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‘Todo Mundo em Pânico 6’ ganha trailer com retorno dos irmãos Wayans e referência a ‘Wandinha’

Veja o trailer de ‘Todo Mundo em Pânico 6’
Foi divulgado, nesta segunda-feira (2), o primeiro trailer de “Todo Mundo em Pânico 6”, primeiro filme da franquia de humor após hiato de 13 anos.
O novo filme da franquia de paródia de terror inclui rostos conhecidos como os de Anna Faris e Regina Hall — que estrelaram os quatro primeiros. Elas retornam ao lado de Marlon e Shawn Wayans.
O trailer traz referências de outros filmes e séries do gênero de terror, como “Corra!”, “M3GAN”, “Wandinha” e, claro, da franquia “Pânico”. O clássico do terror inspirou o primeiro filme.
O trailer também parece sugerir que o filme trará piadas com a política e a cultura “woke”, com um personagem corrigindo os pronomes de outro enquanto é esfaqueado. Também aparece no trailer um slogan prometendo que “todos os limites serão ultrapassados”.
O filme estreia nos cinemas brasileiros no dia 4 de junho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Letrux apresenta o quarto álbum solo feito em estúdio, ‘Sad sexy silly songs’


Capa do álbum ‘Sad sexy silly songs’, de Letrux
Bruna Latini com arte de Pedro Colombo
♫ NOTÍCIA
♬ Mantendo a média de um álbum solo de estúdio a cada três anos, a cantora e compositora carioca Letrux anuncia nesta segunda-feira, 2 de março, o quarto título da discografia solo gravada em estúdio.
O álbum se chama “Sad sexy silly songs” e tem lançamento programado para 27 de março – a última sexta-feira do mês – em edição do selo Coala Records.
Sucessor de “Letrux em noite de climão” (2017), “Letrux aos prantos” (2020) e “Letrux como mulher girafa” (2023), o álbum “Sad sexy silly songs” foi formatado com produção musical de Thiago Rebello.
Assinada por Pedro Colombo, a capa do álbum mostra Letrux em foto de Bruna Latini.

Fonte: G1 Entretenimento

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Diogo Nogueira evolui entre a gafieira e o pagode no balanço de ‘Infinito samba’


Diogo Nogueira estreia na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o show ‘Infinito samba’, cuja turnê seguirá por outras capitais do Brasil
Lucas Teixeira / RT Fotografia / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Infinito samba
Artista: Diogo Nogueira
Data e local: 1º de março de 2026 na casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Infinito samba” é o show mais ambicioso de Diogo Nogueira no que diz respeito à produção. Em cena, o cantor carioca divide o palco com a própria banda, a Orquestra MPB Jazz e os bailarinos da companhia de dança do coreógrafo Leandro Azevedo em turnê que seguirá por várias capitais do Brasil após ter estreado no Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, domingo, 1º de março.
A ideia de celebrar o samba em todas as vertentes em roteiro que vai da gafieira à roda de pagode ao estilo Fundo de Quintal, passando pelo batuque seminal do samba da Bahia, pelo partido alto e pelo sambalanço, está longe de ser original. Contudo, calcado no carisma do artista junto ao público feminino e na força da voz que já em nada lembra o cantor titubeante de 20 anos atrás, Diogo Nogueira consegue prender a atenção da plateia sem se perder diante da grandiosidade da produção e sem anular o sentimento.
A emoção inclusive se impõe em cena no dueto virtual de Diogo com o pai João Nogueira (1941 – 2000) em “Espelho” (1977) e no encontro com o filho, Davi Nogueira, na sequência imediata, para dividir o canto de “Além do espelho” (1992), perpetuando a dinastia.
Diogo Nogueira estreia show com orquestra, bailarino e projeções de imagens associadas ao samba
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Turbinado com projeções de imagens que potencializam a sensação de suntuosidade alimentada pela produção, “Infinito samba” é show longo que roça as três horas de duração e – a julgar pela apresentação que lotou a casa Vivo Rio na estreia nacional da turnê – deixa por vezes a sensação de que uma ou outra música sobra no roteiro.
São os casos de “Coisas do amor (Me chama)” (Diogo Nogueira, Claudemir e Rodrigo Leite, 2025) – tentativa vã de evocar o sentimento soul das grandes baladas do repertório de Tim Maia (1942 – 1998) – e da deslocada abordagem do funk melody “Garota nota 100” (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1998), sucesso de MC Marcinho (1977 – 2023), com toque de samba. E até mesmo do canto de “Olha” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975) na cadência de samba-canção meio bolero – número romântico que parece ter sido criado para atiçar o séquito feminino do cantor.
Ainda assim, verdade seja dita, “Infinito samba” se firma como um dos grandes momentos da trajetória de Diogo Nogueira nos palcos. Sob a direção musical de Jota Moraes, Diogo Nogueira rege um show em que a orquestra cai no balanço do samba em vez de fazer o samba se enquadrar na moldura sinfônica.
Diogo Nogueira faz dueto com o filho, Davi Nogueira, na música ‘Além do espelho’
Rodrigo Goffredo
Com 52 músicas alocadas ao longo de 29 números, contando com o bis que inclui o festivo hit “Pé na areia” (Rodrigo Leite, Diogo Leite e Cauíque, 2016), pedido pelo público, o roteiro do show “Infinito samba” abre com o canto a capella de “Para ver as meninas” (1971), aquele samba em que Paulinho vislumbra o infinito com o poder da criação.
Desse belo ponto de partida em diante, Diogo encadeia sucessos próprios e alheios entre algumas músicas inéditas como “Joga na minha cara” (2026) e “Todo apaixonado tem um plano” (2026).
Música situada entre o sambalanço e o pagode dos anos 1990, “Joga na minha cara” prepara o clima para que o palco se transforme em salão de gafieira com a entrada dos bailarinos enquanto Diogo canta “Noites a bailar” (2026) – típico samba de gafieira – e “Domingo” (Alexandre Pires e Fernando Pires, 1993), um dos primeiros sucessos do grupo de pagode Só pra Contrariar.
Em “Quem vai chorar sou eu” (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2013), Diogo Nogueira dança com os bailarinos em movimento que se afina com o balanço do medley posterior que encadeia os sambas “Sem compromisso” (Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro, 1944), “Sou eu” (Ivan Lins e Chico Buarque, 2009) e “Batendo a porta” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1974).
Diogo Nogueira interage no show ‘Infinito samba’ com os bailarinos da companhia de dança do coreógrafo Leandro Azevedo
Rodrigo Goffredo
Entre o discurso social de “Uma saudade” (2026), samba lento sobre o luto imposto às famílias que perdem entes queridos na violência cotidiana da selva das cidades, e a armação de roda de samba ao estilo Fundo de Quintal (momento feito somente com a banda do cantor, sem a orquestra), Diogo Nogueira procura cair no suingue de Jorge Ben Jor com “Menina mulher da pele preta” (1974) e “Mas que nada” (1963), este um samba que sempre surte efeito na plateia.
Entre reverências a Alcione (convidada da estreia em dueto com o anfitrião no hit “Sufoco”, música de Chico da Silva lançada pela cantora em 1977), Beth Carvalho (1946 – 2019), Clara Nunes (1942 – 1983) e Martinho da Vila, de quem o cantor rebobinou “Disritmia” (1974), o show “Infinito samba” celebra o gênero e os bambas em roteiro calcado em sucessos geralmente infalíveis enquanto firma a força popular de Diogo Nogueira e mostra a evolução do cantor com produção opulenta orquestrada sob direção artística de Rafael Dragaud.
Justiça seja feita, aos 44 anos, 20 anos após ter se lançado como cantor profissional em 2006, fazendo o circuito de casas de samba da Lapa (bairro boêmio do Centro da cidade do Rio de Janeiro), Diogo Mendonça Nogueira já fez o próprio nome na história do samba, sem depender da herança nobre do pai que jamais deixou de reverenciar em cena.
Alcione canta ‘Sufoco’ com Diogo Nogueira na estreia do show ‘Infinito samba’ na casa Vivo Rio
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira bate recorde de público ao reunir mais de 400 mil pessoas em show gratuito no México


