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Esposa de jogador da Seleção diz que levou cozinheira de Paris, filmmaker e assessor para os EUA durante a Copa


Como é o dia de folga de um jogador da Seleção Brasileira: família reunida e descanso
Em Nova Jersey, estado que abriga a delegação brasileira durante a Copa, familiares dos atletas alugaram casas nas proximidades para ficarem mais perto dos jogadores.
É o caso de Carol Cabrino, esposa de Marquinhos. Ela contou ter levado uma equipe completa para acompanhar o marido durante o torneio. Além dos parentes, a comitiva inclui profissionais contratados. Veja no vídeo acima.
“Eu trouxe a minha família. Minha família é meu pai, minha mãe, minha irmã… e aí eu tenho duas sobrinhas, tenho meus quatro filhos, então eu trouxe uma pessoa pra ajudar, que é a babá; tem a minha assessora, meu filmmaker, tem uma cozinheira que eu trouxe de Paris e o Yuri e o Tom — que são dois amigões que jogavam com o Marquinhos no Corinthians”, conta Carol ao Fantástico, da TV Globo.
Carol Cabrino, esposa de Marquinhos, organizou uma grande estrutura para apoiar o zagueiro
Reprodução/TV Globo
A ideia é criar um ambiente acolhedor para que o jogador se sinta amparado durante toda a competição.
“A gente fez um belo de um churrasco, colocamos um pagodinho, ele brincando com as crianças”, contou.
Marquinhos com a família
Reprodução/TV Globo
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‘Não desista’
Esse apoio da família foi especialmente importante após a eliminação na Copa do Catar. Na ocasião, Marquinhos sentiu o peso de ter desperdiçado um pênalti e chegou a dizer que era uma “vergonha” para a família. Segundo Carol, foi a união dos parentes que o ajudou a seguir em frente.
“Não! […] Não desiste e continua fazendo o que você sabe fazer que vai dar tudo certo”, aconselhou a esposa à época.
Esposa de Marquinhos relembra apoio após pênalti que eliminou Seleção na Copa do Catar
Reprodução/TV Globo
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‘Pior momento das nossas vidas’: esposa de Marquinhos relembra impacto após pênalti que eliminou Seleção na Copa do Catar


Como é o dia de folga de um jogador da Seleção Brasileira: família reunida e descanso
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo do Catar deixou marcas profundas dentro e fora de campo — especialmente para o zagueiro Marquinhos. Em relato emocionado, a esposa do jogador, Carol Cabrino relembrou o impacto do pênalti perdido nas quartas de final e o papel da família na recuperação do atleta.
“Foi o pior momento das nossas vidas, eu diria”, afirmou.
Esposa de Marquinhos relembra apoio após pênalti que eliminou Seleção na Copa do Catar
Reprodução/TV Globo
Segundo ela, o jogador ficou abalado após a cobrança desperdiçada — uma das decisivas na eliminação da seleção brasileira. A frustração extrapolou o campo e chegou às mensagens enviadas à família.
“Ele me mandava mensagem dizendo: ‘sou uma vergonha para vocês, para minha família’”, contou.
Diante do momento de fragilidade emocional, ela assumiu o papel de apoio direto ao atleta.
“Aí foi onde eu entrei: ‘para com isso’. Foi muito importante a gente, juntos, família, entender que está tudo bem, não desiste, continua fazendo o que você sabe fazer”, disse.
Esposa de Marquinhos relembra apoio após pênalti que eliminou Seleção na Copa do Catar
Reprodução/TV Globo
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Presença próxima da família na Copa de 2026
A presença dos familiares próximos aos jogadores tem sido constante durante a Copa, com casas alugadas próximas à concentração da seleção. Nos dias de folga, esse contato direto funciona como uma espécie de refúgio emocional para os atletas.
Carol Cabrino contou ter levado uma equipe completa para acompanhar o marido durante o torneio. Além dos parentes, a comitiva inclui profissionais contratados.
“Eu trouxe a minha família. Minha família é meu pai, minha mãe, minha irmã… e aí eu tenho duas sobrinhas, tenho meus quatro filhos, então eu trouxe uma pessoa pra ajudar, que é a babá; tem a minha assessora, meu filmmaker, tem uma cozinheira que eu trouxe de Paris e o Yuri e o Tom — que são dois amigões que jogavam com o Marquinhos no Corinthians”, conta Carol ao Fantástico, da TV Globo.
Carol Cabrino, esposa de Marquinhos, organizou uma grande estrutura para apoiar o zagueiro
Reprodução/TV Globo
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Bebeto, cantor apontado no início como diluidor do suingue de Jorge Ben Jor, tem álbum de 1977 relançado em LP


