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Derrota do 7×1, afastamento de Tite e relação com Cristiano Ronaldo: Felipão fala sobre assuntos de trajetória no futebol


‘Pode Perguntar?’: Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade
Em participação no quadro “Pode Perguntar?”, do Fantástico, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, falou sobre temas marcantes de sua trajetória no futebol: a derrota histórica da Seleção Brasileira por 7 a 1 para a Alemanha em 2014, o afastamento do treinador Tite e a relação de proximidade com o atacante português Cristiano Ronaldo. Veja no vídeo acima.
Derrota histórica em 2018
O treinador classificou o resultado no Mineirão como um episódio coletivo e destacou a dificuldade de reagir ainda durante a partida. Segundo ele, já no intervalo, com o placar em 5 a 0, não havia espaço para ajustes táticos profundos, mas sim para tentar conter o impacto emocional sobre os jogadores.
“Reavaliação quando está 5 a 0 é difícil. O que cabia a mim era não deixar uma arrasada final. Mostrar que o mundo não terminou ali”, afirmou.
Felipão também ressaltou que a derrota deve ser compartilhada por todo o grupo.
“Ganhamos em grupo, perdemos em grupo. Eu era mais um naquele momento”, disse.
O técnico ainda comparou o episódio com conquistas posteriores na carreira, como a passagem pelo futebol chinês, onde acumulou títulos. Para ele, a superação é parte fundamental da trajetória no esporte. “A gente não pode afundar porque um problema existe”, completou.
Relação com Tite segue distante
Outro ponto abordado foi o distanciamento do técnico Tite. Felipão confirmou que os dois ficaram afastados após uma acusação envolvendo uma suposta derrota proposital em um jogo no passado — situação que ele nega categoricamente.
“Não teve veracidade nenhuma. Foi uma colocação totalmente errada”, afirmou.
O treinador explicou que, apesar de tentativas de reaproximação, o contato ainda não foi retomado.
“Achamos que não era o momento. Estamos um pouco afastados ainda”, disse. Ele, no entanto, minimizou o conflito e demonstrou expectativa de reconciliação no futuro. “Acho que, com o tempo, vamos esquecer isso. É uma bobagem que o futebol vai ter que eliminar”, avaliou.
Amizade com Cristiano Ronaldo
Felipão também surpreendeu ao comentar sua relação com Cristiano Ronaldo, com quem trabalhou na Seleção de Portugal. Segundo ele, mantém contato frequente com o atacante até hoje.
“Tenho o número dele, a gente se comunica. É uma relação como de pai para filho”, afirmou.
O treinador elogiou não apenas o talento, mas também a dedicação do jogador.
“Tudo o que vocês ouvem falar do Cristiano é certo. Ele é espetacular. Não se contenta com o normal — enquanto não aprende o mais difícil, ele não para”, disse.
Felipão destacou ainda a longevidade do atleta, que segue atuando em alto nível. “É por isso que ele continua até hoje, com mais de 40 anos, jogando profissionalmente”, concluiu.
Aos 77 anos, Felipão segue sendo uma das figuras mais emblemáticas do futebol brasileiro, marcado tanto pelo título mundial de 2002 quanto pela derrota de 2014 — dois extremos que, segundo ele, ajudam a definir sua trajetória.
‘Pode Perguntar?’: Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Barretos 2026: o que explica a invasão do pagode na maior festa sertaneja do país