Shakira bate recorde de público ao reunir mais de 400 mil pessoas em show gratuito no México
REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha
Neste domingo (1º), Shakira fez história na Cidade do México ao reunir mais de 400 mil pessoas em um show gratuito no Zócalo, a maior praça pública da América Latina, quebrando o recorde absoluto de público do local, segundo informações do “El País”.
Depois de fazer 13 shows com ingressos esgotados em um estádio do México, a cantora se apresentou de graça no Zócalo. “O amor e a amizade que tenho com o México são incomparáveis”, falou durante a apresentação.
Segundo o jornal, dois dias antes do show, grupos de fãs acamparam no local para conseguir os melhores lugares. A colombiana postou uma foto em suas redes sociais mostrando o local lotado, com pessoas se protegendo do sol escaldante. “Sou muito grata por tudo que vocês fazem por mim. Esta noite, prometo dar tudo de mim”, escreveu.
Shakira bate recorde de público ao reunir mais de 400 mil pessoas em show gratuito no México
REUTERS/Luis Cortes
Uma fonte da publicação afirmou que Shakira estava nervosa antes da apresentação. “Ela sabe que este pode ser o show mais importante da sua carreira. E ela quer retribuir ao público mexicano todo o apoio que recebeu ao longo da sua trajetória”, disse a fonte.
O repertório do show no Zócalo incluiu: “La Huesera”, “Inevitable”, “Puntería”, “Hips Don’t Lie”, “Soltera”, “Si te vas”, “¿Dónde estás corazón?”, “Antología”, “Que Fluya”, “Whenever, Wherever”, “Waka Waka (This Time for Africa)”, “Loba” e “BZRP Music Session #53”.
“Obrigada, México. Por esta noite e por todas as noites. Obrigada por serem minha família. Eu amo vocês”, disse a cantora ao finalizar o show.
Shakira bate recorde de público ao reunir mais de 400 mil pessoas em show gratuito no México
REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha
Shakira bate recorde de público ao reunir mais de 400 mil pessoas em show gratuito no México
REUTERS/Luis Cortes
Show em Copacabana
Depois de Madonna e Lady Gaga, Shakira vai se apresentar na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio.
A cantora já fez mais de 40 apresentações no Brasil ao longo de sua carreira, incluindo o encerramento da Copa do Mundo no Maracanã.
A última vez que ela veio ao Brasil foi em fevereiro de 2025, para estrear a turnê “Las Mujeres Ya no Lloran” com datas no Rio e em São Paulo. A turnê é a primeira dela em sete anos e, até o momento, tem datas marcadas até abril.
Shakira fala pela 1ª vez sobre show em Copacabana: ‘Concerto mais sonhado da minha vida’

Fonte: G1 Entretenimento

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Salas de cinema morrem se tivermos apenas streaming, diz favorito ao Oscar de coadjuvante


