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Tyler, The Creator faz show empolgante com rap pop no encerramento do Lollapalooza


Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um público bem menor que o de Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores.
O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
Mesmo com a concorrência forte e até o volume do palco eletrônico atrapalhando a experiência dos fãs, Tyler entregou um bom show de rap.
A primeira parte da apresentação foi focada nos seus dois álbuns mais recentes: “CHROMAKOPIA”, mais experimental, e “Don’t Tap The Glass”, mais dançante.
Tyler é um artista performático. “CHROMAKOPIA”, lançado em 2024, venceu a categoria estreante de melhor capa de álbum no Grammy e sua turnê traz a identidade visual do trabalho. A pirotecnia, bem usada, deixou o espetáculo mais bonito.
Não que fosse uma surpresa, já que nas apresentações do Lollapalooza Chile e Argentina o cantor não levou nenhuma grande estrutura, mas definitivamente ficou a sensação da falta de um palco do tamanho da criatividade do cantor.
Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Simpático, o rapper elogiou a cultura brasileira e contou que desde 2011 não vinha ao Brasil — relembrando a passagem com seu coletivo, Odd Future, pelo festival SWU. A lembrança gerou vaias do público pelo grande período.
“Oi? Vocês estão me vaiando por que não venho desde 2011? Seus idiotas”, disse. Bom pontuar que o cantor é conhecido por falar muitos palavrões, principalmente “vadia”. É o tipo de ofensa amorosa.
Bom, lá se vão 15 anos e Tyler lançou muito, mas muita coisa mesmo nesse intervalo de tempo. Em seu setlist, ele fez questão de passar por essas fases.
Os destaques ficam por conta de “TAMALE”, de “Wolf” (2013), com o cantor repetindo que estava em São Paulo, não no Rio, enquanto segurava uma bandeira do Brasil, “Who Dat Boy”, do álbum “Flower Boy”, e as love songs “ARE STILL FRIENDS” e “EARFQUAKE”, com o rapper entregando ao público cantar a deixa “doooon’t leave / it’s my fault”.
A apresentação foi encerrada com a energia no alto. Ao som de leques batendo, Tyler cantou “New Magic Wand” e “See You Again”.
Num dia tão eclético, o que podia ser o show de um rapper pop capaz de unir todas as tribos terminou com um bom show de um artista que não recebeu toda a atenção que merecia.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Pedro Mariano defende a controvertida remixagem do álbum de Elis Regina de 1973: ‘não houve falta de respeito’


