Categorias
ENTRETERIMENTO

Lollapalooza 2026: Como chegar, baixar ingresso e tudo o que você precisa saber para ir ao festival


Lollapalooza 2026 tem Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Tyler the Creator e Lorde entre headliners
Reprodução
O Lollapalooza 2026 acontece nos dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Veja perguntas e respostas com tudo o que você precisa saber para curtir o festival:
Como chegar ao Autódromo de Interlagos?
Quais artistas e bandas vão tocar?
Que horas começa o festival?
Ainda há ingressos para comprar?
Como ativar o ingresso digital do Lollapalooza 2026?
É recomendado levar o quê?
Tem lugar para guardar meus pertences?
O que pode levar?
O que não pode levar?
Como assistir aos shows de casa?
Mapa do Lollapalooza 2026
Divulgação
Como chegar ao Autódromo de Interlagos?
O Autódromo de Interlagos fica na região sul de São Paulo, no bairro de Interlagos.
Metrô e trem
O local fica a aproximadamente 850 metros da estação Autódromo (Linha 9 – Esmeralda).
Assim como em anos anteriores, todas as linhas de metrô e trem de São Paulo funcionarão 24 horas para desembarque.
Trem Expresso
O Trem Expresso da ViaMobilidade estará disponível nos três dias, com partidas a cada 30 minutos das estações Pinheiros e Morumbi, em direção à Estação Cidade Dutra, localizada a cerca de 4 minutos de caminhada do Portão G (entrada exclusiva para usuários do serviço). A volta ocorrerá das 23h às 1h, em intervalos de 30 minutos.
Serviços Express
Serviço de ônibus urbano comum, o Lolla Express oferece quatro pontos de embarque na cidade, com desembarque na Rua José Carlos Pace, em frente ao Portão A, um dos acessos principais do público ao festival.
Estacionamento
Não haverá estacionamento disponível, por isso as melhores opções são transporte público, aplicativos de transporte ou serviços de transfer oficiais do festival.
Quais artistas e bandas vão tocar?
Público descansa durante maratona de shows do Lollapalooza 2025
Rafael Leal/g1
Sabrina Carpenter, Tyler the Creator, Lorde, Chappell Roan, Deftones e Skrillex são as principais atrações do Lollapalooza 2026.
Doechii, Lewis Capaldi, Turnstile e Edson Gomes também estão entre os nomes escalados. Veja abaixo a lista completa das atrações e a programação.
Que horas começa o festival?
A abertura dos portões acontece às 11h. E os primeiros shows do festival começam ao meio-dia. Veja a programação completa abaixo.
Sexta-feira (20 de março)
Palco Budweiser
12h45 – 13h40: Stefanie
14h45 – 15h45: Negra Li
16h55 – 17h55: Blood Orange
19h05 – 20h05: Doechii
21h30 – 23h00: Sabrina Carpenter
Palco Samsung Galaxy
12h00 – 12h45: Atração selecionada pela 89 FM
13h40 – 14h40: Terraplana
15h50 – 16h50: Viagra Boys
18h00 – 19h00: Interpol
20h10 – 21h25: Deftones
Palco Flying Fish
12h45 – 13h40: Worst
14h45 – 15h45: Scalene
16h55 – 17h55: Ruel
19h05 – 20h05: Men I Trust
21h30 – 22h30: Edson Gomes
Palco Perry’s
12h00 – 13h00: Camila Jun
13h00 – 14h00: Bruna Strait
14h15 – 15h15: Atkۆ
15h30 – 16h30: Aline Rocha
16h45 – 17h45: Horsegirl
18h00 – 19h00: DJ Diesel (Shaq)
19h15 – 20h15: Bunt.
20h30 – 21h45: Ben Böhmer
22h15 – 23h30: Kygo
Sábado (21 de março)
Palco Budweiser
12h45 – 13h40: Jadsa
14h45 – 15h45: Agnes Nunes
16h55 – 17h55: Marina
19h05 – 20h05: Lewis Capaldi
21h30 – 23h00: Chappell Roan
Palco Samsung Galaxy
12h00 – 12h45: Hurricanes
13h40 – 14h40: Varanda
15h50 – 16h50: Foto em Grupo
18h00 – 19h00: Cypress Hill
20h10 – 21h25: Skrillex
Palco Flying Fish
12h45 – 13h40: Artur Menezes
14h45 – 15h45: Cidade Dormitório
16h55 – 17h55: The Warning
19h05 – 20h05: TV Girl
21h30 – 22h30: Riize
Palco Perry’s
12h00 – 12h45: Blackat
13h00 – 13h45: Marcelin o Brabo
14h15 – 15h15: Crizin da Z.O.
15h30 – 16h30: Febre90s
16h45 – 17h45: N.I.N.A
18h00 – 19h00: Hamdi
19h15 – 20h15: 2hollis + Rommulas
20h30 – 21h30: Mu540
22h00 – 23h30: Brutalismus 3000
Domingo (22 de março)
Palco Budweiser
12h45 – 13h40: Papisa
14h45 – 15h45: Mundo Livre S/A
16h55 – 17h55: Djo
19h05 – 20h05: Turnstile
21h30 – 22h45: Tyler, The Creator
Palco Samsung Galaxy
12h00 – 12h45: Jonabug
13h40 – 14h40: Nina Maia
15h50 – 16h50: Royel Otis
18h00 – 19h00: Addison Rae
20h10 – 21h25: Lorde
Palco Flying Fish
12h45 – 13h40: Papangu
14h45 – 15h45: Balu Brigada
16h55 – 17h55: Oruã
19h05 – 20h05: FBC
21h30 – 22h30: Katseye
Palco Perry’s
12h00 – 12h45: Flávia Durante
13h00 – 13h45: Entropia
14h00 – 14h45: Analu
15h15 – 16h15: Alírio
16h30 – 17h30: Idlibra
17h45 – 18h45: Zopelar
19h00 – 20h00: RōZ
20h15 – 21h30: ¥0u$uk€ ¥uk1mat$u
21h45 – 23h15: Peggy Gou
Ainda há ingressos para comprar?
Até o momento desta publicação, os ingressos do Lolla Day para sexta-feira (21) estavam esgotados. Para curtir esta data, somente é possível com a aquisição do Lolla Pass (ingresso que dá acesso aos três dias do evento) ou o Lolla Lounge Day by Vivo (setor premium com open bar e food). Para o sábado (22) e o domingo (23) ainda há ingressos de Lolla Day disponíveis à venda.
Para mais detalhes dos ingressos, acesse aqui o site do evento.
Como ativar o ingresso digital do Lollapalooza 2026
Tool se apresenta no Lollapalooza 2025
Reprodução/Globo
Os ingressos desta edição terão formato digital. Eles ficam disponíveis na aba “Meus Pedidos” no site Ticketmaster.com.br, para consulta e ativação no aplicativo Quentro. Não haverá ingresso na forma impressa ou cartão magnético.
Você precisará baixar o aplicativo Quentro para acessar o ingresso que será utilizado para entrada no evento. Por razões de segurança, o QR code é atualizado constantemente e automaticamente, não sendo aceitos prints de tela ou impressões.
Para acessar seu ingresso digital, siga os passos abaixo:
Acesse sua conta em Ticketmaster.com.br.
Na aba “Meus Pedidos”, abra o pedido que você deseja baixar o ingresso para o aplicativo Quentro.
Indique o e-mail da conta Quentro que deseja enviar o ingresso.
Confirme o envio.
Se for a sua primeira vez no Quentro, você receberá no e-mail indicado um código que deverá ser informado para concluir a validação de sua identidade no aplicativo. Assim que finalizar este processo, basta abrir o Quentro, fazer o login com o mesmo e-mail indicado anteriormente e os seus ingressos já estarão disponíveis no aplicativo.
Em caso de transferência de ingresso para outra pessoa, o envio deverá ser feito pelo aplicativo Quentro.
Tem lugar para guardar meus pertences?
Sim. O evento disponibiliza lockers, armários inteligentes e seguros para guardar seus pertences. Além do armazenamento, os lockers contam com recarga para celular (USB e USB-C).
É necessário fazer a reserva do locker através da plataforma do festival. O valor varia de R$ 45 a R$ 75, a depender do tamanho do armário (P, M ou G).
É recomendado levar o quê?
Além do ingresso digital, leve seus documentos pessoais, cartão ou dinheiro e comprovante meia-entrada se for o caso.
O que pode levar?
Óculos escuros, capa de chuva, protetor solar e protetor labial, chapéu ou boné, canga, mochila ou bolsa;
Alimentos industrializados devidamente lacrados (exemplos: biscoitos, torradas, barras de cereal etc);
Frutas cortadas e acondicionadas em embalagem transparente e não rígida, do tipo “zip lock”;
Sanduíches acondicionados em embalagem transparente e não rígida, do tipo “zip lock”;
Qualquer quantidade que exceder ao limite de até cinco itens por pessoa poderão ser retidas na entrada do evento;
O que não pode levar?
Não será permitida a entrada de objetos que possam ser considerados perigosos, tais como:
garrafas de vidro ou de metal independentemente da capacidade;
garrafas com embalagem superior a 500ml;
embalagens rígidas e com tampa (exemplo: potes de plásticos do tipo “tupperware”);
copos térmicos, de vidro ou metal
latas;
capacetes;
armas de fogo ou armas brancas de qualquer tipo (facas, soco inglês, canivetes, etc.);
cadeiras/banquinhos;
guarda-chuvas;
objetos pontiagudos;
objetos perfurantes ou cortantes (tesoura, estiletes, pinças, cortadores de unha, saca- rolhas);
fogos de artificio, dispositivos explosivos, sinalizadores e aparatos incendiários de qualquer espécie;
objetos de vidro, plástico ou metal (perfumes, cosméticos, inclusive desodorantes de qualquer tipo, pasta ou escova de dente);
substâncias inflamáveis e/ou corrosivas;
sprays;
máquinas de incapacitação neuromuscular (tasers);
ponteiros de laser, luzes estroboscópicas ou outros dispositivos emissores de luz;q. bebidas (em qualquer tipo de recipiente);
skate, bicicleta ou qualquer tipo de veículo motorizado ou não;
isopor, cooler ou qualquer tipo de utensílio para armazenagem;
bastão de selfie (extensor para tirar autorretrato);
câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável
objetos profissionais para captura de imagem e som, como, por exemplo: máquinas fotográficas profissionais (lente intercambiável), equipamentos de filmagem profissionais drones ou outros objetos voadores
itens que possam ser utilizados para marketing de emboscada;
substâncias venenosas e/ou tóxicas, incluindo drogas ilegais;
bandeiras ou cartazes contendo mensagens ou símbolos com divulgações comerciais, ou, ainda, com referências a causas discriminatórias, ofensivas, homofóbicas, racistas ou xenófobas ;
drones, também denominados VANT (veículo aéreo não tripulado), RPA (remotely-piloted aircraft), aeronave remotamente pilotada, e equipamentos similares.
alimentos que representem intuito de comercialização ou que possam representar riscos à segurança.
Como assistir aos shows de casa?
Quem não vai ao evento, pode assistir aos shows no sofá de casa. Nos três dias de Lolla, o canal Multishow fará a transmissão dos shows dos palcos Budweiser e Samsung Galaxy a partir das 14h30 .
Já o Bis exibe ao vivo as apresentações dos palcos os palcos Perry’s e Flying Fish.
Também é possível assistir aos shows diretamente no Globoplay.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Astro de reality show é preso acusado de abusar de criança de 9 anos nos EUA