Assista ao trailer de ‘Valor sentimental’
Stellan Skarsgard surfa uma temporada de premiações triunfal graças ao seu recente “Valor Sentimental”, o aclamado filme norueguês que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar como ator coadjuvante.
O sucesso do filme, que concorre em nove categorias do Oscar, não o pegou de surpresa, e o ator sueco o atribui, em parte, à sua permanência nas salas de cinema.
“‘Valor Sentimental’ teve uma longa vida nas salas de cinema, e cresce cada vez mais. Cresce pelo boca a boca das pessoas que o veem e gostam”, disse Skarsgard, de 74 anos, à agência France Presse. “Não cresce porque as agências de publicidade dizem que é preciso vê-lo. E é assim que eu gosto que seja”, acrescentou o prolífico ator, com mais de 150 filmes em seus quase seis décadas de carreira.
O ator sustenta que o cinema é o meio natural dos filmes e que, assim como a boa gastronomia, eles devem ser saboreados com calma.
“Na culinária, há algo chamado comida lenta, que é muito bom”, disse Skarsgard, referindo-se ao movimento que surgiu na Europa em 1989 em resposta ao fast food. “Que tal uma distribuição lenta dos filmes para deixar que cresçam de forma natural porque as pessoas gostam deles?”, questionou.
Sob a direção de Joachim Trier (“A Pior Pessoa do Mundo”), Skarsgard interpreta Gustav Borg em “Valor Sentimental”, um cineasta renomado que tem uma relação tensa com sua filha atriz, interpretada pela também indicada Renate Reinsve.
Pai de oito filhos, seis dos quais seguiram seus passos nas telas, Skarsgard já brincou sobre como sua própria vida real o ajudou na preparação para o papel pelo qual já ganhou um Globo de Ouro, entre outros reconhecimentos. as ele aproveita a atenção que recebe para enfatizar o futuro da indústria.
Um ator ‘otimista’
Stellan Skarsgard e Genevieve O’Reilly em cena de ‘Andor’
Divulgação
A batalha entre as salas de cinema e o streaming vai além de uma preferência de consumo, opina Skarsgard. “Tudo está se tornando a mesma coisa em todo o mundo. Somos propriedade das mesmas pessoas, e isso é uma ameaça à diversidade de qualquer tipo de arte”, disse. “As salas de cinema morrem se tivermos apenas streaming.”
Apesar desse cenário, o ator se define como “otimista” graças ao sucesso de “Valor Sentimental”, que também atribui à globalização do cinema. “Este filme é um bom exemplo do que você pode fazer com o cinema. Claro que não pode ser apreciado no iPad, mas o que é importante é romper com essa tendência de unificar o capital, de que o capital se acumule nas mesmas mãos”, comentou.
Para o ator, os filmes são uma “matéria-prima cultural que beneficia a sociedade”.
Sorridente, afável e ponderado ao falar, Skarsgard conversou com a France Presse durante o tradicional almoço que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas oferece aos indicados ao Oscar todos os anos, e que desta vez foi realizado em 10 de fevereiro, em Beverly Hills.
O ator não escondeu seu entusiasmo por participar do evento ao lado de colegas e outros profissionais do cinema, “alguns dos melhores do mundo”.
Skarsgard também refletiu sobre como o mercado internacional ganhou peso pouco a pouco diante do americano, uma mudança que ele observou ao longo das quase seis décadas de carreira que começou em sua terra natal, a Suécia.
E isso se torna evidente nas atuais indicações ao Oscar, com dois filmes em língua estrangeira (“Valor Sentimental” e o brasileiro “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho) saindo da categoria internacional para competir pela tão cobiçada estatueta de melhor filme, prêmio tradicionalmente concedido a produções americanas.
Para o futuro, o que o também produtor espera é que os filmes retornem ao seu habitat natural. “Quero ver os filmes de volta às salas de cinema”, disse. “E quero que as pessoas voltem às salas de cinema”.
A 98ª cerimônia do Oscar será realizada no dia 15 de março, em Hollywood.

Fonte: G1 Entretenimento

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A campanha do brasileiro Adolpho Veloso pelo Oscar: ‘A única coisa que não faço e político faz é comer pastel e abraçar criança’


O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso, que concorre ao Oscar
Daniel Schaefer/Divulgação/Via BBC
Ir à sua própria festa de aniversário sem conhecer nenhum convidado. É assim que o diretor de fotografia Adolpho Veloso descreve a experiência de fazer campanha em busca de seu primeiro Oscar, premiação na qual concorre com o filme Sonhos de Trem, da Netflix, dirigido por Clint Bentley.
Paulistano de 36 anos radicado em Lisboa, Veloso tem feito há meses quase o mesmo périplo que Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, protagonista e diretor do filme O Agente Secreto, em busca de uma estatueta dourada.
Apesar de não ter o rosto estampado em capas de revistas como Moura, a experiência é parecida, ele diz. Envolve dar entrevistas quase todos os dias, em idiomas diferentes e em vários países — como esta que concedeu à BBC News Brasil em uma passagem por Londres na última semana.
Há ainda uma série de almoços, jantares e sessões de perguntas e respostas após a exibição de seu filme, em geral organizadas para receber integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que escolhem os vencedores.
A votação começou na quinta-feira (26/02) e se estende até a próxima semana. Ainda dá tempo, portanto, de ampliar a campanha. A experiência, ele compara, assemelha-se à de um candidato à Presidência da República às vésperas das eleições.
“A única coisa que eu não faço e político faz é comer pastel e abraçar criança, porque o resto estou fazendo tudo. É um trabalho de campo, muito mais difícil do que filmar. Fazer um filme é muito difícil, mas é minha zona de conforto”, afirma.
O diretor de fotografia Adolpho Veloso e o ator Joel Edgerton nas filmagens de Sonhos de Trem
Daniel Schaefer/Divulgação Netflix/via BBC
De São Paulo para Hollywood
Veloso é calejado por décadas na indústria audiovisual, tendo trabalhado com publicidade, videoclipes, curtas-metragens e outros formatos no Brasil. Sonhos de Trem, porém, coroa os primeiros passos de sua carreira internacional, que começou a ser desenvolvida há cerca de cinco anos.
O filme acompanha um lenhador e operário no oeste dos Estados Unidos, do fim do século 19 até meados do século 20, enquanto ele ajuda a construir, com suor e sangue, o país que se conhece hoje.
Mais introspectivo, o longa-metragem tem justamente na fotografia um de seus principais méritos, segundo a crítica especializada, por fundir de forma orgânica os dramas do protagonista aos do cenário — outro personagem da película em constante transformação.
O papel de Veloso foi fundamental para a estética do filme, visto que, no set de filmagens, era sua função definir elementos como enquadramentos, movimentos de câmera e iluminação da película.
Mas ele diz acreditar que é pequena sua chance no Oscar, cuja cerimônia será realizada no dia 15 de março, em Los Angeles, pois neste ano a competição está acirrada.
Ele concorre com Pecadores, estrelado por Michael B. Jordan; Uma Batalha Após a Outra, aposta do ano de Leonardo DiCaprio; Marty Supreme, que pode enfim levar à premiação de Timothée Chalamet; e Frankenstein, trabalho de Guillermo Del Toro com Jacob Elordi.
“Todos têm no mínimo dez vezes mais orçamento do que a gente teve”, ele diz. “A favorita é (a americana) Autumn Durald, de Pecadores. Seria histórico. A primeira mulher a ganhar um Oscar de fotografia. Foi também a primeira a fotografar um filme em Imax. Está rompendo muitas barreiras.”
Mas a esperança persiste. “O que me disseram é que, se eu não fizesse nada, teria 0% de chance; se fizesse tudo o que me pedissem, teria 5%”, ele diz, entre risos. “Mas, ao mesmo tempo em que é impossível chegar sem uma campanha, todo mundo está fazendo campanha. Entre todo mundo, provavelmente o trabalho fale mais alto.”
Cena do filme Sonhos de Trem
Divulgação/Netflix/Via BBC
Leia abaixo a entrevista, na qual Veloso comenta ainda o momento atual do cinema brasileiro, as chances de O Agente Secreto na premiação, o uso de inteligência artificial nas artes e os entroncamentos de Sonhos de Trem com a política americana.
BBC News Brasil — Como tem sido sua campanha pelo Oscar?
Adolpho Veloso — A única coisa que eu não faço e político faz é comer pastel e abraçar criança, porque o resto estou fazendo tudo. É um trabalho muito mais difícil do que filmar. Você vai em um almoço que fizeram para você conhecer os votantes, são pessoas que você admira, mas é uma situação um pouco forçada para conquistar um voto. Tenho tentado tirar o melhor disso, que é conhecer as pessoas e ouvir o que elas têm a dizer em vez de ficar só pedindo ‘vote em mim’. Fazem uma festa para o filme, você e seu trabalho, só que você não conhece ninguém. É como se fosse seu aniversário, só que com um monte de convidados que você nunca viu na vida.
BBC News Brasil — Dito isso, até que ponto o Oscar premia a qualidade e até que ponto recompensa a campanha de marketing?
Veloso — Não faço a menor ideia, mas você não consegue chegar a uma indicação sem campanha. É preciso que as pessoas assistam ao filme e simpatizem com você. O que me disseram é que, se eu não fizesse nada, teria 0% de chance; se fizesse tudo o que me pedissem, teria 5%. Mas, ao mesmo tempo em que é impossível chegar sem uma campanha, todo mundo está fazendo campanha. Entre todo mundo, provavelmente o trabalho fale mais alto.
BBC News Brasil — Isso deve custar caro. O orçamento de Sonhos de Trem foi de US$ 8 milhões. Não é difícil pensar que se gaste até mais com a campanha, né?
Veloso — Bem mais. É um filme independente, aí a Netflix adquiriu e tem feito um trabalho de campanha para que todos assistam. Mas originalmente é um filme independente muito barato perto dos padrões de Hollywood. Todos os que estão concorrendo na categoria de fotografia têm no mínimo dez vezes mais orçamento do que a gente teve. Pecadores e Uma Batalha Após a Outra, são filmes de mais de US$ 150 milhões, Marty Supreme e Frankenstein provavelmente também.
BBC News Brasil — Pensando não só na sua indicação, mas nas de O Agente Secreto e Wagner Moura, qual é a chance do Brasil no Oscar este ano?
Veloso — É muito difícil separar o lado torcedor do mais realista. Torço muito para que o Brasil ganhe todas as indicações, mas é difícil. Melhor filme é muito difícil, filme internacional tem grandes chances, assim como Valor Sentimental. Apesar de merecer muito, a situação do Wagner é muito complicada, porque tem um hype em cima do Timothée Chalamet. A maior chance talvez seja em direção de elenco. Tem um trabalho especial em O Agente Secreto de ser um elenco muito diverso, com muitas pessoas que não eram atores, que atuam pela primeira vez, então a chance é grande.
A minha eu acho muito difícil. A favorita é Autumn Durald, de Pecadores. Seria histórico, a primeira mulher ganhando um Oscar de fotografia. Ela também foi a primeira mulher a fotografar um filme em IMAX. Está rompendo muitas barreiras.
BBC News Brasil — Uma das marcas mais fortes da fotografia de Sonhos de Trem, segundo a crítica, é o céu, que é muito bonito. O quanto isso foi definido na filmagem e o quanto na edição?
Veloso — Foi na filmagem. A gente não tem nenhuma troca de céu na pós-produção. É tudo muito naturalista. Foi feito de verdade. A gente tinha um plano, queríamos estar no lugar certo na hora certa, evitamos filmar cenas externas com o sol muito alto, com a luz muito dura, então procurávamos o pôr do sol. A gente trabalhou quase o filme todo com luz natural. Não tem interferência de luz artificial ou efeitos especiais.
É difícil fazer isso, mas foi a maneira que aprendi a trabalhar. Grande parte da minha carreira foi no Brasil, com orçamentos pequenos, e tudo o que tinha era uma locação. Às vezes nem tinha orçamento para ter uma luz ou uma interferência na pós-produção. Só ampliei isso para uma escala maior. É difícil não ter o controle, estar à mercê de estar chovendo, de o céu nublar, mas é mais inspirador estar no mundo real. Ficar dentro de um estúdio com um fundo verde no fundo é pouco inspirador. Muitas vezes a gente tinha planejado filmar dentro, mas a luz estava bonita, então mudávamos para fora; às vezes planejamos filmar com sol, mas estava chovendo, e a gente reagia ao mundo real.
BBC News Brasil — O que isso muda para os atores?
Veloso — A gente queria dar liberdade para os atores. Não se preocupar com um monte de tripés, luzes e caminhões ao redor. Queríamos reduzir o impacto da equipe ao redor para que eles se sentissem mais naquele mundo.
Cena do filme Sonhos de Trem
divulgação/Netflix/via BBC
BBC News Brasil — O filme retrata as pessoas que ajudaram a construir os Estados Unidos, com suor e sangue. Como vocês trabalharam ao redor desse tema neste momento em que os EUA está sob escrutínio por conta das políticas do presidente Donald Trump?
Veloso — A gente queria fazer com que as pessoas se identificassem com o personagem, em vez de dar um tapa na cara e falar que você precisa pensar assim ou prestar atenção nisso. Esses são os personagens, isso é o que estava acontecendo ao redor deles, e deixamos o espectador se identificar ou não com alguns aspectos. A gente queria que a natureza fosse uma personagem do filme, por isso a gente não a filmou como um cartão postal. Os personagens discutem quantas árvores eles podem cortar ou não, tem conversas sobre isso, pensam diferente. A questão da imigração também está ali, mas não como um testamento de nada, e sim como uma exposição para as pessoas refletirem o que quiserem.
BBC News Brasil — O filme vai do fim do século 19 até meados do século 20. É um filme de época, mas será que ele ressoa mais hoje?
Veloso — É um filme de época, mas muito contemporâneo. Além de meio ambiente e imigração, ele fala da dificuldade do ser humano de se adaptar a novas tecnologias e se manter atualizado, como naquela cena em que o protagonista tenta usar uma serra elétrica e não consegue. É a gente com o ChatGPT hoje tentando entender como ele funciona. São aspectos de 1920, mas as dificuldades são as mesmas de hoje.
BBC News Brasil — Quais são as diferenças entre a sua fotografia e a dos seus concorrentes?
Veloso — Além da questão orçamentária, de sermos o peixinho perto de peixes grandes, tem o lado quase orgânico de Sonhos de Trem. Enquanto os outros filmes são feitos com mais orçamento, mais equipamentos e muita pós-produção, o nosso é o mais orgânico, o mais feito à mão de todos.
BBC News Brasil — Você citou o ChatGPT. O que pensa sobre o uso da inteligência artificial no cinema?
Veloso — A IA está aí e vai ajudar o ser humano em muitas coisas, mas tem questões a serem discutidas, como direitos autorais. O sistema de aprendizado da IA está remunerando quem deveria ser remunerado, a fonte desse material? Terão filmes inteiros feitos com inteligência artificial, mas as pessoas sempre vão querer assistir a filmes feitos por pessoas. É a mesma coisa com os produtos orgânicos e os ultraprocessados. Tem muita gente querendo comer comida de verdade, feita à mão. Vai acontecer a mesma coisa com o cinema.
BBC News Brasil — Devemos ter mais brasileiros no Oscar nos próximos anos?
Veloso — Vivemos um bom momento, com recorde de indicações este ano, presença nos festivais, mas é difícil saber se isso vai se traduzir numa indicação ao Oscar ou numa vitória, mas certamente a gente vai continuar fazendo parte da conversa.
Cena do filme Sonhos de Trem
Divulgação/Netflix/ via BBC
BBC News Brasil — A que você atribui esse bom momento?
Veloso — À força do Brasil como um todo. A interferência que o povo brasileiro tem nas redes sociais, no Instagram da Academia, em que os posts com mais like são os de Wagner Moura e Fernanda Torres. Quem está de fora vê e pensa: esse país tem uma voz, precisamos escutar. Se tanta gente está falando deste filme, vamos assistir? O barulho do brasileiro está funcionando.
BBC News Brasil — O quanto esse movimento pode trazer de retorno ao Brasil? Será que a gente está produzindo e assistindo a mais filmes brasileiros?
Veloso — Quando assisti à indicação de Cidade de Deus ao Oscar, me inspirou muito. Se um filme brasileiro chegou lá, por que eu não posso? Esses exemplos constantes de brasileiros vão inspirar muita gente que já faz cinema e também quem vai começar a fazer. E pode trazer um olhar de fora, um investimento de fora, para o Brasil. Ajuda a discutir o quão importante é incentivar a cultura, porque a cultura está pondo o Brasil em pauta e pode trazer investimentos até para outras coisas. É o que a gente vê com a Coreia do Sul, o quanto o investimento em cultura impactou turismo e outras áreas.
BBC News Brasil — O que falta, então, para o Brasil ir além?
Veloso — A gente está num bom caminho. Falta mais conversa, acabar com os preconceitos ao redor do investimento em cultura, mostrar quantos trabalhos isso gera, o quanto de dinheiro e retorno isso traz. É difícil dizer, mas acho que falta mais. Fazer mais, mostrar mais, dar mais oportunidade para mais gente. Por muito tempo, o cinema foi um espaço para poucos, e agora mais gente tem voz.
BBC News Brasil — Na categoria de melhor filme, seu filme, Sonhos de Trem, está concorrendo com O Agente Secreto. Para quem é sua torcida?
Veloso — Infelizmente, acho que nenhum dos dois vai levar. Eu ficaria muito feliz pelos dois. Um por ter feito, outro por ser do Brasil. Mas é difícil.
BBC News Brasil — Você já preparou um discurso para caso ganhe?
Veloso — Não. Primeiro porque as chances são poucas e depois porque, como um bom torcedor de futebol, gritar gol antes da hora não pode. É zica.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Estilista de Zendaya diz que ela e Tom Holland se casaram