Capa do álbum ‘Elis’, gravado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” (1973) – disponível desde terça-feira, 17 de março, dia do 81º aniversário de nascimento de Elis Regina (1945 – 1982), em edição com novas mixagem e masterização – gerou discussões acaloradas nas rede sociais ao longo do fim de semana.
A maioria dos internautas tendeu a concordar com a indignação de Cesar Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”. Na visão de Cesar, com a remixagem, foram “jogados no lixo” todos os planos originais de gravação e mixagem estudados e pensados pelo músico e arranjador com Elis.
Filho de Cesar e de Elis, Pedro Mariano vinha acompanhando as discussões dos últimos dois dias e, na noite deste domingo, se posicionou nas redes sociais, defendendo a remixagem orquestrada pelo engenheiro de som Ricardo Camera sob a supervisão de João Marcello Bôscoli, filho primogênito de Elis.
“Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, sentenciou Pedro Mariano, contrariando a visão do pai.
♫ Eis, na íntegra, o texto de Pedro Mariano sobre a remixagem do álbum “Elis”:
“Olá, gente! Tudo bem? Estou vindo aqui pra me posicionar em relação a uma certa comoção que vem ganhando reverberação por aqui nas redes quanto ao lançamento do disco da Elis de 1973, que foi remixado pelo Ricardo Camera, sob a supervisão e direção do João Marcello, meu irmão. Confesso que não entendi o motivo da polêmica!
Como herdeiros, João Marcello, Maria Rita e eu, detemos o direito total irrestrito de aprovação e de veto de qualquer projeto que venha ao nosso encontro que tenha a Elis como seu objeto principal. Temos ao nosso lado as gravadoras que possuem os materiais originais e que são as proprietárias dos fonogramas contendo as vozes da Elis. Temos também competentes e experientes escritórios de advocacia especializados nas questões jurídicas e artísticas que envolvem todas as liberações. Há décadas estamos à frente de uma empreitada gigante de manter o legado da Elis vivo e presente.
Enfrentamos muitos desafios que vão desde a perda de memória cultural até os algoritmos de hoje em dia. Mesmo assim, os fãs da Elis tiveram biografias, filmes, documentários, peças de teatro, musicais e uma enormidade de homenagens em álbuns, audiovisuais e publicidade. Sempre respeitando a liberdade artística dos que criam e geram esses conteúdos.
Se um projeto da Elis está no ar, foi porque nós, o herdeiros, aprovamos. Isso é ponto pacífico. Não existe, portanto, a menor possibilidade de um projeto que estejamos envolvidos ter sido feito à nossa revelia. Remixagens feitas por DJs mundo afora frequentemente chegam até nós e, a despeito de qualquer gosto artístico ou estético, nossa maior preocupação é manter o legado da Elis vivo. Estando tecnicamente correto e com todas as questões legais envolvidas resolvidas, que Elis siga cantando para o maior número de pessoas.
O disco em questão, ‘Elis’, de 1973, passou por processo rigoroso de recuperação e, após essa etapa, foi decidido que seria remixado e relançado sob essa bandeira de “Remix”, mantendo o álbum original em todas as plataformas onde as duas versões podem coexistir. Trata-se de uma nova visão de um álbum incrivelmente bem sucedido em todas as suas características, com o propósito de trazer às novas audiências uma nova experiência, sob a luz das novas tecnologias disponíveis hoje em dia.
Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa. Não faltou dedicação, seriedade e amor no processo. Fizemos algo semelhante há alguns anos com o disco ‘Elis & Tom’, onde novos “momentos” foram resgatados e uma nova abordagem em termos de mixagem também foi utilizada.
Não é obrigatório gostar do álbum! Apenas lembrem que nós, João Marcello, Maria Rita e eu, estamos envolvidos e em nenhum momento estivemos munidos de qualquer sentimento que não fosse o melhor para a obra dela. Aos que não gostaram, segue o original nas plataformas, para seguirem curtindo, como sempre! Aos que estão abertos às novas experiências, que as novas tecnologias nos proporcionam:
Viva Elis!”
Pedro Mariano

Fonte: G1 Entretenimento

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KATSEYE entrega show com coreografias impecáveis para bom público no Lolla, mas nada além


O grupo KATSEYE se apresenta no Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Após passagem pelo Lolla Chile, as cinco remanescentes do KATSEYE chegaram ao Brasil com um repertório adaptado para as performances em quinteto.
Desfalcado, o grupo fez uma apresentação de 60 minutos neste domingo (22), embalada por uma precisão quase que milimétrica de coreografias, reflexo direto da sua origem fabricada.
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Formado entre 2023 e 2024 pelo reality show “Dream Academy”, o KATSEYE consolidou-se um girl group que, apesar de reunir integrantes dos EUA, Coreia do Sul, Suíça e Filipinas (se definem como um “grupo internacional”), carrega mesmo é toda a estética e o investimento da indústria pop coreana.
Um negócio de caso pensado que, aparentemente, deu muito certo. O grupo ostenta números no streaming que rivalizam com os dos outros dois artistas graúdos deste domingo, Lorde e Tyler, The Creator.
Quanto custa comer no Lolla?
Outra prova do sucesso: apesar da apresentação ter sido no mesmo horário do rapper Tyler (headliner inédito no Brasil), milhares de pessoas preferiram acompanhar o pop coreografadinho e chiclete do grupo.
O grosso do público era formado por crianças (muitas aparentavam não passar dos 10) e adolescentes. A maioria dos adultos que se via, acompanhava elas.
Sem álbum de estúdio lançado oficialmente (apenas EPs e singles soltos), o grupo tem um repertório enxuto de letras feitas para se conectarem mesmo com essa faixa etária. Como em “Monster High Fright Song”, uma das tocadas da noite: “O ensino médio me dá calafrios. Mas quando estou com a minha galera você não pode nos ignorar”, diz trechinho do refrão.
No palco em Interlagos, Daniela Avanzini, Lara Raj, Megan Skiendiel, Sophia Laforteza e Yoonchae Jeung tentaram fazer jus aos números do streaming, as indicações ao Grammy 2026 (Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo) e aos fãs que estavam presentes. Não conseguiram.
E não foi por falta de esforço. É justamente o contrário: elas até estavam entusiasmadas (“A gente esperou muito tempo para vir ao Brasil)”, disse uma delas.
Em músicas como “Internet Girl”, elas desfilaram em fila, rebolaram até o chão e fingiram estar teclando em um laptop imaginário na bunda umas das outras.
Mas tudo na apresentação é coreografado demais, robótico demais. Nada sai do roteiro.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo

Nem mesmo quando elas se apresentaram uma a uma após “I’m Pretty” e tentaram desenrolar algumas palavras em português. O máximo que saiu foi um “e aí, gatinhas”.
Os pontos altos do show foram mesmo os momentos em que os hits “Gabriela” e “Gnarly” tocaram. Muita batida de leque e dancinha sensual de TikTok, por parte da galera.
O que se viu no palco realmente pode ter impressionado os pequeninos e animados fãs, mas faltou de um headliner de festival uma das partes mais interessantes de se ver em um evento desse tipo: pulsação, improviso, alma.
É o que se espera de artistas, não?
O que ficou da apresentação foi a sensação de um espetáculo eficiente, mas que é arrumadinho demais.
O KATSEYE é um produto amarrado num lacinho, fofo, mas que foi feito de caso pensado para exportação. Não tinha como ser diferente.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Lorde tira a roupa e se entrega em show moderno e visceral no Lollapalooza


Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals”
Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa.
A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de “Pure Heroine”; em 2018, mais visceral e dramática no “Melodrama”; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico “Solar Power” (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez).
Agora, trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival.
No quesito shows, Lorde é um camaleão e adapta bem o conceito de cada álbum. Quem a viu em 2022, loira em um cenário grandioso, pode não reconhecer a artista de camiseta rasgada e calça jeans em cenário minimalista.
Lorde se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fábio Tito/g1
Cantando “Hammer”, Lorde parecia mais um alien: usava um óculos que emitia luzes – como se ela mesma fosse um híbrido de gente e máquina.
“Vocês não vão sair daqui enquanto não forem uma pilha no chão”, disse.
Essa mistura de sintético e orgânico, sintetizadores e letras sobre o corpo, é o tema central de “Virgin”.
No show, dá pra ver como o conceito tá redondinho. Lorde desdobrou o disco em várias ideias, na performance, no telão e nas roupas. E aplicou até às antigas, dando uma roupagem nova a tudo que os fãs já ouviram em outros shows.
Ela cantou “Buzzcut Season” para um ventilador, enquanto a câmera a captava atrás de grade; na sexual “Current Affairs”, começou a se despir, ficando de camiseta e cueca; em “Man Of The Year”, colou silver tape nos seios.
A galera cantou, chorou, dançou. Pulou horrores em “Green Light”. No fim, ela chegou perto do público e “se entregou” aos abraços dos fãs – até onde os seguranças deixaram, pelo menos.
Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições.
O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola.
Não há artista como ela, e nenhum show igual ao outro. Se continuar assim, Lorde nunca vai ficar sem público por aqui.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Hardcore 2.0’ do Turnstile conquista público do Lollapalooza com baladas e agitação


Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. 10 anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil.
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Vencedores do Grammy 2025 na categoria melhor álbum de rock com “NEVER ENOUGH”, o quinteto liderado pelo vocalista Brendan Yates entrou no mapa do mainstream com seu trabalho anterior, “GLOW ON”.
Sim, estamos falando de uma banda de hardcore que dialoga com o mainstream pelo som sofisticado.
Quanto custa comer no Lolla?
A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda.
Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano.
Logo na música de abertura, “NEVER ENOUGH”, o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit.
As baladinhas meio pop rock como “I CARE” e “SEEIN’ STAR” conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto.
Aliás, um dos poucos momentos de respiro entre os crowd surfing e copos voadores com líquidos desconhecidos.
A parte ruim ficou por conta do setlist. A banda apresentou basicamente músicas dos seus dois últimos álbuns, tirando a chance do público de conhecer um pouco mais de “Nonstop Feeling”, que tem boas faixas e uma cara bem underground.
Em certo momento, o telão mostrou uma criança negra com um fone abafador de ruído gritando enlouquecidamente. Se esse jovem foi iniciada no hardcore com Turnstile, ele foi apresentado para uma das melhores bandas da sua geração.
Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Setlist de Tyler, the Creator no Lolla: veja como deve ser show do artista no festival


Clipe de “Stop Playing With Me” de Tyler, the Creator
Divulgação
Tyler, the Creator é o headliner que encerra a programação do Lollapalooza 2026. Ele vem ao festival com um show muito aguardado, depois de cancelar a apresentação semanas antes do evento em 2018. Tyler se apresenta a partir das 21h30.
No repertório, Tyler deve incluir faixas dos discos “Don’t Tap the Glass” e “Chromakopia”, mas também deve tocar músicas que agradam os fãs de “Wolf” e “Flower Boy”. Veja, abaixo, o provável setlist:
Possível setlist de Tyler the Creator no Lolla
Big Poe
St. Chroma
Rah Tah Tah
Noid
Darling, I
Sugar on My Tongue
Stop Playing With Me
Tell Me What It Is
Sticky
Who Dat Boy
ARE WE STILL FRIENDS?
She
WUSYANAME
IFHY
EARFQUAKE
Tamale
I Hope You Find Your Way Home
Like Him
NEW MAGIC WAND
See You Again
Como Tyler, The Creator resgata a dança no hip-hop em novo álbum

Fonte: G1 Entretenimento

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De lingerie e playback, Addison Rae faz no Lolla 2026 versão amadora de um show da Britney


Addison Rae faz ‘striptease’ no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026
Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lollapalooza Brasil neste domingo (22).
Se estava tímida, não pareceu. A cantora entrou ao som de “Fame is a Gun”, de casaco e peruca, e logo tirou – revelando que usava pouco mais que uma lingerie brilhante. Em seguida, engatou um rebolado ao som de um remix funk.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
É até difícil explicar a trajetória de Addison. Aos 25 anos, a artista é um reflexo de sua geração, tanto na trajetória quanto nas suas referências. Até meados de 2021, ela era uma jovem famosa por vídeos de dancinha no TikTok. De repente, se arriscou na vida de popstar.
Addison Rae se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Nove a cada dez vezes, essa fórmula não dá certo, rendendo músicas desinteressantes para redes sociais ou apresentações sem apelo. Addison é uma exceção.
Com o repertório de um álbum, “Addison”, e o EP “AR”, a artista já foi indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação. E reuniu um público numeroso, com bom horário – o início da noite – neste Lolla.
Não à toa: Addison mostrou que não tem muito medo de arriscar e, acima de tudo, tem boas músicas e referências.
Neste show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback.
“Sempre quis vir ao Brasil. Já ouvi sobre como vocês têm uma forte… cultura”, declarou, sem elaborar muito.
Com aquele microfone estilo Kate Bush, a artista entoou um ou outro verso na maior parte das faixas como “Money is Everything” e “New York”.
Só pareceu estar com o microfone ligado nas músicas finais – fora isso, nem disfarçou muito.
Um ponto alto foi quando Addison incluiu o remix de “Von Dutch”, dela com Charli XCX. Sob a curiosa justificativa que precisa poupar a voz, ela pediu fãs para reproduzir o grito dela na música. Não faltou voluntário, nem gritaria.
Não dá pra dizer que Addison não está tentando, estudando passo a passo o que faz uma diva pop à moda antiga. O show teve dançarinas sensuais, coreografia meio Broadway, interação com o público, até pequenas trocas de roupa.
Para um show de iniciante (o que ela é), estava até de bom tamanho. Os fãs não esperavam nada diferente. Para esse horário e palco no Lollapalooza, no entanto, Addison ainda é um tanto amadora.
Addison Rae se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Djo quer ser cantor sério, mas no Lolla provou que ainda é ator de ‘Stranger Things’ e one-hit wonder de TikTok


Djo canta ‘End of Beginning’ no Lollapalooza 2026
Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no Lollapalooza neste domingo (22) foi uma chance de entender como ele equilibra a gratidão pelo sucesso em séries ou filmes com a necessidade de ser levado a sério como um músico de 33 anos de idade.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
E com persona musical que aparenta ter pelo menos o dobro disso: dada a influência de indie clássico, folk, indie anos 1990 e rocks dos tempos em que sintetizadores eram novidades.
É uma pena, no entanto, que ele ao vivo ainda esteja bem aquém do cacife que tem como ator. No máximo, o show de Keery no Autódromo de Interlagos o credenciou a ser um One-hit Wonder de TikTok tentando se firmar. A maturidade da performance é forçada, como colocar um abacate no saco de pão, esperar duas horas e comer ele verde.
É bom lembrar que o cantor nunca renegou o carinho dos fãs que conquistou perambulando pela cidade de Hawkins, mas o projeto Djo ainda precisa de tempo para a ressignificação que ele tanto busca.
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
O uso de pseudônimos e disfarces no início da carreira musical era um receio de não ser levado a sério. E a estratégia até que funcionou. Seu pop psicodélico o deu o hit “End of Beginning” e uma turnê por festivais, com direito a este show no fim de tarde do Lolla.
“Me sinto a pessoa mais sortuda do mundo. Sei que é o tipo de merda que todo mundo fala, mas eu juro que estou falando sério”, disse, em uma das várias interações com a plateia. Ele é simpático, parece gostar do que faz, mas a falta de personalidade no som incomoda ouvidos mais exigentes.
Entre sintetizadores e guitarras, o que se viu no Lolla foi um artista amparado por uma banda ok e uma textura sonora retrô-futurista. Sim, a mistura de synth-pop, indie e baladas emotivas tem algo a ver com “Stranger Things”. Mesmo assim, o repertório passa longe do charme e do apelo inegável da série.
Nada supera a reação dos fãs durante “End of Beginning”, sucesso de 10 entre 10 plataformas de streaming. Outras faixas, porém, foram ignoradas pela maioria. Comoveram apenas o dedicado fã-clube que enfrentou o sol de 30ºC para ficar perto de seu ídolo.
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Achados e perdidos do Lollapalooza 2026 tem câmeras, óculos e até terço esquecido por fã; veja itens


Objetos esquecidos no Lollapalooza 2026.
João de Mari/g1
Quem passa horas no Lollapalooza Brasil 2026 entre shows, calor e multidão pode nem perceber quando perde algum objeto. Mas basta dar uma volta no setor de achados e perdidos para entender o tamanho e a diversidade do que fica para trás: de câmeras analógicas a smartwatch e até um terço.
No espaço montado no Autódromo de Interlagos, próximo ao palco Palco Perry’s, funcionários catalogam tudo o que chega. Cada item passa por um processo detalhado.
Tudo é fotografado, descrito e recebe um código dentro do sistema, o que facilita a busca posterior (veja abaixo como recuperar).
“Quando o objeto chega, a gente cadastra, fotografa e gera um código de identidade. Tudo fica no sistema para a pessoa conseguir pesquisar depois”, explica Fabi Pavarin, chefe do SAC do festival.
Vocalista da banda Varanda, Amélia Janta avalia pratos do Lollapalooza
Segundo ela, o cuidado vai além do básico. Mochilas, por exemplo, são abertas e descritas minuciosamente. “A gente coloca tudo: cor, o que tinha dentro, se tinha óculos, carregador, documento. Isso ajuda muito na hora de identificar o dono.”
Tecnologia para encontrar o dono
Uma das apostas do festival é o uso de tecnologia para acelerar a devolução. O serviço chamado Smart&Found permite que o público cadastre previamente celular e documentos e gere um QR Code de identificação.
Se o item for encontrado, quem achar pode escanear o código, e a organização entra em contato com o dono.
“Se você cadastrou seu celular e perdeu, por exemplo, a CNH, o sistema consegue associar os dados e te avisar. É uma forma de achar o dono mesmo quando ele não perdeu o celular”, diz Fabi.
Além disso, QR Codes espalhados pelo evento e avisos nos telões orientam o público a registrar perdas ou consultar se algo já foi encontrado.
Itens perdidos
Entre os itens mais curiosos desta edição estão câmeras fotográficas — algumas analógicas —, baterias de equipamento profissional, óculos de grau e um terço. O número de objetos perdidos nesta edição só será divulgado na segunda-feira (23) após o festival.
Apesar de muitos objetos terem alto valor financeiro, outros chamam atenção pelo significado pessoal.
“Hoje mesmo teve uma pessoa que recuperou um leque e ficou muito feliz. Às vezes não é pelo valor, mas pelo apego. É o ser humano acreditando no ser humano”, afirma Fabi.
Em edições anteriores, já apareceram até kits completos de insulina, o que acende um alerta para perdas que podem colocar a saúde em risco.
Itens esquecidos no Lollapalooza 2026.
João de Mari/g1
Fã esqueceu mochila no Lollapalooza 2026.
João de Mari/g1
Óculos esquecidos no Lollapalooza 2026.
João de Mari/g1
Como tentar recuperar um item
Procure um ponto de SAC dentro do festival
Escaneie os QR Codes espalhados pelo evento
Descreva o objeto com o máximo de detalhes
Após o evento, entre em contato com a organização informando nome, CPF e dados do ingresso

Fonte: G1 Entretenimento

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Irmãos Chico e Mario Adnet cultuam o passado em ‘Falso antigo’, álbum com Macalé, Mosquito e Mônica Salmaso


Chico Adnet (à esquerda) e Mario Adnet ampliam a parceria no álbum ‘Falso antigo’
Marcelo Corrêa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Partideiro descendente da alta estirpe de bambas como Zeca Pagodinho, Mosquito canta “Samba réquiem (Sete casamentos e um funeral)” no álbum “Falso antigo” como se estivesse na companhia do Trio Surdina – grupo de música instrumental formado nos anos 1950 por Chiquinho do Acordeom (1928 – 1993) com o violinista Fafá Lemos (1921 – 2004) e o violonista Garoto (1915 – 1955). Foi esse o espírito da coisa.
Parceria de Mario Adnet com Chico Adnet, “Samba réquiem” tem o espírito que guia os irmãos Adnet em “Falso antigo”, álbum disponível desde 13 de março com nove músicas gravadas com o intuito de cultuar o passado com toques de contemporaneidade.
Gravado entre 9 e 30 de setembro de 2024, o álbum “Falso antigo” traz time de convidados afinados com o tom por vezes espirituoso das parcerias dos irmãos. Se Mônica Salmaso dá voz ao choro “Acende o lampião” com a dupla de autores, Jards Macalé (1943 – 2025) dividiu com Chico, Mario e Marcelo Adnet o canto do samba de breque “Do Aniceto ao acetato”, composição somente de Chico.
Já Pedro Miranda é o intérprete convidado do maxixe “Fake falso” e de “Fred Astaire do samba”, faixa gravada em 2013 e complementada em 2024. Por fim, Roberta Sá canta o samba “Falso baiano”, cujo nome faz óbvia alusão ao samba “Falsa baiana” (Geraldo Pereira, 1994).
Capa do álbum ‘Falso antigo’, de Chico Adnet e Mario Adnet
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento