cultura televisiva, diz que a desigualdade no Brasil impulsionou canais de TV aberta como a TV Globo de uma forma que reduziu o interesse geral do público pelo cinema. No fim das contas, argumenta ele, isso levou a “um ressentimento do cinema brasileiro por não ter o mesmo alcance das telenovelas”.
TV como “porto seguro” para alguns atores
Stycer acrescenta que muitos atores enfrentam um dilema quase hamletiano sempre que são convidados para uma telenovela.
“Ser popular e ter uma renda garantida todo mês ou correr riscos em uma carreira que envolve teatro e cinema? A TV sempre foi um porto seguro para a maioria dos atores”, afirmou.
Embora outras redes de TV brasileiras tenham tentado desafiar a supremacia da TV Globo no gênero, poucas alcançaram sucesso. Ainda assim, até mesmo as produções da Globo já não são tão dominantes quanto eram até o início dos anos 2010. Executivos da empresa reconhecem que enfrentam concorrência crescente do vídeo por streaming.
Mesmo assim, “a Globo ainda é a maior empresa do Brasil para atores”, disse Stycer. “Até o ano 2000, a Globo sozinha era responsável por cerca de 50% da audiência de TV no Brasil.”
O ator e diretor Lázaro Ramos apareceu pela primeira vez em telenovelas após iniciar sua carreira no teatro e no cinema. Ele afirma que os brasileiros aprenderam a amar tanto as telenovelas quanto os filmes com a mesma intensidade quando conseguem retratar a personalidade alegre — e às vezes sombria — do país.
“Os brasileiros se veem nas telenovelas cada vez mais. Nossos roteiristas consagrados criaram muitas delas baseadas em clássicos da literatura”, disse Ramos. “Elas são um investimento em uma voz nacional por meio de personagens, linguagem e estética com os quais os espectadores se identificam profundamente.”
O ator Lázaro Ramos posa para fotos após uma entrevista no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 12 de março de 2026.
AP/Bruna Prado
Ramos — amigo de longa data de Wagner Moura — vai participar do Oscar, mas retornará ao Brasil logo depois para continuar trabalhando em sua nova novela, “A Nobreza do Amor”.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Com o filho Antonio na banda, Maria Rita estreia o segundo show em que canta o repertório da mãe Elis Regina


Maria Rita estreia o show ‘Redescobrir vol. 2’ no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS)
Reprodução / Vídeo Instagram
♫ NOTÍCIA
♬ Maria Rita canta a mãe na presença do filho. Na estreia do segundo show dedicado pela cantora ao repertório de Elis Regina (1945 – 1982), “Redescobrir vol. 2”, Maria Rita apresentou o filho primogênito, Antonio Baldini, na banda. Com Antonio ao violão, a artista cantou “Corcovado” (Antonio Carlos Jobim, 1960), standard da bossa nova gravado por Elis em 1974 no álbum “Elis & Tom”, feito pela cantora com Tom Jobim (1927 – 1994).
A estreia do show “Redescobrir vol. 2” aconteceu na noite de ontem, 13 de março, em apresentação que lotou o Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS), cidade natal de Elis.
Embora calcado em sucessos como “Maria Maria” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976), “As aparências enganam” (Tunai e Sérgio Natureza, 1979) e “Como nossos pais” (Belchior, 1976), música já presente em 2012 no roteiro do show original “Redescobrir”, o repertório de “Redescobrir vol. 2” inclui algumas surpresas.
Uma das músicas inesperadas do roteiro de 2026 é “Jardins de infância”, composição de João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020), lançada por Bosco no álbum “Caça à raposa” (1975) e regravada por Elis Regina no disco “Falso brilhante” (1976), registro parcial (feito em estúdio) do repertório do show também intitulado “Falso brilhante” e estreado por Elis em novembro de 1975.
Contudo, a surpresa maior foi mesmo a presença de Antonio Baldini, de 21 anos, na banda do show em que a mãe volta ao repertório da avó do rapaz. Show que irá gerar turnê pelo Brasil, mas que, por ora, ainda não tem outras datas anunciadas.

Fonte: G1 Entretenimento

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O tour de Wagner Moura: por onde ator passou e o que ele disse durante campanha ao Oscar


O tour de Wagner Moura para a campanha do Oscar 2026
Há dez meses, Wagner Moura iniciou a jornada de divulgação de “O Agente Secreto” como parte da campanha do Oscar.
Tudo começou em maio de 2025, no Festival de Cannes, quando o longa de Kleber Mendonça Filho fez sua estreia. O filme foi aplaudido por cerca de 15 minutos e iniciou sua trajetória de conquistas. Desde então, o filme já ganhou mais de 50 troféus em premiações.
E Wagner… viajou, discursou, dançou, comemorou, levantou estatuetas, ensinou samba e frevo aos gringos, virou nome de coquetel e mostrou que o baiano tem o molho.
O ator foi da França ao Canadá, passou diversas vezes pelos Estados Unidos (onde mora atualmente), desembarcou na Suíça, no Reino Unido, e, claro, no Brasil.
A agenda ficou recheada com compromissos como participações em programas de entrevistas, passagem em tapetes vermelhos, pré-estreias, coletivas de imprensa e outros eventos estratégicos para a campanha do Oscar. O filme concorre nas categorias Ator, Filme, Filme Internacional e Seleção de Elenco.
Wagner Moura no Cinéma Paradiso Louvre
Divulgação
Essa trajetória é importante porque, como os membros da Academia não são obrigados a assistirem a todos os filmes antes da votação, se não houver uma boa divulgação, não há interesse. É fundamental que o filme tenha uma estratégia de divulgação para ter visibilidade.
No tour da campanha, Wagner não esteve presente em todos os eventos, deixando o papel às vezes para o diretor Kleber Mendonça Filho. Mas a cada palco, sofá ou tapete vermelho pelos quais passou, fez questão de enaltecer o Brasil e a cultura brasileira.
O g1 analisou tudo o que Wagner Moura fez para divulgar o filme “O agente secreto” por meio de:
Uma linha do tempo dos compromissos do ator;
O que ele falou por onde passou nos últimos 10 meses.
O tour de Wagner Moura para a campanha do Oscar 2026
Bruna Azevedo/arte g1
Veja o que Wagner Moura falou por onde passou nos últimos 10 meses.
Maio de 2025: O início da corrida ao Oscar
Wagner Moura esteve na première mundial de “O agente Secreto” na 78ª edição do Festival de Cannes, na França. Na ocasião, o filme foi ovacionado por cerca de 15 minutos.
O elenco passou ao ritmo do frevo pelo tapete vermelho, e Wagner mostrou seu molho.
Apesar de participar da festa de estreia do filme, Wagner não esteve presente na sua premiação de Melhor Ator no festival. Havia embarcado para Londres para a gravação de um novo filme.
“Eu queria estar aí com todos vocês, mas estou aqui tomando uma taça de vinho em Londres, sozinho. Não poderia estar mais feliz”, disse o ator em uma ligação de vídeos para Kleber.
“É um momento muito importante da minha vida. Eu vinha tentando trabalhar com Kleber por muitos anos e estou muito feliz em ver como o filme foi recebido. Porque é um filme brasileiro, e isso significa muito para a cultura brasileira.”
Moura ainda celebrou o fato de o filme “ser mais uma peça que aproxima o expectador, os brasileiros em geral, de sua cultura, de seus artistas”.
(Da esquerda para a direita) Roney Villela, a atriz brasileira Hermila Guedes, a atriz portuguesa Isabel Zuaa, o produtor brasileiro Fred Burle, o ator Carlos Francisco, a atriz brasileira Alice Carvalho, a atriz brasileira Maria Fernanda Candido, o ator brasileiro Gabriel Leone, o ator e produtor brasileiro Wagner Moura, a produtora francesa Emilie Lesclaux, o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho, o coprodutor holandês Erik Glijnis, o ator Roberio Diogenes, a produtora executiva britânica Fionnuala Jamison e o produtor executivo francês Nathanael Karmitz chegam para a exibição do filme “O Agente Secreto” na 78ª edição do Festival de Cinema de Cannes, em Cannes, sul da França, em 18 de maio de 2025.
Antonin THUILLIER / AFP
Julho de 2025: prêmio em mãos
Em julho, Wagner retornou para a França. Desta vez, para participar do festival Cinéma Paradiso Louvre. A estada do ator por Paris também marcou o momento em que ele finalmente recebeu o troféu conquistado em Cannes.
No evento, Wagner não só mostrou seu talento na atuação e na dança, como fez um discurso musicado, entoando versos de “Isto aqui, o que é”.
Agosto de 2025: é do Brasil
Em agosto, Wagner Moura desembarcou no Brasil com parte do elenco de “O Agente Secreto” para uma sessão presidencial do filme.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Primeira Dama Janja Lula da Silva fizeram uma noite de festa no Palácio da Alvorada em reconhecimento ao cinema brasileiro.
A passagem pelo país foi breve, já que o filme estava no cronograma do festival de Telluride, nos EUA, para sua estreia norte-americana.
Wagner Moura conversa com jornalistas antes da sessão de “O Agente Secreto” no Palácio da Alvorada
Ricardo Stuckert
Setembro de 2025: agenda intensa
Depois da passagem pelos EUA, no festival de Telluride, Moura embarcou para o Canadá. O ator esteve na estreia do filme no Festival de Cinema de Toronto (TIIF). Wagner também participou do evento “Road to the Golden Globes” (“Caminho para o Globo de Ouro”).
O ator fez uma breve passagem pelo Brasil para a noite de pré-estreia do filme no Teatro do Parque, em Recife. De lá, seguiu para o Festival de Cinema de Zurique, na Suíça, onde venceu o prêmio Golden Eye.
Wagner finalizou o mês de setembro no Festival Internacional de Cinema de Nova York.
“É uma honra. É minha segunda vez aqui no festival, estou muito empolgado. Esse é um filme muito especial pra mim. Eu amo o fato de ser um filme bem brasileiro, dirigido por um dos maiores diretores brasileiros”, declarou o ator.
Outubro de 2025: libera o clima de Copa, sim!
Eu outubro, Wagner Moura fez mais uma passagem pelo Brasil. No Festival do Rio, o ator autorizou o “clima de Copa do Mundo” no caso de indicação ao Oscar, fazendo referência ao pedido de Fernanda Torres no ano anterior. A atriz havia pedido para não haver pressão exagerada em cima de “Ainda Estou Aqui”, em 2025.
“Oxente, pode fazer clima de Copa, sim”, disse o ator, liberando a torcida nacional.
No mesmo mês, Moura também passou pela 69ª edição do BFI London Film Festival. “É bonito ver como as pessoas têm orgulho de dizer assim: ‘é um filme brasileiro'”, comemorou o ator, enaltecendo mais uma vez a obra nacional.
Ele ainda retornou ao Brasil para a exibição do filme na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Antes, o ator ainda participou de um evento de divulgação do filme em São Paulo e disse que, com as indicações que o filme vinha recebendo, ele começava a ver “um caminho para o Oscar”.
Novembro de 2025: estreia nacional
Wagner Moura é entrevistado por Kelly Clarkson e cantora diz que ator fica sexy sambando
Reprodução/YouTube
Em novembro, “O agente secreto” fez sua estreia nacional. Wagner passou por Salvador, sua cidade natal, em um evento que aconteceu no Cine Glauber Rocha. Na varanda do prédio histórico, Wagner dançou ao som da música “O baiano tem o molho”, do cantor Kannalha. O hit do verão do artista virou a música que embala a campanha de “O Agente Secreto” e Wagner Moura ao Oscar
Enquanto milhões de expectadores brasileiros assistiam ao filme nos cinemas do país, Wagner embarcava para mais alguns compromissos.
O ator esteve no Governors Awards, cerimônia anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) em Los Angeles. E ainda passou por Paris, onde foi capa de algumas revistas.
Em novembro, ele também participou do “The Kelly Clarkson Show” e iniciou a conversa citando o fato de “O agente secreto” ser seu primeiro filme em português após 12 anos. “Isso é insano. É algo tão libertador. Eu não sei por que esperei todos esses anos”, afirmou o ator. O cantor ainda mostrou todo seu molejo sambando no palco do programa.
Dezembro de 2025: breve pausa no tour
Wagner começou o mês de dezembro recebendo mais um prêmio: ele levou o Prêmio de Performance no IndieWire Honors, em Los Angeles, nos EUA.
Dias depois, celebrou a indicação de Melhor Ator ao Globo de Ouro. O filme também foi indicado – e venceu, em janeiro — nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro 2026.
O ator estava no Aeroporto da Cidade do México junto a Kleber Mendonça Filho quando recebeu a notícia das indicações.
“Muito bonito ver a conexão de um povo com sua cultura, com seus artistas, com sua arte. Fico muito emocionado e muito feliz”, disse o ator na ocasião. Ali ele também anunciou uma breve pausa na campanha ao Oscar, que foi retomada logo no início de janeiro.
Janeiro de 2026: mês sem pausas
Wagner começou o ano com o mês mais movimentado do tour. Logo no início de janeiro, participou do New York Film Critics Circle Awards. Além de sair premiado como Melhor Ator (o longa também venceu como Melhor Filme Internacional), o brasileiro também foi homenageado no cardápio do evento, que trazia um drink especial chamado Wagner Moura-tini.
Durante agradecimento ao prêmio, Wagner afirmou:
“Quero agradecer aos brasileiros, porque durante esse tempo, fascistas perseguiram jornalistas, universidades, artistas, e eles fazem isso de maneira muito eficiente transformando artistas em inimigos do povo à sua maneira populista. E foi lindo ver brasileiros no ano passado torcendo por ‘Ainda Estou Aqui’, torcendo por nós.”
Wagner Moura no Globo de Ouro
Etienne Laurent / AFP
“Nenhum país se desenvolve sem se ver. Temos que nos ver em nossas produções, em nossos filmes, no teatro, o que fazemos em nossa cultura. Isso é para todos os brasileiros que torcem por nós.”
Ele também participou do talk show “Late Night with Seth Meyers”, onde falou de sua carreira. Foi lá que ele também relembrou o motivo de não estar presente na premiação de Cannes. O ator havia sido escalado para uma diária extra do filme que estava gravando em Londres.
“Eu não podia simplesmente dizer: ‘Não posso ir, talvez eu ganhe um prêmio em Cannes!’, e apenas aceitei […] Eu estava me preparando para gravar, e um amigo me ligou em vídeo. Ele começou a mostrar Kleber Mendonça Filho e falou: ‘Você venceu!’. Na sequência me chamaram para a cena, e eu não podia falar que tinha ganhado o prêmio porque não conhecia ninguém. E a cena em questão era só eu pegando o cocô de um cachorro.”
Ainda em janeiro, o ator esteve na Tea Party do Bafta, em Los Angeles. O evento é um esquenta da premiação, que aconteceu em fevereiro.
Dias depois, Wagner recebeu mais um prêmio. Desta vez, como Melhor Ator em filme de drama no Globo de Ouro. O filme também venceu na categoria de melhor filme em língua não-inglesa.
“Meus colegas indicados, vocês são atores extraordinários, eu compartilho esse prêmio com vocês. Kleber Mendonça Filho, irmão, você é um gênio e eu agradeço por isso e por muitas outras coisas”, agradeceu Wagner no palco.
“O agente secreto é um filme sobre memórias – ou a falta de memória — e o trauma geracional. Eu acho que se o trauma pode passar de geração para geração, valores também podem. Para aqueles que estão seguindo seus valores em momentos difíceis, para nossos filhos, para nossa vida juntos, pra todo mundo no Brasil assistindo isso agora. Viva o Brasil, viva a cultura brasileira.”
Dias após a premiação, Wagner estava no sofá do “The Drew Barrymore Show”. Por lá, não falou apenas sobre o filme, mas também do desafio de ser pai de três adolescentes. “Ser pai é o que define principalmente a minha vida. Ser artista também, mas ser pai está acima de tudo. E é uma aventura. Você comete erros, diz coisas que não deveria ter dito, toma decisões que não deveria ter tomado. O que aprendi é que temos de nos perdoar.”
No final do mês, Wagner recebeu a notícia das indicações do filme ao Oscar no local que melhor representa sua fase de campanha: no avião. O preparador de elenco Leonardo Lacca foi o responsável por atualizar o ator. E contou o que ele disse na ocasião: “Léo, você é sempre o arauto das notícias incríveis quando estou em situação de não poder comemorar e abraçar ninguém”.
Além das premiações, o ator também participou do podcast The Hollywood Reporter’s Awards Chatter.
Em um dos trechos da entrevista, ele falou sobre seu diferencial em filmes internacionais. “Eu sempre me senti muito brasileiro. E acho que é isso que me faz diferente e talvez especial para um filme, é o fato de eu não ser daqui. Eu trago minha cultura. E eu nunca entendi atores que tentavam perder seus sotaques. Eu sou um ator brasileiro e eu represento um monte de gente que vive aqui nesse país e fala com sotaque.”
Fevereiro de 2026: sprint final
Foto oficial dos indicados ao Oscar
Richard Harbaugh / The Academy
No início de fevereiro, Wagner participou do almoço dos indicados ao Oscar e posou com todos para a tradicional foto.
No mesmo mês, esteve no Santa Barbara International Film Festival, onde recebeu o Virtuoso Award. Durante entrevista na premiação, ele foi questionado sobe o fato de ser o primeiro brasileiro indicado ao Oscar.
“Claro que estou muito feliz e honrado. E realmente espero que isso abra espaço pra que isso aconteça não só com brasileiros, mas com atores sul-americanos. Temos atores incríveis na Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Colômbia, Venezuela. E também sinto que este é um bom momento para isso. Acho que a Academia está cada vez mais aberta”, disse.
O ator seguiu nos Estados Unidos para o Spirit Awards, premiação do cinema independente. E no mesmo mês, ainda voou para Londres, para participar do Bafta. Mas o longa não venceu as categorias nas quais estava indicado.
Mas foi lá que Wagner falou sobre os meses em campanha do filme.
“Tem sido extraordinário. Estamos nessa jornada desde maio, desde Cannes, e estamos muito emocionados por toda a atenção que esse filme vem recebendo desde que foi lançado. E agora com o Oscar, com o Bafta. Isso não acontece o tempo todo. Então estamos muito animados. Estamos muito emocionados por estar com esse filme falado em português. É um filme muito brasileiro.”
Março de 2026: só acaba quando termina
Às vésperas da premiação, Wagner Moura participou do talk show americano “Jimmy Kimmel Live!”.
O ator levou um pouco da cultura nacional ao programa e apresentou os bonecos gigantes de Olinda. “É um boneco gigante, algo muito tradicional no carnaval. O carnaval é muito importante no Brasil e isso é em Olinda, onde eles têm a tradição de fazer esses bonecos gigantes”, disse.
Ele ainda brincou sobre a possibilidade de levar a alegoria ao Oscar: “Vou tentar”.
Dias antes da grande festa do Oscar, foi ao ar uma entrevista de Wagner com a influencer Amelia Dimoldenberg. A gravação aconteceu em fevereiro, no tradicional almoço em homenagem aos indicados.
Wagner falou sobre a carreira, o Brasil, a dieta vegana que fez após “Narcos” e o carnaval — mais uma vez, enaltecendo a cultura nacional.
“É uma coisa tão libertadora. As pessoas esperam o ano inteiro pelo carnaval no Brasil. O ano só começa depois do carnaval. É uma época incrível, em que você encontra pessoas que vê em situações formais, como um gerente de banco, em um outro tipo de interação.”
Wagner Moura apresenta bonecos gigantes do Olinda no ‘Jimmy Kimmel Live!’
Reprodução/YouTube

Fonte: G1 Entretenimento