Categorias
ENTRETERIMENTO

Sabrina Carpenter faz show maduro, teatral e falante em seu ‘debut’ como atração principal no Lolla 2026


Sabrina Carpenter no Lollapalooza 2026
Globo
Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira (20), no Lollapalooza 2026. E que baita show.
É como se as experiências – todas as passagens anteriores ao sucesso estrondoso de “Espresso”, que grudou na cabeça de todo mundo em 2024 – tivessem maturado a cantora americana que subiu ao palco agora e provou merecer o recém-adquirido status de popstar.
Antes do Lolla, ela já havia sido a abertura das turnês de outras duas estrelas. Com Ariana Grande, em 2017, Carpenter ainda era uma ilustre desconhecida, por mais que tivesse acabado de terminar seu trabalho em uma série teen do canal da Disney nos Estados Unidos.
Ao abrir para Taylor Swift em 2023, meses depois de uma participação não tão prestigiada no Mita Festival, ela já ensaiava uma persona mais parecida com a atual – conhecida por letras provocantes, que equilibram duplos sentidos com versos mais diretos mesmo.
No Lolla, a loirinha de 26 anos se agigantou sobre os milhares de fãs no Autódromo de Interlagos em uma performance que foi do teatral ao catártico, e que a elevou a muito mais do que seus 1,52m de altura.
Assim como nas demais apresentações pela América Latina, o show foi salpicado pelos sucessos do disco “Short n’ sweet” (2024), pelo qual ganhou seus dois Grammy, e “Man’s best friend”, trabalho mais recente – e não tão inspirado, mas ainda bem decente.
A repetição do setlist tinha uma boa explicação. Sabrina trouxe a São Paulo uma estrutura completa, com direito a inúmeros dançarinos, trocas de figurino, movimentos de câmeras para os telões e até escadas que se movimentam pelo palco – e a ajudam a ficar ainda mais elevada, beneficiando fãs que também não foram agraciadas com muita altura
“Eu não vou mentir, já vim aqui algumas vezes e vocês já resolveram tudo. Sinto que hoje vai ser uma das melhores galeras”, afirmou a cantora na primeira interação direta com os fãs.
As palavras ajudaram a prender o público, pouco antes de “Slim Pickins”, balada com batida country um pouco mais lenta – em especial em comparação com a sequência anterior de “Taste” e “Good graces”.
A loirinha mostrou mesmo o poder que suas letras têm sobre os fãs com “Manchild”, maior sucesso do último álbum. Cada ofensa ao “crianção” do título foi repetido a plenos pulmões, da grade até o último espectador mais afastado.
A cantora também fez questão de deixar claro os conhecimentos sobre o país. Tanto que jurou ter voltado não apenas pelos fãs, mas pelo amor ao brigadeiro.
Era tanto amor que Sabrina até se distraiu em alguns momentos. Sentada para o seguimento voz e violão que a ajudou a recuperar o fôlego depois de tanta dança e sobe e desce de escadas, ela tentava entender o que gritavam.
“O que? Está quente? Está mesmo. Não? Ah, eu sou gostosa? Não pode ser isso que vocês estão falando”, brincou, em inglês, enquanto recebia a ajuda de alguém na plateia.
“Gostosa”, repetiu, em português. “Vou usar essa.”
As interrupções, para conversas simpáticas ou para vídeos pré-gravados que constroem a ambientação retrô do show, também tiveram seu preço.
Enquanto alguns aproveitavam para conversar e demoravam a recuperar o foco, outros reclamavam que o som do show de Edson Gomes, que acontecia ao mesmo tempo, atrapalhava.
Nada que afetasse Sabrina. Em “Nobody’s son”, provou que não é só dancinhas e piadas e soltou o bonito vozeirão.
Em “Bed chem”, voltou a dançar, mas provou seu lado mais sexy durante um trecho de “Pony” – uma das canções mais sexies do mundo.
E, em “Juno”, enquanto todos se perguntavam quem seria o escolhido da plateia para contracenar no habitual teatrinho, ouviu vaias ao mostrar Luísa Sonza no telão. Não dá para ganhar todas.
Qualquer vestígio de má vontade foi imediatamente apagado pela música, que contou com fogos de artifício e abriu caminho para “Please please please”, de longe um de seus melhores sucessos.
No fim, “Espresso” foi recebida aos berros para fechar um show, que não chegou a uma hora e meia de duração.
Foi curto e doce, como a cantora já tinha avisado no nome de seu disco mais famoso. Mas suficiente para garantir novas visitas.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Participação de Edson Gomes no Lolla é ofuscada por diva pop e tem fraca presença de fãs do rei do reggae brasileiro do festival


Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira.
Mas a celebração não refletiu no ao vivo e reverteu somente em uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos em São Paulo.
Lolla 2026: Veja fotos do 1º dia
Poucos, jovens e fiéis: quem é o público que trocou Sabrina por Edson Gomes no Lolla 26
Muito desse vazio na plateia era porque, exatamente ao mesmo tempo em que Gomes iniciava seu show, a estrela pop americana Sabrina Carpenter subia ao Palco Budweiser, ofuscando a presença do astro do reggae no festival.
Mas os poucos fãs de Edson eram bons. Fiéis e animados, eles acompanharam o cantor pelo passeio feito por toda sua trajetória musical. E gritaram seu nome nos breves momentos de silêncio entre uma faixa e outra, em uma apresentação de pouca conversa com o público.
Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
Usando uma camiseta com a estampa de sua própria imagem, Gomes começou seu show com “Guerreiro do terceiro mundo”, do álbum “Reconcavo”, de 1990, o segundo do artista. E logo em seguida mostrou que não estava contente com o som no palco, fazendo uma breve reclamação ao microfone.
Edson emendou um de seus maiores hits, “Perdido de amor”. E deixou quase toda a “Camelo” para o público cantar sozinho.
Lolla das apostas: festival tem 5 indicados a revelação no Grammy dos últimos anos
Outros hinos do cantor, como Barrados, Campo de Batalha, Sangue Azul, Fogo na Babilônia, Malandrinha e Ovelha também fizeram parte do setlits do artista, que veio acompanhado de uma banda competente e um trio de músicos de sopro coreografado.
Mas foi Árvore a responsável por empolgar mesmo a plateia, que aproveitou o espaço sobrando para dançar. Já Edson só se levantou para dançar na última faixa, Meus Direitos.
Com influências de Tim Maia, Bob Marley e Jimmy Cliff, Edson Gomes iniciou sua carreira na década de 1970 e criou uma identidade própria no ritmo, inserindo elementos da cultura afro-brasileira. Ao logo de décadas, Gomes manteve seu estilo reggae roots engajado, trazendo canções que se tornaram clássicos de protesto e consciência social.
Temas como injustiça, violência, fé e esperança deram o tom de sua trajetória musical. E muitas de suas canções foram regravadas por artistas de diferentes gêneros musicais.
Tudo isso foi visto no palco deste Lolla. Mas celebrado por poucos. No fim, o barulho virtual com a divulgação acabou sendo bem maior do que o público presente.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Poucos, jovens e fiéis: quem é o público que trocou Sabrina por Edson Gomes no Lolla 26


Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
O line-up do primeiro dia do Lollapalooza 2026 colocou no mesmo horário as apresentações de Sabrina Carpenter e Edson Gomes.
Enquanto a cantora americana concentrava a maior parte do público desta sexta-feira (20) no palco principal, o Flying Fish recebeu apenas algumas centenas de fãs do artista baiano.
E contrariando a expectativa para o show, o público era, em sua grande maioria, jovem.
Lolla das apostas: festival tem 5 indicados a revelação no Grammy dos últimos anos
Raízes baianas
Naira Maria, de 26 anos, diz que a sua relação com o cantor tem a ver com as “raízes regionais”. Com família baiana, a enfermeira e estudante de fonoaudiologia afirma carregar o gênero “enraizado desde a infância” e define Edson Gomes como o “Bob Marley brasileiro” e o “pai do reggae” nacional.
Também é fã das bandas Ponto de Equilíbrio e Mato Seco. Mas a paixão pelo artista vai além disso.
“O que me pega mesmo é a força das letras que abordam resistência, consciência social e críticas ao sistema”, afirma.
Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
No festival desde as 11h da manhã, quando os portões abriram, a fã chegou ao palco Flying Fish por volta das 19h (2h30 antes da apresentação) para garantir lugar. “E pretendo ficar até a última música.”
Já veterana em apresentações do cantor (tem ingresso comprado para outro show em julho), ela destaca a faixa “Criminalidade” como uma das suas favoritas no repertório. “O reggae abriu muito a minha mente”.
Primeiro show e na grade
A estudante de moda paulistana Milka Nunes, de 21 anos, também trocou o pop chiclete de Sabrina Carpenter pelo reggae resistência de Gomes. Por influência dos pais, ela passou a consumir as músicas do artista baiano de forma independente há um ano.
Milka Nunes, 21 anos, fã de Edson Gomes, que se apresenta no Lollapalooza 2026
Felipe Fernandes/g1
A paulistana garantiu lugar na grade 50 minutos antes do show. Antes, assistiu a apresentação da banda Men I Trust.
Em sua primeira experiência ao vivo com Edson Gomes, Milka afirma que o ponto alto esperado no repertório é o clássico “Árvore”, música que a estudante aponta como a mais emocionante da setlist. “Quando ele tocar, eu vou chorar, tenho certeza”, resumiu.
O publicitário de 37 anos, Fernando Carvalho justificou a escolha pelo artista baiano por outros motivos: “Dar uma moral pros artistas nacionais, né?”. Ele diz não ter música favorita do cantor e resume: “Apesar de ele ser conservador, eu escuto muito no fone de ouvido”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Deftones entrega show morno que não prendeu nem os próprios fãs