Imagem promocional da reedição em LP do álbum ‘Esperanças mil’ (1977), de Bebeto
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ A reedição do segundo álbum de Bebeto, “Esperanças mil”, no formato original de LP, joga luz sobre a obra e a trajetória do cantor e compositor paulistano Roberto Tadeu de Souza, nascido em 7 de setembro de 1947 e projetado nos anos 1970.
De início apontado como mero diluidor do suingue de Jorge Ben Jor, Bebeto despontou com um samba-rock solar que fez do artista um dos reis dos bailes de música black realizados nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e na vizinha Baixada Fluminense (RJ) entre a segunda metade dos anos 1970 e o começo dos anos 1980.
“Esperanças mil” – o álbum de 1977 ora reposto em catálogo em LP fabricado com vinil translúcido de cores azul e verde – foi lançado originalmente nessa fase áurea de Bebeto, quando o cantor tinha 30 anos, em edição da gravadora Copacabana, companhia fonográfica nacional por onde o artista gravou discos entre 1975 e 1981 e para a qual Bebeto voltou mais tarde, em fase já crepuscular, entre 1989 e 1991.
“Esperanças mil” não é o álbum de maior sucesso do cantor e compositor e hits como “A beleza é você, menina” (Bebeto e Rubens Francisco Alves, 1979) e “Praia e sol” (Bebeto e Adilson Alves, 1981). Mas resiste como um dos retratos mais perenes da discografia desse artista que debutou no mercado fonográfico com single de 1974.
Gravado com produção musical de Jorge Gambier, o álbum “Esperanças mil” traz música em homenagem a Jorge Ben (“Deus salve Jorge”, de J. Velloso e Andó) entre as 12 faixas.
Sozinho como na música “Sua presença me faz feliz” ou com diversos parceiros, Bebeto assina oito das 12 composições do álbum, sendo que a faixa título “Esperanças mil” – espécie de embrião do pagode romântico que daria o tom do samba a partir da década de 1990 – e “Você é a paz que me acalma (Menina)” são parcerias de Bebeto com Dhema.
Jorge Moacir da Silva (1946 – 1999), o cantor e compositor gaúcho artisticamente conhecido como Bedeu, também foi nome recorrente nos créditos do repertório do álbum “Esperanças mil”, tendo assinado sozinho a música que fecha o LP, “Estou perdido entre bemóis”, e aparecido como um dos autores de “Nega Olívia”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Steam Machine, novo console da Valve, vai ter preços entre US$ 1.050 e US$ 1.430


Steam Machine é o novo console anunciado pela Valve
Reprodução/YouTube/Valve
O Steam Machine, novo console de games da Valve, vai ter preços entre US$ 1.049 (cerca de R$ 5.400) e U$ 1.428 (cerca de R$ 7.350), anunciou a empresa nesta segunda-feira (22).
O aparelho começa a ser enviado para compradores a partir do dia 29. O Steam Machine pode ser comprado em quatro opções:
Modelo com 512 GB: US$ 1.049
Modelo com 512 GB e controle: U$ 1.128
Modelo com 2 TB: US$ 1.349
Modelo com 2 TB e controle: US$ 1.428
Sistema de pré-venda
O cadastro para interessados na pré-venda já está aberto. A Valve vai sortear a ordem de uma fila com todos os registrados até a quinta-feira (25). Quem reservar depois dessa data vai para o fim.

Fonte: G1 Entretenimento

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Corpo de Oliver Tree chega aos EUA após morte em acidente de helicóptero


Quem era Oliver Tree? Músico americano que morreu em acidente aéreo no Rio
O corpo de Oliver Tree chegou na Califórnia, nos Estados Unidos, após a morte dele em um acidente de helicópteros no Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela família do músico nas redes sociais.
O músico foi uma das seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste domingo (14).
“Oliver agora está de volta à Califórnia, onde finalmente pode descansar. Seu legado continuará vivo por meio de sua fundação/doação chamada “Dr. Oliver Tree’s Extremely Epic Grant For Baby Geniuses” (Bolsa Extremamente Épica do Dr. Oliver Tree para Bebês Gênios), que será lançada em breve. Este é um projeto que Oliver havia planejado antes de falecer, conforme descrito em seu testamento. Garantiremos que seu desejo se concretize para que mais alegria, amor e arte possam ser espalhados pelo mundo; esse era seu último desejo”, escreveu a família.
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Em entrevista concedida menos de dois meses antes de sua morte, o músico revelou que tomou a decisão de não deixar sua fortuna para familiares.
Todo o patrimônio acumulado ao longo da carreira será transferido para uma instituição filantrópica idealizada por ele, como confirmou a família no post deste domingo.
Quem era Oliver Tree
Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro.
Reprodução
Nascido em Santa Cruz, Califórnia, em 1993, Tree era conhecido tanto pela música quanto pela persona excêntrica que construiu ao longo da carreira: visual caricato, roupas e cortes de cabelo exagerados, e shows que misturam comédia, reality show falso e até luta.
Hoje ele soma cerca de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram. Ele colaborou com nomes como Marshmello, David Guetta, Little Big, KSI e BoyWithUke.
Ele começou na adolescência com singles independentes, mas o ponto de virada veio em 2017, quando o single “When I’m Down” viralizou.
Em 2020 lançou seu álbum de debut major-label, “Ugly Is Beautiful”, que chegou à 14ª posição da Billboard 200 e ao topo da parada de rock.
Oliver Tree
Instagram/Reprodução
O auge de popularidade veio com “Life Goes On” (2021) e principalmente “Miss You” (2022, com remix de Robin Schulz), que se tornaram seus maiores sucessos internacionais, somando juntos mais de 1,4 bilhão de streams no Spotify.
Desde então lançou mais três álbuns — “Cowboy Tears” (2022), “Alone in a Crowd” (2023) e “Love You Madly Hate You Badly” (2026).
Entre 2019 e 2020, Tree namorou a cantora Melanie Martinez, que se apresentou no festival Lollapalooza em São Paulo no ano de 2023.
Tree havia feito um show em São Paulo em 6 de junho, no Studio Stage, no bairro da Lapa. Junto dele também estava o youtuber argentino Gaspi, que soma quase três milhões de inscritos na plataforma.

Fonte: G1 Entretenimento

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Clive Davis, produtor que lançou Whitney Houston e Bruce Springsteen, morre aos 94 anos

