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Estreantes no Rock in Rio, duo português Calema anuncia feat com Lauana Prado


Calema lota Rock in Rio Lisboa
Divulgação
Formando o duo português Calema desde 2008, Fradique Mendes Ferreira, de 39 anos, e António Mendes Ferreira, de 34, vão estrear no Rock in Rio, em setembro. Os irmãos abrem o Palco Sunset no dia 6 de setembro.
Neste domingo (20), eles mostraram que abrir um palco não é uma preocupação. Calema foi a primeira atração do Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa e fez um show para um Parque Tejo completamente lotado.
O duo, que faz um som pop contemporâneo (e que remete um pouco o som de Luan Santana), teve a companhia de cerca de 100 mil pessoas que compareceram ao festival. Eles esperam que o mesmo aconteça durante passagem pela versão brasileira do evento.
“O público brasileiro, pela experiência que nós temos desde pequeninos, nos DVDs que nós assistimos, é um público que tem uma energia também muito boa”, afirmou Fradique, em entrevista ao g1.
Duo português Calema: Fradique Mendes Ferreira e António Mendes Ferreira
Reprodução/Instagram
“Acho que vai ser uma coisa parecida com aqui. Como nós nunca fizemos um show no Brasil, eu acho que vai ter também um público que gosta de música, de dança, enfim. Então, estamos ansiosos para que esse momento aconteça”, completou.
Uma das faixas apresentadas no show foi “Leva Tudo”, feat que o Calema tem com o brasileiro Dilsinho. A música foi lançada em 2025. E o duo já tem outra parceria luso-brasileira gravada.
“Estivemos recentemente com a Lauana Prado, gravamos uma música com ela. Ela é uma artista incrível”, revelou António.
Ele ainda contou com o duo também planeja uma parceria com Pedro Sampaio.
“E o objetivo é esse: fazermos mais colaborações com artistas brasileiros, artistas da lusofonia, fazemos com que a música cantada em português chegue a todo lado.”
Antes de estourarem em Portugal, Calema participou da versão francesa do “The Voice”, mas não chegou a passar da fase de audição às cegas. Hoje, eles integram o time de mentores do The Voice Portugal.
Para quem planeja conhecer um pouco mais do som do Calema, os irmãos apontam a música “Te amo” como uma boa forma de contar sua história. E ainda deixaram uma mensagem aos brasileiros.
“Nós conhecemos o Brasil muito antes de estar no Brasil. Então, nós vivíamos o Brasil antes mesmo de provar qualquer comida lá no Brasil. Fomos lá no ano passado pela primeira vez e desde lá nunca mais paramos de ir. Então, nos deem só esse tempinho para ouvir um pouco da nossa história. Vai ser um dia histórico”, afirmou Fradique.
“Estamos ansiosos para poder cantar para os brasileiros, partilharmos a nossa história e nossa música”, completou António.
Calema lota Rock in Rio Lisboa
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Kevinho passa mal durante show em Portugal por conta do calor: ‘Não devo ter me hidratado o suficiente’


Keinho passa mal durante show em Portugal
Reprodução/Instagram
O cantor Kevinho passou mal neste sábado (20) durante um show em Portugal. Segundo o artista, estava muito calor na cidade de Mértola, onde aconteceu a apresentação, e ele não se hidratou direito.
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Nas redes sociais, o cantor relatou o ocorrido e tranquilizou os fãs. Kevinho chegou a iniciar a apresentação, mas passou mal no meio.
“Acho que eu não devo ter me hidratado direito”, disse.
“Na quarta ou quinta música, eu senti um aperto no peito, do lado direito, que não parava. Mas até então eu achei que era gases”, contou.
“Quando tava no bloco final do show, faltava, acho, 20 minutos para acabar, eu comecei a sentir falta de ar. Puxava o ar e o ar não vinha. E o meu show tem muito efeito, tem CO2, tem fogos e junto o calor que tava também…”, disse.
Kevinho canta ‘Olha A Explosão’
Além do aperto no peito e da falta de ar, Kevinho afirmou que sua visão estava turva. Ao sentir que ia vomitar, o cantor deixou o palco. Mais tarde, foi atendido pelo Corpo dos Bombeiros.
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“Eu tava querendo voltar para o palco, mas os bombeiros falaram ‘você tá pálido’, falaram que eu tava com a boca branca, tava gelado”, disse.
Os bombeiros, então, informaram ao cantor que o melhor era ir até um hospital. Já na ambulância, Kevinho passou mal mais uma vez.
“Eu comecei a sentir um negócio que eu nunca tinha sentido. Minha mão começou a ficar muito gelada, começou a formigar. Eu achei que eu tava tendo um infarto”, relatou.
No hospital, o cantor passou por uma série de exames que, segundo ele, não apresentaram alterações significantes.
“Então o que eu tive foi realmente uma desidratação severa”, contou. “Meu corpo ficou fadigado de um jeito por conta do calor, por conta do jet lag, tipo a gente chegou faz dois dias, não tá acostumado com o fuso, com o calor aqui nessas regiões”.
Kevinho afirmou que foi medicado no hospital e já está melhor.
Apesar do susto, o cantor disse que os outros shows seguem normalmente pelo país.

