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Antes de viver Helga em ‘Três Graças’, Kelzy Ecard enfrentou câncer agressivo que a fez perder 40 kg


Antes de viver ‘Helga’ em Três Graças, Kelzy Ecard enfrentou câncer agressivo
A alemã Helga é dura, fria, com comportamentos que beiram a psicopatia. Matou três maridos, desenvolvendo o que considera, hoje, sua maior habilidade: sumir com corpos. Do outro lado, Martha, uma mulher beirando os setenta anos, tenta encontrar na presença da filha lembranças perdidas pelo declínio cognitivo motivado pelo Alzheimer.
Essas duas mulheres são, hoje, as personalidades com quem a atriz Kelzy Ecard divide suas horas diárias. Helga, vilã da novela Três Graças (TV Globo), é um alívio cômico, enquanto, no teatro, Martha conecta a artista a um lugar mais profundo.
Kelzy descobriu um câncer de mama enquanto tomava banho no quarto de hospital onde o filho, Pedro, estava internado. Ao se ensaboar, sentiu um nódulo na mama que nunca havia percebido. O médico de Pedro, com quem Kelzy também costumava se consultar, apareceu no quarto pouco tempo depois.
“Doutor, estou com câncer e, provavelmente, com metástase”, ela disse.
Kelzy Ecard, a Helga de ‘Três Graças’
Cláudia Brandão/Arquivo Pessoal
O médico acompanha a família há anos. Relativizou a fala, já que Kelzy parecia bem, apesar da assombrosa pandemia de coronavírus que desbloqueava medos escondidos. Talvez, a hipérbole tivesse causa e razão, uma doença grave acometendo o filho enquanto o mundo se enfiava dentro de casa. Faria sentido.
Mas, como manda o protocolo, recomendou a investigação para descartar suspeitas. Kelzy se consultou com um mastologista renomado –quiçá um dos melhores do país, segundo ela. Ao examiná-la, apenas apalpando o nódulo, ele já tinha suspeitas que restringiam as possibilidades de diagnóstico.
“Kelzy, são 50 anos de profissão. Espero estar errado, mas me parece maligno. Há duas possibilidades. Vamos torcer para que seja uma delas; nosso caminho será menos atribulado.”
As desconfianças eram os subtipos HER2 positivo ou triplo negativo, dois perfis biológicos considerados mais agressivos no câncer de mama. No primeiro, as células tumorais produzem em excesso a proteína HER2, um receptor que estimula o crescimento celular e acelera a multiplicação do tumor.
No segundo, chamado triplo negativo, o câncer não apresenta receptores de estrogênio, progesterona nem HER2, o que o torna menos responsivo às terapias hormonais e às drogas-alvo tradicionais.
Começou, então, a insegurança da incerteza. Sem saber o que havia ali, embora soubesse que ali havia algo, não era possível montar uma estratégia de tratamento.