Joseph Duggar confessa abuso contra criança de 9 anos e aguarda extradição para a Flórida
Divulgação
Joseph Garrett Duggar, um dos membros da família retratada no reality show americano “19 kids and Counting”, foi preso nesta quarta-feira (18) por suspeita de ter abusado sexualmente de uma criança.
Segundo as autoridades norte-americanas, ele teria tocado as partes íntimas de uma menina de nove anos durante as férias da família em Panama City Beach, no noroeste da Flórida, em 2020.
O que diz o boletim de ocorrência
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, hoje com 14 anos, relatou uma série de incidentes inapropriados que teriam ocorrido na época.
O depoimento detalha que Duggar, de 31 anos, teria pedido repetidamente para a criança sentar em seu colo e, em outra ocasião, “manipulado a roupa íntima” da menina sob um cobertor enquanto estavam em um sofá.
Joseph Duggar foi preso no Arkansas
Divulgação
A polícia afirma que, após o episódio, o suspeito teria “pedido desculpas” à vítima, momento em que os incidentes teriam cessado.
Confissão e prisão
O caso avançou após o pai da adolescente confrontar Joseph. Segundo comunicado oficial, o ex-astro de TV admitiu os crimes para a família e para os detetives do caso.
Duggar permanece sob custódia no Arkansas enquanto aguarda a extradição para a Flórida, onde responderá formalmente pelas acusações.
Joseph Garrett Duggar, de 31 anos
Foto: Divulgação
Em nota, a polícia de Tontitown reforçou que o crime não ocorreu na cidade e que o processo está sendo tratado com “o mais alto nível de profissionalismo e diligência”.
Histórico familiar e polêmicas
A prisão de Joseph ocorre anos após escândalo envolvendo seu irmão mais velho, Josh Duggar.
Em 2021, Josh foi condenado à prisão por posse de pornografia infantil, após ter admitido anteriormente que abusou de suas próprias irmãs quando era adolescente.
Na época, Joseph, que é casado e pai de quatro filhos, chegou a se manifestar publicamente sobre o caso no programa “Jill & Jessa: Counting On”
Ex-integrante do programa 19 Kids and Counting, Joseph Garrett Duggar
Foto: Divulgação
“Não acho que havia a menor possibilidade de qualquer um de nós imaginar que meu irmão levava uma vida tão secreta. Isso partiu meu coração”, afirmou Joseph, então com 20 anos.
A polícia americana divulgou a foto oficial do fichamento de Joseph Duggar, em que ele aparece com semblante sério. Um porta-voz da família Duggar informou que eles não emitirão pronunciamento sobre o caso.
O fenômeno ’19 Kids and Counting’
Lançado em 2008 pelo canal TLC, o reality show acompanhava a rotina de Jim Bob e Michelle Duggar e seus 19 filhos.
A produção tinha como base os preceitos de uma família cristã ultraconservadora, com regras rígidas de vestimenta e comportamento.
O programa foi cancelado em 2015, após as primeiras revelações de abusos cometidos por Josh Duggar virem à tona, encerrando uma das maiores audiências da TV a cabo americana na época

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Lewis Capaldi e a Síndrome de Tourette: como o cantor atração do Lolla se adaptou à doença


Em junho de 2023, Lewis Capaldi surpreendeu os fãs ao anunciar uma pausa na carreira para tratar a Síndrome de Tourette, descoberta um ano antes. O cantor escocês de 29 anos, que se apresenta no Lollapalooza 2026 neste sábado (21), havia acabado de lançar seu segundo álbum de estúdio e estava em ascensão.
Ao longo daquele ano, passou por dificuldades com a doença no palco em ao menos duas situações: uma em Frankfurt, quando ele se afastou do microfone e o público o ajudou a terminar de cantar o hit “Someone you loved” ao notar que ele estava tendo uma crise. E, outra, em junho, no festival Glastonbury, evento que ele não conseguiu encerrar sua participação.
LOLLA 2026: Veja programação completa
Em entrevista recente, o dono do hit romântico “Someone you loved” afirmou que já havia passado por momentos piores do que aqueles. “Não consegui voltar ao palco [em Chicago], fiquei convulsionando nos bastidores, em meio a um ataque de pânico. Um episódio mental muito pesado”, afirmou.
Mas o evento do Glastonbury foi um marco para Lewis Capaldi: foi ali que ele decidiu que era a hora de tirar um tempo para cuidar da doença. “Foi a decisão mais difícil da minha vida”. Dois anos após o anúncio da pausa, o cantor fez seu show de retorno naquele mesmo palco, surpreendendo os fãs.
“É simplesmente incrível estar aqui com vocês. Não tenho palavras para agradecer a todos por terem vindo me ver. Eu só queria vir e terminar o que não consegui da primeira vez neste palco”, disse ele no palco do festival, em junho de 2025.
Lewis Capaldi posa no tapete vermelho do Brit Awards 2020 nesta terça-feira (18), em Londres
Ian West/PA via AP
Capaldi não é o único artista a sofrer com a doença. A cantora Billie Eilish, por exemplo, já revelou o diagnóstico. Ela já contou que balança as orelhas para frente e para trás, levanta a sobrancelha, estala a mandíbula e flexiona certos músculos do braço. “São coisas que talvez você nunca perceba conversando comigo, mas pra mim, é extremamente exaustivo”, afirmou a cantora.
O que é a Síndrome de Tourette
A Síndrome de Tourette é uma desordem de movimento, caracterizada por tiques motores múltiplos e alguns distúrbios comportamentais involuntários.
Os principais sintomas físicos incluem piscar ou revirar os olhos, fazer caretas, encolher os ombros, sacudir a cabeça ou membros; e pular, girar ou tocar objetos e pessoas. Há também alguns sintomas vocais, como fazer grunhidos involuntários, limpar a garganta, assobiar, tossir, estalar a língua, e repetir palavras, frases aleatórias, xingamentos ou até mesmo fazer sons de animais.
O tratamento pode ser feito através do uso de medicamentos, terapia comportamental e, em casos mais graves, com a implantação de eletrodos em determinadas partes do cérebro. A doença não tem cura.
Helder Picarelli, neurocirurgião do Hospital das Clínicas da USP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), explica que, com treinamento e terapia comportamental, o paciente consegue suprimir a crise e esses tiques quando está envolvido em uma situação que exige uma concentração extrema: uma apresentação musical, por exemplo.
Mas ele destaca que, o esforço para controlar o tique motor nesses momentos, pode trazer um cansaço extremo.
“O paciente consegue inibir e fazer aquilo que ele estava planejando fazer, mas às custas de um esforço mental enorme. Um cantor durante um show, por exemplo, deve sair com uma sensação de cansaço e fadiga mental, porque ele teve que ter um grau de concentração extremo para conseguir inibir aqueles movimentos indesejáveis que poderiam atrapalhar a apresentação”, explica Helder.
A luta de Lewis Capaldi contra a doença
Lewis Capaldi tem crise de Tourette em show e fãs ajudam cantor a terminar música
Capaldi começou a sofrer com os sintomas da síndrome de Tourette ainda na infância, mas os espasmos involuntários começaram a ficar fora de controle na fase adulta. No documentário “How I’m Feeling Now”, lançado em 2023, ele conta que sofria com crises diariamente.
“Quando dirijo, se intensifica. Na academia também. Piora quando estou exausto e em situações difíceis”, afirma ele no documentário em conversa com o pai.
Antes de receber o diagnóstico, ele achava que poderia estar sofrendo de “alguma terrível doença degenerativa”. “Meus ombros contraem quando estou empolgado, feliz, nervoso ou estressado.”
Em 2022, quando revelou que sofria da doença, Capaldi disse que optou por tornar a questão pública porque “não queria que as pessoas achassem que estava usando cocaína ou algo nesse sentido”. Ele ainda afirmou que foi um alívio enorme receber o diagnóstico, principalmente por poder contar aos outros o que estava acontecendo com ele.
Qual o tratamento?
Lewis Capaldi celebra sucesso da música ‘Someone you loved’ chegando ao primeiro lugar como música mais ouvida no stream no Reino Unido
Reprodução/Instagram
Desde então, Capaldi tem passado por um tratamento que envolve injeções de toxina botulínica nos ombros para controlar as contrações involuntários e o uso de um antipsicótico que “mudou sua vida”.
“Na síndrome de Tourette, existe uma hiperatividade em alguns circuitos neurais, cujo neurotransmissor principal é a dopamina. E os antipsicóticos bloqueiam justamente essa hiperatividade dopaminérgica, por isso a pessoa melhora”, explica Helder Picarelli.
Lewis Capaldi também iniciou uma rotina de terapia comportamental semanal para aprender a lidar, não somente com a síndrome, mas com a ansiedade.
“A terapia tem sido uma parte importantíssima dos meus últimos dois anos, uma parte essencial da razão pela qual consegui voltar a ser músico. Sinto que, se posso compartilhar isso com outras pessoas […] Acho que aceitar que a ansiedade sempre estará presente é muito importante.”
Assim, Capaldi tem tentado encontrar um equilíbrio entre os altos e baixos. Em novembro de 2025, após anunciar sua turnê de retorno, Capaldi lançou o EP “Surviver”, mostrando todo seu momento de vulnerabilidade. Em especial, na letra de “The Day That I Die”.
Em um dos trechos, a faixa cita:
“On the day that I die, tell my mother I was smiling ‘cause I know that she’ll be crying” (“No dia em que eu morrer, diga à minha mãe que eu estava sorrindo, porque sei que ela vai estar chorando”).
“Escrevi em um período em que achei que não estaria mais aqui”, disse o artista no lançamento do álbum.
Capaldi no Lolla
Lewis Capaldi vem ao Brasil pela primeira vez para apresentação no Lolla. Ele se apresenta no No Palco Budweiser, no sábado (21), dia que tem Chappell Roan e Skrillex como headliners.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Devoradores de estrelas’ dá um quentinho no coração com conto de amizade e sacrifício; g1 já viu


‘Devoradores de estrelas’ é filme com Ryan Gosling que dá quentinho no coração
Entre guerras, crise de abastecimento mundial de combustível e o peso insustentável da existência em geral, é uma boa hora para um filme daqueles que dão um quentinho no coração como “Devoradores de estrelas”.
Não se deixe enganar pelo título. Ou o gênero. A ficção científica que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19) à primeira vista até lembra um pouco um “Interestelar” (2014), mas troca todo aquele papo sobre quinta dimensão e relatividade pelo calor de um abraço.
Apoiado pelo carisma aparentemente infinito de Ryan Gosling (“Barbie”), não demora para que o filme se mostre um conto edificante sobre amizade, empatia e, depois de uma boa dose de lágrimas, sacrifício.
Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
É solitário no espaço
Gosling interpreta um astronauta isolado e desorientado, em uma espaçonave a milhões de quilômetros da Terra. Totalmente sozinho, ele descobre que está em uma possível missão só de ida para tentar encontrar uma resposta a uma ameaça à vida em toda a galáxia.
Parece grandioso demais, mas os diretores Phil Lord e Christopher Miller transformam esse épico espacial em uma história mais humana ao focar na solidão do protagonista e em sua relação com um companheiro inesperado.
Mais conhecidos como os produtores das animações do “Aranhaverso”, eles provam que também são ótimos na direção ao adaptar o livro de mesmo nome de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte”.
“Devoradores de estrelas” até tem coisas em comum com o filme de 2015 estrelado por Matt Damon, mas se permite viajar mais, e abraça um lado mais fantasioso da ficção científica.
Sandra Huller e Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
Não é spoiler, mas
É aí que entramos em uma área que muitos podem considerar “spoiler”, por mais que faça parte da sinopse e dos trailers. Então, fica o aviso. Aqueles que não querem saber de nada podem ir ver primeiro o filme e depois voltem aqui.
Quem brilha mesmo em “Devoradores de estrelas” é a relação entre o protagonista e o alienígena formado por pedras que ele conhece no caminho, que também tem uma missão parecida.
Quando o jeitinho meio esquisito de Gosling começa a cansar e seu charme não é mais o bastante para distrair o público de alguns fios soltos mais gritantes da trama, Rocky aparece e constrói uma das dinâmicas entre personagens mais bonitas dos últimos anos.
Com uma direção de arte belíssima, tanto nos efeitos galácticos quanto nos aparelhos alienígenas, e uma trilha sonora que sabe complementar as emoções em cena, esse é um filme que vale demais ser visto no cinema mesmo.
“Devoradores de estrelas” já é um clássico do gênero.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Banda de Renan Santos e Mamãe Falei fica em 1º em votação para abrir Lolla, mas é rejeitada por júri


Banda formada por integrantes do MBL quase participou do Lolla
No Lollapalooza 2026, a voz do povo, não necessariamente, é a voz de Deus. Após ficar em primeiro uma votação popular na campanha “Temos Vagas”, que seleciona um artista para o festival, a banda Limão Rosa foi preterido pelo júri técnico do festival e da rádio 89FM.
O grupo de pop rock é formado por Renan Santos, Arthur do Val, o Mamãe Falei (integrantes do Movimento Brasil Livre, MBL) e Gustavo Moledo (irmão de Arthur). Após a decisão dos jurados, eles foram rejeitados e não vão abrir o Lolla, nesta sexta-feira (20).
O g1 conversou com a rádio 89FM, responsável pela organização do concurso, que explicou disse ter julgado a Limão Rosa como “qualquer outra banda”. O regulamento do “Temos Vagas” dizia que as 50 bandas mais votadas participariam de uma triagem final feita por representantes da rádio 89FM e da RockWorld, organizadora do Lolla. A banda escolhida foi Ginger and the Peppers (leia mais sobre o grupo no final do texto).
Segundo a rádio, o júri técnico analisa se a música é legal, se conversa com o festival, se a banda engaja com a comunidade (e isso não tem só a ver com número de seguidores). “Julgamos a Limão Rosa como julgamos todas as outras bandas. E foram mais de mil.”
“Não teve nenhum critério específico para a Limão Rosa. E, na nossa avaliação, a Ginger and The Peppers tinha mais elementos para vencer o concurso”, explica ao g1 um representante da rádio 89. A organização do Lollapalooza, que também integra o júri, não quis se pronunciar.
Ao g1, Renan, que é pré-candidato à Presidência, e Arthur disse que a campanha no concurso foi “despretensiosa”. Renan contou que a ideia de participar da votação surgiu durante uma live, como uma “brincadeira”. Durante uma transmissão no YouTube, Mamãe Falei fez a sugestão e a banda, então, fez a inscrição.
Arthur do Val e Renan Santos, integrantes da Limão Rosa
Divulgação
“Eu não liguei muito, porque tinha certeza que os caras [do júri] não iam querer colocar a gente, iam dar um jeito de inventar uma desculpa. Até por isso, nem fomos atrás, não reclamamos”, diz Renan.
“Acho que o Lolla jamais chamaria a gente. Se eu fosse eles, não chamaria. Por que chamar uma banda polêmica tendo milhões de outras bandas? Mas, se chamassem, seria o evento do ano porque seria inusitado um festival considerado de esquerda chamar uma banda ligada a políticos de direita”, completa Arthur.
‘Não queremos falar de política’
Os dois integrantes políticos da banda garantem que não houve engajamento massivo dos adeptos do MBL na votação. Pelo contrário: segundo eles, a banda não é querida pelo público que acompanha o movimento. Renan conta que existe até um ar de decepção nos shows:
“A militância do MBL não gosta da banda. Uma das grandes piadas que a galera fala é: ‘fiquem na política que é melhor’.”
“Tem um problema de sensibilidade estética brutal na galera da direita. Quando a pessoa gosta de rock, é aquela coisa de tocar muito bem, muito rápido, aquele metal melódico. Eu não gosto disso. Acho que não tem nada a ver com isso e aí os caras acham que tocar ‘direito’, na cabeça deles, é outra coisa do que a gente faz.”
Se você gosta de metal melódico ou algo mais próximo do que foi produzido pelas bandas de rock mais clássico dos anos 1990, a Limão Rosa, de fato, não deve despertar seu interesse.
Inspirada em nomes como Velvet Underground e The Stooges, o grupo se orgulha de ter um som sujo e mais alternativo, com um quê de rock de garagem.
“A gente faz shows com improviso, vai ter erro no show. E tem que ter. Um show de garagem é para ser impreciso. Só que a galera acha que todo show tem a dinâmica de um show de estádio, algo super certinho, embalado e pré-montado”, contextualiza Renan.
À procura da batida perfeita
Renan Santos, integrante do Limão Rosa e fundador do MBL
Divulgação
Quando estão em estúdio, a bateria é um dos grandes pontos de discussão do grupo. Enquanto Arthur quer algo mais próximo do atual, bem forte e agudo, Renan e Gustavo se mantém mais próximo dos anos 1960, com uma percussão mais grave.
Falando das composições, o que também poderia ser um chamariz para a banda – letras com grande teor político – está muito longe do horizonte dos envolvidos. Tendo como grande inspiração Bob Dylan, Renan, o compositor do grupo, diz que o trabalho de escrever músicas é justamente o que o afasta da política.
“Não é um esforço, é natural, não tratar [de política]. Eu acho meio babaca aquela coisa meio [começa a cantarolar] que país é esse? [referência à música da Legião Urbana], eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério [trecho da música “Não É Sério”, do Charlie Brown Jr.]. Eu não consigo gostar disso, acho meio bobo.
E agora, Limão Rosa?
A banda Limão Rosa
Divulgação
Nascida de um desejo de “fazer música”, a banda tem o nome em homenagem à fruta que não é brasileira, mas, segundo seus integrantes, tem a cara do Brasil. O som é um rock que dialoga com punk e com o hard rock, inspirado em bandas como The Stooges.
O grupo já lançou os singles “Sheherazade Blues”, com letra irônica e crítica, e “Mariana”, mais romântica. Agora, está em fase de finalização do seu primeiro álbum, previsto para o primeiro semestre. Mesmo com os compromissos políticos, a ideia é fazer shows pelo Brasil.
“Nós temos uma base legal de fãs para uma banda independente e fizemos alguns pelo Brasil. Nós lotamos uma casa de 300 pessoas em Goiás. Em Londrina ficamos sabendo que já tem gente pedindo nossas músicas na rádio. Então queremos fortalecer nossa divulgação”, explica Renan.
Quem venceu o concurso?
A banda Ginger and the Peppers, atração do Lolla 2026
Divulgação
A banda vencedora do concurso foi Ginger and The Peppers, que é formada por Julia Dillon (vocal), Alê Masili (guitarra), Paulo Gonzaga (guitarra), J.P. Masella (bateria) e Itto Menezes (baixo).
Criada em 2021, eles tem letras em inglês e tem uma musicalidade que conversa com o rock produzido nos anos 1970 e 1980, pisando até um pouco no country.
O grupo, que tem cerca de 47 mil ouvintes mensais no Spotify e 330 mil seguidores nas redes sociais, vai abrir o Lollapalooza. O Ginger and The Peppers se apresentando às 12h no Palco Samsung Galaxy.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Lucas Lucco ‘queima gasolina’ no álbum ‘Na resenha 2’ entre arrocha e piseiro


Capa do álbum ‘Na resenha ao vivo – Vol. 2’, de Lucas Lucco
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Enquanto aguarda a estreia no Globoplay de “Quem é o pai do meu bebê?”, novela vertical no qual retoma a carreira de ator ao interpretar o protagonista Raphael Sampaio, Lucas Lucco dá sequência ao álbum ao vivo “Na resenha”.
Após apresentar em 6 de fevereiro EP com cinco músicas extraídas do show feito e gravado na casa do cantor mineiro em Uberlândia (MG), em atmosfera íntima, Lucco lança na noite de amanhã, 19 de março, o álbum “Na resenha ao vivo – Vol. 2” com outras dez músicas do show.
O foco do lançamento reside nas músicas inéditas “Má intenção” e “Queimando gasolina”, gravadas por Lucco em feats com MC PH e Paulo Pires, respectivamente.
As demais faixas são regravações de músicas do próprio Lucas Lucco e de outros artistas, rebobinadas pelo cantor em ritmo de arrocha (“Razões e emoções” e “Vai vendo”), pagode (o medley com “Destino” e “6 graus abaixo de zero”) e piseiro (“Batom vermelho”, “Here without you”, “Lua” e “Quebra-cabeça”, esta gravada por Lucco com Hungria).
A gravação ao vivo do show que gerou o álbum “Na resenha” foi feita com produção musical de Menor DJ.
Lucas Lucco lança dez músicas extraídas de show apresentado e gravado na casa do cantor em Uberlândia (MG)
Lorena View / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Artistas chegam para homenagens do Globo de Ouro a brasileiros no Copacabana Palace


Alice Carvalho no evento do Golden Globes no Copacabana Palace
Célio Silva/g1
Artistas começaram a chegar no fim de tarde para o primeiro Golden Globes Tribute Gala Brazil, que acontece nesta quarta-feira (18), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (saiba tudo sobre a transmissão).
O evento preva homenagens a Fernanda Montenegro, Antonio Pitanga, Valentina Herszage e o diretor de fotografia Adolpho Veloso.
A festa tem 350 convidados, entre atores, diretores, produtores, executivos da indústria, líderes de grandes marcas investidoras do cinema, além de artistas e personalidades culturais de relevância no cenário nacional e internacional. Os atores Bruna Marquezine e Lázaro Ramos serão os apresentadores.
Entre os artistas que já tinham chegado até às 17h30 estavam Alice Carvalho, Carol Castro, Bruna Linzmeyer e Klara Castanho.
Bruna Linzmeyer em evento do Golden Globes no Copacabana Palace
Célio Silva/g1
Esse é o primeiro evento do Golden Globes desse tipo no Brasil e tem o objetivo de reforçar o compromisso da organização em reconhecer a excelência criativa em um palco global.
Os homenageados
Fernanda Montenegro, Antonio Pitanga, Valentina Herszage e Adolpho Veloso serão homenageados em evento do Globo de Ouro no Rop
Bob Wolfenson/Divulgação
Fernanda Montenegro será homenageada com a maior honraria da cerimônia, o Golden Globes Apogeu Award, que é dado anualmente a um(a) artista cujos trabalhos tenham gerado um impacto duradouro no cinema e na televisão.
Indicada ao Globo de Ouro de 1999, por sua atuação em Central do Brasil, que ganhou o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Fernanda também foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz no mesmo ano.
O reconhecimento internacional de Fernanda Montenegro após “Central do Brasil”
O prêmio foi dado a Gwynneth Paltrow por sua atuação em “Shakespeare Apaixonado”. Fernanda também se destacou em “Ainda Estou Aqui”, primeiro filme brasileiro a ganhar um Oscar de Melhor Filme Internacional, em 2025.
O ator e diretor Antonio Pitanga também será premiado com o Golden Globes Apogeu Award. Figura central do movimento do Cinema Novo brasileiro, Pitanga participou de mais de 50 filmes, incluindo “Barravento” e “Ganga Zumba”, ele também de destacou no teatro e na TV.
Ao longo de sua carreira, o artista se destacou como uma das figuras mais respeitadas e influentes da história do cinema brasileiro.
Valentina Herszage receberá o Golden Globes Ascensão Award, em reconhecimento à sua ascensão no cinema e na televisão.
Após receber aclamação da crítica por seu papel em “Mate-me, por favor” (2015), ela consolidou ainda mais sua trajetória interpretando uma das filhas de Eunice Paiva (Fernanda Torres), em “Ainda estou aqui”.
Além do Oscar, o filme de Walter Salles venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama de 2025 para Torres, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa.
Adolpho Veloso, diretor de fotografia indicado por ‘Sonhos de trem’, chega ao Oscar 2026
Daniel Cole/Reuters
Adolpho Veloso também será contemplado com o Golden Globes Ascensão Award. Indicado ao 98º Oscar de Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”, Adolpho fez história como o primeiro brasileiro a ser indicado na categoria.
O Golden Globes Tribute Awards marca o início de uma nova etapa da presença internacional do Golden Globes e acontece por meio da parceria entre o Golden Globes, a Urland Ventures e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Fernanda Montenegro no Globo de Ouro de 1999 e Fernanda Torres na premiação de 2025
Reprodução/Youtube
O Rio de Janeiro foi escolhido pela organização do Globo de Ouro como sede estratégica na América Latina. Após criteriosa análise de possíveis cidades-sede internacionais, o Golden Globes escolheu o Rio por sua força cultural, patrimônio artístico e papel central no ecossistema criativo da região, reforçando a vocação da cidade como capital cultural e porta de entrada do audiovisual latino-americano.
O evento acontece em um momento especialmente simbólico para o cinema nacional, que volta a ocupar o centro das atenções internacionais com produções como “Ainda Estou Aqui”, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
As duas produções se destacaram pelas vitórias de Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz em Filme – Drama, em 2025, e de Wagner Moura a Melhor Ator em Filme – Drama, em 2026.
A cerimônia vai oficializar o Brasil como um dos países que farão parte do circuito internacional da premiação, ampliando o diálogo entre o audiovisual brasileiro e os principais centros globais da indústria, ao mesmo tempo em que projeta o Rio de Janeiro como um dos polos estratégicos dessa nova fase do Golden Globes.
LEIA TAMBÉM
Wagner Moura vence prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro
“O Agente Secreto” estreia no Festival do Rio e elenco fala de chances no Oscar

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Rapper Renan Inquérito relata guerra contra o câncer no álbum ‘Tireoide’


Capa do álbum ‘Tireoide’, de Renan Inquérito
Ilustração de Du Dominici com design de Pepê Ferreira
♫ NOTÍCIA
♬ No fim de 2024, o rapper paulista Renan Inquérito foi diagnosticado com câncer de tireoide. Desde então, o artista seguiu jornada de exames e tratamentos que culminou com cirurgia para a retirada da glândula localizada no pescoço em formato de borboleta.
A saga vitoriosa de Inquérito para derrotar o câncer é o mote do décimo álbum do rapper, “Tireoide”, gravado entre sessões de estúdio e sessões de quimioterapia para eliminar as células cancerosas. Ao longo de dez faixas formatadas com produção musical de Pop Black com base na estética clássica do boombap, o artista expõe o processo de sobrevivência ao câncer.
“Todo dia doses de poesia com anestesia / A rima foi meu remédio / O rap, minha pílula mágica. / … / Que ironia, foi bem aqui, onde nasce a palavra, que a vida tentou me calar /Mas não conseguiu / Eu sou a metamorfose / E a minha voz tem asas”, poetiza Renan Inquérito no fluxo narrativo da música-título “Tireoide”, alocada na abertura do álbum.
Com capa que evoca uma borboleta na ilustração de Du Dominic, o álbum “Tireoide” tem lançamento agendado para 7 de abril e conta com participações de Vih Mendes, Wesley Camilo, Dow Raíz e Lino Krizz. A sonoridade combina beats e samples tradicionais com instrumentos gravados de forma orgânica.
No álbum, cujo repertório inclui músicas como “Batalha de sangue”, “Cartas pra Wenceslau” e “Meu avesso atravesso só”, o rapper aborda o cuidado de falar sobre doença com a filha em “Elis não sabe nada” e celebra o êxito da jornada na faixa final, “Witória com W”.
Com repertório resiliente, “Tireoide” é conceituado como “álbum de contrastes entre o peso do diagnóstico versus a leveza da cura e entre a tristeza das perdas versus a celebração de cada novo fôlego”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

A série que relembra tragédia com césio em Goiânia e a reação dos sobreviventes


Cena de ‘Emergência Radioativa’, série que reconta a tragédia com césio-137 em Goiânia
Divulgação/Netflix
“Emergência Radioativa”, com estreia na Netflix nesta quarta-feira (18), já causou uma divisão entre os sobreviventes do acidente com césio-137 em Goiânia no qual a série se inspira.
O caso aconteceu em 1987, um ano após o desastre de Chernobyl, quando catadores abriram um aparelho de radioterapia abandonado em busca do chumbo que o revestia e acabaram espalhando material radioativo entre moradores, provocando o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.
Mesmo tendo visto apenas os comerciais, que circularam via WhatsApp, alguns sobreviventes dizem que a história não aconteceu da forma que é retratada nas telas e se sentem incomodados. Outros, por outro lado, não veem problema.
É o que afirma Sueli de Moraes, vice-presidente da Associação de Vítimas do Césio-137.
A divisão envolve desde a forma como o pó radioativo é representado — mais ou menos brilhante, por exemplo — até o desconforto de ver atores encarnando figuras, que, para a comunidade, existiram — ou ainda existem — de verdade.
“Conheço todas as vítimas e fui vítima também. Tem pessoas que não estão gostando, de certo porque não viram ainda. Chateou muita gente do grupo, que disse que não tinha nada a ver, que era mentira”, diz ela. “Eu acho que não tem nada a ver.”
O acidente deixou quatro mortos na ocasião, mas outras mortes foram registradas nos anos seguintes por causas difíceis de associar com certeza à radiação, embora haja indícios que apontem para essa relação — os créditos da própria série na Netflix mencionam 16 vítimas fatais. Os sobreviventes seguem monitorados.
São Paulo virou Goiânia
Parte do incômodo se deve ao fato de que as filmagens ocorreram em cidades da Grande São Paulo, como Santo André e Osasco, o que gerou críticas do Conselho Municipal de Cultura de Goiânia.
Moraes acrescenta que, ao mesmo tempo, o clima nesta semana é de comemoração, diante da expectativa de um reajuste de 70% na pensão vitalícia paga às vítimas pelo governo de Goiás.
A proposta foi anunciada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), por meio de um projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de Goiás na segunda-feira (16).
O texto prevê que os moradores mais afetados pela radiação — conforme exames realizados à época do acidente — passem a receber R$ 3.242, ante os atuais R$ 1.908. Os demais receberiam R$ 1.621, em vez dos R$ 954 pagos hoje.
Ao todo, 603 pessoas recebem o benefício, e os valores estão congelados desde 2018. Deputados chegaram a apresentar propostas de reajuste, mas elas enfrentaram entraves políticos — uma delas, inclusive, foi vetada por Caiado sob a justificativa de falta de estudos sobre o impacto orçamentário.
O ator Johnny Massaro, que interpreta um físico na produção, diz que a busca foi pelo “lado humano e dramático do caso”, mas acrescenta que é difícil não pensar sobre os impactos que ela pode ter na realidade.
“As feridas estão abertas, porque as vítimas que ainda sofrem as consequências. É uma história que pertence a elas, mas, ao mesmo tempo, pertence ao imaginário de toda a sociedade”, ele diz. “As pessoas vão no momento de lazer, mas tem essa beleza quando o entretenimento encontra uma função social e política.”
Ferro-velho em Goiânia de onde o césio-137 se espalhou
CNEN
O que é ficção e o que é realidade
Os produtores de “Emergência Radioativa”, os irmãos Caio e Fabiano Gullane, dizem que, para resgatar o caso, recorreram a consultores da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), além de físicos, médicos e jornalistas que acompanharam a tragédia.
“A gente não conseguiu — e nem era a intenção — retratar toda a tecnicidade, mas damos diversos exemplos para mostrar que não era uma coisa simples”, diz Caio.
Ao serem questionados sobre o que é verdade e o que é ficção na série, os Gullane dizem que pouco precisou ser alterado. As mudanças vieram da necessidade de construir uma narrativa em que cada ação leva a uma reação, com os acontecimentos organizados em estrutura mais linear do que na vida real.
Eles citam como exemplo os cintilômetros cênicos, os equipamentos usados para identificar a radiação. Os produtores foram até o Cnen gravar o ruído emitido na presença de material radioativo — um som agonizante, dizem, mas que precisava ser fiel à realidade.
Já ao representar as dezenas de cientistas que ajudaram no enfrentamento da contaminação, preferiram tomar certa liberdade e mostrar um núcleo bem menor de personagens. O principal deles é o físico nuclear Márcio, interpretado por Massaro.
Márcio nasceu em Goiânia, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar e, por acaso, estava de volta à cidade natal para comemorar o aniversário do pai quando o acidente ocorreu — uma trajetória diferente da do físico Waldyr Muniz de Souza, que identificou a radiação ao ser acionado formalmente pelas autoridades.
Ao longo dos cinco episódios, é Márcio que traduz conceitos técnicos da física para os moradores da cidade — que acabam ocupando, de certa forma, o mesmo lugar do espectador. Para isso, diz Johnny Massaro, houve uma longa preparação.
“Quando fui fazer o teste, não sabia que a história era verdadeira. Tem pessoas que estudaram o caso na escola, mas tem quem nunca ouviu falar dele”, diz o ator, acrescentando que pôde ver “os toneis amarelos, radioativos, e as coisas que estavam na cidade, como placas de rua e objetos das vítimas”.
A maior parte das seis toneladas de materiais contaminados foi enterrada em um depósito em Abadia de Goiás, a 25 quilômetros de Goiânia, onde devem permanecer por 300 anos.
Algumas amostras, porém, foram preservadas para pesquisa no Ipen e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Não é a primeira vez que Massaro leva às telas histórias reais. No ano passado, ele protagonizou “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, da HBO Max, sobre a crise da Aids no Brasil nos anos 1980.
Na série, interpretou um comissário de bordo que ajudava a contrabandear antirretrovirais dos Estados Unidos quando os medicamentos ainda não haviam sido aprovados no Brasil.
“Tudo o que a gente pode ouvir e ver compõe o que a gente vai levar para as telas. É claro que algumas coisas ficam no plano do consciente, você não está gravando e pensando na placa da rua com radiação que viu no laboratório, mas isso compõe tudo o que a gente entrega”, diz o ator.
Os comissários da Varig que ‘contrabandeavam’ remédios para ajudar pacientes com Aids
Personagens reais
A personagem Celeste, uma menina de seis anos que morre após ingerir o césio, é diretamente inspirada em Leide das Neves, e não na condensação de várias vítimas, como Márcio.
O mesmo vale para os catadores que encontraram o material e para o dono do ferro-velho que o comprou e acabou espalhando o pó pela cidade.
É verdade ainda que, como na série, houve protestos acalorados de moradores que não queriam que a menina fosse enterrada em Goiânia por temerem que seu corpo contaminasse o solo. Também são reais as disputas entre autoridades locais que, por motivos políticos, resistiam à ideia de que o material fosse enterrado em Goiás.
Os atores, no entanto, não tiveram contato com a mãe de Leide, Lourdes das Neves Ferreira, nem com outras vítimas — a maioria dos sobreviventes ainda vivem na região central de Goiânia ou no interior do estado.
Segundo os produtores, isso não foi necessário porque a equipe contou com pesquisadores que se basearam em entrevistas, reportagens, documentários e processos judiciais.
“É sempre um desafio escolher o que fica dentro e o que fica fora do roteiro, mas a gente procurou ser fiel na reconstituição dos fatos, tendo uma garantia de que, essencialmente, o que os especialistas falaram e o que aconteceu fosse contado. É um respeito pela memória das pessoas”, diz Fabiano.
Um alerta
Apesar de “Emergência Radioativa” reordenar acontecimentos para conferir dramaticidade à narrativa — processo conhecido como ficcionalização —, há elementos que guardam proximidade com a realidade.
Eles dizem respeito, principalmente, à forma como a sociedade reage a emergências de saúde pública como essa, tendo a pandemia de Covid-19 que surgiu em 2020 como exemplo.
Não é difícil traçar os paralelos: médicos confinaram os contaminados em um estádio de futebol e depois os transferiram para um hospital onde, a princípio, não podiam nem sequer usar o banheiro, para evitar a contaminação da rede de esgoto.
Ainda foi necessário evacuar quarteirões inteiros, sacrificar animais de estimação e demolir casas, o que despertou a fúria dos goianos. As autoridades pediam tempo para responder às dúvidas da imprensa e da população, mas poucos estavam dispostos a esperar, tirando conclusões precipitadas.
Nada disso soa distante a qualquer um que tenha vivido a pandemia. “A abordagem da série tem foco no resgate histórico e no aprendizado que ficou para o Brasil e para o mundo”, diz Caio, acrescentando que as medidas adotadas em Goiânia hoje são referência para o mundo todo.
“Talvez o componente mais importante da série seja mostrar pessoas que, embora pensassem diferente, tiveram que encontrar juntos uma solução para o problema. Sem isso, a tragédia poderia ter matado muito mais. Essas pessoas se respeitaram e encontraram um ponto de vista comum”, diz Fabiano.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Jussara Silveira e Sylvia Patricia vibram e se afinam na pulsão poética da música de Waly Salomão porque a vida é sonho


Jussara Silveira (à esquerda) e Sylvia Patricia estreiam no Rio de Janeiro o show em que cantam a obra musical do poeta Waly Salomão (1943 – 2003)
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Balada de um vagabundo – A música de Waly Salomão
Artistas: Jussara Silveira e Sylvia Patricia
Data e local: 17 de março de 2026 no Manouche (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ “A vida é sonho, a vida é sonho, a vida é sonho…”. Reverberando o mote da obra mais famosa do poeta espanhol Calderón de la Barca (1600 – 1681), a voz de Waly Salomão (3 de setembro de 1943 – 5 de maio de 2003) ecoou no palco do clube Manouche, através de imagem projetada no telão, ao fim do show em que Jussara Silveira e Sylvia Patricia deram vozes à obra musical do poeta e compositor baiano, morto há 23 anos.
Dois anos após ter estreado em Salvador (BA), o show “Balada de um vagabundo – A música de Waly Salomão” (2024) chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 17 de março, realizando sonho da pequena plateia de amigos e admiradores das cantoras.
Artista multimídia de alma efervescente que legou cancioneiro composto com parceiros do naipe de Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jards Macalé (1943 – 2025), João Bosco e Lulu Santos, Waly Salomão teve a vida cheia de som e fúria poética.
Em cena, sob direção musical do guitarrista e arranjador Alex Mesquita, Jussara e Sylvia vibraram e se afinaram nessa pulsão poética que gerou músicas como “Vapor barato” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), repetida pelas cantoras no bis, em levada de reggae que remeteu à gravação feita pelo grupo Rappa há 30 anos no álbum “Rappa mundi” (1996).
Antes, Jussara e Sylvia tinha cantado “Vapor barato” em clima evocativo do registro emblemático de Gal Costa (1945 – 2022) em 1971. Nesse número, foto cedida por Thereza Eugenia e estampada no telão mostrou Gal ao lado de Waly Salomão. A imagem marcou e fez todo o sentido em cena, pois as presenças de Gal Costa e Maria Bethânia pairaram no ar ao longo do show de pouco mais de uma hora porque Gal e Bethânia se impuseram como as principais intérpretes da obra musical do poeta.
Essa obra foi valorizada pelos arranjos tocados pela percussionista Lan Lanh (sempre uma presença especial em cena), pelo baixista Alexandre Vieira – evidenciado no suingue que bombeia “Memória da pele” (João Bosco e Waly Salomão, 1989) – e pelo supracitado guitarrista Alex Mesquita.
Desde a primeira música do show, “Negra melodia” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), ficou evidente o balanço sedutor da banda de origem baiana, como sublinhou Jussara Silveira, também ela baiana de criação e espírito, ainda que nascida em município do interior do estado de Minas Gerais. Como Sylvia Patricia é legítima baiana nascida em Salvador (BA), estava todo mundo em casa.
A vibração das cantoras, a potência dos arranjos, a exibição das projeções (com imagens de Waly cedidas pelo filho do poeta, Omar Salomão) e o toque sempre azeitado da banda valorizaram o show, mas não disfarçaram o fato de que, às vezes, o compositor parceiro de Waly não acompanhou a pulsão do poeta na criação da melodia.
Exemplo foi “Dono do pedaço”, número que transcorreu sem poder de sedução pela música insípida de Gilberto Gil, gravada por Gil no álbum “Extra” (1983) – titulo da fase pop da discografia do cantor – e sintomaticamente nunca regravada desde então. Adriana Calcanhotto tampouco brilhou ao musicar postumamente versos de Waly na composição “Motivos reais banais” (2014).
Em contrapartida, Caetano Veloso e Jards Macalé quase sempre valorizaram musicalmente a poesia imagética de Waly Salomão. Da parceria de Waly com Macalé, fundamental na era da contracultura da década de 1970, Jussara e Sylvia cantaram “Mal secreto” (1970) em número que conciliou vibe roqueira e atmosfera bluesy.
No verso “Vejo o Rio de Janeiro”, as intérpretes abriram os braços em sincronia com a exibição da imagem do Cristo Redentor no telão. O gesto resultou significativo porque, embora baiano, foi no Rio de Janeiro (RJ) que Waly Salomão floresceu como poeta.
Dominante no roteiro, a parceria de Caetano Veloso com Waly Salomão rendeu números como “A voz de uma pessoa vitoriosa” (1978) e “Alteza”, solos de Sylvia Patricia e Jussara Silveira, respectivamente. “Cobra coral” (2000) se enroscou no ouvinte com as vozes das cantoras em uníssono. Já “Mel” (1979) derramou empatia, com o público fazendo coro com as artistas, enquanto o samba “Da gema” (1984) reluziu como pérola rara que precisa sair da ostra.
Também pouco conhecido, o rock “Grafitti” (1984) – composto por Caetano com versos da primeira letra assinada por Waly com Antonio Cicero (1945 – 2025), outro poeta relevante da música brasileira – se enquadrou com menor naturalidade na moldura do show “Balada de um vagabundo”, cuja música-título – lançada em 1985 no primeiro álbum solo de Cazuza (1958 – 1990) – foi outro exemplo de que nem sempre o parceiro de Waly (no caso, Roberto Frejat) acompanhou o ímpeto dos versos do poeta.
Lulu Santos foi bem mais certeiro e feliz ao musicar os versos de “Assaltaram a gramática” (1984), número de grande empatia com o público, assim como “Natureza humana” (1984), versão em português de “Human nature” (Steven Porcaro e John Bettis, 1982), um dos sucessos do álbum “Thriller” (1982), título blockbuster da discografia solo do cantor e compositor norte-americano Michael Jackson (1958 – 2009). Detalhe: “Natureza humana” é a única letra escrita por Waly com o irmão Jorge Salomão (1946 – 2020), também poeta e letrista.
Mesmo sem jamais ter se rendido ao tatibitate da música do mainstream, Waly Salomão também soube ser pop, ainda que os versos do poeta tenham encontrado em Caetano Veloso e em Jards Macalé a mais completa tradução musical longe da esfera pop. São essas duas parcerias musicais de Waly Salomão que nutrem o show de Jussara Silveira e Sylvia Patricia.
Na obra musical de Waly Salomão, a melodia do parceiro pode vez por outra até definhar, mas o pulso dos versos jamais fraqueja e é nessa pulsão que, cientes de que a vida é sonho e poesia, Jussara Silveira e Sylvia Patricia se agarram para manter a força do show.

Fonte: G1 Entretenimento