Tom Holland e Zendaya
Reprodução/Instagram
Zendaya e Tom Holland estão casados. É o que afirma o estilista Law Roach, amigo próximo da atriz. Durante uma entrevista à Access Hollywood no tapete vermelho do 2026 Actor Awards, no domingo, 1º de março, Roach disse que o casamento já havia acontecido.
“O casamento já aconteceu, você perdeu”, disse Law Roach. Ao ser questionado se estava falando sério, ele reafirmou, rindo: “É verdade!”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Os rumores de noivado entre os dois começaram durante o Globo de Ouro de 2025, em 5 de janeiro, quando Zendaya foi vista usando um anel de diamante no dedo anelar da mão esquerda. O TMZ confirmou a notícia no dia seguinte, citando fontes próximas ao casal. De acordo com a revista “People”, Tom Holland já queria pedir a atriz em casamento havia algum tempo. “Ele sempre soube que ela era a pessoa certa”, disse uma fonte.
Anel de Zendaya no Globo de Ouro gera especulação
Jordan Strauss/Invision/AP
Em setembro de 2025, Holland corrigiu um repórter durante um evento, quando o jornalista se referiu a Zendaya como namorada do ator. Tom riu e respondeu: “Noiva”.
Os rumores de que os atores estavam juntos começaram em 2016, quando foram escalados para atuar em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Na época, tanto Zendaya quanto Tom afirmaram que a relação era estritamente platônica.
Em julho de 2017, porém, uma fonte disse à revista “People” que os dois estavam juntos. “Eles começaram a se encontrar durante as filmagens de ‘Homem-Aranha’”, afirmou. “Eles têm sido extremamente cuidadosos para manter o relacionamento em segredo e longe dos holofotes, mas já viajaram juntos e tentam passar o máximo de tempo possível um com o outro.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Pecadores’ leva o prêmio principal no Actor Awards, preparando o terreno para confronto no Oscar


Michael B. Jordan vence melhor ator por ‘Pecadores’ no Actors Awards
Reprodução/AP Photo/Chris Pizzello
Após uma varredura quase completa na temporada de premiações por “Uma Batalha Após a Outra”, “Pecadores” venceu como melhor elenco no 32º Actor Awards do Screen Actors Guild neste domingo (1º), agitando a corrida ao Oscar e estabelecendo um possível final de roer as unhas daqui a duas semanas no Academy Awards.
Os prêmios do sindicato, anteriormente conhecidos como SAG Awards, são um dos precursores do Oscar mais observados de perto. Os atores compõem a maior fatia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e suas escolhas no Actor Awards frequentemente se alinham.
A vitória da saga de vampiros banhada a blues de Ryan Coogler mostrou que ela também tem grandes chances de vencer no Oscar, apesar de uma trajetória quase impecável de prêmios para “One Battle After Another”, de Paul Thomas Anderson. O filme venceu no Globo de Ouro, no Producers Guild Awards, no BAFTAs e no Directors Guild Awards.
Mas a vitória de domingo, em uma cerimônia transmitida pela Netflix no Shine Auditorium, em Los Angeles, inverteu o roteiro da temporada de premiações. O roteirista e diretor Ryan Coogler, cujo “Pantera Negra” triunfou nos prêmios do sindicato em 2019, tornou-se o primeiro cineasta a conduzir dois elencos ao prêmio principal da guilda.
“Do fundo dos nossos corações, para o fundo dos seus corações, muito obrigado por tudo”, disse Delroy Lindo, que falou em nome do elenco do filme.
Momentos antes, Michael B. Jordan também venceu como melhor ator, desbancando o favorito da categoria, Timothée Chalamet, e entregando a Jordan, de 39 anos, o prêmio mais significativo de sua aclamada carreira. Até Jordan parecia chocado enquanto o público se levantava e Viola Davis, a apresentadora do prêmio, comemorava.
“Eu não esperava por isso de forma alguma”, disse Jordan, que refletiu sobre o início como ator antes de pausar para apreciar o momento. “É, cara, isso é muito legal.”
Como esperado, Jessie Buckley venceu como melhor atriz por sua performance em “Hamnet”. Mas as outras disputas de atuação têm sido mais difíceis de prever. No domingo, Sean Penn (que não compareceu) venceu como melhor ator coadjuvante por “One Battle After Another” e Amy Madigan venceu como melhor atriz coadjuvante por “A Hora do Mal”.
Madigan, de 75 anos, que nunca havia sido indicada pelo sindicato anteriormente, estava visivelmente surpresa. No meio de seu sinuoso e charmoso discurso de aceitação, ela olhou para a estatueta.
“É como quando você era pequena e tinha a Barbie e depois ganhava o Ken, abaixava as calças dele e dizia: ‘Ei, não tem nada aqui’”, brincou Madigan antes de se desculpar por se distrair.
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Um prêmio póstumo para Catherine O’Hara
Catherine O’Hara venceu póstumamente como melhor atriz em série de comédia por sua atuação como executiva de cinema na sátira do showbiz “The Studio”. O’Hara morreu aos 71 anos em 30 de janeiro devido a um coágulo sanguíneo nos pulmões. No Shine Auditorium, em Los Angeles, a multidão aplaudiu O’Hara de pé após ela ser anunciada como vencedora.
Seth Rogen, cocriador de “The Studio”, aceitou o prêmio em seu nome. Ele relembrou uma colaboradora apaixonada que, na noite anterior a uma cena, invariavelmente enviava um e-mail educado com sugestões de reescrita. Rogen disse que O’Hara “mostrou que você podia ser um gênio e ser gentil”.
“Se você tem pessoas em suas vidas que não conhecem o trabalho dela”, disse Rogen, “mostre a elas O’Hara dançando Harry Belafonte em ‘Os Fantasmas se Divertem’, mostre a elas O’Hara machucando o joelho em ‘Best in Show’ e fazendo aquela coisa incrível onde ela manca por aí, e diga às pessoas, enquanto elas estão rindo, que aquela é Catherine O’Hara e que tivemos sorte de viver em um mundo onde ela compartilhou seus talentos tão generosamente conosco.”
Uma cerimônia que evitou a política
A cerimônia, apresentada pelo sindicato de atores SAG-AFTRA, foi conduzida pela mestre de cerimônias veterana Kristen Bell, que deu início ao show com um tom leve de música e dança, apesar da guerra no Irã e da agitação na indústria do entretenimento. Sean Astin, presidente do SAG-AFTRA, ofereceu “uma oração pela paz” em seus comentários.
O Actor Awards foi a maior festa de Hollywood desde que a Paramount chegou a um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões. A fusão, que aguarda aprovação regulatória, enviou ondas de choque por Hollywood. O diretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, cuja empresa perdeu para a oferta concorrente da Paramount, passou pelo tapete vermelho de jeans.
A vitória de “Sinners” garante que a Warner Bros. chegará ao Oscar com os dois claros favoritos a melhor filme com ele e “One Battle After Another” — um golpe de mestre na temporada de premiações para um estúdio prestes a ser vendido.
Antes de a cerimônia começar, o prêmio de melhor elenco de dublês foi para um lançamento da Paramount: “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 2”. Entre os prêmios de TV, “The Studio” venceu como série de comédia e “The Pitt” venceu como série de drama. Os vencedores individuais incluíram Keri Russell (“A Diplomata”), Rogen (“The Studio”), Michelle Williams (“Dying for Sex”), Owen Cooper (“Adolescence”) e Noah Wyle (“The Pitt”).
Uma homenagem a Harrison Ford
Harrison Ford foi homenageado com o SAG-AFTRA Life Achievement Award, um prêmio apresentado com caloroso sarcasmo por Woody Harrelson. O ator de 83 anos disse estar honrado.
“Estou em uma sala com atores, muitos dos quais estão aqui porque foram indicados para receber um prêmio por seu trabalho incrível, enquanto eu estou aqui para receber um prêmio por estar vivo”, disse Ford, que chamou o momento de “o ponto médio” de sua carreira.
Ford se emocionou durante grande parte de seu discurso, refletindo sobre uma carreira que ele observou “não ter sido um sucesso da noite para o dia”. Ele chamou o prêmio de “muito encorajador”.
“Sou de fato um cara de sorte”, disse Ford. “Sorte por ter encontrado meu povo. Sorte por ter um trabalho que me desafia. Sorte por ainda estar fazendo isso.”
Harrison Ford é homenageado com Prêmio de Realização em Vida no Actors Awards
Reprodução/Jordan Strauss/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Neta de Selma do Coco, Negadeza perpetua a herança familiar no EP que lançará em abril com o filho Zuri Ribeiro