Cláudia Brandão/Arquivo Pessoal
Os exames que confirmaram o diagnóstico foram dolorosíssimos, porque uma inflamação local rodeava todo o nódulo. Biópsia, mamografia, ultrassom. Todos os toques na mama, por mais delicados e leves que fossem, pareciam facas perfurando a pele.
O laudo confirmou a suspeita do médico. Kelzy Ecard tinha câncer de mama do subtipo HER2 positivo.
Durante décadas, esse perfil esteve associado a tumores de crescimento rápido e maior risco de disseminação. Hoje, é também um dos subtipos com terapias mais específicas disponíveis. O excesso da proteína HER2, que acelera a multiplicação das células tumorais, se tornou alvo direto de medicamentos capazes de bloqueá-la, reduzindo a chance de progressão e aumentando as taxas de resposta completa ao tratamento.
O câncer estava em estágio três, com linfonodo axilar comprometido —sinal de que as células já haviam ultrapassado a mama e alcançado a primeira estação de drenagem linfática. Ainda assim, havia um protocolo claro: quimioterapia antes da cirurgia para reduzir a doença, avaliar a resposta e, depois, operar.
Como malabarista, Kelzy Ecard equilibrava os cuidados com o filho e as novas formas de trabalho em isolamento social —e, dali em diante, mais um prato giraria: um tratamento longo e agressivo.
Começou com quatro ciclos da chamada quimioterapia vermelha, mais intensa e potencialmente cardiotóxica. Vieram depois doze sessões da branca, associadas à imunoterapia anti-HER2. A meta era alcançar o que os oncologistas chamam de resposta patológica completa, quando, ao retirar o tumor, quase não restam células malignas viáveis.
Enquanto esses pratos cambaleavam, a atriz enfrentava outro dilema: contar ou não à mãe sobre o diagnóstico. A internação do neto já havia sido um baque suficientemente grande, e talvez fazê-la lidar com um segundo caso grave de doença no núcleo familiar não fosse uma boa ideia.
Marly tem noventa e cinco anos e mora no interior do Rio de Janeiro. Desde sempre e até hoje –embora hoje menos que antes–, pinta quadros belíssimos, tendo pendurado alguns deles pelas paredes de casa ao passar das décadas.
A distância –Kelzy mora na capital– espaça os encontros. Só que forçar o espaçamento até o fim de um tratamento longo e denso parecia inviável. Marly queria ver a filha, queria visitar o neto, por quem morre de amores. Não tinha mais como adiar, nem fingir que nada acontecia.
Kelzy conseguiu preservar os cabelos com uma touca que congela os fios durante as sessões de quimioterapia, mas os milhares de demais folículos pelo corpo caíram: cílios, sobrancelhas, pelos do púbis. Marly perceberia que algo não corria bem.
Faltava uma sessão de quimioterapia para que Kelzy terminasse o tratamento neo-adjuvante e passasse pela cirurgia para retirar o que sobrou do tumor. Marly foi visitá-la.
“O que você fez no cabelo?“, surpreendeu a mãe. Kelzy sabia que viria uma pergunta. Só não imaginava que seria essa.
“Mãe, está tudo bem agora. É a última aplicação do remédio, já passou, mas eu tive um câncer. Tratei, está tudo bem.”
Kelzy Ecard e a mãe, Marly
Arquivo Pessoal
Marly não dramatizou. E ela costumava ser boa em dramatizar –como quando o filho mais novo cortou a sola do pé durante uma brincadeira. Foi um escândalo, à época. Ela tem o hábito de reagir mal a coisas pequenas e muito firmemente a coisas sérias, segundo Kelzy, que se assegura ter herdado essa característica da mãe. Além do humor ácido, é claro.
Marly não se desesperou, mas também não se aquietou. Fez várias perguntas. Queria saber de tudo. E, depois das respostas, passou um tempo aérea administrando os pensamentos.
A cirurgia de Kelzy aconteceu dias depois. Foi um sucesso. Conservadora, retirou uma parte muito pequena da mama, já que o tumor havia respondido muito bem aos tratamentos neo-adjuvantes. O marcador tumoral já era pífio.
Veio, então, um protocolo final, uma combinação de imunoterapia e quimioterapia. A estratégia terapêutica, entretanto, atacou violentamente o fígado de Kelzy e precisou ser interrompida na quarta dose.
Os médicos mantiveram apenas a imunoterapia, à qual o corpo reagiu muito bem, apesar dos efeitos colaterais intensos: infecções cutâneas por fungo, bolhas e feridas. Antes mesmo da última sessão do tratamento, ela já estava de volta ao set de filmagem. Começaria a gravação da novela “Todas as Flores”, da TV Globo.
Os exames estavam ótimos. Kelzy, nessa reta final de tratamento, mudou seus hábitos. Uma dieta rigorosa excluiu ultraprocessados e transformou o hábito de beber álcool socialmente em não beber álcool nunca mais. Aos poucos, foi retomando as atividades físicas para recuperar a massa magra perdida entre os quarenta quilos que se foram durante os quase dois anos de tratamento.
Ainda hoje, Kelzy faz exames periódicos para antecipar uma possível recidiva. Até agora, todos zerados. São cinco anos de remissão completa para que os médicos a considerem curada. Já se passaram dois.
De lá para cá, o filho se recuperou totalmente. A mãe, lá no interior, seguiu pintando.
Um de seus quadros, um hibisco rosa emoldurado sobre a televisão, foi protagonista de uma bonita coincidência: a mesma flor, na mesma cor e posição, estampa a abertura da novela Três Graças no momento em que o nome de Kelzy Ecard aparece. Quem percebeu foi Marly.
“Olha, filha, a flor que aparece junto com o seu nome. Parece a flor do quadro.”
Quadro pintado por Marly (acima) e abertura de ‘Três Graças’ com o nome de Kelzy Ecard
Arquivo Pessoal
A atriz, que não havia percebido o detalhe observado pela mãe, retardou a transmissão em dez segundos. As duas gargalharam. Não era apenas a mesma flor –estava na mesma posição, com a mesma tonalidade.
Sobre a televisão, Marly tem um pedaço da filha Kelzy. Na tela, Helga continua sumindo com corpos como quem resolve pendências domésticas. No palco, Martha tenta segurar memórias que escapam pelas frestas do tempo.
Todos esses papéis se fundem no íntimo de Kelzy Ecard e na subjetividade que permeia sua vida. Vida essa que, apesar das dores, ela festeja todos os dias.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Cho Chang, de ‘Harry Potter’, foi a origem da vilã de ‘Bridgerton’, brinca atriz


Cho Chang foi a história de origem da vilã de ‘Bridgerton’, brinca atriz
Na 4ª temporada de “Bridgerton”, a escocesa Katie Leung chama a atenção como Lady Araminta Gun, uma espécie de releitura da “madrasta má” da “Cinderela”. Em alguns momentos, ela é tão fria que é difícil associar a atriz ao papel pelo qual ficou conhecida: Katie foi Cho Chang, a primeira namoradinha de Harry Potter.
Ao g1, a atriz contou que essa transição de um papel conhecido para outro tem sido bem divertida. Na verdade, é quase como se uma personagem explicasse a outra.
“Eu acho que a Cho Chang foi tipo a história de origem da vilã dela. Sabe, o Cedric morre, o Harry deu um fora nela”, brinca.
“É uma transição para algo que eu nunca realmente fiz antes na minha carreira e é tão divertido. Sim, eu simplesmente amei cada minuto disso, mas sem ter nenhuma expectativa de onde isso chegaria. Eu não estava pensando no resultado final”.
Katie Leung como Cho Chang na franquia ‘Harry Potter’ e Lady Araminta Gun em ‘Bridgerton’
Divulgação
Apesar da maldade de Araminta Gun, Katie conta que sempre enxergou a personagem como uma sobrevivente às circunstâncias e que foi colocada.
“Eu pensava sobre as motivações dela, e era sempre sobre proteger os filhos dela. Então, veio de um lugar de amor, mesmo que tenha se manifestado de uma forma muito cruel”.
Quem sabe não é o primeiro passo para novas vilãs? “Eu adoraria”, diz a atriz.
Rostinho jovem
Aos 38 anos, Katie comemora poder finalmente interpretar a matriarca de uma família. É que, desde Cho Chang, ela realmente não envelheceu muito.
“Eu realmente me vejo vista como uma atriz ao poder interpretar uma mãe. Porque eu acho que por muito tempo, fiz testes para personagens muito mais jovens. Fomos paradas para mostrar identidade ontem! Eu disse: ‘Com licença, eu poderia ser sua mãe'”.
Para Katie, esse tipo de papel tem mais possibilidades como atriz. “Papéis de mãe são muito mais interessantes. E eu amo que não foram atrás de uma mulher muito mais velha. Que bom que foram abertos para essa escalação”.
Posy Li (Isabella Wei), Lady Araminta Gun (Katie Leung) e Rosamund Li (Michelle Mao) na 4ª temporada de ‘Bridgerton’
Divulgação/Netflix

Fonte: G1 Entretenimento

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O delírio coletivo de quando Wagner Moura virou vocalista do Legião Urbana por duas noites


Poucas turnês comemorativas trouxeram um debate tão polarizado entre a técnica e a emoção quanto os dois shows com Wagner Moura nos vocais da Legião Urbana. Para os músicos remanescentes, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, foi uma catarse coletiva e uma homenagem à memória de Renato Russo.
Para a crítica e para uma parte mais exigente dos fãs de Legião, aquele foi o pior papel interpretado por Moura, que concorre ao Oscar de Melhor Ator por “O Agente Secreto”.
A decisão de convidar Moura para liderar o tributo nos 30 anos de criação da banda não foi por acaso. O convite partiu de Dado e Bonfá. Eles nunca viram no ator um substituto técnico, mas alguém com uma “energia legionária”.
O “teste” para o papel veio em trilhas sonoras: em “O Homem do Futuro” (2011), ele cantou “Tempo Perdido”; e em VIPS (2010), deu voz a “Será”. As duas performances deixavam bem claro: o que unia Wagner e Renato era a teatralidade.
Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012
Caio Kenji/g1
A experiência de Moura como cantor não vinha só do cinema. Em 1992, em Salvador, ele fundou a banda Sua Mãe com amigos da faculdade de jornalismo. O som misturava o pós-punk de grupos como The Cure e Smiths com o brega de Waldick Soriano e Odair José.
Quando o convite para o tributo chegou, Moura estava filmando “Praia do Futuro” na Alemanha. Aceitou por ser fã e pelo desejo de cantar com seus ídolos. Evitar um imitador de Renato Russo era vital para que o projeto fosse visto como um tributo, e não uma substituição.
A vida foi curta: duas noites no Espaço das Américas, em São Paulo, em maio de 2012. O objetivo era a gravação de um especial da MTV, com direção de Felipe Hirsch. O evento contou ainda com Andy Gill, do Gang of Four, banda que Renato Russo amava, e Bi Ribeiro (baixista dos Paralamas do Sucesso).
Nem tudo foi celebração. Um conflito jurídico ameaçou o evento. Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo e detentor da marca “Legião Urbana”, mantinha uma relação tensa com os músicos. Impedidos de usar o nome original, Dado e Bonfá tomaram todo o cuidado para não correrem riscos. Mesmo assim, Manfredini questionou o preço dos ingressos e a escolha de Moura. A disputa quase fez o projeto ser cancelado.
Na estreia, no dia 29 de maio de 2012, o som foi prejudicado por microfonias e outras falhas técnicas. Foram errinhos aqui e ali, como a vez em que Bonfá interrompeu a introdução de “Pais e Filhos” para recomeçar a música após um erro. Quem gostou disse que parecia um ensaio aberto, uma coisa íntima.
Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012
Caio Kenji/g1
Wagner Moura, super emocionado, enfrentou dificuldades para se manter afinado. Ganhou a plateia mais na garra e na devoção. O ponto alto foi a inclusão improvisada de “Faroeste Caboclo”. A música não havia sido ensaiada, mas ao ver sete mil pessoas cantando a letra quilométrica, o ator decidiu se jogar. Deu certo. O fato de a letra ser mais falada do que cantada, claro, ajudou.
O que disse Wagner Moura?
Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012
Caio Kenji/g1
Apesar das críticas e da sensação de que o show parecia um “karaokê” de luxo, muitos fãs se sentiram representados pelo suor de Moura. O ator defendeu sua performance contra o que chamou de “idiotice” dos críticos que esperavam uma imitação perfeita.
Em 2021, no podcast “Mano a Mano”, ele falou do tributo com bom humor. Admitiu a baixa qualidade técnica, mas reafirmou o valor sentimental, descrevendo-se como “um fã que eles cataram na plateia”.
“Eu nunca fui tão esculachado em toda a minha vida. Nem por ‘Tropa de Elite’ eu tive tanto hate”, ele comparou, citando seu papel como Capitão Nascimento. “Foi emocionante pra cacete. Eu desafinei? Desafinei. Estava ruim? Estava. Mas eu faria tudo de novo, foi um dos momentos mais incríveis da minha trajetória.”
Uma trajetória que segue com momentos igualmente incríveis, incluindo prêmios de Melhor Ator no Globo de Ouro e no Festival de Berlim.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Cara de um, Focinho de Outro’ traz animação com divertida mensagem ecológica; g1 já viu


Os projetos originais da Disney/Pixar não obtiveram bons resultados nos últimos anos. Tirando as sequências (como “Divertida Mente 2”), as animações originais desta parceria, como “Elementos” e, mais recentemente, “Elio”, não conseguiram conquistar público e crítica como nos tempos áureos desta parceria. Mas com “Cara de Um, Focinho de Outro”, que estreia nesta quinta-feira (5), pode ser que essa má fase fique para trás.
O 30º filme lançado pela Disney/Pixar (desde “Toy Story”, de 1995) tem uma história bem divertida (mesmo que não seja inovadora), ótimas piadas e personagens realmente carismáticos. Além disso, o longa traz uma boa mensagem sobre meio ambiente e ecologia, que agrada às crianças e não entedia os mais crescidos.
A trama é centrada em Mabel, uma jovem que aprendeu a amar os animais e a natureza desde criança, graças aos ensinamentos de sua avó. Por causa disso, ela vive brigando com o prefeito Jerry para proteger os bichos de seus projetos, que podem afetar as áreas naturais da cidade onde vive.
Assista ao trailer do filme “Cara de Um, Focinho de Outro”
Um dia, Mabel descobre uma tecnologia desenvolvida na universidade onde estuda que permite que sua mente seja transferida para um robô com aparência de uma marmota. A jovem usa o invento para conhecer melhor o reino animal, onde faz amizade com diversos bichos.
Especialmente o Rei George, um castor boa praça, que lhe ensina as regras de convivência entre as espécies na região que ela quer proteger. Só que um incidente inesperado faz com que Mabel precise correr contra o tempo para salvar seus novos amigos, antes que aconteça algo que pode afetar tanto os animais quanto os humanos.
Pequeno grande mundo
Dizer que a técnica de animação de “Cara de Um, Focinho de Outro” é muito bem feita é algo óbvio demais. Afinal, a Pixar não parou de evoluir nesse quesito para apresentar filmes que sempre fascinaram o público a cada novo trabalho. Mas neste longa, chama a atenção que, além de deixar o movimento dos personagens mais ágil, os animadores souberam criar ótimas sequências para mostrar o reino animal de um ângulo diferente, até mágico, que ajuda o espectador a embarcar na história.
Mabel (na boca do urso) tenta se adaptar a conviver com os animais em ‘Cara de Um, Focinho de Outro’
Divulgação
O longa tem alguns aspectos que lembram “Vida de Inseto”, lançado em 1998, ao mostrar como funcionaria o universo dos bichos, com semelhanças com o dos seres humanos, o que rende boas piadas.
Mas, dessa vez, isso é expandido e mostrado como se houvesse diferentes reinos habitados por outras espécies. Chega até a lembrar a consagrada série “Game of Thrones”, com suas intrigas e reviravoltas. Claro, tudo de maneira leve e cômica, para não assustar as crianças.
Além disso, vale destacar as várias referências que aparecem no filme, como “Avatar”, e até mesmo com obras da própria Disney/Pixar, como o “Up: Altas Aventuras”, “Lightyear” e o curta “For The Birds”. Mas as mais divertidas são as que misturam clássicos como “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, e “Tubarão”, de Steven Spielberg. Não tem como não rir desta sequência quando ela acontece.
Amigo, estou aqui
O que torna “Cara de Um, Focinho de Outro” um ótimo entretenimento, além do bom humor, é a construção da amizade que se forma entre Mabel e o Rei George. Enquanto ela é bem proativa e intensa em seu desejo de salvar a natureza, ele se mostra super calmo e “de boa” com os outros animais. Essa diferença faz com que, pouco a pouco, o respeito e a consideração entre eles cresçam e a relação dos dois seja o grande coração do filme.
Mabel e o Rei George ficam amigos em ‘Cara de Um, Focinho de Outro’
Divulgação
O mérito disso está na boa estreia de Daniel Chong na direção de longas de animação. O cineasta, que também escreve o roteiro ao lado de Jesse Andrews, mostra ter um bom domínio tanto nos momentos mais cômicos quanto também nos mais emotivos, sem exagerar na dose, o que poderia resvalar num sentimentalismo barato.
Chong também acerta em não tornar seus personagens rasos e estereotipados. Especialmente os humanos. O melhor exemplo disso é o prefeito Jerry, que, à primeira vista, parece ser um vilão cheio de clichês. Mas, à medida que a trama se desenvolve, vão surgindo elementos que o deixam mais tridimensional e até com camadas, o que o torna mais interessante.
Até os alívios cômicos, como a Dra. Sam, que cria a máquina que transfere a mente de Mabel para a marmota-robô, apresentam características além daquelas apenas para fazer rir. Isso mostra um cuidado maior do diretor/roteirista e sua equipe de entregar algo melhor do que os projetos mais recentes da Pixar.
Mabel segura a sua versão robótica numa cena de ‘Cara de Um, Focinho de Outro’
Divulgação
A versão dublada do filme tem como principal destaque a estreia da atriz Renata Sorrah, famosa como a Nazaré da novela “Senhora do Destino”, como uma das dubladoras. Ela dá a voz à Rainha dos Insetos, que se torna peça importante da trama numa das cenas mais inesperadas da animação.
Na versão original, a personagem é interpretada por Meryl Streep. Infelizmente, por não ter cópias legendadas, o público não poderá ouvir os trabalhos de Streep e de atores conhecidos, como Jon Hamm (“Top Gun: Maverick”), que dubla o prefeito, e Dave Franco (“Juntos”), como o Rei dos Insetos. Mas a dublagem brasileira, mais uma vez, dá conta do recado muito bem.
“Cara de Um, Focinho de Outro” transmite bem sua mensagem de proteger a natureza e dá a sensação de que a Disney/Pixar voltou aos tempos de glória após um período bastante turbulento ao final da sessão. Uma dica: quem ficar até o final dos créditos vai assistir a mais duas cenas extras. A primeira é até engraçadinha. Mas a segunda é bem melhor. Vale conferir.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Cañas retorna ao repertório de Rita Lee em show que gera turnê pelo Brasil


Ana Cañas estreia (oficialmente) o show ‘Rita total’ em 11 de março em São Paulo (SP)
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♫ NOTÍCIA
♬ Em 2015, enquanto promovia o então recém-lançado álbum autoral “Tô na vida”, Ana Cañas participou de uma das temporadas do programa “Versões”, do Canal Bis, abordando o cancioneiro de Rita Lee (1947 – 2023) quando a cantora e compositora paulistana estava viva, mas já aposentada dos palcos.
Uma década depois, em 27 de junho de 2025, com Rita já morta há dois anos, Cañas voltou a cantar o repertório da roqueira em show inédito apresentado dentro da programação da Mostra de Cinema de Ouro Preto, logo após a exibição do documentário “Ritas” (2025).
Reapresentado em janeiro deste ano de 2026, em evento que celebrava o aniversário da cidade de São Paulo (SP), esse show agora ganha nome, “Rita total • Ana Cañas canta Rita Lee”, e sai em turnê pelo Brasil a partir deste mês de março.
A primeira apresentação oficial da turnê está programada para 11 de março, no Sesc Bom Retiro, em São Paulo (SP). Outras datas serão anunciadas nos próximos dias.
Em “Rita total”, Cañas dá voz a músicas de todas as fases de Madame Lee, indo das composições do grupo Os Mutantes até a parceria pop de Rita com Roberto de Carvalho, passando pela fase roqueira da artista com o grupo Tutti Frutti entre 1973 e 1978. O roteiro do show prevê músicas como “Balada do louco” (1972), “Esse tal de roque enrow” (1975), “Coisas da vida” (1976), “Jardins da Babilônia” (1978) e “Mania de você” (1979).
Em cena, Ana Cañas canta Rita Lee com o toque de banda formada pelos músicos Adelino Costa (bateria), Bruno Marcucci (teclados), Estevan Sinkovitz (baixo), Fabá Jimenez (guitarra e violão) e Vini Nallon (guitarra e violão).
Cabe lembrar que, antes de lançar o álbum autoral “Vida real” (2025), Ana Cañas passou a primeira metade dos anos 2020 cantando o cancioneiro de Belchior (1946 – 2017) em show que gerou turnê e nada menos do que três álbuns, um gravado em estúdio e dois captados ao vivo.
Contudo, o último álbum da cantora e compositora – paulistana, assim como Rita Lee – é “Sonastério ilumina Ana Cañas”, disco acústico gravado no estúdio Sonastério, situado em Nova Lima (MG), entre as montanhas de Minas Gerais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luciano Huck faz visita e surpreende moradores de cidade de 12 mil habitantes em MS


Luciano Huck em Guia Lopes da Laguna (MS)
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O apresentador Luciano Huck esteve em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (3) e surpreendeu moradores de Guia Lopes da Laguna.
Ainda não há confirmação sobre o motivo da visita. Também não se sabe se a cidade vai participar do programa “Domingão”, exibido pela TV Globo.
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Guia Lopes da Laguna tem 12.555 habitantes. A visita animou moradores.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em uma das fotos enviadas ao g1, o apresentador aparece abraçado com uma família em frente a uma sorveteria da cidade.
Outras imagens mostram a equipe de Luciano Huck fazendo gravações no município. Veja as imagens acima.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Fonte: G1 Entretenimento

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Kevin Spacey é acusado de agressões sexuais ocorridas há décadas em processos civis no Reino Unido


Kevin Spacey durante sua chegada ao tribunal em 2023
AP Photo/Alberto Pezzali
Três homens britânicos que processam o ator norte-americano vencedor do Oscar Kevin Spacey por supostas agressões sexuais pediram ao Tribunal Superior de Londres, nesta terça-feira (03), que lhes permitisse basear-se nas acusações de outras sete pessoas, uma delas datada da década de 1970, em um julgamento civil no final deste ano.
Os três homens afirmam que Spacey os agrediu sexualmente entre 2000 e 2013. Dois deles prestaram depoimento no julgamento criminal do ator em Londres em 2023, no qual ele foi considerado inocente de todas as acusações.
O ator de 66 anos, uma das maiores estrelas de Hollywood antes de ser acusado pela primeira vez de agressão sexual em 2017, sempre negou qualquer conduta sexual imprópria e afirma que os incidentes alegados no processo não ocorreram ou foram consensuais. Ele não compareceu à audiência desta terça-feira.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Os demandantes querem basear-se, em um julgamento civil em novembro, em provas de outros sete homens que alegam ter sido abusados sexualmente por Spacey — um no final da década de 1970, dois no final da década de 1990 e quatro nas décadas de 2000 e 2010.
A advogada dos demandantes, Elizabeth-Anne Gumbel, disse ao tribunal que os relatos dos outros homens mostram que Spacey tinha uma “propensão a agredir sexualmente homens jovens” e, em alguns casos, teria explorado seu status de ator famoso para fazê-lo.
Os advogados de Spacey argumentam que as alegações adicionais, que Spacey nega, não mostram nenhum padrão de comportamento e têm relevância limitada ou nenhuma relevância para os casos dos três demandantes.
Espera-se que a juíza Christina Lambert dê sua decisão sobre se os sete relatos adicionais podem ser incluídos em uma data posterior.

Fonte: G1 Entretenimento

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Marina Lima refaz parceria com Adriana Calcanhotto no álbum ‘Ópera Grunkie’


Marina Lima e Adriana Calcanhotto assinam juntas a música ‘Só que não’, gravada por Marina no ainda inédito álbum ‘Ópera grunkie’
Reprodução / Instagram
♫ NOTÍCIA
♬ Em 2011, quando Marina Lima lançou “Clímax”, álbum pautado pela mudança da artista para São Paulo (SP), a cantora apresentou já na abertura do disco uma parceria com Adriana Calcanhotto, “Não me venha mais com o amor”. Era a primeira música assinada conjuntamente por essas duas finas estilistas da canção pop brasileira.
Embora a composição tivesse sido celebrada pelos críticos e pelos seguidores das artistas, a parceria de Marina e Calcanhotto não foi adiante. Mas eis que, 15 anos após “Não me venha mais com o amor”, as artistas retomam a parceria no vindouro 18º álbum de Marina, “Ópera Grunkie”, programado para 24 de março.
Além de ter gravado participação na música “Chega pra mim”, parceria de Marina com Márcio Tinoco lançada por Leila Pinheiro no EP “Por onde eu for” (2015), Calcanhotto assina com Marina a letra de “Só que não”, música feita por Marina a partir de acordes de Giovanni Bizzotto, obviamente também creditado como autor da composição.
É provável que a retomada da parceria de Marina com Calcanhotto no álbum “Ópera Grunkie” tenha sido efeito da reaproximação das artistas a partir da morte do poeta e compositor Antonio Cicero (1945 – 2024). Elas estiveram juntas em homenagens a Cicero, letrista de fino trato com as palavras, parceiro fundamental da irmã Marina a partir de 1976 e, desde os anos 1990, também parceiro de Calcanhotto.
Capa do álbum ‘Ópera Grunkie’, de Marina Lima
Colagem de Natália Lage e arte final de Maria Valiante

Fonte: G1 Entretenimento

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Diogo Nogueira é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (5)


Diogo Nogueira é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (5) Cantor é o convidado do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Drags Sara e Nina ecoam os choros de cantoras como Alcione e Fafá de Belém no álbum ‘Com lágrimas nos olhos’


Capa do álbum ‘Com lágrimas nos olhos’, de Sara e Nina
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♫ NOTÍCIA
♬ As drags cantoras Sara e Nina voltam a abordar as dores de amores entranhadas nos repertórios de grandes vozes femininas do Brasil. Três anos após prestar delicioso tributo à sofrência no segundo álbum, “Minhas mulheres tristes – Uma ode furiosa ao samba-canção” (2023), rebobinando músicas projetadas por cantoras da era do rádio como Dalva de Oliveira (1917 – 1972), a dupla lança em 13 de março o terceiro álbum, “Com lágrimas nos olhos”.
Desta vez, o foco é o choro entranhado em canções de (des)amor propagadas por cantoras como Alcione, Diana (1948 – 2024), Fafá de Belém, Jurema, Martinha e Zizi Possi entre os anos 1970 e 1980.
“Gostamos muito das músicas desse período porque elas falam do amor de uma maneira diferente dos sambas-canção que gravamos no disco anterior. As personagens estão mais potentes, mais conscientes de si, reagindo às dores sem tanta tragédia. É um repertório que emociona porque, além do choro, traz ternura, fortalecimento e reconstrução”, diferencia e conceitua Nina Bellohombre, drag personificada pelo cantor, ator, diretor e dançarino Alessandro Brandão.
Em duo com Sara Bemdeu, drag incorporada pelo ator e cantor Gabriel Sanches, Nina Bellohombre interpreta no álbum “Com lágrimas nos olhos” oito músicas gravadas com produção musical e arranjos de Jader Marques de Oliveira. o Jadeco.
Do repertório de Alcione, Sara e Nina revisitam “O que eu faço amanhã” (José Augusto e Miguel Plopschi, 1987) e “Qualquer dia desses” (Reginaldo Bessa, 1983).
Do repertório de Fafá de Belém, as músicas escolhidas foram a canção “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1980) – música amplificada a partir da gravação feita por Fafá em 1980 – e a guarânia “Nuvem de lágrimas” (Paulo Debétio e Paulo Rezende, 1989).
De Zizi Possi, Sara e Nina reavivam “Caminhos de sol” (Herman Torres e Salgado Maranhão, 1981). De Diana, cantora associada à música dita cafona da década de 1970, a dupla recria “Porque brigamos” (1972), versão em português de “I am.. I said…” (Neil Diamond, 1971) escrita por Rossini Pinto (1937 – 1985).
Duas das oito músicas do álbum “Com lágrimas nos olhos” são menos conhecidas em escala nacional. Trata-se da canção “Cilada” (Sidney Giacometti e D’Carlo) – gravada por Martinha em 1988 – e do samba “Velho papo da ilusão” (Dom Mita e Carlos Barbosa, 1979), lançado na voz da cantora Jurema e ora reciclado por Sara e Nina.
A dupla de drags cantoras entrou em cena no Rio de Janeiro (RJ) há dez anos, em 2016, com show cujo repertório que gerou o primeiro álbum de Sara e Nina, “Céu de framboesa” (2021).

Fonte: G1 Entretenimento