Fonte: G1 Entretenimento

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Homem morre após cair da arquibancada em show da banda Goose no Madison Square Garden


Homem morre após cair da arquibancada em show do Goose, no Madison Square Garden
AP Foto/Brittainy Newman, Archivo
Um homem de 51 anos, cuja identidade não foi revelada, morreu após cair de uma das arquibancadas mais altas do Madison Square Garden, em Nova York, durante o show da banda Goose na noite deste sábado (20).
Segundo a NBC News, a polícia local foi acionada por volta das 22h e encontrou a vítima inconsciente, com ferimentos graves provocados pela queda. Ele foi socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu.
Pelas redes sociais, os músicos se pronunciaram na manhã deste domingo. “Estamos profundamente entristecidos e de coração partido ao descobrir o evento trágico da noite deste show”, publicou a banda, que também agradeceu o apoio das equipes de emergência e dos funcionários do Madison Square Garden.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Mestre Ambrósio tem contribuição à cena pernambucana posta em foco no documentário ‘Quando a gente vira um’


Imagem do documentário ‘Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio’, atração da 18º edição do festival In-Edit Brasil
Reprodução
♫ NOTÍCIA
♬ Grupo pernambucano que surgiu em 1992 e atuou até 2004 na efervescente cena alternativa do Recife (PE), Mestre Ambrósio gravitou em torno do universo musical do movimento Manguebeat, mas sem ficar intrinsecamente associado a ele, como as bandas Mundo Livre S/A e Nação Zumbi. Reativado em 2022, após hiato de 18 anos, o grupo tem a contribuição dimensionada e posta em foco no documentário “Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio”, atração da 18ª edição do festival In-Edit Brasil.
Estreado na noite de ontem, 20 de junho, o filme de Cláudia Dias Perez e Shinji Shiozaki tem sessões programadas para os dias 22 e 28 de junho dentro da programação do festival de documentários musicais em cartaz em São Paulo (SP).
Para contar a história do grupo que projetou o cantor e músico Siba como vocalista e tocador de rabeca e guitarra, a narrativa do filme parte do Recife (PE) dos anos 1990 para contextualizar, através de inéditas imagens de arquivo e de entrevistas também inéditas com os integrantes do grupo, o surgimento do Mestre Ambrósio.
O grupo se formou no momento em que Siba, Eder “O” Rocha (percussão), Helder Vasconcelos (fole de oito baixos, percussão e vocal), Mauricio Bade (percussão e vocal), Mazinho Lima (baixo e vocal) e Sérgio Cassiano (percussão e vocal) se alimentaram da cultura musical da Zona da Mata Norte de Pernambuco com a adoção de gêneros como maracatu rural e cavalo marinho como as matérias-primas do repertório autoral do Mestre Ambrósio.
A intenção dos dois diretores – também roteiristas do documentário – foi mostrar como o grupo contribuiu para que o Brasil percebesse a força vivaz da cultura popular de Pernambuco, em especial a das zonas rurais do estado.
Com depoimentos de nomes como Lenine e Marina Person, além de registros de números do show apresentado pelo grupo na volta à cena após o hiato de 18 anos, o documentário “Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio” tem 126 minutos de duração, tempo em que os diretores procuram explicar a relevância dessa banda que sintetizou as músicas rural e urbana do estado de Pernambucano, conectando o movimento Armorial à geração Manguebeat.
Imagem promocional do documentário ‘Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio’
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Lenine apresenta o show ‘Eita’ no Rio de Janeiro com coesão, som perfeito e três parceiros fundamentais na plateia