Alexandre Pires, Belo, Pixote e Turma do Pagode são destaque em Barretos
Reprodução/Instagram
A edição de 2026 da Festa do Peão de Barretos, o maior evento da cultura sertaneja do país, tem um número expressivo de pagodeiros. Neste ano, foram confirmados no festival: Belo, Alexandre Pires, Pixote e Turma do Pagode.
É o maior número de representantes do gênero nas últimas 10 edições, sendo um deles (Alexandre Pires) destaque no palco principal de Barretos, o Palco Estádio.
Num evento tão tradicionalista, que inclusive foi alvo de críticas ao tentar abrir mais espaço para nomes do pop e do funk, caso de Anitta e MC Kevinho, o pagode é uma espécie de coirmão que ganhou destaque, muito pelos resultados dos últimos anos.
Agora no g1
Pedro Muzetti, diretor cultural da Festa do Peão de Barretos, destacou em entrevista ao g1 que o evento sempre teve um papel de experimentação.
“Somos um evento com os maiores nomes do sertanejo, 90, 95% do line-up é de artistas do gênero, mas também tentamos inovar. Sabemos que, num primeiro momento, as críticas aparecem, tem gente que não gosta. Mas no dia do show costuma dar certo”, explica.
“Com pagode, percebo que a recepção é diferente, existe uma conexão maior do que com outros gêneros, como o funk, por exemplo.”
A estratégia dos bastidores
Nas últimas 10 edições da Festa do Peão de Barretos, o número de representantes do pagode nos dois palcos principais do evento (Estádio e Amanhecer) foi de, no máximo, dois. Em 2026, serão quatro.
Infográfico mostra crescimento do pagode em Barretos
Arte/g1
Mas a “negociação” para a vinda em peso de pagodeiros começou em 2025. Além dos palcos onde acontecem os shows principais da Festa do Peão, Barretos tem diversos ranchos, espaços onde artistas também se apresentam e empresários fazem conexões.
Foi nesse espaço que Alex Kalil, responsável pela produtora GR Show, decidiu atuar. O empresário, que gerencia a agenda de Belo, Turma do Pagode e Pixote (três dos quatro convidados), se instalou em um rancho que levava sua marca e iniciou as conversas com o evento.
Dodô, vocalista do grupo Pixote, chegou a participar do show da dupla Hugo e Guilherme, que se apresentou no palco principal do evento em 2025.
“Cantei ‘Insegurança’ com eles e foi maravilhoso. O público cantou junto comigo e acho que ali foi uma abertura. A organização viu que todo mundo conhece, todo mundo cantou. Esse ano a gente vai estar com nosso show lá”, disse ao g1.
Muzetti conta que os ranchos são fundamentais nessa “experimentação” de Barretos e que outros escritórios responsáveis por gerir a carreira de outros artistas já entraram em contato com o evento para entrar na lista de shows.
A seleção dos artistas do pagode levou em conta a influência do empresário e também um “match” com o evento, como é o caso de Alexandre Pires, que vai se apresentar em Barretos com seu projeto em homenagem ao sertanejo, “Pagonejo Bão”.
O lobby de Kalil tem como principal base um dos melhores anos do pagode. Depois de, finalmente, quebrar a dependência das rádios (onde desbancou o sertanejo) e invadir o streaming, o gênero teve em 2025 um grande resultado de números. E uma nova porta se abriu.
A nova onda do pagode
Thiaguinho no Mineirão lotado durante a última edição da Tardezinha em BH
Bruno Soares/Divulgação
Em 2025, a “Tardezinha”, label capitaneada por Thiaguinho rodou o Brasil, incluindo cidades interioranas onde o sertanejo domina, e se mostrou um fenômeno de público – e de vendas.
Com o pagode em alta, não só a festa de Peão de Barretos, mas todo um circuito de eventos que antes olhava quase que exclusivamente para o sertanejo estendeu o olhar ao pagode.
Marcelinho TDP, compositor e cavaquinista do grupo Turma do Pagode, contou que, nos últimos meses, o grupo recebeu diversos convites para participar de feiras agrícolas e outros eventos ligados à cultura sertaneja.
“O pagode é uma das culturas mais populares do Brasil há muito tempo. Creio que, nos últimos dois, três anos, muita gente entendeu o que essa potência traz de retorno também. E, falando do sertanejo, há uma proximidade histórica que é lógica”, diz.
Multidão empolgada com Jorge & Mateus na Festa do Peão de Barretos 2025
Érico Andrade/g1
Marcelinho e Dodô contaram que não há grandes alterações pensadas para o show em Barretos. O integrante do Turma do Pagode, inclusive, conta que nas apresentações em feiras, por exemplo, o setlist ganha apenas um “bloco final” com releituras de sucessos do sertanejo.
“Num evento que dura tanto tempo, o público quer acompanhar uma diversidade que não fuja tanto do que ele está acostumado no dia a dia. E quem ouve pagode sabe de sertanejo. E vice-versa. São culturas do povo, do brasileiro comum.”
Uma relação de três décadas
Na década de 1990, o pagode vivia seu auge no Brasil. Entre os principais grupos estavam Art Popular e Só Pra Contrariar. Os dois estavam muito conectados com o sertanejo, por motivos diferentes.
Capitaneado por Leandro Lehart, o Art Popular era um grupo de pagodeiros que gostava de dialogar com outros gêneros. Com o sertanejo, a conversa era mais próxima, num mix que foi além da sonoridade.
Um dos maiores sucessos do grupo, “Fricote” é uma parceria com Daniel e se tornou como uma espécie de marco entre os gêneros, símbolo de como o diálogo era próximo
Mas o Só Pra Contrariar foi muito além dos feats. Nascido em Uberlândia (MG), fora do eixo Rio-SP, o grupo tinha na essência relação com a cultura sertaneja.
Em uma das primeiras visitas à TV, nos anos 1990, o grupo de Alexandre Pires cantou seu principal sucesso, “Essa Tal Liberdade”. E, em vez de um banjo e um cavaco à frente, o SPC se apresentou com dois violões.
Em 1997, o projeto “Amigos”, especial de fim de ano da TV Globo que reunia os principais nomes do sertanejo à época (Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo) prestou uma espécie de homenagem ao SPC. Chitãozinho e Xororó cantaram “Mineirinho”, sucesso do grupo.
Com a virada da década, as parcerias se tornaram pontuais, mas com o mesmo impacto. Sorriso Maroto gravou com Jorge e Mateus, Raça Negra fez um DVD repleto de participações do sertanejo, e no ano passado a música mais ouvida do ano, “P do Pecado”, foi uma parceria dos pagodeiros do Menos é Mais com a sertaneja Simone Mendes.
E esse último sucesso de 2025 ajudou na mudança de chave na parceria entre pagode e sertanejo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mestres do Universo’: Elenco com duas brasileiras (e um ‘honorário’) foi ‘coincidência’, dizem atores e diretor


O He-Man brasileiro (de coração) em ‘Mestres do Universo’
Como se não bastasse a presença de duas atrizes brasileiras no elenco de “Mestres do Universo”, o novo filme que adapta as aventuras de He-Man tem um ator britânico com coração brasileiro no papel do herói.
“Eu era um fã gigante da Seleção quando era novo. Não da maneira falsa, realmente obcecado”, diz, em entrevista ao g1, Nicholas Galitzine, que cresceu com uma bandeira verde e amarela em seu quarto.
“Sinto que também sou um brasileiro honorário a essa altura.”
Conhecido por comédias românticas como “Vermelho, branco e sangue azul” (2023) e “Uma ideia de você” (2024), o ator de 31 anos divide a tela com a americana filha de brasileiros Camila Mendes (“Riverdale”) e com a carioca Morena Baccarin (dos filmes de “Deadpool”).
g1 já viu: ‘Mestres do Universo’ abraça cafonice de He-Man em aventura ridícula e divertida
Para divulgar o filme que estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas nacionais, Galitzine e Mendes estiveram em São Paulo com o diretor Travis Knight (“Kubo e as cordas mágicas”).
O lançamento teve direito a evento para fãs na avenida Paulista e premiere com tapete vermelho – um tratamento no mínimo incomum para uma grande produção hollywoodiana.
Por um lado, faz sentido. Transmitido pela Rede Globo nas manhãs dos anos 1980 e 1990, o desenho animado clássico atingiu uma popularidade no país que rivalizou com o ápice do personagem nos Estados Unidos.
Nicholas Galitzine em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Mas os atores e o cineasta garantem que a escalação das duas atrizes brasileiras – e do cidadão “adotivo”, como Mendes mesmo classificou o colega – foi mero acaso.
“De verdade acho que foi só uma coincidência”, afirma ela.
“Eu definitivamente era a única brasileira que fez testes para o papel.”
“Então, acho que, quando me escalaram, obviamente queriam ser espertos em relação a quem escalariam em alguns dos outros papéis.”
A atriz, também com 31 anos, interpreta Teela, guerreira que cresceu com o protagonista e que tem uma relação ainda não explorada no filme com a personagem de Baccarin.
“Gostaria de dizer que foi intencional, mas não foi”, conta Knight.
“A Teela, nossa protagonista do filme, precisávamos de alguém que fosse feroz e engraçada e empática e encantadora. Realmente uma ótima atriz. E isso me levou a Camila, que é todas essas coisas.”
Idris Elba, Nicholas Galitzine e Camila Mendes em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Entre a nostalgia e uma nova geração
Em “Mestres do Universo”, nome original da franquia mais conhecida no Brasil apenas como “He-Man”, o príncipe exilado (Nicholas Galitzine) de um planeta distante precisa encontrar uma espada lendária para voltar para casa e derrotar um vilão megalomaníaco (Jared Leto) e inseguro com cara de caveira.
A obra estreia finalmente depois de anos com inúmeras tentativas de fazer uma nova adaptação, após o malfadado filme estrelado por Dolph Lundgren e Frank Langella, em 1987.
Para a difícil missão de apresentar os personagens para uma nova geração, ao mesmo tempo em que agrada os fãs originais, Knight foi escolhido por ser um grande admirador do desenho enquanto crescia.
Não atrapalhou, é claro, que ele tivesse no currículo a excelente animação em stop-motion de 2016 e “Bumblebee”, filme com atores derivado de “Transformers”, outra franquia inspirada em brinquedos dos anos 1980.
“De verdade, eu nunca fiquei muito preocupado. Eu lembro de encontrar Travis pela primeira vez. E eu tinha uma fé completa nele e no que ele estava fazendo”, diz Galitzine.
“Ele é um cara que entende completamente o que é fazer um blockbuster para essa geração.”
“Sempre ia ter um elemento direcionado para saciar os fãs nesse filme, mas ele também tem uma perspectiva muito nova, e sabia que não queríamos alienar novos fãs também.”
Jared Leto como o Esqueleto em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Jared Leto e o ‘sonho febril’ do Esqueleto
Para Knight, era uma questão de resistir a impulsos de uma parte do público que dizia que “He-Man tem que ser como ‘O Senhor dos Aneis'” ou um grande épico sombrio e sisudo.
“Isso nunca foi He-Man para mim”, afirma ele.
“He-Man sempre foi algo maluco, sabe? A essência do excesso dos anos 1980. Era um sonho febril. Esquisito. Descontrolado. Com um cara com algo como um tanque no lugar do rosto lutando com outro com uma cabeça de caveira e armas laser e machados de batalha.”
Para interpretar o tal “cara com cabeça de caveira”, o vilão supremo Esqueleto, o diretor contou com o vencedor do Oscar por “Clube de compras Dallas” (2013), Jared Leto.
A ausência do ator na campanha de divulgação do filme levantou especulações do público sobre a participação efetiva de Leto na produção – algo que Knight refuta completamente.
“Ele esteve nas gravações todos os dias. A atuação que vemos é ele. Ele usa essa roupa incrível de prostéticos de músculos, que parece alguém que foi esfolado”, diz o diretor.
Ao conversar com o ator sobre o filme, Knight rapidamente aprendeu que o vilão era o favorito de Leto.
“Ele é um personagem esquisito. Ele é engraçado, e inseguro e assustador, com um visual interessante, e é muito teatral, com uma voz e uma risada bem distintas. E Jared queria capturar todas essas coisas, mas queria fazer algo maluco, que fosse divertido e o transformasse em um vilão icônico.”
Nicholas Galitzine em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Peabo Bryson, vencedor do Grammy com músicas de ‘A bela e a fera’ e ‘Aladdin’, morre aos 75 anos


O cantor Peabo Bryson
Reprodução/YouTube
O cantor Peabo Bryson, vencedor do Grammy pelas canções “A Whole New World”, do filme “Aladdin”, e “Beauty and the Beast”, de “A Bela e a fera”, morreu aos 75 anos.
*Reportagem em atualização

Fonte: G1 Entretenimento

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‘God of War Laufey’: Esposa nórdica de Kratos é a heroína de novo game derivado da franquia


‘God of War Laufey’
Divulgação
“God of War Laufey”, novo jogo derivado da franquia de ação, foi anunciado nesta terça-feira (2) em um trailer com 20 minutos de gameplay.
Ainda sem data de lançamento, o game vai ser protagonizado por Laufey (também conhecida como Faye), esposa nórdica de Kratos, e mãe de Atreus, que morre antes do início de “God of War” (2018).
O vídeo começa com a personagem acordando no Além após ter o corpo cremado, em um lugar repleto de criaturas exóticas e — como era de se esperar para a série — até agressivas.
Por sorte, a guerreira da raça dos gigantes de Jötunn rapidamente mostra que sabe muito bem se defender.
O game vai contar com participação da atriz Deborah Ann Woll (“Demolidor”), que fez a captura de movimentos e dublou a heroína em “Gof of War Ragnarok”, e do ator Jack Quaid (“The Boys”), que emprestará a voz à espada Phranque.

Fonte: G1 Entretenimento

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Carlinhos Brown faz sinfonia afro em álbum com a Orquestra Ouro Preto


Carlinhos Brown na gravação do álbum ao vivo ‘Afrossinfonicidade volume I’
Lucas Leawry / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Carlinhos Brown aposta na sinfonia afro-brasileira. Na sexta-feira, 5 de junho, o artista baiano lança o primeiro volume do álbum ao vivo “Afrossinfonicidade”. Trata-se do registro do show apresentado por Brown na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), com a Orquestra Ouro Preto sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo.
A intenção foi unir a percussão afro-brasileira à linguagem sinfônica e, a partir da mistura, dar outro tratamento a músicas do cancioneiro autoral de Brown, como “Argila”, “Dois grudados”, “Frases ventias”, “Muito obrigado axé”, “Ocaso” e “Segue o seco” – todas incluídas no primeiro volume.
Já o segundo volume do álbum – programado para 26 de junho – dá tratamento sinfônico e percussivo a sucessos do trio Tribalistas (formado por Brown com Arnaldo Antunes e Marisa Monte), como “Já sei namorar” e “Velha infância”.
Músicas compostas por Brown com Marisa Monte e lançadas na discografia solo da cantora, casos de “Amor, I love you” e “Vilarejo”, também estão no repertório do “Afrossinfonicidade II”.
Capa do álbum ‘Afrossinfonicidade ao vivo – Volume I’, de Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio 2026 esgota ingressos da pré-venda em menos de duas horas; venda geral começa na segunda-feira (8)


Sexto dia de Rock in Rio
Thaís Espírito Santo/g1
A pré-venda do Rock in Rio 2026 esgotou para todos os dias de evento em menos de 2 horas nesta terça-feira (02).
Nessa etapa, a compra de ingressos estava disponível apenas para associados Rock in Rio Club e Clientes Itaú. A venda geral começa na segunda-feira (8), às 19h.
Os primeiros dias a esgotarem os ingressos da pré-venda foram 6 e 12 de setembro, quando Calvin Harris e Maroon 5 são os headliners do Palco Mundo, respectivamente. As duas datas ficaram indisponíveis para compra em menos de uma hora.
Pouco depois, os ingressos para 05, 07 e 11 de setembro também se esgotaram. Os headliners destes dias são Avenged Sevenfold, Elton John e Stray Kids.
O Rock in Rio 2024 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro.
O ingresso custa R$ 870 (inteira), R$ 435 (meia-entrada) e R$ 739,50 para clientes Itaú, e não há cobrança de taxa de serviço.
Os clientes podem comprar até quatro ingressos por dia de festival em seu CPF, sendo no máximo uma meia-entrada para cada dia.
A única exceção fica por conta das pessoas com deficiência, que poderão selecionar, além do seu ingresso, 01 ingresso meia-entrada adicional para o seu acompanhante para cada dia comprado.
Entre os artistas convidados estão Elton John, Stray Kids, Avenged Sevenfold e Foo Fighters.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja a seguir todas as atrações já anunciadas:
Dia 4 de setembro
Palco Mundo
Foo Fighters
Rise Against
The Hives
Nova Twins
Palco Sunset
Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos
Hot Milk
Detonautas convidam Biquini
Di Ferrero
New Dance Order
Steve Angello
Giu x Carola
Atkö
Cat Dealers
Espaço Favela
Rodrigo do CN
Hitmaker
GBZ7N
Palco Supernova
Chady
Artista surpresa
Larissa luz
Diogo Defante
Palco Global Village
Giovana Moraes
Leela
Paulinho Moska
Dia 5 de setembro
Palco Mundo
Avenged Sevenfold
Bring Me The Horizon
MGK
Sepultura
Palco Sunset
Bad Omens
Poppy
Black Pantera convida Nervosa
Malvada convida Day Limns
New Dance Order
James Hype
Volkoder
Camina Jun x Eli Iwasa
Victor Lou
Espaço Favela
Major RD
Canto Cego
Quantum
Palco Supernova
Zero
Mc Taya
Lvcas
Supercombo
Palco Global Village
Korzus
Noturnall + Russell Allen
Rhegia
Dia 6 de setembro
Palco Mundo
Calvin Harris
Black Eyed Peas
Nelly
Barão Vermelho Encontro Formação Original
Palco Sunset
Ne-Yo
Jota Quest toca Tim Maia
BaianaSystem
Calema
New Dance Order
Meduza
Casa Bonita
Sofi Tukker
Espaço Favela
Xamã
Rael
Budah
Palco Supernova
João Gordo & Asteroides Trio
Matanza Ritual
Bayside Kings
O Escritório
Palco Global Village
Mohamed Ramadan
Mãeana
Bento Gil convida Flor Gil
Dia 7 de setembro
Palco Mundo
Elton John
Gilberto Gil
Jon Batiste
Luísa Sonza convida Roberto Menescal
Palco Sunset
Laufey
Péricles canta Motown
Roupa Nova convida Guilherme Arantes
Vanessa da Mata convida Rubel
New Dance Order
Fatboy Slim
Aline Rocha
Leo Janeiro & Simo Not Simon
Max Styler
Espaço Favela
Belo
Mart’nália
Tiee
Palco Supernova
Maui
Melly
Zeca Veloso
Alee
Palco Global Village
João Bosco, homenageado do Global Village
Joyce Moreno, Leila Pinheiro e Fernanda Takai
Wanda Sá
Dia 11 de setembro
Palco Mundo
Stray Kids
Alok – Keep Art Human
Hwasa
Nexz
Palco Sunset
Jamiroquai
PJ Morton
Os Garotin convidam Duquesa
Jota.Pê convida Luedji Luna e Zaynara
New Dance Order
Neelix & Vegas
Omiki
Departamento
Anna
Espaço Favela
MC Cabelinho convida TZ da Coronel
Puterrier & MC Carol
Caio Luccas
Palco Supernova
Muse Maya
Isa Buzzi
Ananda
NandaTsunami
Palco Global Village
Soulidifield
Rio Bronx
Lambateria com Felix Robatto
Dia 12 de setembro
Palco Mundo
Maroon 5
Demi Lovato
J Balvin
Pedro Sampaio
Palco Sunset
Mumford & Sons
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira
Gilsons convida Daniela Mercury e Olodum
Criolo, Amaro & Dino
New Dance Order
Alok Pres. Rave The World
Alok & Family – Ekanta, Swarup
Gabe
Adam Sellouk
Bhaskar
Espaço Favela
Timbalada
Priscila Senna
Soul de Brasileiro
Palco Supernova
Celo Dut
Yago Oproprio
Milo J
Delacruz
Palco Global Village
Mestrinho
Hamilton de Holanda
Badi Assad
Dia 13 de setembro
Palco Mundo
Twenty One Pilots
Halsey
Lola Young
Ivete Sangalo
Palco Sunset
Zara Larsson
Marina Sena convida Céu
Joelma convida Viviane Batidão
Carol Biazin convida Joyce Alane
New Dance Order
John Summit
Roddy Lima
Illusionize
Dawn Patrol
Espaço Favela
Dennis
Suel
Marvvila
Palco Supernova
Ar Baby
Bruna Black
Sant
Lourena
Palco Global Village
Kynnie
Luci Alves
Haley Smalls

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Deixa a Vida Me Levar’: veja prévias da caracterização de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e outros personagens no filme sobre o cantor


Veja como ficaram caracterizações de Zeca Pagodinho e amigos em filme
Imagens divulgadas em redes sociais deram nas últimas semanas pequenos spoilers sobre como será a caracterização de personagens do filme ‘Deixa a vida me levar’, que vai mostrar a história de Zeca Pagodinho.
A trama, inspirada no livro “Zeca: Deixa o Samba Me Levar”, dos autores Jane Barboza e Leonardo Bruno, acompanha a vida de Zeca Pagodinho desde a origem humilde nos subúrbios do Rio de Janeiro. O filme percorre a trajetória do artista pelas rodas de samba, suas amizades fundamentais e o improviso que marcou sua carreira artística, até a consagração como um dos maiores nomes da música brasileira.
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As filmagens, que terminam nesta semana, foram realizadas em lugares emblemáticos na história do Zeca como o Clube Helênico, no Catumbi; o Cacique de Ramos; o Boêmios de Irajá – ambos na Zona Norte do Rio; e várias locações em Xerém, em Duque de Caxias.
Veja, abaixo, como ficaram algumas caracterizações:
Zeca Pagodinho
Mosquito viverá Zeca Pagodinho nos cinemas
Reprodução/Instagram Secretaria de Cultura Caxias e Reprodução/TV Globo
Mosquito (E) viverá Zeca Pagodinho em longa
Reprodução/Instagram Secretaria de Cultura Caxias e Reprodução
O personagem principal do filme será vivido por Mosquito, que assim como Zeca também é cantor, compositor, músico e sambista.
Arlindo Cruz
No longa, Arlindinho viverá o pai, Arlindo Cruz, grande amigo e parceiro de composições de Zeca. Os dois fizeram juntos obras como Bagaço de laranja (com Pedrinho da Flor e Baiano), Alto lá (com Sombrinha), Camarão que dorme a onda leva (com Beto Sem Braço), entre muitas outras.
Arlindinho viverá o pai, Arlindo Cruz, no filme sobre a vida de Zeca Pagodinho
Reprodução/Instagram e Reprodução/TV Globo
Mônica Silva
Monica Silva, a esposa de Zeca Pagodinho, será interpretada por Talita Younan. O casal está unido há 40 anos.
Talita Younan viverá Mônica, mulher de Zeca, em filme sobre a vida do sambista
Reprodução/Secretaria de Cultura de Caxias e Reprodução
Beto Sem Braço
Outro parceiro de Zeca, Beto Sem Braço também estará no filme. Laudeni Casemiro será interpretado por Ismael Veríssimo. Com Beto, Zeca compôs sambas como “Mal de amor” e “Camarão que dorme a onda leva” (também em parceria com Arlindo Cruz).
Ator que viverá Beto Sem Braço em filme sobre Zeca
Reprodução
Zeca fará ponta
Fãs de Zeca ainda descobrirão no filme várias pessoas ligadas à história de Zeca. O longa, dirigido por Silvio Guindane, ainda conta, por exemplo, com Stephanie Serrat como Beth Carvalho.
Outros atores que participarão são Ailton Graça, Ângelo Antônio, Aline Borges, Ismael Verissimo, Dani Ornellas, Caíto Mainier, Jackson Antunes, Ângelo Paes Leme, Flavia Santana, Mikimbeth, Joaquim Lopes, Xando Graça, Antônio Pitanga, Roney Villela e Fernanda Fuchs.
Além deles, o próprio homenageado, Zeca, que gravou uma participação no filme, que deve estrear em 2027.
Mosquito em cena como Zeca Pagodinho
Victor Pollak/Divulgação
Antônio Pitanga e Zeca nos bastidores de ‘Deixa a vida me levar’
Lucas Ramos/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Lenine expande a teia de afetos do álbum ‘Eita’ em show autoral feito na pressão da identidade sonora do artista


Lenine transita entre a delicadeza do afeto e a firmeza da ideologia na cena enérgica no show ‘Eita’
Raíssa Corrêa / Divulgação Produção Lenine
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Eita
Artista: Lenine
Data e local: 30 de maio de 2026 no Tokyo Marine Hall (São Paulo, SP)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ SÃO PAULO – Se Lenine entrelaçou os fios do afeto na teia do álbum e do filme “Eita” (2025), o artista expande essa teia amorosa no show homônimo que chegou à cidade de São Paulo (SP) no sábado, 30 de maio, após ter estreado em Fortaleza (CE).
Sensibilizado pela receptividade calorosa do público, carinho especialmente significativo pelo fato de a turnê do show “Eita” marcar a volta do artista à cena e à vida após período cinzento em que o cantor cogitou nunca mais pisar em palco, Lenine parecia à flor da pele e externou a emoção em falas dirigidas à plateia. Mas segurou a emoção para que o show fosse regido pela música.
Aberto com o canto em off de “Aos domingos” (2025), ouvido enquanto os músicos Bruno Giorgi (baixo), Gabriel Ventura (guitarra), Henrique Albino (sopros), Negadeza (percussão) e Pantico Rocha (bateria) se posicionavam no palco, o roteiro seguiu inteiramente autoral, enfatizando a marca e a identidade sonoras de um artista em que o modo como uma música é arranjada e tocada parece ser tão ou mais importante do que a música em si.
Já na primeira música com Lenine no palco, a canção “Confia em mim” (Lenine e Dudu Falcão, 2025), o violão de cadência percussiva se insinuou imponente. “Eu sou meu guia”, reforçou Lenine no título da música seguinte, parceria do artista com Bráulio Tavares apresentada no álbum “Na pressão” (1999).
Com toque psicodélico, o arranjo de “Eu sou meu guia” mostrou que o diretor musical do show “Eita”, o baixista da banda Bruno Giorgi, orquestrou um som… na pressão, turbinando músicas como “O último pôr do sol” (Lenine e Lula Queiroga, 1993), cuja onda quebrou na praia de “Miragem do porto” (Lenine e Bráulio Tavares, 1992), a música seguinte, apresentada ao Brasil na voz de Elba Ramalho, cantora que abriu janelas para o cancioneiro de Lenine antes de o artista ganhar o merecido lugar ao sol.
Lenine é um Leão do norte que veio ao mundo no Recife (PE) há 57 anos. Sem ranços tradicionalistas, a origem pernambucana do artista ressoou, por exemplo, no canto da “Ciranda praieira” (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2008), no baque do maracatu ativista “O rumo do fogo” (Lenine e Lula Queiroga, 2025) – com Lenine excepcionalmente nas maracas – e na flauta evocativa dos pífanos de Caruaru soprada por Henrique Albino na canção “Meu xamego” (2025), de romantismo um pouco abafado pelo som.
À medida em que o cantor foi seguindo o roteiro de “Eita” com músicas como “Todas elas juntas num só ser” (Lenine e Carlos Rennó, 2004) – número de peso e ambiência rocker – e “Escrúpulo” (Lenine e Lula Queiroga, 1992), a marca de Lenine foi ficando cada vez mais soberana no show. O que nem causou surpresa, pois todos os discos e shows de Lenine sempre foram calcados na forte identidade autoral da música do artista, geralmente sem espaço para abordagens de composições alheias. No máximo, houve a habitual citação de “Chiclete com banana” (Gordurinha e Almira Castilho, 1958) em “Jack soul brasileiro” (1999) para saudar Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), um dos reis do ritmo do Brasil.
No set de voz e violão, caracterizado por Lenine como “momento de intimidade”, ficou evidenciado que a lírica canção “Foto de família” (Lenine e João Cavalcanti, 2025) teve a grandeza atenuada neste bloco reservado às baladas como “Paciência” (Lenine e Dudu Falcão, 1999), “É o que me interessa” (Lenine e Dudu Falcão, 2008) – um dos pontos altos sob o prisma da interpretação – e “Leve e suave” (2018). Pela relevância no painel de afetos do álbum “Eita”, “Foto de família” merecia tratamento mais diferenciado no show para que a beleza da canção ficasse mais exposta.
Entre lembranças como “Ecos do ão” (Lenine e Carlos Rennó, 2004) e o já esperado caboclinho “Leão do Norte” (Lenine e Paulo César Pinheiro, 1993) e as 11 músicas do álbum “Eita”, cujo repertório foi inteiramente incluído em roteiro que apresentou a toada “Malassombro” (Lenine e Siba, 2025), o boi-bumbá “Boi Xambá” (2025) e a imperativa “Deita e dorme” (Lenine e Arnaldo Antunes, 2025), o artista foi reforçando o discurso político através do canto em sequência de “Envergo, mas não quebro” (Lenine e Carlos Rennó, 2011), “A balada do cachorro louco (Fere rente)” (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997), “O dia em que faremos contato” (Lenine e Bráulio Tavares, 1997), “Rosebud (O verbo e a verba)” (Lenine e Lula Queiroga, 2001) e “Rua da passagem (Trânsito)” (Lenine e Arnaldo Antunes, 1999).
A tomada de posição em defesa da democracia foi enfatizada, com humor, na apresentação dos músicos da banda, uns localizados no palco à direita do cantor e outros à esquerda, mas todos alinhados com a mesma posição política. E assim, entre a delicadeza do afeto e a firmeza da ideologia do artista, o show “Eita” caminhou para o fim sem perder o fôlego.
No bis, aberto com o canto de “Beira” (2025) em número climático feito somente com a voz de Lenine e a guitarra de Gabriel Ventura (parceiro do artista na composição), “O homem dos olhos de raio x” (2000) precedeu o hit “Hoje eu quero sair só” (Lenine, Mu Chebabi e Caxa Aragão, 1995).
Sempre pedida pelo público, “Hoje eu quero sair só” é música lançada por Daúde dois anos após Lenine chamar atenção com o álbum “Olho de peixe” (1993) – assinado com o percussionista Marcos Suzano – e dois anos antes de o cantor sair solo com “O dia em que faremos contato” (1997), álbum que começou a delinear a marca sonora autoral que Lenine, hoje já consagrado, evidencia no show “Eita” enquanto expande no palco a teia de afetos do disco e filme de 2025.
Lenine encadeia 31 músicas no roteiro do show ‘Eita’, na apresentação que encheu o Tokyo Marine Hall em São Paulo (SP) no sábado, 30 de maio
Malu Freire / Divulgação Produção Lenine
♪ Eis as 31 músicas do roteiro seguido por Lenine em 30 de maio de 2026 na estreia do show “Eita” em São Paulo (SP) na casa Tokyo Marine Hall:
1. “Aos domingos” (Lenine 2025) – canto em off
2. “Confia em mim” (Lenine e Dudu Falcão, 2025)
3. “Eu sou meu guia” (Lenine e Bráulio Tavares, 1999)
4. “O último pôr do sol” (Lenine e Lula Queiroga, 1993
5. “Miragem do porto” (Lenine e Bráulio Tavares, 1992)
6. “Meu xamego” (Lenine, 2025)
7. “Todas elas juntas num só ser” (Lenine e Carlos Rennó, 2004)
8. “Escrúpulo” (Lenine e Lula Queiroga, 1992)
9. “Ciranda praieira” (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2008)
10. “O rumo do fogo” (Lenine e Lula Queiroga, 2025)
11. “Foto de família” (Lenine e João Cavalcanti, 2025)
12. “É o que me interessa” (Lenine e Dudu Falcão, 2008)
13. “Leve e suave” (Lenine, 2018)
14. “Paciência” (Lenine e Dudu Falcão, 1999)
15. “Ecos do ão” (Lenine e Carlos Rennó, 2004)
16. “Malassombro” (Lenine e Siba, 2025)
17. “Boi Xambá” (Lenine, 2025)
18. “Envergo, mas não quebro” (Lenine e Carlos Rennó, 2011)
19. “A balada do cachorro louco (Fere rente)” (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997)
20. “Deita e dorme” (Lenine e Arnaldo Antunes, 2025)
21. “O dia em que faremos contato” (Lenine e Bráulio Tavares, 1997)
22. “Rosebud (O verbo e a verba)” (Lenine e Lula Queiroga, 2001)
23. “Rua da passagem (Trânsito)” (Lenine e Arnaldo Antunes, 1999)
24. “Jack soul brasileiro” – com citação de “Chiclete com banana” (Gordurinha e Almira Castilho, 1958)
25. “Do it” (Lenine e Ivan Santos, 2004)
26. “Eita” (Lenine, 2025)
27. “Motivo” (Lenine e Carlos Posada, 2025)
28. “Leão do Norte” (Lenine e Paulo César Pinheiro, 1993)
Bis:
29. “Beira” (Lenine e Gabriel Ventura, 2025)
30. “O homem dos olhos de raio x” (Lenine, 2000)
31. “Hoje eu quero sair só” (Lenine, Mu Chebabi e Caxa Aragão, 1995)
♫ O crítico e colunista do g1 viajou a São Paulo (SP) a convite da produção de Lenine.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

No centenário de Marilyn Monroe, por que mistério ainda ronda sua morte?


Marilyn Monroe foi encontrada morta na madrugada de 4 para 5 de agosto de 1962
Getty Images/via BBC
“A verdade raramente vem à luz. Normalmente, circulam as mentiras… É difícil saber por onde começar se não for com a verdade.”
Estas foram as palavras de Marilyn Monroe na sua última entrevista concedida à revista Life em 1962, pouco antes da sua morte.
Norma Jeane Mortenson (seu nome de solteira) nasceu 100 anos atrás, no dia 1° de junho de 2026.
Monroe morreu aos 36 anos, deixando para trás uma vida repleta de contrastes.
Adorada por milhões de pessoas em todo o mundo, a estrela enfrentou inúmeros problemas psicológicos e emocionais que ela própria atribuía à sua infância e, em menor escala, ao peso da fama.
Sua morte em agosto de 1962, classificada oficialmente como “provável suicídio”, despertou inúmeros boatos e teorias da conspiração que persistem até hoje.
Sua história contém os ingredientes perfeitos para um filme de Hollywood: sexo, política, agentes secretos e até o suposto envolvimento com a máfia e com o presidente americano da época e sua família.
A investigação
Quando o procurador do distrito de Los Angeles, nos Estados Unidos, analisou o caso de Monroe em 1982, o jornalista Anthony Summers viajou do Reino Unido para a Califórnia, para tentar desvendar o mistério.
“Logo me dei conta de que a história era muito mais ampla e complicada do que eu pensava”, contou ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Havia muito que aprender.”
Summers comprou um carro e começou a visitar casas e fazer ligações. Ele encontrou pessoas evasivas ou que se recusavam a falar a respeito.
Mas Summers insistiu.
Ele chegou a entrevistar mais de 700 pessoas, algumas delas com conhecimento íntimo dos últimos dias e horas da atriz. Uma delas foi sua governanta, Eunice Murray (1902-1994), além da família do seu último psiquiatra, Ralph Greenson (1911-1979).
Marilyn Monroe foi uma das mulheres mais fotografadas da história
Getty Images/via BBC
Como fruto desse trabalho, Summers publicou em 1985 o livro “Marilyn Monroe, a Deusa: as Vidas Secretas” (lançado no Brasil pela Editora Best Seller, em 1987). A obra serviu de base para o documentário da Netflix “O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas” (2022).
“Não encontrei nada que me convencesse de que ela foi assassinada, mas encontrei provas de que as circunstâncias da sua morte foram deliberadamente encobertas”, afirma Summers.
“E diria que as evidências sugerem que isso aconteceu devido às ligações da atriz com os irmãos Kennedy.”
Marilyn e os Kennedy
No centro de todo o mistério que circunda a morte de Marilyn Monroe, encontra-se o suposto relacionamento da atriz com os irmãos John (1917-1963) e Robert “Bobby” Kennedy (1925-1968), respectivamente presidente e procurador-geral dos Estados Unidos, na época.
Summers conseguiu com que fontes diretas confirmassem que Monroe e os Kennedy frequentavam, com certa regularidade, a mansão do ator britânico Peter Lawford (1923-1984), cunhado dos políticos e conhecido da atriz, na praia de Malibu, na Califórnia (Estados Unidos).
Outros de seus entrevistados falaram sobre uma suposta relação sentimental entre Monroe e os dois irmãos (primeiro com John e, depois, com Bobby), o que nunca foi reconhecido pela família Kennedy.
Nas gravações de Summers, detetives particulares e ex-agentes do FBI afirmam que Monroe e os Kennedy estavam sendo espionados.
Investigadores diretamente envolvidos no caso contaram ao jornalista que as casas da atriz e de Lawford tinham microfones instalados pelas forças de segurança e por grupos mafiosos interessados em descobrir um possível escândalo para pressionar o procurador-geral.
Além disso, Summers relatou ter tido acesso a arquivos do FBI que demonstram que o órgão investigava a atriz por sua suposta ideologia de esquerda e que seus encontros com os irmãos Kennedy eram considerados uma questão preocupante por motivos de segurança.
Marilyn Monroe cantou o famoso Parabéns a Você para o presidente Kennedy em junho de 1962
Netflix/via BBC
Summers afirma que isso fez com que os Kennedy rompessem todos os contatos com a atriz.
O especialista em vigilância Reed Wilson contou a Summers que a gravação de uma escuta telefônica revelou que, no dia da sua morte, Monroe disse a Peter Lawford que a deixassem em paz.
“Eu me sinto usada. Sinto-me um pedaço de carne. Sinto que me passaram de um para outro”, teria dito Monroe.
“Não é que ela estivesse com o coração partido”, ressaltou Wilson. “Era mais que ela sentia que haviam se aproveitado dela, que haviam mentido para ela.”
Um complô para assassiná-la?
A ideia de que Marilyn Monroe pudesse ter se tornado uma figura incômoda ou até perigosa para os Kennedy fez com que ganhassem força as teorias de assassinato.
Mas, para Anthony Summers, não há evidências que sustentem essa hipótese.
“Para sugerir que alguém foi assassinado, você precisa ter alguma prova — e essa prova não existe”, segundo ele.
Mas “as evidências da noite em que ela morreu indicam que foi inventada uma história e que não se contou a verdade sobre o desenrolar dos fatos”, afirma o jornalista.
Segundo a versão divulgada na ocasião, a governanta Eunice Murray viu uma luz [no quarto da atriz] às três horas da madrugada do domingo, 5 de agosto, e ligou para o psiquiatra Ralph Greenson.
Ao chegar, ele olhou pela janela e a viu estendida na cama, aparentemente morta. Greenson então quebrou o vidro e, em seguida, ele e Murray chamaram a polícia.
Mas Summers recolheu testemunhos de outras pessoas com uma versão diferente.
Nathalie Jacobs, viúva do assessor de imprensa de Monroe, recordou que alguém havia avisado seu marido que havia uma emergência com a atriz perto das 22h ou 23h do sábado, 4 de agosto.
Paralelamente, o médico forense que fez a autópsia, Thomas Noguchi, determinou como hora provável da morte 23h ou meia-noite, o que indicaria a data da morte como 4 e não 5 de agosto.
Qual o motivo da discrepância?
“Levei muito tempo para ver quais peças do quebra-cabeças poderia encontrar e verificar se elas se encaixavam”, conta Summers.
Ele conseguiu a informação de que uma ambulância foi mandada para a casa de Monroe, o que o ajudou a “fazer uma análise mais real dos horários”.
Ele se convenceu de que “houve um engano sobre o que aconteceu, mas não que ela tivesse sido morta. A autópsia não encontrou lesões físicas, nem sinais de injeções.”
“Encontraram comprimidos para dormir… Parecia totalmente possível que ela tivesse morrido por overdose acidental. Ou que tivesse se matado deliberadamente, como já havia tentado antes.”
“Acredito que o mais provável é que tenha sido um terrível acidente. Se ela quisesse se suicidar, eu esperaria que ela tivesse dito a alguém ou que houvesse deixado um bilhete, o que, aparentemente, ela não fez.”
Novas peças do quebra-cabeça
Nas atualizações do seu livro, Summers conseguiu acrescentar peças que faltavam. Uma delas foi o testemunho do cabeleireiro e confidente de Monroe, Sydney Guilaroff (1907-1997).
Guilaroff escreveu posteriormente na sua biografia que Marilyn telefonou para ele às 21h30 da noite da sua morte. Ela parecia letárgica e incomodada.
Ela contou que se sentia rodeada de perigos e traída por homens poderosos. E afirmou que Robert Kennedy a visitou naquele dia e discutiu com ela.
A governanta de Monroe também disse a Summers que o procurador-geral visitou a atriz naquela tarde e que houve uma discussão acalorada.
Summers acredita que Kennedy precisava sair da cidade e que o atraso para informar a morte de Monroe pode ter servido para garantir que ele já tivesse ido quando surgisse a notícia.
Robert Kennedy nunca reconheceu que havia estado em Los Angeles no dia da morte da atriz.
Fascinação que perdura
Marilyn Monroe no ano de sua morte, em 1962.
AP
A vida de Marilyn Monroe foi repleta de momentos gloriosos e dores profundas. E, no centenário de seu nascimento, ela permanece atraindo a fascinação de todo o mundo.
Sua imagem está “em toda parte, de Connecticut [nos Estados Unidos] até o Congo”, segundo Summers, “em canecas, bolsas — o que você imaginar”.
Ele espera que as próximas gerações a vejam como uma pessoa real, com sentimentos e inteligência.
Para Summers, “ela foi muito mais do que um ícone.”
“Marilyn Monroe foi uma mulher brilhante e ótima atriz. Ela lia muito, sabia sobre política. Era uma mulher inteligente, submetida a uma pressão quase insuportável. No fim, pode-se dizer que essa pressão a matou.”
As últimas palavras da atriz ao jornalista Richard Meryman (1926-2015), que a entrevistou para a revista americana Life, também refletem esse desejo de ser levada a sério.
“Por favor, não me transforme em uma piada.”
“Eu não me importo que façam piadas, mas não quero parecer que sou uma. Quero ser uma artista, uma atriz com integridade.”
*Esta reportagem foi publicada originalmente em 2022, para marcar o 60° aniversário da morte de Marilyn Monroe. Ela foi atualizada para celebrar seu centenário de nascimento.

Fonte: G1 Entretenimento