Lollapalooza 2026: Deftones toca Change (in the house of flies)
O show do Deftones no Lollapalooza na noite desta sexta-feira (20) demorou, engatou uma segunda marcha e… ficou nisso. Fechando o palco Samsung Galaxy no primeiro dia de evento, a banda entregou uma apresentação aquém das expectativas.
Vindo de um álbum revigorante e mostrando porque é uma das poucas bandas geracionais do nu-metal que segue (bem) na ativa, o grupo não conseguiu empolgar para além do esperado num show de rock.
Começando pontualmente às 20h05, a apresentação teve como ponto alto navegar por toda obra da banda. Dos fãs mais antigos, que vibraram com o sucesso de “Around The Fur” (1997), até os mais novos, que descobriram a banda pelo ótimo “private music” (2025), agradou-se a todos. Chino Moreno segue como um ótimo frontman e a banda se apresenta com tudo muito alinhado, inclusive visualmente.
Lolla 2026: Veja fotos do 1º dia
No entanto, eles formam emendando uma música na outra, soltando uns “thank you” (obrigado, em tradução literal) aqui e ali, mas nada que desse a sensação de se estava num grande festival.
Sucessos como “Rocket Skates” e “Rosemary” fizeram com que os mais empolgados ascendessem sinalizadores no meio dos pequeníssimos mosh puts que se formavam na pista.
Olhando de cima do morro, foi mais interessante assistir as mãos balançando para lá e para cá e a galera cantando “Sextape”, uma das músicas mais lentas do repertório, com a mão no peito.
Ao subir no palco, o Deftones tinha parte da plateia composta por fãs com leques, que não foram abertos por falta de oportunidades. Fãs de Sabrina Carpenter, responsável por encerrar os trabalhos no palco Budweiser na sequência e que estavam só dando uma olhadinha, saíram nas primeiras músicas. Alguns fãs do Deftones saíram antes do encore.
Chino ainda tentou jogar pra galera dizendo que a banda não vem ao Brasil “o suficiente”. Bom, talvez isso seja uma verdade. O final do show, principalmente com “My Own Summer”, deu esperança. Quem sabe na próxima o Deftones venha com mais apetite.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Sabrina Carpenter ou Clarice Lispector…quem disse isso? g1 testa fãs no Lolla 2026


Sabrina Carpenter ou Clarice Lispector…quem disse isso? g1 testa fãs no Lolla 2026
O g1 percorreu o Autódromo de Interlagos nesta sexta-feira (20) para um desafio com os fãs: diferenciar as letras de Sabrina Carpenter, headliner do primeiro dia do Lollapalooza Brasil, de frases da escritora Clarice Lispector.

A comparação confundiu o público que chegou cedo para garantir um lugar perto do palco Budweiser.
Semelhanças
De um lado, as reflexões de Clarice Lispector em obras como “A Hora da Estrela” e “Água Viva” abordam temas como liberdade, coragem e o enfrentamento de sentimentos desconfortáveis.

Já as composições de Sabrina Carpenter focam em relatos de desilusão amorosa, rejeição e o contraste entre gentileza e ingenuidade.
A comparação aproxima duas vozes femininas que, cada uma a seu tempo, refletem dilemas da experiência humana e geram identificação entre diferentes gerações.
Quem disse isso?
“Eu quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham” (Clarice Lispector, em A Hora da Estrela)
“Um pouco de comunicação é o meu tipo de preliminar” (Sabrina Carpenter, em Tears)
“Felicidade? Nunca vi palavra mais doida!” (Clarice Lispector, em A Hora da Estrela)
“Coração partido é uma coisa, o ego é outra” (Sabrina Carpenter, em Please Please Please)
“Isso será coragem minha: a de abandonar sentimentos antigos já confortáveis.” (Clarice Lispector, em A Hora da Estrela)
“Abstinência é só um estado de espírito” (Sabrina Carpenter, em Never Getting Laid)
“Porque não há direito ao grito, então eu grito.” (Clarice Lispector, em A Hora da Estrela)
“Não confunda minha gentileza com ingenuidade” (Sabrina Carpenter, em Good Graces)
“Já que sou, o jeito é ser.” (Clarice Lispector, em A Hora da Estrela)
“Ninguém é mais incrível em transformar amor em ódio do que eu” (Sabrina Carpenter, em Good Graces)
“Viver é tão desconfortável. Tudo me aperta.” (Clarice Lispector, em Água Viva)
“Ele queria todas as minhas quatro personalidades, agora não reconheço esse estranho” (Sabrina Carpenter, em My Man on Willpower)
“Não se pode andar nu, nem de corpo, nem de espírito.” (Clarice Lispector, em Água Viva)
“Me dispensar é antiético” (Sabrina Carpenter, em Busy Woman)
“O que estraga a felicidade é o medo.” (Clarice Lispector, em Água Viva)
“Serei sua esposa perfeita até o dia em que um de nós morrer” (Sabrina Carpenter, em Juno)
“Quero a vibração do alegre.” (Clarice Lispector, em Água Viva)
“Quer provar minhas algemas rosas de pelúcia?” (Sabrina Carpenter, em Juno)
“Liberdade é pouco, o que eu desejo ainda não tem nome.” (Clarice Lispector, em Água Viva)
“Quando foi que você ficou gostoso? Obrigada, Deus, pela sua beleza ter se revelado” (Sabrina Carpenter, em When Did You Get Hot?)
“Sou tão madura, controlada e sensata. Exceto quando sou atingida pela rejeição” (Sabrina Carpenter, em Busy Woman)
“Vou me transformar em alguém que você tem medo de conhecer” (Sabrina Carpenter, em Busy Woman)
Clarice Lispector e Sabrina Carpenter
Rocco/Divulgação e Jordan Strauss/Invision/AP
Sarcasmo e desilusão

Sabrina Carpenter, de 26 anos, consolidou-se como um dos maiores nomes do pop atual com os sucessos “Espresso” e “Please Please Please”.
O “boom” global veio com o álbum Short n’ Sweet (2024) e se confirmou com o recente Man’s Best Friend (2025), que rendeu à artista seus primeiros Grammys

Ex-estrela da Disney, a cantora americana é conhecida por letras que misturam vulnerabilidade com um sarcasmo ácido. Suas músicas frequentemente abordam a complexidade das relações modernas, a autossabotagem e a busca por identidade.
De flopada a headliner do Lolla: a evolução de Sabrina Carpenter a cada show no Brasil
Angústia e liberdade
Clarice Lispector (1920-1977) foi uma das escritoras mais influentes do século 20. Ucraniana naturalizada brasileira, ela revolucionou a literatura com o uso do fluxo de consciência e epifanias cotidianas.
Sua obra investiga o íntimo feminino, o tédio e a angústia existencial, transformando sentimentos banais em questões universais.
Mesmo décadas após sua morte, suas frases seguem viralizando pela capacidade de traduzir o indizível.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

No Lollapalooza, Doechii rebola ao som de funk e faz show eletrizante sem respiros


Doechii se apresenta no palco principal do Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Doechii estava em dívida com a gente e sabia disso. Em 2024, a cantora desmarcou o que seria seu primeiro show no Brasil, sem muita explicação. Ficou para esta sexta-feira (20), mais de um ano depois, no Lollapalooza 2026.
Lolla 2026: Veja fotos do 1º dia
Esse tempo foi justamente a virada da carreira dela. A rapper, que antes era uma artista em ascensão, é agora uma estrela consolidada – mas não economizou no show por isso.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Vestida de cigana, a rapper entrou dominando o palco, com cenário, bailarinas e vídeos “místicos”. Apesar da estética tranquila, Doechii nunca desacelerou: entoou flows afiados, rebolou, interagiu com a câmera e ainda sobrou tempo pra acariciar as bailarinas.
Muitas músicas também ganharam novos remixes, com direito a sample de “Break My Soul”, de Beyoncé. A impressão que dá é que, perguntada sobre o que queria fazer no show, Doechii respondeu: “Tudo”.
Teve até funk. No X, Doechii disse que preparou esse show especialmente para o Brasil. Podia parecer papinho, mas ela de fato incluiu vários samples do estilo carioca, incluindo “Tira e Bota”, do Furacão 2000.
É uma difícil missão, pra qualquer rapper gringo, conseguir que a multidão brasileira cante as músicas. Muita gente não sabia os versos, mas ao longo do show, Doechii levantou a energia geral.
Doechii se apresenta no palco principal do Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Na dúvida, a maior parte pulou e bateu leques sem parar ao som de faixas como “Alter Ego” e “Anxiety”. Já no hit “Denial Is a River”, até o rap foi cantado em coro.
Em uma entrevista de 2024, Doechii disse que “tinha fome de ser a melhor”. Deu pra ver. O show podia ter ganhado com algum respiro, mas não deixou dúvidas sobre o nível da artista: taí uma candidata à realeza do hip-hop americano.
Doechii se apresenta no palco principal do Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Doechii se apresenta no palco principal do Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Setlist de Sabrina Carpenter no Lolla: veja como pode ser o show da cantora no festival


Sabrina Carpenter canta ‘Manchild’ no Grammy
Chris Pizzello/AP
Sabrina Carpenter é a headliner desta sexta (20) no Lollapalooza. Essa é a quinta vez da cantora no Brasil, mas a primeira vez no posto de atração principal em um festival deste porte. Ela se apresenta a partir das 21h30.
No repertório, Sabrina deve priorizar faixas do “Short ‘n’ Sweet” e do “Man’s Best Friend”, álbuns mais recentes de sua discografia. Mas não vai faltar hit. Veja, abaixo, o provável setlist:
Possível setlist de Sabrina Carpenter no Lolla
Busy Woman
Taste
Good Graces
Slim Pickins
Manchild
Coincidence
Never Getting Laid (acoustic)
because i liked a boy
House Tour
Tears
Feather
Nobody’s Son
Bed Chem
Juno
Please Please Please
Don’t Smile
Espresso

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Família de quero-queros ganha ‘área vip’ no Lollapalooza e até bombeiro como vigia


Família de quero-queros ganha ‘área vip’ no Lollapalooza e até bombeiro como vigia
Braulio Lorentz/g1
Em um dos “morrinhos” em frente ao palco principal do Lollapalooza 2026, uma área isolada chamou atenção dos fãs de Sabrina Carpenter nesta sexta (20) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Quatro pássaros quero-quero, uma mãe e seus três filhotes, ganharam um espaço reservado.
“Uma pessoa da produção, da iluminação, ficou incomodada com isso e improvisou essa proteção e chamou os bombeiros. Eu me voluntariei para ficar dando essa atenção”, explicou Allejandro Rocha, bombeiro do festival.
Além de Sabrina, o primeiro dia de festival tem atrações como banda Deftones e a rapper Doechi.
Lolla 2026: Veja fotos do 1º dia
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Interpol faz show com ‘som de CD’ no Lolla e entrega performance de Kings of Leon triste


Interpol se apresenta no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Banda criada no fim dos anos 90, o Interpol encontrou uma plateia dedicada para curtir seu som, sempre entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante. De cabelo lambido e movimentos econômicos, Paul Banks fez lembrar o Kings of Leon. As duas bandas entregam pouca interação e “som de CD”. O Interpol seria um Kings of Leon triste e um pouco mais indie? Talvez.
Lolla 2026: Veja fotos do 1º dia
O show começou às 18h, horário que impediu a banda de usar por mais tempo a bonita iluminação que vem acompanhando esta turnê iniciada em 2024. Com esse recurso em destaque só nos 15 minutos finais, quando anoiteceu, o trunfo do show acabou ficando quase apenas com a execução precisa das canções.
No meio da plateia, que foi ocupando os “morrinhos” do Palco Samsung Galaxy durante a apresentação, era comum ouvir frases do tipo “nossa, parece muito com a versão do álbum”.
Parecia mesmo. Banks, cantor nascido na Inglaterra e criado nos Estados Unidos, segue sendo um homem de poucas palavras e grande voz. O galã de 47 anos, elegante e sisudo como a maior parte de suas canções, prefere retribuir o carinho por meio de sorrisos de canto de lábio e vocal grave bem calibrado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Fãs com camisa de grupos como Oasis, Limp Bizkit e Deftones, uma das atrações principais desta noite, aprovaram o som emitido por homens de preto e óculos escuros em um telão preto e branco. Tudo bem, o Interpol não combina muito com cores.
Por estar em uma turnê de aniversário do álbum “Antics”, segundo trabalho deles, era de se esperar muitas músicas deste disco lançado em 2004. Mas, como em outros festivais recentes, essas canções vieram misturadas com as faixas mais conhecidas do trio, retiradas principalmente de “Turn On the Bright Lights” (2002) e “Our Love to Admire” (2007).
A fase pós-2010 entrou mais como complemento, que ameaçou (de leve) a dispersar o público. Mas a plateia não diminuiu durante o show, até porque a maioria estava ali para ver o Deftones mais tarde.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

#NÃO É BEM ASSIM: ‘GTA VI’ não será comercializado no Brasil após implementação da ‘Lei Felca’


Medida afeta apenas loja do PC da Rockstar; jogo continuará disponível em outras plataformas e consoles no país
g1
Circulam nas redes sociais publicações afirmando que a Rockstar Games, desenvolvedora americana de video-games, não irá mais comercializar seus títulos, incluindo o sexto volume da série “Grand theft auto (GTA)”, no Brasil. As postagens, compartilhadas por perfis de direita e extrema direita nas redes, associam a suposta desistência da empresa à entrada em vigor da lei 15.211/2025, o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA) Digital, apelidado de “Lei Felca”, em referência ao influenciador Felipe Bressanim, que viralizou em 2025 após publicar um vídeo sobre a adultização de menores nas redes sociais. #NÃO É BEM ASSIM.
selo não é bem assim
arte
📝 Como é o post?
As postagens afirmam que a empresa, que também assina as séries “Red dead” e “Max Payne”, retirou as ofertas de seus jogos do país para cumprir com a regulamentação estabelecida pelo ECA Digital. Os posts – que incluem referências visuais e menções a Felca e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nesta quarta-feira (18) assinou três decretos para regular a medida – argumentam que o texto impõe a “censura” do jogo eletrônico para o público, incluindo maiores de idade.
“É sempre a mesma história: quem deveria proteger, decide controlar. E a gente, que só queria jogar, paga o preço”, diz uma publicação no X.
A lei que protege crianças e adolescentes na internet começou a valer nesta terça-feira (17) e precisava de decretos para regulamentar alguns pontos (assista aos vídeos ao final desta checagem).
⛔ Por que #NÃO É BEM ASSIM?
As postagens são enganosas porque, apesar de a nova regulamentação ter de fato obrigado o mercado de jogos eletrônicos a implementar medidas de verificação de idade e restrição de conteúdo +18, a Rockstar jamais anunciou que deixará de comercializar seus produtos no Brasil por completo.
Em comunicado divulgado nesta terça, a empresa anunciou que irá parar de vender jogos para o Windows diretamente a consumidores no Brasil por meio de sua loja digital própria, mas que as obras, incluindo “Grand theft auto VI”, previsto para ser lançado em novembro, continuarão disponíveis em mídia física e digital através de lojas eletrônicas como a PlayStation Store, a Microsoft Store e a Steam e poderão ser jogados normalmente em plataformas como PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC.
A mudança está relacionada às novas exigências da legislação brasileira, que determina que plataformas digitais adotem mecanismos mais rigorosos de verificação de idade. Segundo o texto, métodos baseados apenas em autodeclaração — como o tradicional botão “tenho mais de 18 anos” — não são suficientes, sendo necessário implementar sistemas mais confiáveis.
Para evitar adaptações técnicas imediatas, algumas empresas têm optado por restringir serviços no Brasil ou limitar o acesso de menores. No caso da Rockstar, a decisão foi suspender as vendas diretas no país via PC. Ainda assim, microtransações dentro de jogos, como conteúdos adicionais de modos online, não serão afetadas.
Assim, a ideia de que “GTA 6” não será vendido no Brasil é enganosa: o jogo seguirá disponível no país, mas com mudanças pontuais na forma como algumas empresas operam seus serviços digitais.
Monetização, exploração de menores e pedofilia: entenda denúncias feitas por Felca
ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária
Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular
Medida afeta apenas loja do PC da Rockstar; jogo continuará disponível em outras plataformas e consoles no país
g1
Veja também
O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã
O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio
VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Fonte: G1 Entretenimento