Negadeza e o filho Zuri Ribeiro se unem no EP ‘Herança ancestral’, programado para 10 de abril
Marcella Saraceni / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O fato de Negadeza ser neta de Selma Ferreira da Silva (10 de dezembro de 1935 – 9 de maio de 2015) e filha de Áurea da Conceição de Assis Souza (21 de junho de 1958 – 27 de janeiro de 2022) – artistas pernambucanas imortalizadas com os nomes artísticos de Selma do Coco e Aurinha do Coco, respectivamente – legitima o título do EP “Herança ancestral”.
No EP, gravado por Negadeza com o filho Zuri Ribeiro e programado para 10 de abril, a cantora, compositora e percussionista pernambucana perpetua a tradição familiar do coco de roda ao longo de cinco músicas.
Nascida no Recife (PE), criada em Olinda (PE) e radicada no Rio de Janeiro (RJ), Negadeza é Andreza Karla na certidão de nascimento. No EP “Herança ancestral”, a artista celebra o matriarcado cultural da família como cantora, como compositora de três das cinco músicas e como instrumentista polivalente que se reveza no toque de pandeiro, ganzá, agbê, congas, bombinho, bombo, ilu e caixa.
Prevista para ser lançado em single na próxima sexta-feira, 6 de março, a música-titulo “Herança ancestral” é composição autoral em que Negadeza reverencia o legado da avó Selma do Coco. Já “Mestra querida” é música em que o autor Lucas Furtunato homenageia Aurinha do Coco, mãe de Negadeza.
Em “Serenou”, Negadeza professa a fé em música que fala de Iemanjá e inclui citações em iorubá. A artista também assina “Vida que segue”.
Já Zuri Ribeiro é o compositor que pavimenta “O caminho” para seguir a própria rota sem deixar de celebrar bisavó, avó e mãe. Com 15 anos, Zuri (rabeca, guitarra, baixo, violão, trompete, bombo e voz) também assina a produção musical do EP “Herança ancestral”.
Capa do EP ‘Herança ancestral’, de Negadeza e Zuri Ribeiro
Marcella Saraceni / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Castela garante lugar no passado da música sertaneja com a sequência do álbum ao vivo ‘Herança boiadeira’