Clive Davis, um dos executivos mais influentes da indústria musical, morreu nesta segunda-feira, aos 94 anos, em sua casa, em Nova York. A informação foi divulgada pela imprensa norte-americana.
A morte foi confirmada por sua representante, Aliza Rabinoff. Segundo ela, Davis morreu em decorrência de problemas de saúde relacionados à idade, cercado por familiares e pessoas próximas.
Com uma carreira de sete décadas, Davis ajudou a lançar e consolidar artistas como Whitney Houston, Bruce Springsteen, Aretha Franklin, Janis Joplin, Carlos Santana, Alicia Keys e Carrie Underwood.
O executivo assumiu a presidência da Columbia Records em 1967 e, mais tarde, fundou as gravadoras Arista Records e J Records. Ele também ficou conhecido pela tradicional festa realizada na véspera do Grammy, promovida anualmente desde 1975.
Em comunicado, a família afirmou que Davis “moldou a trilha sonora de inúmeras vidas” e deixou uma marca duradoura na cultura e na história da música.
Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 1932, Davis estudou Direito em Harvard antes de iniciar sua trajetória na indústria fonográfica. Ele permaneceu ativo no mercado musical até os últimos anos de vida.

Fonte: G1 Entretenimento

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Churrasco, pagode e rotina longe dos holofotes: os dias de folga da Seleção nos EUA


Como é o dia de folga de um jogador da Seleção Brasileira: família reunida e descanso
Enquanto a Seleção Brasileira segue a preparação para os próximos desafios da Copa do Mundo, os momentos de folga têm servido para algo tão importante quanto os treinamentos: o reencontro com a família.
Após a estreia no Mundial e a sequência de compromissos da equipe, os jogadores ganharam um dia livre para aproveitar a companhia de parentes que viajaram aos Estados Unidos para acompanhar a competição. Em Nova Jersey, estado que abriga a delegação brasileira durante a Copa, familiares dos atletas alugaram casas nas proximidades para ficarem mais perto dos jogadores.
A programação foi simples, mas especial. Entre almoços em família, brincadeiras com os filhos e momentos de descanso, alguns atletas aproveitaram para matar a saudade de casa. Houve espaço até para churrasco e música. Veja no vídeo acima.
[Marquinhos curte com família durante folga dos jogos
Reprodução/TV Globo
Carol Cabrino, esposa de Marquinhos, organizou uma grande estrutura para apoiar o zagueiro. A ideia é criar um ambiente acolhedor para que o jogador se sinta amparado durante toda a competição.
“A gente fez um belo de um churrasco, colocamos um pagodinho, ele brincando com as crianças”, contou.
Marquinhos com a família
Reprodução/TV Globo
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Além dos momentos de lazer, a família também exerce um papel importante nos períodos de maior pressão.
“Ele vem para cá e daí a partir do momento que ele fiz em casa, ele é 100% das crianças. Eles não deixam ele em paz, a gente almoça junto, faz alguma coisa que ele gosta de comer”, conta Ana Lídia, esposa de Bruno Guimarães.
Bruno Guimarães e os filhos
Reprodução Fantástico
Após a estreia contra o Marrocos, Ana Lídia ajudou o volante a lidar com o nervosismo da primeira partida e com a expectativa dos brasileiros pela conquista do hexacampeonato.
“Nós brasileiros, a gente quer muito o hexa, então é uma pressão gigantesca”, pondera Ana.
Bruno Guimarães e a esposa Ana Lídia com os filhos do casal
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciam gravidez do primeiro filho: ‘Nosso amor floresceu’


Sabrina Sato e Nicolas Prattes no The Town 2025
Tomzé Fonseca/AgNews
Sabrina Sato e Nicolas Prattes anunciaram que estão à espera do primeiro filho juntos.
A novidade foi compartilhada na manhã desta segunda-feira (22), através de uma publicação conjunta nos perfis oficiais do casal nas redes sociais.
Em um vídeo que celebra a união e o novo momento da família, os dois dividiram a notícia com os fãs e amigos.
“O nosso amor chamou e floresceu. Deus sabe de tudo 🤍🙏”, escreveram na legenda.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Hermeto Pascoal, que faria 90 anos, resiste na memória nacional como símbolo da música livre e inclassificável


Músico e compositor alagoano, Hermeto Pascoal (1936 – 2025) faria 90 anos hoje, segunda-feira, 22 de junho
Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ Periga resultar inútil qualquer tributo prestado a Hermeto Pascoal (22 de junho de 1936 – 13 de setembro de 2025), excepcional multi-instrumentista, arranjador e compositor alagoano que faria 90 anos hoje, segunda-feira, 22. É que Hermeto simbolizou a música em permanente estado de criação.
O Bruxo exercitava a magia da criação musical em cena, ao vivo, sem seguir roteiros pré-estabelecidos. Hermeto nunca sabia o que ia tocar quando era chamado ao palco. Porque, para ele, a música surgia na pauta instantânea do aqui e agora.
O artista extraía sons e fazia música com qualquer objeto que estivesse ao alcance. Poderia ser uma chaleira ou uma bacia, como muitas vezes foi. Ou mesmo um porco cujo ronco soava como música aos olhos desse músico singular. É que a visão aguçada e sensorial do albino Hermeto o fez enxergar que tudo podia ser música. Até porque a música estava na natureza, no sopro dos ventos, no correr dos rios, nos mistérios das matas.
Nunca houve alguém como Hermeto Pascoal no universo musical. E tampouco haverá. Porque Hermeto fazia uma música livre como a imaginação que o guiou ao longo de 89 anos de vida pautada pela criação instantânea, incessante.
Derrubando fronteiras com a liberdade da criação, Hermeto partiu dos gêneros nordestinos genericamente rotulados como forró – início natural para quem nasceu no sertão alagoano e pôs os pés (e as mãos) na profissão com o toque da sanfona, integrando grupos nordestinos – até chegar ao jazz, música dos músicos.
Contido, no caminho, Hermeto transcendeu gêneros e movimentos como um gênio indomável que sabia que a linguagem da música era universal e que, tal como o Bruxo, também desconhecia limites. Hermeto Pascoal nunca se deixou aprisionar pelas cifras das pautas musicais. Ou pela prévia combinação dos ensaios. Ou pelo padrão. Hermeto criava ao vivo o som que, na mente livre do artista, já nascia universal.
Ainda assim, cabe ressaltar que o som de Hermeto não nasceu universal. Ele se tornou universal. O ponto de mutação foi a participação do músico em 1967 no Quarteto Novo, também integrado pelo percussionista Airto Moreira, o guitarrista Heraldo do Monte e o violonista Theo de Barros.
A partir de então, Hermeto Pascoal se transformou no… Hermeto Pascoal que passou para a posteridade e que resiste na memória nacional. Esse artista está perpetuado em álbuns como “Hermeto” (1970), “A música livre de Hermeto Pascoal” (1973), “Slaves mass” (1977) e “Cérebro magnético” (1980).
E, no título do mencionado disco de 1973, reside o único adjetivo que parecer caber na música livre de Hermeto Pascoal, o músico que jamais se deixou amarrar por conceitos, escalas e combinações.
Hermeto Pascoal (1936 – 2025) extraía música da natureza e via numa chaleira uma usina de sons
Mônica Imbuzeiro / Reprodução da capa do livro ‘Quebra-tudo! – A arte livre de Hermeto Pascoal’

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Olha a aura… é mentira!’: Dancinhas de TikTok e remixes de funk invadem quadrilhas escolares


‘Trends’ de Tik Tok e remixes de brega funk invadem festas juninas escolares.
Redes sociais
🌽O período junino nas escolas brasileiras representa, para muitas crianças e adolescentes, o primeiro contato com as tradições do São João.
É impossível não lembrar daquela clássica cena ajoelhado na quadra da escola, com o chapeúzinho de palha na mão, esperando a introdução de “Clima de Rodeio” (2002) começar: 🎵 “A magia está no ar…”.

Nos últimos anos, porém, as coisas têm mudado bastante. Vídeos que circulam aos montes pelas redes sociais mostram alunos “adaptando” o jeito de dançar nas festas de norte a sul do país.
Ainda trajando os clássicos vestidinhos de chita e camisas xadrez, os estudantes têm incorporado às apresentações os novos passinhos do momento: como o do Jamal, do brega funk, e os movimentos da trend “6’7” (six-seven).
Tudo isso embalado por versões de forrós masterizados em formato de remix.
🪗 Na sola do six, na palma do seven…
Essa mudança, claro, divide opiniões, mas encontra respaldo entre os pais de alguns alunos.
Em Itumbiara, no sul de Goiás, a apresentação do 5º ano da estudante Sophia Pacheco Duarte Silva, de 10 anos, misturou o phonk “Brasil com S” (2026) com uma versão de forró de “Sou Brasileiro” da Banda Bicho do Mato (2014) e, claro, ele, sempre ele: o hit “6’7”.
A mãe chegou a brincar com o “choque” ao publicar um vídeo nas redes sociais com a legenda “Os pais indo na quadrilha dos filhos em 2026🤡 “, mas garantiu que aprovou a abordagem da escola.
“É a dança do momento deles. A gente tem que se adaptar porque, querendo ou não, com o passar dos anos as coisas vão mudando. É só não deixar a tradição completamente de lado”, afirmou Joice Cristina Pacheco Silva, de 28 anos, ao g1.
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Mas Joice não é a única. A brincadeira sobre a “surpresa” dos pais ao assistirem às novas apresentações escolares que incorporam essas trends da internet acabou virando… trend.
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👨‍🎓Dancinhas viram desafio para pedagogos
Se por um lado essa mistura de ritmos ganha espaço, por outro, há também quem defenda a manutenção da tradição.
Em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, a escolha pedagógica de uma instituição de ensino cristã seguiu a cartilha clássica.
De acordo com a coordenadora Rafaela Charamba, a escola optou por manter a estrutura “original” da festa, mesmo após o pedido dos estudantes de incluir os passinhos do Jamal na coreografia.
O remix da apresentação contou com clássicos como “Riacho do Navio” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), “No Lume da Fogueira” (Dominguinhos), “Foi Deus Quem Fez Você” (eternizada na voz de Amelinha) e “Balão Dourado” (eternizada na voz de Amelinha).
“A inovação é importante, sim, claro. Mas ela pode ser incluída dentro da escola de outras formas, e não de uma maneira que quebre tradições que são passadas de geração em geração.”
Em outro colégio particular de Pernambuco, a escolha de seguir pelo ritmo tradicional também se repetiu.
Lá, a coreografia foi desenhada como um mergulho no sertão, homenageando a obra de Luiz Gonzaga e debatendo a importância da água.
“Nunca é só a festividade, mas a relação que ela tem com o conteúdo pedagógico. Abordando esse tema, a gente traz as histórias por trás das músicas: as alegrias e as dores do povo sertanejo. Escutamos as demandas dos alunos, sim, mas sem fugir da nossa história”, pontua a diretora Paula Leão.

🎤O lado dos artistas
Para o cantor e compositor Almério, que transita entre o forró, o xote e a MPB, o movimento não representa uma ameaça aos ritmos tradicionais.
Natural de Altinho, no agreste de Pernambuco, o artista enxerga a fusão com otimismo.
“É importante deixar os mais novos passearem pela tradição porque tudo muda o tempo todo. O que tiver substância e verdade, vai ficar”, avalia o músico, que defende o cuidado e o respeito no acompanhamento dessas transições.
Almério no São João de Caruaru
Lafaete Vaz / g1
Almério aponta ainda que, impulsionados por novas vertentes (como o piseiro), os gêneros tradicionais vivem, na verdade, um momento de expansão.
“O forró como um todo, com ou sem essas novas ferramentas, tem ganhado mais força e espaço tanto no Brasil quanto internacionalmente. O envolvimento dos jovens nessas trends é a prova disso”, completa o cantor.

Fonte: G1 Entretenimento