Lenine apresenta o show ‘Eita’ na casa Vivo Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Rodrigo Goffredo
♫ OPINIÃO
♬ Com as presenças na plateia lotada de Bráulio Tavares, Dudu Falcão e Lula Queiroga, três parceiros fundamentais na construção da obra autoral pavimentada desde os anos 1980, Lenine estreou o show “Eita” na cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 20 de junho, após passagens da turnê por Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Salvador (BA).
Na apresentação paulistana de 30 de maio, o show já se mostrou vigoroso, expandindo a teia de afetos do álbum “Eita” (2025) na medida em que reforçava a marca autoral desse artista pernambucano que migrou para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1977, em busca de oportunidades profissionais em mercado então concentrado no eixo Rio-São Paulo, sem jamais cortar os laços afetivos e musicais com a terra natal.
Contudo, no palco da casa Vivo Rio, o show “Eita” se revelou ainda mais azeitado e coeso, fluindo bem ao longo do roteiro que totalizou 31 músicas e que foi idêntico às três apresentações anteriores do show.
E cabe ressaltar que “Eita” chegou ao Rio com um som absolutamente perfeito do ponto de vista técnico, o que deveria ser regra em apresentação de qualquer artista, mas, na realidade, é algo que nem sempre se observa em cena.
Tudo soou no devido lugar na apresentação vista por Fernanda Abreu, o pianista Luiz Otávio e Pedro Luís, entre outros admiradores da música de Lenine. Essa perfeição certamente decorre do fato de o diretor musical do show, o baixista Bruno Giorgi, ser engenheiro de som.
À excelência do som, somou-se a plenitude artística deste momento de Lenine, que ressurgiu no álbum “Eita” como a personificação de um Leão do Norte ainda indomado, fiel ao universo particular da obra que ganhou relevo e projeção nacional ao longo da década de 1990.
Lenine canta baladas como ‘Paciência’ (1999) em bloco de voz e violão do roteiro do show ‘Eita’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Alok conta como resolveu dilema sobre feat com Jennifer Lopez


Alok conta como resolveu dilema sobre feat com Jennifer Lopez
g1
Na próxima sexta-feira (26), Alok lança um feat com Jennifer Lopez na música “Everything’s Fine”. Pouco antes de sua apresentação no Rock in Rio Lisboa, já na madrugada de domingo (21), o artista falou sobre a parceria com a cantora ao g1.
“Depois da pandemia, 95% das minhas parcerias são online, até por causa da demanda da agenda”, afirmou Alok ao ser questionado se chegou a encontrar a cantora para a gravação.
“Mas foi muito legal trabalhar com ela, ela fez o meu trabalho ser muito fácil. Não é à toa que ela tá onde está por tanto tempo, porque ela é uma profissional que entrega muito. Ela é super dedicada.”
O DJ brasileiro ainda falou sobre a solução para uma divergência sobre qual versão seria a favorita para o lançamento.
“A gente tem agora um dilema. Estamos com duas versões. Ela prefere uma e eu prefiro outra. E a gente vai lançar as duas. Uma é AM, que é a que ela prefere, e a outra é PM, que eu prefiro. A PM é um pouco mais eletrônica. Mas o legal é que nas duas versões, ambos os artistas conseguiram imprimir bem a sua identidade.”
“Festival Alok?”
Durante a entrevista, Alok também falou sobre as duas apresentações que fará no Rock in Rio, em setembro.
O DJ se apresenta no Palco Mundo, em 11 de setembro. E, no dia seguinte, retorna para uma apresentação em família no Dance Order.
Alok explicou que a apresentação no palco principal será focada na turnê “Keep Art Human”. “É um show que a gente lançou no Coachella e a gente vem readaptando ele e vai vir com uma versão nova para o Rock in Rio. É um show que abrange um público muito maior do que o segmento eletrônico e que a gente consegue colocar no Palco Mundo tranquilamente.”
Já o show do palco eletrônico será o “Rave the World”.
“Vou dividir o palco com a minha família. Ali é um resgate muito para a minha essência do eletrônico. É onde eu me nutro, nas raízes. Ali é para um público mais eletrônico, mais nichado mesmo.”
“Então é muito a proposta que eu tenho feito no mercado internacional. E são apresentações completamente distintas em dois dias diferentes, mas acho que esse é o maneiro, porque é respeitando cada lugar que eu tô ali. No Palco Mundo é uma vertente e no Palco Eletrônico seria outra”, explica.
Retorno ao Rock in Rio Lisboa
Rock in Rio Lisboa 2026
Divulgação
Alok voltou ao Rock in Rio Lisboa depois de 10 anos. Apesar de fazer shows anualmente em Portugal, ele disse ter sentido saudades de se apresentar na capital portuguesa. O DJ fechou a primeira noite de apresentações do festival.
“É uma gratidão enorme estar de volta aqui no Rock in Rio, só que dessa vez, com um projeto que é o meu projeto internacional, que é o ‘Rave the World’, que é um projeto que é mais segmentado para o nicho eletrônico.”
Apesar da presença frequente no país, o artista disse nunca ter feito um remix com música portuguesa.
“Inclusive é bem interessante. Toda vez que eu toco em Portugal, é um público muito conectado com a cena eletrônica global. É um público muito internacional. Eu nem toco meus remixes de português brasileiro, por exemplo, no show, porque eu estou dividindo o line-up com grandes expoentes da música eletrônica”, afirma.
“Então é interessante, porque por mais que eu esteja vindo para Portugal, que tem uma língua que é uma língua que se iguala a nossa, eu não costumo tocar nenhuma música que tenha nem português do Brasil.”
“Mas isso é porque eu acho que eu fui colocado um pouco na prateleira do eletrônico internacional.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Pedro Sampaio faz show catártico com ‘Cavalinho’, Melody e balé contagiante no Rock in Rio Lisboa


Pedro Sampaio distribuiu leques para o público do Rock In Rio Lisboa.
Marília Neves/g1
Pedro Sampaio voltou ao Rock in Rio Lisboa com uma apresentação catártica, que contou com a participação de Melody, um balé contagiante a a empolgação do público da primeira até a última música.
O cantor e DJ foi a segunda atração do Palco Mundo do edição portuguesa do festival, neste sábado (20).
Pedro distribuiu 10 mil leques para o público para que, além de aliviar o forte calor, o espetáculo do palco se estendesse para o gramado. Mas nem precisava (se não fosse pelo fator calor). Já que a plateia entrou com Pedro na apresentação da primeira até a última faixa. Ou seja, de Pocpoc a Cavalinho. Incluindo as dezenas de gritos de “Pe-dro-Sam-Pa-i-o” a cada vez que ele pedia para chamar seu nome.
Em 2024, Pedro se apresentou no festival no palco secundário. Mas a público superou as expectativas e dominou o espaço. Neste ano, o cantor chegou como uma das estrelas principais. E agradeceu: “Obrigada por me colocarem no Palco Mundo. Prometo que vou dar meu máximo aqui hoje”.
Público no Rock In Rio Lisboa
Divulgação/Rock In Rio
Pedro fez um passeio por seus hits e de remix de estrelas nacionais e internacionais. Difícil citar um ponto alto do show, já que o cantor não deixou o público esfriar. E nem diminuiu o ritmo para que seu balé muito bem ensaiado também contagiasse público – e se tornasse referência para muitos que tentavam seguir com coreografias já conhecidas, como a de Feiticeira.
“Vocês estão vendo uma pessoa realizando um sonho”, disse o artista ao final da apresentação. Pela empolgação do público português mesmo após o encerramento da apresentação de uma hora, ele também realizou o sonho de muitos fãs.

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum de 1982 em que Angela Ro Ro foi amparada por Antonio Adolfo e João Donato é reeditado em LP após 44 anos


Imagem promocional da reedição em LP do álbum ‘Simples carinho’ (1982), de Angela Ro Ro (1949 – 2025)
Frederico Mendes
♫ ANÁLISE
♬ Álbum reeditado no formato original de LP neste mês de junho, com vinil translúcido de cor verde em tom similar da foto de ar tropical exposta na capa do disco, “Simples carinho” está longe de ser o melhor álbum de Angela Ro Ro (5 de dezembro de 1949 – 8 de setembro de 2025) sob o prisma autoral.
A cantora, compositora e pianista carioca passava por turbulências na vida pessoal que se refletiram na produção autoral e estava praticamente sem músicas novas quando foi convocada a entrar em estúdio para honrar o contrato com a gravadora Philips, na qual debutara em 1979 com um dos melhores álbuns de estreia da música brasileira em todos os tempos.
Quarto álbum de Ro Ro, “Simples carinho” foi salvo artisticamente pela insistência de Antonio Adolfo – pianista e compositor carioca que fez a produção musical e os arranjos do disco lançado em 1982 pela Polydor, selo mais popular da gravadora Philips – e pela generosidade de João Donato (1934 – 2023).
O compositor acreano forneceu o belo bolero “Simples carinho”, feito com letra do poeta Abel Silva. “Simples carinho” não somente deu nome ao álbum, como também foi o sucesso radiofônico do LP, salvando a pátria comercial deste disco em que Angela Ro Ro regravou o tango “Cambalache” (Enrique Santos Discépolo, 1934) e o samba-canção “Demais” (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959).
Grande achado do repertório, “Demais” foi música que pareceu ter sido composta para a cantora por conta da letra que traduziu a intensidade da alma desassossegada de Ro Ro, mas que, a rigor, foi lançada por Sylvia Telles (1935 – 1966) e amplificada por Maysa (1936 – 1977) a partir de gravação feita em 1964.
Na safra autoral do álbum, menos imponente no conjunto da obra fonográfica de Angela Ro Ro, a artista apresentou parceria com Antonio Adolfo (o blues “Se você voltar”) e assinou sozinha as músicas “Camisa de força”, “Mestre luz” e “Bandeyra”, esta em homenagem ao parceiro poeta Sérgio Bandeyra, falecido em 1981 aos 33 anos.
Com Bandeyra, Ro Ro compôs “Querem nos matar”, destaque entre as seis músicas autorais apresentadas pela cantora e compositora ao longo de 12 faixas do álbum “Simples carinho”, ora de volta ao catálogo em LP para quem aprecia o som e a arte do vinil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Momo se deixa levar pela rítmica afro-brasileira em ‘Tum tum tum’, oitavo álbum em 20 anos de obra fonográfica


Momo lança o oitavo álbum, ‘Tum tum tum’, produzido pelo artista em Londres
Sophia Poole / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Tum tum tum
Artista: Momo
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Para Momo, nome artístico do cantor e compositor Marcelo Frota, a saída foi aeroporto. Vinte anos após o primeiro álbum, “A estética do rabisco” (2006), o artista de origem mineira chega ao oitavo álbum, “Tum tum tum”, já radicado em Londres, Inglaterra, para onde Momo migrou após residir em Portugal durante alguns anos.
Como o título onomatopaico já sinaliza, “Tum tum tum” é álbum calcado na rítmica, em especial nas levadas afro-brasileiras de gêneros musicais como o samba e o ijexá. A ênfase no ritmo já fica evidenciada na primeira das oito faixas do álbum, “Egum eô”, parceria de Momo com Wado outro militante da cena indie que vem construindo discografia artesanal, às margens do mercado.
“Eu sempre transitei livremente por caminhos estéticos diferentes. Desde o começo da minha carreira, nos meus primeiros discos, o folk psicodélico já ditava o tom das minhas canções. Ao longo dos últimos anos e trabalhos, fui introjetando o samba e ritmos mais brasileiros à minha identidade. O ‘Tum tum tum’ funciona como um apanhado e uma síntese madura de todos os estilos que acumulei na bagagem”, situa Momo, resumindo o percurso que o conduziu ao álbum gravado e mixado em Londres (entre setembro e novembro de 2025), masterizado em Nova York (EUA) em janeiro deste ano de 2026 e editado ontem, 19 de junho, pelo selo indie alemão Agogo Records, inclusive no formato físico de LP com arte assinada por Raissa Pardini e Conor Lumsden.
O ritmo também é senhor na batida do congá mencionada na letra de “Vermelho e rosa”, outra parceria de Momo com Wado. A opção estética se afina com o percurso geográfico desse talentoso artista cuja música atualmente é mais absorvida e consumida pelo público do mercado europeu.
O clima levemente psicodélico de “Dream of samba”, música memorialista composta em inglês por Momo em parceria com Luiz Bruno, confirma o público a que se destina preferencialmente o álbum “Tum tum tum”.
Sintomaticamente, Marcos Valle – um dos expoentes da bossa brasileira de alcance planetário – figura como convidado (tocando piano elétrico) e parceiro de Momo em “Morena”, envolvente samba também assinado por Marcelo Camelo, produtor do quinto álbum do artista, “Voá” (2017), arquitetado quando Momo vivia em Lisboa.
Pelo caráter melódico mais rarefeito, “Tum tum tum” é álbum situado em porto distante de “Serenade of a sailor” (2011), a marítima obra-prima de beleza inebriante apresentada por Momo há 15 anos, ainda que exale certo frescor nos arranjos (criados coletivamente pelo artista com o baterista francês Thomas Broda e o percussionista Jim Le Mesurier) e apresente repertório de bom nível.
Música valorizada pelo arranjo encorpado com órgãos e sopros, “Dente d’ouro” – parceria tríplice de Momo com Marcelo Camelo e Wado – é a joia de mais alto quilate da safra autoral de “Tum tum tum”. Mais uma parceria de Momo com Wado, “Tudo que se tem” evolui na cadência estilizada do ijexá em sintonia com a letra que menciona o afoxé entre versos poéticos como “No dançar da primavera / No desenho nas suas costas / Sob o linho mora o rio / Do teu corpo de rosa”.
“Tudo que se tem” é outro ponto alto de álbum que traz a cantora Nina Miranda – vocalista da banda inglesa Smoke City – no dueto bilíngue, em português e inglês, de “Canto de aldeia” (Momo, Wado e Nina Miranda).
No arremate de “Tum tum tum”, o sambossa-canção “Tranquilo” – composto por Momo com Thiago Camelo quando ainda morava em Lisboa – evolui em clima zen, com percussão suave e o sopro cool de um saxofone, em faixa mais melódica que destoa do tom deste bom álbum em que Momo se deixa levar pelo ritmo.
Capa do álbum ‘Tum tum tum’, de Momo
Arte de Raissa Pardini e Conor Lumsden

Fonte: G1 Entretenimento

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Dua Lipa divulga fotos de casamento com Callum Turner na Itália


Cena de festa de pré-casamento da cantora Dua Lipa e do ator Callum Turner (ao centro, de mãos dadas) em Palermo, na Itália, em 5 de junho de 2026
Igor Petryx/Reuters
A cantora Dua Lipa divulgou fotos da cerimônia de casamento com o ator Callum Turner em suas redes sociais neste sábado (20).
O casamento foi celebrado em uma grande festa de dois dias na cidade de Palermo e na vizinha Bagheria, na costa noroeste da Sicília, na Itália, no início de junho.
“Sr. e sra.”, escreveu a cantora na publicação.
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Até então, só fotos da primeira noite de celebrações do casamento haviam sido divulgadas pelas agências de notícia. Nas imagens, apareciam entre os convidados a estilista Donatella Versace e a também cantora Charli xcx.
A lista oficial de convidados segue sob sigilo, mas segundo boatos, o casamento teve uma lista de 300 convidados repleta de estrelas.
O vestido do principal evento do casamento foi feito pela alta-costura da grife francesa Chanel. A peça foi desenhada pelo diretor criativo da marca, Matthieu Blazy.
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A estrela pop, de 30 anos, e o ator, de 36, realizaram cerimônia do casamento civil em Londres, no dia 31 de maio.
Dua Lipa, intérprete de sucessos como “Levitating” e “One Kiss”, ganhadora de vários Grammy, e Callum Turner, do filme “Animais Fantásticos”, passaram alguns dias em Palermo durante o verão no hemisfério norte passado, segundo a conta no Instagram de Dua.
O casal passeou pelas estreitas ruas históricas da cidade, degustou massa com mariscos, e se divertiu em um barco.
Qualificada como “o recanto mais romântico da Sicília” pela revista Condé Nast Traveler, a vila costuma ser usada em casamentos, eventos especiais e como cenário de produções de cinema e televisão.
Dua Lipa e Callum Turner se casam em Londres.
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Fonte: G1 Entretenimento