Ana Castela na gravação do álbum ‘Herança boiadeira – Rodeio’ na 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos
Reprodução / Instagram Ana Castela
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Herança boiadeira – Rodeio
Artista: Ana Castela
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Revelada em 2021 e projetada no ano seguinte com o estouro de “Pipoco” (2022), música que deu breve sopro de renovação no universo sertanejo com toques de funk e dance music, Ana Castela logo correu para pegar um lugar no passado desse gênero de origem caipira ao mesmo tempo em que sedimentou as bases do agro pop dos anos 2020 com álbuns como “Boiadeira internacional” (2024) e “Let’s go rodeo” (2005), no qual flertou com o country pop e contemporâneo dos Estados Unidos.
O primeiro movimento da artista sul mato-grossense rumo às raízes foi feito em abril de 2024 com a gravação do álbum ao vivo “Herança boiadeira”, lançado em setembro daquele ano com repertório vintage e convidados como Trio Parada Dura e a dupla Rionegro & Solimões.
Apresentado na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro, o álbum audiovisual “Herança boiadeira – Rodeio” (2026) é a sequência do disco de 2024 e consolida o movimento de Ana Castela em direção a uma nostalgia sertaneja que parece bater forte no coração acelerado da jovem cantora e compositora de 22 anos, criada em município do interior do estado de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, país das guarânias que cruzaram as fronteiras do Brasil e se tornaram gênero musical recorrente no universo sertanejo.
Não por acaso, uma das músicas inéditas inseridas no repertório de sucessos sertanejos se chama “Saudade é mato” (Diego de Souza, Leo Souzza e Mateus Félix, 2026).
Registro de show feito em clima de arena, a gravação ao vivo do álbum “Herança boiadeira – Rodeio” aconteceu em 28 de agosto de 2025 no segundo dos dois shows apresentados por Ana Castela na programação da 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, da qual a artista foi a embaixadora.
Ana Castela faz ‘Franguinho na panela’ com a dupla Lourenço & Lourival
Divulgação
No todo, o álbum é muito bom. Dona de voz grave e firme, Ana se confirma boa cantora ao interpretar modões e tradições da música sertaneja ao lado de convidados como a cantora e compositora Roberta Miranda – com quem revive “Vá com Deus” (1987), hit do cancioneiro autoral de Roberta – e a dupla Lourenço & Lourival, com quem fez Ana faz um gostoso “Franguinho na panela” (Moacyr dos Santos e José Plinio Transferetti, o Paraíso), tema lançado em 1999 pela dupla Craveiro & Cravinho, mas propagada de fato no início dos anos 2000 na gravação feita por Lourenço & Lourival em 2002.
Se faltou um pouco mais de fervor na abordagem da canção “Romaria” (Renato Teixeira, 1977) em duo com Sérgio Reis, apesar da pregação calorosa feita pelo locutor Cuibano Lima na introdução do número, sobrou emoção no canto de “Hoje eu lembrei de você” (Giovani Avelar, Leo Souzza e Mateus Félix, 2026), música entoada por Ana Castela com os avós no palco ao lado dela.
Se chega a ser óbvia ao receber Zezé Di Camargo & Luciano para turbinar o canto do medley que agrega dois sucessos da dupla, “Você vai ver” (Elias Muniz e Carlos Colla, 1993) e “No dia que eu saí de casa” (Joel Marques, 1991), Ana Castela surpreende ao trazer Sula Miranda à cena. Conhecida no universo sertanejo pelo epíteto de Rainha dos caminhoneiros, Sula divide “Rédeas do possante” (Antonio Luiz e Jotha Luiz, 1991) com a anfitriã.
Enfim, ao mesmo tempo em que pede a benção a veteranos como Teodoro & Sampaio ao reafirmar a herança boiadeira, Ana Castela dá voz aos clássicos sertanejos sem abrir mão da estética visual pop country dos anos 2020 e consegue o intento de transitar com naturalidade entre presente e passado.
Ao desencavar raízes de um som outrora caipira, Ana Castela se faz presente na cena atual e já garante um lugar no passado da música sertaneja.
Capa do álbum ‘Herança boiadeira – Rodeio’, de Ana Castela
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento